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Crise na Europa abate mercado global de casas de luxo

segunda-feira, maio 14th, 2012

A situação da economia global e medidas de esfriamento de preços na Ásia estão dissuadindo os compradores, mostrou uma pesquisa da Knight Frank

Brenda Goh, da REUTERS

O preço médio de casas de luxo em 23 cidades importantes do mundo caiu pela primeira vez desde 2009, em 0,4% no primeiro trimestre de 2012

Londres - A demanda pelas casas mais caras do mundo provavelmente deve arrefecer após dois anos de forte crescimento, à medida que as preocupações com a crise da dívida da Europa, a situação da economia global e medidas de esfriamento de preços na Ásia estão dissuadindo os compradores, mostrou uma pesquisa.

Os dados da consultoria de propriedades Knight Frank mostrou que o preço médio de casas de luxo em 23 cidades importantes do mundo caiu pela primeira vez desde 2009, em 0,4 por cento no primeiro trimestre de 2012, refletindo a desaceleração da demanda.

Isto também representa um forte declínio frente ao mesmo período de 2011, durante o qual os preços das casas de luxo globais subiram 6,6 por cento, disse a Knight Frank.

““Há um elemento de nervosismo entre os investidores quanto ao local para onde a economia está indo. Nos últimos dois a três anos você viu uma retomada um tanto grande na remarcação de preços, e a desaceleração realmente se resume à crise da zona do euro e a uma recuperação mais lenta da economia global do que foi antecipado”, afirmou o chefe de Pesquisa Residencial da Knight Frank, Liam Bailey, à Reuters.

A crise de dívida da Europa encontrou um novo obstáculo na semana passada depois que o público grego rejeitou o pacote de resgate nas urnas, enquanto os economistas estão prevendo um ano de crescimento lento para os EUA. Na Ásia, os governos da China e de Cingapura introduziram medidas para esfriar os mercados imobiliários aquecidos.

A Knight Frank disse que a queda nos preços das moradias de luxo nos primeiros três meses do ano foi liderado por Tel Aviv, onde os preços caíram 6,6 por cento, e Kiev, onde os valores recuaram 6,4 por cento.

Os preços das casas de luxo nas cidades norte-americanas de Manhattan, Nova York e Miami caíram 4,3 por cento e 1,9 por cento, respectivamente, no primeiro trimestre, revertendo uma tendência de crescimento de dois dígitos registrada no último ano.

A Knight Frank disse que, no entanto, ainda havia demanda forte dos investidores internacionais em busca de segurança para cidades como Londres e Cingapura, onde os preços subiram 2,7 por cento e 1,9 por cento, respectivamente, apesar de novos impostos sobre a propriedade introduzidos ao longo do período.

Os preços das moradias de luxo globais aumentaram nos últimos dois anos à medida que milionários estrangeiros em busca de segurança compraram casas em Nova York, Paris e Londres, enquanto um forte crescimento econômico e a classe média crescente alimentaram a demanda local para casas de luxo em cidades emergentes como Nairobi e Jacarta

Casa do futuro se adaptará ao dono

segunda-feira, agosto 1st, 2011

Integração de todos os aparelhos eletrodomésticos e alto grau de personalização devem ser mais presentes nas residências daqui a algumas décadas

Luciana Carvalho, de Exame.com

Divulgação

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Uma das tecnologias já existentes é o uso da impressão digital ou de senhas para abrir portas, acender luzes, ligar o ar condicionado e abrir ou fechar persianas

São Paulo – A realidade mostrada no desenho dos Jetsons, de Hannah-Barbera, está cada vez mais próxima à de residências de luxo atuais. Hoje já é possível, por exemplo, ligar o chuveiro, a banheira, a TV e as luzes sem estar em casa, usando apenas o celular.

E essa integração de tecnologias e funções não vai parar por aí, nas próximas décadas. Pelo menos é nisso que acredita Sérgio Corrigliano, gerente de produtos da iHouse, empresa especializada em automação residencial.

“A diferença entre uma TV, um computador e um celular é muito pequena hoje, e a integração deles com a casa vai ser muito maior”, diz. Essa integração permitirá o monitoramento avançado da movimentação da casa, função que Corrigliano acredita que será predominante no futuro.

Segundo ele, com o uso de sensores de presença, da internet, câmeras e aparelhos interligados, além de controlar tudo remotamente, será possível fazer um histórico dos movimentos dos moradores. Assim, a casa “saberá” quem está em cada cômodo e como preparar o ambiente para essa pessoa.

É aí que entra outra funcionalidade que Sérgio Corrigliano afirma que será forte no futuro das residências: a personalização. Será possível definir as preferências de cada morador para que sejam executadas quando estiverem presentes.

A casa poderá, por exemplo, ligar o aparelho de som do quarto do filho quando perceber que ele chegou, ou acionar a banheira na temperatura certa quando a mãe chega do trabalho. Ou ainda deixar as luzes acesas ou apagadas de acordo com quem estiver na sala.

Hoje, algumas funcionalidades de personalização já existem, mas seu controle ainda fica nas mãos do usuário, pessoalmente ou por celular. Para Corrigliano, na medida em que essas tecnologias se tornarem mais comuns, o morador sequer vai perceber a existência dessa integração. Tudo ficará natural.

E ele vai ainda mais longe. “Eu acredito que chegará o momento, num futuro mais distante, em que os aparelhos eletrônicos estarão conectados ao nosso cérebro e poderemos controlar as coisas sem precisar fazer nada”, diz.

Por enquanto, a integração entre os aparelhos e funcionalidades da casa já é um desafio e tanto. E, se ele fosse escolher um ambiente da casa que considera mais difícil de integrar e transportar para anos à frente, certamente seria a cozinha. Isso porque seus eletrodomésticos são os que mais exigem a presença de alguém para preparar os alimentos.

No longo prazo, o gerente de produtos acredita que será necessário pensar em um novo conceito de cozinha, com eletrodomésticos planejados onde a automação seja maior e onde se tenha o menor trabalho. “Um exemplo poderia ser um equipamento que conserva o alimento e, se a pessoa quiser, ele pode preparar a comida. É difícil falar sobre o futuro, mas sempre acaba havendo uma novidade para quebrar o paradigma”, afirma.