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Por apartamentos mais frescos e menos barulhentos

terça-feira, julho 16th, 2013

Novas regras para construção de imóveis começam a valer na sexta-feira. Mudanças incluem obrigatoriedade de isolamento térmico e acústico

Raphaela Ribas
O Globo

RIO — A partir da próxima sexta-feira, dia 19, a construção de imóveis residenciais no país terá novas regras, incluindo a obrigatoriedade de isolamento acústico e térmico, entre outras exigências. Os apartamentos, por exemplo, terão um valor máximo de decibéis permitido para ruídos externos e a temperatura de dentro da residência deverá atender a uma medida média pré-determinada, que varia conforme a região do Brasil.

A Norma 15.575/2013, conhecida como Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), será válida apenas para habitação de projetos protocolados nas prefeituras a partir de sexta. O objetivo é criar critérios de avaliação para garantir conforto, segurança e qualidade na estrutura, pisos, coberturas, vedações e instalações dos imóveis.

O consultor técnico do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio), Roberto Lira, explica que a exigência de isolamento acústico não significa necessariamente que as paredes ficaram mais espessas, pois, segundo ele, a obrigatoriedade é de que os novos imóveis tenham isolamento acústico e térmico, mas, como isso será feito, depende de cada obra.

Algumas empresas, já de olho nas regras, estão se adaptando. É o caso da Multinova/Braskem, que fabrica mantas de polietileno para aplicar entre a laje e o contrapiso, diminuindo o volume dos ruídos entre os andares. Outra exigência das novas regras é que as tubulações hidrossanitárias que não estiverem escondidas possam suportar até cinco vezes seu próprio peso para que não se rompam com facilidade.

— A mudança é positiva, pois vai elevar o nível de construção no país em termos de metas e resultados, além de beneficiar o comprador — avalia Lira.

Hoje em dia, explica o consultor, o que se tem no mercado da construção civil brasileira é a padronização para alguns produtos, no que diz respeito a tamanho e medidas, por exemplo. Agora, as responsabilidades serão divididas entre fabricantes, projetistas, construtores e usuários.

Fim das brigas

Quem mora em apartamento provavelmente já se incomodou com os passos vindos do andar de cima quando estava pegando no sono ou se desesperou quando o vizinho aumentou o volume do som bem na hora que o bebê dormiu. A tendência, com as novas regras, é que estes incômodos diminuam. O especialista em direito imobiliário Hamilton Quirino acredita que estas mudanças vão refletir positivamente também no convívio, especialmente entre vizinhos.

— O barulho entre quartos e entre vizinhos é um grande problema hoje. Com a proteção acústica, acredito na melhora da qualidade de vida e da convivência em condomínios — destaca Quirino.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/imoveis/por-apartamentos-mais-frescos-menos-barulhentos-9051230#ixzz2ZExym9HD

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Crédito imobiliário

terça-feira, maio 14th, 2013

Valor Econômico - 14/05/2013

Os desembolsos de crédito imobiliário com recursos da poupança somaram R$ 7,89 bilhões em março, com alta de 15,9% ante igual período de 2012, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). A cifra inclui o crédito para aquisição de imóveis e para construção. Em unidades financiadas, houve uma queda de 6,3% na mesma comparação, para 38,1 mil imóveis. Em março, para aquisição de imóveis, foram desembolsados R$ 5,76 bilhões em crédito, com avanço de 32,3% ante igual período de 2012. Já no crédito para construção, destinado a pessoas jurídicas, foram concedidos R$ 2,14 bilhões, com queda de 12,8% na mesma comparação.

Copa e Olimpíada dão impulso a edifícios inteligentes

quarta-feira, fevereiro 20th, 2013

Valor Econômico - 20/02/2013

O Brasil só perde para Estados Unidos, China e Emirados Árabes Unidos quando o assunto é a certificação ambiental para edifícios Leed (sigla em inglês para Liderança em Energia e Design Ambiental). Criada nos EUA e presente em 143 países, o selo Leed é usado em construções que trazem tecnologias de construção que promovem economia de recursos, como água e energia elétrica, materiais de construção com reduzido impacto ambiental e sistemas de automação inteligentes.

