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Brasileiro é conservador na aplicação e agressivo no crédito

terça-feira, dezembro 18th, 2012

Fernando Torres | Do blog “Casa das Caldeiras”
Valor Econômico - 18/12/2012

Uma pesquisa divulgada na semana passada confirmou, quantitativamente, o conservadorismo do brasileiro com relação aos seus investimentos. Segundo o estudo, feito pelo Instituto de Pesquisas Rosenfield, a pedido da BM&FBovespa, 52,6% dos brasileiros preferem investimentos com baixo risco e alta rentabilidade. Outros 26% também afirmam ter um perfil ” moderado” e apenas 7% têm propensão a fazer aplicações com alto risco e alta rentabilidade (os demais não souberam ou não quiseram responder).

Os dados mostram, na prática, o desenho do mercado de investimentos brasileiro, com concentração de aplicações como a poupança, que aparece como a principal opção de investimento para 44,4%. Cerca de 53% dos entrevistados afirmaram que não sobra dinheiro para investir.

Não deixa de ser intrigante que o brasileiro seja bastante conservador com seus investimentos, mas não tanto assim com seus financiamentos e empréstimos. Uma pessoa conservadora tomaria um empréstimo de 20, 30 anos, com a parcela estourando o limite da sua renda - e sem qualquer garantia de que ficará empregado ao longo do período?

Como se sustentaria o mercado de financiamento de aquisição de bens, com juros elevadíssimos, se houvesse conservadorismo também no endividamento? Uma parte dessa diferença de comportamento tem a ver com a renda. Mesmo sendo conservadora e sabendo dos riscos, a pessoa não teria alternativa, a não ser se endividar para comprar o bem necessário.

Mas parece haver também outra razão, ligada à própria percepção sobre o risco. O medo de perder o dinheiro principal acumulado ao longo do tempo - mesmo que a quantia seja pequena - é muito maior do que o de ficar inadimplente de uma dívida “n” vezes maior. Assim como ocorre com as pessoas que têm dinheiro na caderneta de poupança, mas devem no cartão de crédito ou cheque especial.

Se entender sobre finanças parece difícil, a mente humana é muito mais complexa.

Caixa passa a financiar tributo e despesa de cartório de quem adquirir imóvel

sexta-feira, dezembro 14th, 2012

Podem ser incluídas despesas até o limite de 4% do valor do financiamento concedido

Economia & Negócios
O Estado de São Paulo

SÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal (CEF) passou a oferecer aos tomadores de crédito imobiliário a opção de incluir os gastos com cartório e Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) no total financiado.

Desde a primeira semana de dezembro, podem ser incluídas taxas de registro e escritura, dentre outras despesas cartorárias e de ITBI, até o limite de 4% do crédito tomado. Os valores das taxas e do tributo variam de acordo com a localidade do cartório.

Até a primeira semana de dezembro, a Caixa alcançou R$ 93,7 bilhões em contratações do crédito imobiliário, alta de 33,1% ante o mesmo período de 2011. Desse montante, R$ 42 bilhões correspondem a aplicações com recursos da poupança, R$ 36,5 bilhões às linhas que utilizam recursos do FGTS e R$ 15,2 bilhões são de recursos do Fundo de Arrendamento Residencial e demais fontes.

Até o final de 2012, a Caixa estima atingir a marca de R$ 100 bilhões em contratos de financiamento imobiliário.

Os prós e contras de financiar um imóvel por 30 anos

segunda-feira, outubro 29th, 2012

O que pesar antes de assumir uma dívida tão longa? Período de 30 anos é longo demais para tentar fazer qualquer previsão, e risco é alto

Julia Wiltgen, de Exame.com

São Paulo – O alto preço dos imóveis, principalmente nas capitais brasileiras, tem feito muita gente acreditar que será impossível comprar a casa própria sem se endividar por 20 ou 30 anos. Mas durante esse período, muita coisa pode mudar, tanto na região onde fica o imóvel desejado quanto na vida do comprador. Quanto maior o prazo, mais difícil é tentar fazer uma previsão. Será que um financiamento tão longo é o mais adequado para você?

