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8 milhões querem comprar casa

terça-feira, fevereiro 19th, 2013

Nice de Paula
O Globo - 19/02/2013

Número é maior do que o de famílias que pagam aluguelcasa própria continua sendo o maior sonho da classe média brasileira, mas um dos principais objetivos de quem planeja comprar um imóvel não é fugir do aluguel e sim de outros membros da família. Pesquisa nacional do Instituto Data Popular mostra que, embora menos de 18% dessa parcela da população paguem aluguel, 7,9 milhões de famílias querem comprar sua casa própria nos próximos dois anos, conforme antecipou ontem Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO.

O número representa 25% das 31,4 milhões de famílias que compõem classe média. Ou seja, é maior do que a fatia que paga aluguel. No último levantamento, realizado em 2009, o imóvel aparecia nos planos de apenas dois milhões de famílias.

- O problema não é fugir do aluguel, mas criar um patrimônio, dar uma segurança para a família, e principalmente ser dono do próprio nariz, já que muitos são casados e vivem com os pais ou sogros. O ditado “quem casa quer casa” nunca foi tão verdadeiro - diz Renato Meirelles, diretor do instituto.

A classe média - grupo com renda familiar mensal entre R$ 1.110 e R$ 3.875, segundo a pesquisa - já responde por 54% dos domicílios brasileiros, e ganha mais 1,2 milhão de famílias a cada ano, por ascensão social ou novos casamentos.

Segundo Meirelles, o salto no número dos que pretendem comprar um imóvel foi influenciado pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

- O programa mostrou para essa parcela da população que o sonho da casa própria é possível. Acho 7,9 milhões um número muito alto. Se um terço se realizar já será muita coisa.

O número reflete o otimismo do brasileiro. Basta ver que, desde sua criação, em 2009, o programa Minha Casa, Minha Vida financiou 1,337 milhão de imóveis. Das famílias que planejam comprar imóvel, 80% pretendem recorrer ao financiamentos e as outras dizem que vão pagar à vista ou por meio de consórcio.

O Data Popular tomou por base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE. Mostra que 75% da classe média moram em imóvel próprio e 7% em residências cedidas. O Nordeste tem o maior percentual de famílias com residência própria: 80%. No Sudeste, são 74%

O critério para definir classe média foi o mesmo usado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência. Por esse indicador, famílias com renda média mensal de até R$ 1.109 são consideradas classe baixa; e aquelas com ganho a partir de R$ 3.876 são da classe alta.

Com fecundidade baixa, Brasil deve ser tornar país de idosos

quarta-feira, outubro 17th, 2012

Dados do Censo 2010 revelam que o número de filhos por mulher, de 1,9 filho, está abaixo da taxa de reposição da população
Isabela Vieira, da Exame.com

Anticoncepcional a queda foi influenciada por práticas contraceptivas, entre as quais, a esterilização feminina

Rio de Janeiro - Dados do Censo 2010 divulgados hoje (17) pelo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam que a taxa de fecundidade no país (número de filhos por mulher), de 1,9 filho, está abaixo da taxa de reposição da população – de 2,1 filhos por brasileira. Têm mais filhos mulheres do Norte e Nordeste, além de pretas e pardas, pobres e menos instruídas.

O dado consolida a trajetória de queda da fecundidade, a partir da década de 1970 e influencia o perfil etário da população: o Brasil tende a ser tornar um país de idosos. O número de filhos por mulher chegou a 6,28 em 1960, antes de cair para 2,38, em 2000. Atualmente, com 193 milhões de pessoas, o Brasil é um país jovem, cuja população cresceu 1,7% na última década.

O número de filhos na área rural influenciou a menor diminuição da taxa de fecundidade. Embora tenha diminuído de 3,4 filhos para 2,6, entre 2000 e 2010, é maior do que o verificado nas áreas urbanas (de 2,18 para 1,7). Por isso, a taxa final difere da divulgada recentemente pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), de 1,7 filho, que não ouve mães camponesas.

