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Valorização do mercado imobiliário paulistano chegou a 12%

quinta-feira, setembro 27th, 2012

InfoMoney

SÃO PAULO - A capital paulista já alcançou uma valorização anual de 12%, conforme apontou a pesquisa Barômetro do Mercado Imobiliário, do portal Agente Imóvel, baseada na avaliação de 150 mil imóveis em toda a cidade de São Paulo. O preço médio do metro quadrado, considerando toda a capital é de R$ 6.199.

Entre janeiro e agosto deste ano o aumento do metro quadrado já atingiu um crescimento de 8,8%. “Desde os últimos três anos a valorização subiu mais de 100% então a tendência agora é de queda”, avalia Johan Jonsson, sócio fundador do Agente Imóvel, instituição responsável pela pesquisa.

Mais valorizados O preço médio do metro quadrado dos imóveis nos bairros mais valorizados da cidade de São Paulo pode chegar a R$ 13.177. Este valor representa o que é cobrado por um imóvel na Chácara Itaim, por exemplo.

De acordo com a pesquisa Barômetro do Mercado Imobiliário, feito pela Agente Imóvel, entre os bairros mais valorizados da capital, a Vila Clementino é a que possui o menor valor, de R$ 7.395. Veja quais são os bairros mais caros da capital paulista:

Bairro Preço médio por metro quadrado

*Agente Imóvel

Chácara Itaim

R$ 13.177

Jardim Europa

R$ 12.469

Vila Nova Conceição

R$ 11.973

Jardim América

R$ 10.865

Vila Uberabinha

R$ 9.310

Itaim Bibi

R$ 9.278

Jardim Paulista

R$ 8.675

Vila Olímpia

R$ 8.586

Cerqueira César

R$ 8.525

Moema

R$ 8.347

Consolação

R$ 8.224

Cidade Monções

R$ 8.220

Paraíso

R$ 7.935

Pinheiros

R$ 7.830

Indianópolis

R$ 7.817

Brooklin Novo

R$ 7.576

Campo Belo

R$ 7.525

Vila Mariana

R$ 7.477

Brooklin Paulista

R$ 7.401

Vila Clementino

R$ 7.395

Metro quadrado por região

Segundo a pesquisa, em relação às regiões da cidade de São Paulo, a zona Oeste tem o maior preço médio do metro quadrado, chegando a R$ 6.874.

Em seguida, aparecem as zona Central que tem o metro quadrado a R$ 6.474. Na sequência, aparece o metro quadrado da zona Norte, que custa R$ 6.058, e o da zona Sul, que é de R$ 5.303. Por fim, aparece a zona Leste com o metro quadrado mais barato entre todas as regiões da cidade, de R$ 4.161.

Verticalização se espalha pela Zona Sul

terça-feira, setembro 11th, 2012

Santo Amaro tem maior crescimento; na Vila Mariana, 70% dizem morar em prédios
LAURA CAPRIGLIONE
DE SÃO PAULO

A professora de física Maria Angélica Marcondes, 55, sempre morou em casa. Ali mesmo, na Vila Mariana. Mas, divorciada depois de um casamento de 29 anos, filhos criados, ela caiu em depressão. Um mês de antidepressivos e, quando viu, estava no quiosque de vendas de um novo condomínio, perto do metrô. Comprou.

“Agora, meu foco é aproveitar mais a vida”, diz Angélica. “Tenho cinema, teatro, shopping, lojas, restaurantes, tudo pertinho e sem os contratempos da vida em casa.”

Ela tornou-se mais uma a aderir à maioria absoluta de moradores de apartamentos na Vila Mariana (70%). Apenas Moema (com 74%) tem proporção maior na zona sul.

“Está cada vez mais difícil achar um bom jardineiro. E o que dizer dos equipamentos de segurança que uma casa demanda? Pois bem, quem mora em prédio não tem de se preocupar com isso”, explica Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia do Sinduscon-SP, Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo.

A pesquisa Datafolha constatou uma corrida aos prédios na zona sul de São Paulo.

Entre 2008 e 2012, o número de moradores de apartamentos subiu em média 5 pontos percentuais (eram 16%, agora são 21%).

Há bairros, contudo, em que essa variação foi dramática, como Santo Amaro, onde o salto foi de 18 pontos percentuais (eram 35% em 2008, são 53% hoje), Saúde (de 43% para 58%), Campo Grande (de 28% para 43%) e Ipiranga (de 25% para 39%).

O BOOM DE SANTO AMARO

Na zona sul, o Datafolha constatou, o problema que mais cresceu nas preocupações dos moradores foi a violência urbana. Saltou de 6% para 13% (leia texto à pág. 10).

Segundo especialistas, é fator a empurrar os moradores para prédios. Mas há outros, como o acesso ao transporte coletivo de qualidade (leia-se metrô), a proximidade de shoppings, restaurantes e centros culturais. São os fatores extra-condomínios.

Entre os intramuros, segundo Zaidan, inclui-se um novo conceito de morar.

“Quem trabalha o dia todo, quer uma casa funcional. Os ambientes podem ser pequenos porque tudo encolheu: a televisão sem o tubo, o computador com os notebooks, o aparelho de som com os gadgets eletrônicos”, enumera.

