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Ações de construtoras disparam com crescimento nas vendas

terça-feira, julho 16th, 2013

Cyrela e MRV agradam investidores com números do segundo trimestre
Beatriz Souza, de Exame.com

São Paulo - As ações das construtoras Cyrela (CYRE3) e MRV (MRVE3) estão em forte alta no pregão desta terça-feira após divulgarem bons resultados de vendas. Na máxima do dia, os papéis da Cyrela subiram 4,67%, negociados a 16,80 reais, e os da MRV 5,38%, cotados a 6,85 reais.
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A Cyrela registrou vendas contratadas de 1,47 bilhão de reais no segundo trimestre, ante 1,06 bilhão de reais um ano antes. Considerando os parceiros, as vendas no trimestre foram de 2,18 bilhão de reais, alta de 66 por cento na comparação anual.

Já os lançamentos no segundo trimestre foram de 1,25 bilhão de reais no período, frente a 911,3 milhões de reais um ano antes.

MRV

Já a MRV teve aumento de quase 50% nas vendas contratadas do segundo trimestre na comparação anual, com foco maior na venda de estoques, enquanto os lançamentos caíram cerca de 40 por cento no período.

“Basicamente a estratégia da companhia este ano é fazer a gestão de estoque. A gente tinha um volume de estoque à venda importante”, disse à Reuters a diretora executiva de Relações com Investidores da MRV, Mônica Simão.

Imóveis vendidos em outlet têm desconto de até R$ 1 milhão

quinta-feira, setembro 20th, 2012

Outlet de imóveis virtual Home4Less vende lançamentos de grandes incorporadoras que estão em estoque com descontos de até 30%

Priscila Yazbek, de Exame.com

São Paulo – Conseguir descontos é sempre bom, descontos milionários então parecem bons demais pra ser verdade. Mas, é exatamente isso que o site Home4Less tem feito. Ele é um dos recém-lançados outlets de imóveis virtuais, que no lugar de vender roupas que entraram para o estoque, vendem imóveis e com descontos que chegam a 1 milhão de reais, ou até 30% do valor do imóvel. No Home4 Less, o cliente é acompanhado de perto durante todo o processo e assessorado pessoalmente por funcionários do site durante a compra dos imóveis, que custam entre 170.000 reais e 12 milhões e são definidos pelo site como imóveis premium.

No ar desde junho deste ano, o site já conta com 380 visitas por dia, 3.000 pessoas cadastradas, 165 encomendas e 120 imóveis à venda. A empresa tem parceria com 12 incorporadoras do Estado de São Paulo, algumas das maiores do mercado, como Gafisa, Lindenberg e Brooksfield. Elas enviam para o site informações sobre seus lançamentos que entraram em estoque e que pela urgência em serem vendidos, possuem bons descontos. O site anuncia então os imóveis com seu valor original, o valor do desconto e a economia que o cliente terá na compra, parecido com o que os sites de compras coletivas fazem.

Ao entrar no site e encontrar um imóvel de seu interessa, o cliente pode tanto clicar na opção “Me interessei e quero fazer uma proposta” ou em “Quero mais informações”. Ao clicar, ele é direcionado para uma página onde será escrito um e-mail para a Home4Less. Em seguida, o site já inicia um contato direto com o cliente e envia as informações desejadas. Caso o cliente opte por fazer a proposta, a Home4Less confere se a sugestão é compatível com os objetivos dos proprietários do imóvel, para checar se o negócio pode ser levado adiante. Em caso positivo, o cliente é acompanhado por funcionários do site para fazer uma visita ao imóvel.

Se o imóvel de fato interessar, a Home4Less envia à incorporadora dados do comprador, como a comprovação de renda e uma carta do cliente sinalizando a intenção da compra. Em seguida, é marcada uma reunião presencial entre o cliente, a incorporadota e a Home4Less e então é firmada a proposta de intenção de compra. A partir deste momento, o resto da negociação é feito entre o cliente e a incorporadora.

Segundo explica o sócio-fundador do site, José Luis Ribas, como os clientes já anunciam logo cedo quanto estão dispostos a pagar, no início do processo eles já sabem se o negócio pode vingar e assim filtram quais clientes realmente têm interesse em fechar a compra. “Nossas negociações são mais rápidas, eu já pergunto ao cliente que tipo de imóvel ele quer, por quanto e já dou as opções disponíveis. Assim nós não perdemos tempo com o cliente que não vai comprar o imóvel de fato”.

