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Brasília é líder em qualidade de vida

quarta-feira, dezembro 5th, 2012

HELENA MADER e LARISSA GARCIA
Correio Braziliense - 05/12/2012

Dois estudos divulgados ontem - um da FGV e outro de uma consultoria internacional - concluem que a cidade tem os melhores índices na habitação, renda, trabalho, saúde, segurança e educação entre os 5.655 municípios brasileiros

Brasília é conhecida como a capital da qualidade de vida por conta de suas ruas largas e arborizadas e de seu projeto urbanístico inovador. Mas a cidade também ostenta excelentes indicadores nas áreas de habitação, renda, trabalho, saúde, segurança e educação. Essas estatísticas colocaram Brasília na liderança de dois importantes rankings divulgados ontem. Estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas mostrou que o DF tem o maior Indicador Social de Desenvolvimento dos Municípios — um índice que avalia fatores como níveis de escolarização, taxas de homicídios, oferta de saneamento básico e renda. Brasília também foi eleita por uma consultoria internacional como a melhor cidade para viver no Brasil.

O indicador da Fundação Getulio Vargas leva em conta 28 fatores, distribuídos em seis categorias. No índice sobre educação, os técnicos analisam o total de crianças menores de 3 anos que frequentam creches, o número de matriculados no ensino fundamental, as taxas de analfabetismo, a nota da Prova Brasil e o desvio idade-série. Para avaliar a segurança, a FGV leva em conta as estatísticas de homicídios e, para os indicadores de emprego, são consideradas as taxas de ocupação e formalização, além dos dados sobre trabalho infantil. No cálculo do índice de habitação, a fundação avalia elementos como a coleta de lixo, a oferta de energia elétrica e água canalizada, o sistema de esgoto e a densidade de moradores por cômodo. Na categoria saúde, os técnicos verificam fatores como a taxa de mortalidade infantil e de mortalidade por causas evitáveis. No quesito renda, a FGV analisa os índices de pobreza extrema e de pobreza. Em todas as categorias, o DF apresenta os melhores índices do país entre as unidades da Federação.

Brasília lidera o ranking das capitais e também dos municípios. Aparece em primeiro lugar até mesmo quando os dados são comparados entre as 5.565 cidades brasileiras. O estatístico Osvaldo Russo, diretor de Estudos e Políticas Sociais da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), comemorou a divulgação do estudo da Fundação Getulio Vargas, mas explicou que o resultado não surpreendeu. “Ainda que haja desigualdade social, Brasília tem a maior renda per capita do Brasil e isso contribui para o resultado. Os excelentes índices educacionais do DF também tiveram influência, a escolaridade aqui é muito alta, em todos os níveis”, comentou Russo.

O diretor da Codeplan citou outros resultados positivos para o Distrito Federal. “Na área de saúde, apesar de enfrentarmos problemas que são recorrentes em todo o Brasil, também temos índices positivos, como as menores taxas de mortalidade materna e uma altíssima expectativa de vida. Brasília tem os melhores dados relativos a saneamento básico, com atendimento praticamente integral de rede de esgoto”, acrescentou Osvaldo Russo.

Preocupação
Apesar dos números positivos, há vários indicadores que preocupam os técnicos do governo. “O número de creches ainda é muito baixo, mas é um deficit que se observa em todos os estados”, comentou o diretor da Codeplan. Apesar de ter a maior renda per capita do país, o Distrito Federal ainda tem 46 mil pessoas que vivem em situação de pobreza extrema.

A pesquisadora da Fundação Getulio Vargas Priscilla Tavares, que participou da elaboração do indicador, explica que a FGV analisou dados do IBGE, e dos ministérios da Saúde e da Educação para calcular o novo índice. Essa é a primeira vez que o Indicador Social de Desenvolvimento dos Municípios é divulgado, mas a publicação será anual a partir de agora. “Nosso objetivo foi focar nos indicadores básicos que estão na área de atuação dos prefeitos. Assim, as pessoas podem usar essas informações para cobrar melhorias dos municípios”, explicou Priscilla.

Brasília também foi considerada a melhor cidade para se viver no Brasil pela consultoria internacional Mercer. A capital federal ocupa, entretanto, a 102ª posição no ranking mundial. “Usamos Nova York como parâmetro comparativo e, em quase todos os itens, o DF ficou abaixo da metrópole norte-americana. As cidades brasileiras se destacaram pelo fator ambiental. Como não temos furacões e terremotos, acabamos por ganhar qualidade de vida”, explicou a consultora-sênior de capital humano da companhia, Renata Herrera.