“A cozinha (sem despensa porque ninguém mais faz estoque de alimentos) pode ser aberta para a sala. Tornou-se quase decorativa, já que almoçar ou jantar fora deixou de ser apenas programa de fim de semana”, diz.

Em alguns bairros, as torres de concreto brotando sinalizam a ressurreição da vizinhança. É o caso de Santo Amaro, vizinhança antiga que foi município independente até 1935, quando se incorporou a São Paulo.

Há tempo, Santo Amaro estava engessado entre o casario bonito, típico de bairros bem urbanizados (onde se instalaram os imigrantes alemães) e um comércio popular degradado -nos anos 80, ali era cenário de saques e quebra-quebras de ônibus.

Mas bastou o anúncio da construção da linha 5-lilás do metrô para o início de um boom imobiliário. Em uma só quadra, localizada a 400 m da futura estação, comprimem-se quatro edifícios recém-construídos.

Um quinto está sendo lançado. A planta básica prevê apartamentos de 31 a 78 m² de área privativa. “É para estudantes, solteiros, casais em início de vida, gays”, diz a corretora no empreendimento. “A vida, a balada, a festa acontecem na rua. A casa é para recarregar as baterias”, afirma. E para isso, esses casulos são mais do que bons.

Vila Andrade é campeã em lançamentos de imóveis

quinta-feira, agosto 30th, 2012

LUCCA ROSSI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Além das prestações e entrada que cabiam no bolso, a possibilidade de morar a dez minutos de carro do trabalho foi decisiva para que o empresário Gilson Canzi, 37, fechasse, há duas semanas, a compra de um apartamento na Saúde, zona sul da capital.

O empreendimento, da incorporadora You,inc, deve ser entregue em 2014.

O bairro está em quarto lugar entre os que mais lançaram residências na cidade nos últimos cinco anos, segundo estudo do Geoimovel, empresa de informações imobiliárias, para a Folha.

Na liderança está a Vila Andrade, seguida por Vila Mariana (ambas na zona sul) e Itaim (zona oeste). Na quinta posição aparece o bairro de Santana (zona norte).

A proximidade do local de trabalho cada vez mais tem definido a compra de imóveis residenciais na capital, diz Octavio Flores, diretor de negócios da construtora Gafisa.

“A maioria desses bairros está perto de regiões de escritórios, como as avenidas Berrini e Faria Lima, e tem oferta de transporte público e serviços”, diz o executivo, que aponta o Brooklin como outro alvo de lançamentos.

“A extensão da avenida Chucri Zaidan e a chegada de novos escritórios vai aumentar a procura na região.”

Para Roseli Hernandes, diretora comercial da Lello Imóveis, bairros como a Mooca e Vila Prudente, na zona leste, com fácil acesso ao metrô e empreendimentos com valores de condomínio mais baixos, por possuírem várias torres, seguirão atraindo moradores e lançamentos.

MAIS VALORIZADOS

Entre os dez bairros em que o valor do metro quadrado novo mais subiu nos últimos cinco anos, de acordo com o Geoimovel, oito estão a mais de 20 quilômetros do centro, como Cidade
Tiradentes e Guaianases, na zona leste, que viram o preço dobrar.

Brás e Pari, na região central, são as exceções que encabeçam a lista.

“A periferia teve um aumento da oferta de imóveis em função da maior dificuldade das construtoras em encontrar terrenos na região central. A demanda nesses locais também é grande, em especial por unidades econômicas, do programa Minha Casa, Minha Vida”, diz Sérgio dos Anjos, diretor comercial da construtora MRV.

Para o executivo, o público-alvo desses lançamentos é peculiar.

“São clientes recém-casados ou com casamento planejado, comprando a primeira moradia, que valorizam o bairro em que sempre moraram e querem ficar perto da família”, afirma.

Os bairros que mais recebem imóveis novos em São Paulo

sexta-feira, junho 29th, 2012

A cidade hoje se expande para bairros mais centrais e não necessariamente ricos em amplos terrenos

Julia Wiltgen, de Exame.com
A expansão da cidade

São Paulo – Os bairros campeões de lançamentos imobiliários dos primeiros cinco meses de 2012 diferem, em grande parte, daqueles que estavam no topo da lista no mesmo período do ano passado. Enquanto que regiões com grande oferta de terrenos e mesmo de alto padrão se destacavam em 2011 – como Morumbi (foto), Brooklin e Vila Nova Conceição – neste ano são os bairros mais adensados das Zonas Oeste e Sul, bem como os da Zona Leste próxima ao Centro que se destacam.

Levantamento da imobiliária Lopes feito a pedido de EXAME.com mostra os bairros da capital paulista que foram campeões de lançamentos em unidades de janeiro a maio de 2012. Na lista dos seis primeiros lugares - os mais significativos -, há representantes de todas as regiões, com lançamentos tanto da própria Lopes quanto de outras empresas. O levantamento levou em conta o Valor Geral de Vendas (VGV), métrica que considera a receita potencial que os empreendimentos lançados podem gerar.

1. Tatuapé

O bairro paulistano que mais se destaca em lançamentos neste início de ano é o Tatuapé, na Zona Leste, cujo Valor Geral de Vendas (VGV) é de 513 milhões de reais. Esse é quase o mesmo VGV do bairro campeão nos primeiros cinco meses do ano passado, o Morumbi, cujo valor lançado foi de 531 milhões de reais.

