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Presidente da construtora Viver, ex-Inpar, renuncia ao cargo

terça-feira, setembro 11th, 2012

Eduardo da Silva Machado, que já exercia o cargo de diretor vice-presidente de Incorporação, foi eleito presidente interino pelo Conselho

Tatiana Vaz, de Exame.com

São Paulo – A Viver Incorporadora e Construtora, ex-Inpar, anunciou hoje ao mercado a renúncia de Álvaro Luís Afonso Simões aos cargos de diretor presidente da companhia. O executivo também ocupava, interinamente, a função de diretor vice-presidente financeiro e de relações com investidores da empresa, desde outubro do ano passado.

Eduardo da Silva Machado, que já exercia o cargo de diretor vice-presidente de Incorporação, foi eleito presidente interino pelo Conselho de Administração da construtora. Machado foi diretor de incorporações da Cyrela, vice-presidente da Coelho da Fonseca e diretor geral de atendimento da Lopes.

O executivo exerceu também o cargo de diretor de incorporações residenciais da Tishman Speyer do Brasil e de diretor geral da PDG para classes média e média alta em São Paulo. Ele assume o cargo hoje.

“O Conselho acredita que a experiência de 16 anos de Eduardo em posições executivas em companhias de renome do setor será de grande valia para liderar a companhia em sua nova fase”, afirmou a Viver por meio do comunicado. A empresa não revelou o que motivou a saída de Simões, nem detalhou do que se trata exatamente a nova “fase”.

A construtora Inpar adotou o nome Viver em março do ano passado, depois de uma reestruturação de cerca de dois anos iniciada depois da entrada do fundo de investimento Paladin Realty Partners no controle acionário da empresa. Alvaro saiu da diretoria financeira da Brasil Brokers na mesma época para assumir a presidência da empresa e, em outubro, assumiu o cargo interino de vice-presidente financeiro e de relações com investidores depois da renúncia do executivo Otávio Araujo ao cargo.

PDG troca comando e vai para o tudo ou nada

segunda-feira, setembro 3rd, 2012

Agência Estado
A empresa deu prejuízo de R$ 418 milhões no 1º semestre e a entrega de mais da metade das 30 mil unidades está atrasada. Carlos Augusto Piani é o novo presidente

São Paulo - No dia em que acordou presidente da segunda maior construtora do país, Carlos Augusto Piani, 38 anos, ganhou de seu antecessor uma camisa branca, usada, com a logomarca da companhia bordada no peito. Vestiu o presente ali mesmo, no escritório, para receber os cumprimentos dos funcionários e dar sua primeira entrevista à imprensa. Lugares-comuns à parte, o que a PDG queria mostrar ao mercado naquele dia é que agora está sob o comando de alguém disposto a “vestir a camisa” e “viver e morrer” pela empresa, nas palavras do próprio Piani.

O tom dramático combina com a situação da PDG. A empresa deu prejuízo de R$ 418 milhões no primeiro semestre e mais da metade das 30 mil unidades que tem para entregar este ano está atrasada. Milhares de famílias esperam as chaves há mais de seis meses. Em razão desse cenário, a empresa foi a segunda do setor que mais perdeu valor em bolsa este ano - só não desvalorizou mais que a Viver. Quando aceitou o convite para se tornar o novo presidente da incorporadora, Piani já sabia que teria tempos difíceis pela frente.

Ele é um dos sócios da gestora de recursos Vinci Partners, que acabou de injetar R$ 486 milhões na PDG e se tornou a maior acionista da incorporadora, com uma fatia de 9%. O aporte e o possível retorno da Vinci como sócia da empresa foram anunciados em maio, mas dependiam do sucesso de uma complexa transação financeira para se concretizarem. Isso aconteceu na semana passada, para alívio dos executivos da empresa e de investidores, que viam essa como a mais importante cartada da incorporadora para se recuperar da maior crise de sua história.

Apesar de jovem, Piani já tem no currículo uma experiência bem-sucedida com outra empresa enroscada. Em 2004, com 30 anos, se tornou diretor financeiro e depois presidente da distribuidora de energia do Maranhão, a Cemar, onde a Vinci também colocou dinheiro. Na época, a Cemar estava quebrada e carregava o peso de prestar o pior serviço do setor. No ano passado, a Cemar foi eleita pela Aneel, órgão que regula o setor elétrico, a segunda empresa mais eficiente entre as distribuidoras de energia. “É um caso de sucesso, mas não significa que poderá ser copiado no setor imobiliário”, disse um analista.

