Posts Tagged ‘empreendimentos’

Tecnisa pode adiar lançamento de seu maior projeto

segunda-feira, novembro 12th, 2012

Por Chiara Quintão | De São Paulo

Valor Econômico - 12/11/2012

O lançamento dos primeiros empreendimentos do Jardim das Perdizes, maior projeto do portfólio da Tecnisa, pode não ocorrer neste ano. A intenção da companhia é lançar, neste trimestre, quatro empreendimentos residenciais do Jardim das Perdizes, voltados para a média e média-alta renda, com Valor Geral de Vendas (VGV) total de R$ 750 milhões a R$ 1,1 bilhão, mas a câmara técnica da Prefeitura de São Paulo solicitou estudos e relatórios de impacto de vizinhança referentes a dois deles.

Conforme o diretor-executivo técnico da Tecnisa, Fabio Villas Bôas, a companhia já havia apresentado essas informações em relação aos outros dois empreendimentos, que possuem mais de 80 mil m2 de área construída, cada um. Nos outros dois, isso não seria necessário, em decorrência da área menor. “Mas a recomendação do grupo técnico da prefeitura foi que fizéssemos o estudo dos quatro”, contou o executivo.

A solicitação teria ocorrido em função de os quatro terrenos ficarem próximos e terem o mesmo empreendedor. O Jardim das Perdizes pertence à Windsor Investimentos Imobiliários, na qual a Tecnisa tem participação de 68,9%, a PDG Realty, 25%, e a BV Empreendimentos e Participações, 6,1%. O projeto é desenvolvido em terreno de 250 mil m2, que pertenceu à Telefônica, na Barra Funda, na Zona Oeste da cidade de São Paulo.

Com as novas solicitações, a Tecnisa suspendeu o treinamento dos corretores que estavam sendo preparados para as vendas. A comercialização das unidades será feita pela imobiliária Lopes e pelas equipes próprias de vendas da Tecnisa e da PDG. A Tecnisa investiu R$ 12 milhões nos três estandes erguidos no Jardim das Perdizes. A orientação da área técnica da Tecnisa é que o treinamento da força de vendas seja retomado.

Segundo o executivo, parte dos levantamentos realizados para os dois empreendimentos de maior porte serão aproveitados para os demais. Os estudos e relatórios serão apresentados na próxima reunião com a câmara técnica da prefeitura, no dia 29. Se houver aprovação no mesmo dia, os empreendimentos poderão ser lançados em 2012, de acordo com Villas Bôas. “Continuamos brigando para aprová-los ainda neste ano.”

Em meados de agosto, a Tecnisa reduziu sua meta de lançamentos próprios para o ano, de R$ 2,2 bilhões para R$ 1,4 bilhão. De janeiro a setembro, a empresa lançou R$ 499,6 milhões, o correspondente a apenas 35,7% da meta para o ano.

Conforme Villas Bôas, os lançamentos de 2012 devem ficar próximos da meta mesmo se os primeiros empreendimentos do Jardim das Perdizes não saírem neste ano. Segundo ele, há projetos aprovados, mas ainda não registrados, e outros em vias de aprovação para serem lançados.

O Valor Geral de Vendas (VGV) total do Jardim das Perdizes é de R$ 4 bilhões, com participação da companhia de 68,9%.

Terceiro trimestre tem lançamentos e preços em queda

segunda-feira, novembro 5th, 2012

Radar Imobiliário - Blog / O Estado de São Paulo

Redação

Gustavo Coltri

O mercado de lançamentos na Capital busca alternativas ao excesso de oferta e às dificuldades de implantação na cidade. De julho a setembro, caiu o número de novos empreendimentos e saíram de cena boa parte dos novos projetos de até um dormitório em relação ao mesmo período do ano passado. Os preços médios por metro quadrado também retraíram 2,49% na comparação anual, segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio

A menor quantidade de lançamentos verificada nesses três meses – 47 frente a 101 do ano passado – deve-se à necessidade de as empresas formarem caixa e reduzirem seus estoques. No ano passado, apenas 28 mil das 38 mil unidades colocadas à venda em São Paulo foram comercializadas, segundo o Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

“De maio a agosto, tivemos uma concentração muito grande de lançamentos de um dormitório no centro”, diz o economista chefe do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Celso Petrucci, ao explicar a queda no número de compactos de até um dormitório. “Mas é importante destacar que a participação de unidades de dois dormitórios cresceu na comparação dos anos.” Responsáveis por mais da metade das novas unidades, imóveis dessa tipologia são os mais líquidos.

