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12 construtoras que se deram mal no terceiro trimestre

quinta-feira, novembro 29th, 2012

Daniela Barbosa, de Exame.com

Entre queda nos ganhos e aumento dos prejuízos, clique nas fotos e conheça as companhias que patinaram no período, segundo dados da Economatica:

Viver
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ -185,6 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ - 48,7 milhões;
Aumento no prejuízo: 285%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 15,9 milhões.

Tecnisa
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ -56,4 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ 48 milhões;
Queda: 216%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 377 milhões.

Sultepa
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ -18,4 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ -6,9 milhões;
Aumento no prejuízo: 200%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 85,3 milhões.

Cr2
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ -6 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ 8,2 milhões;
Queda: 175%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 30 milhões.

PDG
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ 27 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ 257,4 milhões;
Queda: 89,4%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 1,5 bilhão.

Lix da Cunha
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ 82 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ 802 milhões;
Queda: 89,7%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 3,9 bilhões.

Mendes Júnior
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ 52,6 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ 155,5 milhões;
Queda: 66,4%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 742 milhões.

Lindenberg
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ 1,3 milhão;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ 4 milhões;
Queda: 67,5%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 1,7 bilhão.

MRV
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ 150,6 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ 208,6 milhões;
Queda: 27,8%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 1,1 bilhão.

Rossi
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ 18,7 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ 32,2 milhões;
Queda: 43%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 721 milhões.

Brookfield
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ 31,1 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ 107,6 milhões;
Queda: 71%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 920,7 milhões.

JHSF Participações
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ 44,6 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ 71,1 milhões;
Queda: 38%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 195,3 milhões.

Secovi tenta reduzir distratos do Minha Casa, Minha Vida

segunda-feira, setembro 24th, 2012

Ana Fernandes | De São Paulo
Valor Econômico - 24/09/2012

O sindicato da habitação em São Paulo, Secovi-SP, está negociando com a Caixa Econômica Federal uma solução para que pequenas e médias construtoras fiquem menos expostas a riscos de distratos com clientes do programa Minha Casa, Minha Vida.

O vice-presidente do sindicato, Flávio Prando, que participou da elaboração da medida, disse ao Valor ter recebido uma sinalização da Caixa que uma resposta deve ser dada nas próximas semanas. Em negociações mais avançadas nos últimos quatro meses, o sindicato acredita que a resposta do banco estatal seja positiva.

A ideia é facilitar o acesso das pequenas e médias empresas ao chamado “crédito associativo”. O mecanismo permite às construtoras repassar seus mutuários para a Caixa logo no início dos projetos.

Antes, o contratante financiava a entrada do imóvel com a construtora e era repassado, às vezes mais de um ano depois, para o financiamento da Caixa. Nesse momento do repasse, muitas vezes, a renda do cliente havia subido, ultrapassando o teto do programa habitacional e ele era obrigado a distratar a compra do imóvel.

Uma solução para o problema é o crédito associativo. Esse sistema, no entanto, exige que uma porcentagem do empreendimento (geralmente mais de 50%) esteja contratada, garantindo a capacidade de pagamento da pequena e média construtora. Alcançada essa cota de clientes que compraram as unidades, a Caixa então libera o financiamento para a construção efetiva do empreendimento.

A execução desse sistema de crédito associativo, na prática, é difícil. “A exigência da cota acaba criando uma logística complexa, você tem por exemplo um prazo de dias para juntar todo mundo, com todos os documentos”, explica Prando.

Ele afirma que a ferramenta proposta é uma cláusula suspensiva para os contratos. Com essa cláusula, o enquadramento no Minha Casa, Minha Vida passa a ser analisado apenas uma vez (no momento da assinatura) e a cláusula condiciona a liberação do financiamento ao alcance da cota mínima de clientes para viabilizar a obra. “A cláusula não prejudica em nada o risco para o banco e dá segurança ao comprador.”

Em conferência da Lares (Latin American Real Estate Society), realizada em São Paulo, o presidente do sindicato, Cláudio Bernardes, também indicou que a negociação com o banco estatal para implementar a cláusula suspensiva está avançada: “A Caixa está consciente do problema e de que precisa haver uma solução”. Procurada, a Caixa preferiu não comentar o assunto.