Antes de assumir um compromisso tão longo é preciso pesar uma série de prós e contras e tomar muitos cuidados. Veja a seguir o que você deve ponderar antes de entrar numa dívida como essa, e que características o imóvel deve ter para você não ter problemas no futuro.

Você não está preso ao financiamento ou ao imóvel por 30 anos

Financiar um imóvel por 30 anos é um compromisso repleto de incertezas. Nesse meio tempo, a região onde o imóvel está localizado pode mudar radicalmente, você pode casar ou se divorciar, ter filhos, seus pais podem ir morar com você depois de aposentados, seus filhos podem sair de casa, você ou alguém da sua família pode falecer, ficar doente ou desempregado, e assim por diante.

Essa questão pode apavorar quem pensa em assumir um financiamento, mas nem mesmo esse tipo de compromisso é um caminho sem volta. Primeiro porque você pode amortizar o seu financiamento a qualquer momento com seus recursos próprios, ou a cada dois anos com o seu FGTS.

“Só porque você pegou crédito por 30 anos não significa que você terá que pagar durante 30 anos”, diz Marcelo Prata, CEO da consultoria de crédito imobiliário Canal do Crédito. É claro que quanto menor o tempo de financiamento, menos juros você paga. Mas quando você amortiza o saldo devedor, os juros referentes à quantia amortizada deixam de ser cobrados.

Outra alternativa, um pouco mais complicada, mas factível, é vender o imóvel no meio do financiamento, passando a dívida adiante. O comprador toma um novo financiamento, quita a sua dívida e fica com um financiamento no nome dele, desonerando você completamente. Caso o governo consiga aprovar regras melhores para a portabilidade de financiamentos imobiliários – hoje muito custosa em função dos gastos cartoriais –, esse processo se tornará ainda mais simples, diz Marcelo Prata.

Mas ele alerta: “Nunca faça contrato de gaveta”. O contrato de gaveta entre vendedor e comprador faz com que este assuma o pagamento da dívida do vendedor, que, no entanto, continua com o financiamento em seu nome. Caso o comprador deixe de pagar alguma parcela, quem vendeu o imóvel é quem vai ter que arcar com as consequências. O risco, portanto, é grande.

Como é o entorno do imóvel?

Para José Luiz Monteis, diretor-superintendente da Cia. Inteligência e Coordenação, que atua no mercado imobiliário, a análise do entorno é primordial quando se está escolhendo um imóvel para financiar em um prazo tão longo. Mesmo que você não vá morar no local por 20 ou 30 anos, é possível que futuramente você queira alugá-lo para depois se mudar para outro lugar.

“Algumas áreas podem causar preocupação no futuro, como locais que ainda estão se desenvolvendo, onde há crescimento imobiliário. Por exemplo, galpões e imóveis industriais que ainda possam ser derrubados para darem lugar a novos imóveis, favelas que possam crescer ou terrenos que ainda aguardem construção”, diz Monteis, lembrando que essas mudanças podem afetar o perfil do bairro, a insolação do imóvel ou a vista, por exemplo.

Por isso, bairros onde o zoneamento urbano já está definido, onde não há mais expansão e que são mais residenciais são mais seguros, nesse sentido. Além disso, se você pretende algum dia alugar o imóvel, prefira boas localizações, bem servidas de transporte público e próximas a centros comerciais, o que é crucial para os locatários nas grandes cidades.

Lembre-se de que se você ainda é jovem e decide entrar em um financiamento longo logo no início da carreira, você corre o risco de travar a sua mobilidade para aproveitar oportunidades profissionais em bairros ou cidades distantes. “Neste caso, prefira um imóvel que tenha boa liquidez e que seja alugado facilmente, como um apartamento mais padrão de dois quartos. Se você precisar deixá-lo amanhã, pelo menos terá como repassar o financiamento ou pagar as parcelas com o aluguel com certa facilidade”, diz Marcelo Prata.

Você é avesso a tomar crédito?

