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Preços dos imóveis residenciais aumentaram 140%

quarta-feira, dezembro 19th, 2012

19/12/2012 - Portal Fator Brasil

Segundo RealtON, valorização deve continuar ascendendo para a estabilização dos pais.

De acordo com a Capital Economics, em São Paulo e no Rio de Janeiro, nos últimos quatro anos, os preços dos imóveis residenciais aumentaram 140%. O Brasil alcançou o primeiro lugar no ranking das maiores altas, o que tornou o mercado imobiliário brasileiro o mais valorizado da América Latina.

Em longo prazo, com a diminuição da taxa de juros e previsão de que o crédito imobiliário chegue a representar 14% do PIB, teremos novas altas nos preços dos imóveis.

Contudo, Rogerio Santos, CEO da RealtON – primeiro outlet de imóveis do mundo – relata que os imóveis no Brasil não estão caros.

“A falha é que comparamos apenas com o valor do mercado interno, que ficou estagnado por quase 40 anos. O Brasil se encaminha para ser a quinta maior economia do planeta, a cidade de São Paulo já é a quarta maior cidade, com uma arrecadação superior a maioria dos países da Europa. E o preço médio do nosso metro quadrado é o 65º em valores reais, ou seja, temos um gap de 60 pontos a recuperar ainda em termos de preço”, diz Santos.

O preço médio do M² das grandes capitais do planeta está em torno de U$ 20.000,00 e o de São Paulo em torno de U$ 3.500,00, por conta disso, a valorização precisa continuar subindo para a estabilização dos pais.

“O brasileiro mal começou a investir em imóveis. Para termos noção, em alguns países, o valor gerado em financiamentos para aquisição de imóveis é de 70%/80% do PIB, o nosso é inferior a 4%”, diz o CEO da RealtON.

O mercado imobiliário está crescendo em ritmo acelerado, visto que os juros caíram (8% ao ano) e o prazo de parcelamento aumentou. Hoje, a RealtON apresenta diversas oportunidades, prova disso é que boa parte de seus clientes são investidores e/ou economistas.

“Dinheiro parado na conta não vale nada. Atualmente, o mercado imobiliário é a ação mais rentável, pois o comprador não lucra apenas por conta da perspectiva de valorização, mas também com a locação. Em Pompéia, por exemplo, há 8 meses, o metro quadrado de um determinado empreendimento custava sete mil reais, hoje, chega a valer 11 mil”, relata Rogerio.

Quanto à saturação do mercado interno, Rogério afirma que ela está longe de chegar, pois a cada ano chega ao mercado em São Paulo, em condições de investir, cerca de 73 mil novos compradores e são produzidas apenas 37.000 novas unidades no mesmo período.

“Ou seja, temos sempre mais compradores novos do que imóveis sendo construídos. Além disso, há um déficit habitacional de 8.000.000 de moradias que carregamos há muito tempo. Temos que construir quatro vezes mais por longos anos somente para suprir o mercado existente hoje”, argumenta Santos.

RealtON Brasil-Inovar e trazer ao cliente um atendimento personalizado com profissionais gabaritados e qualificados faz da empresa um sucesso. A marca RealtON vem de Realty On-line (imóvel on-line). Dentre os objetivos, um deles é reunir as melhores ofertas de imóveis novos em um mesmo lugar para favorecer quem pretende adquirir a casa própria para morar ou investir; dar liquidez às maiores e melhores incorporadoras do mercado e melhorar a prestação de serviço na comercialização de novos empreendimentos. Sua equipe de especialistas negocia as unidades diretamente com incorporadoras renomadas com capital aberto listado na Bolsa de Valores e com balanços públicos.

A RealtON oferece imóveis concluídos, semiprontos e na planta. O risco de atraso é mínimo, já que a entrega está muito mais próxima graças ao produtos se encontrarem em estoque durante algum tempo.As pessoas interessadas em adquirir imóveis com a RealtON são atendidas por hosts profissionais que as auxiliam em todas as etapas, desde a apresentação do imóvel, passando pela simulação de financiamento, assessoria e acompanhamento jurídico até a aquisição final do imóvel em estoque. [www.realton.com.br].

