Preços de imóveis do ‘Minha Casa’ têm reajustes entre 11% e 33%

Edna Simão | De Brasília
Valor Econômico - 30/08/2012

Para despertar o interesse das construtoras, o governo federal decidiu reajustar os valores máximos dos preços dos imóveis que são adquiridos pelo Executivo para atender as famílias com renda de até R$ 1,6 mil do Programa Minha Casa, Minha Vida. Neste caso, serão utilizados recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).

Ontem, o Ministério das Cidades divulgou uma portaria, no “Diário Oficial da União”, elevando entre 11,11% a 33,33% os valores das moradias.

Com a alteração, os novos valores do Minha Casa, Minha Vida vão variar entre R$ 57 mil, em Estados como o Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul e Maranhão, e R$ 76 mil, caso do Distrito Federal. O que representa um reajuste que pode variar, conforme a unidade da federação, entre 11,11% a 33,33%.

Antes, o preço máximo que poderia ser cobrado pela construtora do governo era R$ 65 mil (nas grandes cidades).

Segundo informou o Ministério das Cidades, o cálculo dos novos valores considerou a atualização dos custos do terreno do imóvel, a edificação e a infraestrutura local.

A portaria também estabeleceu que não há diferença do valor máximo no caso de apartamento ou casas, o que antes existia. O último reajuste que o governo havia feito nos valores máximos dos imóveis foi em julho de 2011 e sempre há a demanda das construtoras por aumento dos preços.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, comemorou a iniciativa do governo. De acordo com ele, o reajuste dos preços vai possibilitar uma aceleração nas contratações para construção de casas para famílias com renda de até R$ 1,6 mil. Para ele, o que está faltando agora é uma participação maior dos Estados e municípios no que diz respeito à liberação e terrenos e o atendimento de infraestrutura básica.

Simão ressaltou que a contratação de imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida para a menor renda está praticamente parado. Isso porque, o que está sendo feito hoje se refere a financiamentos antigos. Com o reajuste dos valores, conforme Safady, haverá espaço para a apresentação pelas construtoras de novos projetos.

Para estimular o Minha Casa, Minha Vida, o governo resolveu nesta semana aumentar sua contribuição para a compra da casa própria para famílias com renda até R$ 1,6 mil. A parcela de comprometimento de renda desse público com o financiamento caiu de 10% para 5%, durante dez anos.

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