A queda no número de filhos por mulher se deu de forma diferente nas regiões do país. Foi influenciada por práticas contraceptivas, entre as quais, a esterilização feminina, com forte impacto na redução de filhos no Norte e Nordeste, ressalta o IBGE. Mesmo assim, em 2010, o Norte é a única região com taxa de fecundidade acima da de reposição.

Outro fator que influenciou a queda foi a diminuição do número de filhos entre as mulheres mais jovens nas faixas de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos, que vivem em área urbana. Elas contribuem com maior peso no cálculo da taxa, assim como as mulheres pretas e pardas, que têm, em média 2,1 filhos por mulher. Entre as brancas, que têm filhos entre 25 e 29 anos, o índice fica em 1,6.

A diminuição da fecundidade também está relacionada à renda e ao nível educacional. Entre as menos escolarizadas, o número de filhos chega a três, enquanto fica em um, no caso das mais instruídas. Atualmente, 66% das mulheres em idade fértil no país têm ensino fundamental completo.

Mesmo com crise, serviços à família mantêm crescimento

quarta-feira, setembro 26th, 2012

No grupo serviços prestados às famílias houve crescimento de 44,9% entre 2007 a 2010, contra 31,6% de média no setor

Akemi Nitahara, da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Com o crescimento do emprego e da renda, o setor de serviços prestados às famílias mantiveram ritmo de expansão nos últimos anos, mesmo com a crise econômica de 2008. Os dados estão na Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2010, divulgada hoje (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, no biênio 2007/2008, o crescimento médio do setor de serviços não financeiros chegou a 11,4%. Em 2008/2009 caiu para 6,1% e retomou o crescimento em 2009/2010, alcançando 11,2%. No grupo serviços prestados principalmente às famílias, houve crescimento de 9,9% no primeiro biênio pesquisado, de 13,9% no chamado biênio da crise e de 15,8% em 2009/2010, totalizando 44,9% no período de 2007 a 2010, contra 31,6% de média no setor.

Dentro do grupo, a atividade alimentação se destaca com crescimento de 22,6% no biênio da crise, enquanto atividades culturais, recreativas e esportivas apresentaram queda de 5,6% no mesmo período.

A pesquisadora do IBGE Ana Carla Magni explica que o setor de serviços não financeiros ajudou o país a sentir menos os efeitos da crise econômica mundial de 2008, mas destaca o bom desempenho dos serviços prestados às famílias.

“No caso dos serviços prestados principalmente às famílias, diferentemente dos outros setores, eles tiveram taxa de variação crescente ano após ano, ou seja, eles não espelharam os efeitos da crise, a gente viu nesse período uma evolução do emprego, da renda, do crédito, que acabou impulsionando esse segmento dos serviços prestados às famílias”.

Novo consumidor pede imóvel segmentado

sexta-feira, setembro 14th, 2012

Os diferentes modelos de família que surgem vão exigir das incorporadoras projetos específicos para cada público
Marina Gazzoni, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - As incorporadoras precisarão segmentar seus empreendimentos para atender às necessidades de moradia dos diferentes perfis de consumidor brasileiro. A afirmação foi feita nessa quinta-feira, 13, pelo diretor geral da UBS Escola de Negócios e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar), Eduardo Terra, em palestra na Convenção Secovi. O evento faz parte da programação da Semana Imobiliária, promovida pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP), em São Paulo, entre segunda e sexta-feira.

Os diferentes modelos de família exigirão que as incorporadoras desenvolvam projetos específicos para cada público. “Os solteiros e casais sem filhos já representam mais de um quarto da venda de imóveis novos em São Paulo”, disse Terra.

Para esse público, por exemplo, não faz sentido lançar condomínios que destacam diferenciais como playground ou piscina infantil. “Seria mais interessante apostar em academia e terraço gourmet”, conclui Terra.

O risco das construtoras é restringir demais seu público-alvo. “Há cidades em que a segmentação é feita apenas por número de dormitórios”, disse Terra. A vantagem do setor imobiliário é poder lançar produtos adequados para cada nicho, sem ter de posicionar a marca para atender exclusivamente a esse público.

