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Crédito imobiliário

terça-feira, maio 14th, 2013

Valor Econômico - 14/05/2013

Os desembolsos de crédito imobiliário com recursos da poupança somaram R$ 7,89 bilhões em março, com alta de 15,9% ante igual período de 2012, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). A cifra inclui o crédito para aquisição de imóveis e para construção. Em unidades financiadas, houve uma queda de 6,3% na mesma comparação, para 38,1 mil imóveis. Em março, para aquisição de imóveis, foram desembolsados R$ 5,76 bilhões em crédito, com avanço de 32,3% ante igual período de 2012. Já no crédito para construção, destinado a pessoas jurídicas, foram concedidos R$ 2,14 bilhões, com queda de 12,8% na mesma comparação.

Elevação de teto de crédito imobiliário preocupa área econômica

sexta-feira, dezembro 14th, 2012

Edna Simão | De Brasília
Valor Econômico - 14/12/2012

A proposta estudada pelo governo federal de elevar de R$ 500 mil para R$ 750 mil o valor máximo dos imóveis que podem ser comprados com os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ainda esbarra em resistências da área econômica para sair do papel.

Enquanto alguns defendem o reajuste desse teto como mais uma medida de estímulo à economia, outros técnicos temem que a iniciativa estimule uma concentração ainda maior dos bancos privados em financiamentos imobiliários com valores mais próximo do limite de R$ 750 mil, em detrimento de transações de cifras menores.

Essa avaliação é sustentada pela tese de que os bancos privados preferem operar com crédito imobiliário de montantes mais altos por considerarem que o risco de inadimplência é menor do que empréstimos feitos à baixa renda, concentrados na carteira da Caixa Econômica Federal.

Além disso, outro estímulo para os bancos trabalharem com financiamentos de imóveis mais caros é o fato de que essas operações aceleram o cumprimento da exigência do Banco Central (BC) de aplicação de 65% dos depósitos feitos em caderneta de poupança em financiamentos imobiliários.

Mais uma preocupação levantada pela área econômica é o impacto nos preços dos imóveis. A avaliação é de que uma mudança pode contribuir para um aumento generalizado, o que se refletiria na inflação. A percepção é que a dificuldade de se financiar um imóvel seguindo as regras do FGTS existe apenas em grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Ou seja, não haveria necessidade de se elevar o teto para R$ 750 mil em todas as localidades do país.

Mas, por outro lado, as negociações serviram também para esclarecer alguns pontos. Por exemplo, parecer da Caixa estima que apenas 0,2% dos cotistas atuais se enquadrariam na faixa de renda compatível para aquisição de um imóvel desse valor. Ou seja, ao contrário do que se imaginava, não haveria uma sangria de recursos do fundo caso o teto seja ampliado.

O governo federal tem adotado uma série de medidas para estimular os investimentos necessários para garantir um crescimento econômico de pelo menos 4% no próximo ano. Entre as várias ações anunciadas após a divulgação do PIB decepcionante no terceiro trimestre - 0,6% ante trimestre anterior -, estão a desoneração da folha de pagamento para o setor de construção civil, assim como a criação de uma linha de crédito de R$ 2 bilhões destinada ao setor que reclamava de alto nível de endividamento.

Somente com a desoneração na folha, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse, à época do anúncio, que as empresas deixarão de pagar R$ 6,2 bilhões de contribuição previdenciária e, em troca, pagarão R$ 3,4 bilhões sobre o faturamento, segundo estimativas feitas para 2013. “São R$ 2,8 bilhões a menos que o setor pagará no ano. Poderá reduzir preços dos imóveis, aumentar produtividade e aumentar investimentos”, explicou Mantega ao anunciar a medida. O benefício substitui, para as construtoras e prestadoras de serviços, a contribuição de 20% por uma de 2% sobre o faturamento, recolhida ao INSS.

A desoneração atende a construção de edifícios, instalações elétricas, hidráulicas e outras instalações em construção, obras de acabamento, e outros serviços especializados - segmentos intensivos em mão de obra. Ou seja, não entra a chamada construção pesada (infraestrutura, incorporadoras).

O aumento para R$ 750 mil do teto do valor dos imóveis que podem ser comprados com os recursos do FGTS é uma reivindicação antiga dos empresários da construção. Esse número foi reajustado pela última vez em março de 2009.

