Posts Tagged ‘e-commerce’

Vendas do comércio eletrônico do Brasil devem crescer 24%

quarta-feira, março 20th, 2013

REUTERS

Segundo e-bit, vendas no setor devem atingir um total de R$ 28 bilhões em 2013

Comércio eletrônico: no ano passado, o setor de eletrodomésticos liderou as vendas online, com 12,4% do total

São Paulo - As vendas no comércio eletrônico brasileiro neste ano devem atingir 28 bilhões de reais, crescimento de cerca de 24 por cento sobre os 22,5 bilhões de reais faturados em 2012, informou nesta quarta-feira a empresa especializada em dados do setor, e-bit.

“A tendência é que o ano apresente resultado melhor que 2012 em virtude da retomada do crescimento econômico e da aceleração das vendas de dispositivos móveis como tablets e smartphones”, afirmou a e-bit. Os dados não incluem serviços e ofertas de sites de compras coletivas, por exemplo.

O resultado do ano passado foi impulsionado pelo desempenho de vendas no segundo semestre, que concentrou datas comemorativas como Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal –data mais importante para o varejo–, além da edição brasileira da Black Friday, cujas vendas somaram 243,8 milhões de reais em 24 horas. O faturamento do comércio eletrônico no Natal de 2012 atingiu 3,06 bilhões de reais.

No ano passado, o setor de eletrodomésticos liderou as vendas online, com 12,4 por cento do total, seguido por moda e acessórios (12,2 por cento) e saúde, beleza e medicamentos (12 por cento).

Juristas querem regras mais claras para comércio eletrônico

quarta-feira, outubro 17th, 2012

Três projetos de lei, sobre temas que não estão contemplados na lei atual, foram elaborados por sugestão da comissão de juristas
Karine Melo, da Agência Brasil

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo fala sobre Defesa do Consumidor: o ministro disse que as mudanças no Código de Defesa do Consumidor são bem-vindas

Brasília - Depois de 22 anos, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) vai sofrer alterações. As mudanças foram discutidas hoje (16) em uma audiência pública na Comissão Temporária de Modernização do Código de Defesa do Consumidor com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e presidente da comissão de juristas encarregada de emitir parecer sobre o CDC, Herman Benjamin.

Três projetos de lei, sobre temas que não estão contemplados na lei atual, foram elaborados por sugestão da comissão de juristas. O primeiro inclui no código a regulamentação do comércio eletrônico, com foco na preservação do sigilo e da segurança jurídica. A segunda proposta trata da proteção contra o superendividamento, e a terceira garante prioridade e agilidade para as ações coletivas na Justiça.

O Código de Defesa do Consumidor é considerado por especialistas uma das legislações mais avançadas do mundo. “Em time que se está ganhando não se faz alteração. A preocupação da comissão de juristas teve um caráter cirúrgico voltado a essas três matérias”, ressaltou Benjamin.

No que se refere ao comércio eletrônico, Herman Benjamin, destacou que o consumidor precisa de algumas garantias de segurança nas transações. “Nenhum consumidor vai entregar o seu número de cartão de crédito, a sua conta bancária a um meio que pode usar de forma prejudicial essas informações, que são muito pessoais”, disse.

Ele também lembrou a preocupação dos consumidores com a privacidade, pois, ao fornecer dados pessoais para uma compra, os clientes estão informando os dados para uso específico e não para divulgação nas redes sociais. A ideia é garantir que a relação entre cliente e fornecedor se dê com informações corretas, precisas e amplas, especialmente as sobre prazo de validade e data de entrega dos produtos.

As mensagens de spam também estão entre as discussões. Pela proposta, o consumidor só vai receber esse tipo de e-mail em duas situações: quando já haja relação com o setor como no caso de mensagens de fidelidade de empresas aéreas ou quando autorizar. No caso de spans criminosos ou de outros países, o presidente da comissão de juristas reconheceu que não há como resolver o problema, por falta de ferramentas para isso.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que as mudanças no Código de Defesa do Consumidor são bem-vindas e ressaltou que o grande desafio nas discussões sobre comércio eletrônico, que é um mercado que está em constante mutação, é criar uma lei que não fique ultrapassada em pouco tempo. “Valerá a pena termos um conjunto de regras mais detalhadas sobre os contratos dessa natureza ou valerá mais a pena trabalharmos mais no campo dos princípios. Essa é uma discussão que precisa ser feita” , alertou o ministro.