Marcelo Prata lembra que algumas pessoas são realmente avessas a crédito. “Por mais que ela esteja trocando o aluguel por uma parcela do financiamento, seus hábitos são de poupador, e isso independe da faixa etária”, diz Prata. Para ele, neste caso, o melhor é mesmo poupar e vender bens, como um carro, para tentar comprar à vista mesmo. “Essas pessoas sofrem com os juros, independentemente de quanto sejam. Melhor andar a pé por algum tempo do que tomar crédito”, acredita.

Você está numa situação de vida estável?

Segundo Marcelo Prata, muita gente associa a compra de um imóvel a uma grande mudança na vida, como um casamento, uma união estável, uma promoção ou uma mudança de emprego. Mas isso pode ser um erro se a pessoa assumir um financiamento muito longo sem estar preparada.

“Você já está passando por uma grande mudança. Não sabe se vai estar apto a assumir a incerteza de um financiamento de 20 ou 30 anos. Neste caso, é melhor estabilizar a vida profissional primeiro, para depois tomar uma decisão de longo prazo”, diz o CEO do Canal do Crédito.

Ele dá o exemplo do casal jovem que resolve sair da casa dos pais para casar ou morar junto sem ter tido a experiência de morar só. “Essas pessoas ainda não têm noção dos custos de morar sozinhos e já vão assumir a parcela de um financiamento? É melhor esperar uns três ou cinco anos para saber como ficará o orçamento antes de se endividar. Claro que se as duas pessoas já são maduras, se estabilizaram profissionalmente e moram sozinhas, é muito mais tranquilo entrar em um financiamento”, explica.

Um financiamento longo é mesmo a melhor alternativa para você?

O economista Luiz Calado, autor do livro “Imóveis – Seu guia para fazer da compra e venda um grande negócio”, lembra que, em financiamentos muito longos, pagam-se mais juros. Além disso, no início o comprador paga mais juros do que efetivamente o valor do imóvel, pois a maior parte da parcela é composta pelo valor referente aos juros.

“Não necessariamente financiar é a melhor coisa. Você no início paga muito pouco pelo valor do imóvel. Pode ser melhor continuar no aluguel e ir poupando para dar uma entrada maior e financiar em menos tempo, ou pagar o imóvel à vista”, observa Calado.

Já para Marcelo Prata, o fato de poder amortizar a dívida longa antecipadamente é um fator que deve levar o comprador a considerar um financiamento mais longo. Primeiro porque, para financiar em um tempo mais curto (pois deu um grande valor de entrada) ou pagar um imóvel à vista, o comprador pode ter de se descapitalizar completamente, ficando sem qualquer reserva de emergência, o que é bastante arriscado.

Em segundo lugar, quem poupa para dar uma entrada maior ou pagar um imóvel à vista pode acabar sendo atropelado pela valorização dos imóveis. “Se você financia um imóvel de 500.000 reais, você trava aquele valor em 500.000 reais. Não tem que ficar correndo atrás da valorização”, diz Prata

Uso de FGTS para financiar material de construção começa em novembro

quarta-feira, outubro 24th, 2012

Regras foram publicadas nesta quarta-feira no Diário Oficial da União.
Serão financiados até R$ 20 mil para imóveis avaliados em até R$ 500 mil.

Do G1, com informações da Reuters

O Ministério das Cidades publicou na edição desta quarta-feira (24) do Diário Oficial da União instrução normativa que regulamenta o financiamento de material de construção utilizando recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). As regras entram em vigor a partir do dia 1º de novembro.

A medida tinha sido aprovada em janeiro pelo Conselho Curador do FGTS, mas não havia sido implementada.

Segundo a instrução normativa, serão financiados valores de até R$ 20 mil. O programa se destina a imóveis avaliados em até R$ 500 mil. Ele prevê ainda contrapartida mínima de 5% do interessado na linha de crédito.

O texto estabelece a cobrança de juros nominais de 8,5% sobre o valor financiado, acrescidas da taxa de risco de crédito a
favor do agente operador, limitada a 0,8%. O prazo máximo para quitação do débito é de dez anos.