“O Morumbi sempre teve grande volume de lançamentos, mais terrenos e áreas menos exploradas. Mas também houve muitos lançamentos no ano passado, e o mercado não absorveu tudo. O Tatuapé, por sua vez, tinha projetos grandes, em terrenos igualmente grandes, que demoraram a ficar prontos, mas foram lançados neste ano”, diz Mirella Parpinelle, diretora de atendimento da Lopes.

Ela cita alguns empreendimentos lançados neste início de ano no Tatuapé: o You Metropolitan, empreendimento misto comercial e residencial, com apartamentos de um ou dois quartos; e o Helbor Boulevard Tatuapé (foto), prédio residencial com apartamentos de três quartos e 100 metros quadrados. Ambos, diz Mirella, são próximos ao metrô Tatuapé e ao shopping de mesmo nome, além de terem sido completamente vendidos no primeiro dia.

2. Perdizes

O segundo lugar ficou com o bairro de Perdizes, na Zona Oeste, com Valor Geral de Vendas de 455 milhões de reais. De janeiro a maio de 2011, o bairro sequer aparecia entre os dez campeões de lançamentos. Apesar de ser um bairro adensado, ainda há espaço para verticalizar. “É uma região de muitas casas de terrenos pequenos. Não há mais uma área mais nobre e uma menos nobre. Já existem prédios de excelente padrão em ruas onde só há casas e já estão sendo transformadas”, diz Mirella Parpinelle.

Segundo ela, o futuro comprador interessado em Perdizes vai também se interessar pela Barra Funda, que foi o nono bairro com mais lançamentos em valor de vendas deste início de ano. Próximo a Perdizes, Pinheiros também se destacou em lançamentos de janeiro a maio, com 241 milhões de reais em VGV, ficando na sétima posição. Mirella Parpinelle destacou a região da Faria Lima entre a Avenida Rebouças e o Largo da Batata, que vem sendo revitalizada. “As ruas paralelas à Faria Lima são ótimas para quem quer morar perto do trabalho, em um eixo maravilhoso, próximo à Avenida Paulista e à Marginal Pinheiros”, diz a diretora da Lopes.

3. Campo Belo

Em segundo lugar de janeiro a maio no ano passado, o bairro do Campo Belo, na Zona Sul, continua campeão em lançamentos, mas desta vez em terceiro lugar, com 375 milhões de reais em Valor Geral de Vendas (VGV). É um pouco menos do que seus 490 milhões de reais de 2011. De acordo com a diretora da Lopes, Mirella Parpinelle, esses lançamentos são reflexos da Operação Água Espraiada, projeto urbanístico e viário que visa a revitalizar a região. “Numa sequência, outro bairro beneficiado com lançamentos será o Brooklin”, observa Mirella.

Um exemplo de lançamento feito na região neste início de ano é o empreendimento de alto padrão Altto Campo Belo (foto), com apartamentos de 485 metros quadrados e cinco suítes, ou duplex de 838 metros quadrados.

Tags:

Apartamentos, Imóveis, Mercado imobiliário, São Paulo

Comentários (1)

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guilherme eduardo

Qual seria a quantidade em números?

29.06.2012 |

4. Vila Mariana

Ainda na Zona Sul, a Vila Mariana vem em quarto lugar, com 328 milhões de reais em Valor Geral de Vendas (VGV). Ausente da lista dos campeões de lançamentos do ano passado, o bairro é rico em infraestrutura, ainda dispõe de bons e amplos terrenos para construção e tem perfil de classe média alta. Um dos exemplos de lançamentos é o d.o.t Ibirapuera Living (foto), parte residencial de um empreendimento misto localizado próximo ao parque homônimo, na altura da estação Ana Rosa do metrô. Os apartamentos são compactos e possuem um ou dois dormitórios.

A opção mais em conta à Vila Mariana, para a classe média de menor poder aquisitivo, é o bairro da Saúde, um pouco mais ao Sul, que agora passa por um período mais intenso de verticalização. No início deste ano, a Saúde foi a oitava colocada em lançamentos, com VGV de 190 milhões de reais.

5. Mooca

Outro representante da Zona Leste – mais para a região central de São Paulo, uma fronteira de expansão imobiliária – a Mooca vem em quinto lugar, com Valor Geral de Vendas (VGV) em 324 milhões de reais. No bairro, que ainda contava com grandes terrenos para venda, foi lançado, por exemplo, o empreendimento de médio padrão SP Mooca Urban Life (foto), com apartamentos de dois, três ou quatro dormitórios, variando de 65 a 117 metros quadrados. Segundo Mirella Parpinelle, bairros próximos que devem apresentar um bom número de lançamentos mais para frente são a Barra Funda e o Bráz.

5. Mooca

Outro representante da Zona Leste – mais para a região central de São Paulo, uma fronteira de expansão imobiliária – a Mooca vem em quinto lugar, com Valor Geral de Vendas (VGV) em 324 milhões de reais. No bairro, que ainda contava com grandes terrenos para venda, foi lançado, por exemplo, o empreendimento de médio padrão SP Mooca Urban Life (foto), com apartamentos de dois, três ou quatro dormitórios, variando de 65 a 117 metros quadrados. Segundo Mirella Parpinelle, bairros próximos que devem apresentar um bom número de lançamentos mais para frente são a Barra Funda e o Bráz.