Indo direto ao ponto, os negócios se concretizam com maior rapidez. Por conta disso, a Home4Less consegue descontos das incorporadoras ainda maiores do que as corretoras normalmente obtêm. “Nós trabalhamos com um número menor de clientes, mas com um atendimento mais personalizado. E assim, nós conseguimos melhores preços junto às construtoras, já que nós investimos em mídia, na prospecção dos clientes e levamos a proposta firmada”, diz Ribas.

O imóvel com desconto fica disponível por cerca de 30 dias no site. Segundo Ribas, as incorporadoras não deixam o desconto no site por mais tempo para não prejudicar também as negociações das corretoras de imóveis. Assim como outras imobiliárias, a Home4Less recebe comissões das incorporadoras por negócio fechado, que variam entre 2,5% e 6% do valor da operação.

Até mesmo as promoções da empresa se parecem muito mais comas ações de uma loja de outlet do que com uma imobiliária comum. Neste mês, os clientes que se cadastrarem até o dia 30 no site ganham 1.000 reais em crédito para utilizar na compra do primeiro imóvel.

Encomende um imóvel ou venda seu imóvel pelo site

Além de buscar os imóveis com desconto, por meio da Home4Less é possível também fazer uma encomenda, informando o tipo de imóvel que se deseja comprar, a região e qual o valor que você se disporia a pagar. “Em no máximo 48 horas nós respondemos ao cliente já com as opções de imóveis nos termos que ele pediu”, diz Ribas.

Por meio do site também é possível anunciar imóveis para venda. Neste caso, o imóvel não fica em destaque no site, como os imóveis das incorporadoras que possuem descontos. Ele entra no banco de dados da Home4Less, que ao identificar um comprador para o imóvel - que aceite pagar valores na faixa de preço desejada pelo proprietário – faz o contato entre as partes. Se a venda se consolidar, a Home4Less cobra uma comissão de 4% do valor da transação.

E, caso o cliente queira deixar também sob responsabilidade da Home4Less todo o processo jurídico da venda com, a comissão paga ao site sobe para 6% da operação.

Estoque de imóveis

Os dados mais recentes do Sindicato de Habitação de São Paulo (Secovi-SP), mostram que o estoque de imóveis não vendidos pelas incorporadoras em São Paulo era de 16.824 unidades em julho. O número é 25% maior do que em julho de 2011, quando 13.369 imóveis estavam estocados.

Os imóveis podem entrar em um estoque por diversos motivos. O primeiro deles é o descompasso entre a oferta de lançamentos e a procura por parte dos compradores. Isto explica o aumento de estoque em relação ao ano passado. Em 2010, por exemplo, quando houve um aquecimento do mercado imobiliário, o estoque chegou a ser de apenas 7.915 unidades em julho. Já em 2011, os estoques voltaram a subir, mas ainda ficaram em uma média de 11 a 14 mil unidades. E neste ano, passada a euforia e a supervalorização dos preços, o nível do estoque está voltando a um nível que é considerado normal pelo Secovi.

Segundo explica Ribas, foi justamente um aquecimento do mercado imobiliário que gerou a ideia da criação da Home4Less em 2008. “No início do boom imobiliário em 2008, prevendo uma futura superação da oferta sobre a demanda devido a uma provável supervalorização no preço dos imóveis, comecei a colocar no papel a possibilidade de criar um site onde pudéssemos trabalhar como uma vitrine para que as principais incorporadoras de São Paulo ofertassem seus produtos em estoque”.

Além da falta de demanda no mercado, os imóveis podem entrar no estoque por serem apartamentos localizados em andares baixos e serem evitados em determinadas ruas. Eles podem ter encalhado por causa da própria incorporadora, que pode ter colocado a unidade à venda por um valor fora do patamar de mercado. Pela desistência de um comprador, ou então porque o imóvel foi lançado em um bairro onde posteriormente houve uma superoferta.

No Rio de Janeiro, compradores também evitam imóveis com muito sol, por causa do calor. E as coberturas em empreendimentos de classe média, que algumas vezes têm menor procura, segundo especialistas explicam.

As incorporadoras buscam vender estes imóveis em estoque o mais rápido possível para não arcar com gastos como com impostos, contas e todo tipo de manutenção.

Outros outlets de imóveis

Por enquanto, existem apenas outros dois outlets de imóveis no mercado. O RealtON, lançado há seis meses. E o PromoImóveis, que é o pioneiro e foi inaigurado em março de 2011.

O RealtON foi criado há seis meses e tem 120 corretores que acompanham o cliente durante todo o processo de compra.

