Posts Tagged ‘consumidor’

Começa a vigorar Código de Defesa do Consumidor para o comércio eletrônico

terça-feira, maio 14th, 2013

No Azul - blog Estadão
14 de maio de 2013

Yolanda Fordelone

A partir desta terça-feira, 14, entra em vigor o Decreto Federal 7.962/13 que regulamenta o Código de Defesa do Consumidor (CDC) no comércio eletrônico, informou a Fundação Procon-SP.

O Decreto detalha o direito do consumidor à informação dos produtos e serviços ofertados, aborda a questão dos dados cadastrais dos fornecedores e os canais de atendimento por eles oferecidos.

O fornecedor que atua no comércio eletrônico terá que informar em sua página na internet alguns itens. Veja abaixo alguns deles:

* o nome empresarial e número de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ);

* endereço físico e eletrônico;

* características essenciais do produto ou do serviço, incluídos os riscos à saúde e à segurança dos consumidores;

* discriminação, no preço, de quaisquer despesas adicionais ou acessórias, tais como as de entrega ou seguros;

* condições integrais da oferta, incluídas modalidades de pagamento, disponibilidade, forma e prazo da execução do serviço ou da entrega.

Os sites de compras coletivas e similares terão de informar também a quantidade mínima de consumidores para a efetivação da oferta, o prazo para utilização da oferta pelo consumidor e a identificação do fornecedor responsável pelo site e do fornecedor do produto ou serviço ofertado, com todo o detalhamento já mencionado acima.

O direito de arrependimento em até sete dias, estabelecido pelo CDC em seu artigo 49, também foi reforçado pelo Decreto. O fornecedor deverá informar os meios adequados e eficazes para o exercício desse direito, pela mesma ferramenta utilizada para a contratação, e garantir a rescisão de todos os contratos acessórios (parcelamento no cartão de crédito, seguro de garantia estendida, etc.) sem qualquer ônus ao consumidor.

Aumenta confiança do consumidor paulista

sexta-feira, dezembro 28th, 2012

Valor Econômico - 28/12/2012

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), apurado e divulgado ontem pela FecomercioSP, registrou alta de 1,3% em dezembro em relação a novembro. O indicador passou de 159,7 para 161,8 pontos no período. A escala varia de zero a 200 pontos e denota otimismo quando acima dos 100 pontos.

O aumento da confiança do consumidor foi puxado pela avaliação mais positiva sobre o momento atual. O Indicador de Condições Econômicas Atuais (Icea) mostrou avanço de 5,1%, de 152,4 para 160,1 pontos em dezembro. Mas o Índice de Expectativa (IEC), que mede a percepção quanto ao futuro, recuou 1%, de 164,6 para 162,9 pontos.

Apesar disso, a entidade considerou o resultado geral da pesquisa deste mês positivo. “A evolução favorável do índice no mês de dezembro reflete o quadro de otimismo do consumidor paulistano. O mercado de trabalho é fator preponderante para atual magnitude de confiança do indicador”, informou a FecomercioSP, em nota.

De acordo com a pesquisa, o consumidor de maior renda está menos otimista que o de menor renda, mas seu índice de confiança no futuro permanece em patamar elevado. Enquanto o IEC do grupo com rendimentos superiores a dez salários mínimos mostrou queda de 3,4%, passando para 168,9 pontos, o daqueles abaixo deste patamar registraram alta 0,3%.

Brasileiro está otimista e planeja compras

quarta-feira, novembro 7th, 2012

Por Cynthia Malta | De São Paulo
Valor Econômico - 07/11/2012

A maioria da população, entre 18 e 65 anos, está otimista e planeja as próximas compras. A percepção, em todas as classes de renda, é de que a vida melhorou e que vai melhorar ainda mais nos próximos 12 meses. E na lista dos objetos de desejo, o topo é ocupado por celular, televisão e carro.

O brasileiro, em geral, é otimista, mas uma pesquisa realizada pela Data Popular no terceiro trimestre mostra que o grau de satisfação está bem alto. “A classe A é mais otimista quando perguntamos sobre o último ano e a as classes C e D apostam mais no futuro”, diz Renato Meirelles, sócio-diretor da consultoria.

Para 93% da população entre 18 e 34 anos, em todas as faixas de renda, o futuro próximo é cor-de-rosa. O percentual também chama atenção entre os brasileiros de 35 a 49 anos (91%) e 50 a 65 anos (84%). Foram ouvidas 4 mil pessoas, nas ruas de 71 cidades, nas cinco regiões do país. E com 100 pessoas foram feitas entrevistas mais longas, informou Meirelles.

