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Setor de construção civil está mais pessimista

quarta-feira, abril 3rd, 2013

Valor Econômico - 03/04/2013

A confiança do setor de construção civil segue em baixa, de acordo com a pesquisa “Sondagem Conjuntural do Setor de Construção”, da Fundação Getulio Vargas (FGV). Pioraram as avaliações dos empresários sobre as condições para os negócios tanto no presente quanto no futuro. O Índice de Confiança da Construção (ICST) registrou queda de 7,9% no trimestre encerrado em março, na comparação com o mesmo período do ano passado. No trimestre terminado em fevereiro, o recuo tinha sido de 6,9%. “O resultado mostra que a desaceleração do nível de atividade econômica do setor percebida desde o final de 2012 vem se mantendo neste início de ano”, diz a FGV na nota sobre a pesquisa.

Praticamente todos os segmentos mostraram confiança menor na comparação com o mesmo período em 2012. O segmento obras de acabamento registrou a retração mais forte, de -7,3%, ante -1,5% em fevereiro. Outras quedas ocorreram em aluguel de equipamentos de construção e demolição, cuja variação passou de 5,1%, em fevereiro, para -0,5%, em março, e preparação do terreno, com -12,7% e -14,8%, respectivamente. A exceção positiva foi obras de infraestrutura para engenharia elétrica e de telecomunicações, que passou de -6,0%, em fevereiro, para 5,3% em março.

Nas avaliações sobre o presente, o Índice da Situação Atual (ISA) registrou queda de 9,9%, em março, ante recuo de 7,9%, em fevereiro. O quesito que mede o grau de satisfação com a situação atual dos negócios foi o que mais pressionou negativamente o ISA, com queda de 10,1%, em março, ante recuo de 9,1%, em fevereiro. Das 687 empresas consultadas, apenas 25,0% avaliaram a situação atual como boa no trimestre findo em março, ante 33,8% no mesmo período de 2012, enquanto 13,6% a consideraram ruim, ante 9,9%, há um ano.

O Índice de Expectativas (IE-CST) passou de -6,0% em fevereiro para -6,3%, em março. O grau otimismo de com a tendência dos negócios nos seis meses seguintes foi o que exerceu maior influência na piora desse índice.

Construção civil se torna principal opção para trabalhador

quarta-feira, abril 3rd, 2013

Valor Econômico - 03/04/2013

No bairro Nova York, um dos mais sofisticados de Araçatuba, um prédio residencial de 28 andares está sendo construído por uma equipe de 120 trabalhadores da construção civil. No meio deles, com 40 anos, o ex-cortador de cana Márcio Giovani da Rocha conta que não sente saudades do ofício que ocupou longas horas de sua vida durante oito safras consecutivas, dos 14 anos aos 22 anos.

Ele esclarece que o motivo que o fez largar a dura profissão e entrar na construção civil não foi a chegada das máquinas de colher, mas as condições degradantes que ainda rondavam a profissão, 15 anos atrás. “O trabalho começava às 5 da manhã e ia até às 4 da tarde. Era muito comum chegar em casa às 10 horas da noite. O ônibus, que nos levava até a estrada, vivia quebrado e a gente ficava parado na estrada”, lembra.

Atualmente, as condições de dos cortadores de cana obedecem à rígida legislação trabalhista, mas, ainda assim, Rocha não se ressente de ficar na construção civil, mesmo com um salário menor.

Esse setor sempre foi a profissão alternativa para os trabalhadores braçais, por exigir uma menor qualificação. Particularmente durante os últimos cinco anos, o dinamismo desse setor ajudou a enxugar o contingente de cortadores que saiu da profissão.

Em Araçatuba, onde vivem mais de 180 mil pessoas, há neste momento, segundo o secretário de desenvolvimento econômico e relações do trabalho, Carlos Farias, mais de 30 torres comerciais sendo construídas, seis condomínios horizontais, além de três mil casas do programa Minha Casa Minha Vida. Ainda, outros dois shoppings centers estão sendo edificados na cidade. “Estamos na quinta ou sexta turma de formação de mão de obra para a construção civil. As construtoras também fazem seus cursos”, diz.

Segundo levantamento feito pelo professor do Departamento de Economia Rural da Unesp de Jaboticabal, José Giacomo Baccarin, na região de Ribeirão Preto, que engloba 27 municípios, o uso de máquinas nos canaviais não trouxe impactos sociais negativos. “Na pesquisa que fizemos, constatamos que os outros setores absorveram esse pessoal”, diz Baccarin.

