Posts Tagged ‘Casa própria’

8 milhões querem comprar casa

terça-feira, fevereiro 19th, 2013

Nice de Paula
O Globo - 19/02/2013

Número é maior do que o de famílias que pagam aluguelcasa própria continua sendo o maior sonho da classe média brasileira, mas um dos principais objetivos de quem planeja comprar um imóvel não é fugir do aluguel e sim de outros membros da família. Pesquisa nacional do Instituto Data Popular mostra que, embora menos de 18% dessa parcela da população paguem aluguel, 7,9 milhões de famílias querem comprar sua casa própria nos próximos dois anos, conforme antecipou ontem Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO.

O número representa 25% das 31,4 milhões de famílias que compõem classe média. Ou seja, é maior do que a fatia que paga aluguel. No último levantamento, realizado em 2009, o imóvel aparecia nos planos de apenas dois milhões de famílias.

- O problema não é fugir do aluguel, mas criar um patrimônio, dar uma segurança para a família, e principalmente ser dono do próprio nariz, já que muitos são casados e vivem com os pais ou sogros. O ditado “quem casa quer casa” nunca foi tão verdadeiro - diz Renato Meirelles, diretor do instituto.

A classe média - grupo com renda familiar mensal entre R$ 1.110 e R$ 3.875, segundo a pesquisa - já responde por 54% dos domicílios brasileiros, e ganha mais 1,2 milhão de famílias a cada ano, por ascensão social ou novos casamentos.

Segundo Meirelles, o salto no número dos que pretendem comprar um imóvel foi influenciado pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

- O programa mostrou para essa parcela da população que o sonho da casa própria é possível. Acho 7,9 milhões um número muito alto. Se um terço se realizar já será muita coisa.

O número reflete o otimismo do brasileiro. Basta ver que, desde sua criação, em 2009, o programa Minha Casa, Minha Vida financiou 1,337 milhão de imóveis. Das famílias que planejam comprar imóvel, 80% pretendem recorrer ao financiamentos e as outras dizem que vão pagar à vista ou por meio de consórcio.

O Data Popular tomou por base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE. Mostra que 75% da classe média moram em imóvel próprio e 7% em residências cedidas. O Nordeste tem o maior percentual de famílias com residência própria: 80%. No Sudeste, são 74%

O critério para definir classe média foi o mesmo usado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência. Por esse indicador, famílias com renda média mensal de até R$ 1.109 são consideradas classe baixa; e aquelas com ganho a partir de R$ 3.876 são da classe alta.

Mais perto da casa própria

terça-feira, dezembro 4th, 2012

ALMIRO MARCOS
Correio Braziliense

Editais lançados pelo GDF nos últimos dias beneficiarão 35 mil famílias de baixa e média renda nas cidades de Planaltina, Recanto das Emas e Itapoã. Hoje, o governador Agnelo Queiroz e a presidente Dilma Rousseff assinam contrato para erguer 6.240 unidades no Paranoá

O Governo do Distrito Federal (GDF) lançou, nos últimos dias, três editais para empresas interessadas na construção de mais de 35 mil habitações do programa Morar Bem em cidades da capital federal: Planaltina, Recanto das Emas e Itapoã. As moradias são destinadas a famílias com faixas de renda baixa (ganhos mensais de até R$ 1,6 mil) e média (renda de até R$ 5 mil por mês). Além disso, está marcada para hoje a assinatura da contratação das primeiras obras do Morar Bem para as pessoas com menor receita. O governador Agnelo Queiroz assina, com a presidente Dilma Rousseff, o contrato com a empresa responsável pela construção de 6.240 unidades habitacionais no Paranoá Parque, na região administrativa do Paranoá.

Com o edital para os novos projetos (ver quadro), já são mais de 65 mil unidades habitacionais lançadas pelo Morar Bem desde o ano passado. A intenção do atual governo é alcançar, ao fim de 2014, o número de 100 mil moradias contratadas. Esse foi, aliás, um dos compromissos de campanha de Agnelo Queiroz. Até agora, o programa já chegou também a Riacho Fundo 2, Gama, Samambaia, Santa Maria e Sobradinho.

Em um cenário mais conservador, o governo pretende iniciar as obras de 16 mil moradias (casas e apartamentos) dentro dos próximos três meses. Em um panorama mais otimista, seriam mais de 20 mil habitações com obras lançadas em 90 dias. “Preferimos trabalhar com o número mais baixo, mas podemos dizer que o Morar Bem está caminhando em um ritmo acelerado”, argumenta o deputado federal e titular da Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano do DF (Sedhab), Geraldo Magela.

Os projetos que estão em processo mais avançado são os de Recanto das Emas (1.200 mil apartamentos nas quadras 117 e 118) e Riacho Fundo 2 (6 mil apartamentos na quinta etapa). Também já encontram em situação bem adiantada de contratação mais 8 mil unidades habitacionais nas 3ª e 4ª etapas do Riacho Fundo 2.

Renda menor

O contrato a ser assinado hoje pelo governador e a presidente (responsável pela Caixa Econômica Federal) é o segundo passo efetivo do Morar Bem, que é uma espécie de Minha Casa, Minha Vida local (ver Para saber mais). O programa já entrega, desde meados deste ano, habitações no Jardim Mangueiral, um projeto para faixa média de renda em São Sebastião. “A assinatura do contrato de amanhã (hoje), do Paranoá Parque, será para a faixa da população que mais precisa de habitação”, explica o secretário adjunto da Sedhab, Rafael Oliveira. A pasta estima que, das famílias sem moradia no DF, 75% estão nessa camada salarial inferior. Elas estão situadas na chamada faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida (renda familiar mensal de até R$ 1,6 mil), que é o programa financiador e balizador do Morar Bem.

