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Preço do imóvel usado desacelera

segunda-feira, maio 6th, 2013

Entre janeiro e abril, os preços dos imóveis prontos e disponíveis para venda subiram, em média, 3,9% nas 16 regiões pesquisadas no Brasil

Márcia De Chiara, do Estadão

“A alta de preços dos imóveis está perdendo força e se espalhando”, afirma Eduardo Zylberstajn, o coordenador do Índice FipeZap

São Paulo - Os preços dos imóveis prontos, a maioria usados, dão sinais de desaceleração no País. E há regiões da cidade de São Paulo que registram inclusive queda de preço, aponta pesquisa da FipeZap feita com base nos imóveis anunciados na internet.

Entre janeiro e abril, os preços dos imóveis prontos e disponíveis para venda subiram, em média, 3,9% nas 16 regiões pesquisadas no Brasil. Em igual período de 2012, a alta tinha sido bem maior, de 5,3%. A inflação projetada pelo mercado no período, medida pelo IPCA, é de 2,4%, segundo o Boletim Focus, do Banco Central.

“A alta de preços dos imóveis está perdendo força e se espalhando”, afirma Eduardo Zylberstajn, o coordenador do Índice FipeZap de imóveis prontos, a maioria usados. Ele observa que os mercados de imóveis em lançamento e de imóveis usados são complementares.

Entre janeiro e abril, em 5 das 16 cidades pesquisadas, por exemplo, os preços dos imóveis usados subiram abaixo da inflação acumulada no período. No Distrito Federal, a alta foi de 0,1%; em Santo André e em São Caetano, de 2,3%; em São Bernardo, 2,2%, e em Recife, 1%.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, os preços subiram 3,8%, mas em 33 das 125 regiões monitoradas a alta de preço ficou abaixo da inflação do período. “Em dez bairros houve queda nominal dos preços”, ressalta Zylberstajn. Nesse rol estão os bairros Sumaré, Ibirapuera, Capão Redondo, Vila Monumento, Parque do Carmo, Pari, Parque da Mooca, entre outros.

Hipotecas

A desaceleração dos preços dos imóveis é apontada por outro indicador de preços, o Índice de Valor de Garantia - Imóveis Residenciais (IVG-R) elaborado pelo Banco Central. O indicador é calculado com base no valor de avaliação dos imóveis alienados e dados em garantia de hipotecas imobiliárias aos bancos.

De acordo com estudo feito pela LCA Consultores, com base no índice do BC, em 2010 os preços dos imóveis subiram 20% e, no ano passado, a elevação foi de apenas 3,6%, descontada a inflação. A consultoria diz que os preços dos imóveis estão em “franca desaceleração”: continuam subindo, mas num ritmo cada vez menor.

Na avaliação de Zylberstajn, essa desaceleração e a queda de preços dos imóveis em certas regiões não se trata necessariamente de uma notícia ruim. “Nos últimos dois a três anos, houve uma perda de noção de valor. Agora o ritmo do mercado está mais saudável.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

8 milhões querem comprar casa

terça-feira, fevereiro 19th, 2013

Nice de Paula
O Globo - 19/02/2013

Número é maior do que o de famílias que pagam aluguelcasa própria continua sendo o maior sonho da classe média brasileira, mas um dos principais objetivos de quem planeja comprar um imóvel não é fugir do aluguel e sim de outros membros da família. Pesquisa nacional do Instituto Data Popular mostra que, embora menos de 18% dessa parcela da população paguem aluguel, 7,9 milhões de famílias querem comprar sua casa própria nos próximos dois anos, conforme antecipou ontem Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO.

O número representa 25% das 31,4 milhões de famílias que compõem classe média. Ou seja, é maior do que a fatia que paga aluguel. No último levantamento, realizado em 2009, o imóvel aparecia nos planos de apenas dois milhões de famílias.

- O problema não é fugir do aluguel, mas criar um patrimônio, dar uma segurança para a família, e principalmente ser dono do próprio nariz, já que muitos são casados e vivem com os pais ou sogros. O ditado “quem casa quer casa” nunca foi tão verdadeiro - diz Renato Meirelles, diretor do instituto.

