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Gafisa começa a analisar ofertas pela Alphaville

segunda-feira, março 25th, 2013

Segundo fontes, cerca de 20 interessados chegaram a olhar a Alphaville, mas três compradores restaram na disputa

Circe Bonatelli, do Estadão

A Gafisa é dona de 80% da Alphaville e está finalizando a compra da fatia restante de 20%, que pertence à Alphapar

São Paulo - O conselho de administração da Gafisa começará a analisar na próxima semana as opções para a venda da loteadora Alphaville. O prazo para a entrega das propostas ao banco Rothschild, contratado para fazer o levantamento das opções no mercado, terminou nesta sexta-feira. A Alphaville está avaliada em cerca de R$ 1,8 bilhão.

Segundo fontes, cerca de 20 interessados chegaram a olhar a Alphaville, mas três compradores restaram na disputa: o fundo de private equity Pátria Investimentos, em parceria com o fundo Blackstone; a gestora GP Investimentos, em dupla com a Equity International, do investidor americano Sam Zell; e a gestora Hemisfério Sul Investimentos (HSI).

O caso de Sam Zell é curioso. O investidor foi acionista relevante da Gafisa até 2010, quando vendeu sua participação, pouco antes de a companhia começar a enfrentar atrasos de obras, estouros de orçamentos e cancelamentos de vendas que culminaram no prejuízo total de R$ 1,1 bilhão em 2011.

Conhecido por comprar empresas em dificuldade nos Estados Unidos, Zell chegou a cogitar a compra da problemática Tenda - braço de moradias populares do grupo -, mas o negócio acabou não se concretizando por desacordo sobre o preço. Agora, tenta voltar à Gafisa com a Alphaville, considerada um ativo de qualidade pelo mercado.

O que se comenta nos bastidores da negociação é que os potenciais compradores buscam o controle da loteadora, com interesse em aquisição de uma fatia de pelo menos 60%. A participação minoritária estaria descartada. Fontes dizem também que os candidatos à compra condicionaram as propostas à saída da Alphapar Empreendimentos e Participações da loteadora.

Negociação interna

A Gafisa é dona de 80% da Alphaville e está finalizando a compra da fatia restante de 20%, que pertence à Alphapar, fundadora da empresa de loteamentos. No entanto, as partes não chegaram a um acordo sobre o número de ações que a Gafisa deveria transferir à Alphapar como forma de pagamento pela fatia adicional.

O caso foi encaminhado para arbitragem no ano passado, e ainda não chegou a uma definição. Se a venda da Alphaville for confirmada, o pagamento pelos 20% seria feito pela Gafisa em dinheiro para a Alphapar, excluindo a antiga dona do quadro de acionistas relevantes.

A decisão pela venda da loteadora, porém, ainda não está completamente fechada. Parte do conselho de administração da Gafisa é a favor do negócio, como forma de reduzir o endividamento do grupo, enquanto uma outra parte prefere manter a loteadora e cogita uma abertura de capital no futuro.

A venda serviria para reduzir a dívida do grupo, que tem uma das mais altas alavancagens (relação entre débitos e Ebitda - lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) do setor. Procurados, nem a Gafisa nem os potenciais compradores se pronunciaram sobre o tema.

Lançamentos totais da Gafisa caem 57% no 3º tri

terça-feira, outubro 9th, 2012

Os resultados representam 49 por cento do ponto médio do guidance de lançamentos para o ano, de 2,7 bilhões a 3,3 bilhões de reais, segundo a Gafisa

REUTERS

Rio de Janeiro - A incorporadora Gafisa informou nesta segunda-feira que os lançamentos totais do terceiro trimestre chegaram a 451,9 milhões de reais, queda de 57 por cento ante o mesmo período de 2011.

Em comparação ao trimestre imediatamente anterior, houve queda de 17 por cento. O recuo, segundo a companhia, se deu “pela implementação da estratégia de turnaround anunciada no final de 2011, com redução da atuação geográfica da marca Gafisa e interrupção dos lançamentos da marca Tenda, com foco em execução e repasse”, disse a empresa.

Os resultados representam 49 por cento do ponto médio do guidance de lançamentos para o ano, de 2,7 bilhões a 3,3 bilhões de reais, segundo a Gafisa.