ENTREVISTA-BR Brokers quer dobrar participação de imóveis usados em 5 anos

segunda-feira, outubro 22nd, 2012

REUTERS
Por Vivian Pereira

SÃO PAULO, 19 Out (Reuters) - De olho em um segmento ainda muito fragmentado mas com forte potencial para avançar, o grupo imobiliário Brasil Brokers espera mais que dobrar a participação dos imóveis usados nas vendas da companhia em até cinco anos.

“O mercado secundário é a bola da vez do setor de corretagem”, disse à Reuters o presidente-executivo da BR Brokers, Sergio Freire. “Existe uma grande oportunidade de consolidação desse mercado.”

A empresa de intermediação e consultoria imobiliária, que disputa com a Lopes a liderança do segmento em imóveis novos, ainda tem uma participação pequena no mercado secundário que, segundo o executivo, é três vezes maior que o de lançamentos. “É um mercado muito fragmentado, que ninguém conseguiu consolidar.”

Hoje, a BR Brokers tem 15 por cento de suas vendas vindas do segmento de usados. “A meta é em quatro ou cinco anos ter um terço das vendas no mercado secundário… Já estamos bem consolidados no primário (de imóveis novos) e estrategicamente nosso foco está em aumentar penetração no secundário.”

No segundo trimestre, as vendas contratadas da companhia somaram 4,6 bilhões de reais, sendo que a comercialização de usados cresceu 18 por cento ano a ano.

Para mais que dobrar essa fatia, uma das apostas da BR Brokers está na aquisição de imobiliárias menores. “Como não existe uma empresa com participação relevante, tenho que comprar várias pequenas, mas temos que ser seletivos”, assinalou Freire.

No fim de agosto, a empresa comprou 55 por cento da Libório Imóveis, em Jundiaí, no interior de São Paulo e, segundo o executivo, outras aquisições estão previstas ainda em 2012. “Temos espaço para mais aquisições este ano, temos memorandos de entendimento assinados”, disse ele.

A estratégia para avançar em usados prevê ainda a abertura de novas lojas e investimento em vendas online e em franquias.
VENDAS MENORES NO 3o TRI

O cenário mais desafiador para o mercado imobiliário, que vem persistindo desde o início de 2012, ainda se refletiu no desempenho do terceiro trimestre, segundo Freire, que projeta uma maior recuperação para os últimos três meses de 2012.

“Com menos lançamentos, as vendas foram menores… As vendas este ano estão mais difíceis pelo esforço para vender estoques.”

O executivo ressaltou, contudo, que “a demanda existe e o acesso a financiamento está tranquilo, mas o consumidor está mais seletivo”.

“O segundo semestre ainda não se mostrou melhor que o primeiro, mas vai ser, principalmente no quarto trimestre que sazonalmente é o mais forte do ano… Existe uma recuperação natural”, concluiu.

Bolha imobiliária em São Paulo é pouco provável, diz estudo

terça-feira, outubro 16th, 2012

Possível fenômeno que aflige brasileiros que querem comprar um imóvel não pode ser descartado, diz estudo da FGV, mas também não há evidências claras

Julia Wiltgen, de Exame.com

São Paulo – Um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) considera pouco provável que o aumento recente dos preços dos imóveis na cidade de São Paulo seja reflexo de uma bolha imobiliária, questão que tanto aflige quem quer comprar um imóvel no Brasil. O estudo ressalva que a possibilidade de bolha não pode ser totalmente descartada; porém, a metodologia utilizada e os dados disponíveis atualmente não identificam com clareza que uma bolha exista ou esteja em formação.

“Embora a presença de bolha não possa ser totalmente descartada, a hipótese mais provável é que o aumento dos preços de imóveis recente deve ter sido ocasionado por fatores normais ligados a excesso de demanda por imóveis”, diz o estudo, assinado por Emerson Fernandes Marçal, Paulo Gala e Rogério Mori.