O otimismo tem fundamento: a renda continua subindo, o desemprego está baixo e há sinais de que o ritmo de expansão da economia em 2013 será maior. O economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, estrategista-chefe da Quest Investimentos e ex-ministro das Comunicações, disse recentemente que a renda média do brasileiro terá crescido 4,5% ao ano, entre 1994 e 2014, quando termina o mandato da presidente Dilma Rousseff. A presidente tem justamente ancorado a estratégia de expansão da economia com estímulos ao consumo - de carros de passeio a fogões, geladeiras e máquinas de lavar roupa, por exemplo.

O consumidor tem respondido. A estimativa dos fabricantes de veículos é de um crescimento de 5% nas vendas deste ano, em relação a 2011. O presidente da Electrolux na América Latina, Ruy Hirschheimer, disse recentemente ao Valor que espera um Natal com vendas entre 8% e 10% maiores no país.

Fabricantes de produtos de higiene, cosméticos, limpeza doméstica - como a brasileira Natura e as multinacionais Unilever e Procter & Gamble - já vêm registrando expansão nas vendas e anunciaram resultados expressivos no terceiro trimestre no país. E mesmo as varejistas de moda - Renner, Arezzo e Marisa, por exemplo -, que haviam mostrado balanços mais fracos no segundo trimestre, voltaram a mostrar desempenho vigoroso de julho a setembro. A inadimplência do consumidor, cuja taxa chegou a inibir novas compras neste ano, dá sinais de recuo. “Sentimos que a renda continua a crescer e a inadimplência está caindo”, disse José Galló, em teleconferência com analistas na quarta-feira da semana passada.

Para os próximos 12 meses, segundo a pesquisa da Data Popular, a maior parte dos consumidores planeja comprar telefone celular, TV ou carro.

Os objetos de desejo variam conforme a faixa etária, mas não muito. Viagens pelo Brasil e para o exterior, notebooks e tablets aparecem nos planos de intenção de compras dos consumidores de todas as idades, em maior ou menor grau. Meirelles vai apresentar a pesquisa no 1º Fórum Novo Brasil: Vozes da Classe Média, na próxima semana em São Paulo.

Interior de São Paulo é o maior mercado consumidor do Brasil

terça-feira, novembro 6th, 2012

Rafael de Miranda
O Estado de S. Paulo - 06/11/2012

Estabilização da economia, expansão do crédito e controle da inflação tornaram o Brasil um dos principais mercados do mundo e destino obrigatório de investimentos. E parte desse crescimento está diretamente ligada à força do interior do Estado de São Paulo. Enquanto a renda por habitante no Brasil avançou 21,7% nos últimos 14 anos, chegando a R$ 19 mil em 2011, a média do interior do Estado aumentou 58,4%.

A força econômica vinda do interior tem mudado o mapa dos investimentos das empresas de diferentes setores da economia. E a primeira vez, por exemplo, que o número de shopping centers em construção no interior do Estado é maior do que o volume de empreendimentos lançados nas grandes capitais. O consumo nos domicílios das cidades interioranas cresce em ritmo acelerado.

Apenas neste ano as mais de 22 milhões de pessoas que vivem nas 607 cidades do interior deverão consumir mais de RS 382 bilhões, o que representa 50,2% do total do Estado de São Paulo. Enquanto isso, a região metropolitana - que inclui São Paulo e mais 38 municípios - deve movimentar RS 379,1 bilhões dos gastos com alimentação, habitação, transporte, saúde, vestuário e educação. Qualidade de vida, proximidade do local de trabalho e grandes investimentos em infraestrutura reverteram o fenômeno registrado no início do século, quando o mais comum era migrar do interior para as grandes capitais.

Com mais empresas, empregos de qualidade, escolas, hospitais e serviços que se tornaram referência, o interior paulista aumentou seu potencial de retenção e atratividade e se tornou o maior mercado consumidor do país, ultrapassando a região metropolitana no âmbito do consumo das famílias.

Este crescimento faz com que a população do interior gaste mais, especialmente em itens de decoração. Em média, a cada ida às compras, os interioranos adquirem 4,7 produtos de casa. Esse mesmo consumidor do interior expandiu em 11 % seus gastos no último ano.

Conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), no interior de São Paulo estão 65,6% de todos os trabalhadores com carteira assinada do Estado, tendência que tem crescido por conta da migração de investimentos para o interior do país.

No ano passado, o interior de São Paulo tinha um PIB de US$ 135,9 bilhões, o que torna a renda mais atraente das cidades menores é essa atividade econômica em expansão.