Dados do Ministério das Cidades (Fundação João Pinheiro), que são referência para o GDF, indicam ainda que a proporção de famílias que não têm casa própria é de 10% na faixa 2 de renda (de R$ 1.600,01 a R$ 3.275 mensais), 5% na faixa 3 (R$ 3.275,01 a R$ 5 mil) e 5% na faixa 4 (R$ 5.000,01 a R$ 7.464). O total de pessoas cadastradas no sistema habitacional do DF hoje é de mais de 370 mil, mas o governo calcula que o deficit real gira em torno de 105 mil famílias. “Isso ocorre porque muitos inscritos não cumprem os requisitos mínimos exigidos para serem beneficiados pela política habitacional”, argumenta Rafael Oliveira.

Para saber mais

União de esforços

O Morar Bem funciona nos moldes do Minha Casa, Minha Vida, com foco na diminuição do deficit habitacional da capital do país. Trata-se de uma parceria entre o Governo do DF e a União, incluindo ainda a participação dos futuros moradores. O Executivo Federal entra com o financiamento para construção dos imóveis e o GDF disponibiliza o terreno, além de promover a infraestrutura. Já a pessoa cadastrada faz o pagamento das prestações do imóvel, com longos prazos e taxas subsidiadas de acordo com o perfil socioeconômico do inscrito. Apenas em 2012, o governo local já convocou mais de 35 mil famílias para terem os seus cadastros analisados. Os critérios de classificação e convocação levam em conta os seguintes pontos: tempo de moradia no DF, número de dependentes, presença de pessoas com deficiência ou idosos na família, renda familiar bruta e tempo de inscrição nos programas habitacionais do DF.

Sonho mais próximo

O GDF lançou edital para contratar empresas que vão trabalhar na construção de mais de 35 mil habitações. Veja os locais contemplados:

Planaltina
Local: Mestre D´Armas
Quantidade: 4.320 apartamentos
Público: Famílias com renda mensal de até R$ 1.600

Recanto das Emas
Local: Vargem da Bênção
Quantidade: 20.512 apartamentos
Público: Famílias com renda mensal de até R$ 5.000

Itapoã
Local: Itapoã Parque, trechos 1 e 2
Quantidade: 10.400 apartamentos
Público: Famílias com renda mensal de até R$ 5.000

Conheça 5 maneiras de perder um imóvel

sexta-feira, outubro 19th, 2012

Infomoney

Descuidos com o financiamento, compra com terceiros e até dívidas de condomínio podem acabar com o sonho da casa própria

Por Fabiana Pimentel

SÃO PAULO - A compra do imóvel demanda tempo e requer muitos cuidados. O problema é que um passo errado pode acabar com o sonho.

Alguns erros fatais como deixar de pagar o condomínio ou permitir que o imóvel seja usado como garantia em financiamentos ou outras dívidas, podem levar à perda do bem.

A pedido do Portal InfoMoney, a advogada especializada em direito imobiliário, Carla Lobato, listou alguns destes erros que podem acabar com o sonho da casa própria. Conheça:

1. Financiamento: por se tratar da compra de um bem alienado fiduciariamente ao banco credor, o consumidor que não conseguir arcar com o valor do financiamento corre o risco de perder o imóvel. Neste caso, com três prestações atrasadas, o credor pode dar início ao processo de execução do imóvel. “O consumidor é notificado pelo Cartório de Registro de Imóveis a pagar a dívida sob pena de perda do bem. Caso não ocorra o pagamento, a propriedade é consolidada em nome do Banco e o imóvel é levado a leilão. Normalmente o processo leva em torno de 8 meses”, explica Carla.

2. Terceiros: quando a compra do imóvel é negociada diretamente com o proprietário, é importante pesquisar a vida de quem está vendendo o imóvel. “É importante exigir todas as certidões dos vendedores tanto da localidade onde se situa o imóvel como do local de residência deles, a pesquisa deve ser elaborada em todas as esferas, cíveis, trabalhistas, fiscais”, explica.

O mesmo cuidado serve para o levantamento no Cartório de Registro de Imóveis. “Se o vendedor for dono do imóvel por menos de dois anos, é importante pesquisar sobre os antigos proprietários”, aconselha Carla.

De acordo com a advogada, um processo trabalhista, por exemplo, pode resultar na penhora do imóvel. Sem saber, o consumidor pode estar comprando um imóvel que já está perdido.

3. Dívidas do imóvel: dívidas de condomínio, que são considerados débitos do próprio imóvel, podem fazer com que o imóvel seja levado a leilão para quitar esses débitos. “Neste caso, o processo de execução do imóvel pode levar de dois a 10 anos”, conta Carla.

Nesse mesmo caso é possível considerar as dívidas relativas ao IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano). “Com esta dívida a inscrição do IPTU fica inscrito na Dívida Ativa e pode chegar a ser penhorado diante da execução fiscal pela fazenda pública”, explica a advogada.

4. Fiador: se tornar fiador em um contrato de locação, por exemplo, pode ser uma armadilha. Caso a dívida não seja paga, o imóvel usado como garantia servirá como forma de adquirir dinheiro para quitar a dívida. “Portanto, os bens do fiador, ainda que seja o único bem do fiador e de morada de sua família, poderão ser penhorados para cobrir dívida de fiança”, acrescenta Carla.

5. Na planta: neste caso, se o consumidor comprar um imóvel na planta de uma incorporadora, sem pesquisá-la antes, poderá ser um forte candidato a perder o bem. Isso porque algumas empresas não são donas do terreno e caso aconteça algum problema, o consumidor perderá todo dinheiro que já pagou. Além disso, Carla afirma que as incorporadoras têm seis meses a partir da data de lançamento do empreendimento para desistir de construí-lo. “O problema é que sem conhecer a empresa, será bem difícil receber o dinheiro com correção de volta caso ela desista do empreendimento”, conta.