Preço do imóvel sobe 1% pelo 3º mês seguido

quarta-feira, setembro 5th, 2012

MÁRCIA DE CHIARA
O Estado de S. Paulo - 05/09/2012

Índice FipeZap, que pesquisa a cotação dos imóveis prontos, mostra que, em 4 de 7 praças pesquisadas houve desaceleração ou recuo nos preços

Os preços dos imóveis prontos, novos e usados, dão sinais de acomodação em algumas capitais. Depois da euforia no ano passado, os preços do metro quadrado dos imóveis em seis capitais e no Distrito Federal em agosto subiram 1%, pelo terceiro mês seguido, segundo o índice FipeZap. O indicador levanta os preços dos imóveis anunciados na internet.

Das sete praças pesquisadas em agosto, em três houve desaceleração e em uma houve recuo nos preços na comparação com o mês anterior. A única queda foi em Belo Horizonte, onde o preço do m² teve variação negativa de 0,2% em agosto ante julho. Houve desaceleração em Fortaleza (alta de 1,4%), em Salvador (1,1%) e no Recife (0,2%).

Os resultados de agosto foram positivos, mas bem menores na comparação com os de julho, em São Paulo e no Rio, onde os preços subiram 1,4% e 1,2%, respectivamente. As variações são positivas, porém inferiores à média mensal de quase dois anos, que é de 1,7%. No Distrito Federal, também houve alta de 0,2%.

Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice e economista, observa que o indicador mensal está na casa de 1% porque os preços dos imóveis localizados em São Paulo e no Rio de Janeiro subiram e essas praças são as que mais pesam no índice geral.

Além disso, como nos últimos meses muitas construtoras reduziram o volume de lançamentos de imóveis novos para se adequar à nova realidade de mercado, esse movimento deu uma certa resistência aos preços de imóveis prontos, usados ou novos, nas principais praças do País.

Zylberstajn ressalta que o momento de euforia dos preços, provocada em boa parte pela maior oferta de crédito, ficou para trás. No ano passado, diz o economista, a valorização média do preço do m² oscilava entre 2% e 3% e agora é de 1%.

Outra comparação que reforça a tese de que os preços do m² estão perdendo o fôlego é o fato de que os valores pedidos registraram variação inferior à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês passado. O IPCA para agosto esperado pelo mercado é de 0,38%. Em Belo Horizonte, a queda foi de 0,2%.

Termômetro. O coordenador do índice pondera que, como hoje o mercado imobiliário passa por um momento de transição, a variação média dos preços nas sete regiões pesquisadas não é um bom termômetro. “O comportamento dos preços entre as praças é muito diferente.” Isto é, enquanto os preços caem em Belo Horizonte, eles sobem, porém em ritmo bem mais moderado, no Rio e em São Paulo. Zylberstajn acredita que, daqui para a frente, o comportamento dos preços dos imóveis será muito influenciado por fatores regionais, típicos de cada bairro, do que por fatores macroeconômicos, como juros e crédito.

O fim da euforia de preços dos imóveis também fica claro quando se avalia o comportamento do m² no ano e em 12 meses. De janeiro a agosto deste ano, o preço médio do m² subiu quase 10%. Em igual período de 2011, a variação era quase o dobro, de 19%.

Movimento semelhante é observado na comparação em 12 meses. Entre julho do ano passado e agosto deste ano, os preços médios nas sete regiões pesquisadas subiram 16,3%.

A variação registrada nas mesmas bases de comparação em 2011 havia sido de 29,7%. A desaceleração dos preços é nítida no Rio. Em 12 meses até agosto de 2011, a alta tinha sido de 42,2%. Agora, é de 18,4%.

Preços de imóveis do ‘Minha Casa’ têm reajustes entre 11% e 33%

quinta-feira, agosto 30th, 2012

Edna Simão | De Brasília
Valor Econômico - 30/08/2012

Para despertar o interesse das construtoras, o governo federal decidiu reajustar os valores máximos dos preços dos imóveis que são adquiridos pelo Executivo para atender as famílias com renda de até R$ 1,6 mil do Programa Minha Casa, Minha Vida. Neste caso, serão utilizados recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).

Ontem, o Ministério das Cidades divulgou uma portaria, no “Diário Oficial da União”, elevando entre 11,11% a 33,33% os valores das moradias.