O CEO da incorporadora Vitacon, Alexandre Frankel, vê boas perspectivas para os compactos nos próximos anos, mas acredita que o mercado tenha preterido parte dos apartamentos de até um dormitório pelos custos elevados de construção. “Eu diria que os empresários foram mais conservadores.” Atraente para investidores, esse produto depende de uma boa localização para ser viável comercialmente.

Atentos a valores mais acessíveis, os incorporadores também têm buscado reduzir as metragens das unidades e alcançar regiões da cidade mais baratas e com oferta de estoque de outorga onerosa – que permitem a ampliação do potencial construtivo dos empreendimentos.

“Na Vila Nova Conceição, há bem menos lançamentos do que em outras regiões. Cada vez mais, somos obrigados a sair das áreas mais centrais. Por isso, o preço médio do metro quadrado cai. Mas, na comparação de preços no mesmo bairro, os preços até sobem”, diz o diretor executivo da incorporadora You, Inc, Eduardo Muszkat.
A comparação interna nas diferentes localidades paulistanas mostram, de fato, valorização. O metro quadrado no Brooklin, por exemplo, passou de R$ 8.711 no período de julho a setembro de 2011 para R$ 9.542 nos mesmos meses deste ano. O mesmo ocorre em bairros como Casa Verde, na zona norte de São Paulo, e o Butantã, na zona oeste.

Além disso, 47,20% das 7.620 unidades lançadas na cidade no terceiro trimestre de 2012 pertencem a edifícios em novas regiões em relação àquelas que receberam lançamentos no mesmo período do ano passado.
A zona leste figura como a líder na capital em número de imóveis lançados, com 3.359 unidades, seguida pela sul, com 1.963.

Barganha. O diretor da Embraesp, Luiz Paulo Pompéia, acredita, no entanto, que a queda no preço médio do metro quadrado possa ser um movimento natural do mercado. “Tínhamos uma trajetória ascendente de preços e estamos em uma paralela. Até o fim do ano, haverá uma pequena barriga na evolução dos valores para depois haver uma recuperação”, diz.

Dadas as circunstâncias, ele diz que o fim do ano pode ser propício para que os consumidores pechinchem nos estandes de venda. “Se os compradores fizerem isso, eles vão conseguir descontos”, afirma.

Mercado deve se aquecer até o fim do ano

Apesar da queda registrada no mercado no terceiro trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, o número de unidades ofertadas aos consumidores paulistanos de julho a setembro é 45% superior ao resultado do trimestre imediatamente anterior.

De janeiro a março deste ano, a cidade de São Paulo recebeu 3.635 novas unidades – 1.592 a menos do que o registrado no trimestre seguinte e menos da metade do que os 7.620 imóveis lançados de julho a setembro.
A expectativa, de acordo com o coordenador do curso de pós-graduação em negócios imobiliários da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), Ricardo Gonçalves, é de que o mercado se aqueça ainda mais nos últimos meses de 2012.

“Historicamente, é um período em que se amplia o número de lançamentos”, diz.

Além da cautela dos empresários do setor, a dificuldade de aprovação dos projetos na Prefeitura é apontada por especialistas como uma razão para a postergação de novos empreendimentos na cidade.
De outubro de 2010 a setembro de 2011, 54.525 foram aprovadas pela Prefeitura, segundo o Secovi-SP – em média, 4,5 mil imóveis por mês. De setembro do ano passado a agosto de 2012, as autorizações caíram para 38.708 – média de 3, 2 mil mensais.