Ele observa, no entanto, que um outro efeito da mecanização foi a queda dos migrantes. “Houve uma redução do contingente de migrantes vindos do norte de Minas e do Nordeste para São Paulo. Ainda não conseguimos monitorar o que ocorreu com essa população. Será o nosso próximo passo”, avisa.

Atividade da construção teve queda em novembro

sexta-feira, dezembro 21st, 2012

ECONOMIA
Isto é Dinheiro

Por Ayr Aliski

O mês de novembro não foi bom para a indústria da construção civil, com queda do indicador que mede o nível de atividade do setor para 49,1 pontos. Em outubro, esse indicador havia registrado 50,1 pontos. O dado está presente na “Sondagem Indústria da Construção”, estudo divulgado na manhã desta terça-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O estudo é realizado em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O indicador de nível de atividade do setor no mês passado ficou, inclusive, abaixo do que foi registrado em novembro de 2011 (49,4 pontos). Os valores da pesquisa variam de zero a cem. Acima de 50 indicam atividade acima do usual.

O nível de atividade em relação ao usual marcou 46,3 pontos em novembro, o que também representa queda em relação a outubro, quando ficou em 47,3 pontos. De acordo com o estudo, o baixo nível de atividade em relação ao usual é comum a todos os portes de empresas em novembro: 44,8 pontos para as pequenas; 47,8 para as médias e 45,9 para as grandes. A Utilização da Capacidade de Operação (UCO) ficou em 71% em novembro, ante 70% em outubro. De acordo com o economista da CNI Danilo Garcia, o comportamento do setor da construção reflete o desaquecimento da economia como um todo. “A indústria da construção não está imune à desaceleração do restante da economia”, avalia.

Além disso, o número de empregados caiu em novembro. O indicador de evolução do número de empregados situou-se em 47,6 pontos, abaixo da linha dos 50 pontos, o que indica retração. Em outubro, o indicador sobre o número de empregados havia alcançado 49,6 pontos. Desde abril o número de empregados da construção não cresce, alertam a CNI e a CBIC. Essa queda reflete a situação das pequenas e grandes empresas (47,2 e 46,2 pontos, respectivamente), uma vez que as médias empresas apresentaram estabilidade no número de empregados (50,3 pontos).

Apesar do cenário pouco favorável em novembro, a pesquisa apurou que, em relação aos próximos seis meses, as expectativas continuam positivas, considerando percepções dos empresários da construção em dezembro, com indicadores acima dos 50 pontos. O indicador de expectativa sobre nível de atividade marcou 56,3 pontos em dezembro, ante 55,2 pontos em novembro. O indicador de perspectiva quanto a novos empreendimentos e serviços ficou em 57,4 este mês, ante 55,5 pontos do mês passado. O indicador de expectativa sobre compras de insumos e matérias-primas ficou estável em dezembro, com os mesmos 55,4 pontos de novembro. O indicador de perspectiva sobre números de empregados alcançou 55,4 pontos este mês, ante 53,8 pontos no mês anterior.

Para a elaboração da “Sondagem Indústria da Construção” de novembro foram realizadas consultas a 455 empresas, sendo 146 pequenas, 198 médias e 111 grandes. A coleta das informações ocorreu entre os dias 3 e 13 de dezembro.

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Construção em alta estimula modelo central

terça-feira, dezembro 18th, 2012

Valor Econômico - 18/12/2012

A construção civil em alta, com a edificação de novos shopping centers, hipermercados e hotéis, além de projetos para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, está impulsionando o setor de HVAC-R, o chamado ar-condicionado central. A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) projeta um aumento de 6% para 2013 sobre o bom desempenho deste ano.

A alta está sendo puxada basicamente pelos novos shoppings e, principalmente, pelo grande número de empreendimentos hoteleiros em construção ou em reforma com vistas à Copa e a Olimpíada. Os empreendimentos imobiliários também estão em expansão fora das capitais que vão sediar os jogos do mundial de futebol. Nesse caso, as novas unidades visam acomodar dois públicos em franco crescimento no país: o turista de negócios e os novos turistas oriundos da classe média emergente.

O crescimento do setor está intimamente ligado à construção porque, ao contrário do aparelho individual, que pode ser instalado a qualquer tempo, o ar-condicionado central obedece a um projeto - de construção, de reforma ou de instalação do equipamento - que requer planejamento e exige do fornecedor um suporte de pós-venda.