Com a alteração, os novos valores do Minha Casa, Minha Vida vão variar entre R$ 57 mil, em Estados como o Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul e Maranhão, e R$ 76 mil, caso do Distrito Federal. O que representa um reajuste que pode variar, conforme a unidade da federação, entre 11,11% a 33,33%.

Antes, o preço máximo que poderia ser cobrado pela construtora do governo era R$ 65 mil (nas grandes cidades).

Segundo informou o Ministério das Cidades, o cálculo dos novos valores considerou a atualização dos custos do terreno do imóvel, a edificação e a infraestrutura local.

A portaria também estabeleceu que não há diferença do valor máximo no caso de apartamento ou casas, o que antes existia. O último reajuste que o governo havia feito nos valores máximos dos imóveis foi em julho de 2011 e sempre há a demanda das construtoras por aumento dos preços.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, comemorou a iniciativa do governo. De acordo com ele, o reajuste dos preços vai possibilitar uma aceleração nas contratações para construção de casas para famílias com renda de até R$ 1,6 mil. Para ele, o que está faltando agora é uma participação maior dos Estados e municípios no que diz respeito à liberação e terrenos e o atendimento de infraestrutura básica.

Simão ressaltou que a contratação de imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida para a menor renda está praticamente parado. Isso porque, o que está sendo feito hoje se refere a financiamentos antigos. Com o reajuste dos valores, conforme Safady, haverá espaço para a apresentação pelas construtoras de novos projetos.

Para estimular o Minha Casa, Minha Vida, o governo resolveu nesta semana aumentar sua contribuição para a compra da casa própria para famílias com renda até R$ 1,6 mil. A parcela de comprometimento de renda desse público com o financiamento caiu de 10% para 5%, durante dez anos.

Construtoras brasileiras lideram prejuízos nas Américas

sexta-feira, agosto 24th, 2012

Com PDG Realty à frente, brasileiras lideram o ranking da Economática dos maiores prejuízos da construção no trimestre
Márcio Juliboni, de Exame.com

São Paulo – A PDG Realty foi a incorporadora que registrou o maior prejuízo, entre as empresas do setor, na América Latina e Estados Unidos no segundo trimestre. A companhia registrou perdas de 222,694 milhões de dólares no período.

O levantamento é da consultoria Economática, que apontou as dez empresas que mais perderam dinheiro entre abril e junho, nos setores de construção civil, incorporação e locação de imóveis.

As empresas brasileiras lideram a lista, com cinco representantes: PDG Realty, Brookfield, General Shopping, Viver e João Fortes. Os Estados Unidos e o México comparecem com duas empresas cada, e a Argentina, com uma.

Piora

As empresas brasileiras acumularam perdas de 484,581 milhões de dólares no segundo trimestre – ou 86% do total de 563,05 milhões de dólares em perdas computadas pela Economática no levantamento.

A lista mostra a deterioração das contas das companhias brasileiras nos últimos 12 meses. No segundo trimestre do ano passado, as mesmas cinco empresas listadas pela Economática haviam acumulado um lucro de 220,516 milhões de dólares.

Naquele período, as dez empresas da lista da Economática acumularam um lucro líquido de 146,679 milhões de dólares – com apenas três companhias apresentando resultado negativo e pressionando a conta.

Estoques de imóveis não preocupam, diz sindicato da habitação

quarta-feira, agosto 22nd, 2012

CAROLINA MATOS
FOLHA DE SÃO PAULO

O estoque de imóveis residenciais não preocupa e tem diminuído, afirma o Secovi-SP, que representa as construtoras.

Embora o número de unidades novas –com até três anos de existência– estocadas na capital em junho seja 22% superior ao do mesmo período de 2011, é 13% menor que em janeiro passado.

“O estoque é algo normal e faz parte de qualquer mercado maduro. Sempre vai existir e o consumidor pode, em alguns momentos, tirar proveito disso para negociar preços”, diz Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP.

José Luis Ribas, diretor-geral do Homes4less, diz que as construtoras têm estado mais receptivas a repassar as unidades remanescentes aos sites de venda. “Depois que entram no portfólio virtual, os imóveis são comercializados em 60 dias, em média.”