Comércio móvel nos EUA deve chegar aos US$ 20,85 bi em 2012

segunda-feira, outubro 8th, 2012

Segundo previsão da Internet Retailer, valor registra um aumento de 98,6% em relação ao mesmo período de 2011
Teletime

Estudo da Internet Retalier prevê que 10 empresas norte-americanas serão responsáveis por 39,9% de todo o m-commerce do país

São Paulo - O comércio móvel dos Estados Unidos deve movimentar um montante de US$ 20,85 bilhões em 2012, de acordo com a previsão divulgada pela Internet Retailer.

Esse valor registra um aumento de 98,6% em relação ao mesmo período de 2011 e representa 9,2% de todo o e-commerce norte-americano.

O estudo da Internet Retalier prevê que 10 empresas norte-americanas serão responsáveis por 39,9% de todo o m-commerce do país, gerando um montante de US$ 8,19 bilhões.

No Brasil, o m-commerce também tem crescido, ainda que de forma mais tímida. O levantamento realizado pelo e-bit indica que no mês de junho o total de vendas online feitas por meio de dispositivos móveis foi de 1,3%. No mesmo período de 2011, o indicador era de 0,3%

E-mail marketing representa até 30% das vendas na web

quinta-feira, agosto 23rd, 2012

Uma das ferramentas mais tradicionais usadas pelo comércio eletrônico, o e-mail marketing possui importância estratégica para empresas

Bruno Garcia, do Mundo do Marketing

Mesmo com o advento de novos meios para que marcas se comuniquem com seus públicos, o e-mail continua sendo um aliado importante

Rio de Janeiro - O e-mail marketing é uma ferramenta estratégica para empresas que vendem pela internet. Quando utilizado de maneira criteriosa e gerando relevância para os clientes, gera resultados que fazem a diferença no faturamento destas empresas.

Mesmo com o advento de novos meios para que marcas se comuniquem com seus públicos, o e-mail continua sendo um aliado importante. Em tempos onde Facebook e outras redes representam a “onda” do momento, o e-mail se mantém com resultados positivos. Mesmo com a overdose de mensagens, utilização inteligente faz a diferença.

Na ViajaNet, 30% das vendas são resultado direto das ações de e-mail marketing. O e-commerce focado em passagens áereas, hotéis e viagens possui uma base de dados com dois milhões de clientes cadastrados e as ações são segmentadas. Um consumidor que compra sempre passagens para uma determinada cidade receberá ofertas e promoções relacionadas a este destino.

A empresa tem o e-mail marketing como uma ferramenta fundamental e que está longe de se tornar uma tecnologia obsoleta. “O e-mail marketing é uma das ferramentas mais importantes que temos aqui. Mas ele só funciona se for relevante para o cliente”, explica Alex Todres, diretor da ViajaNet.

Gerando tráfego e vendas

No Mukirana, o e-mail marketing tem importância vital. Os disparos são feitos diariamente para cerca de 500 mil assinantes do site especializado em leilões virtuais. O resultado é positivo: das 400 mil visitas que a página recebe mensalmente, cerca de 22 mil vêm diretamente do e-mail. “Hoje o e-mail representa o quarto no ranking dos geradores de visitas em nosso site. Para o nosso modelo de negócios, é uma ferramenta fundamental”, diz Carlos Barros, sócio-fundador do Mukirana.

A saturação de mensagens preocupa, mas é algo que qualquer canal de comunicação com o cliente pode enfrentar se não for usado corretamente. Nas ações realizadas pelo Mukirana, o e-mail possui o menor índice de rejeição. “Como em qualquer outro canal, temos que buscar maneiras de tornar o e-mail sempre mais atrativo. A saída não é desistir dele, e sim, aprimorá-lo”, conta Barros.