Conheça os lugares mais cobiçados de São Paulo

sexta-feira, maio 11th, 2012

Radar Imobiliário
Claudio Marques

O município de São Paulo tem ao todo 1.523,278 quilômetros quadrados, mas algumas localidades dessa imensidão despertam especial interesse do consumidor. Em geral pela boa localização, elas têm imóveis com vacância mínima e preços bem mais altos do que a média.

O metro quadrado em uma unidade nas proximidades da Praça Pereira Coutinho, na Vila Nova Conceição, zona sul, chega a custar R$ 20 mil. De acordo com o índice FipeZap do último mês de abril, o valor médio no bairro nobre é de R$ 10,4 mil.

“É a metragem com maior valor da cidade. Quando falamos em apartamento, esse é o ponto mais desejado”, diz o diretor geral de vendas da imobiliária Coelho da Fonseca, Fernando Sita. Por lá, ele destaca as ruas Domingos Fernandes e João Lourenço como vias requisitadas.

Tomada por babás passeando com crianças pequenas e por pessoas de todas as idades em busca de atividade física, a praça é um reduto de sossego no coração do bairro paulistano, caracterizado pela seletividade. Está próxima do Parque do Ibirapuera e ao lado de vias locais importantes, como a Rua Afonso Brás, repleta de serviços, e o corredor de acesso ao centro da capital formado pela Avenida Santo Amaro.

O parque da zona sul parece, aliás, ter um incrível poder de sedução. “A Rua Curitiba, próxima ao Círculo Militar, é disputada a tapa. E ainda é possível que as empresas do setor encontrem alguns terrenos”, diz o presidente da Eugênio Marketing Imobiliário, Carlos Valladão. A via está junto ao Ibirapuera e a atrações turísticas, como o Obelisco e o Monumento às Bandeiras na Avenida Pedro Álvares Cabral.

Parques. “Quando se está do lado de parques e áreas verdes, a lógica é mais ou mesmo a mesma de quando se está perto do mar”, explica Valladão. Segundo ele, esse foi um dos fatores para o surgimento de empreendimentos de alto padrão em terrenos adjacentes ao Parque Burle Marx, no Panamby, zona oeste.

“Aquela área se desenvolveu muito nos últimos anos. E a faixa ao redor do parque se tornou extremamente valorizada”, explica. O bairro situa-se ao lado do Morumbi e às margens da Marginal Pinheiros, a principal via coletora do sudoeste paulistano.

Do outro lado do rio e mais central, o Parque Municipal Mário Pimenta Camargo – mais conhecido como Parque do Povo –é um polo de atração para compradores de alto padrão do Itaim Bibi. De acordo com o empresário Edson Nogueira da Rocha, sócio da imobiliária INI – Imóveis no Itaim, as ruas mais valorizadas são aquelas cercadas pelo corredor corporativo das avenidas Brigadeiro Faria Lima e Presidente Juscelino Kubitschek.

“O metro quadrado por lá já está em torno de R$ 15 mil. Como o centro financeiro se deslocou para a Faria Lima, as pessoas vieram trabalhar na região. E querem morar perto”, diz. A cobiçada área é formada por uma rede intricada de vias que inclui a Avenida Horácio Láfer e as ruas Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, Cojuba, Salvador Cardoso e Fernandes de Abreu.

Fora do mercado de luxo, outros bairros tornam-se atraentes pela facilidade de acesso, na opinião da diretora da Lello Imóveis, Roseli Hernandes: “Para empreendimentos próximos ao metrô, temos fila. Basta que estejam a uma distância que dê para ir a pé à estação”. O bairro da Vila Mariana, cortado pela linha 1-Azul, destaca-se na zona sul, segundo a executiva. A região também atrai pela relativa proximidade ao Parque do Ibirapuera e à Avenida Paulista.

Na zona leste, a rede metroferroviária chama a atenção dos clientes da Lello para imóveis nas ruas Vilela e Padre Estevão Pernet, entre as estações Carrão e Tatuapé da linha 3-Vermelha do metrô. De acordo com a empresa, a Rua Maria do Carmo Sene, na zona norte, é a mais assediada por quem procura apartamentos de dois e três dormitórios no entorno da estação Parada Inglesa, da linha 1-Azul. E, se o interesse é por casas grandes, a Pua Parque São Domingos, ao lado da estação Jardim São Paulo, é a preferida dos consumidores.

“Todo mundo que busca um imóvel procura mobilidade. Quer estar próximo de avenidas e principalmente no eixo do metrô”, completa o economista-chefe do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Celso Petrucci.

Clássicos. Algumas localidades de bairros tradicionais da capital mantém o poder de atração sobre os consumidores. “Os Jardins são um clássico, principalmente na área da Rua Haddock Lobo, entre as ruas Estados Unidos e Oscar Freire”,diz o presidente da Eugênio Marketing Imobiliário, Carlos Valladão. Além de estar a cerca de 600 metros da Avenida Rebouças e a pouco mais de um quilômetro da Avenida Paulista, a região situa-se no centro do ponto comercial de alto luxo mais famoso da cidade.