No ano passado, Brasília ficou em 101º lugar. “A queda não é justificada por alguma piora na região, mas por melhorias em outras. No geral, as capitais europeias estão na frente. Viena, por exemplo, está em primeiro lugar em quase todos os itens. Mesmo assim, o DF sai na frente das outras cidades brasileiras em oportunidade de emprego, educação e serviços públicos. Estes fatores não foram levados em consideração pelo estudo”, completou Renata.

Para o presidente do Conselho Comunitário do Sudoeste, Elber Barbosa, na capital federal a qualidade de vida dos brasilienses vem diminuindo nos últimos anos. “Ainda temos as melhores condições, principalmente, no mercado de trabalho e no meio ambiente. Mesmo assim, estamos perdendo em alguns quesitos, como preservação urbanística, trânsito e segurança pública. O policiamento de Brasília não estava preparado para o crescimento demográfico excessivo que presenciamos atualmente”, avaliou.

Paulistas compram em média 1,8 imóvel durante a vida

sexta-feira, outubro 19th, 2012

Infomoney

Entre os compradores com renda familiar superior a R$ 10 mil, 29% buscam comprar o primeiro imóvel

Por Heraldo Marqueti Soares

SÃO PAULO - Os paulistas compram, em média, 1,8 imóvel durante a vida, relatou estudo da empresa de consultoria de imóveis Lopes. Dentre eles, quase todos (96%) visam moradia própria e 56% estão a procura de comprar o primeiro imóvel.

O índice varia de acordo com a idade do comprador - paulistas de até 29 anos compram 0,2 imóvel, aqueles entre 30 e 39 anos compram 0,6 e dos 40 ao 49 compram 1,4 imóvel. Somente acima dos 50 anos a média alcança 1,8 imóvel. O estudo foi realizado com 1.199 entrevistas, realizadas em junho e julho deste ano.

A diretora de Inteligência de Mercado da Lopes e também resposável pela pesquisa, Cristiane Crisci, conta que o aumento da renda, o baixo desemprego e menores taxas de juros para contratar financiamento, além do próprio crescimento da população economicamente ativa, são os fatores positivos que vão garantir o crescimento do mercado. “As pessoas estão mais confiantes para realizar a compra do primeiro ou segundo imóvel, além disso elas também estão mais informadas, visitam estandes e pesquisam mais os preços”, explica Crisci.

Em relação à renda, foi notado que 75% dos entrevistados com renda familiar mensal de até R$ 9.999 ainda não adquiriram o primeiro imóvel. Enquanto dentre as famílias com renda superior a R$ 10 mil, apenas 29% buscam a primeira aquisição. O porcentual inserido nesta renda que já comprou um imóvel é de 27% e o número de quem já adquiriu dois imóveis é de 24% e 21% das pessoas entrevistadas já compraram três imóveis ou mais.

Investidores
O percentual de compradores que estão adquirindo o primeiro imóvel destinado a investimentos é de 4%. Considerando aqueles que já compraram imóveis anteriormente, a proporção de investidores aumenta para 21% dos entrevistados

“Nova” classe média ganha até R$ 1.019 per capita

quarta-feira, maio 30th, 2012

Por Rodrigo Pedroso | De São Paulo
Valor Econômico

A Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) divulgou ontem estudo que estabelece novos critérios para a identificação da classe média brasileira e a define como o grupo composto por famílias com renda per capita entre R$ 291 e R$ 1.019, segundo dados da composição da renda em 2009. Atualmente, esse universo representa 54% da população do país.

Em parceria com um corpo de especialistas nas áreas de economia, sociologia e pesquisas de opinião, foram adotados diversos critérios para definir as faixas de renda da classe média, que foi dividida em três subgrupos, como a alocação e a composição da renda. Segundo a SAE, o principal critério observado foi o da vulnerabilidade, ou seja, a chance que a população tem de sofrer decréscimo na renda, e assim retornar à condição de pobreza.

A nova classificação vai servir para o governo tomar medidas que sustentem a emergência da classe média na sociedade brasileira. Em 2001, o percentual da população que se encaixava nesse perfil era de 38%. Já em 2009, a classe alta representava 18%, enquanto a baixa correspondia a 34%. “A expectativa é que a gente entenda melhor e mapeie essa nova classe, que ascendeu nos últimos dez anos e se transformou na maioria da população brasileira”, afirmou Moreira Franco, ministro da secretaria.