O programa admite o financiamento tanto para imóveis urbanos quanto rurais. O dinheiro poderá ser usado para construção, reforma e ampliação de casas, além de instalação de hidrômetros e sistemas de aquecimento solar.

Para o exercício de 2012, serão disponibilizados R$ 300 milhões, sendo que caberá à região Sudeste a maior parcela dos recursos (42,5%). O Nordeste receberá 28,20% da verba e, os estados do Norte, 9,68%. A divisão tem como base a estimativa de déficit habitacional urbano do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Enquadramento
Para poder solicitar financiamento no programa, a pessoa deve ter pelo menos três anos de trabalho sob regime de FGTS e apresentar contrato de trabalho ativo ou saldo em conta vinculada do FGTS, na data de concessão do financiamento, correspondente a, no mínimo, 10% do valor da avaliação do imóvel.

As regras prevêem ainda que o interessado não pode ter outro financiamento concedido dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Quem já tiver um imóvel em seu nome, ou for arrendatário de residência, não poderá solicitar o financiamento para construção de nova casa.

Ainda segundo a publicação, serão consideradas prioritárias as propostas destinadas a famílias com renda mais baixa, que beneficiem imóveis com valor de avaliação menor, que contemplem idosos, deficientes ou mulheres chefes de família, ou que apresentem maior valor de contrapartida.

A indústria brasileira de materiais vem sofrendo com vendas abaixo do esperado ao longo de 2012. Este ano até setembro, as vendas acumulam alta de 1,3%, bem abaixo da previsão da associação que representa o setor no país, Abramat, para 2012, de crescimento de 3,4%.

Prazo de 35 anos já é a preferência entre os financiamentos

terça-feira, outubro 23rd, 2012

Segundo a Caixa, a modalidade mais extensa do mercado representa 41% dos parcelamentos
Guilherme Yoshida | Fonte: ZAP Imóveis

Apesar de contar com um custo maior do que outros prazos, os financiamentos de imóveis em 35 anos já são os mais utilizados pela população brasileira na hora de recorrer ao crédito.

Segundo levantamento da Caixa Econômica Federal, obtido com exclusividade pelo ZAP Imóveis, a modalidade lançada em junho deste ano representou 41% dos financiamentos realizados no último mês de outubro.

Com isso, o novo modelo de empréstimo de dinheiro ultrapassou o período de 30 anos, até então o mais utilizado e que chegou a significar 63% dos parcelamentos em fevereiro e março de 2012. Em outubro, caiu para 16%.

O tempo de 35 anos, no entanto, já é preferência entre os financiamentos de imóveis há três meses, quando atingiu 31% em agosto e superou o prazo de 360 meses, que ficou com 25%.

Prazo de 35 anos já é a preferência entre os financiamentos de imóveis há três meses, quando atingiu 31% em agosto

Em setembro, a modalidade mais extensa de crédito oferecida começou a se consolidar no mercado e alcançou a marca dos 38%.

Ainda segundo a Caixa, os bens adquiridos de 20 a 25 anos é a terceira opção entre os financiamentos, com 10%, enquanto o pacote de 18 a 20 anos representou 8% do total.

Custo maior – Apesar de disponibilizar uma entrada menor e uma parcela mais barata em relação a outros prazos de financiamentos, o crédito em 35 anos tem um custo bem maior para o consumidor.

Segundo os especialistas do setor, a diferença no acumulado do maior prazo na comparação com o tempo de 30 anos pode chegar a pouco mais de 10% no valor total pago pelo imóvel.

Segundo especialistas, o ideal é financiar o imóvel no menor tempo possível

“Às vezes, a diferença de um prazo para outro é de R$ 30 na parcela. E, no final do período, o valor que você economiza dá para comprar um carro também”, orienta Daniele Akamine, advogada e diretora da Akamines Negócios Imobiliários.

A pedido do ZAP Imóveis, a profissional que atua no ramo de assessoria em financiamentos imobiliários fez uma simulação de um empréstimo de R$ 76 mil em 30 e 35 anos.