No PromoImóveis, o cliente visualiza as promoções e fecha o negócio diretamente com as incorporadoras. O site apenas gera um cupom de desconto do imóvel pretendido, mas que não representa nenhum compromisso de vendas entre as partes. Após o cupom ser gerado, a venda é fechada com o cliente que primeiro formalizar a intenção de compra do imóvel, dentro do prazo da promoção, independentemente da ordem cronológica da geração do cupom.

Empresas realizam ações promocionais em setembro

quinta-feira, setembro 13th, 2012

Radar Imobiliário - O Estado de São Paulo
Claudio Marques

A temporada de saldões entre as empresas do setor imobiliário continua.

A incorporadora MRV Engenharia promove, entre 15 e 25 de setembro, três feirões para reduzir seus estoques. Os eventos, com previsão de ocorrer em São Paulo, Guarulhos e Santo André, ofertarão 689 unidades de 51 empreendimentos localizados em Mauá, Guarulhos e nas zonas leste e sul da capital paulista. A companhia promete ainda dar aos consumidores bônus de R$ 5 mil durante a ação promocional.

Os feirões serão realizados no Carrefour Guarulhos (Avenida Benjamin Harris Hunnicutt, sem número, Vila Rio), no Carrefour Bangu (Rua Oratório, 85, Santo André) e no Carrefour Giovanni Gronchi (Avenida Alberto Augusto Alves, 50, Vila Andrade, São Paulo). O atendimento será realizado de 9h às 22h.

Até o fim do mês, a imobiliária Brasil Brokers também realiza, em 15 estados do País, um festival de vendas de imóveis prontos, no intuito de elevar em 15% o número de negócios fechados.

“Serão oferecidos milhares de imóveis com valores a partir de R$ 200 mil e em condições especialmente trabalhadas para o evento”, explicou em nota a companhia. As taxas de financiamento serão, segundo a empresa, um dos diferenciais da iniciativa: 9,25% ao ano para imóveis até R$ 500 mil e 9,5% ao ano para imóveis com valor acima de R$ 500 mil. Todas as 108 lojas da Brasil Brokers participam da iniciativa.

Estoques de imóveis não preocupam, diz sindicato da habitação

quarta-feira, agosto 22nd, 2012

CAROLINA MATOS
FOLHA DE SÃO PAULO

O estoque de imóveis residenciais não preocupa e tem diminuído, afirma o Secovi-SP, que representa as construtoras.

Embora o número de unidades novas –com até três anos de existência– estocadas na capital em junho seja 22% superior ao do mesmo período de 2011, é 13% menor que em janeiro passado.

“O estoque é algo normal e faz parte de qualquer mercado maduro. Sempre vai existir e o consumidor pode, em alguns momentos, tirar proveito disso para negociar preços”, diz Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP.

José Luis Ribas, diretor-geral do Homes4less, diz que as construtoras têm estado mais receptivas a repassar as unidades remanescentes aos sites de venda. “Depois que entram no portfólio virtual, os imóveis são comercializados em 60 dias, em média.”

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste, associação de defesa do consumidor, no entanto, recomenda cautela antes da compra, com a conferência da documentação do imóvel e visitas ao local. “Caso contrário, o consumidor pode acabar com um mico na mão.

Outlet virtual vende apartamentos com até 30% de desconto

quarta-feira, agosto 22nd, 2012

CAROLINA MATOS
FOLHA DE SÃO PAULO

Morador de Santana, zona norte de São Paulo, o engenheiro aposentado José Maria Troitino, 59, comprou dois apartamentos na planta na região do Morumbi, zona sul da cidade, para investir.

“Depois que escolhi o apartamento no site, agendei o atendimento presencial para perto da meia-noite no estande de vendas”, diz.

Comodidade e, principalmente, preços até 30% mais baixos são o chamariz de sites de venda de imóveis em São Paulo –que ganham impulso com o aumento dos estoques das construtoras.

Na capital paulista, havia quase 17 mil unidades novas em estoque em junho (dado mais recente disponível). No mesmo mês do ano passado, eram cerca de 14 mil, de acordo com o Secovi-SP, sindicado que representa as empresas do setor.

O modelo de negócios dos sites varia: de imobiliárias virtuais, com equipes de corretores que acompanham, presencialmente, todo o processo de compra, até portais de ofertas de imóveis que fazem a ponte entre a construtora e o consumidor, mas não assessoram o negócio.