Teto do crédito imobiliário poderá cair

quinta-feira, maio 10th, 2012

Por Edna Simão | De Brasília
Valor Econômico - 10/05/2012

O governo poderá alterar a legislação para baixar o limite de taxa de juros, que é de até 12% ao ano mais Taxa Referencial (TR), dos financiamentos imobiliários firmados no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Essa seria uma forma de “forçar” os bancos a repassarem aos clientes a redução do custo de captação de recursos a partir das mudanças feitas na remuneração das cadernetas de poupança.

A medida é uma das que vêm sendo estudadas como última opção do governo para pressionar o barateamento dos empréstimos bancários.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, primeiro fará alguns “ajustes” nas regras da portabilidade para permitir que os clientes dos bancos possam transferir suas dívidas de uma instituição para outra. Na avaliação da área econômica, essas mudanças devem proporcionar aumento da concorrência e, consequentemente, provocar uma diminuição dos custos de financiamento ao consumidor. Somente depois de analisar os resultados das alterações na portabilidade é que o governo tomará a decisão sobre a necessidade de se alterar o limite da taxa de juros nos financiamentos habitacionais.

Atualmente, a legislação brasileira prevê uma taxa máxima de juros de até 12% ao ano mais TR, para financiamentos do SFH. Uma resolução do Banco Central (BC), que trata do direcionamento dos depósitos na caderneta de poupança, estabelece que, no mínimo, 65% dos recursos devem ser aplicados em financiamento imobiliário, sendo que, no mínimo, 80% deste valor deve ser destinado para operações no âmbito do SFH com taxa de juros de até 12% ao ano mais TR, e 20%, no máximo, para empréstimos contratados a taxas de mercado.

Os bancos, no entanto, já praticam um percentual menor, algo em torno de 10%. Por isso, no entendimento do Ministério da Fazenda, o teto de juros fixado em lei poderia ser diminuído para um número inferior ao cobrado atualmente pelas instituições financeiras, caso haja resistência para repassar uma possível redução do custo do funding ao cliente.

Alguns técnicos de governo e de instituições financeiras já dizem que o repasse do barateamento dos recursos da caderneta de poupança, uma das principais fontes do crédito imobiliário, será limitada devido à falta de previsibilidade com relação ao comportamento da taxa básica de juros (Selic) ao longo dos contratos, que podem chegar a 30 anos.

Além disso, existe o temor dos bancos de que possa ocorrer um descasamento entre ativos e passivos - o custo do “funding” oscilaria conforme a Selic, enquanto a taxa cobrada do mutuário permaneceria fixa. O Ministério da Fazenda alega, no entanto, que “este risco de descasamento entre captações e aplicações nas contas de depósito de poupança (com o crédito imobiliário) já existe e não será alterado pela nova proposta”.

Para garantir queda nos juros dos financiamentos imobiliários, o governo aposta na portabilidade de crédito. Criada em 2006, a possibilidade de transferir um contrato de crédito para outro banco não emplacou nessas operações de financiamento imobiliário por conta do elevado “custo burocrático”.

Um dos problemas que a área econômica está tentando resolver diz respeito do registro das garantias em cartório dos empréstimos imobiliários. Hoje, quando um crédito imobiliário é refinanciado, o mutuário incorre em dois custos. Um para dar baixa da hipoteca ou alienação fiduciária do contrato antigo no cartório. Outro é fazer um novo registro de hipoteca ou alienação fiduciária do novo contrato. Segundo um técnico do governo, já há “medidas em curso para mitigar o problema”.

Outro impasse se refere aos impactos da portabilidade nas operações securitizadas (transformadas em valores mobiliários negociáveis), bem como do risco de agentes financeiros se especializarem em “portar” e não em originar créditos. Em média, um contrato de crédito imobiliário leva entre 2 a 3 anos de carregamento em carteira para que o banco originador recupere integralmente o custo do negócio.

Caixa anuncia que fará redução da taxa do crédito imobiliário

terça-feira, abril 24th, 2012

FOLHA DE SÃO PAULO

A Caixa Econômica Federal informou nesta terça-feira que irá anunciar redução da taxa de juros do crédito imobiliário amanhã.