Pesquisar consumidor é fundamental para inovar

quinta-feira, outubro 11th, 2012

Estudos aprofundados e rotineiros são essenciais para que as marcas avancem em relacionamento com compradores
Isa Sousa, do Mundo do Marketing

Temaa sobre o comportamento do consumidor, novo no Brasil, ainda encontra barreiras entre teoria e prática

Rio de Janeiro - O estudo aprofundado e rotineiro do comportamento do consumidor é a principal ferramenta para que as empresas se posicionem - ou reposicionem - de forma assertiva no mercado. Mais do que produtos e serviços avançados e de qualidade, é necessário avaliar o que pensa e o que realmente deseja quem compra. Ainda que óbvio para alguns grupos, as pesquisas são as principais fontes para que a inovação seja uma aliada, e não uma inimiga, das marcas.

No Brasil, o tema de é relativamente recente, mas começa a avançar em um cenário de transformações econômicas e sócio-culturais. Nesse contexto, temas como globalização e sustentabilidade ganham destaque, além da compreensão por parte das marcas de que o consumidor é um formador de opinião. É ele quem vai determinar, por exemplo, atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), comunicação e construção de estratégias de marketing. Mais do que vender, é preciso fidelizar e conquistar clientes.

Por parte das organizações, a atenção é para um cenário mais competitivo, onde é fundamental colocar em prática o que se tem bem determinado na teoria. “As marcas têm que entender de maneira mais profunda que esse caminho da pesquisa, de entender o consumidor, é essencial, até mesmo pela sofisticação do mercado brasileiro. Tanto o consumidor se tornou mais exigente, como a concorrência aumentou. E o insight de melhorar e se aprimorar vem da pesquisa, das lacunas e das formas como os compradores lidam com os produtos”, avalia Maribel Suarez, professora do COPPEAD/UFRJ.

Entre as marcas que entenderam o processo de diálogo, estão cases de sucesso do Nintendo Wii e da Apple, que não necessariamente têm as melhores tecnologias, mas conseguem gerar desejo. “A mudança de linguagem está na forma de compreender o produto. No caso do videogame, eles criaram algo que não é parado, apático, que as pessoas jogam sentadas. Existe ali uma atividade física. Os iPhones também não são os mais desenvolvidos do mercado, mas o consumidor tem vontade de ter um pela forma que a marca trabalha. Uma alteração na visão do que se vende cria uma inovação em relação à concorrência, que não está conseguindo perceber”, completa Maribel.

Entre o papel e a ação

Apesar da compreensão de que pesquisas aprofundadas do comportamento do consumidor são fundamentais para que as marcas realizem ações de inovação, a grande barreira no Brasil ainda é colocar em prática o que se sabe em teoria. Boa parte da dificuldade se deve ao entendimento errôneo de que é necessário priorizar o olhar da empresa e não o do consumidor, que é exatamente quem vai gerar o faturamento.

Outro desafio é especificar as formas de interação. “Os grupos precisam sair da cadeira e olhar a realidade dos clientes. Não só por meio das pesquisas, mas todas as formas de interação, como nos pontos de venda e na internet. Não existe outra forma. É preciso entender plenamente a realidade de seu público, a classe ao qual pertence e suas necessidades específicas”, avalia Maribel Suarez.

Esse “olhar para fora” também será fundamental ao se avaliar o desempenho de grupos concorrentes. “Não se pode ficar só no sucesso dos últimos anos. As empresas precisam entender as mudanças e estar à frente. Uma regra fundamental é que a inovação representa a dinâmica da competição. Quem é líder precisa inovar para se manter na liderança e quem não é, precisa inovar para conquistar mercado”, afirma a professora.

Redes sociais servem como ferramenta de pesquisa

Mais do que uma opção, a atuação das marcas nas redes sociais se transformou em uma obrigação. Além de estarem ligadas à inovação, já que são formatos recentes de comunicação, as mídias sociais são fundamentais também no processo de compreensão do comportamento do consumidor.

O diferencial, no entanto, é que estas redes não podem ser vistas como pertencentes à área de estratégias de marketing tradicionais. “É preciso entender que a relação é a mesma com o consumidor, seja na internet, na loja ou na rua. As pessoas trabalham há anos com o dinheiro no banco, que é uma forma ‘virtual’, e com o dinheiro no bolso e ninguém fala ‘tenho R$ 50,00 reais na minha carteira e R$ 5 mil de dinheiro digital’. Portanto, o pensamento das marcas tem de ser integrado e se desdobrar em diversos ambientes”, define a professora Maribel Suarez.