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste, associação de defesa do consumidor, no entanto, recomenda cautela antes da compra, com a conferência da documentação do imóvel e visitas ao local. “Caso contrário, o consumidor pode acabar com um mico na mão.

7 construtoras que escorregaram feio no primeiro semestre

sexta-feira, agosto 17th, 2012

Período castigou o setor de construção civil como um todo, e algumas companhias não conseguiram encerrar o semestre no azul

Daniela Barbosa, de Exame.com

No vermelho

São Paulo - Poucos lançamentos, desaceleração das vendas e liquidação de estoques. O primeiro semestre não foi positivo para o setor de construção civil, principalmente para as incorporadoras de empreendimentos residenciais.

Das 17 companhias de capital aberto que representam esse segmento no país, boa parte delas apresentou queda em seus ganhos na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a consultoria Economática. E pelo menos sete delas fecharam o semestre no vermelho.

Para Erick Scott, analista do setor de construção civil da SLW Corretora, o semestre fraco é reflexo, antes de tudo, da própria desaceleração econômica do país. “As vendas foram menores no período, pois as construtoras estavam focadas em desencalhar os estoques”, afirmou.

A PDG e a Brookfield foram as que mais apresentaram prejuízos nos seis primeiros meses do ano. Juntas, elas somaram perdas de quase 800 milhões de reais no semestre. Segundo Scott, os resultados tão negativos estão atrelados a ajustes de custos que as duas construtoras tiveram que fazer.

“A tendência é que o setor comece a se reerguer daqui para frente. Acredito que o momento mais crítico já tenha ficado para trás. Mas a recuperação não será do dia para noite; deve demorar um pouco e dificilmente deve voltar a ser como era dois anos atrás”, disse o analista.

PDG

Nos seis primeiros meses do ano, a PDG acumulou prejuízo de 417,6 milhões de reais, ante um lucro de 470,3 milhões de reais somado no mesmo período do ano passado.

Segundo a companhia, em seu balanço financeiro, a queda está diretamente ligada à revisão dos orçamentos que a companhia precisou fazer no segundo trimestre do ano.

A construtora fez um acréscimo de 478 milhões de reais em custos no período, boa parte proveniente de obras de terceiros e parceiros.

A PDG espera entregar cerca de 35.000 unidades neste ano, mas revisou o número para 30.000, reposicionando o restante para 2013.

Brookfield

A Brookfield também revisou suas metas para este ano, após o resultado desastroso apresentado no primeiro semestre do ano. A companhia, que tinha metas de lançamentos e vendas de 4,5 bilhões de reais e 4,2 bilhões de reais, reduziu para 3 bilhões de reais e 3,5 bilhões de reais, respectivamente.

No primeiro semestre, a construtora reportou prejuízo de 379,5 milhões de reais. O resultado negativo perda foi atribuído à realização de um ajuste de orçamento, que fez com que a empresa reconhecesse custos adicionais e revertesse receita.

No primeiro semestre de 2011, a Brookfield havia somado lucro de 144 milhões de reais.

Viver

Nos seis primeiros meses do ano, a Viver Incorporadora acumulou prejuízo de 64,7 milhões de reais, ante lucro de 18,5 milhões de reais registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo a companhia, o resultado ruim está atrelado à alta de custos no período, ao aumento do número de contratos desfeitos, à desaceleração do ritmo de repasse, que impactou na amortização das dívidas da companhia e, consequentemente, a mais despesas financeiras.

João Fortes

A João Fortes acumulou perdas de 33,2 milhões de reais nos seis primeiros meses do ano. Em 2011, no mesmo período, a construtora havia reportado lucro de quase 7 milhões de reais.

No período, as vendas da companhia caíram quase 40% em relação ao primeiro semestre de 2011, totalizando pouco mais de 67 milhões de reais.

Já as despesas financeiras da companhia cresceram 100%, totalizando 34 milhões de reais.

Gafisa

No segundo trimestre do ano, a Gafisa conseguiu reverter o prejuízo acumulado no mesmo período do ano passado e reportou lucro líquido de 1 milhão de reais; mas, no consolidado do semestre, a construtora apresentou prejuízo de 30,4 milhões de reais.

A Tenda, braço voltado para a baixa renda da companhia, foi mais uma vez a principal vilã para o resultado ruim apresentado pela companhia. Somente ela foi responsável por um prejuízo de mais de 43 milhões de reais no primeiro semestre.