A nova classe média foi dividida entre a “baixa classe média”, com renda per capita entre R$ 291 a R$ 441, “classe média”, com ganho entre R$ 441 a R$ 641, e “classe média alta”, com rendimento entre R$ R$ 641 a R$ 1.019.

Os trabalhos para realizar a nova medição começaram em dezembro último, com o último encontro sendo realizado ontem para definir as diretrizes finais. A intenção do governo é fazer com que a nova classe média permaneça como maioria na população brasileira e tenha mais estabilidade, segundo o secretário de Ações Estratégicas da secretaria, Ricardo Paes de Barros.

“A inserção na nova classe média se deu pela expansão do emprego formal. Agora queremos garantir um segundo empurrão nesse mercado de trabalho: a geração de empregos mais estáveis”, afirmou para depois explicar que o foco é o aumento da produtividade do grupo. “Hoje há muita rotatividade nas empresas, o que é ruim tanto para o empregador como para o empregado. O primeiro não investe no funcionário e o segundo dá um retorno menor, pois fica pouco tempo.” Para tanto, o governo estuda políticas específicas, como a criação de incentivos a funcionários e empresas que mantenham vínculos mais longos.

Além da três subdivisões de classe média, mais cinco foram feitas para enquadrar as diferenças de renda no país. A faixa “extremamente pobre”, com renda de até R$ 81, a “pobre mas não extremamente pobre”, com renda entre R$ 162 e R$ 291, a “vulnerável”, com renda entre R$ 291 e R$ 441, a “baixa classe alta”, com renda entre R$ 1.019 e R$ 2.480 e a “alta classe alta”, com renda acima de R$ 2.480. Os valores que compreendem essas denominações foram corrigidos de 2009 até abril deste ano.

A previsão de Paes de Barros é que estudos com a nova metodologia sejam anunciados nos próximos meses.

DM9 lança estudo inédito sobre comportamento digital

segunda-feira, fevereiro 6th, 2012

Novo estudo sobre comportamento digital

A DM9DDB apresenta um documentário com estudo inédito em que apresenta uma nova classificação do consumidor em ambiente digital. O estudo, que recebeu o nome de “Perfis Digigráficos”, conclui que as mudanças trazidas pelo digital pouco ou nada tem a ver com sexo, idade ou classe social, mas sim com três novos critérios:

1) Quanto e como as pessoas utilizam os recursos e equipamentos de tecnologia em sua vida.

2) Quais são as intenções que elas têm ao consumir os diversos produtos digitais.

3) E principalmente, quanto os recursos digitais servem para moldar sua própria identidade.

Ou seja, no mundo digital, não dá pra classificar as pessoas somente por meio dos critérios convencionais, como demografia ou mesmo perfis psicográficos. É preciso adicionar um novo olhar, usando uma nova lente. Com base nestes novos critérios, a DM9 adotou cinco perfis de consumidores digitais, que ganharam o apelido de perfis digigráficos. São eles:

IMERSOS: Tiveram parte de sua identidade definida a partir da tecnologia.

Com ela, conseguiram “se encontrar”, definir melhor seus interesses e estabelecer melhores vínculos com o mundo.

Suas personalidades e identidades foram definidas pela era digital, que os permitiu dar vida a mais personas.

FERRAMENTADOS: recorrem à tecnologia para agilizar as tarefas, mas não a idolatram.

A tecnologia os ajuda nas tarefas cotidianas, facilitam suas vidas. Mas não dependem delas nem são definidos por elas .Esse grupo é um exemplo de como as pessoas redefiniram a maneira como se relacionam com família, escolas, empresas e governo.

FASCINADOS: querem parecer modernos e tecnológicos.

Para eles, computadores, gadgets e hábitos da Era Digital são ícones da modernidade – e consumir essas novidades os ajuda a atestar que são antenados. Eles são um excelente exemplo de como o relacionamento com os outros foi bastante modificado.

EMPARELHADOS: a tecnologia é fundamental para pôr em prática os projetos da vida.

Eles enxergam a tecnologia como a grande companheira para fazer o dia a dia acontecer. Sem ela, a vida fica extremamente complicada. Para este grupo, as máquinas são como uma extensão do seu corpo, potencializando suas capacidades humanas.

Evoluidos: o universo das máquinas e da tecnologia é seu habitat.

