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Gafisa sobe 2,78%, a R$ 4,06, segunda maior alta do Ibovespa

terça-feira, setembro 11th, 2012

DO VALOR

As ações da Gafisa subiram 2,78% no pregão da BM&FBovespa, a R$ 4,06, enquanto o Ibovespa tinha alta de 0,5%, a 58.691 pontos.

Na noite de ontem, a companhia informou que está estudando opções estratégicas para a Alphaville Urbanismo. Entre as opções, considera a abertura da capital da subsidiária e a venda de participação, além da manutenção da situação atual.

Segundo André Bergstein, diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, o valor de Alphaville não está refletido na atual avaliação de Gafisa pelo mercado.

No processo de aquisição, a Alphaville foi avaliada em R$ 1,85 bilhão. O montante é superior ao atual valor de mercado da Gafisa em Bolsa, de R$ 1,7 bilhão.

Construção cai em bloco e arrasta Ibovespa

quarta-feira, maio 16th, 2012

Valor Econômico

Se a situação na Europa já não era boa, conseguiu ficar pior com a falta de acordo na Grécia para um governo de coalizão e a convocação de novas eleições. E se não bastasse a preocupação com o cenário externo, o investidor que atua no mercado brasileiro ficou ainda mais nervoso ontem ao digerir os balanços do primeiro trimestre, especialmente do setor de construção.

“Os balanços do primeiro trimestre estão vindo mais fracos do que se esperava. E a sinalização dada pelas empresas não é de melhora no curto prazo. “Essa é a maior decepção em relação aos resultados até agora”, resume a estrategista da Ativa Corretora, Mônica Araújo. “As previsões de lucro para 2012 deverão ser revistas para baixo. Mas vamos esperar para ver como será o desempenho das companhias no segundo trimestre”.

Depois de titubear entre os terrenos positivo e negativo nas primeiras horas do pregão de ontem, refletindo o clima de incerteza no mercado externo, a bolsa brasileira consolidou sua tendência de baixa à tarde. O setor de construção ruiu pelo segundo dia seguido. OGX também sofreu, nem tanto pelo balanço, mas por novas informações sobre seu plano de exploração. E Petrobras acabou fechando em baixa antes da divulgação do seu resultado trimestral, que veio melhor que o projetado pelos analistas ouvidos pelo Valor.

O Ibovespa fechou em baixa de 2,26%, aos 56.237 pontos, com volume financeiro forte, de R$ 7,917 bilhões. Desta forma, a bolsa renovou a mínima do ano e passou a acumular baixa de 0,9% em 2012. O índice já perdeu 21% desde 13 de março, quando atingiu o nível mais alto do ano, de 68.394 pontos.

Entre as mais negociadas, Petrobras PN caiu 2,16%, para R$ 18,49; Vale PNA fechou em baixa de 0,42%, a R$ 37,20; e OGX ON despencou 7,81%, para R$ 12,03. A OGX apresentou prejuízo de R$ 144,8 milhões no primeiro trimestre. Além disso, declarou a comercialidade apenas parcial do campo de Waimea, o que foi atribuído pelos analistas como o principal motivo para a queda.

A lista de maiores baixas trouxe as construtoras em massa: MRV ON (-15,04%, a R$ 9,43); PDG Realty ON (-9,82%, a R$ 3,67); Rossi ON (-7,88%, a R$ 5,96); Gafisa ON (-7,08%, a R$ 3,41); e Brookfield ON (-5,98%, a R$ 3,93). A safra de balanços do setor veio recheada de prejuízos, com aumento de custos e vendas mais fracas. MRV trouxe lucro 24% menor, para R$ 116 milhões, enquanto PDG lucrou R$ 32,4 milhões, 85,8% a menos do que no primeiro trimestre de 2012.

Na contramão do setor, Cyrela ON caiu apenas 0,83%, para R$ 14,20. A companhia lucrou R$ 118 milhões, um aumento de 58,9% frente ao mesmo trimestre de 2011, e em linha com a expectativa dos analistas.

As ações ON da empresa de comércio eletrônico B2W também apareceram entre as maiores baixas, mas apenas nos últimos minutos de pregão, com perda de 8,91%, a R$ 6,44.

Entre as poucas altas do dia, destaque para Marfrig ON, que disparou 5,25%, para R$ 9,62. O frigorífico apresentou lucro de R$ 34,5 milhões no primeiro trimestre, 46,7% a mais do que no mesmo período do ano passado.

Nesta quarta-feira, além de repercutir o balanço da Petrobras, que anunciou após o fechamento do mercado uma redução de 16% no lucro, para R$ 9,2 bilhões, os investidores olharão para as entrelinhas da ata da reunião do Fed, o banco central dos EUA.