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Indústria da construção civil completa um ano sem expansão

quarta-feira, abril 24th, 2013

CNI
No mês passado, informou a CNI, o nível de atividade do setor caiu pelo quinto mês consecutivo

Indústria: a margem de lucro – nesse caso, o levantamento é trimestral – foi considerada insatisfatória, com 44,7 pontos ante os 47 pontos do primeiro trimestre de 2012.

Brasília - A indústria da construção civil completou, em março, um ano sem registrar crescimento, informou hoje (24) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). No mês passado, informou a confederação, o nível de atividade do setor caiu pelo quinto mês consecutivo, com o indicador alcançando 48,9 pontos, influenciado pelas pequenas e médias empresas. Os dados fazem parte da Sondagem Indústria da Construção. Os indicadores da CNI variam de 0 a 100 e valores abaixo de 50 indicam queda da atividade ou atividade abaixo da usual.

A sondagem destaca que o desaquecimento da indústria da construção fica claro no indicador de atividade em relação ao usual, que em março foi o menor da série e atingiu 45,2 pontos, abaixo dos 50 pontos. Já o indicador que mede a capacidade de operação das empresas do setor ficou estável em 70%, mesmo nível de março do ano passado. Mas a CNI constatou que o número de empregados vem mostrando redução desde novembro de 2012. No mês passado, o indicador atingiu 48 pontos ante aos 51,7 registrados em março de 2012.

A margem de lucro – nesse caso, o levantamento é trimestral – foi considerada insatisfatória, com 44,7 pontos ante os 47 pontos do primeiro trimestre de 2012. O preço das matérias-primas, cujo indicador também é feito a cada três meses, assinalou 62,7 pontos ante aos 60,2 pontos do intervalo de outubro e dezembro de 2012.

Segundo a sondagem, a elevada carga tributária é um dos principais problemas, e foi apontada por 50,8% dos empresários, além da falta de trabalhador qualificado, assinalada por 42,5%, e do alto custo da mão de obra, com 34,5%. Por outro lado, existe otimismo no setor, embora os indicadores sejam inferiores aos de abril do ano passado. Neste mês, informou a CNI, o indicador das perspectivas para nível de atividade registrou 58,7 pontos, ante 60,3 pontos em abril de 2012. Em relação a novos empreendimentos e serviços, o indicador ficou em 59,2 pontos, menos do que os 60,5 pontos de abril do ano passado.

A Sondagem Indústria da Construção foi feita entre os dias 1º e 11 de abril com 424 empresas de todo o país, das quais 136 são de pequeno porte, 195 médias e 93 de grande porte.

Construção civil não deve acelerar crescimento em 2013

quarta-feira, novembro 28th, 2012

Resultado se distancia ainda mais do crescimento robusto visto há dois anos e confirmando a nova realidade do mercado imobiliário

REUTERS
Rogério Montenegro

Segundo projeções do SindusCon, PIB do setor deve crescer entre 3,5 e 4 por cento em 2013

São Paulo - O ritmo de crescimento do setor de construção civil no Brasil deve manter em 2013 o mesmo ritmo registrado neste ano, se distanciando ainda mais do crescimento robusto visto há dois anos e confirmando a nova realidade do mercado imobiliário.

O Produto Interno Bruto (PIB) do setor deve crescer entre 3,5 e 4 por cento em 2013, projetou nesta quarta-feira o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo (SindusCon-SP), que estima alta de 4 por cento para o fechado deste ano.

A entidade previa crescimento de 5,2 por cento para 2012, mas, ao longo do ano, fatores como redução de investimentos pelas empresas, menores investimentos públicos em infraestrutura e morosidade na concessão de licenciamentos imobiliários levaram a uma redução da expectativa.

Assim, o setor caminha para fechar 2012 com desempenho inferior ao do ano passado, quando houve avanço de 4,8 por cento. Em 2010, ano de forte aceleração do setor, o crescimento foi de 15,2 por cento.

“Vemos à frente um cenário de estabilização da construção civil, uma normalização do nível da atividade e do número de empregados”, afirmou a jornalistas o vice-presidente de economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan.

Construção civil cresceu 23,3% entre 2009 e 2010, aponta IBGE

sexta-feira, junho 15th, 2012

Folha.com
PEDRO SOARES DO RIO

Impulsionado pelo avanço do crédito imobiliário e dos empréstimos do BNDES a grandes obras de infraestrutura, o setor de construção civil obteve bons resultados em 2010, quando o valor das obras e serviços cresceram 23,3% em termos reais.