Até o início do ano, a PDG era, na verdade, um conjunto de três empresas que funcionavam separadamente. Nos últimos meses, toda a parte administrativa da PDG foi integrada. Cerca de 200 pessoas foram desligadas da empresa, e os escritórios de Agre e Goldfarb passaram a funcionar no mesmo local, em São Paulo

Agora, a empresa tenta, com a consultoria do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), padronizar seus canteiros de obra.

Carlos Piani chega exatamente nesse estágio. Ele disse que só anunciará os próximos passos a serem dados na construtora daqui a 90 dias. Por enquanto, preferiu um discurso tangencial. “Vocês terão de esperar para ver qual é meu estilo”, disse aos analistas de mercado. Sua primeira tarefa, segundo executivos da empresa, não será fácil: caberá a ele fazer as mudanças na cúpula da companhia e escolher entre os sócios, fundadores das empresas adquiridas, quem tocará a operação.

“Vestir a camisa”, pelo visto, será a mais simples das missões do novo presidente. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

PDG Realty mantém Zeca Grabowsky na presidência (pelo menos por enquanto)

quarta-feira, abril 4th, 2012

Atualmente, a PDG passa por um processo de unificação de suas operações
Tatiana Vaz, de Exame.com

Grabowsky seria substituído pelo atual diretor financeiro, segundo rumores de mercado

São Paulo - O presidente-executivo da PDG Realty, Zeca Grabowsky, deve permanecer no cargo ao contrário do que apontavam alguns rumores de mercado nesta semana. Grabowsky seria substituído pelo atual diretor financeiro e de relações com investidores da PDG, Michel Wurman, e poderia alçar uma função no conselho de administração da incorporadora e construtora.

“Revemos a ideia de uma possível troca de comando e decidimos que o melhor seria deixar tudo como está pelo momento atual da companhia”, disse ele em teleconferência com analistas hoje. “Nem queremos mais tocar nesse assunto neste primeiro semestre, voltaremos a falar sobre isso em um momento mais propício.”

Atualmente, a PDG passa por um processo de unificação das operações e acaba de apresentar resultados abaixo das expectativas dos analistas de mercado. Em 2011, a empresa teve lucro líquido de 707,439 milhões de reais, queda de 15% ante 2010. Pelo critério ajustado, o lucro foi de 783,025 milhões de reais, caindo 11% frente ao ano anterior.

Grabowsky comandou a aquisição da Agre, em maio de 2010, que reunia Agra, Abyara e Klabin Segall por 2,43 bilhões de reais, iniciativa que fez da PDG a maior empresa no setor de construção e incorporação, superando sua principal rival, a Cyrela Brazil Realty.

PDG tenta arrumar a casa com a Agre – e não está fácil

quarta-feira, abril 4th, 2012

Aquisição da Agre pôs a PDG na liderança do setor de construção, mas os resultados mostram o outro lado do negócio

Tatiana Vaz, de Exame.com
PDG Realty: empresa espera lançar em 2012 entre 8 bilhões e 9 bilhões de reais

São Paulo – Quando a PDG Realty comprou a Agre por 2,43 bilhões de reais, em maio de 2010, a companhia tinha uma finalidade bem clara: se tornar a maior empresa do setor imobiliário da América Latina. Ok, missão cumprida. Passados quase dois anos da aquisição, a construtora se depara com outro grande desafio, resquício da decisão que a consagrara como atual líder: concluir a integração das empresas compradas – algo que está se mostrando mais difícil do que se imaginava.

Os resultados apresentados pela PDG, nesta quarta-feira, mostram que a companhia tem encontrado certa dificuldade nisso. Em 2011, a empresa teve lucro líquido de 707,4 milhões de reais, queda de 15% ante 2010. Pelo critério ajustado, o lucro foi de 783 milhões de reais, caindo 11% frente ao ano anterior. A margem de ebtida, usada para medir a eficiência operacional da companhia, também caiu de 25,4%, em 2010, para 22,9%, em 2011.

“Nosso foco este ano é voltar a ter mais eficiência e estimamos que as melhorias já façam parte de nossos resultados a partir do segundo semestre”, disse Zeca Grabowsky, presidente-executivo da companhia na manhã de hoje.