No acumulado do ano, os lançamentos caíram 50 por cento em relação aos primeiros nove meses de 2011, para 1,462 bilhão de reais.

As vendas contratadas totais caíram 34 por cento ante o terceiro trimestre de 2011, para 689,4 milhões de reais. Em relação ao segundo trimestre, a empresa apurou um aumento de 9 por cento. No ano, houve uma queda de 43 por cento, para 1,727 bilhão de reais.

A Gafisa entregou durante o terceiro trimestre deste ano 27 projetos, em um total de 5.531 unidades, um recuo de 35 por cento em relação às entregas durante o mesmo período de 2011. No acumulado do ano, a incorporadora entregou 17.729 unidades, aumento de 9 por cento, na mesma base de comparação e resultado equivalente a 74 por cento do guidance do ano.

A companhia também informou que encerrou o terceiro trimestre com aproximadamente 1,2 bilhão de reais em caixa e equivalentes de caixa preliminar e não auditado.

Futuro da Alphaville eleva tensões entre Gafisa e sócios

quarta-feira, setembro 19th, 2012

Tensões se intensificaram após a construtora e incorporadora ter anunciado possível abertura de capital ou venda de participação da Alphaville Urbanismo

São Paulo - As tensões entre Gafisa e Alphaville Participações (Alphapar) se intensificaram após a construtora e incorporadora ter anunciado possível abertura de capital ou venda de participação da Alphaville Urbanismo, movimento tomado sem o conhecimento da Alphapar, segundo uma fonte próxima ao assunto afirmou à Reuters.

“A Alphapar foi pega de surpresa… Foi um movimento hostil não ter consultado e comunicado sobre o fato relevante antes da publicação”, disse nesta terça-feira a fonte com conhecimento da situação, sob condição de anonimato.

A Gafisa informou em 10 de setembro que iniciou uma análise de “opções estratégicas” para o futuro da Alphaville –empresa voltada ao desenvolvimento de condomínios urbanos de alto padrão–, que pode envolver abertura de capital ou venda de fatia da empresa. O objetivo, de acordo com a Gafisa, é maximizar valor ao acionista.

Consultada, a Alphapar confirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “teve conhecimento da proposta no mesmo momento que todo o mercado”.

A Gafisa, por sua vez, afirmou também via assessoria de imprensa que “a comunicação (fato relevante em questão) está de acordo com as boas práticas de governança corporativa e foi aprovada em reunião do Conselho de Administração”.

Em 2006, a Gafisa assumiu 60 por cento da Alphaville, fatia que passou a 80 por cento em 2010. Conforme acordo firmado em 2006 com a Alphapar, os 20 por cento restantes seriam adquiridos até o fim deste ano.

O processo, entretanto, foi parar na arbitragem, já refletindo desentendimentos entre os sócios.

A Gafisa diz que, pelo acordo, o total de ações a serem emitidas no processo de compra da participação que ainda não possui na Alphaville Urbanismo é de 70.251.551, ao preço de 5,11 reais cada, num total de 358,98 milhões de reais.

Já a Alphapar considera que devem ser emitidas 97.055.876 ações ordinárias da Gafisa, a 3,70 reais, totalizando 359,10 milhões.

Na Bovespa, as ações da Gafisa são negociadas atualmente pelo valor de cerca de 4,50 reais.

Independentemente do cenário, a Alphapar passará a ser a maior acionista individual da Gafisa após a venda total da Alphaville.

Segundo a mesma fonte, a Alphapar está sendo preterida de participar do processo de decisões estratégicas envolvendo a Alphaville, unidade mais rentável da Gafisa, que vem lutando para se livrar de problemas envolvendo a Tenda, construtora do grupo voltada ao segmento econômico.

“Não foi estabelecida comunicação adequada, apesar das tentativas da Alphapar… (Mas) eles não devem querer comprar uma briga com seu maior acionista”, disse a fonte. “A Alphapar tem mecanismos para bloquear qualquer manobra que escape do seu interesse, e tomará medidas cabíveis”, afirmou a fonte.

A fonte disse ainda que uma possível venda de uma participação na Alphaville reduziria os problemas de dívida da Gafisa e, ao mesmo tempo, “salvaria a Alphaville da pressão de ter um acionista controlador que está mal das pernas”.

