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IPCA em setembro é o maior desde 2003

sexta-feira, outubro 5th, 2012

Lilian Sobral, de Exame.com

São Paulo - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, registrou variação de 0,57% em setembro, informou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A alta foi 0,16 ponto percentual acima da taxa de 0,41% registrada em agosto e maior também que a taxa de setembro de 2011, de 0,53%.

De acordo com a série histórica do IBGE, a inflação registrada em setembro é a maior para o mês desde 2003, quando a taxa variou 0,78%.

Com o resultado de setembro, a inflação no ano acumula 3,77% (abaixo dos 4,97% do mesmo período de 2011), e 5,28% nos últimos 12 meses (acima dos 5,24% ante o acumulado nos 12 meses anteriores).

No mês passado, a maior variação foi registrada no grupo alimentação e bebida, com inflação de 1,26% no mês (acima dos 0,88% em agosto). O grupo transportes foi o único a registrar deflação, de 0,08%

Mesmo com crise, serviços à família mantêm crescimento

quarta-feira, setembro 26th, 2012

No grupo serviços prestados às famílias houve crescimento de 44,9% entre 2007 a 2010, contra 31,6% de média no setor

Akemi Nitahara, da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Com o crescimento do emprego e da renda, o setor de serviços prestados às famílias mantiveram ritmo de expansão nos últimos anos, mesmo com a crise econômica de 2008. Os dados estão na Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2010, divulgada hoje (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, no biênio 2007/2008, o crescimento médio do setor de serviços não financeiros chegou a 11,4%. Em 2008/2009 caiu para 6,1% e retomou o crescimento em 2009/2010, alcançando 11,2%. No grupo serviços prestados principalmente às famílias, houve crescimento de 9,9% no primeiro biênio pesquisado, de 13,9% no chamado biênio da crise e de 15,8% em 2009/2010, totalizando 44,9% no período de 2007 a 2010, contra 31,6% de média no setor.

Dentro do grupo, a atividade alimentação se destaca com crescimento de 22,6% no biênio da crise, enquanto atividades culturais, recreativas e esportivas apresentaram queda de 5,6% no mesmo período.

A pesquisadora do IBGE Ana Carla Magni explica que o setor de serviços não financeiros ajudou o país a sentir menos os efeitos da crise econômica mundial de 2008, mas destaca o bom desempenho dos serviços prestados às famílias.

“No caso dos serviços prestados principalmente às famílias, diferentemente dos outros setores, eles tiveram taxa de variação crescente ano após ano, ou seja, eles não espelharam os efeitos da crise, a gente viu nesse período uma evolução do emprego, da renda, do crédito, que acabou impulsionando esse segmento dos serviços prestados às famílias”.

Classe média chega a 53% da população

quarta-feira, setembro 19th, 2012

Mariana Mainenti
Correio Braziliense - 19/09/2012

Segundo a Secretaria de Assuntos Estratégicos, 104 milhões de pessoas estão nessa categoria. Estudo visa traçar políticas para atender as necessidades da camada emergente

Se a classe média brasileira fosse um país, seria o décimo-segundo maior. De acordo com a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), ligada à Presidência da República, 53% da população — um contingente de 104 milhões de pessoas — estão nesse nível sócioeconômico. Dez anos atrás, somente 38% encontravam-se no mesmo patamar. A maior parte desse crescimento foi decorrente da ascensão de 29 milhões de pobres; outros 8 milhões engrossaram as estatisticas devido à expansão natural da população do país.

As informações fazem parte da primeira etapa da pesquisa Vozes da Classe Média, que está sendo realizada pela SAE, com o intuito de produzir conteúdo para que o governo consiga reformular suas políticas, de forma a atender às necessidades desse público emergente. Pelos critérios da Secretaria, são de classe média famílias que vivem com renda per capita entre R$ 291 e R$ 1.019 por mês. Abaixo de R$ 291, encontra-se a classe baixa e acima de R$ 1.019, a alta.