Os pesquisadores atribuem o aumento da demanda à melhoria das condições de crédito, à queda dos juros e ao aumento da renda das famílias, além de uma redução nos juros das aplicações financeiras, o que pode ter levado os agentes econômicos a buscar imóveis como forma de investimento. O aumento de demanda por moradia também pode ter pressionado os preços dos aluguéis, diz o estudo. “Como a oferta no setor não responde prontamente por conta do tempo necessário para viabilizar novos empreendimentos, o resultado foi um aumento de preços”, diz o texto.

Em entrevista a EXAME.com, o professor Paulo Gala completou: “Houve a descompressão do crédito habitacional. Saímos do estoque de três a quatro bilhões de reais em 2003 para 100 bilhões de reais atualmente. O crédito imobiliário no Brasil ainda representa 5% do PIB, menos do que em países como o Chile e a África do Sul”.

Testes não descartam chance de bolha, mas também não apresenta evidências claras

O estudo utiliza testes formais de detecção de bolhas desenvolvidos pelo americano Peter Philips e outros coautores que também permitem identificar o início e o final de cada evento. Por essa razão, puderam ser usados para datar as bolhas financeiras durante a crise dos subprime nos Estados Unidos. É possível detectar as bolhas analisando se os preços dos ativos em algum período apresentam comportamento explosivo.

Os mesmos testes foram aplicados aos preços dos imóveis em São Paulo, conforme os dados divulgados pelo Secovi-SP, o sindicato da habitação na cidade. O estudo observa que, utilizando-se diferentes índices para deflacionar os preços – isto é, mensurar o desempenho real dos preços em relação a esses indicadores – houve um aumento significativo de preços a partir de meados de 2010. Em seguida, coloca a questão: esta alta significa bolha ou não?

A análise levou em conta o conceito de “bolha”, segundo o qual os preços dos ativos “subiriam sem lastro nos fundamentos até que em algum momento a distância entre os mesmos seria tão grande que uma reversão abrupta tornar-se-ia inevitável. Uma bolha seria então caracterizada por um contínuo e forte aumento dos preços dos ativos sem base, seguido de um intenso e abrupto ajuste em direção aos fundamentos. Haveria o período da euforia, seguido de reversão praticamente instantânea aos fundamentos”, diz o estudo.

Os cálculos para a verificação da existência de bolha foram aplicados às séries de preços deflacionadas por seis diferentes indicadores: crescimento da renda nominal de salários de admissão, segundo o CAGED; preços dos aluguéis na cidade de São Paulo, segundo o IBGE; preços dos aluguéis na cidade de São Paulo, segundo o IBGE, e a taxa de juros do CDI mensal; e os indicadores de inflação IPCA, INCC-DI e IGP-DI.

Quando os cálculos são aplicados às séries deflacionadas pelos índices de inflação ou pelos preços dos aluguéis isoladamente, aparece a chance de bolha, mas sem probabilidade detectável, explica o professor Paulo Gala em entrevista. Segundo o texto, “A suposta bolha teria sido iniciada em meados de 2010 e não teria terminado ainda”.

Porém, o próprio estudo diz que os resultados com as métricas mais adequadas para avaliar o preço dos imóveis para a metodologia adotada são os cálculos feitos sobre as séries deflacionadas pelo aumento de renda das famílias ou o preço do aluguel em São Paulo e o CDI. Nesses casos, aparece fraca evidência de bolha. “Os cálculos não mostram que exista uma bolha. Pelo menos segundo essa metodologia, não”, diz Paulo Gala.

“Caso não haja bolhas no mercado imobiliário brasileiro, espera-se que no futuro próximo ocorra uma consolidação dos preços dos imóveis dentro de um novo patamar, sem aumentos contínuos como os verificados recentemente ou quedas abruptas e intensas como seria esperado no caso de uma bolha clássica”, conclui o estudo.

Demanda por imóveis continua saudável, diz Lopes

quinta-feira, setembro 13th, 2012

“A queda dos juros e a melhora nas condições de financiamento favorecem a demanda”, defendeu Marcos Lopes, da Lopes Imobiliária

Circe Bonatelli, da Agência Estado

São Paulo - A demanda por imóveis residenciais continua saudável no País, de acordo com avaliação de Marcos Lopes, presidente da imobiliária Lopes. “A queda dos juros e a melhora nas condições de financiamento favorecem a demanda”, afirmou nesta quarta-feira durante cerimônia do Prêmio Master Imobiliário 2012, em São Paulo.