Esses são as crianças e os adolescentes que já nasceram adaptados e estão crescendo no mundo digital. Não conheceram o mundo pré-digital.

Para Cynthia Horowicz, vp de planejamento da DM9DDB, “o estudo reforça o posicionamento que escolhemos para a DM9DDB como uma agência convergente. Geramos ideias e construímos marcas independentemente da plataforma”. E completa: “para as marcas, o estudo será uma grande contribuição para que sofistiquem seu entendimento do consumidor na era digital”.

Rodrigo Maroni, diretor de planejamento e estratégia digital, completa: “Essa nova classificação dos consumidores nos permite aumentar a eficiência das ações digitais, pois nos orienta a gerar ideias mais relevantes para cada público”. Ele exemplifica: “Para se conectar com o perfil “Imersos”, é preciso saber conversar e dar valor para suas identidades virtuais, especialmente usando meios digitais, que é onde essas identidades ganham vida.”

O documentário com o estudo aparece dividido em seis episódios e, além da classificação de cada perfil digigráfico, os vídeos trazem análises dos especialistas da DM9 e dos profissionais da Vox Pesquisas, contratada pela DM9 no processo de investigação do estudo

Novo consumidor prestigia ética e exige reinvenção do varejo

quarta-feira, novembro 23rd, 2011
Consumidor Moderno - Redação  Hot News - com informações Adnews 

O estudo internacional Retail Trend 2012, conduzido pelo The Future Laboratory, aponta o surgimento de um novo consumidor – forjado pelas crises econômicas, pelo impacto de novas tecnologias e pelo amplo questionamento sobre a sustentabilidade do consumo contemporâneo.

Esse consumidor contemporâneo deu origem a tendências como a Rurbanism e tem demandado dos gestores de marcas e produtos a criação de novas fórmulas de relacionamento.

Os novos padrões comportamentais e perfis de consumo são objeto do Retail Trend 2012  - dossiê de tendências do varejo do BRIC (Brasil, Índia, Rússia e China);  N-11 (Bangladesh, Egito, Indonésia, Irã, Coreia do Sul, México, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Turquia e Vietnã); Europa; e Estados Unidos.

A pesquisa mostra que os consumidores dessa nova década estão mais preocupados com questões de sustentabilidade: aspecto essencial à motivação de compra. Segundo Paulo Al-Assal – diretor-geral da Voltage e um dos principais especialistas em Tendências do Brasil –, o consumidor contemporâneo exige uma reinvenção do varejo; o que os estudiosos de tendências têm classificado como a Idade da Transformação.

“Os novos consumidores prestigiam marcas com uma postura ética, que unem valores do passado aos avanços digitais do futuro. De modo geral, autenticidade é a palavra que mais define essa demanda do consumidor”, afirma o especialista. As pesquisas apontam que as decisões de compra são arraigadas em princípios éticos, ambientais e da comunidade; o novo consumidor quer não apenas que a sua marca favorita compartilhe esses valores mas ajude-o a expressá-los mais plenamente.

No aspecto econômico, o consumidor europeu contemporâneo está mais cauteloso. A pesquisa revela que na Alemanha, 72% dos consumidores afirmaram que gastarão menos do que em 2010 – quadro semelhante ao da Espanha e França onde 82% e 74% dos consumidores, respectivamente, declararam a mesma intenção de reduzir gastos.

Em contraste, as economias do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) revelam otimismo. Na Índia, até 2013 o varejo deve faturar US$ 833 bilhões, subindo para US$ 1,3 trilhão até 2018, de acordo com dados do India Brand Equity Foundation.

Na China, o varejo deve crescer 47% em cinco anos, chegando a US$ 2,5 trilhões em 2014. Há, também, boas perspectivas para os países que compõem o N11 (Bangladesh, Egito, Indonésia, Irã, Coreia do Sul, México, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Turquia e Vietnã).

O estudo integra o LS:N Global Trend Briefing Dossiers, destaque do LS:N Global (LifeStyle News Network) – portal internacional da The Future Laboratory. No Brasil, o portal é representado com exclusividade pela Voltage, agência produtora de insights aplicáveis ao negócio.

Diálogo com o cliente

As tendências mostram que é necessário construir formas diferenciadas de chegar ao clientes e entender de que maneira a marca é percebida pelo consumidor. “Essa percepção envolve tudo em torno do produto.

