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FMI destaca o crescimento continuo do crédito no Brasil

quarta-feira, abril 18th, 2012

Em relatório divulgado nesta quarta-feira, Fundo Monetário Internacional aponta importância do papel do BNDES

Luciana Antonello Xavier, correspondente
O Estado de São Paulo

NOVA YORK - O rápido crescimento do crédito no Brasil nos últimos anos, especialmente o papel do BNDES, é colocado em destaque pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) no Relatório de Estabilidade Financeira Global, divulgado nesta quarta-feira. Segundo o FMI, o País experimentou um crescimento anual do crédito de cerca de 20% entre 2008 e 2011 e esse rápido crescimento tem sido liderado pelo BNDES, cuja atuação ajudou a limitar o impacto do colapso do Lehman Brothers na economia brasileira ao longo de 2009.

“Mas a contínua expansão dos balanços patrimoniais dos bancos públicos e privados já tem provocado aumento nas taxas de empréstimos inadimplentes, particularmente no segmento de pessoas físicas”, observa o relatório. “Nessas circunstâncias, o espaço para o uso do canal de crédito para conter choques negativos pode se mostrar limitado”, alerta o FMI.

Países emergentes

O relatório também destacou que o fluxo de entrada de capital retornou fortemente aos mercados emergentes uma vez que os temores em relação aos riscos vindos da Europa diminuíram, mas mostrou dúvida sobre se esse movimento deve continuar por muito tempo. “A volatilidade no fluxo de capitais para os emergentes aumentou, mas a direção é altamente incerta”, diz o FMI.

Para o órgão, os emergentes devem estar preparados para uma saída repentina de capital caso o cenário global se torne novamente mais adverso e cresça de novo a aversão ao risco. As autoridades também devem estar prontas para usar o espaço de políticas existentes para amortecer choques externos negativos. “O desafio chave será controlar potenciais contágios da zona do euro na Europa emergente e em outras economias mais expostas”, diz o relatório.

O relatório lembra que o otimismo renovado mais recente tem estimulado um rali no mercado de ações especialmente no Brasil, Índia e Turquia e que como resposta ao pesado fluxo de capital, autoridades têm adotado o uso apropriado de políticas macroeconômicas. “O uso cauteloso de medidas para fluxo de capital pode ter uma papel de apoio”, diz.

Cenário global

O cenário financeiro global está melhor agora do que no ano passado, segundo o FMI, mas os relatórios divulgados nesta semana alertam que os perigos seguem no caminho. “Os riscos à estabilidade financeira global permanecem elevados”, diz o FMI.

Para o fundo, a recuperação duradoura da confiança dos mercados “levará tempo”. O órgão ressalta que financiar a dívida pública ainda pode se mostrar um desafio para alguns países na zona do euro. O FMI diz que as autoridades souberam agir para estabilizar os mercados soberanos, mas que agora precisam aproveitar para implementar políticas que garantam estabilidade mais duradoura. E esse é um recado não somente para a zona do euro.

“Os altos déficits dos Estados Unidos e do Japão impõem riscos elevados à estabilidade financeira”, diz o documento. “Houve pouco progresso até agora em colocar em prática estratégias para tratar do problema, em contraste com o que está ocorrendo na Europa”. Segundo o FMI, esses dois países precisam adotar planos críveis de vários anos para reduzir seus déficits.

Consumidores emergentes são mais receptivos à publicidade na internet

segunda-feira, março 19th, 2012

Mercados onde havia restrição de acesso à web em um passado recente alcançam índices maiores de engajamento

Cris Simon, de Exame.com

No Brasil, 38% dos internautas declararam que a web os ajudou a melhorar sua autoconfiança

São Paulo - Mercados emergentes onde havia restrição de acesso à internet em um passado recente são os mais receptivos à ações publicitárias, de acordo com o estudo global “Digital Life”, da TNS, empresa Kantar e parte da WPP.

Segundo a análise, os consumidores dos mercados emergentes são ávidos por acessar a internet e, quando isso acontece, suas vidas são transformadas.

No Brasil, 38% dos internautas declararam que a web os ajudou a melhorar sua autoconfiança enquanto a média geral dos países emergentes foi ainda maior 44%. Nos mercados desenvolvidos, esse percentual cai para menos da metade, 19%.

Com a confiança recém-adquirida, essas pessoas já começam a usar a internet como forma de se autoexpressar. Um terço dos internautas emergentes escreve semanalmente em seu próprio blog, contra apenas 18% nos países desenvolvidos.

“Os maiores índices de engajamento foram verificados justamente nos mercados emergentes onde havia restrição de acesso em um passado recente”, declarou Juan Londoño, gerente regional de pesquisa interativa da TNS para a América Latina.

Para o executivo, esse é o momento ideal para que as empresas estabeleçam uma conexão emocional com seus consumidores na rede: “nossa experiência mostra que, conforme os usuários tornam-se mais experientes, naturalmente, eles se tornam mais céticos e criam uma barreira contra ações publicitárias na rede”.