Na Webfones, o e-mail marketing também é uma ferramenta de destaque para o tráfego diário. Os disparos são feitos de três a quatro vezes por semana, a partir de uma segmentação dentro da base de dados da empresa que hoje conta com cerca de 200 mil consumidores cadastrados. De 10 a 20% das visitas do site são geradas a partir do e-mail.

“Nossa expectativa é dobrar esta base de dados até o final deste ano. Decidimos diariamente o que será enviado e trabalhamos com estratégias segmentadas. Quem comprou recentemente um smartphone da marca X, receberá promoções e lançamentos de acessórios compatíveis. Isso aumenta muito a taxa de conversão”, diz o Sócio-fundador da loja especializada em celulares e acessórios, Guilherme Ribeiro.

Criatividade e boas práticas no e-mail marketing

Por ser um e-commerce segmentado, nem sempre a Webfones tem novidades ou promoções para enviar. Mas isso não é um problema. “Somos um e-commerce vertical. Não temos lançamentos todos os dias. Por isso é importante não estressar a base com envios excessivos. Para uma loja com o nosso perfil esta é a melhor estratégia”, completa Guilherme.

Na Giuliana Flores, e-commerce focado em flores, arranjos e outros itens decorativos, os disparos são quase que diários. A marca procura se diferenciar nesta comunicação trazendo novidades, promoções e até dicas e temas interessantes referentes aos produtos vendidos.

A empresa possui uma equipe trabalhando exclusivamente na criação e gerenciamento dos e-mails que são enviados. “Esse trabalho temático é importante para estimular o cliente a visitar o nosso site e fechar uma venda. Porém, o intuito é que seja sempre uma venda amigável. Por esta razão, o e-mail é sempre trabalhado de maneira criativa”, explica o Sócio-diretor da marca, Juliano Souza.

A loja possui mais de um milhão de pessoas cadastradas em seu banco de dados. Esta base é trabalhada de forma a atrair cada público de maneira diferenciada. Os clientes ativos chegam a 400 mil. O retorno do e-mail marketing justifica o empenho da empresa para produzi-lo: cerca de 15% das vendas mensais são geradas a partir da ferramenta e já foram registrados picos de 18%.

Saturação no envio de e-mails

Um dos pontos de discussão em relação ao uso do e-mail marketing é a quantidade de mensagens que as pessoas recebem diariamente. Mas esta saturação não preocupa estas empresas, pois o problema não está no e-mail em si e sim no seu uso sem critério, sendo apenas uma lista de produtos com desconto ou um simples boletim informativo.

As redes sociais representam um canal interessante de contato com o consumidor, mas ainda muito mais propenso a gerar engajamento e relacionamento com a marca do que visitação e vendas. “O que mais vemos na internet são pessoas que acham muita coisa, mas que não vivem o e-commerce de fato. O e-mail sempre terá a sua importância. As redes sociais ainda funcionam muito mais para engajamento do que para a venda efetiva, por isso, o e-mail marketing precisa ser bem trabalho. Do contrário, ele vai para a lixeira”, opina Juliano.

Relevância e foco no cliente são os elementos fundamentais para o sucesso de uma ação de e-mail marketing. Enquanto os consumidores receberem mensagens que tenham real importância para eles, apresentando itens e conteúdos que sejam do seu interesse, o e-mail continuará sendo uma boa ferramenta. “Em alguns modelos de negócio, o e-mail mantém o seu papel. O que não pode acontecer é o seu uso indiscriminado”, finaliza Alex Todres, do ViajaNet.

E-bit projeta alta de 25% nas vendas online em 2012

terça-feira, março 13th, 2012

A expectativa é de que o faturamento do comércio eletrônico some R$ 23,4 bilhões este ano
Rodrigo Petry, da Agência Estado

Em 2011, segundo o e-bit, as vendas online cresceram 26%, para um total de R$ 18,7 bilhões

São Paulo - As vendas por meio da internet no país devem crescer, em termos nominais, 25% este ano em relação a 2011, segundo projeção divulgada hoje pela e-bit, empresa especializada em informações de comércio eletrônico.