O detalhamento será feito durante coletiva de imprensa sobre o 8º Feirão Caixa da Casa Própria.

Bancos dão informações erradas após corte de taxa de juros

O banco é o primeiro a oficializar que irá alterar as taxas do crédito imobiliário. Até o momento, as instituições fizeram mudanças em outras linhas destinadas a pessoa física e jurídica, como crédito pessoal, cheque especial, financiamento de veículos e rotativo do cartão de crédito.

A Caixa não informou se as mudanças serão válidas apenas para novos financiamentos ou se também serão estendidas àqueles em andamento. No entanto, as reduções das taxas de empréstimos feitas até agora foram válidas apenas novos contratos.

Na sexta-feira, o banco público reduziu a taxa de administração dos fundos de investimentos e diminuiu o valor da aplicação inical. No mesmo dia, informou que faria uma nova rodada de corte dos juros –que já tinha sido feita no início do mês. A justificativa foi a queda na Selic, a taxa básica de juros.

Na quarta-feira, o Banco Central anunciou a redução de 9,75% para 9% dos juros do governo, piso das taxas, o menor patamar em dois anos.

O Banco do Brasil também fez dois cortes nas taxas de juros: um no início do mês e outro na semana passada.

QUEDAS

O BB foi o primeiro banco a anunciar queda nas taxas de juros, em 4 de abril, com o lançamento do programa BomPraTodos. No dia seguinte (5 de abril) foi a vez da Caixa Econômica Federal.

O HSBC foi o primeiro banco privado a anunciar queda nas taxas, no dia 12. O Santander reduziu os juros para micro e pequenas empresas na última terça-feira. Na quarta-feira (18), Bradesco e Itaú, os maiores bancos privados do país, também anunciaram medidas semelhantes. No mesmo dia, o Santander também reduziu as cobranças para pessoas físicas.

A Caixa também lançou um programa de renegociação de dívidas. O banco ainda anunciou hoje que irá aumentar o horário de atendimento ao público entre os dias 23 de abril e 11 de maio para atender a demanda do programa de redução de juros.

ESTÍMULO A ECONOMIA

O movimento de redução das taxas nos bancos públicos atende ao chamado da presidente Dilma Rousseff, que tem o assunto como uma de suas prioridades. A iniciativa é uma forma de acirrar a concorrência com os bancos privados, que também anunciaram cortes após o BB e a Caixa, e estimular a economia para garantir um crescimento próximo a 4% neste ano.

Crédito imobiliário para alta renda tem desconto em taxa

quarta-feira, março 21st, 2012

Aline Lima | De São Paulo
Valor Econômico - 21/03/2012

A disputa entre os bancos privados para oferecer crédito imobiliário à clientela de alta renda promete esquentar neste ano, em que o financiamento à construção tende ao arrefecimento. E o sinal mais claro desse ambiente concorrencial está na flexibilidade mostrada pelas instituições financeiras nas negociações de taxas de juro com o comprador do imóvel.

No Bradesco, por exemplo, embora a taxa de juro para imóveis com valor superior a R$ 500 mil seja de 11,5% ao ano - mais Taxa Referencial (TR) -, o custo do financiamento pode cair a 10,5% ao ano nas negociações entre cliente e banco.

No caso das operações realizadas no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), para imóveis avaliados entre R$ 171 mil e R$ 500 mil, é também comum que o financiamento saia com desconto. “A média tem sido de 10% ao ano [mais TR] por conta da concorrência”, afirma Claudio Borges, diretor de crédito imobiliário do banco. “O cliente está pesquisando todo o custo, do juro ao seguro, e sabe que meio ponto percentual faz enorme diferença, pelo prazo da operação.” O custo efetivo de um financiamento imobiliário, segundo Borges, é de 8,5% ao ano.

No Itaú Unibanco, o simulador do financiamento imobiliário usado pelos clientes na internet aplica uma taxa de 11%. No entanto, o juro médio que tem sido praticado está em 10% ao ano (mais TR), segundo o banco. Grande parte dos imóveis lá financiados giram em torno de R$ 600 mil - sendo o valor médio do financiamento de R$ 240 mil. No HSBC, o juro varia de 9,5% a 11% ao ano mais TR, a depender do perfil do cliente. “O foco é usar o financiamento imobiliário como produto de relacionamento e trazer esse cliente para a base”, afirma Antonio Barbosa, diretor de crédito imobiliário do HSBC.