Gafisa assumirá controle total da Alphaville Urbanismo

sexta-feira, setembro 14th, 2012

Por André Magnabosco

São Paulo - A Gafisa assumirá o controle integral da Alphaville Urbanismo, empresa da qual já detém 80% do capital social. A aquisição da participação restante deverá ocorrer ainda este ano, conforme fato relevante divulgado pela Gafisa. No documento, a companhia destaca que a fatia de 20% “equivalerá a, no máximo, R$ 368,7 milhões, sujeito ainda a pequeno ajuste adicional previsto no acordo de investimentos” acertado entre as empresas.

A operação marcará a conclusão de uma transação iniciada em 2006, quando a Gafisa celebrou acordo de investimento para assumir participação inicial de 60% na Alphaville Urbanismo. Em 2010, a fatia foi ampliada para 80% e, a princípio, esperava-se que a Gafisa fosse negociar a participação restante ainda no ano passado. O prazo, posteriormente revisado para janeiro deste ano, não chegou a ser cumprido.

O documento aponta que essa terceira etapa do acordo já está em andamento e será concluída ainda em 2012. As primeiras providências para que o novo acordo seja efetivado incluem a contratação de avaliações econômico-financeiras e cálculo de ajustes previstos no acordo de investimento entre as empresas.

De acordo com o fato relevante, a Gafisa e os acionistas da Alphaville Urbanismo ainda não definiram a estrutura para que o acordo seja implementado.

A Alphaville respondeu por 54% dos lançamentos realizados pela Gafisa no primeiro trimestre deste ano, ou R$ 249 milhões de um total de R$ 464 milhões em lançamentos. As vendas contratadas da Alphaville no trimestre alcançaram R$ 182 milhões, do total de R$ 408 milhões de vendas contratadas do grupo Gafisa. A companhia também respondeu por 13,4% da receita líquida total da Gafisa no trimestre, ou R$ 123,9 milhões de um total de R$ 927,8 milhões.

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Gafisa dispara 13% com possível IPO da Alphaville

quarta-feira, setembro 12th, 2012

Empresa anunciou que está estudando opções estratégicas para a subsidiária
Beatriz Souza, de Exame.com

São Paulo - As ações da Gafisa (GFSA3) subiram 13,16% hoje, após a empresa ter anunciado que está estudando opções estratégicas para o seu segmento de negócio Alphaville. Os papéis fecharam o pregão negociados a 4,47 reais.

Segundo um comunicado enviado pela empresa ontem, a análise de opções estratégicas foi motivada pelo sentimento de que o valor da Alphaville estaria sofrendo uma avaliação depreciativa no preço atual de sua ação. Em 12 meses, os papéis têm uma queda de aproximadamente 45%.

“O atual valor de mercado de Gafisa pode não refletir totalmente AlphaVille, mas reflete a expectativa de baixa rentabilidade por longo período de tempo nos negócios Gafisa e Tenda, os desafios operacionais de Tenda e o problema de liquidez que, apesar de ter se dissipado, ainda não foi descartado”, explica René Brandt, analista da Fator Corretora, em relatório.

A Gafisa contratou dois bancos de investimento, Rothschild e Bain & Company, para avaliar o preço da Alphaville e ajudar na tomada de decisão. Entre as possibilidades estão incluídas a abertura de capital da Alphaville, a venda de participação e até mesmo a manutenção de tudo como está.

IPO

A analista da corretora Concórdia, Karina Freitas, afirmou em relatório que, se a opção escolhida for a venda da Alphaville ou o IPO, a Gafisa terá reforço para seu caixa e melhora em sua estrutura de capital. A entrada de caixa ajudaria a aliviar a situação da Gafisa, que hoje tem seu patamar de endividamento em torno de 110%, com dívida líquida de 3,09 bilhões de reais.

“Acreditamos na viabilidade das alternativas estudadas pela Gafisa, pois o segmento AlphaVille tem se destacado positivamente em relação aos demais negócios da companhia e acreditamos que haveria demanda em eventual IPO ou venda de participação no segmento”, acrescenta Brandt.

Disputa

Para o analista da Itaú Corretora, David Lawant, a notícia foi uma surpresa visto que a Gafisa ainda discute com os antigos donos da Alphaville a aquisição dos outros 20% da empresa. A negociação da parcela finalestá em um tribunal de arbitragem. Ele mantém sua recomendação de marketperform (desempenho em linha com o mercado), mostra um relatório.