“O mercado concentrou muitos produtos para agora. Mas acho que vamos terminar o ano com 30% menos lançamentos do que 2011 ” diz o CEO da Vitacon, Alexandre Frankel. A empresa lançará até dezembro cinco de 12 edifícios previstos.

Neste trimestre, a You, Inc também colocará a maior parte de seus novos empreendimentos no mercado. A companhia lançará seis edifícios, três vezes mais do que já lançou no ano.

Empresário conta os segredos para fazer sucesso com sistema de construção inovador

segunda-feira, setembro 17th, 2012

Economia| O Estado de São Paulo

Com 160 funcionários fixos, a Informov cresceu 90% nos últimos três anos

CRIS OLIVETTE, OPORTUNIDADES

Helvio Romero/AE

Marcelo Breda conta que a Informov cresceu 90% nos últimos três anos
O empresário Marcelo Breda, um dos sócios da Informov Engenharia + Arquitetura, afirma que sua empresa foi precursora na adoção do sistema turnkey para empreendimentos corporativos no País. O fato ocorreu em 1996. “Hoje, somos referência no conceito turnkey, que engloba a concepção do projeto e sua execução, com soluções integradas de engenharia e arquitetura, até a entrega das chaves, já com o imóvel mobiliado. E tudo isso é feito em tempo recorde”, diz.

A história da Informov começou alguns anos antes. “Meu tio, Plínio Noronha, e eu começamos o negócio em 1989, comercializando caixas porta-disquete.” Com o tempo, a empresa foi incorporando novas atividades como a instalação de divisórias, forros, e a venda e manutenção de equipamentos de informática.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::
:: Twitter ::
:: Facebook ::
:: Google + ::

A oportunidade de ingressar no segmento de engenharia e arquitetura ocorreu em 1996. “Houve um incêndio criminoso no centro de processamento de dados do nosso cliente Cheques Cardápio. Fomos prestar solidariedade e o presidente da empresa nos perguntou em quanto tempo conseguiríamos recuperar suas instalações.”

Os sócios assumiram o compromisso de fazer a reforma em 60 dias. “Contratamos toda a equipe e no prazo combinado o escritório foi entregue todo modernizado e pronto para uso”, conta Breda.

O divisor de águas, segundo ele, ocorreu em 2001 com a construção das novas instalações dos departamentos administrativo, comercial e da presidência da Toyota, numa área de 1.500 m² na capital paulista.

O projeto envolvia fornecimento e instalação de rede elétrica, cabeamento para lógica e telefonia, forro, gesso, divisórias, ar-condicionado, carpete, móveis, persianas, sistemas multimídia e videoconferência, paisagismo e a adequação civil do imóvel. “A execução do projeto durou três meses, contratei até um marchand para que o presidente da empresa selecionasse as obras de arte de sua preferência.”

Segundo Breda, com essa obra a empresa ganhou mais força no mercado. Assim, em 2003 venceu a concorrência para estruturar as instalações da TIM no Brasil. “A empresa ainda é nossa cliente, mas nos três primeiros anos do contrato o volume de pedidos foi bastante alto.”

Nos últimos três anos a Informov cresceu 90%. “Temos hoje uma equipe de 160 funcionários efetivos.” A empresa está instalada numa área de 374 m², na Vila Olímpia, onde mantém um showroom. Segundo Breda, o segredo para concluir as obras em pouco tempo é ter disciplina e poder contar com o comprometimento de toda a equipe.

Breda destaca, ainda, que é importante acreditar tanto no seu próprio potencial como no das pessoas que estão ao seu lado. “Depois de muito tempo aprendi a delegar e isso é tão importante quanto ser arrojado e oferecer um serviço de qualidade.”

Residências tomam lugar de indústrias em cidades do ABC

quinta-feira, agosto 30th, 2012

JULIANA ELIAS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Restaurantes como Outback, La Pasta Gialla e Mr Jack’s, inaugurados há um ano em São Bernardo do Campo, e até então inéditos no ABC, tornaram-se pontos de encontro.