A compra da Agre, grupo das empresas Agra, Abyara e Klabin Segall, deu origem à maior empresa imobiliária do Brasil, com vendas conjuntas de 4,2 bilhões de reais em 2009, valor suficiente para fazer com que empresa tomasse o lugar da Cyrela, líder histórica até então. A estimava é de ter ativos identificáveis na ordem de 215 milhões de reais, sendo 109,7 milhões de reais apenas em terrenos e 104,7 milhões em imóveis em construção. No balanço, a PDG apresenta ainda 203 milhões de reais como expectativa de rentabilidade futura com a integração do negócio.

Por outro lado, fez com a empresa herdasse um alto volume de obras atrasadas e viu a linha de despesas nos balanços crescer. No ano passado, em que as construtoras tiveram de consumir muito caixa para manter o ritmo de obras, muitas acabaram não cumprindo o prazo de entrega. A PDG também foi uma delas, em especial por conta de unidades da Agre.

No ano passado, a PDG entregou 32,4 mil unidades, 61% mais que no ano anterior, no total de 146 projetos entregues em 2011. Para este ano, a empresa estima entregar de 35 a 38 mil unidades. Dessas, 12.000 são referentes à Agre e 8.000 são de obras que estão com mais de seis meses de atraso de entrega.

“Conforme essas entregas forem feitas, aliada às iniciativas de integração das empresas, a melhora da margem tende a melhorar também”, disse o diretor financeiro, Michel Wurman.

A empresa espera lançar em 2012 entre 8 bilhões e 9 bilhões de reais, contra estimativa anterior de 9 bilhões a 11 bilhões de reais. “A revisão dessa estimativa parece mais realista quando se leva em conta os desafios operacionais que a PDG terá para integrar a Agre”, afirma analistas do Credit Suisse em relatório sobre a empresa.

Dentro de casa

Diminuir as obras feitas por terceiros e aumentar as feitas pela própria engenharia é outra iniciativa que vem sendo feita pela companhia com a intenção de melhorar suas margens operacionais. Atualmente, 80% das obras são feitas pela própria PDG, enquanto apenas 20% ficam na mão de terceiros. “A intenção é elevar a porcentagem de obras feitas por nossa engenharia para 90% até o final deste ano”, afirmou Grabowsky.

Antes, essa divisão era oposta ao que a companhia pretende atingir neste ano. Cerca de 60% das obras da PDG eram feitas por empresas terceirizadas e a companhia ficava responsável diretamente apenas por 40% delas – um caminho também seguido anteriormente por outras construtoras, como Cyrela e Gafisa.

Assim como as concorrentes, PDG também se arrependeu de ter colocado os parceiros como responsáveis de suas obras. Em 2011 calcula que o estouro nos orçamentos previstos para a entrega das unidades tenha estourado em 5%. De acordo com o balanço da empresa, as obras terceirizadas acarretaram efeitos não provisionados, levando a uma revisão de orçamento de 222,15 milhões de reais no final de 2011.

Integração e comando

Se tornar uma gigante também exigiu da PDG um esforço adicional para integrar as áreas tecnológicas das empresas adquiridas. A previsão de conclusão dessa etapa seria até o final de 2011, prazo que não foi cumprido. O adiamento da divulgação do balanço do ano e quarto trimestre da companhia evidenciou isso. O fato causou desconfiança dos analistas quanto aos resultados da empresa e a PDG alegou dificuldades no processo de integração de sistemas de gestão do grupo de empresas da Agre para o sistema SAP da companhia.

Unificar as marcas CHL, Goldfarb (adquiridas antes de 2009) e Agre também se tornou um dos pilares estratégicos para a PDG, que esperava com isso reduzir despesas e gastos com marketing. Essa e outras ações de integração, como a de unificar as áreas de TI, reduzir número de escritórios regionais e concentrar callcenter, dará à companhia uma redução de estimados 40 milhões de reais ainda este ano.

Além dos comentários sobre os resultados, Grabowsky aproveitou a teleconferência com analistas de hoje para comentar que irá permanecer no cargo ao contrário do que apontavam alguns rumores de mercado nesta semana. O executivo seria substituído pelo atual diretor financeiro e de relações com investidores da PDG, Michel Wurman, e poderia alçar uma função no conselho de administração da incorporadora e construtora.

“Revemos a ideia de uma possível troca de comando e decidimos que o melhor seria deixar tudo como está pelo momento atual da companhia”, disse ele em teleconferência com analistas hoje. “Nem queremos mais tocar nesse assunto neste primeiro semestre, voltaremos a falar sobre isso em um momento mais propício.”