Lopes admitiu que a queda no total de lançamentos de novos projetos no mercado ao longo deste ano afetou as vendas da imobiliária, compostas em 80% pela comercialização de imóveis novos. “Com menos lançamentos, menos vendas”, resumiu.

A queda, segundo ele, foi compensada com aumento da participação no mercado. A Lopes disputa com a Brasil Brokers o posto de maior imobiliária do País.

O executivo disse também que acredita em um nível mais forte de lançamentos de novos projetos no mercado a partir de setembro. “Até fim do ano, teremos um volume maior de lançamentos”, estimou.

Há bolha imobiliária?

segunda-feira, outubro 3rd, 2011

O Estado de S. Paulo - 03/10/2011

Debate, AUGUSTO VIANA, presidente do Creci-SP, SAMY DANA, professor da FGV, Debate, AUGUSTO VIANA, presidente do Creci-SP, SAMY DANA, professor da FGV, Debate, AUGUSTO VIANA, presidente do Creci-SP, SAMY DANA, professor da FGV - O Estado de S.Paulo

Não A lista de exigências dos bancos para conceder financiamento é grande, sendo quase impossível financiar um imóvel sem comprovar a real capacidade de liquidar o débito. O crédito não é farto e barato a ponto de estimular a tomada de empréstimos sem a capacidade de honrá-los. Os preços dos imóveis não são superfaturados na concessão do crédito. As garantias para os bancos estão maiores. Já, a valorização dos imóveis, é guiada pelo déficit habitacional. Enfim, temos um mercado saudável e, os motivos citados acima, são consistentes e afastam o risco de bolha em nosso País.

Sim O preço dos imóveis em São Paulo subiu 109% desde janeiro de 2008, diz o índice FIPE-ZAP. Por que tamanha valorização? Se calcularmos o valor do imóvel tendo como base o retorno obtido com os aluguéis vemos que os preços não fazem sentido. O aluguel hoje gira em torno de 0,35% do valor do imóvel. Aplicando na poupança, o investidor seria melhor remunerado. As pessoas, no entanto, compram imóveis pensando que estão investindo e esperam que apareça outra pessoa interessada em pagar um preço ainda maior. Aí está a lógica do comportamento de bolha que vivemos.

Construção civil tem demanda aquecida pelo menos até 2016

segunda-feira, junho 13th, 2011

Rosangela Capozoli | Para o Valor, de São Paulo

Valor Econômico - 13/06/2011

 

Perspectiva : Fabricantes respondem ao mercado em expansão com novos produtos

 

Os fabricantes de alumínio para o ramo de construção civil estão com o presente e o futuro garantidos, pelo menos até 2016, levando em conta a expansão nas vendas de imóveis. Embora nas construções de baixo e médio custos sua participação ainda fique atrás do ferro e da madeira, o alumínio avança nas obras luxuosas, sendo cada vez mais utilizado em janelas, portas, armários e boxes de salas de banho.

 

Os fabricantes respondem com mais investimentos diante do bom momento. “A Alcoa investirá US$ 45 milhões entre 2010 e 2016 nas áreas de expansão, lançamento de novos produtos, abertura de lojas, entre outros projetos”, afirma José Carlos Cattel, diretor da divisão de extrudados da empresa.

 

A primeira leva de investimentos, no ano passado, somou US$ 11 milhões, aplicados na ampliação da linha de acabamento na área de perfis - esquadrias para janelas e portas.

 

“Com esses recursos, a produção cresceu 11%. Para este ano já temos um orçamento de US$ 18,5 milhões, que serão aplicados na aquisição de uma nova prensa na planta de Tubarão (SC) e no aumento da capacidade de extrusão de Itapissuma (PE)”, explica. O Norte e o Nordeste estão levando a Alcoa a realizar aportes na unidade de Itapissuma.Segundo o diretor, a unidade pernambucana integra a malha logística da Alcoa no Sul e Sudeste. Cerca de 30% da produção nordestina vai para esses mercados. Mas a proporção deve cair com o crescimento da indústria nordestina de construção. “A região cresce o dobro do Brasil. Se o PIB do país aumentar 5%, lá será 10%”, afirma.