Preço força ajuste no setor imobiliário

terça-feira, julho 10th, 2012

LEANDRO MODÉ , MARINA GAZZONI
O Estado de S. Paulo - 10/07/2012

Incorporadoras sentem dificuldades em oferecer produtos que caibam no bolso do consumidor; lançamentos devem cair 30% neste ano

O setor imobiliário passa por um ajuste. A forte valorização dos imóveis nos últimos anos deixou a casa própria mais distante do brasileiro, o que contribuiu para uma queda nos lançamentos neste ano. Em São Paulo, por exemplo, o preço médio dos imóveis subiu 140% entre janeiro de 2008 e junho de 2012, segundo o Índice FipeZap. Em compensação, o volume de lançamentos caiu cerca de 30% no ano.

Com isso, a expectativa de especialistas e do próprio Sindicato da Habitação (Secovi-SP) é de que os preços devem se estabilizar. Por ora, ninguém aposta em uma queda generalizada, embora algumas localidades possam passar por esse processo. O FipeZap já vem mostrando desaceleração no ritmo de alta dos preços nos últimos meses (ver gráfico).

A renda da população não aumentou na mesma proporção dos preços e, por isso, muitos consumidores não conseguem comprar imóveis na região onde moram. Para adquirir um apartamento de 100 metros quadrados na Bela Vista, um bairro de classe média situado na região central de São Paulo, o cliente precisa de uma renda familiar líquida de R$ 17 mil/mês se quiser financiar 80% do valor do bem.

Só que, nesse distrito, apenas 18% da população ganha mais de R$ 15 mil/mês, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O mesmo exercício aplicado a outros bairros aponta resultados semelhantes.

“Está cada vez mais difícil para o consumidor comprar a casa dos sonhos nas grandes cidades. Quem poderia comprar um apartamento de 70 m² há um ano hoje compra um de 50 m²″, disse o vice-presidente de incorporação imobiliária do Secovi-SP, Emílio Kallas. “O preço alto é ruim para os incorporadores. O público consumidor dos empreendimentos fica menor.”

Euforia. O descompasso entre a renda da população e o preço dos imóveis provocou uma parada técnica no mercado, avalia o diretor da consultoria Embraesp, Luiz Paulo Pompeia, especializada no setor imobiliário. “Houve uma euforia de incorporadores e consumidores. Mas o poder aquisitivo tem limites e muitos lançamentos não cabem no bolso do cliente”, disse.

Na opinião de Pompeia, os preços devem se manter estáveis na média, mas, em alguns casos, podem até cair no ano que vem. “De 30% a 40% dos compradores de imóveis são investidores, não é o consumidor final. Há 7 anos, esse índice era de 15%. Eles precisam revender, mas, em alguns bairros, a demanda real já foi absorvida, principalmente por imóveis de alto padrão.”

Em São Paulo, o especialista vê potencial para queda de preços em bairros como Campo Limpo, Vila Madalena, Bela Vista e Alto da Lapa. “A exceção é o segmento econômico (renda mais baixa). Há demanda real para movimentar o mercado pelos próximos dez anos”, disse.

Embora continuem otimistas com as perspectivas para o setor, os bancos, que nos últimos anos abriram as torneiras do crédito imobiliário, não descartam estabilização dos valores. “Os preços não vão subir com a mesma velocidade de antes. Veremos mais moderação e, eventualmente, alguma acomodação”, disse o diretor do departamento de crédito imobiliário do Bradesco, Cláudio Borges.

“Estamos assistindo a um ajuste entre oferta e demanda”, emenda o diretor de crédito imobiliário do Banco do Brasil, Gueitiro Matsuo Genso. “Mas vemos perspectivas para um crescimento robusto para o setor.”

Ainda sobre as perspectivas para os preços, o coordenador do Índice FipeZap, Eduardo Zylberstajn, também adota um tom cauteloso. “Não voltaremos mais àquela situação de altas muito expressivas”, afirmou.

O diretor financeiro da construtora Eztec, Emilio Fugazza, relata que a margem bruta média das incorporadoras de capital aberto caiu de 39% para 26% entre 2007 e 2011. “O custo para construir subiu mais do que os preços dos imóveis”, disse.

As incorporadoras não atribuem a retração dos lançamentos à alta dos preços, mas a dificuldades em aprovar novos projetos. “Chegamos a levar quatro anos para conseguir a liberação de um empreendimento em todos os órgãos reguladores”, disse o vice-presidente do Secovi.

Segundo ele, o setor tem enfrentado entraves para lançar empreendimentos pela falta de terrenos aptos à incorporação e pela demora na aprovação de projetos. Para o Secovi, a solução para controlar os preços está na flexibilização das regras para lançamentos, o que viabilizará a expansão da oferta.

Será que é hora de vender seu imóvel?

segunda-feira, maio 28th, 2012

Especialistas ponderam se o momento atual do mercado imobiliário é o ponto de alta - hora de realizar os lucros
Julia Wiltgen, de Exame.com

Para professor, demanda especulativa de imóveis já não existe mais

São Paulo – No mercado imobiliário brasileiro não se fala em outra coisa. Os preços já não sobem mais com a mesma intensidade de antes. Incorporadoras vendem imóveis com descontos que ultrapassam os 30%, e vendedores de usados já não sentem mais tanta facilidade de passar seu bem adiante.

Mas afinal, os preços chegaram ao topo? Ainda há espaço para mais valorização? Ou a tendência agora é que os preços se acomodem – ou até caiam? Para quem tem um imóvel que se beneficiou da alta valorização nos últimos anos, está na hora de vender e realizar o lucro? “Eu vejo uma estabilidade, com viés de baixa tênue. Vai ocorrer uma reformatação do mercado, com reposicionamento das construtoras com margens consideradas razoáveis”, diz o professor João da Rocha Lima Junior, coordenador do núcleo de Real Estate da Poli-USP.