Há muito a dizer, por exemplo, na forma como a mercadoria é entregue ao cliente. Algumas empresas na Europa perceberam que mesmo nas compras online, o cliente gosta de ter a experiência de retirar o produto como em uma compra convencional.

Diante dessa demanda, criaram armazéns para que os consumidores pudessem ter essa experiência, ou seja, entenderam que alguns consumidores não querem que a compra seja estática; desprovida de estímulos táteis. Trata-se de uma alternância; a combinação entre os mundos online e offline”, detalha Al-Assal, acrescentando que o formato é chamado de drive-through.

Com mais informações e ferramentas online de pesquisa, os consumidores são mais exigentes e pesquisam muito antes de comprar.

“Na Europa, por exemplo, vemos uma geração de consumidores que buscam conveniência de maneira ampla. Então, as marcas tendem a reduzir a gama de produtos oferecidos, focando nos essenciais – uma tentativa concreta de ser ágil e eficiente. Esse consumidor quer comprar um número reduzido de produtos que resolvam as necessidades diárias. Há o anseio por uma vida mais simples, descomplicada”, detalha Al-Assal, acrescentando que o consumidor – em especial o norte-americano e europeu – está fascinado pela procedência da alimentação.

“Eles querem saber de onde vem o produto alimentício adquirido e, sobretudo, a história da empresa. Alguns varejistas têm investido, inclusive, em exposições interativas e educacionais destinadas a aproximar o cliente do processo de produção”, afirma.

Rurbanism, a tendência

O novo consumidor busca autenticidade. É nesse contexto que a tendência Rurbanism está inserida. Estreitamente relacionada com a redescoberta do convívio – uma reação avessa à onipresença da vida online e digital – a tendência revela-se na valorização dos “bastidores” do processo de produção. “Os consumidores, sobretudo europeus, estão cansados do anonimato das corporações multinacionais, ou seja, querem saber a procedência dos produtos; querem saber sobre o trabalho qualificado que está por trás dos produtos”, afirma Al-Assal.

A Revolução Rurban está sendo impulsionada por uma mudança da geração do “eu” que será substituída pela geração do “nós”. Fiéis a marcas e varejistas que norteiam a atuação pela responsabilidade socioambiental, esses consumidores têm o serviço comunitário como parte do seu DNA. Alguns, inclusive, estão investindo na produção de alimentos para consumo próprio. Na esteira da tendência, algumas redes de supermercado na Europa aumentaram a oferta de alimentos orgânicos e produtos caseiros, produzidos por cozinheiros locais. O Cornercopia Brixton, no sul de Londres, é um dos exemplos de adequação à tendência. Restaurantes da Califórnia (EUA) e Cingapura têm adotado a tendência e adquirido itens alimentares com procedência idônea e produzidos localmente.

Ênfase no varejo online

O “varejo sem fronteiras” está se tornando um verdadeiro mantra para os consumidores, tendência que foi impulsionada pelo sucesso do e-commerce – e pelos atributos de comodidade das compras online. Os gestores das lojas “convencionais” devem atentar para a presença online como forma de maximinizar as vendas. Uma outra vértice da questão revela que os varejos locais devem investir para ampliar a atuação por uma questão de sobrevivência do negócio. “A presença online é tão importante que algumas lojas na Europa montaram quiosques de pesquisa online nos próprios estabelecimentos para que o cliente possa fazer a pesquisa online dentro da loja. Esse é um claro investimento para se tornar multicanal e alinhar o negócio ao novo perfil de consumidor”, conta Al-Assal.

Na Europa, o varejo online deve crescer 11% em 2011 – segundo análises do Centre for Retail Research. Nos Estados Unidos, as compras online devem registrar um aumento de 10% ao ano até 2014, quando espera-se que o segmento fature US$ 249 bilhões e corresponda a 8% das vendas do varejo norte-americano.

O mundo está diante da segunda geração de e-compradores. Na prática, o varejo online migrou dos computadores para os smartphones. A pesquisa revela que até 2015, os consumidores de todo o mundo devem gastar cerca de US$ 119 bilhões em bens e serviços adquiridos via celular. No Japão, o m-commerce (mobile commerce) é responsável por 50% de todas as transações, de acordo com a operadora O2, principalmente pela facilidade em pesquisar preços. Nos Estados Unidos, as compras com celular devem atingir a marca de US$ 8,6 bilhões em 2014, de acordo com a ABI Research. “Na Starbucks, por exemplo, o cliente paga suas despesas pelo celular, tornando o aparelho um cartão de crédito e débito”, conta Al-Assal, acrescentando que nos Estados Unidos, 30% dos adultos usam o telefone móvel para comparar preços antes de comprar.