A classe média - grupo com renda familiar mensal entre R$ 1.110 e R$ 3.875, segundo a pesquisa - já responde por 54% dos domicílios brasileiros, e ganha mais 1,2 milhão de famílias a cada ano, por ascensão social ou novos casamentos.

Segundo Meirelles, o salto no número dos que pretendem comprar um imóvel foi influenciado pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

- O programa mostrou para essa parcela da população que o sonho da casa própria é possível. Acho 7,9 milhões um número muito alto. Se um terço se realizar já será muita coisa.

O número reflete o otimismo do brasileiro. Basta ver que, desde sua criação, em 2009, o programa Minha Casa, Minha Vida financiou 1,337 milhão de imóveis. Das famílias que planejam comprar imóvel, 80% pretendem recorrer ao financiamentos e as outras dizem que vão pagar à vista ou por meio de consórcio.

O Data Popular tomou por base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE. Mostra que 75% da classe média moram em imóvel próprio e 7% em residências cedidas. O Nordeste tem o maior percentual de famílias com residência própria: 80%. No Sudeste, são 74%

O critério para definir classe média foi o mesmo usado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência. Por esse indicador, famílias com renda média mensal de até R$ 1.109 são consideradas classe baixa; e aquelas com ganho a partir de R$ 3.876 são da classe alta.

Índice que reajusta o aluguel acelera em dezembro e fecha o ano em 7,82%

quinta-feira, dezembro 27th, 2012

Folha de São Paulo

DE SÃO PAULO

O IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado, usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, acelerou em dezembro para 0,68%, ante variação de -0,03% em novembro, segundo a FGV.

Com o resultado do mês, o índice fecha o ano em 7,82% em 2012, acima do registrado em 2011, quando a variação foi de 5,10%.

Analistas de mercado ouvidos pela Reuters esperavam uma variação de 0,78% para o índice em dezembro. Já para o ano, a expectativa era de um IGP-M de 7,71%, segundo o último boletim Focus, do Banco Central.

Após mostrarem deflação, os preços no atacado voltaram a subir neste final de ano. O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que responde por 60% do índice geral, teve alta de 0,73% neste mês. Em novembro, houve queda de 0,19%.

A alta foi puxada sobretudo pelos produtos agropecuários, cujos preços subiram 1,40%, enquanto os produtos industriais avançaram 0,46%.

Dentro do IPA, as maiores influências foram aves (de 2,30% em novembro para 8,91% em dezembro), milho em grão (de 4,11% para 5,90%), feijão em grão (de -4,09% para 9,42%) e aves abatidas e frigorificadas (de -2,64% para 5,28%). Soja em grão desacelerou a deflação, de -3,50% para -1,65% no período.

VAREJO

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor), com peso de 30% no IGP-M, também avançou 0,73%, ante variação de 0,33% no mês anterior.

A principal contribuição partiu do grupo alimentação (de 0,08% para 1,29%). Nessa classe de despesa, a FGV destacou o comportamento das hortaliças e legumes (-11,98% para 1,85%) e carnes bovinas (-1,06% para 1,63%).

Também subiram as taxas de variação dos grupos educação, leitura e recreação (0,50% para 1,04%), habitação (0,47% para 0,63%), despesas diversas (0,20% para 1,11%), vestuário (0,77% para 0,90%) e transportes (0,25% para 0,27%).

Nessas classes de despesa, destacaram-se passagens aéreas (3,59% para 22,97%), tarifa de eletricidade residencial (0,97% para 1,68%), cigarros (zero para 2,78%), roupas (0,67% para 1,16%) e tarifa de táxi (zero para 5,51%), respectivamente.

Já o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), com peso de 10% no índice geral, registrou elevação de 0,29%, após um avanço de 0,23% em novembro.

O IGP-M calcula as variações de preços no período entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. Além dos contratos de aluguel, o índice também é usado como referência para os contratos de energia.