CR2

A CR2 registrou prejuízo de 14,2 milhões de reais no primeiro semestre do ano, apesar da perda, o montante 42% menor que o prejuízo apresentado pela construtora nos seis primeiros meses do ano passado.

No mesmo período, a receita da companhia cresceu mais de 40%, totalizando cerca de 110 milhões de reais.

Tecnisa

A Tecnisa registrou prejuízo de 8,7 milhões de reais no primeiro semestre do ano, ante lucro de 126 milhões de reais acumulado no mesmo período do ano passado.

O resultado negativo foi reflexo do prejuízo apresentado pela construtora no primeiro trimestre do ano de mais de 11 milhões de reais, uma vez que no segundo trimestre, a Tecnisa registrou lucro de 2,6 milhões de reais.

Nos três primeiro meses do ano, a ausência de lançamentos da construtora impactou as vendas que, por sua vez, refletiu negativamente nos ganhos da Tecnisa.

Construtoras investem na inovação para atrair público

quarta-feira, julho 25th, 2012

O dia
Apartamento com duas entradas, hotel e prédio comercial ficam no mesmo local
POR Cristiane Campos

Rio - Construtoras investem em projetos que incluem apartamentos e casas no mesmo condomínio e utilizam o conceito de trabalhar, morar e se divertir no mesmo local. A Rossi acaba de lançar o Rossi Multi em Duque de Caxias, que terá hotel, prédio comercial, rua de compras e condomínio residencial. Já a construtora Labes Melo reuniu 128 unidades divididas em casas tríplex e apartamentos de três andares, que têm a opção de fazer um como se fossem dois e com entrada independente, batizado de double family.

Fachada das casas do condomínio Enjoy, da Labes Melo, no Recreio dos Bandeirantes. Os apartamentos já foram vendidos | Foto: Divulgação

O modelo é ideal para adolescentes ou pais mais idosos, que precisam morar com os filhos, mas desejam privacidade. A Calper também levou para Campo Grande o conceito de casas e de apartamentos em um mesmo condomínio. Em todos os casos, a área de lazer é generosa.

Para se ter ideia do potencial destes empreendimentos, a Rossi vendeu 80% das salas e lojas do empreendimento apenas no fim de semana de lançamento. O Valor Geral de Vendas (VGV) foi de R$ 70 milhões. Após o lançamento da parte comercial, a empresa se prepara para lançar o hotel.

“É um marco na cidade. Há muito tempo Caxias não recebia um empreendimento deste porte, para atender à demanda interna e externa do município”, diz Rafael Cardoso, diretor regional.

A Calper está lançando a fase das casas do Contemporâneo Design Resort, na Estrada da Cachamorra 2.011, em Campo Grande. O empreendimento misto será construído em uma área com mais de 84 mil metros quadrados e vai abrigar 640 apartamentos, distribuídos em 20 prédios, e 179 casas (819 unidades), todas com vagas de garagem.

Itaguaí vai ganhar 1.036 novas unidades

A João Fortes Engenharia foi pioneira em levar este conceito para Itaguaí, na Costa Verde, com o complexo imobiliário Fusion Work& Live. O projeto, que reúne lazer, trabalho e moradia, oferece modernidade, conforto e facilidade e tem 1.036 unidades.

“Levamos para Itaguaí um conceito bem sucedido, por acreditar que atende perfeitamente à expansão da região e à expectativa dos investidores”, diz Luiz Henrique Rimes, diretor Nacional de Negócios.

O complexo está sendo construído em frente à rodoviária de Itaguaí e próximo às principais indústrias da região. Vai ocupar terreno de mais de 15 mil metros quadrados. Serão erguidos cinco blocos, divididos entre lojas (24), salas comerciais (288), residencial com serviços (202), apart-hotel (288) e residencial de dois e três quartos (234).

Recreio dos Bandeirantes terá condomínio sofisticado

A Labes Melo prepara o lançamento das casas tríplex que complementam os prédios de três andares do condomínio Enjoy Recreio Residences. Há os apartamentos no térreo, chamados de Garden House. Segundo o diretor da Labes Melo Construtora, Eric Labes, o condomínio oferece opções de projetos a todos os perfis de compradores.