Já os analistas do Bank of America Merrill Lynch, refletindo a possibilidade de geração de caixa, aumentaram o preço-alvo da Gafisa de 4,30 reais para 5,10 reais por ação.

As expectativas em relação à Gafisa tem sido mais otimistas desde a divulgação de seu último balando trimestral. A companhia reverteu um prejuízo líquido de 31,8 milhões de reais no segundo trimestre de 2011 para um lucro líquido de 1 milhão de reais no segundo trimestre de 2012. Desde então seus papéis tiveram valorização de 10,10%.

Gafisa sobe 2,78%, a R$ 4,06, segunda maior alta do Ibovespa

terça-feira, setembro 11th, 2012

DO VALOR

As ações da Gafisa subiram 2,78% no pregão da BM&FBovespa, a R$ 4,06, enquanto o Ibovespa tinha alta de 0,5%, a 58.691 pontos.

Na noite de ontem, a companhia informou que está estudando opções estratégicas para a Alphaville Urbanismo. Entre as opções, considera a abertura da capital da subsidiária e a venda de participação, além da manutenção da situação atual.

Segundo André Bergstein, diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, o valor de Alphaville não está refletido na atual avaliação de Gafisa pelo mercado.

No processo de aquisição, a Alphaville foi avaliada em R$ 1,85 bilhão. O montante é superior ao atual valor de mercado da Gafisa em Bolsa, de R$ 1,7 bilhão.

As 10 ações que mais subiram e caíram em agosto

segunda-feira, setembro 3rd, 2012

Mês foi de alta para a bolsa, mas matador para as empresas elétricas; Gafisa vive redenção

Gustavo Kahil, de Exame.com
Gafisa dispara 61% em agosto, mas ainda amarga queda de 1,7% em 2012

“Neste mês de agosto, as especulações de ações dos Bancos Centrais ficaram em voga. A cada dado econômico divulgado em algum dos principais mercados internacionais, as especulações aumentavam ou diminuíam, gerando diversas repercussões”, resume a equipe de análise da UM Investimentos em um relatório assinado por Ignacio Fravega e outros analistas.

A sexta-feira terminou sem o tão esperado anúncio de um novo estímulo econômico pelo presidente do Banco Central americano, Ben Bernanke. As apostas agora se concentram para as próximas reuniões oficiais de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) – 6 de setembro - e do BC americano (Federal Reserve) – em 12 de setembro.

As ações da Gafisa (GFSA3) dispararam 61,35% neste mês após a apresentação dos resultados do segundo trimestre e a diminuição do impacto da Tenda sobre o balanço da companhia. Para a surpresa dos analistas, o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) chegou a 149 milhões de reais, bem a frente da expectativa consensual de 97 milhões de reais. Os números incentivaram uma forte disparada das ações na bolsa.

O bom resultado é consequência da contribuição positiva da Tenda, que vinha dando prejuízos. A margem bruta teve um bom incremento também, de 27%, dado ao aumento na participação da Gafisa e de Alphaville na receita. Além disso, a empresa obteve uma geração de caixa operacional positiva de 231 milhões de reais no trimestre. Rumores também consideraram a possibilidade da venda da Tenda para o governo federal.

10 - do mês

O governo brasileiro está disposto a baixar as tarifas do setor elétrico, o que pode afetar a geração de caixa de parte das companhias. Além disso, uma Medida Provisória editada ontem deu calafrios às empresas que têm concessões para vencer em breve, como são os casos da Cesp, Cemig, Eletrobras e Transmissão Paulista (TRPL4). E foi justamente essa última companhia que mais agonizou na bolsa em agosto, com uma forte desvalorização de 21,6%.

O banco Santander estima uma redução média das tarifas em 13%. “Além disso, acreditamos numa redução de 35% nas tarifas de geração e distribuição cujas concessões estejam vencendo. Atualmente, as empresas que mais seriam afetadas negativamente por essa nova política de concessão do governo são Cesp, Eletrobras e Transmissão Paulista”, mostra a análise assinada por Leonardo Milane, estrategista de pessoa física.