Nessa briga entre os bancos privados, sobra até para a Caixa Econômica Federal, que durante anos foi o único agente de financiamento habitacional do país - e não à toa, detém 73,9% de participação de mercado. Os concorrentes argumentam que, como banco público, a Caixa deveria estar focada onde há déficit habitacional, e não em oferecer financiamento a 9% ao ano para o público de alta renda.

“Isso é intriga da oposição”, rebate Marcio Percival, vice-presidente de finanças da Caixa. “Quando o PanAmericano [no qual a Caixa detém 36,56% do capital total] começar a trabalhar com financiamento imobiliário, aí sim nossos concorrentes vão sentir a competição”, acrescenta. Pessoas com renda mensal superior a dez salários mínimos responderam por 23% dos financiamentos concedidos pela Caixa em 2011.

Como a disposição para dar desconto é geral, os bancos privados lançam mão de outros “benefícios” para conquistar quem está em busca de um financiamento imobiliário. “Oferecemos, por exemplo, cheque especial com taxa competitiva”, conta Borges, do Bradesco. Segundo o executivo, o tomador de crédito imobiliário é um cliente fiel, que consome de seis a oito produtos bancários.

O Santander “oficializou” os estímulos com o lançamento, em novembro do ano passado, do pacote “serviços imobiliários Van Gogh”. Trata-se de uma conta corrente que oferece isenção da tarifa de serviços administrativos na contratação de crédito imobiliário, condições especiais para aplicações em CDB e taxas reduzidas para plano de previdência privada, possibilidade de pagamento das parcelas do imóvel na planta com o cartão de crédito e até descontos em lojas de móveis e decoração na linha de financiamento ao consumo. O segmento de alta renda do Santander representa 85% da carteira de crédito imobiliário.

Até mesmo clientes “private”, com no mínimo R$ 1 milhão depositado em banco, têm mostrado interesse pelo financiamento imobiliário. “Quando esse cliente resolve dar um apartamento de presente para a filha, hoje, pensa duas vezes antes de abrir mão de liquidez e sacar o dinheiro”, explica José Roberto Machado, diretor executivo de negócios imobiliários do Santander. No banco espanhol, 3,5% do volume de concessões feitas em 2011 foi para o público de altíssima renda.

De olho nesse filão, a equipe de Machado valeu-se de um expediente no mínimo inusitado para atrair novos clientes: enviou correspondência a diretores de bancos concorrentes, no fim do ano passado, para apresentar as vantagens do financiamento imobiliário do Santander. A lei do colarinho branco proíbe que esses altos funcionários tomem empréstimos na instituição em que trabalham.

A competição ainda está longe de um vale-tudo. Os bancos evitam divulgar (e estimular), por exemplo, a possibilidade de se transferir o financiamento imobiliário de uma instituição para outra - a chamada portabilidade -, para que eles mesmos não sofram os efeitos colaterais da prática. A briga para conquistar o cliente se dá em um estágio anterior, na hora de fechar a concessão do crédito.

No caso dos lançamentos empreendimentos imobiliários, a abordagem da equipe comercial dos bancos é feita durante a fase de obra. O Bradesco financiou, em 2011, a construção de cerca de 75 mil unidades, base que neste ano será usada para prospectar novos clientes pessoas físicas. De acordo com Borges, o banco consegue financiar de 50% a 55% dos compradores de uma obra. Desse total, de 25% a 30% já são correntistas do Bradesco. O desafio está em, justamente, atingir aquele que é correntista de outro banco.

O jogo de rouba monte, no caso dos imóveis usados, envolve uma extensa malha de consultores contratados pelos bancos para atuar nas imobiliárias, junto a corretores. O HSBC tem acordo de exclusividade com a Brasil Brokers, fechado no fim de 2010 e válido por cinco anos. O Itaú criou a financeira CrediPronto! com a corretora Lopes ainda em dezembro de 2007.