 

No ano passado, o crescimento das vendas da Alcoa na área de construção civil surpreendeu. “Em 2010, tínhamos projetado um crescimento de 9% e crescemos 10% em volume”, diz Cattel. Pelos seus cálculos, 60% dos extrudados são absorvidos pela construção civil e os outros 40%, pela indústria.

 

“Em 2011, a projeção é de um crescimento de 7%. A receita, que no ano passado teve um salto de 12% sobre 2009, deverá crescer 9% em 2011″, afirma. Líder no segmento de extrusão com 23% de market share, Cattel aposta na continuidade do aquecimento.

 

“O mercado deverá manter-se com forte demanda por pelo menos mais cinco anos em função do déficit habitacional, da Olimpíada, a Copa de 2014 e o aumento da massa salarial”, estima. Reformas de moradias e o programa Minha Casa, Minha Vida também são fatores citados.

 

A Alpex Alumínio, empresa brasileira que atua no desenvolvimento de soluções em perfis extrudados e de produtos acabados em alumínio, vai investir R$ 24 milhões no período de 2011 a 2016. Segundo Paulo Magalhães, sócio diretor da companhia, os primeiros R$ 4 milhões desembolsados até dezembro serão suficientes para elevar a produção em 30% neste ano. “Com isso teremos de contratar mais 40 funcionários, totalizando 380″, diz.

 

Com um faturamento de R$ 195 milhões registrado no ano passado, a direção da Alpex Alumínio também se mostra otimista. “A expectativa para 2011 é crescer 4%, mas a partir de 2012 a meta é de um aumento de 15% ao ano”, afirma.

 

A Alpex Alumínio atua nas indústrias automobilística, moveleira, da construção civil, de eletroeletrônico, entre outras. Móveis e construção andam de mãos dadas. “Os móveis exigem uma boa quantidade de alumínio e a construção também”, explica. Até o final de 2016, quando os R$ 24 milhões já tiverem sido desembolsados, a Alpex projeta um segundo aumento na produção, de 30%.

 

Para Claudio Roberto Martins, gerente comercial da Anobril Anodização Pintura e Extrusão de Alumínio Ltda, o mercado é atrativo. “Em 2010 houve crescimento de 30% no volume de produção e vendas. E 2009 foi um ano recessivo”, comenta.

 

A expectativa para 2011 continua positiva. “A meta é crescer na faixa de 13%. Os desembolsos feitos no ano passado ficaram 15% acima do verificado em 2009 e para este ano a estimativa é de uma injeção de recursos cerca de 20% superior.”

 

De acordo com Martins, os recursos serão aplicados em compras de equipamentos e tecnologia. Com 100 empregados e uma única fábrica instalada em São Paulo, Martins atribui o desempenho nos negócios a reformas e construção de novas moradias devido ao aumento do poder aquisitivo e ao programa Minha Casa, Minha Vida. Pelas suas contas, do total produzido pela Anobril, 40% são absorvidos pela classe C e outros 30% pela classe D. “Os restante se divide entre os consumidores A e B”.

Alphaville, da Gafisa, vê oportunidade na escassez de terrenos

segunda-feira, maio 23rd, 2011

Enquanto construtoras começam a sentir os efeitos de uma desaceleração nas vendas, a companhia diz estar confortável tanto em termos de demanda quanto de espaços para construir
Reuters
SÃO PAULO - O esgotamento de áreas adequadas para construção de imóveis residenciais em grandes centros urbanos, um dos principais gargalos enfrentados pelo setor imobiliário, é visto como um trampolim para a Alphaville Urbanismo, controlada pelo Grupo Gafisa.

Enquanto construtoras e incorporadoras começam a sentir os efeitos de uma desaceleração nas vendas, a companhia –voltada ao desenvolvimento de condomínios urbanos de alto padrão– diz estar confortável tanto em termos de demanda quanto de espaços para construir.