Para ele, a demanda especulativa percebida no mercado anteriormente já não existe mais, o que freia a valorização. As construtoras, por sua vez, já enxergariam um novo patamar de custos de produção e estariam mais confortáveis de que não vão aparecer aumentos abruptos de custos, o que deve levar à estabilização dos preços.

“Um freio de demanda gera descontos e joga os preços para baixo. Não vejo a possibilidade de uma quebra de preços, mas sim de uma queda suave. Mas não há muita margem para redução de preços, pois não houve um nível de especulação tal que permita uma queda maior. E nós também não temos o problema da devolução de imóveis por falta de capacidade de pagamento, uma vez que nosso crédito é conservador”, completa o professor.

Já há alguns sinais de desaceleração no mercado imobiliário brasileiro, embora seja ainda cedo para se falar em queda de preços. O Índice FipeZap, que acompanha os preços dos imóveis em sete capitais brasileiras, já vem mostrando retração de preços em algumas cidades e, no mês de abril, seu relatório reafirmava a tendência de desaceleração de preços iniciada em abril de 2011.

A reportagem de capa da Revista EXAME que chegou às bancas nesta quinta-feira reflete justamente sobre se é hora de comprar, vender ou esperar, e traz com exclusividade uma pesquisa da Fipe que mostra que, apesar da valorização recorde nos 12 meses terminados em março, uma comparação entre os últimos seis meses e o mesmo período do ano anterior atesta uma desaceleração na alta. Veja a metodologia da pesquisa da Fipe.

Há ainda outros fatores que podem contribuir para a desaceleração e posterior estabilização de preços. O primeiro trimestre do ano já revelou queda no número de unidades financiadas (em relação ao mesmo período do ano passado) e da velocidade de vendas (em relação aos anos anteriores).

A isso se alia o passo atrás dado pelas incorporadoras que sofreram em seus balanços e na Bolsa, principalmente por conta do descasamento entre o número de imóveis lançados e sua capacidade de entrega – o que também gerou os atrasos na entrega dos imóveis e uma porção de ações na Justiça ao longo de 2011. Agora, as construtoras tentam reajustar seus processos internos para se recuperar. Pelo menos aquelas que são abertas em Bolsa frearam o ritmo dos lançamentos.

Investidor com mais de um imóvel

O momento ainda requer cautela, mas quem tem mais de um imóvel e se beneficiou da estrondosa valorização imobiliária brasileira dos últimos anos já pode pensar numa venda. “Quem tem mais de um imóvel está em boa posição para realizar os lucros”, diz o economista Luiz Calado, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF) e autor do livro “Imóveis – seu guia para fazer da compra e venda um grande negócio”.

Segundo Calado, para quem atua no mercado de imóveis como investidor ou especulador – ou seja, para quem compra para alugar ou aguardar valorização – o momento também é propício por conta da queda na taxa Selic e do movimento de derrubada de juros pelos bancos. “Quem quiser vender um imóvel para comprar outro, deve também conseguir uma taxa de juros menor em um eventual financiamento”, completa.

O economista se diz pessimista em relação ao mercado daqui para frente quando se refere a quem deseja ganhar com a valorização. “Não acredito que essa trajetória de alta continue tão forte, a não ser que estejamos entrando em uma bolha. Temos evidências de desaquecimento e até de quedas de preço. Essa coisa das construtoras venderem imóveis com desconto, não existe isso. Ninguém vende uma cota de um fundo ‘com desconto’. Foi o preço do imóvel que caiu mesmo”, observa.

Alex Strotbek, consultor imobiliário da Areal Pires Advogados, não acredita em desvalorização dos imóveis, mas também crê que uma estabilização já é visível. “A hora de vender o imóvel é na alta”, lembra.

É claro que agora já está mais difícil vender, o que também pode ser sinal de um momento propício para a realização de lucros. Os empreendimentos cujas unidades se esgotam em apenas um fim de semana estão se tornando raros, e o endividamento das famílias cresceu muito nos últimos anos – de 27% da renda em 2007 para os atuais 44%. As decisões de compra estão mais ponderadas agora que o preço do metro quadrado está mais alto.

Quem tem apenas um imóvel

Quem tem apenas o imóvel próprio pode até pensar em vendê-lo, mas precisa de um plano bem claro, porque o movimento é arriscado. “Quem fez isso há quatro anos, por exemplo, se deu muito mal, porque os preços entraram numa trajetória de alta alucinante. Se o sujeito vendeu e começou a pagar aluguel com o dinheiro do negócio pode ter tomado um susto desagradável”, diz Luiz Calado.

Segundo o vice-presidente do IBEF, no entanto, agora é uma hora boa para assumir algum tipo de risco, desde que se entenda o que se está fazendo. “Essa estagnação com possível queda de preços ainda vai se manter por algum tempo. O PIB do país está se retraindo há meses, e a crise internacional continua. Se esse cenário se consolidar, e o preço dos imóveis começar a cair, será possível aplicar em um investimento atrelado à inflação e usar a renda para pagar aluguel”, explica Calado.

Quem não quiser se arriscar a viver de aluguel e desejar comprar outro imóvel deve ponderar outros fatores. Não dá para contar com uma queda nos preços, embora em alguns casos isolados ela já esteja ocorrendo. Para Luiz Calado, uma possibilidade que pode ser vantajosa é vender o imóvel hoje para comprar outro dentro de até um ano, com taxa de juros menor para um eventual financiamento.