O setor também cresce por conta do grande número de lançamentos de projetos comerciais de pequeno e médio portes, revela Alvaro Ruoso, gerente de produto de condicionadores de ar da Samsung. Segundo ele, as vendas dos aparelhos do tipo VRF, uma modalidade de condicionador comercial que permite individualizar o uso do aparelho e, por isso mesmo, mais voltada para os segmentos de escritórios e de hotelaria, estão com crescimento na faixa de 30% ao ano.

De acordo com o executivo da Samsung, o impulso tem sido dado pelos projetos que buscam a certificação de baixo consumo de energia Leed (leadership in energy and environmental design). A concentração econômica tem feito com que as regiões Sudeste e Sul predominem, com 70% dos investimentos, diz o Ruoso.

“O boom imobiliário de São Paulo tem sido importante, juntamente com os investimentos em infraestrutura, incluindo os da Copa e da Olimpíada”, diz Thiago Arbulu, gerente de ar-condicionado comercial da LG. O Estado todo, mas principalmente a capital paulista, tem assistido a uma série de empreendimentos comerciais de todos os portes. Até a primeira semana de dezembro a empresa contabilizava um crescimento de 40% nas vendas do segmento VRF este ano.

A principal vantagem do VRF em relação ao sistema convencional de ar central, conhecido como “água gelada”, é a economia de energia, porque não precisa funcionar a plena carga o tempo todo. Seu uso torna-se mais racional em ambientes em que a necessidade do equipamento se dá em momentos diferentes do dia. Um hotel, por exemplo. Se o apartamento está desocupado ou o hóspede está fora, a unidade interna não precisa ser acionada, reduzindo o consumo.

Em escritórios com salas individuais ou para poucas pessoas a situação é a mesma, principalmente quando as pessoas trabalham em horários variados ou são obrigadas a deixar temporariamente o ambiente para reuniões ou atuação externa. Já no shopping center, onde o horário de funcionamento é mais uniforme e existem grandes áreas abertas, o aparelho central convencional faz mais sentido.

Para melhorar mais a eficiência energética, as empresas têm investido pesado em novas tecnologias. De acordo com Arbulu, nos últimos três anos os aparelhos lançados melhoraram em 50% o consumo energético em relação às gerações anteriores desses equipamentos. Uma unidade VRF, também chamado multisplit de grande capacidade, pode ser conectado a até 64 unidades internas.

Medidas melhoram o humor com papéis de construtoras

terça-feira, dezembro 11th, 2012

Alessandra Bellotto | De São Paulo
Valor Econômico - 11/12/2012

O pacote de estímulo à construção civil anunciado pelo governo federal no último dia 4 não trará grandes mudanças para as companhias em termos de fundamentos, mas abre espaço para ganhos de margem no curto prazo e para a melhora de humor dos investidores em relação às ações do setor, avaliam analistas.

A visão mais positiva para o segmento de construção diante das medidas do governo já teve repercussões na bolsa durante a semana passada, com as empresas do setor liderando as altas. Enquanto o Ibovespa subiu 1,76%, as ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Gafisa, por exemplo, avançaram 15,91%, a maior valorização semanal das companhias do índice. No ranking das 10 maiores altas do Ibovespa na semana passada, cinco foram registradas por incorporadoras (ver gráfico nesta página).

Entre as medidas anunciadas, a que deve trazer o maior benefício para as empresas é a que reduz de 6% para 4% os impostos sob o regime de especial de tributação (RET), calculados sobre a receita bruta. O Barclays, em relatório assinado por Guilherme Vilazante e Daniel Gasparete, destaca que o corte de dois pontos percentuais nos impostos incidentes sobre a receita terá um impacto importante sobre as margens e lucros que serão reportados nos próximos anos.

“Apesar de permanecermos céticos em relação a esses ganhos no longo prazo, a medida vai contribuir para impulsionar as margens exatamente no período em que o setor seria mais prejudicado pelo estouro de custos e enxugamento [nos planos de negócios], especialmente num mercado altamente dependente de indicadores como Preço/Lucro (P/L) e ROE (retorno sobre patrimônio líquido)”, escreveram os analistas. Para eles, “todos esses benefícios terão um impacto significativo sobre os preços das ações e podem aliviar o pessimismo com o setor na bolsa”.

Pelas contas do Barclays, o ganho de margem virá, entre outros fatores, da reversão de provisões para pagamento de imposto (equivalente a cerca de 3% do valor patrimonial), uma vez que as empresas registram no balanço a provisão para pagamento de impostos de acordo com a receita, mas o desembolso só acontece quando os recursos entram no caixa.

