Lançamentos de imóveis em junho atingem 10,2 mil unidades, queda de 10,9%

Por Circe Bonatelli | De São Paulo - O ESTADO DE S. PAULO - 19/08/2016

Mercado imobiliário nacional teve queda nos lançamentos e nas vendas em junho

Mercado imobiliário nacional teve queda nos lançamentos e nas vendas em junho

O mercado imobiliário nacional teve queda nos lançamentos e nas vendas em junho, ainda pressionado por volume elevado de distratos, de acordo com pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A pesquisa considera dados fornecidos por 19 incorporadoras de grande porte, com presença em diversas regiões, e associadas à Abrainc.

Os lançamentos de imóveis em junho atingiram 10,2 mil unidades, queda de 10,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já as vendas chegaram a 10,3 mil unidades, recuo de 10,8% na mesma base de comparação.

No acumulado dos seis primeiros meses do ano, os lançamentos totalizaram 31,6 mil unidades, crescimento de 10,4% em relação aos mesmos meses do ano passado. As vendas chegaram a 49,8 mil unidades, queda de 13,9% na comparação entre os mesmos períodos.

O estoque no fim de junho totalizou 117,5 mil unidades, o que representa alta de 2,3% em relação a maio e alta de 10,3% em relação a junho do ano passado.

A velocidade de vendas - que considera o número de unidades comercializadas ante o estoque total - foi de 8,3% em junho, expansão de 1,1 ponto porcentual em relação a maio e queda de 1,4 ponto porcentual em relação a junho do ano passado. Com essa liquidez, seriam necessários 12,1 meses para realizar a venda integral desse estoque.

De acordo com a pesquisa da Abrainc/Fipe, 3,8 mil unidades tiveram as vendas canceladas em junho, aumento de 0,4% frente ao mesmo mês do ano passado. Já as entregas de empreendimentos totalizaram 17,7 mil unidades, alta de 39,3% na mesma base de comparação.

Balanços. O foco das incorporação imobiliária no restante desse ano seguirá no corte de despesas gerais e administrativas, esforços para comercialização dos estoques, prioridade à liquidez e cautela na oferta de novos projetos. Tal cenário se desenha depois que as principais companhias tiveram queda no lucro ou aprofundamento do prejuízo no segundo trimestre, afetadas pelo menor volume de vendas e pela persistência de distratos elevados devido à escassez de financiamento.

Além disso, durante a temporada de apresentação dos balanços, empresários disseram não ter clareza se a recuperação do mercado imobiliário está próxima. As dez maiores incorporadoras listadas na Bolsa tiveram, juntas, uma receita líquida de R$ 3,3 bilhões no segundo trimestre de 2016, queda de 34,8% em relação ao mesmo trimestre de 2015. As companhias apresentaram, ao todo, um prejuízo líquido de R$ 753,3 milhões no segundo trimestre, revertendo o lucro líquido de R$ 208 milhões do mesmo período de 2015.

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