“O fato é que o momento serviu como gatilho para a realização de lucros em todas as empresas do setor, pois a atual incerteza e a forte performance verificada nos últimos anos na comparação com o Ibovespa corroboraram essa decisão”, ressalta o analista da Ágora Corretora, Filipe Acioli.
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Gafisa lança nova campanha institucional

sexta-feira, agosto 31st, 2012

Revista Fator - agosto 2012

Os diferenciais dos empreendimentos da marca são enfatizados nas peças produzidas pela Giovanni+Draftfcb. Vídeos estreiaram no domingo, (19/08), na TV e na internet.

São Paulo– A Gafisa, uma das maiores construtoras e incorporadoras do País, apresenta a sua nova campanha publicitária. As peças reforçam a segurança de adquirir um imóvel de uma das mais sólidas empresas do setor, sem deixar de lado os detalhes e cuidados presentes em todos os empreendimentos da marca, nesses 58 anos de história.

“A campanha reforça o preparo da Gafisa em atender a todas as expectativas dos nossos clientes. Ao mesmo tempo em que nos tornamos uma das empresas que mais entrega novos empreendimentos no país, não deixamos de lado o cuidado e os detalhes que fazem a diferença nos nossos projetos”, explica Erika Fugiwara, gerente Nacional de Marketing da Gafisa.

A campanha possui duas versões de filmes, de 30 e 45 segundos, a serem veiculados em TV aberta e por assinatura, além de anúncios impressos e peças de mídia online. A estreia será neste domingo (19), no intervalo do Fantástico.

A Gafisa é uma das maiores incorporadoras e construtoras do país. Ao longo dos seus 58 anos de mercado, a marca se tornou reconhecida pela credibilidade, solidez e inovação em cada projeto desenvolvido. Valores expressos pela assinatura “Grandes ideias para viver bem” e que estão presentes nos mais de 1000 empreendimentos entregues com sua marca, 12 milhões de metros quadrados construídos mais de 40 cidades de 19 estados brasileiros.

7 construtoras que escorregaram feio no primeiro semestre

sexta-feira, agosto 17th, 2012

Período castigou o setor de construção civil como um todo, e algumas companhias não conseguiram encerrar o semestre no azul

Daniela Barbosa, de Exame.com

No vermelho

São Paulo - Poucos lançamentos, desaceleração das vendas e liquidação de estoques. O primeiro semestre não foi positivo para o setor de construção civil, principalmente para as incorporadoras de empreendimentos residenciais.

Das 17 companhias de capital aberto que representam esse segmento no país, boa parte delas apresentou queda em seus ganhos na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a consultoria Economática. E pelo menos sete delas fecharam o semestre no vermelho.

Para Erick Scott, analista do setor de construção civil da SLW Corretora, o semestre fraco é reflexo, antes de tudo, da própria desaceleração econômica do país. “As vendas foram menores no período, pois as construtoras estavam focadas em desencalhar os estoques”, afirmou.

A PDG e a Brookfield foram as que mais apresentaram prejuízos nos seis primeiros meses do ano. Juntas, elas somaram perdas de quase 800 milhões de reais no semestre. Segundo Scott, os resultados tão negativos estão atrelados a ajustes de custos que as duas construtoras tiveram que fazer.

“A tendência é que o setor comece a se reerguer daqui para frente. Acredito que o momento mais crítico já tenha ficado para trás. Mas a recuperação não será do dia para noite; deve demorar um pouco e dificilmente deve voltar a ser como era dois anos atrás”, disse o analista.

PDG

Nos seis primeiros meses do ano, a PDG acumulou prejuízo de 417,6 milhões de reais, ante um lucro de 470,3 milhões de reais somado no mesmo período do ano passado.

Segundo a companhia, em seu balanço financeiro, a queda está diretamente ligada à revisão dos orçamentos que a companhia precisou fazer no segundo trimestre do ano.

A construtora fez um acréscimo de 478 milhões de reais em custos no período, boa parte proveniente de obras de terceiros e parceiros.

A PDG espera entregar cerca de 35.000 unidades neste ano, mas revisou o número para 30.000, reposicionando o restante para 2013.

Brookfield

A Brookfield também revisou suas metas para este ano, após o resultado desastroso apresentado no primeiro semestre do ano. A companhia, que tinha metas de lançamentos e vendas de 4,5 bilhões de reais e 4,2 bilhões de reais, reduziu para 3 bilhões de reais e 3,5 bilhões de reais, respectivamente.