“Com esse esgotamento da incorporação vertical, existe uma migração para o nosso segmento. Existe uma geração de demanda”, disse o diretor Comercial da Alphaville, Fabio Valle, à Reuters na quinta-feira.

Segundo ele, regiões como o Nordeste do país e o interior dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro apresentam hoje o maior potencial de crescimento para o setor habitacional, por contarem com muitas cidades ainda pouco exploradas.

“A demanda é maior do que a gente consegue ofertar. O maior problema não está na obtenção de terrenos, mas na aprovação dos projetos”, acrescentou o diretor de Novos Negócios da empresa, Marcelo Willer.

Presente em 20 Estados, a companhia se apoia em outro entrave vivido pelo setor a seu favor: a valorização imobiliária. Segundo Valle, o preço médio dos empreendimentos da empresa varia entre R$ 130 mil R$ 200 mil, valor relativamente baixo para projetos considerados de alto padrão.

“Em 2010, o setor era a bola da vez… Houve uma valorização muito alta. Hoje, se comparar (o valor de) um empreendimento vertical com um Alphaville, o valor parece baixo”, afirmou o diretor Comercial.

Gafisa

Prestes a ser totalmente incorporada pela Gafisa, a Alphaville deve, a partir de 2012, conquistar maior participação nas operações da construtora e incorporadora, resultado das elevadas margens que vem apresentando nos últimos anos.

A Gafisa, por sua vez, vem enfrentando forte pressão do mercado para reverter o alto consumo de caixa visto nos últimos trimestres em decorrência de problemas pertinentes à Tenda, sua subsidiária integral.

Atualmente, a Alphaville tem participação de 25% no volume de vendas da Gafisa e de 48% nas margens.

Nos últimos quatro anos, o volume de vendas e lançamentos da Alphaville disparou. Em 2010, a empresa vendeu R$ 599 milhões, contra R$ 238 milhões em 2007. Já os lançamentos saltaram para R$ 741 milhões, ante R$ 237 milhões, na mesma base de comparação.

Para este ano, a projeção de Willer é otimista: “Vamos continuar crescendo. Certamente vamos ter um resultado maior em 2011, ainda que tenha sido alto em 2010″.

A Gafisa deve adquirir os 20% restantes do capital social da Alphaville até o final de dezembro deste ano.

(Vivian Pereira)

Falta de escritórios coloca São Paulo e Rio entre as mais caras do mundo

terça-feira, abril 12th, 2011

Daniela D”Ambrosio | De São Paulo
Valor Econômico - 12/04/2011

Douglas Frye, presidente mundial da Colliers, consultoria global de venda e aluguel de imóveis comerciais, nunca tinha vindo ao Brasil - apesar de ter inúmeras informações sobre o país e de a subsidiária estar aqui desde 1997. Impressionado com o tamanho do país e com a energia e atitude dos brasileiros, Frye fala, com desenvoltura, sobre dados demográficos e ascensão da classe média. “O Brasil é o país que tem a melhor história para contar hoje”, diz o executivo. “A China ainda peca na questão da transparência.”

O executivo acaba de voltar do Fórum Mundial de Davos e se diz impressionado com a popularidade do país. “A liderança global está mudando e o Brasil é um dos principais destaques”, afirma. “Talvez vocês não percebam como usam bem a tecnologia a seu favor, vocês são grandes usuários de internet”. Mas ressalta, também, os desafios da infraestrutura e do crescimento rápido. “O Brasil terá que saber gerenciar essa expansão”, afirma.

Apesar do forte aumento de preços no mercado imobiliário brasileiro nos últimos dois anos - no mercado de escritórios, os aluguéis chegaram a dobrar em endereços mais nobres e, na média, em 2010, os preços tiveram aumento real de 17% - Frye defende que não existe bolha. “A alta dos preços dos imóveis é saudável e tem fundamento, está baseada simplesmente na demanda e oferta.”

Estudo global da Colliers mostra que São Paulo e Rio são as duas cidades do mundo com taxa de vacância (índice de escritórios vagos) mais baixas do mundo, 2,6% e 1,6%, respectivamente. Na América Latina, essa taxa é de 5,9%. Em Nova York, a vacância é de 12,4%. Em Londres está em 8,2% e em Shangai, de 13,1%.