O documento, o primeiro de uma série que será publicada trimestralmente pela SAE, apresenta dados que surpreenderam o próprio governo. A diferença entre o percentual de brasileiros em cada camada da população que possuem casa própria não é grande: corresponde a 72% da classe baixa, a 75% da média e a 80% da alta. “Se a maioria das pessoas em todas as classes já possui uma casa, faz mais sentido que se aumente a oferta de crédito para reforma do que para aquisição do primeiro imóvel. Também se torna mais importante investir em saneamento e energia”, avaliou a diretora da SAE Diana Grosner.

Serviços
Outro aspecto que surpreendeu os técnicos é que a classe média, que vem investindo em educação — especialmente, priorizando os cursos de nível superior —, não considera que a elevação do nível de escolaridade vá produzir uma melhora de renda. “Isso pode significar que as pessoas consideram mais importante ter uma rede de relacionamentos do que uma formação, como alguém que desiste de fazer medicina porque não está numa família de médicos”, afirmou Grosner.

Segundo a diretora, os dados indicam que essa parcela da população irá precisar de novos serviços num futuro próximo. “Os produtos financeiros serão mais demandados. Não é à toa que o Tesouro já está vendendo títulos públicos a R$ 30 e as seguradoras estão desenhando apólices para esse público”, disse Grosner.

Brasil tem quase 194 milhões de habitantes, aponta IBGE

sexta-feira, agosto 31st, 2012

Dados foram divulgados nesta sexta-feira, no ‘Diário Oficial da União’; São Paulo,o Estado mais populoso, conta com quase 42 millhões de moradores

O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - O Brasil tem 193.946.886 habitantes. O número foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no Diário Oficial da União nesta sexta-feira, 31 e foi calculado para 1º de julho de 2012. O órgão divulgou estimativas de população-residente para o País, Estados e municípios.

De acordo com os dados, São Paulo é o Estado mais populoso, com 41.901.219 habitantes. Em seguida, vem Minas Gerais, com 19.855.332. O Rio de Janeiro está em terceiro lugar entre os Estados mais habitados, com 16.231.365 pessoas. Os três primeiros ficam na região Sudeste. A Bahia, no Nordeste, tem população-residente de 14.175.341, de acordo com os números do IBGE, e é o quarto no ranking.

O Estado menos populoso do País é Roraima, com 469.524 habitantes. O Amapá, com 698.602 pessoas, e o Acre, com 758.786 habitantes, todos na região Norte, formam a trinca de unidades menos populosas.

Construção civil cresceu 23,3% entre 2009 e 2010, aponta IBGE

sexta-feira, junho 15th, 2012

Folha.com
PEDRO SOARES DO RIO

Impulsionado pelo avanço do crédito imobiliário e dos empréstimos do BNDES a grandes obras de infraestrutura, o setor de construção civil obteve bons resultados em 2010, quando o valor das obras e serviços cresceram 23,3% em termos reais.

As informações são da Pesquisa Anual da Indústria da Construção, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE com os últimos dados disponíveis para o setor.

Segundo o levantamento, o país tinha 79,4 mil empresas na área de construção, número 24,6% superior ao registrado em 2009 (52,9 mil). Essas firmas geraram obras e serviços no valor de R$ 250 bilhões em 2010 –42,8% dos quais haviam sido encomendadas pelo setor público, principal “cliente” das construtoras.

As empresas do setor empregavam 2,479 milhões de pessoas em 2010, quase 500 mil pessoas a mais que os 2,044 milhões de 2009.

O rendimento dos trabalhadores também cresceu: 8,7% na comparação com 2009. Pelos dados do IBGE, o salário médio mensal dos empregados em construção civil foi de R$ 1.300 em 2010.

De acordo com o IBGE, o setor de construção sofreu impacto positivo de um “conjunto de fatores”, que inclui a maior oferta de crédito imobiliário e do BNDES, além de crescimento de emprego e renda.

Economia cresce 0,2% no primeiro trimeste, aponta IBGE

sexta-feira, junho 1st, 2012

Folha.com
PEDRO SOARES
DO RIO

Diante de uma freada do consumo e da queda da indústria, o PIB (Produto Interno Bruto) fechou o primeiro trimestre do ano com alta de 0,2% na comparação livre de influência sazonais com os três últimos meses de 2011.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2011, a economia brasileira cresceu 0,8%. Nos últimos quatro trimestres encerrados em março, o PIB subiu 1,9%.

