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Aumenta confiança do consumidor paulista

sexta-feira, dezembro 28th, 2012

Valor Econômico - 28/12/2012

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), apurado e divulgado ontem pela FecomercioSP, registrou alta de 1,3% em dezembro em relação a novembro. O indicador passou de 159,7 para 161,8 pontos no período. A escala varia de zero a 200 pontos e denota otimismo quando acima dos 100 pontos.

O aumento da confiança do consumidor foi puxado pela avaliação mais positiva sobre o momento atual. O Indicador de Condições Econômicas Atuais (Icea) mostrou avanço de 5,1%, de 152,4 para 160,1 pontos em dezembro. Mas o Índice de Expectativa (IEC), que mede a percepção quanto ao futuro, recuou 1%, de 164,6 para 162,9 pontos.

Apesar disso, a entidade considerou o resultado geral da pesquisa deste mês positivo. “A evolução favorável do índice no mês de dezembro reflete o quadro de otimismo do consumidor paulistano. O mercado de trabalho é fator preponderante para atual magnitude de confiança do indicador”, informou a FecomercioSP, em nota.

De acordo com a pesquisa, o consumidor de maior renda está menos otimista que o de menor renda, mas seu índice de confiança no futuro permanece em patamar elevado. Enquanto o IEC do grupo com rendimentos superiores a dez salários mínimos mostrou queda de 3,4%, passando para 168,9 pontos, o daqueles abaixo deste patamar registraram alta 0,3%.

Setor de construção está mais otimista

quinta-feira, dezembro 6th, 2012

Por Francine De Lorenzo | De São Paulo
Valor Econômico - 06/12/2012

A diminuição na queda da confiança dos empresários da construção sinaliza que o setor vai reforçar seu crescimento em 2013, segundo Ana Castelo, coordenadora da Sondagem da Construção da Fundação Getulio Vargas (FGV). O estudo mostra que no trimestre findo em novembro a confiança do setor recuou 3,1% frente ao mesmo período do ano passado, a menor retração desde que o indicador começou a ser apurado, em setembro de 2011. Em outubro, a queda havia sido de 5,1%.

“É natural um recuo porque o Índice de Confiança da Construção começou a ser medido no momento em que o setor passava pelo melhor momento. A aproximação com o patamar de 2011 é um sinal de melhora”, afirma. Sua expectativa é que o setor de construção repita em 2013 o crescimento de 4% estimado para 2012, mas com uma importante diferença. Ao contrário do que se viu neste ano, a previsão é que 2013 comece fraco e termine forte, deixando uma herança de aceleração para 2014.

“Mas tudo vai depender da regulamentação das medidas lançadas na terça pelo governo e do desenrolar dos projetos e da economia”, afirma. Ela destaca que muitas construtoras fazem subcontratações. Por isso, os termos da desoneração da folha serão essenciais para verificar a eficácia da medida.

Terça-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o governo vai substituir a contribuição de 20% sobre a folha das construtoras e prestadoras de serviços por outra de 2% sobre faturamento. Estima-se que as empresas deixarão de recolher R$ 2,8 bilhões. Segundo Mantega, isso permitirá a redução dos preços dos imóveis, além de promover o aumento da produtividade e dos investimentos. “Se a regulamentação for adequada, as empresas terão um impulso, já que o custo de mão de obra é apontado como um dos limitadores da expansão do setor”, diz Ana. O estudo da FGV mostra que, no segmento de edificações, o custo da mão de obra aparece como o terceiro maior gargalo, ficando atrás somente de escassez de mão de obra qualificada e da competição no próprio setor.

Os dados da sondagem ainda revelam que houve piora na confiança dos empresários do segmento de edificações e também do ramo de preparação de terreno, o que indica certa cautela no mercado. “Preparação de terreno é um segmento antecedente. A sinalização é de que a retomada da construção será lenta, devendo ganhar ritmo no decorrer de 2013.”

O segmento que deve puxar a construção no fim deste ano e início do próximo é o de infraestrutura. Na passagem de outubro para novembro, a confiança no ramo de obras viárias apresentou forte aceleração, subindo de 3,2% para 7,8% na média trimestral comparada ao mesmo período de 2011. “Isso se deve à retomada nas obras rodoviárias, impulsionadas pela expectativa quanto ao programa de logística lançado recentemente pelo governo”, diz Ana. “É consenso que a sustentação do crescimento da economia passa pelo investimento em infraestrutura. Se não houver uma ampliação, a aceleração da atividade vai cessar em 2014.”

A confiança do segmento de edificações, entretanto, que já havia caído 4,7% em outubro, baixou 5% em novembro, nas mesmas bases de comparação. “Percebemos menos obras se iniciando porque foi formado bastante estoque neste ano”, pontua Ana. Segundo ela, as empresas também reclamaram da burocracia para se obter licenças para os lançamentos, o que atrasou muitos projetos. “Por um lado, isso foi até positivo, porque permitiu um ajuste nos estoques. Ano que vem, os lançamentos devem ser melhores e provavelmente haverá boa receptividade, já que há vários incentivos para empresas e famílias.”