Para Alex Strotbek, a estratégia de vender o único imóvel para comprar outro pode se justificar se a pessoa tiver a intenção de comprar uma propriedade melhor. Assim como a venda está dificultada, comprar em um momento como o atual significa pagar caro. O planejamento para quem deseja melhorar o padrão de vida deve incluir uma poupança extra além do dinheiro da venda para comprar um imóvel de padrão mais alto.

“Se o sujeito pensa em realizar o lucro e encontrar um bom negócio, provavelmente não vai. Ele pode também esperar uma queda de preços, mas é arriscado para quem tem somente um imóvel. Se a pessoa tiver um segundo imóvel é mais fácil. Ela vende, aplica o dinheiro em renda fixa e espera uma nova baixa. O proprietário de apenas um imóvel deve ser cem vezes mais cauteloso do que o investidor”, diz Strotbek.

Outras alternativas

Desde 2008, o Brasil vem experimentando uma alta estrondosa nos preços dos imóveis, figurando entre as maiores altas do mundo ano a ano. Embora, para padrões internacionais, os preços dos imóveis brasileiros ainda sejam baixos, a valorização já apresenta os primeiros sinais de perda de fôlego. Desde 2008 até o final de abril deste ano, os imóveis em São Paulo valorizaram 135%, enquanto que os imóveis cariocas tiveram alta de 170%.

“Nós tivemos um excesso de preços em 2010 e 2011, com altas acima do razoável. Havia um excesso de demanda no mercado, até um pouco artificial, forçada por alguma especulação. A isso se juntou uma demanda reprimida forte em 2008 e 2009, com um crescimento de custos muito grande. As construtoras de capital aberto agiram de forma agressiva, e havia muito capital estrangeiro chegando ao mercado brasileiro”, explica João da Rocha Lima Junior, do núcleo de Real Estate da Poli-USP.

Em um segundo momento, os custos de construção sofreram enorme pressão, com a escassez de mão de obra qualificada e consequente perda de produtividade das construtoras, fora as altas nos preços dos terrenos. “O mercado imobiliário é desordenado. Quando o dono de um terreno recebe pressão de todos os lados para vender, o preço sobe sem limites”, diz o professor.

Para quem quer continuar no mercado imobiliário, o economista Luiz Calado recomenda uma realocação de portfólio, considerando-se os fundos imobiliários. “Quem vender um de seus imóveis e optar por não ter dívida, pode deixar o dinheiro da venda em um fundo imobiliário”, diz. Mas para ele, sempre existe oportunidade para “quem olha além do óbvio e vê um nicho de mercado que não é bem atendido”.

“Vale o raciocínio: o que vai ser demandado daqui para frente na sua região? Para onde a cidade está crescendo, quais as necessidades que ainda não são bem atendidas? Também existe potencial para agregar valor a um imóvel mal cuidado, comprado em leilão, ou cujo dono anterior não tivesse fôlego financeiro para cuidar. Nesse caso, é preciso fazer um investimento na recuperação do imóvel, mas ainda fica espaço para ganhar dinheiro”, conclui.

Camila Pitanga e Raí apresentam 8º Feirão da Caixa

quarta-feira, maio 2nd, 2012

AdNews

Raí e Camila Pitanga anunciam para todo o Brasil o início da oitava edição do Feirão Caixa da Casa Própria. A campanha, que tem como mote “A vida pede, você pode”, apresenta as vantagens do maior evento nacional destinado à aquisição da casa própria. Pelo oitavo ano consecutivo, a nova/sb é a agência responsável pelo desenvolvimento de todos os materiais da campanha composta por filmes para TV (versões nacional e regional), mídia impressa, rádio e internet, além de cartilhas, cartazes, bandeirolas e outras peças de comunicação.

O ex-craque Raí, que estrelou as campanhas das sete últimas edições do evento, ganha agora a companhia da atriz Camila Pitanga, porta-voz da campanha de queda de juros da Caixa. Há duas semanas a instituição anunciou o programa Caixa Melhor Crédito.

Um cenário especial, assinado pelo designer Carlo Giovanni, é o destaque dos comerciais da campanha, que têm direção de Gian Barone e criação da nova/sb, agência comanda por Bob Vieira da Costa e Silvana Tinelli.

Como em suas três últimas edições, o Feirão conta com um hot site, acessado pelo site da Caixa, em que se pode fazer simulação de compra com milhares de imóveis já avaliados pelos engenheiros do banco, obter a relação de documentos necessários para financiamento, checar datas e horários dos feirões etc.

Por que (apenas) os juros baixos não vão salvar as construtoras

sexta-feira, abril 27th, 2012

Depois de um ano ingrato para as companhias, especialistas apontam que o aumento da demanda, por si só, não devolverá o brilho ao setor

Marcela Ayres, de Exame.com

Problemas de gestão e planejamento fizeram empresas amargarem maus resultados

São Paulo - Capitaneado por bancos públicos, o movimento de redução dos juros ganhou outro capítulo nesta semana, quando a Caixa Econômica Federal anunciou a diminuição das taxas para a compra da casa própria. A queda, que em alguns casos pode chegar a 21%, não deixa de ser representativa: em financiamentos tão esticados - e para compra de bens tão caros -, qualquer diferença percentual contribui para uma economia de milhares de reais no bolso dos consumidores.

Como a Caixa é dona de 75% do mercado de crédito imobiliário, o governo espera que a tacada pressione outras instituições a levantarem igual bandeira. Teoricamente, as construtoras se beneficiariam do aumento de potenciais compradores. Mas o passado já mostrou que essa relação não é tão linear como parece.

Na última década, a expansão na renda e as facilidades na concessão de crédito levaram os brasileiros às compras, muitos pela primeira vez. Aproveitando a explosão de uma demanda represada por anos, as construtoras e incorporadoras aceleraram a aquisição de terrenos, estenderem suas atividades para outros cantos do país e lançarem novos empreendimentos. Muitas, inclusive, abriram capital para financiar seus ousados projetos.

