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Número de cartão de crédito cresce 132% em sete anos

quarta-feira, agosto 15th, 2012

País já tem mais cartões que o Reino Unido, mas o aumento de 12% da inadimplência do brasileiro nos últimos cinco anos preocupa

José Roberto Castro e especial para AE
Agência Estado

Cartões de crédito: o número de operações feitas com o cartão de crédito em atraso há mais de 90 dias era de 29,5%

São Paulo - O número de cartões de crédito cresceu 132% no Brasil entre 2004 e 2011, fazendo o País ficar à frente de economias como a do Reino Unido, mas o aumento de 12% da inadimplência do brasileiro nos últimos cinco anos preocupa. Os dados foram compilados pela consultoria de crédito e cobrança GoOn, que constatou também que a inadimplência vai na contramão dos Estados Unidos, onde o número diminuiu 17%, desde 2007.

O último número divulgado pelo Banco Central mostra que, em maio, o número de operações feitas com o cartão de crédito em atraso há mais de 90 dias era de 29,5%. Nos Estados Unidos, onde a estatística leva em conta atrasos de mais de 30 dias, a taxa era de 3,11% em fevereiro.

O economista da GoOn Breno Costa acha que a taxa de mau pagadores dá sinais de estabilização, mas adverte que não se pode descuidar do índice. “O cenário está bom, com emprego, crédito e renda. O problema é que, mesmo com o cenário bom, a gente viu um recente crescimento da inadimplência. Se alguma coisa sair dos trilhos, aí sim a gente pode ter problemas maiores.”

Costa admite que a inadimplência tem relação com as altas taxas cobradas no setor, formando um ciclo vicioso. “Para se romper o ciclo, a grande sacada é o crédito positivo. É preciso conhecer o histórico do consumidor e, para isso, é necessária uma mudança de legislação”, comenta Costa, explicando que a lei atual não permite acesso ao histórico completo do comprador, só identifica os devedores.

O economista contesta, porém, a afirmação de que os juros cobrados no Brasil são dez vezes superiores aos dos Estados Unidos, dizendo que esta comparação não pode ser feita sem que particularidades sejam levadas em conta. “São basicamente três pontos: a prática do ‘parcelado sem juros’ onera muito as operadoras; a diferença da taxa básica de juros é grande; e a inadimplência também é alta.” Costa afirma que se estes fatores forem descontados, a taxa de juros brasileira é quatro vezes maior.

Apesar de alertar para os perigos do aumento de inadimplentes, o estudo da GoOn enxerga um espaço para o aumento nos gastos do cartão de crédito. O Brasil gasta 33,7% do PIB per capita com o cartão de crédito. Reino Unido e Estados Unidos gastam 39% e 45,6%, respectivamente. “Igualar os EUA nos próximos anos é um crescimento expressivo e possível de ser alcançado”, conclui Breno Costa.

Famílias comprometem até 42% da renda com dívidas, diz estudo

terça-feira, agosto 14th, 2012

Consumidores, em especial os de classe C, têm três dívidas em média; 38% não consegue pagar cartão de crédito no vencimento
14 de agosto de 2012 | 10h 00

O Estado de São Paulo
Hugo Passarelli, do Economia & Negócios

SÃO PAULO - As famílias brasileiras, em especial as de classe C, estão mais endividadas que o recomendado pelos especialistas. Estudo da Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) mostra que as dívidas comprometem, em média, 42% da renda familiar, sendo que o limite ideal é de 30%. Na avaliação do órgão, esse grau de comprometimento é resultado da combinação entre juros altos, falta de planejamento nas finanças e as facilidades em se obter crédito.

A Proteste entrevistou 200 famílias nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, concentradas principalmente entre as classes C (60,5% da amostra) e B (27,5%). A renda e dívida médias apuradas foram de R$ 2.401 e R$ 1.009,45, respectivamente. Desdobrado, o dado mostra que a maior parte (56,6%) tem dívidas de até R$ 500. Uma parcela considerável (38%), porém, deve mais de R$ 5 mil, o que explica a média situada em R$ 1 mil.

Um quinto dos pesquisados dizem que contraíram uma nova dívida desde abril, sendo que quase metade desse porcentual o fez para quitar outros débitos. Entre dívidas assumidas há mais tempo, 30% dos entrevistados disseram que ainda estão inadimplentes, mas a expectativa é quitar os valores no médio prazo. Os valores devidos impactam na qualidade de vida dos entrevistados: 57% dizem que limitaram os gastos em lazer, cultura, diversão ou consumo de bens, entre outros.

O uso cartão de crédito é outra fonte de problemas à saúde financeira das famílias - 38,1% delas afirmaram não conseguir pagar as faturas na data de vencimento, sendo que o gasto médio é de até R$ 500. Com isso, elas entram na modalidade mais cara de endividamento. Em outro levantamento recente, o Proteste mostrou que o juro do cartão de crédito pode chegar a 323% ao ano no País, a maior taxa cobrada entre 6 países da América Latina.