Enquanto no primeiro formato, a primeira parcela sairia por R$ 774,63, com um total de R$ 188.444,64, na segunda modalidade a prestação cairia para apenas R$ 744,47 e o pagamento completo ficaria por R$ 209.515,27.

“Quanto mais tempo, mais juros. Sempre vale a pena optar por prazos menores”, finalizou Eric Brasil, professor do curso de Economia da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado).

Conheça 5 maneiras de perder um imóvel

sexta-feira, outubro 19th, 2012

Infomoney

Descuidos com o financiamento, compra com terceiros e até dívidas de condomínio podem acabar com o sonho da casa própria

Por Fabiana Pimentel

SÃO PAULO - A compra do imóvel demanda tempo e requer muitos cuidados. O problema é que um passo errado pode acabar com o sonho.

Alguns erros fatais como deixar de pagar o condomínio ou permitir que o imóvel seja usado como garantia em financiamentos ou outras dívidas, podem levar à perda do bem.

A pedido do Portal InfoMoney, a advogada especializada em direito imobiliário, Carla Lobato, listou alguns destes erros que podem acabar com o sonho da casa própria. Conheça:

1. Financiamento: por se tratar da compra de um bem alienado fiduciariamente ao banco credor, o consumidor que não conseguir arcar com o valor do financiamento corre o risco de perder o imóvel. Neste caso, com três prestações atrasadas, o credor pode dar início ao processo de execução do imóvel. “O consumidor é notificado pelo Cartório de Registro de Imóveis a pagar a dívida sob pena de perda do bem. Caso não ocorra o pagamento, a propriedade é consolidada em nome do Banco e o imóvel é levado a leilão. Normalmente o processo leva em torno de 8 meses”, explica Carla.

2. Terceiros: quando a compra do imóvel é negociada diretamente com o proprietário, é importante pesquisar a vida de quem está vendendo o imóvel. “É importante exigir todas as certidões dos vendedores tanto da localidade onde se situa o imóvel como do local de residência deles, a pesquisa deve ser elaborada em todas as esferas, cíveis, trabalhistas, fiscais”, explica.

O mesmo cuidado serve para o levantamento no Cartório de Registro de Imóveis. “Se o vendedor for dono do imóvel por menos de dois anos, é importante pesquisar sobre os antigos proprietários”, aconselha Carla.

De acordo com a advogada, um processo trabalhista, por exemplo, pode resultar na penhora do imóvel. Sem saber, o consumidor pode estar comprando um imóvel que já está perdido.

3. Dívidas do imóvel: dívidas de condomínio, que são considerados débitos do próprio imóvel, podem fazer com que o imóvel seja levado a leilão para quitar esses débitos. “Neste caso, o processo de execução do imóvel pode levar de dois a 10 anos”, conta Carla.

Nesse mesmo caso é possível considerar as dívidas relativas ao IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano). “Com esta dívida a inscrição do IPTU fica inscrito na Dívida Ativa e pode chegar a ser penhorado diante da execução fiscal pela fazenda pública”, explica a advogada.

4. Fiador: se tornar fiador em um contrato de locação, por exemplo, pode ser uma armadilha. Caso a dívida não seja paga, o imóvel usado como garantia servirá como forma de adquirir dinheiro para quitar a dívida. “Portanto, os bens do fiador, ainda que seja o único bem do fiador e de morada de sua família, poderão ser penhorados para cobrir dívida de fiança”, acrescenta Carla.

5. Na planta: neste caso, se o consumidor comprar um imóvel na planta de uma incorporadora, sem pesquisá-la antes, poderá ser um forte candidato a perder o bem. Isso porque algumas empresas não são donas do terreno e caso aconteça algum problema, o consumidor perderá todo dinheiro que já pagou. Além disso, Carla afirma que as incorporadoras têm seis meses a partir da data de lançamento do empreendimento para desistir de construí-lo. “O problema é que sem conhecer a empresa, será bem difícil receber o dinheiro com correção de volta caso ela desista do empreendimento”, conta.