Construir a “história” da marca

No processo de “construção” das marcas os gestores não podem perder de vista os insights gerados por tendências. O executivo chama a atenção pela tendência que aponta a predileção do consumidor pela história da empresa. No caso da marca Moleskine, fundada em 1997, essa demanda foi suprida por uma “herança instantânea”. “Apesar de ser uma marca jovem, os gestores da Moleskine se apropriaram da história que liga os caderninhos de anotações a escritores e artistas como Van Gogh, Picasso e Ernest Hemingway – personalidades que usavam um caderno similar para anotações. E, na minha percepção, não há nada de ilegítimo nessa apropriação”, opina, acrescentando que é necessário criar novas formas para “submergir” os consumidores na história e nos atributos das marcas.

É nesse ínterim que a inovação se faz necessária. Al-Assal destaca a importância de identificar uma narrativa, uma forma de comunicação para que a marca crie um relacionamento virtuoso com o cliente. O executivo cita como exemplo a Starbucks. “A rede, nos Estados Unidos, tem incentivado os consumidores a registrar a presença na loja via Foursquare e participar de programas de recompensa. Ao participar, o cliente tem direito a descontos e brindes; a Starbucks, por sua vez, está construindo uma boa reputação no ambiente online com um público formador de opinião”, afirma.

Ipea: 26 milhões de pessoas deixam de ser pobres no Brasil

sexta-feira, setembro 16th, 2011

RADAR ECONÔMICO 

Sílvio Guedes Crespo

Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) aponta que, no Brasil, 26,6 milhões de pessoas saíram da pobreza entre 2004 e 2009, ou seja, passaram a viver com uma renda per capita mensal de R$ 465 ou mais.

O contingente é maior do que a população inteira de Minas Gerais, o segundo Estado mais populoso do País, com 19,6 milhões de pessoas. Com isso, há hoje 77,9 milhões de não pobres no Brasil. Visto de outro modo, há 107 milhões de pessoas vivendo com menos de R$ 465 mensais.

O número de pessoas classificadas como “extremamente pobres” (renda per capita de até R$ 67) baixou de 15 milhões para 8,7 milhões no período, uma queda de 60%. Esse é o estrato mais baixo da população.

A renda média da população brasileira total subiu 28% entre 2004 e 2009 (de R$ 495 para R$ 635). A desigualdade, medida pelo índice de Gini, caiu 5,6%.

Brasil e EUA

O trabalho do Ipea vem dois dias depois que uma pesquisa nos Estados Unidos mostrou que 2,6 milhões de pessoas no país norte-americano se tornaram pobres de 2009 para 2010.

Os dados não são comparáveis diretamente, por uma série de motivos. Um deles é o de que, nos EUA, o Census Bureau, autor da pesquisa, chama de “pobres” as pessoas com renda individual inferior a US$ 11.139 por ano, o que daria US$ 928 por mês. Aqui, o Ipea classifica como “não pobres” os que ganham R$ 465 ou mais por mês.

Outro motivo que impede a comparação direta é a diferença do poder de compra que cada moeda tem dentro de seu país.

Mesmo assim, é possível afirmar que os dados mostram Brasil e EUA caminhando em sentidos opostos.

Ontem, este blog escreveu que, se os US$ 11.139 que os EUA definem como linha de pobreza fossem simplesmente convertidos para reais e adotados como único critério para caracterizar a pobreza no Brasil, praticamente metade dos brasileiros poderiam ser chamados de pobres.

Jovens querem justiça, autenticidade e compartilhamento

quarta-feira, julho 20th, 2011

Adnews

A WMcCann apresenta o resultado do estudo “A Verdade sobre a Juventude Global”, uma pesquisa realizada com 7 mil pessoas entre 16 e 30 anos, conduzida em Abril de 2011 em conjunto com outros escritórios da McCann Worldgroup.

 

O estudo que incluiu sete mercados - Reino Unido, Estados Unidos, Espanha, China, Índia, Brasil e México - observou as motivações dos jovens ao redor do mundo e procurou revelar o que os fazem ser diferentes das outras gerações anteriores. 