O órgão também calculou o Custo Efetivo Total (CET) das dívidas, que considera o valor do crédito concedido, o número de parcelas, a taxa de juros, tributos, tarifas, entre outros custos decorrentes das operações de crédito. A conclusão é que esse indicador chega a 197,47% ao ano, quando considerado a média das dívidas, e a 189,19% ao ano entre as famílias. Para fazer a simulação, não foram considerados os financiamentos imobiliários e parcelamentos sem juros.

“Essa alta taxa de juros tem relação direta com a quantidade de financiamentos assumidos pelas famílias, visto que foi declarado como principal motivo para contratar um novo empréstimo o fato de não terem conseguido pagar dívidas ou empréstimos anteriores”, diz a Proteste na divulgação da pesquisa.

O estudo também aponta que o crédito de consumo e informalidade também são marca do mercado de crédito brasileiro. Entre os 10 principais credores, as pessoas físicas (como amigos ou parentes) ocupam o quarto lugar. Na lista, há quatro bancos e cinco são lojas.

Lopes passa a aceitar cartão de crédito e débito

quarta-feira, junho 8th, 2011

DCI / SP

A Lopes, que atua no mercado de intermediação imobiliária, aposta em uma nova vertente: cartões de débito e crédito. O objetivo do grupo é dar mais agilidade às transações financeiras e integrar-se a novas formas de pagamento. A iniciativa do grupo é a primeira no Brasil com esse caráter.

Dentro das operações de recebimento da Lopes, as transações realizadas por cartão de crédito já respondem por cerca de 3%. A expectativa da empresa é de que a participação desses novos meios de recebimento passe para dois dígitos até o fim do ano.

Desenvolvido em parceria com a Software Express, o programa permite a integração on-line do sistema de gestão interno da Lopes com o sistema de pagamento dos bancos, auxiliando no controle da base de pagamentos dos clientes.

As novas formas de pagamento já estão disponíveis nos plantões de venda dos empreendimentos ofertados pela Lopes no País, além das lojas físicas da empresa nas principais cidades. A novidade também está acessível aos clientes da Pronto imóveis, marca do Grupo LPS Brasil especializada na revenda de imóveis usados ou recém-construídos.

Para os clientes que optarem por fazer suas transações no cartão de crédito utilizando o novo sistema, a Lopes já trabalha com as bandeiras Amex, Diners Club, Hipercard, Mastercard e Visa.

De acordo com a empresa, o pagamento eletrônico permite que o cliente tenha mais controle e segurança sobre seus pagamentos, além de possibilitar o parcelamento das despesas na fatura do cartão de crédito

Cielo leva máquina de cartão de crédito a iPhone e iPad

quinta-feira, novembro 11th, 2010

Novo aplicativo permite capturar pagamentos por cartão de crédito a partir dos aparelhos da Apple

São Paulo – A Cielo anuncia oficialmente nesta quarta-feira (10) o lançamento de um aplicativo que transforma para iPhone, iPad e iPod touch em máquinas de cartão de crédito, capazes de realizar transações com clientes das bandeiras Visa, MasterCard e American Express. A aposta da empresa é atrair a participação principalmente de profissionais liberais, como médicos, dentistas, advogados e arquitetos, no mercado de cartões de crédito.

O aplicativo “Cielo” está disponível na App Store da Apple gratuitamente, mas para utilizá-lo, o empresário ou profissional precisa se credenciar na Cielo. Uma tarifa mensal será cobrada pelo serviço – promocionalmente R$ 9,90 nos 12 primeiros meses, e R$ 19,90 a partir do 13º mês.

Depois disso, iPhones, iPads e iPods touch poderão ser usados para capturar pagamentos por meio da inserção do valor da venda, número de parcelas, número do cartão de crédito, data de validade e código de segurança. O aplicativo funciona por meio de redes de dados 3G/GPRS de qualquer operadora ou via Wi-Fi, já que os dados trafegam pela internet. Ao finalizar a venda, um comprovante da transação pode ser enviado por e-mail para o cliente.

A Cielo afirma que, assim como um terminal POS, a nova solução segue as regras estabelecidas pelo padrão PCI (Payment Card Industry), que prevê que os dados do pagamento sejam criptografados e que nenhuma informação do cartão fique armazenada nos aparelhos. O aplicativo é compatível com iPad, iPod touch e os modelos 3G, 3GS e 4 do iPhone, desde que o sistema operacional instalado seja o iOS 3.1 ou superior.

Atualmente a Cielo tem uma base de 1,2 milhão de estabelecimentos ativos e, segundo a consultoria estratégica Roland Berger, o público que tem potencial de aderir ao serviço de pagamento por meio dos aparelhos da Apple pode chegar a 3,8 milhões de pessoas. Mais informações estão disponíveis em um hotsite criado pela companhia.