A remuneração vem sempre da construtora dona do imóvel e varia conforme o caso -em média, fica entre 2% e 5% do valor negociado.

CARDÁPIO

Em geral, as unidades oferecidas são remanescentes de empreendimentos já lançados há pelo menos seis meses ou um ano –portanto, ainda em construção–, mas também há recém-entregues.

É mais comum encontrar apartamentos de primeiro andar ou cobertura, de venda considerada mais difícil.

O cardápio inclui, no entanto, unidades de andares altos, mais cobiçados, devolvidas à construtora pelo primeiro comprador por desistência, antes de assumir o financiamento bancário.

A RealtON, em operação há cinco meses, segue o modelo de imobiliária virtual, com 120 corretores que acompanham o cliente durante todo o processo de compra.

“Funcionamos da mesma forma que um outlet de moda. As empresas repassam a nós os produtos que não foram absorvidos pelo mercado”, diz Rogério Santos, diretor da RealtON.

O site oferece cerca de mil imóveis, com preços de R$ 188 mil a R$ 5 milhões.

Na Homes4less, aberta há dois meses, os valores dos cem imóveis oferecidos vão de R$ 170 mil a R$ 12 milhões.

A estratégia, porém, é diferente: o site anuncia os imóveis e agenda as reuniões entre o comprador e as construtoras ou imobiliárias, mas não acompanha o processo de venda.

MAIS CONCORRÊNCIA

Já no PromoImóveis, lançado em março de 2011, o comprador seleciona o imóvel, imprime um comprovante e busca diretamente a empresa proprietária.

O site, no entanto, suspendeu atividades temporariamente para reformular sua estratégia.

“A concorrência aumentou. Estamos considerando nos tornar um veículo mais amplo, que exponha, além de de imóveis, serviços de imobiliárias virtuais”, diz Luiz Turano, diretor-executivo.

Por enquanto, não é possível fazer compras pelo site.

Estoque de imóvel novo sobe quase 20% no País

sexta-feira, junho 29th, 2012

Balanço das dez maiores empresas mostra velocidade de vendas menor no 1º trimestre

CIRCE BONATELLI - O Estado de S.Paulo

O estoque de imóveis não vendidos pelas incorporadoras cresceu quase 20% nos três primeiros meses deste ano, reflexo do número recorde de lançamentos nos anos anteriores, associado a uma queda na velocidade das vendas. O cenário acende o sinal de alerta entre as empresas do setor de construção, que revisaram suas projeções de lançamentos para 2012 e estão mais atentas à performance das vendas ao longo dos próximos meses.

De maneira geral, o crescimento de estoques é explicado pelo aumento excessivo da oferta. Em São Paulo, maior mercado do País, foram lançadas cerca de 38 mil unidades ao longo de 2011, repetindo o recorde do ano anterior, de acordo com dados do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), entidade que reúne as empresas do setor, como incorporadoras e imobiliárias.

A esse montante se somam as unidades que começaram a ser construídas entre 2007 e 2009, quando o mercado imobiliário viveu uma explosão de novos projetos, impulsionado pelo avanço da demanda com a melhora da renda da população e da oferta de crédito habitacional.

Por outro lado, o total de unidades vendidas na capital paulista recuou 21,1% de 2010 para 2011. No mesmo período, a velocidade das vendas anual (porcentual de imóveis vendidos diante do estoque total) diminuiu 13 pontos porcentuais. “A economia do País entrou numa situação mais frágil do que a de anos anteriores. Isso criou retração no mercado consumidor, que passou a adiar a decisão de compra do imóvel”, explicou João da Rocha Lima, coordenador do Núcleo Imobiliário da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

“Com a reacomodação entre oferta e demanda, aumentou o total de moradias não vendidas”, acrescentou o presidente do Secovi-SP, Cláudio Bernardes. “O mercado imobiliário não é uma fábrica, que pode desligar as máquinas a qualquer momento. Aqui, existe uma inércia no ritmo de produção que levou à formação desse estoque”, disse.

Conforme apontam os balanços das dez maiores empresas do País, listadas no Índice Imobiliário da Bolsa de Valores, o valor esperado com a venda das unidades em estoque (imóveis prontos, em obras e recém-lançados) atingiu o montante de R$ 24,8 bilhões no primeiro trimestre de 2012, um crescimento de 19,5% em relação aos R$ 20,7 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2011.