Atualmente, há 81 empreendimentos certificados com o Leed no Brasil e outros 600 em fase de certificação. Entre eles, todos os 12 estádios-sede da Copa do Mundo de 2014 e mais duas arenas (Grêmio em Porto Alegre e Palmeiras, em São Paulo) estão sendo construídos com critérios de sustentabilidade. Na reforma do Maracanã, no Rio de Janeiro, por exemplo, parte do entulho gerado com as obras foi usado como componente do concreto utilizado para erguer o novo estádio. Também no Rio, as obras da Vila Olímpica e do Parque Olímpico contarão com o selo verde.

“Os números atuais refletem um trabalho iniciado em 2007, quando o selo Leed chegou ao Brasil. Mostram ainda que aumentou a oferta, no mercado, de produtos de construção sustentável, como tintas sem compostos voláteis e sistemas mais eficientes de iluminação”, diz Marcos Casado, diretor técnico e educacional do Green Building Council Brasil (GBC Brasil), entidade responsável por difundir o selo Leed no país e treinar engenheiros, arquitetos e construtores nos conceitos da argamassa sustentável. Os edifícios comerciais foram os primeiros a aderir ao conceito, de olho na redução das taxas condominiais. Depois vieram shopping centers e, mais recentemente, prédios públicos.

A movimentação do mercado nesse sentido tornou mais atrativa a opção por construir verde. Casado relembra que durante a construção de um dos primeiros empreendimentos com selo Leed no Brasil, uma agência do Banco Real (hoje Santander) em Cotia, na Grande São Paulo, havia pouquíssima oferta de produtos com apelo sustentável. Mesmo assim, a agência reuniu todo o estado da arte da construção verde da época: estação própria de tratamento de efluentes, painéis de energia solar, tijolos reciclados, descargas econômicas.

O preço de construir com o padrão Leed também foi sendo reduzido ao longo dos últimos cinco anos. “Em 2007, a diferença de preço de um prédio com certificação Leed para uma construção convencional chegava a 30%. Hoje, pode custar entre 0,5% e 7% mais caro, mas é um investimento que se recupera em pouco tempo”, diz Casado. A redução de custos abriu as portas para o filão dos edifícios residenciais sustentáveis - atualmente há 18 em processo de certificação. No ano que vem, o GBC Brasil trará ao mercado brasileiro o selo Leed Home, voltado para residências, que está sendo testado em nove projetos pilotos. “Hoje, cerca de 2% do mercado imobiliário brasileiro está concebido numa visão de construção sustentável. Podemos chegar a 10% do mercado, o que já ocorre em países como EUA, Alemanha e Reino Unido.” (AV)

Construção estima crescer até 4% em 2013

quinta-feira, dezembro 27th, 2012

Estima-se que no ano que vem haverá uma recuperação da taxa de investimento, que deverá ficar em 19% do PIB Fonte: ZAP Imóveis

O Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil brasileira crescerá cerca de 4% em 2012 e voltará a crescer, entre 3,5% e 4%, em 2013. Estas foram as projeções confirmadas pelo presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Sergio Watanabe.

Em 2013, poderá haver uma recuperação da taxa de investimento, que deverá ficar em 19% do PIB. Conjugado a isto, o SindusCon-SP estima que o PIB brasileiro evoluirá na mesma medida que o produto interno bruto da construção: entre 3,5% e 4%.

Para 2012, o SindusCon-SP e a FGV previam crescimento bem acima do PIB do País, com base no ritmo de obras tanto do programa Minha Casa, Minha Vida quanto de infraestrutura. No entanto, o desempenho setorial foi um pouco afetado por dificuldades, entre elas: redução dos investimentos das empresas, queda dos investimentos do setor público para a infraestrutura e baixo ritmo de contratação de moradias para a faixa 1 do Programa Minha Casa, Minha Vida e morosidade na concessão de licenciamentos imobiliários, que afetou negativamente o início de obras.