 
A pesquisa mostra uma visão regrada pela tecnologia e motivada por três necessidades fundamentais: autenticidade (a necessidade de ver as coisas como elas realmente são), justiça (a necessidade de justiça social ou pessoal, de fazer o que é certo e ser um ativista) e compartilhar (a necessidade de conexão, relacionamentos e comunidade). Essas motivações levam a comportamentos que transcendem fronteiras internacionais. 
 
A tecnologia como o quinto sentido foi algumas das verdades reveladas pelo estudo da WMcCann e do McCann Worldgroup. Mais da metade dos entrevistados (53%), de 16 a 22 anos, disse que abririam mão do seu senso de olfato, mas não abririam mão da tecnologia. Para essa geração, a tecnologia não é um simples adendo, os jovens a utilizam como uma espécie de supersentido que os conecta ao conhecimento, aos amigos e as oportunidades de entretenimento. 
 
Quando perguntados sobre os valores que eles procuram em um melhor amigo, os jovens optaram pelos amigos “verdadeiros”. Escolhido  por 42% dos jovens, o item teve o dobro de respostas em relação a segunda opção considerada mais importante (autenticidade, escolhida por 22% deles). “Verdadeiros” é também a palavra mais aplicada aos jovens quando eles se auto definem - 21% deles escolheram essa opção como uma descrição pessoal.  
 
A justiça é a segunda motivação mais importante para os jovens, escolhida por 52% deles. A maneira pela qual os jovens se qualificam é “diferenciar o certo do errado” (44%). Uma grande porcentagem de jovens diz que a coisa pela qual eles mais querem ser lembrados na vida é “mudar o mundo de uma maneira positiva”. Além disso, os jovens ao redor do mundo têm conhecimento de como as ferramentas das mídias sociais podem atuar e elas são aproveitadas na questão da justiça social. Eles estão usando essas ferramentas para “reimaginar” como a justiça atua e como eles podem tomar medidas quanto a essa questão.  
 
A pesquisa realizada pela WMcCann e mais seis escritórios da Rede também descobriu que para os jovens de hoje tudo gira ao redor da economia social, das pessoas com quem nos relacionamos e com que compartilhamos. Como disse um entrevistado “se não há fotos, não aconteceu”. Considerando que a geração passada focava em cultivar um grupo pequeno de amigos, os relacionamentos entre os jovens de hoje são muito mais complexos. Usando a mídia social, um adolescente é susceptível a gerenciar e manter vários grupos de amizades. 
 
Neste cenário, comenta Aloísio Pinto, VP de Planejamento da WMcCann e coordenador do estudo no Brasil: “Se conectar com amigos estrangeiros substituiu a necessidade de “pertencer” a um grupo fechado de amigos. Essa é a “geração estratégica” que, de forma eficaz, constrói diferentes identidades e avalia a utilidade de conexões específicas. Não é a toa que, globalmente, 47% dos jovens, mais que tudo, querem ser lembrados por suas relações e conexões”. 

Redes sociais ainda não envolvem o consumidor, diz estudo

quarta-feira, fevereiro 23rd, 2011

A Razorfish lançou o Liminal, novo estudo que mais uma vez aponta as últimas tendências digitais. O estudo reúne dados compilados a partir de entrevistas individuais em profundidade e do monitoramento online de cerca de seis mil consumidores que fazem parte do banco de dados da companhia aérea Virgin America, além de englobar dados sobre o engajamento em mídias sociais relativos a mais de 100 mil usuários de Internet compilados pela empresa Rapleaf.

“A partir do Liminal é possível é olhar para a gestão de relacionamento com o cliente mais do ponto de vista de um consumidor do que de um anunciante, de modo a compreender melhor como as pessoas escolhem interagir com as marcas”, comenta Fernando Tassinari, general manager da Razorfish Brasil.

Apesar dos anunciantes estarem cada vez mais presentes nas redes sociais, como Facebook e Twitter, o consumidor ainda não consegue enxergar essas plataformas como fontes de envolvimento com uma marca, uma vez que não atendem a todas as expectativas da audiência. A maioria das pessoas ainda prefere manter contato com uma marca através de métodos mais tradicionais como o e-mail, sites da empresa ou, ainda, por meio do boca a boca.

Os consumidores citaram o fato de sentirem-se valorizados como sendo o elemento mais importante para o envolvimento com uma marca. “Todos querem a mesma coisa. Assim, as empresas devem se preocupar menos com a construção de inúmeros canais e pontos de contato e mais sobre como assegurar que cada interação com o cliente comunique valor”, aconselha Tassinari.