Preço do imóvel pronto desacelera

quarta-feira, julho 4th, 2012

MÁRCIA DE CHIARA, HUGO PASSARELLI
O Estado de S. Paulo - 04/07/2012

Perda de fôlego ocorre em junho no índice em 12 meses pelo 10º mês, diz FipeZap

O mercado de imóveis prontos, novos e usados, está aterrissando nas principais capitais do País, depois do boom registrado em 2010 e 2011. Pelo décimo mês consecutivo, em junho a variação do preço do m² acumulada em 12 meses perdeu força. No mês passado, as cotações médias tiveram alta de 18,4%, entre maio de 2011 e junho deste ano. É uma queda de 1,5 ponto porcentual em relação ao resultado de maio, aponta o Índice FipeZap.

A desaceleração também está retratada nos resultados deste ano. Entre janeiro e junho, o preço médio do m² subiu 7,4%, praticamente a metade da valorização observada em igual período de 2011 (14,6%). O indicador reúne informações dos preços do m² dos imóveis prontos, principalmente usados e também novos, exceto lançamentos, em seis regiões metropolitanas e no Distrito Federal. As informações são coletadas em anúncios na internet.

“Dificilmente teremos a euforia de preços de anos anteriores. A tendência de aumentos menores de preços deve continuar e o mercado deve ficar mais equilibrado”, afirma o coordenador do indicador, o economista Eduardo Zylberstajn.

Entre os principais fatores apontados pelo economista para a perda de fôlego dos preços é a ausência de mudanças radicais nas regras de financiamento daqui para frente, como alongamento de prazos e a redução de taxas de juros, ocorridas nos últimos anos. Em 2006, exemplifica, a taxa de juros para a compra de imóveis era de 26% ao ano e o prazo médio de quatro anos. Hoje, os juros são 10% ao ano e o prazo médio está em 15 anos.

Além disso, o economista lembra que outro fator que tem ajudado a moderar a alta de preços é o aumento da oferta de imóveis. “Hoje está sendo colocado no mercado para venda um grande volume de produtos, lançados dois anos atrás, quando a conjuntura econômica era completamente diferente.”

Roseli Hernandes, diretora da imobiliária Lello, com forte atuação na cidade de São Paulo, conta que a sua empresa realizou pela primeira vez uma espécie de liquidação de imóveis usados no mês passado.

Os descontos variaram entre 10% e 30%. “Foram cerca de 600 imóveis com abatimentos colocados à venda.” A diretora da imobiliária observa que o esforço foi retirar as “gordurinhas” de preços na hora de negociar.

Depois que as construtoras revisaram para baixou as projeções e reduziram os lançamentos, Roseli diz que os preços dos imóveis usados ficaram menos agressivos. “O mercado colocou o pé no chão.” É que normalmente, explica ela, a tendência é de o dono do imóvel usado balizar o preço pedido levando em conta a cotação do m² de algum lançamento na vizinhança.

Junho. No mês, houve pequena aceleração no ritmo de alta no preço do m², diz a pesquisa. Em junho, a cotação média nas regiões pesquisadas estava em R$ 6.661, com alta de 1% na comparação com maio, quando o preço médio tinha subido 0,9% na comparação com o mês anterior.

A menor taxa mensal de crescimento em junho ocorreu no Distrito Federal (0,3%), sendo superada só pela queda de 0,2% registrada em Belo Horizonte. O maior crescimento foi em Fortaleza (2,6%), seguido por Salvador (2,1%) e São Paulo (1,2%)

Crédito imobiliário cresce 5,2% no ano, mas já desacelera

segunda-feira, junho 4th, 2012

Folha de São Paulo

Os financiamentos para aquisição e construção de imóveis atingiram R$ 23,3 bilhões nos primeiros quatro meses de 2012, um aumento de 5,2% em relação ao mesmo período de 2011, segundo divulgado hoje pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). Os dados de unidades imobiliárias financiadas, porém, indicam a tendência de desaceleração do mercado.

Abril deste ano foi mais fraco que o mesmo mês do ano passado já em volume de empréstimos: R$ 5,7 bilhões, baixa de 7% em relação ao mesmo período de 2011.