No período, o estoque de cinco companhias cresceu acima da média (de 19,5%): Helbor (138,4%), Even (78,1%), Rossi (29,4%), Tecnisa (22,5%) e MRV (22,1%). Por sua vez, PDG Realty ficou com 18%, Gafisa com 16,9% e Eztec com 14,6%. O estoque da Cyrela ficou praticamente estável (-0,1%) e o da Brookfield teve baixa de 2%.

Sinal amarelo. O maior número de unidades estocadas não é considerado desesperador pelas empresas nem por analistas do mercado, mas acende o sinal amarelo no setor. “As empresas já reduziram o volume de lançamentos, o que é lógico e prudencial. Não há motivo para lançar empreendimentos se o mercado está mais frágil”, disse Lima.

De acordo com o especialista, o aumento do total de estoques não é um problema quando a maioria dos imóveis é composta por unidades recém-lançadas ou em fase de obras, que contam com tempo hábil para as vendas. “O drama está nas unidades prontas”, que geram custos de manutenção e não contribuem para o fluxo de caixa, explicou. No primeiro trimestre, as unidades prontas variavam de 3% a 12% dos estoques das incorporadoras, sendo que o nível considerado razoável pelo mercado gira em torno de 15%.

Por enquanto, esse cenário afasta a possibilidade de ocorrerem queimas de estoques generalizadas no setor, com promoções e grandes cortes nos preços. Empresas como a Even e a Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI), por exemplo, utilizaram essas estratégias neste ano, mas são consideradas casos isolados. “Algumas empresas têm ações pontuais de vendas e de marketing. Mas ainda não é uma estratégia de todo o mercado”, avalia o analista de construção do Barclays Capital, Guilherme Vilazante.

Em outros casos, as empresas passaram por um aumento porcentual de suas unidades em estoque como estratégia de recomposição, após vendas intensas nos anos anteriores. “Nosso estoque estava baixíssimo e optamos por trabalhar com um volume maior neste ano,” explicou o diretor financeiro da construtora mineira MRV, Leonardo Corrêa.

Por sua vez, a Helbor, que teve expansão de 138% no volume de estoques, a maior do setor no período analisado, atribuiu o fato à concentração de 70% dos lançamentos de 2011 no último trimestre do ano. Segundo o diretor de vendas da empresa, Marcelo Bonanata, a companhia se mantém tranquila e não prevê nenhum saldão de imóveis, mas admite que haverá atenção para a velocidade das vendas.

“Passamos por um momento de euforia nos últimos anos, com lançamentos vendidos rapidamente. Agora estamos voltando ao que era antes, com mais equilíbrio”, ponderou Bonanata. “O mercado diminuiu o ímpeto. Agora, temos de prestar atenção”, alertou.

Pechincha imobiliária

sexta-feira, maio 11th, 2012

Isto é Dinheiro - online
Outlet de imóveis comercializa estoque de grandes incorporadoras com descontos de até 30%

Por Geovana Pagel

Imóveis novos prontos ou semiprontos, com valores de R$ 300 mil a R$ 4 milhões, com descontos que variam de 5% a 30%. É o que promete a RealtON, outlet de imóveis que mantém parceria com as maiores incorporadoras do Brasil - como Tecnisa e Queiroz Galvão - e criou um site para divulgar e comercializar as ofertas.

O empresário Rogério Santos, que acumula mais de 25 anos de experiência no segmento de imóveis, diz que a ideia de criar uma ponta de estoque de imóveis surgiu após ter acompanhado todos os movimentos marcantes do mercado imobiliário, principalmente entre 2006 e 2007, quando mais de 20 companhias abriram capital e se viram forçadas a aumentar significativamente o número de lançamentos e, posteriormente, de estoque.

“Estima-se que hoje as companhias abertas acumulem um estoque superior a R$ 35 bilhões”, afirma Santos, que divide a sociedade da empresa com Marcelo Lima, um dos controladores do fundo do Private Equity Artesia. “A necessidade de caixa que surgiu após todos os lançamentos incentivou as empresas a tornar seus estoques mais líquidos, daí o surgimento da RealtON”, avalia.

A empresa não revela os valores investidos, mas Santos garante que ela começou bem. Em apenas dois meses de operação, o site registrou aproximadamente 960 mil acessos e mais de 62 mil pessoas foram cadastradas.

A dentista Ana Carolina Garcia Machado, 38 anos, é uma dessas clientes e acaba de encontrar o imóvel que procurava há cerca de um ano, com um desconto de R$ 77 mil. “Eu já conhecia o empreendimento, mas não consegui comprar na época do lançamento. O desconto oferecido foi tentador”, afirma. O imóvel de alto padrão no bairro do Brooklin custava R$ 876 mil e foi comprado por R$ 799 mil.