As informações são da Pesquisa Anual da Indústria da Construção, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE com os últimos dados disponíveis para o setor.

Segundo o levantamento, o país tinha 79,4 mil empresas na área de construção, número 24,6% superior ao registrado em 2009 (52,9 mil). Essas firmas geraram obras e serviços no valor de R$ 250 bilhões em 2010 –42,8% dos quais haviam sido encomendadas pelo setor público, principal “cliente” das construtoras.

As empresas do setor empregavam 2,479 milhões de pessoas em 2010, quase 500 mil pessoas a mais que os 2,044 milhões de 2009.

O rendimento dos trabalhadores também cresceu: 8,7% na comparação com 2009. Pelos dados do IBGE, o salário médio mensal dos empregados em construção civil foi de R$ 1.300 em 2010.

De acordo com o IBGE, o setor de construção sofreu impacto positivo de um “conjunto de fatores”, que inclui a maior oferta de crédito imobiliário e do BNDES, além de crescimento de emprego e renda.

Preço dos imóveis está 19% mais caro

segunda-feira, junho 11th, 2012

BAND.COM.BR

A expansão do setor vai na contramão de dezenas de outros países, como Portugal e Espanha, afetados pela crise financeira internacional

Em maio os imóveis brasileiros tiveram a menor alta mensal de toda a série histórica (0,9%)Divulgação/ Arquivo
Do Metro SPnoticias@band.com.br

Mesmo com a economia mostrando sinais de desaceleração no início do ano, a grande oferta de crédito fez o Brasil ficar entre os países com as taxas mais elevadas de valorização dos imóveis em todo o mundo.

Um levantamento da Global Property Guide, consultoria que orienta investidores, mostra que o país só ficou atrás da Índia no quesito preço de casas e apartamentos.

A pesquisa comparou dados do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado e considerou os mercados de 36 nações. O Brasil e a Índia foram os únicos onde a valorização de preços superou a casa dos dois dígitos (18,70% por aqui e 24,41% para os imóveis indianos).

A expansão do setor vai na contramão de dezenas de outros países, como Portugal e Espanha, afetados pela crise financeira internacional. E a tendência é de manutenção do crescimento.

O relatório da Global Property Guide mostra que a valorização dos imóveis também ocorreu na comparação entre o primeiro trimeste deste ano e o último de 2011 (2,57%). Outros levantamentos, no entanto, começam a mostrar uma desaceleração.

Segundo o índice FipeZap, em maio, os imóveis brasileiros tiveram a menor alta mensal de toda a série histórica (0,9%). O índice começou a ser calculado em seis cidades e no Distrito Federal em 2010. Por conta disso, analistas mais pessimistas temem que o Brasil sofra as consequências do estouro de uma “bolha imobiliária”.

Para o professor Samy Dana, da Escola de Economia da FVG (Fundação Getúlio Vargas) isso deve ocorrer até a Copa do Mundo, em 2014. “Muitas pessoas têm comprado imóveis esperando que eles valorizem até lá. Mas eu não creio que seja um bom investimento”, opina.

O especialista aconselha pequenos investidores a avaliarem outras alternativas de aplicação, como os títulos do tesouro direto. Para quem planeja comprar a casa própria, o melhor é economizar e fazer as contas. O financiamento pode ser uma boa opção, mas, em muitos casos, outros investimentos geram juros capazes de cobrir o aluguel.

Construção civil cresce menos e otimismo dos empresários diminui

sexta-feira, maio 25th, 2012

Thiago Resende | De São Paulo
Valor Econômico - 25/05/2012

O indicador de atividade da construção civil cresceu em ritmo mais fraco e registrou 50,6 pontos em abril, número ainda positivo, mas abaixo do crescimento registrado em março, quando apontou 51,6 pontos. A informação é da Sondagem da Indústria da Construção, feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O indicador varia de zero a cem pontos, sendo que valores acima de 50 pontos representam aumento de atividade. Embora o número indique expansão, para a CNI, houve desaceleração no crescimento em abril sobre março.

O indicador de nível de atividade em relação ao usual, que mede a produção na comparação com o normal para o mês, ficou em 49,9 pontos, levemente abaixo da linha divisória dos 50 pontos. Em março, esse índice foi de 48,5 pontos.

O setor operou, em média, com 72% da capacidade de operação, um avanço de 2 pontos percentuais na comparação com março, quando a Utilização da Capacidade de Operação (UCO) foi de 70%. Segundo a CNI, esse crescimento foi registrado, tanto nas pequenas como nas grandes empresas da construção civil.