No entanto, as construtoras continuaram contratando, o que sustenta os prognósticos de crescimento do setor acima do PIB nacional. Apesar de o nível de emprego formal da construção brasileira ter caído 0,22% em outubro, ainda assim acumulava crescimento de 6,57% no ano, comparado ao mesmo período de 2011. Em outubro, o setor empregava 3 milhões 415 mil trabalhadores. O Estado de São Paulo tinha naquele mês 859 mil trabalhadores com carteira, alta acumulada de 4,6%.

Eduardo Zaidan chamou a atenção para o fato de que começam a aparecer os resultados do esforço das empresas no aumento da produtividade nos canteiros de obra. “A produtividade dos trabalhadores da construção tem aumentado graças ao esforço do setor e ao investimento das construtoras em treinamento, requalificação e reciclagem”, disse.

Vendas de material de construção crescem 1,9%

sexta-feira, dezembro 21st, 2012

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), a previsão de crescimento de 2% para 2012 deverá ser atingida

Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil

Homem trabalha na construção de um muro: segundo Cover, o ano de 2012 não foi bom para a indústria de materiais de construção

São Paulo – Entre janeiro e novembro deste ano, as vendas de material de construção no Brasil apresentaram crescimento de 1,9% em comparação a igual período do ano passado. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), a previsão de crescimento de 2% para 2012 deverá ser atingida.

Em comparação a igual mês de 2011, as vendas internas de material de construção em novembro apresentaram crescimento de 2,4%. Já em comparação a outubro, houve queda de 5%.

“O crescimento visto em novembro mantém a tendência de resultado positivo que foi retomado no mês passado. Isso após a queda observada em setembro, que sucedeu quatro meses consecutivos de resultados positivos”, disse Walter Cover, presidente da entidade, por meio de nota.

Segundo Cover, o ano de 2012 não foi bom para a indústria de materiais de construção, mas a expectativa dele é que 2013 apresente um cenário melhor, por causa dos investimentos em obras de infraestrutura e da intensificação de obras para a Copa do Mundo, entre outros.

Setor de construção está mais otimista

quinta-feira, dezembro 6th, 2012

Por Francine De Lorenzo | De São Paulo
Valor Econômico - 06/12/2012

A diminuição na queda da confiança dos empresários da construção sinaliza que o setor vai reforçar seu crescimento em 2013, segundo Ana Castelo, coordenadora da Sondagem da Construção da Fundação Getulio Vargas (FGV). O estudo mostra que no trimestre findo em novembro a confiança do setor recuou 3,1% frente ao mesmo período do ano passado, a menor retração desde que o indicador começou a ser apurado, em setembro de 2011. Em outubro, a queda havia sido de 5,1%.

“É natural um recuo porque o Índice de Confiança da Construção começou a ser medido no momento em que o setor passava pelo melhor momento. A aproximação com o patamar de 2011 é um sinal de melhora”, afirma. Sua expectativa é que o setor de construção repita em 2013 o crescimento de 4% estimado para 2012, mas com uma importante diferença. Ao contrário do que se viu neste ano, a previsão é que 2013 comece fraco e termine forte, deixando uma herança de aceleração para 2014.

“Mas tudo vai depender da regulamentação das medidas lançadas na terça pelo governo e do desenrolar dos projetos e da economia”, afirma. Ela destaca que muitas construtoras fazem subcontratações. Por isso, os termos da desoneração da folha serão essenciais para verificar a eficácia da medida.

Terça-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o governo vai substituir a contribuição de 20% sobre a folha das construtoras e prestadoras de serviços por outra de 2% sobre faturamento. Estima-se que as empresas deixarão de recolher R$ 2,8 bilhões. Segundo Mantega, isso permitirá a redução dos preços dos imóveis, além de promover o aumento da produtividade e dos investimentos. “Se a regulamentação for adequada, as empresas terão um impulso, já que o custo de mão de obra é apontado como um dos limitadores da expansão do setor”, diz Ana. O estudo da FGV mostra que, no segmento de edificações, o custo da mão de obra aparece como o terceiro maior gargalo, ficando atrás somente de escassez de mão de obra qualificada e da competição no próprio setor.