Fazem parte da nova área do Shopping Metrópole –um dos cinco centros comerciais em expansão ou recém-construídos entre São Bernardo e a vizinha Santo André.

O desembarque em massa nos shoppings acompanha a ampliação geral na oferta de serviços dessas cidades, que vai de lojas de grife até hospitais e universidades e modifica o perfil de locais que cresceram como distritos industriais ao redor da capital.

“Hoje, temos uma infraestrutura muito maior para a classe média e os preços dos imóveis, em muitos endereços, ainda compensam em relação aos de São Paulo”, diz Milton Casari, dono da Casari Imóveis, no ABC.

Isso significa que os tipos de empreendimento cujos preços passam dos R$ 7.000 por metro quadrado em bairros paulistanos mais centrais, como Ipiranga ou Vila Mariana, ainda são encontrados, em Santo André ou São Bernardo, por até R$ 5.000 o metro quadrado.

Entre os compradores que aquecem o mercado estão principalmente as famílias locais com renda crescente, mas também há paulistanos que deixaram a capital em busca de opções de moradia mais em conta.

“Geralmente, são pessoas que já têm algum vínculo com as cidades do ABC, como trabalho ou família, e acabam vindo para cá”, afirma Hélio Korehisa, diretor comercial da construtora MZM.

MAIS ESPAÇO

Com o movimento de desindustrialização, os moradores ganham também mais espaço nos imóveis, já que as construtoras puderam aproveitar terrenos gigantescos deixados por fábricas.

A Tognato, que produz cobertores, deu lugar a um condomínio de 18 prédios em São Bernardo. Uma antiga área industrial da família Mata- razzo, na rodovia Anchieta, foi ocupada por dez torres.

Brastemp, Pirelli e fabricantes de tintas, fertilizantes e plásticos são outras cujos terrenos estão hoje tomados pelos empreendimentos comerciais e residenciais.

SP: empreendimentos de alto padrão deverão aumentar 50% até 2013

segunda-feira, dezembro 19th, 2011

Mercado Imobiliário

Info Money Eliane Quinalia

O número de edifícios corporativos de alto padrão (A e AA) devem aumentar 47,8%, com a entrega de 831 mil metros quadrados em São Paulo até 2013. A informação é da Herzog Imóveis Industriais e Comerciais, que projeta um crescimento nesta categoria para o mercado imobiliário da capital nos próximos anos.

Para se ter uma ideia, apenas na cidade de São Paulo, já foram entregues 141.537 m2 de prédios com este perfil corporativo e, se as construturas cumprirem seus prazos, o número previsto para este ano será ainda maior.

“Até o final de 2011 serão mais de 215.723 m2. A procura por edifícios de alto padrão tem sido crescente, pois os chamados prédios inteligentes oferecem conforto e uma série de características que favorecem a segurança dos ocupantes”, explica a administradora de imóveis.

Enquadramento nível A
Para se enquadrar na lista de prédios de alto padrão, os imóveis precisam ter, entre outras funções, um sistema de condicionamento de ar central com termo-acumulação de gelo e controle de volume de ar variável, sistema de prevenção e combate a incêndios, detectores de calor e fumaça, piso elevado e uma vaga de garagem para cada 35 m2 de escritório.

Além disso, os sistemas de supervisão e gerenciamento predial, acabamentos internos e externos de primeira qualidade e lajes superiores a 400 metros quadrados também costumam ser bem vistos.

Já no que se refere às regiões, Alphaville será a que mais receberá prédios desse tipo, com 41% do total do novo estoque.

Padrão B
Atualmente, a cidade de São Paulo conta com um estoque de 10,2 milhões m2 de prédios de escritórios, classificados entre os padrões AA, A, B e C, sendo a maior parte dos edifícios de alto padrão localizada nas regiões da avenida Brigadeiro Faria Lima, Itaim Bibi e Berrini.