De janeiro a março, a economia do país produziu R$ 1,03 trilhões em bens e serviços, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira.

Do lado da produção, o destaque negativo foi a agropecuária. O PIB do setor encolheu 1,7% em relação ao último trimestre de 2011 e 8,5% na comparação com igual período de 2011.

A indústria cresceu 1,7% em relação ao ultimo trimestre de 2011, mas teve alta de apenas 0,1% na comparação com mesmo trimestre do ano anterior.

O setor sofreu com a maior competição externa (que não refluiu ainda alta recente do dólar), a perda de ritmo do consumo interno diante dos maiores níveis de endividamento e inadimplência e estoques elevados.

Já os serviços, sob impacto do bom desempenho do mercado de trabalho (renda em alta e baixa taxa de desemprego), tiveram alta de 0,6% frente ao último trimestre de 2011 e de 1,6% na comparação anual.

Sob a óptica dos componentes da demanda, o destaque negativo foi o investimento, que caiu 1,8% na comparação com o último trimestre de 2011 e 2,1% na comparação com o mesmo trimestre de 2011.

Renda no RJ sobe mais e se aproxima da de SP

segunda-feira, fevereiro 6th, 2012

LUIZ GUILHERME GERBELLI
O Estado de S. Paulo - 06/02/2012

De 2003 a 2011, segundo o IBGE, a renda média dos paulistas foi a que menos cresceu, enquanto a do Rio teve a maior expansão

A diferença entre o rendimento médio real dos trabalhadores da região metropolitana de São Paulo ante o resto do País está menor. De 2003 a 2011, o salário dos paulistas teve alta de 13,8% e foi o que menos cresceu entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com os números do instituto, a alta do rendimento de São Paulo foi quase nove pontos porcentuais inferior à verificada no total do País. Desde 2003, quando foi implementada a nova metodologia da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), o rendimento médio que mais cresceu foi o da região metropolitana do Rio de Janeiro (33,8%), seguida por Belo Horizonte (32,1%) e Salvador (30,9%).

“É possível dizer que as demais regiões estão convergindo para onde está São Paulo”, diz Regina Madalozzo, professora de economia do Insper - Instituto de Ensino e Pesquisa.

A pulverização do salário no País também tem sido influenciada pelo aumento do salário mínimo, que cresceu de R$ 240 para R$ 545 entre 2003 e 2011, e pelos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, do governo federal. Esses dois fatores costumam ter mais influência em regiões economicamente ainda menos desenvolvidas, como Recife e Salvador.

“No curto prazo, os programas de transferência de renda são positivos para diminuir as desigualdades regionais” diz o economista José Márcio Camargo, professor da PUC-Rio. Ele ressalta, entretanto, que é preciso que os governos pensem em políticas de longo prazo para melhorar de forma permanente o rendimento dos trabalhadores das regiões menos favorecidas, como o Norte e o Nordeste do Brasil.

Disputa. A redução entre os rendimentos das regiões deve criar uma disputa entre Rio e São Paulo pelo posto de “dono” do maior rendimento nos próximos anos. No ano passado, a diferença foi de apenas 0,6% ou R$ 10,87 a favor de São Paulo; em 2003, era de R$ 234,99. “Durante a década de 90, a gente observou um crescimento econômico muito baixo no Rio de Janeiro. Então, deve estar havendo uma recuperação dessa década bastante fraca”, afirma Rafael Bacciotti, economista da Tendências Consultoria.

A recente recuperação econômica do Estado tem sido puxada sobretudo pelos projetos das empresas ligadas ao setor de petróleo e gás e pela demanda de investimento criada com a Copa do Mundo, de 2014, e Jogos Olímpicos, em 2016.

Petróleo. “O Rio tem grandes reservas de petróleo, empresas petrolíferas estão se instalando lá. Isso faz com que o mercado de trabalho aumente”, avalia Camargo. Na opinião dele, o setor de serviços também tem atraído investimentos por meio do turismo e pelo o que chama de a “renovação da cidade”.

“Houve uma política de reordenação urbana bem-sucedida, a questão da segurança melhorou nesse período e ajudou na recuperação do Rio.”