Mais central, Higienópolis chama a atenção pela localização e pela oferta de serviços, principalmente na Avenida Angélica. Segundo adiretora da Lello imóveis, Roseli Hernandes, as duas universidades do bairro, Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e o Instituto Presbiteriano Mackenzie, tornam ruas como Piauí, Maria Antônia, Pernambuco e Bahia muito procuradas por estudantes. “Muitas vezes temos fila para alugar”, diz.

Outro equipamento urbano, o Shopping Ibirapuera, é um fator de acréscimo de liquidez nos imóveis de Moema, de acordo com o subdelegado da seccional da zona sul do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP),Paulo Sérgio Germano Carvalho. “Quanto mais próximo, nas transversais da Avenida Ibirapuera, mais há procura.” Segundo ele, a vacância é mínima entre unidades compactas. “Às vezes, faço uma visita a umimóvel, e o cliente pede para pensar um pouco. À tarde, a oportunidade já foi”, conta.

Outros queridinhos dos compradores são bens próximos à Avenida Santo Amaro,no Brooklin, e à Avenida Vereador José Diniz,no Campo Belo.

Geração Y: jovens querem imóveis bem localizados e pequenos

sexta-feira, abril 13th, 2012

Viviam Klanfer Nunes - Infomoney

SÃO PAULO - A localização parece ser o fator fundamental na hora dos jovens escolherem um local para morar. Eles buscam, principalmente, casas ou apartamentos próximos a supermercados, farmácias e shoppings e também perto de onde estudam e trabalham.

Estar próximo aos pontos de acesso ao transporte público também é um diferencial. De acordo com o diretor comercial e de localizações da Primar Administradora de Bens, Carlos Freitas, os bairros centrais estão entre as primeiras opções daqueles que têm ente 15 e 25 anos.

Sem perder tempo
Essas preferências se justificam pela aversão do jovem em perder seu tempo, já que, morando longe dos locais de onde trabalham e estudam, ele passa muito tempo no trânsito, enquanto poderia estar estudando ou mesmo se divertindo.

O perfil dos jovens de hoje é bastante diferente, se comparado ao de outras gerações. Esse grupo que faz parte da geração Y é composto por indivíduos que possuem maior nível de escolaridade e que conseguem alavancar sua carreira de forma mais rápida.

“Além disso, o acesso ao crédito está mais fácil e existem várias opções que ajudam na hora de comprar ou alugar um imóvel”, afirma Freitas. Agora, o casamento não é mais o único motivo para sair de casa. O trabalho e o estudo são fatores importantes para tal decisão.

O tamanho
Além da localização, o tamanho do imóvel também é um ponto relevante. A procura por quitinetes cresceu consideravelmente. Os imóveis pequenos, que têm de um a dois quartos, normalmente são suficientes para acomodar os jovens. Os solteiros ou os casados que ainda não têm filhos usualmente dispensam grandes espaços.

Quando ainda são jovens, o foco da vida está na carreira e na formação profissional, por isso, a habitação deve atender às necessidades atuais e não futuras. O aluguel também é interessante, pois permite flexibilidade em caso de mudanças de planos.

Porém, o que realmente vai determinar a compra ou o aluguel do imóvel é a renda do jovem. Aqueles com menor renda ou que quer economizar prefere os estúdios sem divisórias, já que são boas opções que permitem diferentes formas de utilizar o espaço.

Os lofts são outra modalidade, mas para um público de renda mais alta. Aqui, a área social se mistura com a de serviços, mas o quarto e o banheiro ficam em um mezanino, assegurando a privacidade.

Por fim, vale destacar que a comodidade do condomínio também atrai os jovens. Itens como piscina, espaço gourmet, salão de festas, academia e cinema permitem diversão e descanso, sem sair de casa. “O pagamento é mensal e, dependendo das condições financeiras, a taxa pode pesar com o passar do tempo. Para encontrar preços mais acessíveis, é preciso dispensar estes benefícios”, recomenda Freitas

Construção civil: Carvalho Hosken cria verdadeiros ‘bairros’ na Barra

sexta-feira, março 23rd, 2012

Construção civil: Carvalho Hosken cria verdadeiros ‘bairros’ na Barra

Jornal do Brasil

O Rio de Janeiro passa por um momento de prosperidade econômica. Sediando eventos de grande porte, como a Rio 20+, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, a cidade está na rota dos grandes investimentos. Um dos setores que mais registra crescimento é da construção civil. Em 2011, o PIB do setor apresentou crescimento de 4,8%, acima do registrado na economia nacional, de 2,7%.

Segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio (Siduscon-Rio), desde 2004, com a aprovação da lei 10.931, que visa aumentar a segurança jurídica entre as partes de um negócio de incorporação imobiliária, o setor vem apresentando forte desenvolvimento.

No Rio, quando se pensa em construção civil a primeira imagem que vem à mente são os grandes empreendimentos da Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade. A população do bairro, segundo dados do IBGE, cresceu de 174.353 em 2000, para 300.823 em 2010. Nesse contexto, a construtora Carvalho Hosken é a que mais se destaca pelo empreendedorismo de suas ações.

Na década de 1970, quando o bairro era praticamente inexplorado, o empresário Carlos Carvalho começou a comprar os 10 milhões de metros quadrados de terreno que hoje possui. E pagou pouco mais de 10 dólares pelo metro quadrado.