Já os edifícios de padrão B deverão se localizar, principalmente, fora do eixo corporativo, em regiões como Anália Franco, Jabaquara, Mooca e Vila Mariana.

“Até o final de 2013, o mercado receberá novos 600 mil m2 de prédios desse padrão”, informa a diretora de serviços corporativos da Herzog Imóveis Industrias e Comerciais, Simone Santos.

Segundo ela, estes empreendimentos costumam ter características e especificações técnicas regulares, com sistema de ar condicionado central, mas com lajes subdivididas em vários conjuntos, e atendem principalmente às pequenas e médias empresas.

Padrão C
O estudo também aponta que metade do estoque de prédios de escritórios de São Paulo é composta por edifícios antigos, que se enquadram no padrão C.

“Tratam-se de imóveis com baixo nível de qualidade, sem ar condicionado central e poucas ou nenhuma vaga de estacionamento”, explica Simone.

De acordo com o levantamento, a maior parte destes edifícios encontra-se na região central da capital paulista, onde 85% dos imóveis foram construídos há mais de 30 anos.

Construtoras entregam imóveis em fase de acabamento

segunda-feira, novembro 7th, 2011

Com chaves nas mãos, moradores de empreendimentos novos sofrem com instalações danificadas e obras inacabadas em áreas comuns

Gustavo Coltri, de O Estado de S. Paulo

Presença de pedreiros das construtoras nas dependências comuns dos prédios é comum nos primeiros 30 dias de ocupação

Lidar com atrasos na finalização de empreendimentos tornou-se rotina para a maior parte dos consumidores nos últimos anos. Se engana, no entanto, quem acredita no fim dos problemas com o recebimento das chaves pelos proprietários. Além de um período natural de ajustes, os novos moradores comumente enfrentam a entrega parcial das instalações do condomínio - nem sempre prevista nos contratos de compra e venda.

A finalização em partes dos empreendimentos ocorre muitas vezes como reflexo do estouro de prazos nas obras, segundo a gerente de relacionamento da administradora Lello, Márcia Romão: “Instalamos cerca de oito condomínios por mês. Tem sido comum incorporadoras avançarem 180 dias sobre o previsto. E, às vezes, o imóvel tem algumas áreas para terminar”.
De acordo com Marcia, equipamentos deixados para depois em geral não são essenciais ao projeto, como é o caso dos acabamentos. “Para não prejudicar ainda mais o morador, a construtora opta por isso.”

Em abril, o vendedor Manoel Triches, de 30 anos, recebeu seu apartamento de dois dormitórios, embora o conjunto habitacional, na Vila Prudente, estivesse com a piscina e elementos de paisagismo inacabados. “Hoje, o portão de entrada de carro ainda está ruim, e o elevador vive travando”, acrescenta. Em seu primeiro imóvel, ele confessa não ter imaginado tantos problemas quando comprou a unidade.

A presença de pedreiros das construtoras nas dependências comuns dos prédios é comum nos primeiros 30 dias de ocupação, de acordo com o gerente de implantação administradora Robotton, Mauricio Dell Arno. “Às vezes, a empresa entrega o condomínio com 80%, 90% da obra pronta.” A permanência dos profissionais, segundo ele, tem por objetivo a realização de reparos a danos criado pelo uso inicial.

No condomínio do comerciante Sosthenes Marques, de 36 anos, o atraso no acabamento das instalações não ocorreu só em razão de ajustes necessários: “Foram terminadas as oito torres previstas, mas as áreas comuns não estavam de acordo”. Em agosto, quando as chaves foram entregues, faltava decoração no salão de festas, que também apresentava infiltrações. Mais de dois meses depois, a piscina e o salão mulher, além do salão de festas, ainda não foram oficialmente colocados à disposição dos moradores.

A entrega formal das áreas deve contar com a concordância do conselho condominial. Quando há atrasos, a incorporadora precisa acordar um prazo para o encerramento das obras. Feito isso, em geral o síndico realiza uma vistoria para avaliar a boa condição dos espaços.