O estudo também revela que o conceito de “consumidor no controle”, mantra amplamente divulgado nos últimos anos, pode não ser tão adequado quanto se pensava. Entre as seis qualidades que definem o engajamento – sentir-se valorizado, confiança, eficiência, coerência, pertinência e controle –, este último foi classificado como o menos significativo entre os consumidores.

Enquanto redes sociais como o Facebook são respeitadas por entregar controle e relevância, não são tão bem sucedidas em auxiliar as marcas a fazerem com que sua audiência sinta-se valorizada. De qualquer maneira, as empresas podem tomar medidas para mudar essa percepção. O estudo aponta para alguns recursos na página do Facebook que são “sensíveis” às necessidades do cliente e onde, por exemplo, os fãs de uma determinada marca de vestuário têm a possibilidade de receber em primeira mão notícias sobre uma eventual liquidação.

Como parte do estudo, a Razorfish também criou uma ferramenta intitulada “Ranking de Influência do Consumidor” – uma equação que auxilia as marcas a avaliarem o valor de um consumidor com base em sua influência e alcance, bem como a intenção e o poder de compra deste indivíduo. A equação baseia-se fortemente no Twitter, uma vez que o serviço de microblogging é a mais pública e controlável de todas as principais plataformas sociais, observa o relatório.

O Ranking de Influência do Consumidor é o outro lado da pontuação SIM Score (Marketing de Influência Social), desenvolvida pela Razorfish em 2009 para ajudar a medir a influência das próprias marcas nas mídias sociais. A metodologia SIM Score proporciona uma análise mais abrangente da estabilidade de uma marca, e não apenas de sua força na web social.

Para ler o estudo na íntegra acesse:

http://Liminal.Razorfish.com

Bancas de jornal viraram canal de conveniência, diz pesquisa

segunda-feira, fevereiro 21st, 2011

Estudo inédito traça perfil de negócio das bancas de jornal nas principais capitais brasileiras; 40% faturam até R$ 900 e 68% vendem gomas e confeitos
Beth Mathias, da Agência Sebrae de Notícias

São Paulo - Uma pesquisa inédita comandada pela empresa ToolBoxTM, consultoria especializada em PDV (ponto de venda), revela o perfil de negócio das bancas de jornal no país. O levantamento, realizado em quatro amostragens (julho e novembro de 2009 e março e julho de 2010), nas principais capitais das cinco regiões, revela que grande parte dos estabelecimentos, principalmente os maiores, está se tornando também um canal de conveniência.

Foram pesquisados 3.352 estabelecimentos de um total de 16 mil bancas atendidas pela principal distribuidora do país, a Dinap. O estudo mostra que 68% das bancas visitadas comercializam gomas e confeitos e 52%, bebidas refrigeradas. Já o serviço de fotocópia está presente em 12% delas (dados de julho de 2010).

“As bancas maiores têm capacidade para colocar refrigeradores, máquinas de fotocópia e até geladeiras de sorvete. Isso agrega muito valor ao ponto de venda”, diz Luiz Sedeh, diretor de desenvolvimento da ToolBoxTM.

Entre os produtos considerados pela pesquisa estão publicações e artigos comercializados (revista/ jornal, cartão telefônico, livro, cigarro, goma e confeito, bebida refrigerada, chocolate e sorvete), a disponibilidade de serviço de fotocópia, o número de funcionários (pessoas que trabalham na banca, além do dono), o tempo de existência, a aceitação de cartão de crédito ou débito e o faturamento diário.

“O que nós percebemos com essa pesquisa é que as bancas de jornal têm demanda para se tornar um canal de conveniência com inúmeras oportunidades de negócios. O gargalo está na mentalidade do empreendedor em inovar. Ele precisa deixar de ser apenas um jornaleiro para ser um varejista”, diz Sedeh.

Tradicionais nas ruas das cidades, 36% das bancas de jornal compreendidas na pesquisa possuem até dez anos de existência e 22%, até 20 anos. Quanto ao número de colaboradores, 49% contam com até um funcionário, 34% com até dois funcionários e 15% possuem mais de dois funcionários; os outros 2% pesquisados não responderam (dados de julho de 2010).

Em relação ao faturamento (dados de julho de 2010), 45% não quiseram responder. Dos 55% restantes, 40% faturam até R$ 900, o que dá um faturamento anual de cerca de R$ 300 mil.