Novos bairros

Os principais empreendimentos do portfólio da Carvalho Hosken são conhecidos pelo público: os bairros Península, Rio 2 e Cidade Jardim.

A Península, com 780 mil metros quadrados, tem o tamanho do Leblon, mas apenas 8% do território tem edificações, o que demonstra a preocupação da companhia com o meio ambiente. O terreno, adquirido em 1980, passou por um processo de recuperação ambiental e passou a abrigar parques ecológicos, quadras esportivas, e um sem-número de obras de artistas renomados. Na sua construção foram investidos mais de R$ 200 milhões.

Além disso, o empreendimento recebeu os mais importantes prêmios do mercado imobiliário do Brasil como reconhecimento por seu projeto urbanístico único no Rio de Janeiro. Como destaque o equilíbrio do projeto entre a construção civil e a consciência ecológica.

A grande preocupação da empresa é com a qualidade de vida de quem for adquirir o imóvel. Por isso, todos os projetos são pensados de forma a tornar mais agradável a rotina de quem utiliza o espaço, seja ele comercial ou residencial. Todos os espaços são pensados para trazer conforto, por isso há muitas opções de lazer, cultura e compras. O Rio 2 possui um shopping com 29 lojas e 39 salas comerciais, além de supermercado e praça de alimentação.
Vista aérea do terreno onde será construído o Centro Metropolitano, na região da Barra
Além desses projetos, a Carvalho Hosken projeta o desenvolvimento do Centro Metropolitano, empreendimento de quatro milhões de metros quadrados (dos quais dois milhões são da empresa), próximo ao Autódromo e à futura Vila Olímpica, que também será construída pela Carvalho Hosken. Em obras de urbanização e infraestrutura estima-se que os gastos superem R$ 110 milhões.

O presidente da Câmara Comunitária da Barra da Tijuca, Delair Dumbrosck, ressalta o papel da construtora na geração de empregos no bairro e em outros locais da cidade.

“A Carvalho Hosken trouxe um novo modelo de condomínio, em que o morador pode usufruir de todo o tipo de serviços sem precisar se deslocar. Depois, outros empreendimentos vieram para cá e seguiram o mesmo caminho. Isto propiciou o desenvolvimento econômico da Barra e gerou diversas oportunidades de emprego diretas e indiretas. Há, por exemplo, gerentes de alguns condomínios que chegam a ganhar mais de R$ 12 mil. Acabou a ideia de que basta erguer um edifício. Hoje investe-se em qualidade de vida. Basta ver a Península”, elogia.

Imóvel em área nobre não caberá no bolso da classe média

terça-feira, março 13th, 2012

Sócio da incorporadora Vitacon afirma que só investidores e pessoas com alto poder aquisitivo poderão comprar

João Sandrini, de Exame.com

Empreendimento da Vitacon no Itaim: lançamento com preço médio de 18.000 reais o metro quadrado

São Paulo – A rápida valorização dos imóveis em metrópoles como Rio de Janeiro ou São Paulo, o alto preço dos terrenos e o exagero nas restrições para o adensamento das grandes cidades têm gerado profundas transformações no mercado imobiliário. Pressionadas pelo aumento dos custos e pelas maiores exigências da legislação, as incorporadoras tiveram de optar por dois caminhos diametralmente opostos nos últimos anos: ou construir imóveis grandes em cidades ou bairros mais periféricos ou optar pelo lançamento de pequenos apartamentos nas regiões mais nobres das metrópoles

Para Alexandre Lafer Frankel, sócio da incorporadora Vitacon, esse é um processo irreversível que, no entanto, já se encontra próximo a um ponto de inflexão. Os apartamentos pequenos e bem-localizados devem continuar a encarecer nos próximos anos devido à grande demanda das pessoas que não querem morar longe do trabalho em cidades com trânsito caótico como São Paulo. A esse fator soma-se a escassa disponibilidade de terrenos nesses locais.

Apesar de todas as facilidades para a obtenção de crédito imobiliário, Frankel acredita que, dentro de algum tempo, os preços dessas residências poderão ficar proibitivos para uma boa parcela das pessoas físicas brasileiras. Mesmo com prazos de pagamento mais esticados, as parcelas do financiamento já não caberiam no bolso da classe média. Restará, então, a demanda dos compradores com um excelente padrão de vida e dos investidores que buscam obter renda com o aluguel mensal dessas unidades.

Frankel tira do portfólio de empreendimentos da Vitacon os exemplos que apontam para esse processo em andamento. A incorporadora é especializada em construir imóveis pequenos e bem-localizados, em regiões adensadas e disputadas de São Paulo, como o Itaim, a Vila Olímpia, a Vila Nova Conceição, os Jardins e Higienópolis.

Nos últimos três anos, os imóveis mais caros lançados pela incorporadora nessas regiões passaram de 8.000 a 10.000 reais o metro quadrado para 18.000 reais agora. A área média dos apartamentos lançados recuou de 45 para 35 metros quadrados no período. As unidades são voltadas principalmente para solteiros ou casais sem filhos.

Para reduzir o tamanho dos apartamentos sem prejudicar a qualidade de vida dos compradores, a empresa estudou modelos de imóveis pequenos vendidos em grandes metrópoles no exterior e até mesmo a divisão de cômodos e a instalação do mobiliário em barcos – onde o espaço costuma ser bastante reduzido.