Por algum tempo, o frenesi pareceu justificado. Mas a crise de 2008 abalou as vigas da construção civil. A falta de crédito decorrente da quebra do Lehman Brothers fez com que várias empresas não tivessem recursos suficientes para produzir as unidades que já tinham vendido.

A procura por parte dos clientes, por outro lado, escancarou os problemas decorrentes de falta de mão de obra. Sem profissionais qualificados e acumulando falhas de planejamento e gestão, os canteiros diminuíram o ritmo de trabalho. Como resultado, muitos mutuários amargaram atrasos infindáveis no recebimento das chaves.

Em 2011, boa parte das companhias sofreu os reflexos desse cenário. Enquanto a Gafisa apresentou prejuízo de quase 1 bilhão de reais - o maior entre as S.A. brasileiras -, as demais gigantes do setor viram seu resultado encolher em relação ao ano anterior. Foi o que aconteceu com Cyrela, PDG, Brookfield, Tecnisa e Even.

Agora, reverter o quadro dependerá muito mais da habilidade das companhias em reestruturar seu modelo de negócios. Pelo menos é o que acredita o analista Erick Scott, da SLW. “O crescimento da demanda em função da diminuição dos juros pode até ajudar, mas não será a salvação para desovar nenhum estoque”, diz.

Para Sérgio Tekini, presidente do Sinduscon-SP (Sindicato das Empresas de Construção Civil), os reveses do passado ensinaram as empresas a ir com menos sede ao pote. “Não dá para ter carteira de vendas esplêndida sem apresentar resultado”, afirma. “Para crescer, o setor precisará ser comportado, mais seletivo, focado em reestruturação e resgate de rentabilidade.” Um caminho que deve ser assentado tijolo por tijolo.

Perguntar antes de comprar imóvel é fundamental

quarta-feira, março 28th, 2012

Por Redação BNI

A compra da casa própria é uma das maiores realizações na vida dos brasileiros. Antes de fechar negócio, no entanto, os profissionais do mercado imobiliário recomendam que os consumidores cultivem algumas dúvidas. A primeira pergunta, segundo o economista-chefe do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Celso Petrucci, deve ser feita por todos os familiares do interessado. “Estamos prontos para fazer um sacrifício ao entrar em um financiamento?”. De acordo com ele, é importante não se deixar seduzir pelos impulsos consumistas, já que o endividamento pode se arrastar por até 30 anos.

O professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fábio Gallo, recomenda o acúmulo de poupança e o conhecimento dos gastos domésticos. “A pessoa tem de ter cautela. É indicado o que chamo de orçamento ABCD (separando despesas alimentares, básicas, contornáveis e desnecessárias)”. Ele lembra: poupar antes de gastar é sempre preferível a assumir dívidas em muitas prestações.

Novo ou velho? O tempo do imóvel também exige do futuro consumidor alguns questionamentos. Nas unidades mais velhas, as dúvidas principais devem recair sobre as condições físicas da edificação, a localização do imóvel - e seus vizinhos - e a condição jurídica de quem pretende vendê-lo.

“É importante saber se a escritura do imóvel está registrada de maneira definitiva no nome da pessoa que está vendendo”, diz o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto.

A conformidade do documento no cartório de imóveis diminui a possibilidade de entraves. Viana Neto lembra ainda a necessidade de pedir certidões que garantam a idoneidade do proprietário e do cônjuge. “Quando se trata de um apartamento, deve- se tirar também certidão do condomínio”, recomenda.

O engenheiro civil Flávio Figueiredo, diretor da Daniel&Figueiredo Consultores Associados, pede atenção aos consumidores mesmo que o preço do imóvel pareça atraente. “A pessoa tem de procurar saber por que o proprietário quer vender mais barato”, diz.

Se a procura é por um lançamento, os cuidados são outros. O comprador deve pesquisar, em órgãos de defesa do consumidor, qual é a reputação da incorporadora, legalmente responsável por todo o projeto. Além disso, o cliente precisa ter ciência da carência para o início das obras, da previsão de entrega do imóvel e dos prazos de tolerância em caso de atrasos.

Petrucci recomenda também que, durante a visita aos estandes de vendas, o interessado pergunte pelo registro de incorporação do empreendimento, sem o qual não é permitida a comercialização de unidades. “A pessoa também deve questionar: posso ver o memorial descritivo?”. Todo estande tem uma minuta do documento, que traz detalhes das unidades, incluindo a previsão de revestimentos nas dependências e até marcas adotadas.

Abaixo, alguns pontos que o comprador deve avaliar antes de fechar negócio:

1 - Qual é a real necessidade em termos de dormitórios, vagas, metragem?

O consumidor deve ter clareza do que pode atender a suas demandas. Um imóvel compacto pode ser de grande valia para um jovem solteiro, mas inadequado para uma família com filhos. Os empreendimentos também são preparados para determinados perfis de público, por isso nem sempre dispõem de áreas comuns adequadas para todos

2 - Qual é meu plano de vida para a época em que receber as chaves?

A resposta a esse questionamento pode parecer inútil a quem compra um usado para mudar em poucos meses, mas é fundamental para quem adquire uma unidade na planta.

Do lançamento à entrega das chaves, em regra dois anos se passam, período pelo qual as necessidades e as condições do futuro morador podem se alterar

3 - Quanto tempo pretendo morar em minha nova residência

Desde o momento da aquisição da residência, o comprador deve ter em mente o período em que pretende ocupar aquela unidade.

A resposta a esse questionamento dá maior clareza quando a pessoa precisa decidir que gastos assumirá durante sua estadia na edificação - tanto em reformas das dependências quanto na aquisição de mobília para o espaço

4 - Como estará minha vida dez anos depois de entrar na nova unidade?