O indicador do número de empregados no setor ficou em 51 pontos em abril, abaixo de março, quando foi de 51,7 pontos.

O otimismo dos empresários da construção civil em relação ao aumento da atividade caiu de 60,3 pontos para 58,7 pontos entre abril e maio. O indicador também é medido em uma escala de zero a cem pontos, como o de atividade, e valores acima de 50 representam expectativa positiva no setor para os próximos seis meses.

Segundo a CNI, esse foi o terceiro mês consecutivo em que houve queda na expectativa de crescimento da produção no setor de construção civil. A última vez que o índice de otimismo aumentou foi em fevereiro, quando alcançou 62,2 pontos, ante 58,6 pontos em janeiro.

A Sondagem da Indústria de Construção Civil também mostrou que houve retração na expectativa de compra de insumos e matéria-prima para os próximos seis meses. Esse indicador caiu de 58,8 pontos em abril para 58,6 pontos em maio.

A maior queda foi registrada entre as grandes empresas do setor. O índice de expectativa de compra de insumos das companhias desse porte caiu de 59,8 pontos para 58,9 pontos no mesmo período.

Shoppings devem crescer 19% no Brasil em 2012

quinta-feira, maio 24th, 2012

Segundo projeção do Ibope Inteligência, setor será responsável por movimentar R$ 119 bilhões até o fim do ano
Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing

Somente a região Sudeste abrigará 54% dos novos empreendimentos

Rio de Janeiro - As vendas em shopping centers no Brasil devem atingir R$ 119 bilhões até o fim de 2012, segundo estimativa do Ibope Inteligência. O valor representaria um crescimento de 19,4%, comparado ao ano anterior.

A expansão acompanha o aumento no número de centros comerciais no país. Somente neste ano, o Brasil deve ganhar 1,4 milhão de metros quadrados de Área Bruta Comercial (ABC), chegando a 11,6 milhões.

Entre as regiões, o Sudeste, que abriga 53%, receberá 54% dos novos empreendimentos. O estado de São Paulo é o que terá mais inaugurações: 15 no total.

O destaque, no entanto, fica para a região Norte, que ganhará cinco novos shoppings, um número que representa um avanço de 33% em relação à base instalada atualmente na região.

A maioria dos centros comerciais está concentrada em 70 cidades com mais de 300 mil habitantes que, juntas, representam 1,2% dos municípios brasileiros e acumulam 76% dos empreendimentos em operação no Brasil.

Outras 28 unidades, entretanto, serão inaugurados em regiões que passarão a contar com seu primeiro shopping e 36% estão previstos para cidades com menos de 300 mil habitantes.

FMI destaca o crescimento continuo do crédito no Brasil

quarta-feira, abril 18th, 2012

Em relatório divulgado nesta quarta-feira, Fundo Monetário Internacional aponta importância do papel do BNDES

Luciana Antonello Xavier, correspondente
O Estado de São Paulo

NOVA YORK - O rápido crescimento do crédito no Brasil nos últimos anos, especialmente o papel do BNDES, é colocado em destaque pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) no Relatório de Estabilidade Financeira Global, divulgado nesta quarta-feira. Segundo o FMI, o País experimentou um crescimento anual do crédito de cerca de 20% entre 2008 e 2011 e esse rápido crescimento tem sido liderado pelo BNDES, cuja atuação ajudou a limitar o impacto do colapso do Lehman Brothers na economia brasileira ao longo de 2009.

“Mas a contínua expansão dos balanços patrimoniais dos bancos públicos e privados já tem provocado aumento nas taxas de empréstimos inadimplentes, particularmente no segmento de pessoas físicas”, observa o relatório. “Nessas circunstâncias, o espaço para o uso do canal de crédito para conter choques negativos pode se mostrar limitado”, alerta o FMI.

Países emergentes

O relatório também destacou que o fluxo de entrada de capital retornou fortemente aos mercados emergentes uma vez que os temores em relação aos riscos vindos da Europa diminuíram, mas mostrou dúvida sobre se esse movimento deve continuar por muito tempo. “A volatilidade no fluxo de capitais para os emergentes aumentou, mas a direção é altamente incerta”, diz o FMI.

Para o órgão, os emergentes devem estar preparados para uma saída repentina de capital caso o cenário global se torne novamente mais adverso e cresça de novo a aversão ao risco. As autoridades também devem estar prontas para usar o espaço de políticas existentes para amortecer choques externos negativos. “O desafio chave será controlar potenciais contágios da zona do euro na Europa emergente e em outras economias mais expostas”, diz o relatório.