Esses estudos levaram a profundas transformações na planta dos apartamentos vendidos. Lavanderia, por exemplo, é algo que passou para a área comum do edifício. Hoje uma lavanderia de condomínio tem mesas, rede de internet wi-fi e máquinas de comida e bebida para que o morador possa ter o que fazer enquanto a roupa é lavada. Dependência de empregada é outra coisa que deixou de existir nos apartamentos compactos da Vitacon. “Empregadas domésticas serão tão caras dentro de algum tempo que se tornarão raras.”

Se o morador costuma receber muitos amigos e visitas, o local mais adequado para isso poderá ser o salão de festas e as áreas comuns do prédio. Em 35 metros quadrados, é possível colocar uma cozinha pequena, com pia e fogão de duas bocas. Haverá ainda um banheiro e um terraço gourmet. Por último, o apartamento abrigará uma sala e um dormitório – algumas vezes em cômodo único. Em geral, diz ele, o comprador prefere as duas coisas separadas quando tem o hábito de receber visitas em casa.

A estratégia de continuar a reduzir o espaço dos apartamentos, entretanto, já estaria próxima do limite. Com a contínua alta dos custos da construção, em breve as incorporadoras já não terão mais a opção de lançar imóveis cada vez menores para erguer empreendimentos em áreas nobres da cidade e terão de cobrar mais caro pelas unidades postas à venda. É por isso que, em algum momento, esses imóveis se tornarão um sonho cada vez mais distante da classe média.

Frankel afirma que já é cada vez maior a participação de investidores na venda de um edifício bem-localizado. Pessoas que estão atrás de uma renda mensal com aluguéis representam hoje cerca de um terço da demanda dos empreendimentos da Vitacon. Esse número tende a crescer, Em alguns casos, há investidores que chegam a comprar um pedaço do edifício ainda na fase de incorporação. Essas pessoas agem sozinhas ou formam grupos e constituem um fundo imobiliário que ajudará a erguer o empreendimento em troca de um número determinado de apartamentos.

Para o investidor, a vantagem de comprar diversos apartamentos antes do lançamento é o preço mais baixo. Os custos de marketing e de vendas costumam girar em torno de 10% de um empreendimento. Se o fundo adquire as unidades antes do lançamento, consegue, portanto, um preço mais amigável por apartamento – o que vai fazer toda a diferença lá na frente, quando o imóvel estiver pronto e começar a ser alugado.

Esses investidores preferem comprar unidades nas áreas mais adensadas da cidade, onde a oferta de novas residências nos próximos anos será muito baixa. A estratégia reduz o risco de vacância e torna o investimento mais seguro. A escassez de oferta também é um fator de pressão sobre os preços a longo prazo – o que agrada qualquer investidor.

Frankel afirma que enquanto os preços em locais mais afastados de São Paulo como o Morumbi praticamente não sobem devido à fartura de lançamentos e aos problemas de mobilidade, em bairros como o Itaim, a Vila Olímpia e a Vila Nova Conceição uma incorporadora precisa mostrar muita habilidade para negociar a desapropriação de um conjunto de casas ou estabelecimentos comerciais que darão lugar a um terreno único para a realização de um lançamento. “É por isso que o investidor sempre vai preferir locais já bastante adensados”, afirma.

Para o investidor, os preços são um atrativo interessante. O mercado de aluguéis residenciais está bastante aquecido devido à escassez de oferta. A legislação na cidade de São Paulo não favorece a construção de hotéis nem flats. O empreendedor é obrigado a reservar tantos espaços do terreno para atender exigências legais que a área reduzida que acaba sendo destinada à construção praticamente inviabiliza o empreendimento. Hoje o empresário ganha muito mais dinheiro com a construção de apartamentos ou escritórios, diz ele.

É por esse motivo que flats nos bairros mais concorridos da cidade de São Paulo chegam a custar 8.000 ou 10.000 reais por mês para os inquilinos. Em geral, quem arca com valores tão altos são empresas que precisam de um local para instalar os funcionários em trânsito e não encontram vagas ou são obrigadas a pagar mais ainda em hotéis.

Os preços elevados também criam uma oportunidade para o investidor que compra imóveis residenciais. Um imóvel novo de 400.000 reais com um dormitório, em um bairro bem-localizado e com mensalidade de condomínio barata acaba sendo rapidamente alugado ao custo de 3.000, 4.000 ou 5.000 reais por mês. Ainda que os valores pareçam muito altos, são bem mais em conta do que os custos dos flats.

Com os juros a 9,75% ao ano e em tendência de queda e com a ameaça da inflação alta nos próximos anos, uma renda próxima a 1% ao mês corrigida pelo IGP-M é o sonho de qualquer investidor. A compra com o objetivo de locação pode ser uma boa forma de alcançar essa rentabilidade – desde que o investidor saiba escolher o imóvel com a localização e as características mais procuradas pelos inquilinos.

Imóveis comerciais: Itaim Bibi tem metro quadrado mais caro de SP

quarta-feira, fevereiro 8th, 2012

Por: Diego Lazzaris Borges
Infomoney

SÃO PAULO – O bairro do Itaim Bibi, na zona Sul da cidade de São Paulo, registrou o metro quadrado mais caro da cidade para salas comerciais lançadas nos últimos três anos, de acordo com pesquisa da imobiliária Lopes.