O tema comportamento do consumidor e mídias sociais será, inclusive, um dos debates durante o 4º Encontro Internacional COPPEAD de Comportamento do Consumidor, que será realizado no dia de 30 de Outubro, no Rio de Janeiro. Entre os especialistas estão confirmados Robert Kozinets, professor da Schulich School of Business, no Canadá, e Johanna Moisander, coordenadora do programa de Doutorado em Comunicação Empresarial na Aalto University School of Economics, autora do livro Qualitative Marketing Research: A Cultural Approach.

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Tema sobre o comportamento do consumidor, novo no Brasil, ainda encontra barreiras entre teoria e prática

Rio de Janeiro - O estudo aprofundado e rotineiro do comportamento do consumidor é a principal ferramenta para que as empresas se posicionem - ou reposicionem - de forma assertiva no mercado. Mais do que produtos e serviços avançados e de qualidade, é necessário avaliar o que pensa e o que realmente deseja quem compra. Ainda que óbvio para alguns grupos, as pesquisas são as principais fontes para que a inovação seja uma aliada, e não uma inimiga, das marcas.

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No Brasil, o tema de é relativamente recente, mas começa a avançar em um cenário de transformações econômicas e sócio-culturais. Nesse contexto, temas como globalização e sustentabilidade ganham destaque, além da compreensão por parte das marcas de que o consumidor é um formador de opinião. É ele quem vai determinar, por exemplo, atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), comunicação e construção de estratégias de marketing. Mais do que vender, é preciso fidelizar e conquistar clientes.

Por parte das organizações, a atenção é para um cenário mais competitivo, onde é fundamental colocar em prática o que se tem bem determinado na teoria. “As marcas têm que entender de maneira mais profunda que esse caminho da pesquisa, de entender o consumidor, é essencial, até mesmo pela sofisticação do mercado brasileiro. Tanto o consumidor se tornou mais exigente, como a concorrência aumentou. E o insight de melhorar e se aprimorar vem da pesquisa, das lacunas e das formas como os compradores lidam com os produtos”, avalia Maribel Suarez, professora do COPPEAD/UFRJ.

Entre as marcas que entenderam o processo de diálogo, estão cases de sucesso do Nintendo Wii e da Apple, que não necessariamente têm as melhores tecnologias, mas conseguem gerar desejo. “A mudança de linguagem está na forma de compreender o produto. No caso do videogame, eles criaram algo que não é parado, apático, que as pessoas jogam sentadas. Existe ali uma atividade física. Os iPhones também não são os mais desenvolvidos do mercado, mas o consumidor tem vontade de ter um pela forma que a marca trabalha. Uma alteração na visão do que se vende cria uma inovação em relação à concorrência, que não está conseguindo perceber”, completa Maribel.

Entre o papel e a ação

Apesar da compreensão de que pesquisas aprofundadas do comportamento do consumidor são fundamentais para que as marcas realizem ações de inovação, a grande barreira no Brasil ainda é colocar em prática o que se sabe em teoria. Boa parte da dificuldade se deve ao entendimento errôneo de que é necessário priorizar o olhar da empresa e não o do consumidor, que é exatamente quem vai gerar o faturamento.

IPCA em setembro é o maior desde 2003

sexta-feira, outubro 5th, 2012

Lilian Sobral, de Exame.com

São Paulo - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, registrou variação de 0,57% em setembro, informou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A alta foi 0,16 ponto percentual acima da taxa de 0,41% registrada em agosto e maior também que a taxa de setembro de 2011, de 0,53%.

De acordo com a série histórica do IBGE, a inflação registrada em setembro é a maior para o mês desde 2003, quando a taxa variou 0,78%.

Com o resultado de setembro, a inflação no ano acumula 3,77% (abaixo dos 4,97% do mesmo período de 2011), e 5,28% nos últimos 12 meses (acima dos 5,24% ante o acumulado nos 12 meses anteriores).

No mês passado, a maior variação foi registrada no grupo alimentação e bebida, com inflação de 1,26% no mês (acima dos 0,88% em agosto). O grupo transportes foi o único a registrar deflação, de 0,08%

5 cuidados antes de comprar um imóvel pela internet

sexta-feira, setembro 28th, 2012

Veja o que é importante saber para não cair em uma fria na hora de buscar imóveis pela internet
Priscila Yazbek, de Exame.com

Imóveis: Pedidos de pagamento pela internet para reservar um imóvel podem ser sinais de fraude

São Paulo - Cada vez mais a internet ganha espaço nos processos de vendas de imóveis. Na Lopes, uma das principais consultorias e empresas de comercialização de imóveis do Brasil, entre 20% e 25% das vendas já têm origem na internet. Diante desse fortalecimento das buscas online, é importante que os consumidores tomem certos cuidados e saibam quais são seus direitos na hora de iniciar a compra pela internet.