Esse aquecimento econômico causado por diversos fatores, segundo Regina Madalozzo, fez com que a demanda pelo trabalho crescesse mais rapidamente no Rio do que em outras regiões do País, o que levou “os salários a subirem mais rapidamente”.

De acordo com o IBGE, na indústria, por exemplo, a renda cresceu 23,8% entre 2003 e 2011 no País, enquanto no Rio o aumento foi de 43,3%. “É saudável que a economia do País esteja diminuindo as diferenças, até porque a infraestrutura existente não comportaria mais que todo mundo visse trabalhar em São Paulo”, diz Regina.

IBGE: expectativa de vida dos brasileiros aumenta mais de 11 anos entre 1980 e 2010

quinta-feira, dezembro 1st, 2011

Infomoney
01 de dezembro de 2011

SÃO PAULO - A população brasileira está vivendo mais. De acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira (1) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no período de 1980 e 2010, a expectativa ao nascer da população brasileira aumentou mais de 11 anos, chegando a 73 anos, 5 meses e 24 dias.

Na década de 80, a expectativa de vida dos brasileiros era de 62 anos, seis meses e 25 dias. Em 2000, esse índice passou a ser de 70 anos, cinco meses e 16 dias. Em outras palavras, em 2000, a esperança de vida era de 70,46 anos, passando para 73,17, em 2009, e chegando a 73,48, no ano passado.

Homens x Mulheres
Ainda de acordo com o estudo, as mulheres brasileiras vivem mais do que os homens. Em 2010, a expectativa de vida delas era de 77,32 anos, enquanto que a deles foi de 69,73 anos.

De acordo com o IBGE, os homens têm mais chances de morrer na juventude do que as mulheres, vitos que, no ano passado, a sobremortalidade masculina (relação entre as probabilidades de morte de homens e mulheres, por idade ou grupos de idade) teve seu pico aos 22 anos de idade, quando a chance de falecimento de um homem era 4,5 vezes maior do que a de uma mulher.

Considerando a expectativa de vida dos mais idosos, o estudo aponta uma melhora entre 1980 e 2010. No ano passado, os brasileiros de 60 anos de idade esperavam viver em média até os 81,39 anos, em 1980 a expectativa era de 76,39 anos.

Por sexo, os homens nessa faixa etária esperavam viver até os 75,17 anos em 1980 e expectativa passou para 79,63 anos no ano passado. Entre as mulheres, a expectativa no período passou de 77,63 para 82,97 anos.

A pesquisa
Intitulado de Tábua Completa de Mortalidade, o estudo do IBGE é divulgado anualmente e também traz dados sobre mortalidade e mortalidade infantil.

Quanto à expectativa de vida, o levantamento traz estimativas para idades exatas até 80 anos, sendo que a pesquisa tem sido utilizada pelo Ministério da Previdência Social como um dos parâmetros do fator previdenciário das aposentadorias sob o Regime Geral da Previdência Social.

São Paulo tem 45% de população vinda de fora

sexta-feira, outubro 7th, 2011

O estudo analisou a inserção social dos migrantes nacionais e estrangeiros residentes na região.

Agência Estado 

Segundo o IBGE mais de 160 milhões de brasileiros vivem em cidades

São Paulo - A Região Metropolitana de São Paulo tem aproximadamente 45% de sua população adulta originários de outros estados ou países, proporção só superada pelo Distrito Federal, onde 75% dos habitantes não nasceram na capital federal. A constatação é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com o estudo Perfil dos Migrantes em São Paulo, divulgado hoje. O estudo analisou a inserção social dos migrantes nacionais e estrangeiros residentes na região.

A partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os pesquisadores avaliaram questões como a origem, a ocupação, a renda e a escolaridade dessa população. O estudo traz ainda dados sobre os núcleos familiares e o acesso dos migrantes às tecnologias da informação e comunicação (TIC). A Pnad 2009 considera dez regiões metropolitanas que concentram mais de 30% da população brasileira. Na maior delas, São Paulo, residem 10% dos brasileiros.