Os dados da sondagem ainda revelam que houve piora na confiança dos empresários do segmento de edificações e também do ramo de preparação de terreno, o que indica certa cautela no mercado. “Preparação de terreno é um segmento antecedente. A sinalização é de que a retomada da construção será lenta, devendo ganhar ritmo no decorrer de 2013.”

O segmento que deve puxar a construção no fim deste ano e início do próximo é o de infraestrutura. Na passagem de outubro para novembro, a confiança no ramo de obras viárias apresentou forte aceleração, subindo de 3,2% para 7,8% na média trimestral comparada ao mesmo período de 2011. “Isso se deve à retomada nas obras rodoviárias, impulsionadas pela expectativa quanto ao programa de logística lançado recentemente pelo governo”, diz Ana. “É consenso que a sustentação do crescimento da economia passa pelo investimento em infraestrutura. Se não houver uma ampliação, a aceleração da atividade vai cessar em 2014.”

A confiança do segmento de edificações, entretanto, que já havia caído 4,7% em outubro, baixou 5% em novembro, nas mesmas bases de comparação. “Percebemos menos obras se iniciando porque foi formado bastante estoque neste ano”, pontua Ana. Segundo ela, as empresas também reclamaram da burocracia para se obter licenças para os lançamentos, o que atrasou muitos projetos. “Por um lado, isso foi até positivo, porque permitiu um ajuste nos estoques. Ano que vem, os lançamentos devem ser melhores e provavelmente haverá boa receptividade, já que há vários incentivos para empresas e famílias.”

Mais perto da casa própria

terça-feira, dezembro 4th, 2012

ALMIRO MARCOS
Correio Braziliense

Editais lançados pelo GDF nos últimos dias beneficiarão 35 mil famílias de baixa e média renda nas cidades de Planaltina, Recanto das Emas e Itapoã. Hoje, o governador Agnelo Queiroz e a presidente Dilma Rousseff assinam contrato para erguer 6.240 unidades no Paranoá

O Governo do Distrito Federal (GDF) lançou, nos últimos dias, três editais para empresas interessadas na construção de mais de 35 mil habitações do programa Morar Bem em cidades da capital federal: Planaltina, Recanto das Emas e Itapoã. As moradias são destinadas a famílias com faixas de renda baixa (ganhos mensais de até R$ 1,6 mil) e média (renda de até R$ 5 mil por mês). Além disso, está marcada para hoje a assinatura da contratação das primeiras obras do Morar Bem para as pessoas com menor receita. O governador Agnelo Queiroz assina, com a presidente Dilma Rousseff, o contrato com a empresa responsável pela construção de 6.240 unidades habitacionais no Paranoá Parque, na região administrativa do Paranoá.

Com o edital para os novos projetos (ver quadro), já são mais de 65 mil unidades habitacionais lançadas pelo Morar Bem desde o ano passado. A intenção do atual governo é alcançar, ao fim de 2014, o número de 100 mil moradias contratadas. Esse foi, aliás, um dos compromissos de campanha de Agnelo Queiroz. Até agora, o programa já chegou também a Riacho Fundo 2, Gama, Samambaia, Santa Maria e Sobradinho.

Em um cenário mais conservador, o governo pretende iniciar as obras de 16 mil moradias (casas e apartamentos) dentro dos próximos três meses. Em um panorama mais otimista, seriam mais de 20 mil habitações com obras lançadas em 90 dias. “Preferimos trabalhar com o número mais baixo, mas podemos dizer que o Morar Bem está caminhando em um ritmo acelerado”, argumenta o deputado federal e titular da Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano do DF (Sedhab), Geraldo Magela.

Os projetos que estão em processo mais avançado são os de Recanto das Emas (1.200 mil apartamentos nas quadras 117 e 118) e Riacho Fundo 2 (6 mil apartamentos na quinta etapa). Também já encontram em situação bem adiantada de contratação mais 8 mil unidades habitacionais nas 3ª e 4ª etapas do Riacho Fundo 2.