Diferentemente do Bradesco e do Santander, nos quais os imóveis novos representam metade dos financiamentos concedidos, no Itaú, os usados respondem por 70% da oferta de crédito e, no HSBC, essa fatia chega a 80%.

O Santander pretende reforçar, neste ano, sua força comercial que atende nas corretoras imobiliárias, das atuais 120 pessoas para 200. Borges, do Bradesco, reconhece que é preciso melhorar a performance nessa frente.

Aos analistas do BTG Pactual, Luiz Antonio França, diretor de crédito imobiliário do Itaú, informou que 37% do crédito a pessoas físicas é originado nas agências do banco; 22% vêm da sociedade com a Lopes na CrediPronto! e da parceria com a corretora Coelho da Fonseca; 26% advêm de parcerias com outras corretoras pelo Brasil; e 15% via repasses de obras financiadas pelo banco. No HSBC, a expectativa é que a parceria com a Brasil Brokers renda, neste ano, R$ 500 milhões em concessões

Mais de 10% dos mutuários quitam antecipadamente financiamento imobiliário

sexta-feira, janeiro 27th, 2012

Kelly Oliveira
Exame.com

O aumento da renda tem levado clientes bancários a quitar antecipadamente o financiamento da casa própria. Na Caixa Econômica Federal, que detém cerca de 75% de participação no crédito imobiliário do país, cerca de 12% dos clientes quitam antecipadamente a dívida no terceiro ano da contração do financiamento. Esse percentual chega a 25% no quinto ano, segundo estimativa do banco.

De acordo com os dados da Caixa, já no primeiro ano de financiamento (com contratos feitos em 2011), 15,387 mil clientes (2,06% do total) optaram por quitar o empréstimo antes do prazo. No caso daqueles que contrataram o crédito em 2010, no total de 645,172 mil famílias, 5,21% (33,618 mil) pagaram antecipadamente a dívida. Com três anos de contrato (feito em 2009), o percentual daqueles que quitam o empréstimo antecipadamente subiu para 11,73% (56,680 mil).

Em todo o ano passado, a Caixa liberou R$ 60,527 bilhões em crédito imobiliário e já voltaram para o banco R$ 451,302 milhões (0,75%). No caso dos contratos de 2010, foram emprestados R$ 48,342 bilhões, sendo que R$ 1,851 bilhão (3,83%) foram pagos antecipadamente. Em 2009, foram R$ 31,399 bilhões de empréstimos, com R$ 3,193 bilhões (10,17%) em pagamentos antecipados.

Na média, o prazo dos financiamentos imobiliários com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é 30 anos. No caso dos financiamentos para clientes com renda mais alta, com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos, os contratos tem prazo médio de 20 anos.

Na avaliação do superintendente nacional de Manutenção e Recuperação de Ativos da Caixa, José Luiz Trevisan, alguns clientes que conseguem melhorar a renda optam por quitar o empréstimo. Em algumas situações, segundo ele, os mutuários quitam o empréstimo e optam por comprar outra casa que atenda melhor às necessidades da família.

Trevisan destaca ainda que o crédito é visto como uma forma de antecipar o desejo de ter a casa própria. “Antes de buscar recursos próprios, o cliente foi à Caixa e antecipou o desejo. Como mostram os números, 11,7% só teriam a possibilidade de comprar a casa própria depois de três anos”, destacou.

Uma das possibilidades para quitar antecipamente o financiamento imobiliário, além de poupar dinheiro, é usar o saldo do FGTS. Para o cliente, a vantagem do pagamento antecipado do crédito é o desconto dos juros do financiamento. Quanto o cliente opta por quitar o financiamento, o saldo devedor é atualizado para o momento do pagamento, com abatimento dos juros futuros.

O saldo da carteira de crédito imobiliário para pessoas físicas da Caixa chegou a R$ 141 bilhões em 2011. Para o primeiro semestre deste ano, o banco espera liberar R$ 13,5 bilhões em financiamento imobiliário.

Crédito imobiliário pode crescer até 40% em 2012, diz Abecip

segunda-feira, dezembro 12th, 2011

Para o presidente da associação, bons níveis de emprego e renda continuarão a sustentar a expansão

Circe Bonatelli, da Agência Estado

SÃO PAULO - O presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Luiz França, estimou nesta quarta-feira, 7, que o crédito no setor deve crescer de 30% a 40% em 2012. Apesar de projetar uma desaceleração da economia do País, com alta menor do Produto Interno Bruto (PIB) do País no ano que vem - na faixa de 3% - França avaliou que os bons níveis de emprego e renda continuarão a sustentar a expansão do crédito.