A expectativa da e-bit é de que o faturamento do comércio eletrônico some R$ 23,4 bilhões este ano. Apenas para o primeiro semestre, o setor deve faturar R$ 10,4 bilhões.

Em 2011, segundo o e-bit, as vendas online cresceram 26%, para um total de R$ 18,7 bilhões. O tíquete médio das compras foi de R$ 350,00.

O e-bit calcula ainda que 30 milhões de pessoas compraram ao menos uma vez pela internet no ano passado, dos quais aproximadamente 9 milhões foram novos consumidores

Quem é German Quiroga, executivo que ajudou a construir o e-commerce brasileiro

segunda-feira, maio 30th, 2011

Ele contribuiu para a criação da B2W e agora está à frente dos negócios de comércio eletrônico do grupo Pão de Açúcar

Beatriz Olivon de Exame.com
São Paulo - Na hora de escolher o curso na faculdade, German Quiroga, que encomendava e desmontava computadores na adolescência, escolheu engenharia eletrônica, no IME (Rio de Janeiro) porque “se não aprendesse naquele momento não ia aprender nunca”. O então estudante gostava de desafios. Agora, enquanto CEO da Nova Pontocom, o executivo tem pela frente a busca da liderança no varejo online, que hoje pertence à B2W - empresa que Quiroga ajudou a construir.
A primeira grande escapada da zona de conforto de Quiroga ocorreu logo ao sair do IME, quando, perante convites de emprego em empresas grandes, ele optou por montar uma pequena empresa para “brincar” com tecnologia em multimídia e depois ir para uma produtora, a TV1. “Achei mais divertido, embora arriscado, pegar um ‘negocinho’ meu e começar a brincar”, disse.

Na TV1, o executivo participou da criação da TV1.com, um braço de internet da produtora – quando mal existia internet no Brasil, início da década de 90. Entre os clientes dessa época estavam o Grupo Martins, Antártica, Banco do Brasil, HSBC e Volkswagem, no que Quiroga descreve como uma época romântica da internet. “Você não conseguia vender o projeto de internet para a área de marketing, tinha que vender para a área de TI, porque o marketing perguntava onde comprar esse negócio de internet”, disse.

Um projeto feito para a Antártica, no período, constituiu na criação do Antártica Net Club, um início de mídia social. “Pena que a gente não alavancou como poderia ter alavancado, mas já tinha conceito de e-mails grátis, de afiliação ao clube e de poder trocar mensagem entre membros”, disse Quiroga. A parceria vendeu para a IBM o sistema de leitura de código de barras com preços, usado pelos supermercados atualmente, a ferramenta é conhecida como “São Tomé”.

Dos trabalhos com a internet, veio um convite para fazer parte da startup do Submarino, e outro para integrar a startup da Americanas.com. No dia 9 de setembro de 1999, às 09 horas da manhã Quiroga estava na reunião da Americanas.com, mais uma fase romântica. “Vi que a oportunidade ali era grande, já estava acompanhando o que estava acontecendo lá fora com Amazon, mas tinha algumas dúvidas se alguma empresa de varejo ia tentar uma inciativa séria e organizada de e-commerce e me convenceram”, disse.

No primeiro ano, a Americanas.com obteve faturamento foi 25 milhões de reais, o segundo ano ficou em cerca de 50 milhões de reais, e ela assumiu a liderança. Realmente eram tempos de muito romantismo na internet.
De lá para cá, o mercado cresceu bastante, para se ter uma idéia, em 2010, a Nova Pontocom, composta pelo e-commerce da Casas Bahia, Ponto Frio, Extra, Ponto Frio Atacado e e-hub, faturou 2,7 bilhões de reais em 2010 e ela nem é a líder no segmento, fica atrás da B2W (dona do Submarino e da Americanas.com), que faturou cerca de 4 bilhões de reais em 2010.
A internet ainda é relativamente romântica na visão do executivo, “mas hoje você já trata com uma massa de consumidores muito maior e exigente”, disse. Ele compara o romantismo da internet com os primeiros celulares, que podiam ser grandes, caros e com pouca bateria. “O comércio eletrônico no início era isso, pequeno, com poucas opções de produtos, poucas opções de concorrentes”, disse. Não havia, por exemplo, empresas que faziam a conexão entre o site e os meios de pagamento.