Renda menor

O contrato a ser assinado hoje pelo governador e a presidente (responsável pela Caixa Econômica Federal) é o segundo passo efetivo do Morar Bem, que é uma espécie de Minha Casa, Minha Vida local (ver Para saber mais). O programa já entrega, desde meados deste ano, habitações no Jardim Mangueiral, um projeto para faixa média de renda em São Sebastião. “A assinatura do contrato de amanhã (hoje), do Paranoá Parque, será para a faixa da população que mais precisa de habitação”, explica o secretário adjunto da Sedhab, Rafael Oliveira. A pasta estima que, das famílias sem moradia no DF, 75% estão nessa camada salarial inferior. Elas estão situadas na chamada faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida (renda familiar mensal de até R$ 1,6 mil), que é o programa financiador e balizador do Morar Bem.

Dados do Ministério das Cidades (Fundação João Pinheiro), que são referência para o GDF, indicam ainda que a proporção de famílias que não têm casa própria é de 10% na faixa 2 de renda (de R$ 1.600,01 a R$ 3.275 mensais), 5% na faixa 3 (R$ 3.275,01 a R$ 5 mil) e 5% na faixa 4 (R$ 5.000,01 a R$ 7.464). O total de pessoas cadastradas no sistema habitacional do DF hoje é de mais de 370 mil, mas o governo calcula que o deficit real gira em torno de 105 mil famílias. “Isso ocorre porque muitos inscritos não cumprem os requisitos mínimos exigidos para serem beneficiados pela política habitacional”, argumenta Rafael Oliveira.

Para saber mais

União de esforços

O Morar Bem funciona nos moldes do Minha Casa, Minha Vida, com foco na diminuição do deficit habitacional da capital do país. Trata-se de uma parceria entre o Governo do DF e a União, incluindo ainda a participação dos futuros moradores. O Executivo Federal entra com o financiamento para construção dos imóveis e o GDF disponibiliza o terreno, além de promover a infraestrutura. Já a pessoa cadastrada faz o pagamento das prestações do imóvel, com longos prazos e taxas subsidiadas de acordo com o perfil socioeconômico do inscrito. Apenas em 2012, o governo local já convocou mais de 35 mil famílias para terem os seus cadastros analisados. Os critérios de classificação e convocação levam em conta os seguintes pontos: tempo de moradia no DF, número de dependentes, presença de pessoas com deficiência ou idosos na família, renda familiar bruta e tempo de inscrição nos programas habitacionais do DF.

Sonho mais próximo

O GDF lançou edital para contratar empresas que vão trabalhar na construção de mais de 35 mil habitações. Veja os locais contemplados:

Planaltina
Local: Mestre D´Armas
Quantidade: 4.320 apartamentos
Público: Famílias com renda mensal de até R$ 1.600

Recanto das Emas
Local: Vargem da Bênção
Quantidade: 20.512 apartamentos
Público: Famílias com renda mensal de até R$ 5.000

Itapoã
Local: Itapoã Parque, trechos 1 e 2
Quantidade: 10.400 apartamentos
Público: Famílias com renda mensal de até R$ 5.000

Previsão de vendas de materiais de construção volta a ser reduzida

terça-feira, novembro 27th, 2012

Estimativa de alta do faturamento do setor de construção foi cortada de 3,4% para 2%, segundo a Abramat
Circe Bonatelli, da Agência Estado

SÃO PAULO - Após registrar vendas abaixo do esperado ao longo do ano a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) reduziu de 3,4% para 2% a estimativa de alta do faturamento em 2012. A revisão foi a segunda do ano. A projeção inicial era de alta de 4,5% no faturamento.

De acordo com nota divulgada nesta terça-feira pela Abramat, as vendas do setor em outubro mostraram recuperação, com crescimento de 7,3% em relação a setembro e expansão de 6% sobre igual mês de 2011. As vendas acumuladas, no entanto, entre janeiro e outubro apresentaram alta de apenas 1,8% em relação ao verificado no mesmo período de 2011.

Na avaliação do presidente da Abramat, Walter Cover, o faturamento mais baixo reflete o desaquecimento do mercado imobiliário, responsável pelo consumo de 25% do que é produzido pela indústria de materiais. “O que pegou foi o mercado imobiliário, que vinha bem devido às vendas (de imóveis residenciais) realizadas em 2010 e 2011, mas começou a ressentir as vendas baixas de 2012 e a queda no volume de lançamentos”, afirmou Cover.

