Mudança de casa requer um bom planejamento

Por Márcia Rodrigues | De São Paulo - O ESTADO DE S. PAULO - 18/09/2016

12Quem já mudou de casa ao menos uma vez na vida, sabe os transtornos que esse processo causa. A começar pela escolha de uma empresa de transporte passa pelo planejamento, inclusive de gastos, e chega à logística envolvendo a mudança propriamente dita.

O preço cobrado pelas empresas de mudança podem partir de R$ 2.500 na capital paulista em empresas tradicionais e de grande porte. Por isso, a designer Sara Gabriele de Oliveira pesquisou o preço de um serviço de carreto em vários sites, quando resolveu mudar de um apartamento na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo, para outro imóvel no mesmo bairro, ela resolveu pesquisar o preço de um carreto em vários sites que atuavam na região. Um cobrou R$ 450 e outro R$ 700. Ambos tinham adicional de R$ 10 por patamar que precisasse carregar os móveis.

“Eu ia sair de um prédio de três andares sem elevador para outro com seis andares, o serviço ia sair uma fortuna. Eu comentei com o pessoal do trabalho e me indicaram um senhor que cobraria R$ 250 para fazer o carreto, sem adicionais. Por fim ele e os ajudantes foram tão bacanas e prestativos que acabei pagando R$ 350 mais o almoço.” (Mais informações de preços de mudanças no texto abaixo)
Além da procura pelo melhor preço e a mudança requer muito trabalho e organização. Por isso, planejar cada etapa com antecedência pode facilitar, e muito, a vida de quem vai passar por essa experiência. De acordo com a personal organizer Gisele Bonaroski, o ideal é que a preparação inicie um mês antes. “Nem tudo o que está dentro de casa é utilizado com frequência. Dá para separar o que é pouco usado e começar a empacotar.”

O primeiro passo é comprar caixas de papelão ou pedir usadas em supermercados ou lojas. Depois, é interessante reservar um cômodo para ir colocando tudo o que já foi empacotado. “É importante empilhar as caixas divididas por cômodos para facilitar a organização quando chegar na outra casa.”
Gisele orienta a não misturar artigos diferentes na mesma caixa, mesmo que sobre espaço. “Reserve uma caixa para colocar todos os pratos, outra para os copos, talheres, panelas, formas, travessas e assim por diante.” Itens que podem ser quebrados devem ser embalados com sacos bolha.

É recomendado, nesse processo, também identificar as caixas. “A anotação deve vir em cima da caixa para facilitar a visualização. Coloque o cômodo correspondente e o que tem dentro.”
Na semana que antecede a mudança, é evite comprar mantimentos perecíveis para facilitar o transporte. “Deixe na geladeira apenas os alimentos que serão consumidos nos próximos dias.” Desligue a geladeira na noite anterior para reduzir as tarefas no dia da mudança.

Segundo Gisele, a mudança também é uma oportunidade para descartarmos o que não é mais usado ou o que está quebrado ou rasgado. “Sempre deixamos roupas e outros artigos num canto guardados, dizendo que um dia poderemos usar”, diz. “A mudança é uma chance para nos desapegarmos e deixarmos a casa mais leve.” Ela recomenda que peças em bom estado sejam doadas e o que não tem mais serventia, seja enviado para reciclagem, ou que simplesmente seja jogado fora.

Quando o caminhão encostar no outro imóvel, é importante separar as caixas para serem colocadas diretamente no cômodo correspondente. “Esta atitude vai facilitar muito a organização posteriormente.”
O ideal, de acordo com Gisele, é que a arrumação comece pela cozinha. Mesmo que o plástico bolha seja novo, é importante, argumente a profissional, lavar todos os itens que foram embalados com ele antes de guardá-los.

A orientação é, depois de arrumada a cozinha, começar a organizar o quarto, já que, depois de um dia cansativo, um noite de sono em um quarto arrumado cai muito bem. “Limpe os armários, cômodos e sapateiras por dentro e por fora, pendure as roupas de cabide e arrume as gavetas, prateleiras e sapateiras.”

A partir daí, diz Gisele, a pessoa deve organizar-se para arrumar um cômodo por vez e que essa fase não ultrapasse 15 dias. “Depois desse período, as caixas que ainda não foram desfeitas começam a atrapalhar a rotina da casa e provocam ansiedade nos moradores.”

Oito conselhos

Planejamento
A preparação deve começar um mês antes. Planejar cada etapa com antecedência facilita todo o processo
Caixas de papelão
Podem ser adquiridas em supermercados ou pedir usadas em lojas e mesmo em mercados
Espaço separado
Reserve um cômodo ou espaço da casa de onde vai sair a mudanças para ir colocando tudo o que vai sendo empacotado durante esse mês
Empilhamento
Quem trabalha no ramo aconselha que as caixas sejam empilhadas de acordo com os cômodos que seus conteúdos se destinam no novo imóvel
Sem mistura
É aconselhável não misturar produtos diferente em uma mesma caixa. Por exemplo, deixe uma somente para pratos, outra só talheres, outra só para roupa de cama de um quarto etc,
Identificação
É imprescindível identificar o conteúdo das caixas e o cômodo a que esse conteúdo se destina. A identificação deve estar na parte superior das caixas
Separação
Colocar as caixas no caminhão de mudança de acordo com o cômodo a que se destinam
Na nova casa
O ideal e começar a arrumação pela cozinha. Depois, pelo seu quarto. A partir de então, organize-se para arrumar um cômodo por dia, desde que não ultrapasse uma semana.

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