A evolução do mercado de escritórios é recente. Apesar da crise de 2008, a rápida recuperação do mercado brasileiro e a necessidade das companhias em expandir atuação e, consequentemente, buscar espaços maiores, fez com que a oferta disponível fosse ocupada rapidamente. Em 2003, a taxa de vacância em São Paulo era de 14,7%, contra 2,6% em 2010. É uma das quedas mais expressivas em sete anos.

Desde o ano passado, as duas cidades brasileiras figuram no ranking dos aluguéis de escritórios mais caros do mundo -situação favorecida pela valorização do real frente ao dólar. Levantamento global da Colliers, com base nos preços de dezembro de 2010, mostra que o preço médio do metro quadrado no Rio custava US$ 94,74 (o que coloca a cidade na sexta posição, atrás de cidades como Hong Kong, Londres e Paris). São Paulo ficou em oitavo lugar, com aluguel médio de US$ 79,73 o m2. Na Faria Lima, por exemplo, os preços pedidos já se aproximam de R$ 200.

Uma comparação com outras cidades da América Latina torna mais evidente a falta de oferta de escritórios de alto padrão no Brasil. Segundo dados da Colliers, São Paulo tem hoje menos escritórios do que Buenos Aires e Santiago e a metade da Cidade do México. Essa situação, no entanto, é temporária. O mercado é cíclico e, diante do aquecimento atual, há muitos projetos por vir. O mercado paulistano receberá cerca de 230 mil m2 em 2011, 13% do estoque atual. Até 2014, a cidade de São Paulo ganhará cerca de 850 mil m2 em novos edifícios e há mais 600 mil m2 em projeto, ainda sem data de definida para lançamento

Atualmente, São Paulo é a oitava cidade com maior quantidade de metros quadrados em construção, perde para quatro cidades chinesas, Moscou, Tóquio e Cidade do México. “O Brasil vai chegar no topo dos investimentos em 2012″, afirma, acrescentando que, com o aumento da oferta, os preços dos aluguéis devem se estabilizar.

A visita de Frye ao Brasil se justifica tanto pela importância do país no cenário global, quanto pela estratégia da companhia. A Colliers pretende fazer a aquisição de uma empresa de gestão de condomínios - mercado no qual as suas concorrentes diretas já atuam. Com faturamento global de US$ 2 bilhões em 2010, a Colliers não abre a receita no Brasil. É líder na comercialização de imóveis industriais, mas ainda tem uma participação inferior às multinacionais do setor, Jones Lang La Salle, CB Richard Ellis e Cushman & Wakefield.

Escritório de alto padrão na Lagoa vira atração para clientes

segunda-feira, abril 4th, 2011

Visual, conforto e modernidade leva banca de advogados a trocar o Centro pela disputada zona sul da cidade

Quando um cliente chega para uma reunião na sede carioca do escritório de advocacia Pinheiro Neto passa por recepcionistas e seguranças, pega um elevador veloz e silencioso que, controlado por um sistema computadorizado, o leva direto para a cobertura do Lagoa Corporate, no Humaitá. Trata-se de um edifício de 11 andares que parece novinho em folha, mas que já foi sede de banco e universidade antes de ser totalmente remodelado no ano passado.

O retrofit que rendeu R$165 milhões à João Fortes Engenharia na venda para o Banco Pátria no final de 2010 abriu um novo e raro espaço corporativo de alto padrão na zona sul- região que todo mundo quer, mas não tem espaço para novos empreendimentos.

Poucos passos no imóvel do Pinheiro Neto revelam uma visão privilegiada do Rio. No escritório de 2,1 mil metros quadrados nos três últimos andares do edifício, de frente para a Lagoa Rodrigo de Freitas, os advogados podem se dar ao luxo de conduzir reuniões com as persianas abertas, permitindo ampla visão do Corcovado, da Pedra da Gávea e da paisagem que envolve a Lagoa.

“Os clientes estão felizes da vida, virou um grande programa vir aqui”, brinca Marcelo Viveiros de Moura, um dos sócios do escritório.