França também projetou que o crédito deve passar de quase 5% do PIB em 2011 para 11% até 2014. Ele ponderou, no entanto, que a expansão do crédito imobiliário vai depender de captações no mercado financeiro.

“A caderneta de poupança cresce cerca de 15% ao ano e, nos próximos anos, não será suficiente para abastecer os financiamentos. Chegará um momento em que o crédito terá que ser obtido por meio do mercado financeiro, o que é comum nos outros países do mundo”, disse.

Santander lança seguro opcional para crédito imobiliário

quarta-feira, setembro 21st, 2011

O seguro cobre até R$ 3 mil do valor da parcela do crédito imobiliário

Agência Estado
São Paulo - O Santander está lançando um seguro de contratação opcional para financiamento imobiliário. O “Parcela Protegida” cobre até R$ 3 mil do valor da parcela do crédito imobiliário, no caso de desemprego involuntário e incapacidade física temporária. O produto é válido para todo o período do financiamento.
O produto pode ser adquirido no momento da contratação de qualquer plano de financiamento imobiliário do banco ou da linha Santander Crédito com Garantia do Imóvel. O cliente tem a opção de contratar o seguro para cobrir 3, 6 ou 8 parcelas mensais do seu crédito imobiliário. Para os casos de clientes que usarem o mecanismo de composição de renda, a cobertura é válida para os dois titulares do contrato.

O custo do “Parcela Protegida” é aplicado sobre a parcela mensal do financiamento e é calculado levando em conta a alíquota de cada cobertura. No caso de um crédito com parcelas mensais fixas de R$ 1.700,00, a cobertura de 3 meses custa R$ 34,48; de 6 meses, R$ 64,21; e de 8 meses, R$ 91,05. Os valores são válidos durante toda a vigência do contrato, sem reajuste. No caso de financiamento com parcelas reajustáveis (decrescentes), o valor do seguro acompanha a diminuição das prestações da casa própria.

A carência é de 90 dias, contada a partir da data de início de vigência do seguro, e 12 meses entre um sinistro e outro (contados a partir da data do pagamento pela seguradora da última parcela do sinistro anterior).

JOVENS PUXAM CRÉDITO IMOBILIÁRIO

sexta-feira, agosto 26th, 2011

JOVENS SÃO MAIORIA NO CRÉDITO IMOBILIÁRIO 

Cristiano Romero

Valor Econômico - 26/08/2011

 

Os jovens já são os maiores tomadores de crédito imobiliário no Brasil. Na Caixa Econômica Federal, responsável por mais de 75% dos empréstimos para a compra da casa própria, os clientes com até 35 anos representaram 52% do público tomador dos financiamentos concedidos de janeiro a julho. É um valor dez pontos percentuais maior do que aquele registrado em igual período de 2010.

 

Em entrevista ao Valor, o vice-presidente de governo da instituição, José Urbano Duarte, afirmou que tem aumentado, entre os tomadores de crédito habitacional, a proporção do público jovem. O valor médio das operações, porém, continua o mesmo, de R$ 69,6 mil. “Isso é muito bom e ajuda a explicar o crescimento do crédito neste ano acima do que prevíamos inicialmente”, disse Duarte.

 

 

Apesar da crise e do desaquecimento da economia, a Caixa reviu para cima a projeção de financiamento habitacional em 2011. No início do ano, previa crescer 6,6%, totalizando R$ 81 bilhões em desembolsos. Agora, a expectativa é chegar a R$ 90 bilhões, com alta de 18,75% em relação a 2010.

 

De janeiro a julho, a Caixa concedeu R$ 45 bilhões em novas operações de crédito imobiliário. O ritmo de novos pedidos de empréstimo tem sido intenso. Em média, a instituição tem emprestado R$ 7,5 bilhões por mês, 50% a mais do que fazia, no período de 12 meses, há oito anos.