Com agências de notícias

Oferta de imóveis para alugar cresce 28% em SP em 2012

segunda-feira, dezembro 17th, 2012

Segundo Lello, oferta de imóveis residenciais e comerciais para locação aumentou 28% no estado de janeiro a novembro de 2012 em relação ao mesmo período de 2011

Priscila Yazbek, de Exame.com
Imóveis residenciais mais buscados são apartamentos com valor de locação médio de 2.500 reais

São Paulo - A falta de imóveis para locação no Estado de São Paulo dá sinais de arrefecimento. O número de imóveis residenciais e comerciais disponíveis para locação no estado de São Paulo creseu 28% entre janeiro e novembro deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado.

As informações são de um levantamento da Lello, uma das principais administradoras de imóveis do estado. A pesquisa foi baseada na variação da oferta de imóveis da carteira da Lello, que atualmente é composta por cerca de 10.000 unidades.

O levantamento mostrou também que na locação residendicial, os imóveis mais buscados são apartamentos de dois e três dormitórios com pelo menos uma vaga de garagem e em regiões bem localizadas, próximas a estações de metrô, e com valor médio de aluguel de 2.500 reais. Quanto aos imóveis comerciais, os mais buscados são os imóveis de grandes lajes, galpões e lojas de rua em regiões estratégicas.

Segundo a assessoria de imprensa da empresa, a Lello não divulga os resultados da pesquisa em números absolutos, por isso a variação é apresentada apenas em termos de porcentagem.

Aluguel tem variação de 0,2% em setembro

quarta-feira, outubro 24th, 2012

No acumulado de 12 meses, a valorização foi de 10,3%, a mais baixa desde março de 2010
Luiz Guilherme Gerbelli, Agência Estado

Imóvel disponível para locação: para fugir da valorização acima da média do novo aluguel, o inquilino deve sempre negociar para tentar diminuir o impacto do reajuste

São Paulo - Os contratos de aluguel tiveram alta de 0,2% em setembro em relação a agosto na cidade de São Paulo, segundo pesquisa mensal do Secovi-SP (Sindicato da Habitação). No acumulado de 12 meses, a valorização foi de 10,3%, a mais baixa desde março de 2010.

A valorização anual do aluguel novo se aproximou ainda mais de outros indicadores do mercado. O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) - indicador tradicional usado para reajustar o aluguel - teve alta de 8,07% em setembro no acumulado de 12 meses. Para efeito de comparação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 5,28% no período. Em novembro do ano passado, por exemplo, o novo aluguel teve valorização anual de 19,77% - o IGP-M estava em 5,95%.

“No acumulado de 12 meses, o indicador vem mostrando uma adequação de mercado”, diz Mark Turnbull, diretor da vice-presidência de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP. “Mesmo assim, os aluguéis ainda estão altos”, afirma Turnbull. Para ele, ainda há uma procura grande por imóveis, enquanto a oferta permanece limitada. “A tendência é que aos poucos o reajuste vá se ajustando à inflação”, afirma.

No mês passado, os imóveis que tiveram maior reajuste no valor do aluguel foram os de um quatro (0,4%). Os imóveis com dois dormitórios tiveram aumento de 0,2%, enquanto os preços das moradias com três dormitórios ficaram estáveis.

O Secovi-SP também apontou que o Índice de Velocidade de Locação (IVL) - que mede a média de dias que um imóvel vago demora para ser ocupado - foi de 21,3 dias para casas e de 29,1 dias para apartamento. “Esse tempo também vem aumentando”, afirma Turnbull.

Vale negociar

Para fugir da valorização acima da média do novo aluguel, o inquilino deve sempre negociar para tentar diminuir o impacto do reajuste, sobretudo quando há uma boa relação com o proprietário. “O investidor sempre quer um bom inquilino que pague o aluguel em dia e que cuide bem do seu imóvel”, diz o diretor da vice-presidência de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP.