Em termos de unidades financiadas, os dois números mostram quedas. Em abril foram financiados 32,5 mil imóveis, queda de 16% ante abril do ano passado.

Comparando os primeiros quadrimestres de 2011 e 2012, a queda foi menor: 4,9%. Enquanto foram financiados 144,3 mil imóveis em 2011, neste ano a quantidade chegou a 137,3 mil unidades.

Os últimos 12 meses, contados a partir de abril, ainda estão positivos: os financiamentos com recursos das cadernetas de poupança evoluíram 27%, passando de R$ 64 bilhões para R$ 81 bilhões.

Em termos de unidades, foram financiadas 485,9 mil, 8% mais do que nos 12 meses imediatamente anteriores.

Financiamento de imóveis com recursos da poupança cresce 10%

quarta-feira, abril 25th, 2012

MARIANA SALLOWICZ
FOLHA DE SÃO PAULO

Os bancos concederam R$ 17,6 bilhões em empréstimos com recursos da caderneta de poupança para a construção e compra de imóveis no primeiro trimestre, com aumento de 9,9% ante igual intervalo em 2011.

O crescimento foi considerado “moderado” pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), que divulgou os dados nesta quarta-feira. O aumento no primeiro trimestre de 2011 ante o mesmo período do ano anterior tinha sido de 60%.

“Vimos claramente uma desaceleração, com uma redução dos lançamentos”, disse Octavio de Lazari Junior, presidente da Abecip.

Segundo ele, a redução no ritmo é saudável. “Não é sustentável um crescimento de 50%, 60%, por quatro, cinco, seis, sete anos seguidos”, afirmou

A entidade estima que haverá uma alta de 30% na concessão de crédito imobiliário neste ano, chegando a R$ 103,9 bilhões. Em 2011, a elevação ficou em 42%.

“Isso será possível com um crescimento mais acelerado no segundo semestre do ano, quando há uma maior entrega de empreendimentos”, diz. Ele acrescenta que os primeiros meses do ano concentram gastos dos brasileiros, como IPVA e matrícula escolar, o que prejudica o resultado do setor.

Considerando apenas março, foram R$ 6,8 bilhões, com variação de 9,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

O levantamento aponta ainda que os financiamentos atingiram R$ 81,5 bilhões no acumulado dos últimos 12 meses, com acréscimo de 31%.

Em quantidade, foram financiados 491,9 mil imóveis entre abril de 2011 e o mês passado, com aumento de 9% em relação aos 12 meses anteriores. No mês de março, foram 40 mil unidades, elevação de 7%.

JUROS

Os financiamentos devem ser impulsionados pela redução das taxas de juros entre 2013 e 2014, segundo Lazari Junior. A Caixa Econômica Federal anuncia hoje corte nas taxas do crédito imobiliário.

A Caixa é a primeira a anunciar corte no financiamento de imóveis. O banco público tem 74% desse mercado. O movimento deve induzir cortes também no setor privado.

Inscritos no Minha Casa, Minha Vida terão linha de financiamento

segunda-feira, abril 23rd, 2012

Agência Brasil

Serão disponibilizados R$ 2 bilhões e as operações poderão ser contratadas a partir de 4 de maio

Brasília – A Caixa Econômica Federal lançou hoje (23) uma linha de financiamento para a compra de móveis e eletrodomésticos da linha branca, destinada aos participantes do Programa Minha Casa, Minha Vida. Para a nova linha, serão disponibilizados R$ 2 bilhões e as operações poderão ser contratadas a partir de 4 de maio.

O Cred Móveis Caixa é resultado de uma parceria entre o banco e a Associação Brasileira das Indústrias de Móveis (Abimóvel). A previsão é que a linha atenda imediatamente cerca de 700 mil famílias. Esse número pode chegar a mais de 3 milhões de famílias, ao serem consideradas as que serão contempladas pelo programa, fases um e dois, até 2014.

As taxas variam de 1% a 2% ao mês, com prazo máximo de 48 meses. As taxas de juros serão definidas de acordo com a renda familiar dos interessados.