Outro ponto que afetou as vendas, segundo a Abramt, foi o baixo ritmo das obras do setor de infraestrutura, com participação de 20% no consumo da produção da indústria. Ao longo do ano, o ritmo de execução dessas obras, compostas principalmente por projetos públicos, foi mais lento do que o esperado, segundo Cover.

Já o consumo de materiais no varejo, com peso de 55% na demanda, mostrou forte crescimento, mesmo apesar das dificuldades para obtenção de crédito pelas famílias, avaliou. “O consumo das famílias cresceu, mas não tanto quanto poderia”, disse.

De acordo com a pesquisa da Abramat, as vendas de materiais de base - como cimento, vidro e tubulações, usados principalmente no setor de infraestrutura e na fase inicial de obras imobiliárias - subiram 0,4% no acumulado do ano. Já os materiais de acabamento - como azulejos, pastilhas e tintas, usados na fase final das obras e muito consumidos no varejo, tiveram alta de 4,4%.

Estimativas

Para os meses de novembro e dezembro, a Abramat acredita que as vendas serão melhores do que as do acumulado de janeiro e outubro. Segundo a associação, essa melhora é esperada em função da ampliação e prorrogação do IPI reduzido dos materiais, expectativas de melhorias nas linhas de crédito no varejo, e aceleração das obras do programa Minha Casa Minha Vida.

Já em 2013, a expectativa é de que o faturamento do ano fique entre 4% e 5%. Cover pondera que essas estimativas são prévias, e se baseiam na perspectiva de manutenção do consumo do varejo aquecido, além de uma retomada das obras de infraestrutura. “O governo tem um novo plano de investimentos em logística, e as obras da Copa estão perto de serem entregues”, lembrou.

Especialistas divergem sobre bolha imobiliária

sexta-feira, novembro 23rd, 2012

TERRA

Especialistas divergem sobre se existe uma bolha imobiliária ou não no Brasil. Para uns, a bolha está se consolidando a cada dia, para outros faltam ingredientes, como maior proporção do crédito em relação ao PIB

O Brasil está passando ou não por uma bolha imobiliária? Não há unanimidade dos especialistas sobre isso. Para alguns, o país está distante de um cenário como esse, pois não apresenta a “receita” completa para que ele se concretize. Para outros a bolha existe e pode estourar depois que o Banco Central voltar a elevar os juros.

Uma das análises que apontam para o risco da bolha foi publicada por dois economistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao governo federal. Os pesquisadores Mário Jorge Mendonça e Adolfo Schsida escrevem que o problema ficará claro quando a taxa básica de juros, a Selic, hoje em 7,5% ao ano, aumentar para segurar a inflação.

O efeito, afirmam os economistas no texto divulgado em agosto, será a alta do custo do financiamento de imóveis e do saldo devedor. Assim, ficaria mais difícil arcar com os empréstimos, prejudicando os brasileiros que se endividaram nos últimos anos, em decorrência das políticas de estímulo ao crédito.

Mesmo que a alteração na taxa de juros ocorra a curto, médio ou longo prazo é possível que em algum momento o comprador seja afetado, avaliam os pesquisadores, já que o período de financiamento pode chegar a 30 anos.

Com a dificuldade de receber, os bancos, por sua vez, liberariam menos crédito, reduzindo o volume de financiamento e, portanto, a compra de imóveis. Com demanda menor, os preços cairiam.

Uma bolha distante

Por outro lado, Ricardo Amorim, economista, comentarista do programa Manhattan Connection (Globonews) e presidente da Ricam Consultoria, avalia que faltam ¿ingredientes¿ básicos, presentes em bolhas imobiliárias que já ocorreram em outros países.

Nos exemplos internacionais, um dos fatores ligados à bolha imobiliária foi a forte atividade no mercado de construção.