Para analisar a inserção social dos migrantes que afluíram para os grandes centros urbanos, os pesquisadores do Ipea optaram por concentrar a análise na população de 30 a 60 anos, pois, “nessa idade, a vida profissional das pessoas tende a estar mais definida”. E foi considerando o local de nascimento dessa faixa etária da população - se dentro de determinado estado ou fora dele - que ficou evidenciado serem as regiões metropolitanas do Distrito Federal e de São Paulo os polos com maiores contingentes de migrantes.

O estudo indica que o caso do Distrito Federal é peculiar em dois sentidos: em primeiro lugar, é uma cidade nova, criada há cerca de 50 anos para ser a sede do governo federal. Por esse motivo, houve forte incentivo migratório. Em segundo lugar, o contingente de migrantes no Distrito Federal está superestimado em relação aos das outras regiões metropolitanas porque trata-se de uma cidade-estado: quem não nasceu na cidade, também não nasceu no estado.

Nas demais regiões metropolitanas, diversamente, os migrantes intraestaduais - ou seja, aqueles que nasceram fora da região metropolitana, mas dentro do estado, não foram considerados como migrantes, devido às limitações dos dados da Pnad. Por isso, São Paulo emerge como a região metropolitana que atrai com maior intensidade pessoas de todas as regiões brasileiras, além de estrangeiros. As informações são da Agência Brasil.

O Estado de São Paulo: Seis municípios representam 25% do PIB, diz IBGE

segunda-feira, dezembro 13th, 2010

SP ainda é a principal economia, mas viu sua participação encolher de 12,1% para 11,8% entre 2007 e 2008

Jacqueline Farid, da Agência Estado
RIO - Os seis municípios com as maiores participações no Produto Interno Bruto (PIB) do País, todos capitais, representavam, em 2008, aproximadamente 25% do PIB brasileiro: São Paulo (SP), 11,8%; Rio de Janeiro (RJ), 5,1%; Brasília (DF), 3,9%; Curitiba (PR), 1,4%; Belo Horizonte (MG),1,4% e Manaus (AM), 1,3%. São Paulo, apesar de se manter como a principal economia, perdeu participação no PIB brasileiro de 2007 (12,1%) para 2008. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 10, na pesquisa PIB dos Municípios, realizada pelo IBGE.

O levantamento mostra que os 1.313 municípios com os menores PIB (onde residiam 3,4% da população) respondiam por apenas 1% do PIB do país. “A concentração permanece semelhante à dos anos anteriores”, observam os técnicos do instituto no documento de divulgação da pesquisa.

Os cinco municípios de menor PIB em 2008 foram: Areia de Baraúna (PB), São Luis do Piauí (PI), São Félix do Tocantins (TO), Santo Antônio dos Milagres (PI) e São Miguel da Baixa Grande (PI), em ordem decrescente.

De acordo com a pesquisa, de 2007 para 2008, Campos dos Goytacazes (RJ) apresentou o maior ganho de participação porcentual no PIB do País, de 0,8% para 1,0%, “devido ao aumento de produção de petróleo e gás natural e à alta do preço do petróleo”.

Por sua vez, o município de São Paulo, “com economia extremamente integrada à do Estado”, perdeu participação principalmente em alguns segmentos da indústria de transformação, como o de metalurgia básica - não ferrosos, produtos farmacêuticos, indústria de máquinas para escritório e equipamentos de informática. Nos serviços, houve perdas em alguns itens do varejo (revendedores de veículos e distribuição de combustíveis).

No que diz respeito ao PIB per capita, o município de São Francisco do Conde (BA) tem o maior do País (R$ 288.370,81). A coordenadora da pesquisa, Sheila Zani, ressalta que o resultado do PIB per capita representa a geração de riqueza nos municípios dividida pela população e não revela a riqueza apropriada. Ou seja, muitas vezes o tamanho da população é que determina a posição de determinado município no ranking. São Francisco do Conde, por exemplo, tem baixa densidade demográfica e abriga a segunda maior refinaria em capacidade instalada de refino do País.

O Município de Jacareacanga (PA), localizado no sudoeste do Estado e na divisa com o Amazonas e Mato Grosso, possuía, em 2008, o menor PIB per capita (R$ 1.721,23) entre os 5.564 municípios brasileiros. Os técnicos do IBGE explicam que esse município tinha, aproximadamente, 60% da sua economia dependente da administração pública e alto grau de dependência de transferências governamentais.