Regularização. “Entrega não quer dizer aceitação. O corpo diretivo pode não concordar com a pintura ou acabamento, por exemplo”, diz o CEO da administradora Itambé, Flavio Martins.

O vice-presidente Imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Odair Senra, afirma que a instalação de condomínios e a ocupação só se dá depois da obtenção do “habite-se” do imóvel na Prefeituras - documento que garante condições adequadas de habitação. “Como a maior parte das unidades dos empreendimentos é financiada, é preciso a averbação da construção para gerar a matrícula individual (que é pedida pelos bancos para a liberação de crédito).”

As administradoras também exigem a aprovação municipal para a implantação dos condomínios. “O morador só entra (no imóvel) depois da primeira assembleia”, diz Martins.

Na prática, a ocupação nem sempre respeita a legalidade, de acordo com a advogada Patrícia Mendlowicz, especializada em contratos e em direito do consumidor. “A pessoa recebe um papel da construtora e acha que é o habite-se, mas, às vezes, é só o alvará de construção”, alerta. “Elas estão entrando nos empreendimentos sem a menor condição de habitação.”

Mercado imobiliário aposta na remodelação de empreendimentos antigos

segunda-feira, março 14th, 2011

Infomoney

SÃO PAULO – Em vez de construir empreendimentos novos, remodelar estruturas antigas e que perderam valor ao longo do tempo. Esta tem sido uma das apostas do mercado imobiliário brasileiro, por meio do que ficou chamado de “retrofit”.

O termo em inglês é usado para definir reforma, mas com customização, adaptação, melhora de equipamentos, do conforto e das possibilidades de uso de um prédio.

“As tecnologias atuais de equipamentos, materiais e de inteligência predial permitem que os edifícios antigos, após um processo de retrofit, passem a oferecer os mesmos benefícios, conforto e qualidade dos edifícios mais modernos”, afirmou o diretor financeiro da BNCORP, César Worms.

Regiões inteiras

O processo pode atingir grandes áreas urbanas, especialmente quando se aborda a questão da revitalização das cidades e atualização de construções, sem perder as características arquitetônicas originais.

E espaço para o retrofit não falta no país. Em São Paulo, de acordo com Worms, regiões como a do Centro Velho e a da Avenida Paulista têm 90% de edifícios que não são dotados de inteligência predial. 

No Rio de Janeiro, a revitalização de um prédio na região central da cidade fez com que o preço do aluguel do metro quadrado passasse de algo entre R$ 20 e R$ 25 para R$ 100. Tudo isso por conta da modernização das faixadas e instalações, que datavam da década de 1950.

Consumidor Moderno: Rossi adota estratégia de venda porta a porta

segunda-feira, novembro 1st, 2010

Escrito por Redação Consumidor Moderno- NO VAREJO

A Rossi –incorporadora e construtora – investe em uma ação inédita de varejo para estreitar ainda mais a sua relação com os clientes. Para tanto, a empresa estabelece parceria com uma das gigantes do segmento de lingerie e de vendas porta a porta, a DeMillus – que atua, hoje, com cerca de 135 mil revendedoras no País. 

A partir de outubro, a sinergia entre as marcas possibilitará ao cliente atendido por uma revendedora de lingerie conhecer, em sua casa ou trabalho, os empreendimentos oferecidos pela Rossi, via material informativo preparado especialmente para este público. Inicialmente, a parceria será estabelecida na área metropolitana do Rio de Janeiro, região na qual a Rossi possui mil unidades à venda, mas ambas as empresas visam a ampliá-la a todo o País.

A ação será apenas o passo inicial da estratégia de difusão dos produtos da Rossi. Em uma segunda fase, mediante interesse do comprador em potencial, cliente e revendedora se deslocarão a um estande da empresa para que a compra seja efetuada, por meio de um corretor de imóveis. Também há uma segunda possibilidade, na qual a revendedora cadastrará o cliente em um canal exclusivo da Rossi.