O relatório lembra que o otimismo renovado mais recente tem estimulado um rali no mercado de ações especialmente no Brasil, Índia e Turquia e que como resposta ao pesado fluxo de capital, autoridades têm adotado o uso apropriado de políticas macroeconômicas. “O uso cauteloso de medidas para fluxo de capital pode ter uma papel de apoio”, diz.

Cenário global

O cenário financeiro global está melhor agora do que no ano passado, segundo o FMI, mas os relatórios divulgados nesta semana alertam que os perigos seguem no caminho. “Os riscos à estabilidade financeira global permanecem elevados”, diz o FMI.

Para o fundo, a recuperação duradoura da confiança dos mercados “levará tempo”. O órgão ressalta que financiar a dívida pública ainda pode se mostrar um desafio para alguns países na zona do euro. O FMI diz que as autoridades souberam agir para estabilizar os mercados soberanos, mas que agora precisam aproveitar para implementar políticas que garantam estabilidade mais duradoura. E esse é um recado não somente para a zona do euro.

“Os altos déficits dos Estados Unidos e do Japão impõem riscos elevados à estabilidade financeira”, diz o documento. “Houve pouco progresso até agora em colocar em prática estratégias para tratar do problema, em contraste com o que está ocorrendo na Europa”. Segundo o FMI, esses dois países precisam adotar planos críveis de vários anos para reduzir seus déficits.

Venda de imóveis novos cresce 28,7% em janeiro, diz pesquisa da Secovi-SP

sexta-feira, março 30th, 2012

Alta se deu em relação ao mesmo mês do ano passado; segmento de 2 dormitórios continua liderando as vendas
Agência Estado

SÃO PAULO - A venda de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo apresentou um crescimento de 28,7% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2011. Foram comercializados 1.068 unidades no mês, contra 830 em janeiro do ano passado, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 28, na Pesquisa do Mercado Imobiliário do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). O segmento de 2 dormitórios continua liderando as vendas, com 43,7% das unidades (467) no mês, seguido pelo de 3 dormitórios, com 38,9% (415 unidades).

A capital paulista contou com 674 unidades residenciais em lançamento no primeiro mês do ano, o que representa um aumento de 12,1% sobre janeiro de 2011. Dos lançamentos, 62% eram de 2 dormitórios (418 unidades), conforme dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) citados na pesquisa do Secovi-SP.

Em valores houve uma alta de 17,2%, para R$ 504 milhões em janeiro de 2012 ante R$ 430,1 milhões em igual período de 2011. Se atualizado o valor de janeiro do ano passado pelo Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), da Fundação Getúlio Vargas), a alta na mesma comparação fica em 9,5%.

Em tamanho de imóvel, os mais vendidos são entre 46 e 65 metros quadrados de área útil, que respondem por 44,1% das unidades comercializadas em janeiro; os entre 66 e 85 m² perfazem 27,2% das vendas na cidade de São Paulo.

O Secovi-SP explica, em nota, que não é recomendável a comparação dos resultados de janeiro com os de dezembro devido ao efeito da sazonalidade. “O efeito sazonal nos resultados de janeiro, assim como em fevereiro, prejudica qualquer análise sobre os dados do mercado imobiliário. De qualquer forma, o ano deve superar os resultados de 2011, que foi bom, mas abaixo das expectativas em relação aos excepcionais registrados nos anos anteriores”, diz o Secovi-SP em comunicado. O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, observa que as perspectivas de maior crescimento se concentram a partir do segundo semestre.

Mercado de imóveis deve crescer no ritmo do PIB

quinta-feira, março 29th, 2012

Agência Estado

O crescimento do mercado imobiliário deve, a partir deste ano, ser bem próximo à expansão da economia. Para o presidente do Sindicato de Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Cláudio Bernardes, em 2012 o volume de vendas será entre 3,5% e 4% maior que o registrado em 2011. “E essa é uma tendência. Cada vez mais a variação do mercado ficará próxima do desempenho do PIB (Produto Interno Bruto)”, disse Bernardes, que participou ontem da cerimônia de entrega do prêmio Top Imobiliário, ontem, em São Paulo.

Se depender do financiamento da Caixa, a demanda por novos imóveis não vai esfriar, já que a oferta de crédito vai crescer neste ano. Segundo Paulo José Galli, superintendente regional da Caixa, o banco trabalha para tentar superar a estimativa de volume de crédito contratado para este ano - inicialmente projetada em R$ 90 bilhões, crescimento de 12% em relação a 2011.