A apresentação dos produtos é via internet, mas uma equipe de hosts da RealtON também recebe clientes no escritório. Como é uma outlet, existem poucas unidades de cada empreendimento e há casos em que o imóvel “desaparece” da carteira em menos de duas horas. Alguns apartamentos são vendidos antes mesmo de serem anunciados no site.

Expansão

Apesar de ainda dar os primeiros passos em São Paulo, a RealtON pretende atuar em Estados como Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas, Bahia e Paraná e também no Exterior. Estados Unidos e Rússia estão entre os mercados-alvo da companhia. No entanto, segundo Santos, a empresa só deve operar em outros países após a maturação do conceito no Brasil.

Ponta de estoque de imóveis chega ao Brasil e quer vender R$ 500 milhões

quinta-feira, dezembro 22nd, 2011

DCI
Paula Cristina - PB

São Paulo - Para quem não perde uma boa ponta de estoque, em janeiro de 2012 um novo ramo de vendas com descontos chegará ao Brasil: o site Realton, que vem com a proposta de negociar imóveis de grandes construtoras, e que promete oferecer descontos de até 30% para a compra de imóveis. -

Com previsão de início no final de janeiro na Grande São Paulo, o objetivo do grupo é fechar 2012 com R$ 500 milhões negociados entre casas, apartamentos e imóveis comerciais. A ideia de vendas de imóveis através de descontos nasceu nos Estados Unidos, há cerca de cinco anos, e é a primeira vez que um site foca no mercado brasileiro.

De acordo com o CEO da Realton, Rogério Santos, o espaço encontrado pelo grupo para garantir uma fatia do mercado aconteceu depois da percepção de que aproximadamente 15% dos imóveis das grandes construtoras acabam não vendidos no momento do lançamento e se não houver amplo trabalho de publicidade muitas vezes alguns imóveis ficam “encalhados”, já que o fluxo de novos lançamentos ainda é bem grande. É nesse vacuo do mercado que a empresa entra, ela faz toda a ponte entre o consumidor interessado em um imóvel mais barato, e a empresa interessada em escoar o estoque. “As companhias precisam de caixa e já não vão investir em publicidade e estandes com apartamentos decorados para empreendimentos que estão quase totalmente vendidos. Os imóveis novos que sobraram são os que vamos comercializar”, garante.

O executivo afirma ainda que até o final de novembro o site já contava com quase 10 mil cadastros de olho nos mais de 200 empreendimentos que estarão colocados à venda. Segundo Santos a Realton só trabalhará com imóveis construído por incorporadoras de grande porte, a maioria com ações listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A expectativa da empresa é que até o lançamento, cerca de mil imóveis sejam disponibilizados para os clientes da Grande São Paulo.

Para a metade do ano que vem, a expectativa é continuar ampliando a atuação do grupo. “Queremos ter ofertas de bons imóveis em Brasília (DF), Belém (PA), Curitiba (PR), Manaus (AM), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA), todos locais com muito potencial de vendas”, continuou.

Como funciona

Para receber as ofertas, os consumidores devem fazer o cadastro no site e, assim que começar a operar, e empresa enviará os preços por e-mail. Caso exista interesse, os clientes devem procurar um corretor da empresa que os auxiliará na negociação.

Zona norte é a região com maior estoque residencial da cidade

quarta-feira, junho 8th, 2011

Folha.com

A zona norte é a região com maior estoque percentual de residenciais lançados neste ano, de acordo com pesquisa realizada pela imobiliária Coelho da Fonseca.

O estudo mostra que 48% das unidades lançadas ali ainda não foram comercializadas. As unidades vagas se concentram no distrito do Tucuruvi, onde apenas 32% dos residenciais lançados foram vendidos.

Em segundo lugar na lista de estoque, aparece a zona oeste (41%). Na região, Raposo Tavares (87%) e Alto de Pinheiros (59%) são as áreas com maior estoque percentual.

Se considerados os números absolutos, a zona sul é aquele que tem o maior número de unidades à venda. Das 3.594 lançadas até abril, 817 ainda não foram vendidas.

Apesar de ser o maior número absoluto, em percentual a região tem 76% de seus apartamentos vendidos.

Já na zona leste, se a média de vendas da região é boa (70%), há regiões como a Penha e o Belém, em que 51% e 47% dos apartamentos ainda não foram comercializados.

O centro é a área com menor estoque: apenas 3 unidades à venda.