Ainda segundo o banco, o pacote terá como efeito um aumento nas margens de cerca de dois pontos percentuais pelos próximos três anos - tempo previsto para que unidades lançadas e vendidas, unidades lançadas e ainda não vendidas e o banco de terrenos sejam reconhecidos na demonstração de resultados. No longo prazo, contudo, o efeito da medida sobre as margens tende a desaparecer, por conta da forte competição no país pela aquisição de terras, continua o Barclays. “Não é uma mudança no jogo, e está muito baixo do estouro de custos, mas definitivamente é uma ajuda.” Para 2013, pelos cálculos do banco, isso pode significar um aumento de 4,5 pontos percentuais no ROE.

Entre outras medidas anunciadas, destaque para mudanças nas contribuições ao INSS, que passam de 20% sobre a folha de pagamento para 2% da receita brutal das empresas. Para o Itaú BBA, são as companhias que atuam no segmento de baixa renda as que mais podem ganhar com essa desoneração, uma vez que a folha de pagamento pesa mais, percentualmente, nos custos.

O governo anunciou ainda aumento no limite do regime de tributação especial que incide sobre projetos de baixa renda, de R$ 85 mil para R$ 100 mil, o que deve favorecer principalmente a Direcional e a MRV, na avaliação do Itaú BBA, já que elas têm uma fração maior de seus projetos dentro desse regime.

Para a equipe de análise do BTG Pactual, de maneira geral, o pacote deve resultar num “ganho teórico de margem de 2 a 3 pontos percentuais, assim como trazer um certo alívio para o fluxo de caixa. A magnitude do impacto das medidas varia de empresa para empresa, já que elas valem para construtoras e prestadoras de serviço. Mas, como as incorporadoras listadas em bolsa têm construtora própria, elas também tendem a ganhar. Para o BTG, a Direcional é a empresa que mais se beneficia do pacote, em termos de fundamentos, por operar de maneira verticalizada, ter 100% dos projetos sob o regime especial de tributação e parte relevante de unidades com valor entre R$ 85 mil e R$ 100 mil.

O Barclays destaca que o pacote é mais um fator positivo para um setor que voltou a chamar a atenção. De acordo com o banco, cinco das nove incorporadoras que acompanha - Gafisa, Cyrela, MRV, Even e Direcional - já se tornaram geradoras de caixa, enquanto a PDG Realty caminha para entrar para o grupo no primeiro semestre de 2013, com aumento nas entregas. Dessas, Cyrela e Gafisa estão à frente no processo de ajuste de contas. Já MRV, Even e Direcional, que não enfrentaram grandes estouros de orçamentos, devem seguir apresentando boas margens e geração de caixa “decente”.

Setor da construção deve crescer entre 3,5% e 4% em 2013

terça-feira, dezembro 4th, 2012

Sinduscon-SP prevê que o fechamento de ciclo de entregas vai levar a atividade da área para patamares similares aos do PIB

03 de dezembro de 2012 | 17h 48
Circe Bonatelli, da Agência Estado

SÃO PAULO - Após anos de pujança acima dos níveis da economia brasileira, o PIB do setor da construção civil deve apresentar um crescimento de 3,5% a 4% em 2013, no mesmo patamar do PIB previsto para o País no ano que vem, de acordo com estimativas divulgadas nesta manhã pelo Sinduscon-SP em parceira com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Estamos no fim de um ciclo de entrega de obras e início de outro”, justificou Ana Maria Castelo, coordenadora de estudos da construção da FGV.

A pesquisadora avaliou que o crescimento do setor em 2013 deverá ser sustentado por uma melhora no ritmo de execução das obras de infraestrutura, que apresentaram uma evolução abaixo da esperada neste ano em função da queda dos investimentos do setor público para infraestrutura e paralisação temporária de serviços no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). “Em 2013, os investimentos em infraestrutura serão fortalecidos. Desta vez, temos razões mais sólidas para acreditar que isso será verdade”, afirmou Ana Maria, mencionando o destravamento das obras de transportes e a proximidade da entrega das obras para Copa e Olimpíada.

As estimativas de FGV e Sinduscon-SP apontam que a taxa de investimentos do País em 2013 alcance 18,8% do PIB, sendo que a parcela da construção no investimento é prevista para um nível de 42%. Já em 2012, a taxa de investimentos do País deve bater nos 17,5%, com participação de 45% do setor de construção.