Bernardes, do Secovi, salientou, no entanto, que o forte ritmo de crescimento nas vendas imobiliárias registrado nos últimos cinco anos não é sustentável. “É óbvio que uma acomodação ocorrerá”, frisou. Marcos Vinicius Vaz Bonini, diretor de expansão, marketing e relacionamento da Comgás, concorda com o presidente do Secovi-SP. O executivo disse que, em 2011, dos 110 mil novos clientes da Comgás, metade veio de novos imóveis.

A escassez de terreno na capital paulista e a falta de mão de obra qualificada, por sua vez, são preocupações das construtoras. Ernesto Zarzur, presidente da EZTec e vencedor do Top Imobiliário na categoria Personalidade do Ano, disse que qualificar os funcionário é rotina em sua empresa. “Não encontramos ninguém pronto para começar”, disse. “Temos na EZTec uma verdadeira escola que alfabetiza e treina, na própria obra, o funcionário para as funções que temos necessidade”, acrescentou.A procura por terrenos na Grande São Paulo é outra atividade que tornou-se rotineira na EZTec. “Aqui na capital tem sido cada vez mais difícil”, admitiu Zarzur.

O Top Imobiliário está em sua 19.ª edição, e é uma realização do jornal “O Estado de S. Paulo”, com o apoio da Caixa e da Comgás e parceria do Secovi-SP e da Embraesp. “Prestigiamos este setor com o prêmio justamente pela grandeza que ele tem e sua importância na economia nacional”, disse o diretor-presidente do Grupo Estado, Silvio Genesini.

Cyrela projeta crescimento para 2012 e promove campanha sobre imóveis

sexta-feira, março 23rd, 2012

Jornal do Brasil

O Brasil passa por um momento de prosperidade econômica. Com a crise na Europa e nos EUA, o país está na rota dos grandes investimentos. Um dos setores que mais registra crescimento é da construção civil. Em 2011, o PIB do setor apresentou crescimento de 4,8%, acima do registrado na economia nacional, de 2,7%.

Segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio (Siduscon-Rio), desde 2004, com a aprovação da lei 10.931, que visa aumentar a segurança jurídica entre as partes de um negócio de incorporação imobiliária, o setor vem apresentando forte desenvolvimento. Em 2010, o crescimento da construção civil chegou a 11,6%.

Nessa onda de prosperidade, a construtora Cyrela Brazil Realty é uma das que mais se destaca. Em 2011, a empresa teve R$ 6,5 bilhões em vendas contratadas e a previsão para este ano é entre R$ 6,9 bilhões e R$ 8 bilhões. O ponto médio da nova estimativa de vendas significa um aumento de quase 15% em relação ao ano passado. A empresa já entregou mais de 56 mil lares entregues, e tem 200 canteiros de obras em andamento em todo o país - atua em 67 cidades e 16 estados.

De 2005 a 2010, a Cyrela registrou um crescimento de aproximadamente 45% ao ano em seus principais indicadores. Atualmente, 15 mil pessoas trabalham na empresa e existe investimento constante no empregado, por meio da Universidade Corporativa. Outras bandeiras da empresa são a responsabilidade social e as ações sustentáveis.

Principais empreendimentos

No Rio de Janeiro, a área de atuação da companhia está mais concentrada na Zona Oeste, em bairros como Barra da Tijuca e Jacarepaguá, embora também tenha empreendimentos em outros locais.

A Cyrela participou juntamente à construtora Carvalho Hosken do empreendimento Península, área com 780 mil m² na Barra da Tijuca. Trata-se de um verdadeiro bairro - o local tem o tamanho do Leblon. Outros empreendimentos como 360º on the park, Adorabile Tijuca, Barra Family Resort e Le Monde Office fazem parte do portfólio da empresa.

Mercado imbiliário

Pensando em quem busca investir em imóveis, a Cyrela preparou uma campanha educativa, orçada em R$ 2,5 milhões, para demonstrar aos brasileiros como a aquisição de um imóvel é um bom investimento. A campanha dará dicas de economia, negócios e investimento no setor de imóveis através de informes publicitários veiculados em jornais, revistas, emissoras de TV e sites.

“São as informações que os compradores precisam, de forma clara e simplificada, apresentada pela Cyrela”, comenta Carla Fernandes, gerente geral de Comunicação e Relacionamento com o Cliente da Cyrela São Paulo.