“Para tornar os dados de construção comparáveis entre diferentes países e períodos, analisei o consumo anual de cimento per capita, em cada país no ano em que a bolha estourou. Não encontrei nenhum estouro de bolha com consumo anual de cimento inferior a 400 quilos per capita. Na Espanha, passou de 1.200 quilos e há casos, como na China atual, de consumo ainda superior, 1.600 quilos, sem estouro de bolha. No Brasil, minha estimativa é de que hoje estamos em 349 quilos”, diz Amorim.

Para o economista, outro fator que caracteriza a bolha imobiliária são os preços muito altos em relação à capacidade de pagamento do consumidor. Amorim alega que nenhuma cidade brasileira está hoje entre as 20 mais caras do mundo, embora Brasília, Rio de Janeiro, Salvador e Balneário Camboriú estejam entre as 100 mais caras: Brasília, a mais cara do país, ainda é bem mais barata do que Rabat, no Marrocos, a mais cara do mundo.

Amorim avalia ainda que qualquer bolha, imobiliária ou não, cresce por conta da vasta oferta de crédito. Segundo a análise do economista, todas as bolhas imobiliárias estouraram quando o total do crédito imobiliário superava 50% do Produto Interno Bruto (PIB), como nos EUA, que em 2006 chegou a ser 79%. No Brasil, apesar de todo crescimento dos últimos anos, este número é hoje de 5%.

Para ele, pelo menos em breve, não há risco, já que crédito imobiliário está em expansão e o seu custo em queda. E, no longo prazo, o que vai garantir que a bolha não estoure é a redução de preços.

Hora de comprar?

Já o economista Samy Dana, da Faculdade Getúlio Vargas (FGV), declara que “os preços estão inflados”. É preciso avaliar se o imóvel vale mesmo o preço que está sendo cobrado. Ainda assim, alerta: “Não é hora de comprar um imóvel. Os índices já apontam queda nos preços e maiores descontos.”

Para ele, a mesma tendência predomina no aluguel: os preços estão altos, não há espaço para subirem mais. Em breve, isso vai acarretar numa queda natural do valor.

Indústria da construção apoia extensão da medida de desoneração ao setor

sexta-feira, novembro 23rd, 2012

Infomoney

55% das empresas indústria da construção gostaria de ser incluído na medida que modificou a base contribuição patronal para a Previdência Social

Por Edilaine Felix

SÃO PAULO - Mais da metade das empresas da indústria da construção, segmento não contemplado pela medida governo que modificou a base contribuição patronal para a Previdência Social, que passa da folha de pagamento para o faturamento, afirmou que gostaria de ser incluída no novo regime do governo.

Os dados da Sondagem Especial - Desoneração da Folha de Pagamentos, divulgado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), mostra que 55% das empresas da construção aprovam a inclusão na medida, enquanto 24% dos empresários não gostaria de ser incluído e 21% dos empresários consultados não responderam.
A medida que desonera a folha de pagamento é positiva para maioria do setor
Para 40% dos empresários a medida contribuirá parcialmente para a retomada do crescimento da economia, enquanto que para 28% a medida é fundamental para a retomada. Outros 12% afirmam que a medida não contribui nem prejudica a retomada do crescimento, enquanto 3% acreditam que haverá prejuízo, e 17% de empresários não se manifestaram.

Melhor base
A indústria da construção está dividida quando questionada sobre qual seria a melhor base tributária para a contribuição patronal ao INSS. Para 29% dos empresários, a melhor base tributária seria o faturamento. Para 27%, a melhor base seria a folha de pagamento. Outros 19% indicaram o lucro como a melhor base tributária.

Movimentação financeira e valor agregado foram assinalados por apenas 1% e 2%, respectivamente. Outros 22% dos empresários consultados não se manifestaram.

Motivos
Considerando os empresários que gostariam que a indústria de construção fosse incluída na medida, para 39% a principal justificativa é a redução no valor pago a título de contribuição para a Previdência Social. A melhora do fluxo de caixa da empresa foi a segunda justificativa mais assinalada, com 28%.

Por sua vez, a grande maioria dos empresários contrários a medida justificou sua resposta pelo aumento no valor pago a título de contribuição para a Previdência Social (48%). Outros 36% indicaram a complexidade e incerteza no cálculo do valor devido da contribuição para a Previdência Social.