No primeiro semestre, a construtora reportou prejuízo de 379,5 milhões de reais. O resultado negativo perda foi atribuído à realização de um ajuste de orçamento, que fez com que a empresa reconhecesse custos adicionais e revertesse receita.

No primeiro semestre de 2011, a Brookfield havia somado lucro de 144 milhões de reais.

Viver

Nos seis primeiros meses do ano, a Viver Incorporadora acumulou prejuízo de 64,7 milhões de reais, ante lucro de 18,5 milhões de reais registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo a companhia, o resultado ruim está atrelado à alta de custos no período, ao aumento do número de contratos desfeitos, à desaceleração do ritmo de repasse, que impactou na amortização das dívidas da companhia e, consequentemente, a mais despesas financeiras.

João Fortes

A João Fortes acumulou perdas de 33,2 milhões de reais nos seis primeiros meses do ano. Em 2011, no mesmo período, a construtora havia reportado lucro de quase 7 milhões de reais.

No período, as vendas da companhia caíram quase 40% em relação ao primeiro semestre de 2011, totalizando pouco mais de 67 milhões de reais.

Já as despesas financeiras da companhia cresceram 100%, totalizando 34 milhões de reais.

Gafisa

No segundo trimestre do ano, a Gafisa conseguiu reverter o prejuízo acumulado no mesmo período do ano passado e reportou lucro líquido de 1 milhão de reais; mas, no consolidado do semestre, a construtora apresentou prejuízo de 30,4 milhões de reais.

A Tenda, braço voltado para a baixa renda da companhia, foi mais uma vez a principal vilã para o resultado ruim apresentado pela companhia. Somente ela foi responsável por um prejuízo de mais de 43 milhões de reais no primeiro semestre.

CR2

A CR2 registrou prejuízo de 14,2 milhões de reais no primeiro semestre do ano, apesar da perda, o montante 42% menor que o prejuízo apresentado pela construtora nos seis primeiros meses do ano passado.

No mesmo período, a receita da companhia cresceu mais de 40%, totalizando cerca de 110 milhões de reais.

Tecnisa

A Tecnisa registrou prejuízo de 8,7 milhões de reais no primeiro semestre do ano, ante lucro de 126 milhões de reais acumulado no mesmo período do ano passado.

O resultado negativo foi reflexo do prejuízo apresentado pela construtora no primeiro trimestre do ano de mais de 11 milhões de reais, uma vez que no segundo trimestre, a Tecnisa registrou lucro de 2,6 milhões de reais.

Nos três primeiro meses do ano, a ausência de lançamentos da construtora impactou as vendas que, por sua vez, refletiu negativamente nos ganhos da Tecnisa.

Gafisa reverte prejuízo com lucro de R$ 1 mi no 2º tri

sexta-feira, agosto 10th, 2012

Empresa revertou o resultado negativo de R$ 31,8 milhões no mesmo período do ano passado
Diogo Ferreira Gomes, da REUTERS

Rio de Janeiro - A Gafisa fechou o segundo trimestre com lucro líquido de 1 milhão de reais, revertendo resultado negativo de 31,8 milhões de reais no mesmo período do ano passado, anunciou a companhia nesta sexta-feira.

Dos cinco analistas que a Reuters tinha ouvido, quatro previam prejuízo de 21,3 milhões de reais e um estimava lucro de 16 milhões de reais.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização), em termos ajustados, teve um salto de 92 por cento na mesma base de comparação, para 148,7 milhões de reais.

Já a receita líquida aumentou 6 por cento entre o segundo trimestre de 2011 e o de 2012, para 1,04 bilhão de reais. A estimativa média de previsões dos analistas indicavam receita de 925,2 milhões e Ebitda de 98,1 milhões de reais.

A Gafisa entregou 34 projetos, em um total de 6.032 unidades, aumento de 38 por cento ante as 4.359 unidades entregues ao longo do segundo trimestre do ano passado. A estimativa de entregas para o ano é de 24 mil unidades.

As vendas contratadas consolidadas no segundo trimestre somaram 630,3 milhões de reais, crescimento de 54 por cento sobre os três primeiros meses do ano e queda de 45 por cento na comparação com o mesmo período de 2011.