O Internet Banking, por exemplo, possui um potencial altíssimo nos mercados emergentes, onde o serviço é menos difundido. 18% dos internautas brasileiros disseram ter interesse em usar o serviço, o dobro da média global.

Outro exemplo é a TV com o recurso time-shifted, 30% dos brasileiros declararam ter interesse no produto, enquanto a média global é de 20%.

Perfis antagônicos

A abrangência global da pesquisa, que foi realizada em 60 países, com mais de 72 mil internautas, possibilitou a identificação de dois comportamentos antagônicos entre desenvolvidos e emergentes.

“Enquanto os primeiros estão saturados de informações e mais céticos em relação à atuação das marcas online, os emergentes estão em um processo (acelerado) de aprendizagem nesse ambiente”, explicou Londoño.

“As empresas devem aproveitar esse momento único para agir como parceiras, proporcionando ferramentas para que os consumidores desbravem esse admirável mundo novo”.

E no futuro?

Nos mercados em desenvolvimento, o percentual de consumidores usando a Internet pelo celular já é superior aos países desenvolvidos - 37% x 34%.

Em mercados como a África do Sul, Nigéria e Quênia, os consumidores são mais propensos a usar a internet móvel do que a tradicional.

De acordo com Juan, responsável pelo estudo no Brasil, “se é verdade que o futuro é digital, podemos dizer que o futuro do digital está na mobilidade. Cada vez mais veremos consumidores com acesso móvel à web, o que impacta diretamente no comportamento e na intensidade de uso.”

Isso mostra que a comunicação móvel deve ser uma parte integral do mix de marketing das marcas, principalmente quando o objetivo é falar com os consumidores emergentes.

Brasil será 4º em venda de smartphone em 4 anos, diz estudo

sexta-feira, março 16th, 2012

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE / GENEBRA - O Estado de S.Paulo
O Estado de S. Paulo - 16/03/2012

Segundo a International Data Corporation, País terminará 2012 como o 10º maior consumidor de smartphones

O Brasil se transformará no quarto maior mercado de smartphones no mundo em apenas quatro anos, superando todos os países europeus. Os dados são da International Data Corporation que, em seu relatório trimestral, indica que as vendas do produto nos mercados emergentes garantirão a expansão do setor nos próximos anos.

Já em 2012, a China deve superar os Estados Unidos e se transformar no maior consumidor de smartphones do mundo. Os chineses consumirão até 2016 um a cada cinco produtos fabricados. Na terceira posição virá a Índia, seguida pelo Brasil. A quinta posição será do Reino Unido.

Em apenas cinco anos, a estimativa da consultoria é de que o Brasil passe a representar 4,7% de todas as vendas mundiais do produto. Hoje, a participação é de apenas 1,8%. No ano passado, o mercado brasileiro foi apenas o 11º maior do mundo para esse tipo de telefone. O País terminará 2012 na décima posição.

“Diante do seu tamanho, da forte demanda e de taxas de crescimento, os mercados emergentes estão rapidamente se transformando nos motores do mercado mundial de smartphones”, disse Ramon Llamas, analista da IDC. “Usuários nos mercados emergentes buscam mais que apenas um telefone”, declarou.

A consultoria estima que a venda desses aparelhos nos países ricos continuará a crescer, especialmente no Japão, Reino Unido e Estados Unidos. Mas a expansão não terá o mesmo fôlego que nos emergentes.

Nos países em desenvolvimento, porém, um fator que terá de ser levado em conta é o custo do aparelho e dos serviços disponíveis. Não são poucos os analistas do mercado de telefonia que alertam que, para que haja uma expansão forte, os preços dos aparelhos terão de ser reduzidos para até US$ 50.

“Para que o potencial total dos mercados emergentes seja usado, operadores de smartphone precisam desenvolver um aparelho e pacotes de baixo custo que permitam uma experiência robusta”, disse Llamas.

No Brasil, os preços em 2011 caíram 33%, o que permitiu que as vendas mais que dobrassem. Um estudo da empresa de pesquisa Nielsen mostrou que as vendas no varejo de smartphones cresceram 179% em comparação a 2010, contra uma expansão do mercado total de celulares de 26%.

Com 10 milhões de unidades vendidas no ano passado, os analistas apontam que ainda existe uma ampla margem para o crescimento do comércio no Brasil. Em 2011, apenas 7,5% dos celulares vendidos eram smartphones.

Mas esses aparelhos devem ganhar mercado no Brasil em 2012. Em janeiro, eles representaram 17,9% dos celulares vendidos no País, segundo dados da consultoria GfK. A tendência para este ano é que smartphones com mais de um chip cheguem ao mercado brasileiro, atendendo o consumidor que tem mais de uma linha móvel.

FMI revisa para baixo crescimento da América Latina em 2011

sexta-feira, junho 17th, 2011
O fundo advertiu ainda que o aumento da demanda doméstica pode levar a um superaquecimento econômico

AFP - Exame.com

São Paulo - O FMI revisou nesta sexta-feira levemente em baixa suas previsões de crescimento para a América Latina e o Caribe em 2011 a 4,6% (4,7% em abril) e advertiu que o aumento da demanda doméstica pode levar a um superaquecimento econômico, principalmente na América do Sul.