Um imóvel desocupado nem sempre é vantajoso para o proprietário, o que pode aumentar o poder de barganha do inquilino. “Com o imóvel desocupado, o proprietário tem de pagar o IPTU ou pagar um segurança porque não há ninguém habitando a moradia. Há, então, um espaço para negociação”, diz Turnbull.

Por enquanto, a solução para os inquilinos que não conseguem arcar com os reajustes tem sido migrar para os extremos da cidade, onde o valor pago pelo aluguel costuma ser menor. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Aluguel novo sobe mais que a inflação

terça-feira, setembro 18th, 2012

LUIZ GUILHERME GERBELLI
O Estado de S. Paulo - 18/09/2012

Com procura grande por imóveis residenciais, aluguel médio subiu 11,87% em um ano

A alta demanda por aluguel residencial em São Paulo tem feito com que os contratos para novas locações sejam reajustados por um valor superior ao Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e que serve de base para o aumento anual do aluguel.

Nos 12 meses encerrados em julho, o IGP-M acumulou alta de 6,67%. Para o mesmo período, de acordo com o Secovi-SP, o valor médio do aluguel novo contratado aumentou 11,87%.

“Os proprietários estão vendo que o mercado ainda está muito ativo e, no momento da renovação, costumam pleitear um valor maior”, afirma Mark Turnbull, diretor do Secovi.

A diferença entre o IGP-M e o indicador do Secovi, atualmente em 5,2 pontos porcentuais, já foi maior. Em novembro do ano passado, chegou a 13,8 pontos porcentuais. Essa aproximação entre os dois índices pode indicar um ajuste de preço do mercado, que teve uma alta acelerada nos últimos anos. “É um ajuste de mercado que está ocorrendo”, afirma Turnbull.

O valor do preço do metro quadrado apurado pela pesquisa Fipe/Zap também está acima do IGP-M. Nos 12 meses encerrados em agosto, o indicador da FGV acumulou alta de 7,72%. Já o índice Fipe/Zap teve alta de 9,7% em São Paulo e de 15% no Rio. “O fato de o aluguel estar subindo bastante é um sinal de que tem uma demanda muito forte por moradia”, diz Eduardo Zylberstajn, pesquisador da Fipe.

O indicador medido pela Fipe também já cresceu num ritmo mais acelerado. Em agosto do ano passado, a alta anual foi de 15% em São Paulo. Mas também já cresceu menos. Em 2009, ano em que a economia brasileira se retraiu por causa da crise internacional, a alta foi de apenas 6% nos 12 meses encerrados em agosto. “Esse indicador oscila mesmo. Mas quando há um descompasso entre a demanda e a oferta não será tanto o IGP-M que vai pautar o reajuste de aluguel”, diz Zylberstajn.

A tendência, de acordo com o pesquisador da Fipe, é que a demanda por aluguel residencial continue aquecida. Para sustentar essa previsão, ele cita desde questões demográficas até a alta taxa de urbanização do Brasil. “Você também tem uma capacidade de oferta de novas construções bastante restrita”, afirma.

Pelo menos na cidade de São Paulo, a aprovação de novos projetos residenciais está em queda. Em junho, segundo o Secovi-SP, foram aprovados 41.259 projetos, o nível mais baixo deste ano. No auge - em setembro de 2011 - o total de aprovações chegou a 54.525 imóveis.

Imóveis devolvidos. O reajuste do novo aluguel acima do IGP-M faz com que cerca de 60% das novas locações sejam resultados de imóveis devolvidos pelos locatários que não têm condições de arcar com o custo maior.

“Naquele momento, em que vencem os 30 meses, o locatário fica muito vulnerável. E, nessa hora, 60% dos inquilinos devolvem o imóvel por não conseguirem pagar o aluguel pleiteado pelo proprietário”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis, de São Paulo (Creci-SP).

De acordo com ele, esse aumento pode ser negociado e há casos em que o reajuste não chega a ser cobrado pelo proprietário. “Quando o inquilino sempre paga o aluguel em dia e faz uma boa conservação do imóvel, esse reajuste costuma ser negociável. Há casos em que o proprietário não muda o valor em nada”, afirma o presidente do Creci.