Veja abaixo 5 dicas e orientações de especialistas em direito imobiliário e eletrônico e de especialistas em imóveis sobre como fazer um bom proveito da internet na compra do seu imóvel.

1) Cheque a credibilidade do anunciante

Ainda não é possível realizar todo o processo de compra pela internet, apenas a busca dos imóveis e os primeiros contatos com os anunciantes. Mas, ainda que a maior parte da venda seja realizada fisicamente, é importante que já nos primeiros passos pela rede, o consumidor fique atento sobre a credibilidade da empresa.

Segundo Leandro Bissoli, sócio do escritório Patricia Peck Pinheiro Advogados e especialista em direito eletrônico, já houve casos de compradores que foram assaltados por passar informações pessoais em sites de imóveis. “Por isso, desde o início é importante checar a credibilidade dos sites. O comprador pode fazer isso entrando em contato com o anunciante por telefone antes de marcar alguma visita, buscando referências ao site na internet, ou verificando se o imóvel anunciado pode ser encontrado no Google Street View, para checar se ele está de fato no endereço anunciado”.

Nelson Parisi, presidente da Rede Secovi de Imóveis - site que reúne anúncios de imóveis de imobiliárias e corretores associados ao Secovi -, lembra ainda que qualquer um pode anunciar um imóvel na web, não apenas empresas ou corretores idôneos e especializados no negócio. “Muita coisa entra na internet. Há corretores que anunciam imóveis com preço muito baixo apenas para chamar atenção. Na hora que o cliente liga, eles dizem que o imóvel já foi vendido para tentar vender outro por um preço mais alto”, afirma.

Parisi também orienta o comprador a solicitar fotos reais dos imóveis, não se contentando apenas com imagens da maquete eletrônica, caso o imóvel já tenha sido lançado. No caso de o anunciante ser uma empresa, o especialista recomenda que se verifique se ela é associada ao Secovi. Finalmente, Parisi reforça a importância da comparação de preços com outros sites. “Se estiver muito barato, desconfie. Ou o imóvel tem algum problema de documentação, ou pode ser mentira. Não existe mágica na venda de imóveis. E com o volume de informação atual, mesmo o leigo consegue comparar preços”, diz.

2) Desconfie de enormes descontos em outlets de imóveis

No caso dos outlets de imóveis, o presidente da Rede Secovi orienta que o comprador identifique se o desconto que aparece na página é realmente bom, ou se mesmo com o desconto, o imóvel continua caro ou numa faixa de preço que poderia ser considerada normal. Segundo ele, muitas vezes as chamadas “promoções” são apenas jogadas para chamar atenção.

“Mesmo em situações de extrema crise, eu nunca vi um imóvel perder mais de 15% do valorle perde normalmente 5% a 10%, que já é o suficiente para atrair compradores. O que pode acontecer nesses outlets, por exemplo, é uma construtora ter vendido 200 apartamentos, com exceção de um único, no primeiro andar. Como é caro para a empresa manter o apartamento, ela faz uma liquidação rápida”, avalia Parisi.

3) Verifique o histórico do imóvel e do comprador

Mesmo nas negociações iniciadas pela internet, todo o procedimento de documentação e negociação funciona da mesma forma que a compra iniciada presencialmente. De forma resumida, o comprador deve verificar se o proprietário não está envolvido em nenhum tipo de processo judicial; se no histórico do imóvel não consta nenhum tipo de penhora, hipoteca ou qualquer tipo de processo pendente; e ainda, se o proprietário for também pessoa jurídica, se existe algum tipo de ação judicial sobre ele como pessoa jurídica.

Segundo Parisi, o comprador pode checar por conta própria no cartório de Registro de Imóveis se a matrícula do imóvel tem alguma pendência e, no Serasa, se o vendedor tem algum tipo de registro negativo. Se o proprietário for pessoa jurídica, é possível pesquisar se há algum tipo de ação em andamento no site do Tribunal de Justiça do estado.

Mas, ainda que o comprador faça esse tipo de busca, Parisi ressalta que é fundamental consultar um advogado antes de assumir qualquer compromisso legal. “O corretor pode até levantar boas oportunidades, mas a compra precisa ter um acompanhamento jurídico”, diz.