A aquisição do imóvel em geral envolve um financiamento que pode se estender por 360 meses. Ainda que imprevistos possam ocorrer, é recomendável que o comprador projete sua vida com relação ao desenvolvimento familiar e as perspectivas de renda. Um jovem em regra espera crescimento nesses quesitos; um homem de meia idade, declínio

5 - Que despesas minha nova unidade gerará mensalmente?

Além das prestações em um eventual financiamento, o adquirente deve procurar se informar dos gastos de manutenção do imóvel, como a cota condominial e o valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A falta de atenção a esses detalhes pode colocar em apuros os desatentos com relação ao controle do orçamento familiar

6 - Que custos adicionais envolvem o negócio de compra e venda?

Essa pergunta é relevante para quem pretende vender um imóvel para usar o valor como entrada em outro. O procedimento para a transferência da propriedade tem custos e normalmente a transação é intermediada por um corretor, que é remunerado. Logo, o valor da primeira venda é menor do que o disponível para a aquisição da nova unidade

7 - Quanto da minha renda posso usar em um eventual financiamento?

Assumir um compromisso financeiro que exceda 30% da renda familiar pode ser um movimento arriscado para o orçamento. Recomenda- se o conhecimento de todos os gastos mensais e a qualificação dessas despesas - domais essencial ao mais supérfluo - antes de fechar o negócio, que muitas vezes impõe sacrifícios financeiros

8 - Como será o reajuste das mensalidades em relação ao crescimento do salário?

Em geral, o reajuste das prestações durante a fase de construção dos empreendimentos é o Índice Nacional da Construção Civil (INCC). Depois, as taxas são determinadas pela instituição bancária que concede o financiamento.

Estar atento à evolução das prestações evita que o consumidor perca poder aquisitivo no decorrer dos anos

9 - Vale a pena comprometer um pouco mais do meu salário se tenho expectativas de crescimento profissional?

A estabilidade no emprego e a trajetória ascendente de renda podem ser um sinal de que há espaço para ousadia no negócio. A poupança também é um quesito importante: quanto maior for o valor de entrada, o financiamento pode ser feito por um prazo mais curto, reduzindo os custos totais do imóvel

10 - Quem são meus futuros vizinhos e o que eles dizem sobre a região?

Não se pode adquirir um imóvel antes de conhecer com cuidado onde ele está localizado.

É recomendável que o interessado visite a unidade em diferentes dias e horário, converse com funcionários dos edifícios e moradores da região para obter referências. É importante saber também o perfil dos vizinhos para evitar futuros transtornos de convivência

11 - O imóvel tem condições jurídicas e de conservação tão boas quanto parecem?

Às vezes, a boa impressão deixada na visita a um imóvel usado esconde irregularidades estruturais das edificações ou problemas de ordem jurídica.

É indicado que os compradores peçam para que um advogado analise o contrato antes da compra. A vistoria técnica do imóvel por engenheiros é também importante para identificar avarias

12 - Meu novo apartamento está compatível com meu padrão de vida?

Especialmente em um condomínio, onde a convivência com vizinhos é mais intensa, disparidades de perfil de público podem ser um fator de desconforto para os moradores. O ideal é que o comprador busque um imóvel onde terá de conviver com pessoas cujo padrão de vida não seja muito maior ou muito menor do que o dele. (com informações de O Estado de S. Paulo)

O descaso das construtoras: o pesadelo da casa própria .

terça-feira, julho 26th, 2011

CONSUMIDOR MODERNO

Marco Aurélio Luz Na Pele do Consumidor

Um dos sonhos mais cobiçados da maioria é, sem dúvida, ter a casa própria. Esse desejo, em muitos casos, surge já na infância, quando imaginamos a nossa vida no futuro. Afinal, ter o seu próprio espaço, a sua privacidade, o seu lugar de sossego e descanso implica em ter segurança sobre onde você vive e onde viverá a família que pretende construir. Uma pena que, no entanto, o sonho da casa própria seja tão ambicioso quanto a pretensão de muitas construtoras que, na ganância de acumular um capital cada vez maior, comercializam imóveis na planta sem ter recursos suficientes para atender a demanda e, assim, o maior prejudicado é o comprador da habitação.

Para o adquirente da propriedade, os prejuízos em decorrência desse atraso podem ser devastadores e resultar na desesperança e desistência do sonho da casa própria. Segundo levantamento da AMSPA - Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, entre as reclamações relacionadas ao imóvel, o atraso no prazo de entrega da obra é uma das campeãs no ranking do descontentamento dos proprietários. Só os casos de não cumprimento das datas para entrega atingiram 2.145 reclamações desde o começo de 2011 até maio. Isso representa um aumento de 43% em relação ao mesmo período do ano passado, com 1302 prejudicados.

Com o boom imobiliário, a oferta do imóvel na planta teve um considerado aumento. O maior poder aquisitivo das classes B e C e o crescimento dos financiamentos habitacionais são fatores que levaram a esta demanda. Segundo estudo do Data Popular, quase 10 milhões de famílias pretendem comprar um imóvel dentro de 1 ano, 47% delas são da classe média. Além disso, o crédito imobiliário, que elevou em 49% nos últimos 12 meses, também tem facilitado, aos compradores da casa própria, a fecharem o negócio.