Em relação ao setor imobiliário, que teve uma forte queda no volume de lançamentos em 2012, há uma expectativa de expansão no ano que vem.

“Os lançamentos e vendas no mercado imobiliário devem se fortalecer”, disse Ana Maria. Segundo ela, essa retomada deve ser encabeçada pelas obras de imóveis enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida, que passou por ajustes recentemente. “Há pelo menos 1 milhão de unidades a serem entregues e 1 milhão para serem contratadas.”

O vice-presidente de economia do Sinduscon, Eduardo Zaidan, acrescentou que acredita em um acúmulo de lançamentos entre o fim de 2012 e primeiro trimestre de 2013, uma vez que muitos projetos foram adiados devido a dificuldades na obtenção de licenças junto a órgãos públicos. “Deve haver um aumento de lançamentos, sim, na cidade de São Paulo”, frisou Zaidan, dizendo-se “razoavelmente otimista”. Ele também lembrou que as vendas não caíram tanto quanto os lançamentos na capital paulista. “Se (as incorporadoras) venderam, têm que lançar produtos novos”, disse.

O nível de emprego formal no setor da construção civil deve encerrar 2012 com um crescimento de 5,9% sobre 2011, de acordo com estimativa divulgada nesta quarta-feira pelo Sinduscon-SP em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. Se confirmada a projeção, o ritmo de crescimento do emprego no setor vai ficar em nível idêntico aos 5,9% registrados no ano passado.

De janeiro a outubro, o saldo acumulado de emprego (contratações menos demissões) no setor acumulava uma alta de 6,57% em relação ao mesmo período do ano passado. Até outubro, o setor empregava 2,145 milhões de trabalhadores.

O emprego na construção civil cresceu 5,9% em 2011, com contratação de mais 3,040 milhões de trabalhadores. Em 2010, a expansão foi de 12,7%, com mais 2,829 milhões.

Dilma anuncia hoje medida de estímulo para setor de construção

terça-feira, dezembro 4th, 2012

FOLHA DE SÃO PAULO
NATUZA NERY
DE BRASÍLIA

A presidente Dilma Rousseff anunciará hoje, durante evento para comemorar a entrega 1 milhão de moradias do Minha Casa Minha Vida, a inclusão do setor da construção civil na desoneração da folha de pagamento.

Reportagem da Folha publicada nesta terça-feira já trazia a construção civil como provável área na ampliação do benefício fiscal. A medida foi incluída na pauta do anúncio após o governo se decepcionar com o fraco resultado do PIB (Produto Interno Bruto) no terceiro trimestre.

Segundo a Folha apurou junto a interlocutores do Palácio do Planalto, haverá a divulgação de outras medidas na solenidade.

Além de ser grande empregadora de mão de obra, a construção civil ganhou importância nas discussões da área econômica pela forte representatividade que tem na taxa de investimento.

A meta da Fazenda é fazer os investimentos aumentarem 8% no ano que vem e 12% em 2014, puxando o crescimento da economia para o mais perto possível de 4% –depois do avanço de 0,6% no terceiro trimestre, a alta do PIB neste ano deve ser de cerca de 1%.

Segundo estudos preliminares, a contribuição atual do setor da construção, baseada na folha de pagamento, corresponderia a algo entre 4% e 4,5% do faturamento.

Para fazer a troca, as empresas pediram alíquota de 1%, o que inicialmente foi considerado muito baixo pelo governo.

Construção civil também terá desoneração de folha

sexta-feira, novembro 30th, 2012

ADRIANA FERNANDES
O Estado de S. Paulo - 30/11/2012

Setor foi o que mais sofreu com o impacto do freio da economia; detalhes da medida ainda estão sendo fechados

Para dar impulso ao crescimento da economia em 2013, o governo vai estender para as empresas do setor da construção civil a desoneração da folha de pagamentos. Os detalhes finais estão sendo fechados pela equipe econômica com representantes do setor. Outras medidas para ajudar o setor, que foi afetado mais fortemente pela desaceleração da atividade ao longo deste ano, também estão em análise, incluindo ações voltadas para o aumento do crédito.

O Ministério da Fazenda também deve incluir outros segmentos e alguns produtos na lista dos setores beneficiados com a desoneração da folha, como já antecipou, na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

É possível que a desoneração para a construção civil seja anunciada com a renovação das linhas do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), cujas taxas mais favoráveis têm prazos para terminar no dia 31 de dezembro. As linhas sofrerão algum ajuste, mas continuarão com juros mais baratos para estimular o aumento dos investimentos que ainda não deslancharam, o que tem retardado a recuperação mais rápida da atividade econômica. O anúncio poderá ocorrer na semana que vem ou na seguinte.