Até a mudança para o novo endereço, no ano passado, o Pinheiro Neto amargou quatro anos em busca de um imóvel de alto padrão para deixar o escritório ultrapassado no Centro. “A oferta é muito pequena no Rio. O escritório de São Paulo tinha 70 opções para avaliar quando decidiu sair do Centro. No Rio, nunca tivemos mais do que cinco opções em análise. Simplesmente não tem espaço com mais de 1,5 mil metros quadrados na zona sul”, conta Marcello Bernardes, outro sócio.

A segurança no antigo escritório no edifício do Jockey Club, no Centro, preocupava os advogados. Quando acharam a cobertura, não pensaram duas vezes. Toparam gastar três vezes mais como aluguel de um espaço menor, mas com as facilidades de edifícios de alto padrão que um escritório especializado em grandes negócios demanda. “Cansei de ter reuniões com executivos em hotel porque era difícil recebê- los. Hoje, causamos boa impressão”, conta Moura.

Diretor de negócios da João Fortes Engenharia, Luiz Rimes explica que a zona sul é de longe a área mais valorizada para imóveis comerciais no Rio, mas ressalta que eles estão em alta em todos os segmentos e regiões. Na Barra, a demanda é de empresas vindas de outras cidades e países, que instalam seus executivos em condomínios naquela região. Há também empreendimentos na zona norte, como o complexo de escritórios que será construído ao lado do shopping Nova América, voltado para a classe C.

“O segmento de alto padrão está sendo valorizado pelas grandes empresas, mas não pega a demanda que também é crescente de escritórios de contabilidade, médicos, dentistas e outras atividades”, afirma o executivo, que planeja um empreendimento de salas comerciais no Jardim Botânico. “Em cinco anos, o Rio será ainda mais efervescente e o setor imobiliário corporativo terá preço garantido ainda por algum tempo”, prevê Rimes.

O Estado de S. Paulo/AC

Alta demanda por executivos faz salários dispararem em SP, diz ‘Economist’

sexta-feira, janeiro 28th, 2011

Brasil produz menos mão de obra qualificada que China e Índia e tem dificuldade para preencher vagas
28 de janeiro de 2011 BBC Brasil
Executivos-chefes e diretores de empresas têm ganhado mais em São Paulo do que em cidades como Nova York, Londres, Cingapura e Hong Kong, relata reportagem desta quinta-feira da Economist, citando pesquisas recentes feitas pela associação executiva AESC e pela empresa de recrutamento Dasein.

A revista diz que parte do aumento nos salários dos executivos brasileiros se deve ao “boom” na demanda por profissionais, em meio ao crescimento econômico do país, principalmente nas áreas de combustível e infraestrutura. E, ao mesmo tempo, à falta de pessoas qualificadas para preencher vagas.

Como exemplo, a Economist cita que, enquanto o Brasil coloca no mercado cerca de 35 mil engenheiros por ano, a China forma 400 mil desses profissionais por ano, e a Índia, 250 mil por ano.

Segundo dados da agência de recursos humanos Manpower citados na Economist, 64% dos empregadores brasileiros dizem sentir dificuldades para preencher suas vagas em aberto, contra 40% na China e 16% na Índia.

Real forte

De acordo com a revista, a força do real estimula artificialmente a posição do Brasil em comparações internacionais de salários. Mas, mesmo em pagamentos feitos em reais, os salários executivos estão crescendo em ritmo forte, disse à publicação Edílson Câmara, da empresa de recrutamento Egon Zehnder.

“Multinacionais que costumavam comandar suas operações latino-americanas a partir de Miami, México ou Buenos Aires mudaram principalmente para São Paulo. (…) Uma onda de aquisições estrangeiras e incursões de empresas brasileiras no exterior elevaram a demanda por diretores com experiência internacional”, aponta a Economist.

Muitas empresas tentam preencher essa demanda com executivos estrangeiros, mas a ainda alta taxa de criminalidade paulistana e a necessidade de falar português desestimulam parte deles a vir a São Paulo.

A Economist conclui que, no cenário atual, os grandes beneficiários da disputa por talentos parecem ser os executivos expatriados que pensam em voltar ao Brasil. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.