Mas se o mercado imobiliário tomou grandes projeções nos últimos anos assim como o sonho da casa própria vem se tornando, a princípio, mas fácil de ser realizado, por outro lado, a capacidade das construtoras para atender a demanda não foi proporcional a esse crescimento. Escassez de mão de obra, falta de materiais e maquinário, além dos problemas burocráticos e naturais, como as chuvas, neste último caso, acabam atrasando a conclusão da obra e resultam em alterações nos cronogramas. Porém, muitas das construtoras utilizam essas desculpas para o atraso na entrega do imóvel sem que o mutuário tenha o direito de receber a informação com antecedência ou até mesmo indenização. Há casos em que o comprador da propriedade vendeu a moradia para pagar a chave do novo bem ou situações que mora de aluguel. Como essas pessoas vão resolver o problema de uma hora para outra. Isso é um descaso da incorporadora contra os compradores do empreendimento.

Por conta de tudo isso, é importante que o morador guarde todos os comprovantes que evidencie o dano causado pela não entrega do seu bem. Casos como: deixar de ter rendimento com recebimento do aluguel; perder oportunidade de venda da propriedade com bom retorno financeiro; ou ser obrigado a alugar outra habitação porque não recebeu no prazo, entre outras situações prejudiciais ao adquirente, podem ser considerados lucros cessantes, pois a vítima deixou de ganhar ou perdeu um lucro esperado.

O que temos de levar em conta é que, quanto mais tempo leva para o imóvel ser entregue, mais gastos o comprador tem para arcar, e isso põe em xeque todo o planejamento de vida que ele tinha em vista quando pensou em comprar o imóvel. Há casais, por exemplo, que planejam se casar para, logo em seguida, se mudar para a nova casa e acabam tendo que adiar a cerimônia por causa do atraso no imóvel pronto. Isso fora o fato de que quando você compra uma propriedade, você está pagando pela nova residência e, ao mesmo tempo, pelo local onde vive até que a obra esteja concluída. Ou seja, o gasto torna-se bem maior do que o esperado por ele com a compra do novo imóvel.

Pela lei, a entrega do imóvel pode ser prorrogada em até 180 dias, mas isso vale apenas nas situações de motivos de força maior que impeça a conclusão da obra, como terremoto ou enchentes. Mas, tecnicamente, as construtoras se apropriam desse direito sem comprovar adequadamente o motivo pelo atraso. Conforme determinam os artigos 402 e 403 do novo Código Civil, os proprietários lesados podem entrar na Justiça para reaver as perdas e danos, como também do que deixou de lucrar, desde que comprove a perda sofrida.

Para quem pretende viver em condomínios, há uma maneira de se prevenir sobre a irregularidade no cronograma da construção. Ela encontra-se no direito previsto pela lei, no Artigo 55 da Lei 4591/64, que permite a formação da chamada “comissão de representantes”. A comissão possibilita os proprietários do imóvel em se organizarem para fiscalizar a obra em fase de construção. Por meio do monitoramente, os futuros moradores poderão ficar cientes sobre todo o andamento da obra desde a qualidade do material que está sendo utilizado até o cumprimento do cronograma previsto no contrato, entre outros procedimentos. Os dados também entram em relatório para serem apresentados aos demais moradores que vierem a comprar uma habitação naquele mesmo prédio.

É lamentável que depois de pagar o financiamento, o proprietário se veja numa situação que o impeça de realizar o tão sonhado desejo da casa própria. Não receber a casa no prazo é mais que um transtorno financeiro, é um dano moral ao adquirente, que tinha um planejamento de compra do imóvel já determinado há tantos anos de sua vida e que possui uma família para abrigar. Se um dia vivemos o problema da renda da população, que barrava a comprar de um imóvel, as possibilidades de financiamento estão hoje bem mais favoráveis, mas os empecilhos que geram atraso no imóvel e que foram aqui mencionados levam o sonho da casa própria para um outro caminho, ainda turbulento.

*Marco Aurélio Luz é presidente da AMSPA - Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências

Rossi estabelece parceria com as empresas

quinta-feira, junho 16th, 2011

Incorporadora promove sinergia com entidades e companhias para facilitar a compra da casa própria.

A Rossi – uma das maiores incorporadoras e construtoras do País – inova, mais uma vez, ao apostar em parcerias com empresas e indústrias que tenham mais de 300 funcionários. A iniciativa levará praticidade, preços e condições especiais aos colaboradores das parceiras, sem que estes sequer precisem sair de seu ambiente de trabalho para comprar um imóvel.

Para tanto, uma equipe de corretores treinada atuará nestes locais, em horários pré-estabelecidos. Na ocasião, serão oferecidas unidades em diferentes pontos da cidade, como Benfica, Campo Grande, Cordovil, Irajá, Pedra de Guaratiba, Vila da Penha e outros.

A primeira parceira da Rossi neste projeto foi a Marinha do Brasil. Neste mês, a DeMillus integra esta iniciativa, recebendo os corretores da Rossi Vendas em suas fábricas cariocas. A gigante de lingeries conta, atualmente, com 5.400 funcionários no Rio de Janeiro.

“Com prestações a partir de R$ 152,00, no período de obras, os funcionários da DeMillus poderão adquirir o seu imóvel em condições únicas”, afirma o diretor regional Rafael Cardoso. [www.rossiresidencial.com.br].

Perfil-A Rossi é uma das principais incorporadoras e construtoras do Brasil. Com 30 anos de atuação, tem presença em 90 cidades do País, mais de 240 empreendimentos em construção e mais de 39 mil unidades entregues. A empresa atua em diversos segmentos do mercado imobiliário e tem no seu portfólio inúmeros sucessos de vendas de imóveis residenciais e comerciais, nos mais variados perfis de renda. Com base em valores como inovação, valorização das pessoas e sustentabilidade, a empresa acredita na construção de relacionamentos de longo prazo com colaboradores, clientes, fornecedores, parceiros e acionistas. A Rossi entende que sua missão vai além da construção de residências e locais de trabalho. Seu compromisso é com projetos de vida. [www.rossiresidencial.com.br ou acesse pelo celular o portal mobile da Rossi: www.rossiresidencial.com.br/mobile].