São Paulo tem 9º aluguel mais caro do mundo para escritórios

terça-feira, setembro 4th, 2012
Radar Imobiliário - O Estado de São Paulo
Sílvio Guedes Crespo
O preço do aluguel de escritórios de primeira linha em São Paulo é o nono maior do mundo, segundo o ranking mais recente da consultoria americana Jones Lang LaSalle, publicado no site The Economist. A pesquisa abrange 90 grandes cidades do planeta.
Na capital paulista, o metro quadrado de um escritório “prime”, como diz a pesquisa, custa US$ 749 por ano. Em Londres, cidade que encabeça o ranking, imóvel similar sai por US$ 1.605 anuais.
Considerando a cotação atual do dólar, um espaço de 100 metros quadrados custaria R$ 12,8 mil mensais em São Paulo e R$ 27,4 mil em Londres.
Variação
São Paulo foi a cidade que registrou a quinta maior alta do mundo no preço do aluguel de escritórios de primeira linha (18,2%). No topo da lista está Jacarta, na Indonésia, onde o valor aumentou 41,1%. Em seguida, aparecem Pequim (40,7%), Perth (23,2%) e Cidade do México (19,7%).
Em Londres, os preços estão estacionados, assim como em várias outras cidades europeias (Amsterdã, Frankfurt, Munique).
Hong Kong, apesar de ainda estar cara, teve a segunda maior queda, de 12,4%, atrás apenas de Hanoi, onde o preço caiu 17,1%.
Abaixo, as 20 cidades que encabeçam a lista dos aluguéis de escritórios mais caros do mundo.



CIDADE 
ALUGUEL* 
VARIAÇÃO (%)**
Londres 
1.605
0,0
Hong Kong
1.544
-12,4
Moscou
1.200
0,0
Paris
1.025
-1,1
Tóquio
1.059
0,0
Pequim
980
40,7
Nova York 
778
7,2
Xangai 
763
7,8
São Paulo 
749
18,2
Cingapura 
737
-10,5
Mumbai
602
2,0
São Francisco
557
21,9
Frankfurt
501
0,0
Sydney
465
12,5
Toronto
460
-1,6
Dubai
439
0,0
Madri
376
-6,6
C. México
322
19,7

* Preço do metro quadrado por ano, em dólares
** Segundo trimestre de 2012 em comparação com igual período de 2011

Os 10 bairros onde o aluguel mais subiu no Rio de Janeiro

quinta-feira, agosto 9th, 2012

Veja quais foram os bairros que tiveram maior aumento no preço do aluguel em relação a meados do ano passado
Priscila Yazbek, de Exame.com

Mercado ainda aquecido

São Paulo - O Secovi (Sindicato da Habitação) do Rio de Janeiro divulgou quais foram os 10 bairros da cidade que tiveram a maior valorização nos preços de aluguéis entre julho de 2011 e julho de 2012. Na média, os aluguéis na cidade em julho estavam 28,6% mais caros do que em julho do ano passado. Os dez bairros com maiores altas de aluguel são todos bem localizados - na Zona Sul ou próximos ao Centro - ou serão beneficiados por obras relacionadas à Copa e às Olimpíadas - caso da Zona Oeste.

“O mercado de locação do Rio de Janeiro está muito aquecido, é uma boa oportunidade para quem investe em imóveis porque existem boas garantias de locação. Esta alta decorre de uma mudança conceitual: o ciclo de vida da família está se modificando, os jovens estão saindo de casa mais cedo, mais pessoas estão se separando e morando em casas diferentes, os idosos estão se mudando para ficar mais perto dos filhos e a locação é uma alternativa interessante nestes casos”, explica o vice-presidente de Assuntos Condominiais do Secovi Rio, Leonardo Schneider.

Para chegar ao resultado dos preços médios do metro quadrado do aluguel em cada bairro, o Secovi pesquisou as ofertas de locações divulgadas em jornais e portais imobiliários, que abrangem, segundo a entidade, 90% das ofertas ativas da cidade.