4) Não pague nada antes de conhecer o imóvel e o vendedor

O advogado especialista em direito eletrônico e presidente do Conselho de Tecnologia da Informação da Fecomércio, Renato Opice Blum, recomenda que o comprador não efetue nenhum tipo de pagamento relacionado à compra do imóvel pela internet. “Não aceite taxas, pedidos de depósitos de percentual do imóvel, ou qualquer outra cobrança para assegurar a compra. Esse procedimento é inadequado e é um sinal amarelo. Deixar de pagar uma taxa pela internet não deve ser motivo para inviabilizar a compra”.

Opice Blum explica que, na prática, o canal de venda pela internet nada mais é do que uma aproximação em relação à intenção de compra. Todos os passos posteriores e qualquer compromisso devem, necessariamente, ser realizados pessoalmente e com a assessoria de um advogado.

O presidente da Rede Secovi acrescenta que, apesar de a internet ainda representar apenas o passo inicial da compra, algumas iniciativas caminham para que a compra de imóveis possa ser ainda mais integrada à rede. “Na hora em que houver uma maior concentração de todos os dados cadastrais do registro de imóveis e do proprietário, nós vamos conseguir realizar mais processos online, porque isso vai agilizar uma série de questões das compras. E nós temos projetos nesse sentido”, afirma.

Parisi também afirma que mesmo com a maior participação da internet, a compra de um imóvel é um processo complexo, que não dispensa por completo a necessidade de certos processos presenciais. “Há muitas variáveis envolvidas, não é como comprar uma televisão, que já se sabe como é o modelo, e o consumidor entra na internet e compra. Na compra do imóvel, você precisa ver a localização, o acabamento e como é a insolação, que pode ser diferente no primeiro andar e no vigésimo. Hoje, acredito que 90% das compras começam pela internet, mas depois todas derivam para a comparação visual”, afirma.

Luiz Calado, autor do livro “Imóveis: seu guia para fazer da compra e venda um grande negócio” ainda explica que para uma compra ser bem-sucedida, é essencial que o comprador visite a região do imóvel pretendido e converse com pessoas que moram no local. “Assim é possível saber se há feiras, ou problemas na região, por exemplo. Acho um perigo muito grande comprar sem ver”, diz.

5) Recorra ao direito do arrependimento

Especialistas aconselham a jamais comprar um imóvel sem tê-lo visitado antes. Mas caso isso aconteça - independentemente se a busca e o contato foram feitos pela internet ou não -, o consumidor tem o chamado direito de arrependimento em até sete dias contados a partir da compra. Esse direito está previsto no Código de Defesa do Consumidor e é válido apenas para compra de imóveis com imobiliárias, construtoras e outros fornecedores que não sejam pessoas físicas.

O princípio vale para qualquer compra em que o consumidor não tenha visto o produto, ainda que o negócio seja fechado presencialmente. No caso dos imóveis, o máximo que se consegue fazer pela internet é sinalizar o desejo de compra, sem efetuar qualquer pagamento. Mas, caso feche o negócio sem tê-lo visto, em tese o direito de arrependimento tem validade como em qualquer outra compra, diz o professor de Direito do Consumidor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Carlos José Guimarães. Ele acrescenta, porém, que ainda não viu ninguém recorrer a esse direito em um caso de compra de imóvel.

Consumidor gera 87 mi de processos: como evitar?

sexta-feira, setembro 28th, 2012

Descumprimento dos deveres e falta de transparência por parte das empresas são as principais causas da judicialização de questões referentes ao consumo no Brasil

Isa Sousa, do Mundo do Marketing
Com quase 22 anos, o Código de Defesa do Consumidor deveria ser o principal guia de relacionamento entre marcas e consumidores

Rio de Janeiro - O Brasil fechará 2012 com pouco mais de 87 milhões de processos judiciais envolvendo questões de consumo. O número é apenas a ponta do iceberg dos problemas de relacionamento entre as empresas e os brasileiros que compram produtos e serviços no país ou fora dele. A precisão de dados e uma comunicação eficiente e verdadeira são pontos decisivos para evitar que os conflitos se estendam. A avaliação foi feita durante seminário do O Globo sobre Defesa do Consumidor, realizado nesta semana.

Ainda que o número de processos seja elevado e crescente no país, levar o problema à justiça não é visto como solução. Mais do que longas esperas, ritos processuais e indenizações por danos morais, o consumidor deseja que seus problemas sejam resolvidos o mais rápido possível. O fato pode ser comprovado por números da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon): de cada 10 pessoas que se sentem lesadas de alguma forma, oito procuram as empresas em que serviços ou produtos foram comprados antes de tomar qualquer medida na Justiça.