A era B2W durou até 2004 para Quiroga. Na época, Anna Saicali substituiu Eduardo Chalita na presidência da Americanas.com e ele achou que a direção seria maior para o varejo físico e saiu da empresa. Sem poder trabalhar na concorrência, por cláusulas contratuais, ele foi atuar no e-commerce de imóveis com a Cyrela por um período.

“Internet causa dependência, eu queria trabalhar na concorrência, mas estava impedido”, disse. O comércio eletrônico da Cyrela chegou a vender 30% dos imóveis dela pela rede. Enquanto isso, ele estava envolvidos com outros planos… O e-hub.

E-hub

Quiroga criou o e-hub com dois executivos com quem trabalho na Americanas.com (Renato Drummond e o próprio ex-presidente, Chalita) e Eduardo Castro, da Sack’s’. O objetivo da empresa era prestar serviços para varejistas e indústrias que quisessem entrar no e-commerce.

O grupo pensou que a forma mais prática de obter capital fosse pela associação com um varejista. “Até explicar para um investidor financeiro seria complicado”, disse. A dificuldade estava em convencer alguém a financiar não só a criação do seu comércio eletrônico, mas também um gerador de concorrentes. “Na época o líder de mercado tinha 4 bilhões de reais, havia cinco players empatados em segundo, com 200 milhões”, disse.
A promessa, com o e-hub, era a vice-liderança isolada. Em troca, o pedido era capital, participação no negócio e autonomia. “Não bastasse tudo isso, tínhamos que pedir dinheiro pra montar um gerador de concorrentes e esse gerador de concorrentes, você não é controlador”, disse. O negócio foi fechado com o Ponto Frio, e em 2008 surgiu o pontofrio.com e o e-hub.

A longa relação com o Pão de Açúcar

O Pão de Açúcar entrou na vida de Quiroga ainda em 1993, quando ele participou da criação do Pão de Açúcar Delivey. A venda era feita por meio de CD room ou quiosques em condomínios. Bem diferente do que ele foi fazia no Pontofrio.com quando a rede foi adquirida pelo Grupo de Abílio Diniz. O e-hub começou então a negociar para fazer o varejo eletrônico do Extra, “quando estávamos quase fechando, o PDA comprou a Casas Bahia”. Isso foi o começo de um negócio maior.

“Eles entenderam o e-hub e demandaram que ele viesse pra dentro do guarda-chuva, perdemos o controle do e-hub”. A participação que era de 55% agora é de 6% em tudo (pontofrio.com, casasbahia.com, e-hub e Nova Pontocom). Agora, Quiroga está à frente da Nova Pontocom.

“Ele é um empreendedor nato, ele é excelente empreendedor, por isso se cerca de excelentes executivos e assim se desenvolveu como executivo, esse lado executivo não era natural dele. Ele desenvolveu”, diz Beto Ribeiro, roteirista e escritor que trabalhou com Quiroga na TV1.com, na Americanas.com e na Cyrela.com e fez consultoria para o e-hub.

Quiroga não vê problemas em estar mais ao lado dos negócios. “De execução estou mais afastado, a confecção do código, eu me afastei há muito tempo, talvez um dos meus sonhos seja mais lá pra frente poder desenvolver um aplicativo pra ipad sozinho. Uma opção que eu fiz desde o início foi ir mais para o lado de negócios que de desenvolvimento”, disse Quiroga.

O executivo divide os dois presidentes que teve na Americanas.com em diferentes momentos do e-commerce no Brasil. Para ele, na primeira fase era necessário um empreendedor que abrisse mata fechada com facão. No segundo momento, o executivo teve que asfaltar. Seu papel, acredita, é ver que apenas que uma borda foi asfaltada e asfaltar o continente todo. O comércio eletrônico agora tem menos romantismo e, em contrapartida, mais concorrentes.