1. Centro

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: 85,1%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 29,43

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 15,90

Motivações da valorização: Segundo Leonardo Schneider, o Centro era uma região preterida pela população, mas voltou a ser procurada depois do início de alguns projetos de revitalização. “Com toda a movimentação na região e com o projeto Porto Maravilha (de revitalização da área portuária) o Centro volta a ser procurado. E também, com as complicações no trânsito, as pessoas estão buscando moradias na região para facilitar o acesso ao trabalho”, comenta.
2. Méier

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: 42,1%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 16,47

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 11,59

Motivações da valorização: Segundo Schneider, a zona norte no geral e o bairro do Méier em particular foram bastante beneficiados pela política de pacificação das favelas. Agora é mais seguro morar na região. “O bairro está sendo revitalizado e tem recebido diversos empreendimentos imobiliários. Hoje há uma quantidade considerável de imóveis”, diz. Ele também conta que o aumento da renda da população tem pressionado o crescimento da procura por aluguéis no tradicional bairro da Zona Norte carioca. “O Méier é uma boa alternativa para quem ainda não consegue morar nas regiões mais nobres por ter um bom custo-benefício”, explica.

3. Vila Isabel

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: 28,4%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 21,87

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 17,04

Motivações da valorização: Conforme explica o vice-presidente de Assuntos Condominiais do Secovi Rio, o endereço da boemia na Zona Norte do Rio era muito traumatizado pelo tráfico de drogas no Morro dos Macacos. Com a pacificação da comunidade, o bairro de Noel Rosa voltou a ser valorizado. “É uma região muito próxima à Tijuca, muito bem localizada. Antes da pacificação, o valor do metro quadrado era baixo, e o bairro vivia em um completo abandono em matéria de investimentos imobiliários. Mas agora Vila Isabel vem sendo revitalizada”, diz Schneider.

4. Jacarepaguá

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: +21,9%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 17,63

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 14,47

Motivações da alta: O bairro de Jacarepaguá, segundo Leonardo Schneider, tem alguns dos mesmos atributos que a Barra da Tijuca, mas é mais econômico. “Jacarepaguá fica na mesma reta que a Barra da Tijuca, mantém os padrões de empreendimentos da Barra, mas é uma opção com preços mais baixos”, diz. Ele também acrescenta que a região está aquecida por causa de projetos da Copa do Mundo e das Olimpíadas que estão sendo realizadas na Zona Oeste da cidade.

5. Lagoa

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: +19,7%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 53,74

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 44,90

Motivações da valorização: “A Lagoa é um bairro muito central do Rio e tem um belo visual e alta qualidade de vida”, explica Leonardo Schneider. Ele atribui a valorização do bairro de alto padrão da Zona Sul carioca ao fato de a região ser tão agradável quanto Leblon e Ipanema e ainda assim ter valores de aluguéis mais baixos

6. Tijuca

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: +18,9%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 25,37

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 21,34

Motivações da valorização: A Tijuca, assim como os outros bairros da Zona Norte nesta lista, é outro caso de região beneficiada pela instalação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nas favelas do bairro. “A Tijuca é cercada por morros e comunidades. Com a pacificação, o bairro ficou mais valorizado. É um bairro muito tradicional da cidade e tem as vantagens de ter bastante opção de comércio e acesso ao metrô”, explica o vice-presidente de Assuntos Condominiais do Secovi Rio.

7. Barra da Tijuca

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: +18,8%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 35,04

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 29,50

Motivações da alta: A valorização dos aluguéis na Barra da Tijuca pode ser explicada sobretudo pelo fato de o bairro da Zona Oeste ser um dos mais contemplados pelos investimentos relacionados à Copa do Mundo e às Olimpíadas, segundo Leonardo Schneider. “Diversos projetos estão previstos para o bairro, como os projetos de transporte. É o caso da nova linha do metrô, que ligará a Barra à Zona Sul da cidade, e alguns outros projetos que já chegaram, como o BRT, linha expressa de ônibus já em funcionamento que liga a Barra ao bairro de Santa Cruz. A região vive uma pujança econômica muito grande”, comenta.