Para se justificarem, atenuantes pouco críveis são dados por parte das marcas ou do mercado, segundo avaliação da Senacon. Um deles é que a demanda de consumo, por muito tempo reprimida, gere mais problemas. Outra justificativa é de que a nova classe média ainda não estaria madura o suficiente, principalmente em alguns canais como o e-commerce. “Esses argumentos não se sustentam. Existe um problema clássico de falta de simetria da informação. O consumidor precisa que três perguntas sejam respondidas claramente: o que é, para que serve e quanto eu pago por isso. E só”, explica a secretária nacional do consumidor, Juliana Pereira durante o evento.

Retrocesso

Com quase 22 anos, o Código de Defesa do Consumidor deveria ser o principal guia de relacionamento entre marcas e consumidores. Porém, na prática, o descumprimento dele tem norteado boa parte dos conflitos no país. “Não falta buscar informação, falta respeito à lei. O consumidor recebe uma publicidade, se interessa e compra um produto. Só que ele nunca chega. Esse nível de descumprimento que o mercado oferece já não existe mais nos países desenvolvidos. Por isso mesmo é que as listagens dos empreendedores mais acionados hoje no Brasil são essenciais.”, afirma o juiz Flávio Citro, titular do 2º Juizado Especial Cível da Capital e coordenador do Centro de Conciliação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TR-RJ).

Entre as plataformas mais populares estão a de sites como o Reclame Aqui, o cadastro de maus fornecedores do Ministério da Justiça, o top 30 do próprio TJ-RJ e estatísticas elaboradas pelo jornal O Globo, em sua coluna Defesa do Consumidor. “Essas listas são fundamentais a partir do momento que os grupos querem preservar mais a imagem do que o bolso. Uma ação de R$ 10 mil de uma marca que vende pela internet e não entrega não significa nada para ela. Mas quando sai no site especializado que a empresa tal vendeu pela internet e não entregou, aí eles sentem. Porque dói na parte mais sensível, que é a imagem da empresa”, completa o magistrado.

Os valores pagos em indenizações podem não afetar financeiramente grupos grandes, mas o conflito é caro para o país. De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio, cada audiência em um juizado especial custa R$ 1 mil. Nos juizados cíveis chega a R$ 2,5 mil. Só no Rio de Janeiro está 1,8 milhão de processos ligados a problemas de consumo. “O conflito é um retrocesso. Perdemos tempo, energia e dinheiro. O grande desafio é que essas empresas tenham transparência, ou seja, digam exatamente o que estão vendendo. Chega de diagnóstico, todos sabemos o problema: o que falta é executar as soluções”, completa Juliana.

Marcas precisam se aproximar dos órgãos de proteção

Para melhorar a relação entre marcas e consumidores, a Câmara E-Net apresentou durante o seminário iniciativas ou sugestões para serem colocadas em práticas. Entre elas, a instituição afirmou que é necessária uma aproximação cada vez maior entre órgãos de proteção e empresas, além de ações setoriais de auto-regulamentação.

Outra preocupação apontada pela Câmara é no sentido dos riscos que os consumidores têm corrido nas relações de consumo digitais, cada vez mais comuns. “É importante diferenciar a negligência ou a prática abusiva das empresas que atuam no Brasil dos golpes de pessoas que simulam uma oferta ou simulam um produto e, no fundo, buscam cometer um crime. É preciso avaliar os anunciantes que estão nos sites, bem como o layout das páginas. Ofertas improváveis com preços inexequíveis são irreais. É preciso ter clareza”, pontua Flávio Banchi, da Câmara E-Net.

Além da exatidão da proposta, na avaliação da secretária Nacional do Consumidor, as empresas ainda não entenderam que o consumidor quer ir além da mera relação comercial. “As marcas gastam mais e estão mais preocupadas com o discurso dentro das campanhas publicitárias, com o ‘compre’, do que com o relacionamento mais aprofundado que podem vir a ter com essas pessoas. O discurso precisa mudar”, avalia Juliana Pereira.

Novo consumidor pede imóvel segmentado

sexta-feira, setembro 14th, 2012

Os diferentes modelos de família que surgem vão exigir das incorporadoras projetos específicos para cada público
Marina Gazzoni, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - As incorporadoras precisarão segmentar seus empreendimentos para atender às necessidades de moradia dos diferentes perfis de consumidor brasileiro. A afirmação foi feita nessa quinta-feira, 13, pelo diretor geral da UBS Escola de Negócios e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar), Eduardo Terra, em palestra na Convenção Secovi. O evento faz parte da programação da Semana Imobiliária, promovida pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP), em São Paulo, entre segunda e sexta-feira.