Segundo o levantamento, o preço médio do metro quadrado dos empreendimentos lançados no bairro entre dezembro de 2008 e novembro de 2011 foi de R$ 16.690 (atualizado pelo INCC – Índice Nacional de Custo da Construção), pouco acima do valor médio cobrado no bairro vizinho da Vila Olímpia (R$ 16.610).

Também localizados na zona Sul, o Jardim América, com valor médio de R$ 14.750, e o Jardim Paulista, com preço de R$ 14.450, ocuparam a terceira e quarta colocações entre os bairros com metro quadrado mais caros da cidade de São Paulo.

Mais baratos
Na ponta oposta, o metro quadrado médio mais barato (R$ 5.050) foi verificado no bairro da Liberdade (região Central). A Vila Maria, na zona Norte, aparece a seguir, com metro quadrado das salas comerciais custando, em média, R$ 6.090.

Na sequência, vêm a Vila Guilherme (também na Zona Norte), com R$ 6.230, a Penha, na zona Leste, com R$ 6.750, e o Tatuapé (zona Leste), com R$ 7.100.

Pesquisa
O levantamento foi efetuado pela Lopes Inteligência de Mercado e teve como base 454 pesquisas com clientes compradores de unidades comerciais em empreendimentos lançados pela Lopes.

Oferta de imóvel compacto cresce 54% em 2011

terça-feira, fevereiro 7th, 2012

Trajetória desses lançamentos tem forte alta; resultado do ano passado é 1.131% maior do que o registrado há cinco anos

Gustavo Coltri, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - Os empreendimentos compactos de até um dormitório aparecem com cada vez mais força na paisagem paulistana. Em 2011, 6.577 unidades desse tipo foram lançadas na capital, alta de 54% em relação a 2010, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Frente a 2007, o aumento chega a 1.1131%.

Com alguns dos mais nobres bairros da cidade, a zona sul recebeu mais da metade dos novos em 2011 - ou 3.644 unidades. A microrregião do Brooklin, da Chácara Santo Antônio e de Santo Amaro, de acordo com definição da Embraesp, tiveram destaque especial no período, com 1.177 novos apartamentos - o maior resultado entre 28 microrregiões envolvendo a capital.

A incorporadora Even tem dois empreendimentos na área, totalizando 267 unidades compactas. “Como estamos muito próximos da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, imaginamos chamar executivos que queriam morar próximo do trabalho”, diz o diretor de incorporação da empresa, Ricardo Grimone. O lançamento New Age Michigan fica, por exemplo, a aproximadamente 1,2 quilômetro do corredor corporativo.

O desenvolvimento do bairro da zona sul, na área de abrangência da operação urbana Água Espraiada da Prefeitura, é um atrativo, na avaliação do economista chefe do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Celso Petrucci. “O primeiro impacto para quem vai comprar um imóvel é o preço. Depois, a pessoa vê o apartamento. Se a região e o preço atraem, é mais fácil fechar negócio”, diz.

O renascimento imobiliário da área do Baixo Augusta, no centro, também se refletiu em lançamentos de até um dormitório. A Bela Vista recebeu sozinha 1.159 imóveis desse tipo, 77,73% das novas unidades na tradicional área da capital.

A região central, com 1.491 apartamentos, apareceu como a segunda mais atraente para o produto em 2011. Com menos expressão, a zona leste recebeu 1.021 apartamentos, a zona oeste, 341, e a zona norte, 80.

Apenas duas unidades compactas pertencem a um lançamento horizontal na zona sul: o Residencial do Bosque, no Jardim da Saúde. “É claramente um produto de empreendimentos verticais”, avalia o diretor da Embraesp, Luiz Paulo Pompeia.

Cliente. Embora esses imóveis tenham boa aceitação entre engravatados e o público single eles atraem uma fatia mais ampla. Segundo Pompéia, compõe esse nicho jovens de classe alta em busca da primeira moradia, novos casais, homossexuais solteiros, viúvos, divorciados e casais mais velhos sem filhos em casa. “Vão morar num lugar menor, com uma vida na rua movimentada.”

Os compradores de apartamentos de até um dormitório têm alto poder aquisitivo, e as moradias são relativamente mais caras. As unidades compactas tiveram o metro quadrado mais valorizado entre todos os padrões do mercado, avaliado em R$ 8.855,50. Com 46,29 m² em média, os custos de compra de uma unidade chegam a quase R$ 410 mil.

Justamente pelo elevado preço, os compactos têm também boa aceitação entre investidores. “Essa é a grande demanda deles. Hoje, há uma safra nova de poupadores que absorveu esses imóveis”, diz o diretor de novos negócios da imobiliária Abyara Brasil Brokers, Bruno Vivanco. Segundo ele, o aumento nos preços dos terrenos e o alto retorno financeiro por metro quadrado explicam o interesse desses agentes do mercado.

Cenário. Os apartamentos de um dormitório não foram, contudo, maioria da cidade. Embora em trajetória crescente, eles ainda ficam atrás dos lançamentos de dois dormitórios, com 17. 313 unidades, e de três dormitórios, com 11. 091 imóveis. Cada região tem também peculiaridades. Conheça abaixo alguns dos destaques paulistanos em 2011.