O futuro comprador será contatado por um corretor, que ajudará no processo de compra do imóvel. Para que os produtos sejam apresentados para os clientes, revendedoras e corretores receberão um treinamento especial das empresas.“Temos como objetivo ir, sempre, onde o cliente está. Daí surgiu a ideia da parceria. Com ela, todos ganham, pois a revendedora DeMillus reverte sua indicação em vale-compras de produtos da marca e o cliente obtém informações sobre imóveis com praticidade e comodidade. Além disso, a capilaridade de vendas é muito grande e conseguimos chegar à porta do cliente”, explica o diretor de vendas da Rossi, Klausner Monteiro.

Além disto, as revendedoras DeMillus também serão agraciadas com facilidades para aquisição de imóveis da Rossi, já que contarão com tabela diferenciada para compra. Também, a cada imóvel vendido, a revendedora que levou este cliente até o estande receberá R$ 500,00 em produtos DeMillus.

“Quase 100% do público da DeMillus é feminino e acreditamos que as próprias revendedoras da empresa possam ser um alvo potencial de compra dos imóveis e, assim, um exército ainda mais poderoso na divulgação boca a boca”, explica a vice-presidente da DeMillus, Eva Goldman.

 


Saiu na imprensa: Lançamentos da Tecnisa somam R$ 1 bilhão em nove meses

sexta-feira, outubro 22nd, 2010

Valor online

SÃO PAULO - A incorporadora Tecnisa fechou setembro com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 1 bilhão no acumulado do ano, montante 205% superior ao acumulado nos primeiros nove meses do ano passado.

Segundo balanço preliminar divulgado pela companhia, no terceiro trimestre foram anunciados sete empreendimentos, dos quais R$ 573,6 milhões correspondem à parcela da incorporadora. Atualmente, a empresa já atingiu 67,8% do guidance de lançamentos para o ano.

Entre julho e setembro, as vendas contratadas da Tecnisa totalizaram R$ 423,2 milhões, sendo R$ 385,2 milhões relativos à parcela incorporadora. Esse valor é 59% superior ao mesmo período do ano passado.

No acumulado até setembro, as vendas somam R$ 897,2 milhões, dos quais R$ 812,2 são referentes à parcela Tecnisa, superando o mesmo período do ano passado em 5%.

(Ana Luísa Westphalen | Valor)

Saiu na imprensa: Lançamento de imóveis no ABC Paulista tem alta de 106%

sexta-feira, agosto 20th, 2010

19/08/10 - DCI - Camila Abud Sucursal do ABC


 SANTO ANDRÉ SÃO PAULO - Atraídos pela infraestrutura, pela comodidade e pela proximidade de vias importantes como o sistema Anchieta-Imigrantes e o Rodoanel, o setor imobiliário de vendas e lançamentos na região do ABC Paulista deve continuar expressivo este ano. No semestre passado houve aumento de 106% se comparado com o mesmo período de 2009: mais de 3 mil unidades foram lançadas. A comercialização dos imóveis também apresentou crescimento de 18,7%, o que corresponde a mais de 2.773 unidades.

Para o restante do ano, a Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC (ACIGABC) espera um crescimento ainda forte em relação ao semestre passado. “A expectativa é excepcional, principalmente a de lançamentos de unidades com 2 e 3 dormitórios”, disse o presidente da ACIGABC, Milton Bigucci, dono da empresa que leva eu nome.

Segundo a entidade, no semestre passado São Bernardo do Campo foi destaque no valor de mercado ao somar R$ 400.330.444,00 e superar as cidades de Santo André e de São Caetano do Sul somadas, que detêm respectivamente R$ 171.205.006,00 e R$ 138.102.652,00. São Bernardo superou, portanto, em mais de 100% estas duas cidades.

“A boa localização e qualidade de vida da região e os preços menores em comparação com os da capital paulista, além da grande oferta e variedade de imóveis, são alguns dos atrativos”, comentou o diretor de Vendas da MBigucci, Robson Toneto, que acredita que o cliente fica seguro para comprar imóveis na região do ABC Paulista.