8. Gávea

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: +18%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 49,88

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 42,27

Motivações da alta: De acordo com Leonardo Schneider, o bairro de alto padrão da Zona Sul é bem localizado, e agrada por ter opções de comércio e um shopping center. “É um bairro que também tem muitos artistas e formadores de opinião. Tudo isso acaba gerando maior procura pelo bairro e o torna uma alternativa à região do Leblon”, afirma.

9. Leblon

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: 17,3%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 61,39

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 52,33

Motivações da valorização: De acordo com os dados do Secovi, o bairro da Zona Sul teve o maior preço médio do metro quadrado do aluguel em julho. Para Scheneider, a valorização do Leblon está muito associada a uma questão de status do bairro. “O preço do metro quadrado no bairro é muito alto, hoje é o carro-chefe do Rio de Janeiro. Todo mundo que tem dinheiro quer morar no Leblon. O bairro tem bons restaurantes, praia, segurança, opções de lazer e morar lá é uma questão de glamour”, avalia.

10. Ipanema

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: 16,3%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 60,57

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 52,33

Motivações da valorização: Assim como Leblon, a vizinha Ipanema é um bairro mais voltado a pessoas com um padrão de renda mais elevado, segundo Schneider. “Ipanema é um bairro com comércio, muito tradicional, voltado a um público mais despojado, e muitos estrangeiros têm buscado locações no bairro, o que contribui para a valorização dos aluguéis”, justifica o vice-presidente de Assuntos Condominiais do Secovi Rio.

Contratos novos de aluguel sobem 14% em um ano em São Paulo

segunda-feira, junho 25th, 2012

FOLHA DE SÃO PAULO

O valor dos contratos novos de locação residencial assinados na capital paulista teve aumento médio de 14,11% nos últimos 12 meses terminados em maio, de acordo com os dados do Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo divulgados nesta segunda-feira.

No mês de maio, a alta foi de 1,5% na comparação com fevereiro.

“Os números mostram a tendência de queda dos preços dos novos aluguéis em São Paulo nos primeiros meses deste ano”, analisa Walter Cardoso, vice-presidente de gestão patrimonial e locação do sindicato. Segundo dados da entidade, em janeiro, o acumulado foi de 17,9%; em fevereiro, 17%; em março, 16,2%; e em abril, 13,8%.

As unidades de três dormitórios tiveram o maior aumento no aluguel durante o mês passado, com elevação de 1,9% ante fevereiro. Nos imóveis de dois dormitórios a alta foi de 1,5% e nos de um ficou em 1%.

A modalidade de garantia mais utilizada nos contratos de aluguel residencial fechados em março foi o fiador, com 48,5% das ocorrências do mês. O depósito de até três meses também foi muito usado, com uma participação de 32%. O seguro-fiança foi a opção de um em cada cinco contratos.

As casas foram alugadas mais rapidamente do que os apartamentos no mês analisado. Elas levaram de 12 e 30 dias, em média, para serem ocupadas. Os apartamentos demoraram um pouco mais: o IVL (Índice de Velocidade de Locação), que mede em número de dias quanto tempo leva um imóvel para ser alugado, oscilou de 17 a 36 dias.

Aluguéis comerciais no Brasil superam até Nova York

segunda-feira, junho 11th, 2012

Maria Luíza Filgueiras, de Exame

A escalada nos preços dos imóveis residenciais no Brasil se repete no mercado de escritórios. Está tudo ficando mais caro. Mas uma enorme safra de construções pode ajudar a segurar os preços

São Paulo - Alugar um escritório virou um drama para as empresas instaladas no Brasil. Os preços subiram 60% em média nos últimos quatro anos — e em algumas avenidas de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde estão 85% dos imóveis comerciais de alto padrão do país, os valores chegaram a triplicar.

Em alguns casos, é possível alugar salas mais baratas na Park Avenue ou na Quinta Avenida, alguns dos endereços mais badalados de Nova York. E, apesar disso, a disputa pelos espaços aqui tem sido intensa. De 2008 para cá, prédios inteiros foram alugados antes de as obras serem finalizadas.