Alíquota. Segundo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, a alíquota da nova contribuição sobre o faturamento, que substituirá a contribuição para a Previdência que incide sobre a folha de pagamentos, ainda está sendo negociada com a Fazenda.

O pleito para a desoneração do setor, que tem uso intensivo de mão de obra, é antigo, mas como o impacto da renúncia fiscal é maior, a medida acabou sendo adiada. O setor ainda negocia detalhes técnicos, como por exemplo, como ficará a situação da mão de obra terceirizada no novo modelo de cobrança. A construção civil trabalha sob encomenda e considera inviável a contratação efetiva e permanente da maioria dos funcionários.

“Pedimos uma alíquota de 1%, igual a dos outros setores, mas o governo já disse que é pouco provável”, disse Safady. “Não é um setor fácil. Tem de ter variações”, afirmou o dirigente da CBIC, que já se reuniu com Mantega para discutir as medidas. O setor também espera conseguir uma nova linha de crédito para capital de giro - do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal ou do BNDES.

Construção civil não deve acelerar crescimento em 2013

quarta-feira, novembro 28th, 2012

Resultado se distancia ainda mais do crescimento robusto visto há dois anos e confirmando a nova realidade do mercado imobiliário

REUTERS
Rogério Montenegro

Segundo projeções do SindusCon, PIB do setor deve crescer entre 3,5 e 4 por cento em 2013

São Paulo - O ritmo de crescimento do setor de construção civil no Brasil deve manter em 2013 o mesmo ritmo registrado neste ano, se distanciando ainda mais do crescimento robusto visto há dois anos e confirmando a nova realidade do mercado imobiliário.

O Produto Interno Bruto (PIB) do setor deve crescer entre 3,5 e 4 por cento em 2013, projetou nesta quarta-feira o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo (SindusCon-SP), que estima alta de 4 por cento para o fechado deste ano.

A entidade previa crescimento de 5,2 por cento para 2012, mas, ao longo do ano, fatores como redução de investimentos pelas empresas, menores investimentos públicos em infraestrutura e morosidade na concessão de licenciamentos imobiliários levaram a uma redução da expectativa.

Assim, o setor caminha para fechar 2012 com desempenho inferior ao do ano passado, quando houve avanço de 4,8 por cento. Em 2010, ano de forte aceleração do setor, o crescimento foi de 15,2 por cento.

“Vemos à frente um cenário de estabilização da construção civil, uma normalização do nível da atividade e do número de empregados”, afirmou a jornalistas o vice-presidente de economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan.

Custo da construção desacelera em 6 de 7 capitais

segunda-feira, novembro 26th, 2012

Índice Nacional de Custos da Construção - Mercado passou de 0,24% em outubro para 0,23% em novembro
Renan Carreira, da Agência Estado

SÃO PAULO - Seis capitais apresentaram desaceleração no Índice Nacional de Custos da Construção - Mercado (INCC-M) na passagem de outubro para novembro, informou nesta segunda-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice geral passou de 0,24% para 0,23% no período.

A maior variação de outubro para novembro foi verificada em Brasília, onde a taxa passou de alta de 0,32% para avanço de 0,07%. Também apresentaram variação de preços para baixo, no período, Salvador (de 0,14% para 0,13%), Belo Horizonte (de 0,28% para 0,18%), Rio de Janeiro (de 0,22% para 0,08%), Porto Alegre (de 0,28% para 0,11%) e São Paulo (de 0,20% para 0,13%). Em contrapartida, Recife passou de alta de 0,48% para avanço de 2,21%.

De acordo com a FGV, os itens que mais influenciaram negativamente o INCC-M de outubro para novembro foram vergalhões e arames de aço ao carbono (de 0,07% para -0,19%), gesso (0,11% para -0,28%), carreto para retirada de entulho (de 0,94% para -0,17%), pias, cubas e louças sanitárias (de 0,59% para -0,04%) e placas cerâmicas para revestimento (de 0,52% para -0,02%).

Por outro lado, os itens que mais influenciaram positivamente o INCC-M foram ajudante especializado (de zero para 0,24%), servente (de zero para 0,28%) e engenheiro (de 0,09% para 0,43%). Embora tenham desacelerado, também foram itens que mais influenciaram positivamente o INCC-M elevador (de 0,71% para 0,39%) e condutores elétricos (de 2,12% para 1,38%).