Terceira idade

Um dos nichos com potencial crescente é a terceira idade. As projeções sinalizam para uma mudança na pirâmide demográfica brasileira e para um maior porcentual de idosos entre a população. Em 2010, o Brasil somava 19,3 milhões de pessoas acima de 60 anos, número que deve chegar a 28,3 milhões em 2020, um salto de cerca de 45%, segundo dados do IBGE.

A construtora Tecnisa começou a prestar mais atenção nesses consumidores em 2009. A empresa observou que 15% dos compradores de um empreendimento focado em casais jovens com poucos ou nenhum filho foi vendido para pessoas com mais de 55 anos. “A população da terceira idade está se posicionando como um público ativo, que viaja, trabalha, casa novamente e compra apartamentos novos”, disse a diretora de projetos da Tecnisa, Patricia Valladares.

A percepção levou a Tecnisa a contratar uma equipe especializada em gerontologia, formada por geriatras e arquitetos, para auxiliar no desenvolvimento de projetos para esse público. Hoje, quatro empreendimentos da companhia já incorporaram adaptações para os idosos. São funcionalidades como a construção de uma pista de caminhada mais larga para permitir que um idoso com andador utilize o espaço. E a piscina do condomínio recebe uma escada de alvenaria, em vez de uma de alumínio.

“Focamos na terceira idade, mas terminamos com projetos melhores para todos. O custo de adaptar um espaço para o uso de idosos é maior do que se projetá-lo para contemplar essas necessidades”, disse Patricia.

Internet

As mudanças de hábitos dos consumidores também influenciam nas estratégias de venda e marketing do mercado imobiliário. Mais de 80 milhões de pessoas têm acesso à internet no trabalho ou em casa, segundo dados do Ibope Nielsen. “A compra do imóvel começa online”, disse o professor da UBS Escola de Negócios.

Segundo ele, as empresas e os corretores precisam se adaptar para atender o cliente na internet. A maioria das grandes incorporadoras e imobiliárias já adotou a função de “corretor online”, que oferece informações em salas de bate-papo. Quase nenhuma, no entanto, oferece na internet todas as informações relevantes, principalmente o preço do imóvel na planta. A tendência, segundo Terra, é que essa barreira seja rompida.

Famílias que recebem menos de 1 salário mínimo/mês ocupam mais da metade dos domicílios brasileiros

sexta-feira, abril 29th, 2011

Número de domicílios particulares cresceu, mas a média de habitantes por imóvel diminuiu
Estadão - Wilson Tosta e Felipe Werneck

Cresceu o número de domicílios particulares ocupados no Brasil, foi de 45 milhões para 56,5 milhões. Os maiores aumentos foram observados nas regiões Norte e Nordeste. O Sudeste manteve a dianteira, passando de 20,3% para 24,8 milhões de domicílios ocupados, um aumento de 22,2%.

Dos 57,3 milhões de domicílios ocupados, em mais da metade (32,2 milhões) viviam famílias com menos de 1 salário mínimo, que correspondia a R$ 510 na época da pesquisa, de renda mensal per capita. Em 15,8 milhões de domicílios viviam famílias com até meio-salário mínimo de renda mensal. O total de domicílios classificados como sem rendimento foi de 2,4 milhões e aqueles onde havia mais de 5 salários mínimos de renda mensal somaram 2,9 milhões.

O número médio de habitantes caiu de 4,2 em 1991 para 3,8 em 2000 e 3,3 no ano passado. Dos 57.324.185 domicílios particulares permanentes do País, 49,8 milhões são casas e 6,1 milhões são apartamentos. Ocas ou malocas somaram 14.614. Do total de domicílios, 42 milhões eram próprios, 10,5 milhões eram alugados, e 4,4 milhões eram cedidos.

Um dos resultados preliminares do universo do Censo (ainda não submetidos a processos de crítica) indica que 60 mil pessoas declararam viver em domicílios com cônjuge do mesmo sexo. Foi a primeira vez que o IBGE pesquisou essa informação em todo o País. A maior concentração absoluta foi verificada na Região Sudeste (32.202).