 

As razões para o continuado boom do setor - que os dirigentes da Caixa rejeitam considerar uma bolha imobiliária - são: a ampliação dos prazos de financiamento, a redução dos juros, a ascensão social ocorrida no país nos últimos anos, e o programa Minha Casa, Minha Vida, que subsidia a compra para a população de baixa renda.

 

Apesar do forte crescimento ocorrido nos últimos anos, o crédito imobiliário no Brasil ainda representa uma parcela modesta do Produto Interno Bruto (PIB) - 4,1%, na estimativa para 2011 (há 10 anos, era apenas 2,3% do PIB). O país perde nesse quesito inclusive para nações latino-americanas, como o Chile, onde o crédito habitacional, em 2008, já equivalia a 18,5% do PIB, e o México (11,2% do PIB, em 2009). O primeiro lugar no ranking mundial é a Holanda, com 105,6% do PIB. “O Chile tem o mercado de crédito imobiliário mais dinâmico da América Latina. É todo baseado em securitização, 100% mercado, nada é direcionado, taxas de juros baixíssimas e um mercado secundário super dinâmico”, compara o diretor de habitação da Caixa, Teotônio Costa Rezende. No Brasil, grande parte do crédito ainda é direcionado. No caso da Caixa, apenas 40% do crédito imobiliário é comercial.

 

Para continuar crescendo no segmento de crédito imobiliário, a Caixa está ampliando o uso de correspondentes bancários. Pioneiro no uso dos correspondentes para atividades bancárias em geral, o banco tem mais de 16 mil em todo o país, mas apenas 200, presentes em 151 municípios, estão atuando no modelo de integração voltado para o crédito imobiliário.

 

Por esse modelo, o correspondente alimenta o sistema com informações do cliente potencial e as envia, pela internet, para a Caixa, que trata esses dados e revela ao correspondente quanto aquele cliente pode tomar de crédito. O pedido do empréstimo é, então remetido, por meio digital ou físico, a uma central da Caixa. A decisão de conceder o recurso, no entanto, é da instituição. “A Caixa não delega a concessão do crédito para o correspondente”, explicou Duarte.

 

“Na análise da qualidade do crédito, a avaliação do imóvel, a análise da capacidade de pagamento do tomador e a análise de risco de crédito, pontos que foram totalmente delegados no mercado americano e que foram a base da crise do crédito “subprime”, são 100% indelegáveis na Caixa”, observou o diretor de Habitação.

 

Os dirigentes da Caixa atribuem a esses cuidados a baixa inadimplência de sua carteira imobiliária - 1,72%, face à média de 2,2% do mercado. Quando são excluídos da conta os chamados “créditos sociais”, isto é, aqueles originados a partir de recursos do FGTS e de outros programas subsidiados, a taxa de inadimplência da Caixa cai abaixo de 1%.

 

Crédito imobiliário cresce 55% no 1º semestre e bate recorde

quarta-feira, agosto 3rd, 2011

Volume financeiro somou R$ 37 milhões e foram financiadas 136,5 mil unidades

Fabiana Holtz, da Agência Estado

SÃO PAULO - O volume de financiamentos imobiliários com recursos da poupança cresceu 55% no primeiro semestre do ano para R$ 37 bilhões, novo recorde, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Em relação ao segundo semestre do ano passado, a variação foi de 14%.



Evelson de Freitas/ AE
Evelson de Freitas/ AE
Em junho, foram R$ 7,78 bilhões em operações de financiamento

O número de unidades financiadas no primeiro semestre soma 236,5 mil, uma alta de 26% ante o mesmo período do ano passado.

Apenas em junho, as operações de financiamento somaram R$ 7,78 bilhões, com acréscimo de 48% em relação a um ano antes, com 46,5 mil imóveis financiados.

Em junho, as cadernetas de poupança registraram uma captação líquida de R$ 1,2 bilhão, após dois meses consecutivos de resgates em termos líquidos. Foi o melhor resultado do ano para aplicação, num cenário de forte competição entre ativos financeiros, derivados de aumentos na taxa Selic, de acordo com a entidade.

Os saldos das cadernetas de poupança aumentaram R$ 3 bilhões entre maio e junho, atingindo R$ 309,9 bilhões, indicando acréscimo de 15% em termos nominais em relação ao saldo de junho de 2010.