Os diferentes modelos de família exigirão que as incorporadoras desenvolvam projetos específicos para cada público. “Os solteiros e casais sem filhos já representam mais de um quarto da venda de imóveis novos em São Paulo”, disse Terra.

Para esse público, por exemplo, não faz sentido lançar condomínios que destacam diferenciais como playground ou piscina infantil. “Seria mais interessante apostar em academia e terraço gourmet”, conclui Terra.

O risco das construtoras é restringir demais seu público-alvo. “Há cidades em que a segmentação é feita apenas por número de dormitórios”, disse Terra. A vantagem do setor imobiliário é poder lançar produtos adequados para cada nicho, sem ter de posicionar a marca para atender exclusivamente a esse público.

Terceira idade

Um dos nichos com potencial crescente é a terceira idade. As projeções sinalizam para uma mudança na pirâmide demográfica brasileira e para um maior porcentual de idosos entre a população. Em 2010, o Brasil somava 19,3 milhões de pessoas acima de 60 anos, número que deve chegar a 28,3 milhões em 2020, um salto de cerca de 45%, segundo dados do IBGE.

A construtora Tecnisa começou a prestar mais atenção nesses consumidores em 2009. A empresa observou que 15% dos compradores de um empreendimento focado em casais jovens com poucos ou nenhum filho foi vendido para pessoas com mais de 55 anos. “A população da terceira idade está se posicionando como um público ativo, que viaja, trabalha, casa novamente e compra apartamentos novos”, disse a diretora de projetos da Tecnisa, Patricia Valladares.

A percepção levou a Tecnisa a contratar uma equipe especializada em gerontologia, formada por geriatras e arquitetos, para auxiliar no desenvolvimento de projetos para esse público. Hoje, quatro empreendimentos da companhia já incorporaram adaptações para os idosos. São funcionalidades como a construção de uma pista de caminhada mais larga para permitir que um idoso com andador utilize o espaço. E a piscina do condomínio recebe uma escada de alvenaria, em vez de uma de alumínio.

“Focamos na terceira idade, mas terminamos com projetos melhores para todos. O custo de adaptar um espaço para o uso de idosos é maior do que se projetá-lo para contemplar essas necessidades”, disse Patricia.

Internet

As mudanças de hábitos dos consumidores também influenciam nas estratégias de venda e marketing do mercado imobiliário. Mais de 80 milhões de pessoas têm acesso à internet no trabalho ou em casa, segundo dados do Ibope Nielsen. “A compra do imóvel começa online”, disse o professor da UBS Escola de Negócios.

Segundo ele, as empresas e os corretores precisam se adaptar para atender o cliente na internet. A maioria das grandes incorporadoras e imobiliárias já adotou a função de “corretor online”, que oferece informações em salas de bate-papo. Quase nenhuma, no entanto, oferece na internet todas as informações relevantes, principalmente o preço do imóvel na planta. A tendência, segundo Terra, é que essa barreira seja rompida.

Confiança do comprador de imóvel está 5,6% maior em julho

terça-feira, setembro 4th, 2012

Pesquisa da Lopes mostra que compradores estão mais confiantes em relação à situação econômica brasileira, situação financeira da família e intenção de compra de imóvel

Priscila Yazbek, de Exame.com

Imóveis: Estudo consultou 581 clientes que passaram pelos estandes da Lopes em julho

São Paulo - Uma pesquisa feita pela Lopes, uma das maiores empresas de consultoria do mercado imobiliário do país, mostra que em julho os compradores de imóveis do Estado de São Paulo estão com um nível de confiança 5,6% maior do que no mês anterior em relação a três pontos: situação econômica brasileira, situação financeira da família e intenção de compra de imóvel.

As três questões foram apresentadas a 581 potenciais clientes que visitaram os estandes Lopes no mês de julho. De acordo com as respostas, a empresa avalia se o Índice de Confiança do Comprador de Imóvel (ICCI) para os próximos seis meses aumentou ou diminuiu em relação aos três pontos apresentados.

Segundo a pesquisa, entre junho e julho deste ano houve também um aumento de 12,4% na confiança dos clientes que buscam pagar até 250.000 reais pelo imóvel.

O estudo ainda mostrou que 56% dos entrevistados estão fazendo a compra do primeiro imóvel. E entre os clientes que estão prospectando imóveis de até 250.000 reais, a proporção aumenta para 81%.