“Temos apartamentos de um quarto, que podem funcionar como loft, além de dois e três quartos, e as casas tríplex. Há unidades com três ou quatro suítes. Conseguimos reunir tudo o que as mansões da Barra da Tijuca têm, mas em uma metragem mais acessível pensando nos custos para manter uma casa muito grande. Este projeto foi pensado em cada detalhe para que o comprador possa escolher a unidade que se adequa a sua realidade”, explica Eric.

Ele adianta que todas as casas terão churrasqueira a gás e piscina aquecida, além de parque aquático da área de lazer do condomínio. O sistema de segurança é outro diferencial, já que a tecnologia será de ponta no empreendimento. O metro quadrado das casas é de R$ 6.500 e o pagamento é facilitado. A construtora exige 30% durante a obra e os 70% restantes, quando o condomínio estiver pronto, pode ser financiado

Avessas a IPOs, construtoras menores focam em nichos para crescer

sexta-feira, junho 29th, 2012

Incorporadoras de menor porte aprenderam que é preciso ter foco de atuação para sobreviver no cenário de concorrência acirrada

Vivian Pereira - REUTERS

SÃO PAULO - A corrida desenfreada de construtoras e incorporadoras rumo à Bovespa em 2006 e 2007 deixou como legado uma nova geração de companhias que aprenderam com os erros das veteranas e assumiram certa aversão à abertura de capital.

Integrantes de um setor bastante fragmentado, formado em grande parte por empresas familiares, construtoras e incorporadoras de menor porte aprenderam que é preciso ter foco de atuação para sobreviver no cenário de concorrência acirrada.

“Quem cresceu demais perdeu a mão… Não acredito em crescimento indeterminado”, disse o presidente da Vitacon, construtora e incorporadora com atuação apenas em São Paulo criada há cerca de três anos, Alexandre Lafer Frankel.

Frankel citou PDG Realty e Cyrela Brazil Realty como exemplos de “aprendizado com erros de empresas de capital aberto”.

Na onda da euforia vivida pelo mercado imobiliário entre 2008 e 2010, as maiores companhias do setor diversificaram o mix de produtos, ingressaram em novas regiões e começaram a trabalhar com parceiros.

Hoje, após terem seus balanços pressionados por tamanha diversificação, essas mesmas empresas passaram a abandonar regiões com baixa escala, focar a produção em determinado segmento e descartar a terceirização.

“Atuar em determinado nicho é o diferencial, com profissionalização”, acrescentou Frankel. “Não adianta querer fazer tudo porque não dá certo.”

A especialização, de fato, parece ser a alavanca -e o mantra- das empresas pequenas e médias no setor.

Formada a partir do banco Modal, mas hoje totalmente independente da instituição, a MDL Realty deve fechar este ano com R$ 450 milhões em lançamentos, com operações concentradas em São Paulo e Rio de Janeiro.

“A escala nacional e o aumento do volume (de produção) tiram o brilhantismo do processo”, disse o diretor da MDL Realty Ricardo Freitas. “Esse é o problema das empresas grandes, que não estão conseguindo entregar os ‘guidances’ prometidos, porque os custos aumentaram muito.”

O cenário traçado aponta para a tendência de um mercado formado muito mais por grandes empresas regionais do que nacionais.

“Neste setor, para ganhar dinheiro, não é preciso necessariamente crescer muito, mas melhorar a eficiência operacional, com foco no que se sabe fazer… Estar em todas regiões do Brasil faz perder dinheiro e escala”, disse o presidente da Mudar, construtora voltada ao segmento econômico em São Paulo e Rio de Janeiro, Augusto Martinez de Almeida.

Ao notarem que o preço de gerenciar custos, parceiros e obras, somado à perda de escala, era alto demais, boa parte das grandes companhias hoje listadas na Bovespa vêm anunciando a saída de determinadas regiões e o fim de parcerias. Esse recuo, entretanto, tem saído caro até que todas as contas sejam ajustadas e as operações colocadas em ordem.

A equipe de análise do Credit Suisse afirmou, em relatório no mês passado, que “as construtoras menores devem ter vantagem competitiva nos próximos trimestres em função de menores complexidades e maior controle”, citando como exemplos Tecnisa, Helbor e EZTec, esta última, com operação concentrada apenas em São Paulo.