“O crescimento de América Latina e Caribe se mantém robusto”, indicou o Fundo em uma atualização de suas previsões econômicas e financeiras semestrais divulgadas em São Paulo.

A previsão de crescimento do Brasil em 2011 foi reduzida de 4,5% em janeiro para 4,1%.

Entre os demais países, o México crescerá 4,7% (4,6% previsto em abril).

O crescimento da Argentina será de 6,0%, do Chile, de 6,2%; e da Colômbia, de 4,6%, segundo as previsões.

O Peru crescerá 6,6% e a Venezuela, único país latino-americano que não cresceu em 2010 (-1,5%), registrará um crescimento de 3,3%.

A região se recuperou “rápida e solidamente” da crise mundial e cresceu 6% em 2010.

O impulso principal foi registrado na América do Sul, “onde os preços das matérias primas, as condições favoráveis ao financiamento externo e as políticas macroeconômicas flexíveis estimularam a demanda doméstica”, ressaltou o Fundo.

Mas exatamente essa grande demanda interna já gera sinais de alerta: começam a ser registrados sinais de superaquecimento, como o aumento da inflação e dos preços dos bens e maiores déficits das contas correntes.

Algumas economias emergentes “estão claramente enfrentando o risco de superaquecimento”, indicou o conselheiro econômico do Fundo, Olivier Blanchard, ao apresentar em São Paulo uma atualização de seu relatório de previsões econômicas mundiais.

Ele destacou que, em alguns desses países, principalmente na Ásia, são registrados níveis de inflação elevados em um marco de forte demanda doméstica, e em outros, em particular na América Latina, se registra uma forte apreciação das moedas locais em um contexto de aumento dos preços das matérias-primas.

A isso se une o aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis em nível mundial, o que torna maiores os desafios dos governos que querem “conter a inflação e proteger os pobres”.

O FMI também rebaixou levemente sua projeção para 2012 a 4,1 (4,2% em abril).

A situação em América Central e Caribe se mostra um pouco mais favorável, com uma recuperação que ganha velocidade, mas seu desempenho continua sendo em grande parte submetido a seus fortes nexos com economias avançadas, especialmente com os Estados Unidos.

Mesmo assim, a elevada dívida pública e o comércio em condições mais desfavoráveis seguem prejudicando o crescimento nessas regiões.

Os riscos para a América Latina a curto prazo são “mais balanceados” do que para o resto do mundo, indicou o Fundo.

Se as condições financeiras mundiais se tornarem complicadas, poderá haver “uma inversão dos fluxos para a região, o que afetaria adversamente suas perspectivas”, advertiu.

Para o futuro, os governos da região precisam reduzir o ritmo de gastos, que colocam um peso excessivo sobre as políticas monetárias, no momento em que entram grandes fluxos de capitais e as moedas dos países se valorizam.

Reforçar as medidas macroeconômicas prudentes e usar controles de capital para melhorar a força dos sistemas financeiros é outra recomendação do Fundo.

Nestlé aposta em mercados emergentes para driblar alta de custo

quinta-feira, fevereiro 17th, 2011

Para a empresa, a forte demanda nos mercados emergentes ajudará a equilibrar o intenso aumento nos custos de produção em 2011
Reuters

Vevey, Suíça - A Nestlé, maior grupo alimentício do mundo, afirmou que a forte demanda nos mercados emergentes ajudará a equilibrar o intenso aumento nos custos de produção ao longo deste ano, após divulgar vendas de 2010 acima do previsto.

O grupo suíço disse estar bem posicionado para lidar com os aumentos dos preços das commodities por meio do controle de custos e do aumento dos valores de seus produtos.

“Vimos um significativo aumento dos preços de matérias-primas no segundo semestre”, disse o vice-presidente financeiro da Nestlé, Jim Singh. “Esperamos de 2,5 bilhões a 3 bilhões de francos suíços adicionais em custos de produção em 2011.”

O aumento seria de entre 8 e 10 por cento sobre a base de custos de cerca de 30 bilhões de francos suíços, segundo a companhia.

A Nestlé está contando com sua sólida presença nos mercados emergentes, onde o crescimento das vendas foi de 11,5 por cento em 2010, além do bom desempenho de marcas como a do chocolate KitKat para equilibrar os altos preços de leite, cacau, café, açúcar e grãos.

As vendas totais do grupo cresceram 6 por cento no ano passado, superando a previsão de 5,5 por cento segundo pesquisa da Reuters, sendo que no quarto trimestre o avanço foi de 6,4 por cento. Com isso, a empresa aposta no cumprimento da meta de alta de entre 5 e 6 por cento nas vendas deste ano.

A Nestlé’ também informou nesta quinta-feira que encerrou 2010 com lucro líquido de 34,2 bilhões de francos suíços. As vendas de cápsulas de café Nespresso superaram 3 bilhões de francos (3,1 bilhões de dólares) pela primeira vez, segundo a companhia.