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Hipótese de bolha imobiliária é descartada por fundos e incorporadoras

sexta-feira, junho 29th, 2012

Avaliação vai na contramão de alerta do BIS, que apontou distorções no mercado brasileiro, provocadas pelo forte ciclo de alta no preço dos imóveis

27 de junho de 2012 / Circe Bonatelli, da Agência Estado

SÃO PAULO - A hipótese de uma bolha imobiliária no Brasil foi descartada hoje por executivos de incorporadoras, fundos de investimento e bancos, que se encontraram na capital paulista para debater as oportunidades e riscos do setor. As opiniões desses representantes do mercado vão na contramão do alerta feito nesta semana pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), que apontou distorções no mercado brasileiro causadas pelo forte ciclo de alta no preço dos imóveis.

Na avaliação do diretor executivo da gestora de recursos GP Investiments, Antônio Ferreira, o Brasil não tem características que sinalizem a formação de uma bolha. Ferreira observa que a maioria dos negócios com imóveis no País é realizada por pessoas que buscam moradia e não ganhos com aluguel ou revenda, favorecendo a especulação, como ocorreu na bolha dos Estados Unidos.

Além disso, os financiamentos nos bancos privados brasileiros representam cerca de 55% do valor dos imóveis, o que indica um nível de endividamento moderado das famílias ante os EUA, onde esse valor chegava a 110%, comparou, durante encontro realizado pelo Centro de Tecnologia de Edificações (CTE) nesta manhã, em São Paulo.

O diretor da GP também acredita que a escalada no preço dos imóveis está fundamentada na ampliação do total de consumidores capazes de adquirir uma casa própria nos últimos anos, beneficiados pela melhora da renda e da oferta de crédito. “O preço subiu, mas tem fundamento na demanda”, afirmou Ferreira.

Na avaliação do diretor de Relações com Investidores da incorporadora Eztec, Emílio Fugazza, a escalada dos preços também está relacionada ao aumento dos custos para construção das habitações. “O preço subiu, mas as margens de lucro das empresas de construção caíram”, disse, atribuindo o cenário à alta dos custos com mão de obra e terrenos.

A tendência é que o mercado imobiliário continuará em expansão e que o apetite dos bancos pelo crédito habitacional siga crescente, na opinião do gerente geral de crédito imobiliário do Banco do Brasil em São Paulo, Francisco Martinez. Segundo ele, o crédito imobiliário deve atingir o montante de R$ 1,3 trilhão até 2020 no País, o que significa sair de uma fatia equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) atualmente para 16% nos próximos oito anos, patamar semelhante ao já verificado em países como Chile e México.

O executivo lembra que o Brasil tem um déficit de 7 milhões de moradias, verificado principalmente entre as classes de renda média e baixa, o que caracteriza uma demanda reprimida. “O sonho da casa própria continua em primeiro lugar na mente dos brasieiros. Isso explica a estratégia dos bancos de varejo em aumentar seus negócios de crédito imobiliário, que representam uma oportunidade importante de relacionamento de longo prazo com os clientes”, disse.

Martinez frisou que o Banco do Brasil tem objetivo de assumir a segunda posição no mercado de crédito habitacional até 2014. Hoje, o banco tem 3,7% do mercado e ocupa a quinta posição. A Caixa Econômica Federal segue em primeiro lugar, com cerca de 70% do mercado.

PDG Realty tem forte volume na bolsa após resultados

sexta-feira, maio 13th, 2011

Analistas do Santander e do Itaú BBA destacam o crescimento na margem bruta ajustada; recomendação de compra foi mantida
Marcel Salim de Exame.com

São Paulo – As ações ordinárias da construtora e incorporadora PDG Realty (PDGR3) estão entre as mais negociadas no pregão desta sexta-feira (13) na BM&FBovespa. A empresa divulgou os resultados do primeiro trimestre do ano, com destaque para a margem bruta em nível acima do esperado.

Às 12 horas, as ações da companhia ocuparam o posto de mais negociadas da sessão, com um total de 7.177 negócios e um volume financeiro de 68,250 milhões de reais, o quarto maior do dia. No mesmo horário, os papéis da companhia operavam com estabilidade, cotados a 9,33 reais.

A companhia anunciou ontem (12) um lucro líquido ajustado de 239,1 milhões de reais no primeiro trimestre do ano, cifra 33% maior ante o visto no mesmo intervalo de 2010. O salto no lucro ocorre em meio à conclusão do processo de integração das operações da Agre, adquirida em maio de 2010.

O resultado agradou os analistas de mercado. Em relatório, Santander e Itaú BBA destacaram o bom desempenho da margem bruta ajustada da companhia, que avançou de 33,9% para 35,2% entre o quarto trimestre de 2010 e o primeiro trimestre deste ano. A velocidade de vendas da companhia, medida pela relação de venda sobre oferta (VSO), ficou em 29% entre janeiro e março, acima do esperado pela própria empresa.

“Os resultados reforçaram nossa expectativa de que a companhia irá melhorar gradualmente sua rentabilidade nos próximos trimestres”, afirmaram Vivian Salomon e David Lawant do Itaú BBA. Segundo eles, dada a recente performance da ação da companhia abaixo da média do Ibovespa, os papéis tendem hoje a serem beneficiados.

A recomendação do Itáu BBA para a PDG Realty é de desempenho acima da média do mercado (outperform), com um preço-alvo de 12,50 reais por cada ação da empresa até o fim de 2011, o que representa um potencial de valorização de 33,97% frente a cotação de 9,33 reais vista no fechamento do pregão de ontem.

A visão positiva do Itaú BBA também é compartilhada por Flavio Queiroz, Gonzalo Fernández e Fabiola Gama, analistas do Santander. “As margens brutas, somadas a robusta velocidade das vendas e dos lançamentos, indicam que a companhia está no caminho certo para sustentar seu nível de rentabilidade acima da média”, destacam.

“No geral, consideramos os resultados como positivos e esperamos um impacto favorável sobre as ações no pregão desta sexta-feira”, completam. Os analistas do Santander mantiveram a recomendação de compra para os papéis da PDG, estabelecendo um preço-alvo de 14,90 reais até o final de 2011, o que representa um potencial de valorização de 59,69% frente a cotação do fechamento do pregão de ontem