Recentemente, porém, o mercado começou a mudar. Os preços continuam em ascensão — mas, no Rio, a valorização já perdeu força. Depois de aumentar 22% no primeiro trimestre de 2011, os valores de locação subiram 6% nos primeiros três meses deste ano.

Em São Paulo, a valorização ainda beira os 20%, só que a demanda está menor. A taxa de imóveis vagos chegou a 12% no primeiro trimestre, a maior desde 2006.

Um mercado cíclico

O mercado de imóveis comerciais é cíclico — períodos de três a cinco anos de bonança costumam ser seguidos por fases de acomodação. Essas oscilações quase sempre estão ligadas ao desempenho da economia: quando o crescimento diminui (ou quando há retração), as empresas seguram investimentos e contratações e, assim, precisam de menos escritórios.

É comum que essa fase ruim coincida com o pico de entrega de novos prédios — as incorporadoras lançam os empreendimentos na fase de euforia, mas eles só ficam prontos de dois a três anos depois. Aí, pronto: os preços desabam.

Foi o que ocorreu em 2002, quando o Brasil vivia um período complicado — havia dúvidas sobre como seria o primeiro governo do presidente Lula, o país negociava um empréstimo de quase 50 bilhões de dólares com o Fundo Monetário Internacional e a crise na Argentina desviava investimentos estrangeiros da América Latina. Cerca de um quarto dos escritórios ficou desocupado nessa época, um recorde, e os valores dos aluguéis caíram 16%.

Por enquanto, nada indica que passaremos por um momento semelhante. Mas é consenso que o PIB vai crescer menos neste e no próximo ano — e há um número recorde de escritórios sendo construídos. Em São Paulo, até o fim do ano, devem ficar prontos 22 novos edifícios, ou 580 000 metros quadrados de salas, área equivalente a três Maracanãs, a maior oferta entregue num único ano.

Já é possível notar que a procura por escritórios está menor hoje do que foi no passado. “Em alguns prédios novos, há placas de ‘Aluga-se’ na porta, o que quase não acontecia até dois meses atrás, porque a demanda era maior que a oferta”, diz João da Rocha Lima Junior, professor da Universidade de São Paulo especializado em mercado imobiliário.

Um edifício em construção há dois anos na avenida das Nações Unidas, em São Paulo, ainda tem 35% da área desocupada. No Rio, pela primeira vez desde 2005, a taxa de imóveis vagos chegou a 10%.

Ainda é um patamar inferior à média mundial, de 13%, mas bem maior do que os 3% de 2008. “Esse cenário indica que a valorização deve perder força”, diz Mônica Barg, diretora da consultoria Jones Lang LaSalle.

Como Mônica, os executivos que acompanham esse mercado não esperam que os aluguéis fiquem mais baratos tão cedo. Por duas razões. Primeiro, porque, apesar do atual ritmo de construção, ainda faltam escritórios de alto padrão no país. Um estudo da consultoria CB Richard Ellis mostra que, em São Paulo, há 1 metro quadrado de sala comercial por habitante.

Em Londres, Nova York e Tóquio, a proporção é de 3 para 1. Por aqui, muitas empresas têm sua sede em locais piores do que gostariam. Além disso, investidores nacionais e estrangeiros continuam comprando escritórios para alugar.

Neste ano, até maio, os fundos imobiliários captaram quase 4 bilhões de reais para aplicar em escritórios, quase o dobro do valor do mesmo período de 2011.

“Os altos e baixos são comuns. No longo prazo, ainda acreditamos que os preços tendem a subir, ainda mais porque os juros estão diminuindo”, diz Garry Garrabrant, presidente da Equity International, empresa de investimentos do americano Sam Zell, que tem 2 bilhões de dólares aplicados no setor imobiliário brasileiro. A sorte de Garrabrant é que a Equity não tem uma sede no país. Se o aluguel aumentar, azar dos inquilinos.