O rápido desempenho de vendas é resposta também das opções de financiamento. “Nos plantões temos percebido aumento da procura devido a facilidades de financiamento, com mais prazos e menos juros”, disse o presidente da entidade.

A construtora MBigucci também possui grande expectativa para 2010. No primeiro semestre a MBigucci comercializou mais de 400 unidades, o que representou um crescimento de 63,27% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, a MBigucci prevê aumentar o volume de lançamentos de 2010 em 80%. “Em 2009 foram lançados R$ 100 milhões, e em 2010 serão R$ 180 milhões”, disse Milton Bigucci.

Segundo o empresário, estão em andamento oito empreendimentos (1.020 imóveis) a serem lançados entre o final deste ano e o primeiro trimestre de 2011. Vale destacar que 40% destes lançamentos são destinados ao “Minha Casa, Minha Vida”.

Em relação às vendas, em 2009 foram vendidos R$ 102 milhões; em 2010, o previsto é de R$ 164 milhões. O ABC representa 65% dos negócios da MBigucci; a cidade de São Paulo, 30%; Guarulhos e interior do estado, 5%.

“Para o segundo semestre de 2010 nossa expectativa é aumentar ainda mais a velocidade de vendas. Temos cerca de mil unidades em estoque e esperamos comercializar mais 650 apartamentos até o final deste ano. Temos o lançamento de oito empreendimentos residenciais e mais um galpão industrial. Este ano se configura como o melhor ano em vendas”, crê Toneto.

Ultrapassar meta

A Plazza Brasil Imóveis, especializada em comercialização de lançamentos, acredita que deva ultrapassar a meta 40% de crescimento, sendo que 80% dos novos empreendimentos estarão no Grande ABC. Com 24 lançamentos programados para o restante do ano, a empresa estima que o VGV (valor geral de vendas) chegue a R$ 1,7 bilhão este semestre. Para a presidente da empresa, Valéria Corrêa, o objetivo é continuar sua expansão de forma segura e responsável.

“A Plazza Brasil Imóveis fez trabalho sério que levou ao crescimento sustentado e que atraiu parceiros fortes. Isto movimentou o mercado regional e aguçou a entrada de novas empresas de comercialização imobiliária. O momento é de consolidar ainda mais a marca da Plazza Brasil Imóveis.” A empresa também está otimista para os próximos seis meses.

“Temos grandes negócios por acontecer ainda em 2010 em relação a parcerias. Isto deve incrementar de forma significativa o portfólio de lançamentos a serem contabilizados ainda este ano”, finalizou Valéria.

Guarulhos

A incorporadora Atua, braço da Yuny Incorporadora, liquidou 76% das unidades de um empreendimento localizado em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. A empresa está obtendo bons resultados com estratégias de pré-venda que garantem a reserva do imóvel antes do lançamento e aumentam as chances de venda na abertura do estande. “Quando há sinalização de aprovação do imóvel na prefeitura, já começamos a trabalhar com ações de captação de clientes, um processo que geralmente leva dois meses até a venda”, afirma Carolina Zupirolli, coordenadora de Marketing da Atua.

Sem força de vendas própria e investindo forte em campanhas na internet, em mídia especializada, anúncios de jornal e material gráfico, a empresa reforça a estratégia de impactar o cliente antes do lançamento. Em Guarulhos, o trabalho de pré-venda foi realizado pela corretora Habitcasa, braço da Lopes no segmento popular. “Uma das ferramentas mais eficazes é o envio de mala-direta à base de clientes em potencial. Em geral, os clientes levam em conta a localização, os diferenciais da planta, tecnologia, modernidade e novidades”, ressalta Mirella Parpinelle, diretora de Atendimento da Lopes.

Com essa ação, a incorporadora registra venda de 90% dos imóveis em estoque até junho e a compra de seis novos terrenos para lançamentos este ano.

Atraído pela comodidade e proximidade de vias como o sistema Anchieta-Imigrantes e o Rodoanel, o setor imobiliário dispara em vendas e lançamentos na região do ABC Paulista.