Aversão ao IPO

Além do aprendizado quanto à especialização, a onda de ofertas públicas iniciais (IPOs, em inglês) de construtoras e incorporadoras, há cerca de seis anos, fez o sinal vermelho acender para as empresas que têm subido um degrau por vez.

Hoje, o setor imobiliário contabiliza cerca de 20 empresas listadas na Bovespa -considerando também as administradoras de shopping centers.

“Fiquei preocupado com aquele ‘frenesi’ de abertura de capital, em 2006″, disse Almeida, da Mudar. “Foi uma decisão acertada não abrir nosso capital… Investidores que compraram esses papéis estão sofrendo e certas empresas tecnicamente estariam quebradas pela dívida que têm.”

Frankel, da Vitacon, faz coro: “O modelo das empresas que estão na bolsa se mostrou ineficaz e elas estão desintegrando valor… Hoje a preocupação maior dessas empresas é com o preço da ação.”

Com o capital fechado, a Vitacon tem recebido propostas de compra, fusão e investimento, segundo ele.

Menos radical, Freitas, da MDL Realty, não descarta realizar um IPO da companhia, mas assinala que o momento atual não é favorável.

“O IPO é mais uma forma de colocar recursos dentro da empresa. Eztec e Helbor, por exemplo, fizeram bem feito e focaram as operações em poucas regiões”, avaliou.

Para vender imóveis, empresas oferecem banquete e manicure

segunda-feira, junho 18th, 2012

Em lançamento de prédio da construtora Gafisa em São Paulo, foram oferecidos serviços gratuitos, como manicure…

Prima Pagina Especial para o Terra

Os estandes de venda não são mais lugares burocráticos, cheios de corretores usando toda sua lábia para fechar o maior número possível de negócios. Num mercado especialmente aquecido como o de imóveis, as construtoras estão investindo pesado nesses espaços, oferecendo atrativos para torná-los mais interessantes aos clientes. Assim, à retórica e à máquina de calcular dos vendedores juntam-se pequenos banquetes, playground infantil e até serviços gratuitos de maquiagem e manicure.

“A pessoa já quer adquirir um imóvel, vai ao lançamento seduzida pelos benefícios, e o ambiente acaba influenciando a compra”, resume José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP). Segundo ele, os estandes de venda se aprimoraram a partir de 2004, quando foram incluídos na estratégia de negócio das construtoras para atender a um público cada vez mais exigente. Daí em diante, “a moda pegou”. Em 1999, no entanto, a Gafisa já havia realizado uma ação pioneira para lançar um empreendimento. “Fizemos um evento para mil pessoas, com vários artistas e formadores de opinião”, conta a gerente de marketing da empresa, Erika Fugiwara.

Atualmente, os estandes oferecem degustação de vinhos e coquetéis, rodízio de comida japonesa e outras ofertas gastronômicas. “Fui a um lançamento que tinha uma feijoada para 400 pessoas, servida em grande estilo”, relata Viana Neto. As empresas também montam ambientes temáticos, como aqueles voltados para as crianças, para o entretenimento ou para a cultura. Erika afirma que os espaços da Gafisa apresentam tour virtual em 3-D pelo apartamento e pelas áreas de lazer, acesso a informações multimídia sobre a região do prédio, projeções em holografia e maquetes automatizadas.

Para decidir como turbinar os ambientes de cada empreendimento, as construtoras trabalham com as imobiliárias responsáveis pelas vendas. Juntas, estudam o público-alvo, a região do prédio e o mercado local. “Para se diferenciar dos demais, proporcionamos alguns mimos e atrativos que possam agradar a nossos clientes, reforçar nossa imagem e tornar o produto mais marcante”, diz Erika. No estande do empreendimento Éclat, por exemplo, na Vila Madalena, em São Paulo, o lançamento teve rodízio de temaki, e os visitantes puderam adquirir peças do apartamento decorado.

No Energy, empreendimento da mesma construtora no Brooklin, também em São Paulo, o espaço incluiu lojas de roupa e colocou manicure e maquiador à disposição dos visitantes. Tudo para usar aquela estratégia de, como diz Viana Neto, criar “ambientes bonitos, confortáveis, que dão visão otimista e de grandiosidade, ajudando nas vendas”.