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Lopes mira aquisições para crescer em imóveis usados

quarta-feira, março 21st, 2012

Empresa tem planos de intensificar as compras nesse segmento em 2012
Vivian Pereira, da Reuters

A Lopes teve mais de 20% da receita líquida do ano passado proveniente das vendas de usados
São Paulo - A Lopes Brasil espera avançar no mercado de imóveis secundários, com planos de intensificar as aquisições nesse segmento em 2012, após ter mais de 20 por cento da receita líquida do ano passado proveniente das vendas de usados.

“Planejamos crescer nos usados em 2012″, disse o vice-presidente financeiro da Lopes, Marcello Leone, em teleconferência com jornalistas nesta quarta-feira. “(Os imóveis) usados são o grande mercado para crescimento… ainda temos um enorme caminho a percorrer e uma enorme oportunidade de crescimento”.

Segundo ele, a empresa deve manter o foco em aquisições nas regiões Sul e Sudeste do país, além do Distrito Federal.

“Esperamos pelo menos repetir a performance dos anos anteriores em aquisições”, afirmou o executivo, acrescentando que o plano de crescer no segmento secundário também contempla a abertura de novas lojas no país.

Desde julho de 2010, a Lopes adquiriu 18 empresas, sendo oito no ano passado e três nos primeiros meses deste ano. Os movimentos mais recentes envolveram justamente companhias voltadas ao mercado de usados.

Nesta quarta-feira, o maior grupo imobiliário do país divulgou um aumento de 20 por cento na receita líquida do quarto trimestre e de 28 por cento na de 2011, atingindo 130,3 milhões e 432,4 milhões de reais, respectivamente.

A receita foi impulsionada pelo salto de 16 por cento nas vendas contratadas tanto nos últimos três meses de 2011, quando totalizaram 5,5 bilhões de reais, quanto no ano como um todo, para 18,2 bilhões, sendo que o mercado secundário representou quase 22 por cento das vendas, levando a Lopes a ocupar a liderança do segmento no país.

De acordo com Leone, a concentração de 39 por cento dos lançamentos do ano no quarto trimestre contribuiu para o resultado positivo. “Grande parte do crescimento veio no quarto trimestre, por questões sazonais… muitas vendas ainda ficarão para 2012″, disse.

A Lopes fechou o quarto trimestre com lucro líquido, atribuível a acionistas da controladora, 32 por cento maior, a 56,7 milhões de reais, enquanto no fechado de 2011 o lucro foi 31 por cento maior, somando 142,6 milhões de reais.

De outubro a dezembro, a companhia apurou geração de caixa operacional, medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização), de 55,3 milhões de reais, alta de 17 por cento ano a ano, com a margem caindo de 43,8 para 42,5 por cento.

Sem considerar a participação dos acionistas minoritários, o lucro líquido no ano passado foi de 150,6 milhões de reais, alta de 14 por cento ante 2010.

Em 2011 como um todo o Ebitda cresceu 10 por cento, a 165,1 milhões, e a margem ficou em 38,2 por cento.

Em contrapartida, a Lopes registrou um aumento de 11 por cento nas despesas operacionais entre o terceiro e o quarto trimestres, para 75 milhões de reais, impactadas principalmente por custos de empresas adquiridas. Para 2012, a companhia estabeleceu a meta de 260 milhões de reais em despesas operacionais.

A unidade de crédito imobiliário da empresa, a CrediPronto!, financiou 1,3 bilhão de reais ao longo de 2011, mais que o dobro do volume apurado no ano anterior.

Home staging é tendência para carreira de arquitetos e decoradores

terça-feira, julho 26th, 2011

Expansão do mercado imobiliário e refinamento de consumo cria demanda para profissionais que melhoram a decoração de imóveis usados colocados à venda

Talita Abrantes, de

São Paulo – Mania nos Estados Unidos, os serviços de home staging chegam, enfim, ao Brasil e prometem aquecer (ainda mais) as carreiras de arquitetos e decoradores.

Literalmente, o termo “home staging” significa encenação da casa. Na prática, o home stager (como o profissional da área é chamado) tem diante de si a função de transformar a decoração de imóveis usados que estão à venda para torná-la mais atraente para possíveis compradores.

Geralmente, os vendedores de imóveis usados, que também são moradores, só deixam o local após a venda. Conclusão: O apartamento ou casa está entulhado de objetos pessoais e móveis de toda uma vida. “Quem vê um imóvel daquele jeito pode criar antipatia pelo ambiente e não compra”, diz Luis Fernando Gambi, diretor de comercialização e marketing do Secovi-SP.

É para impedir esse desfecho infeliz que o home stager entra em cena. Nos Estados Unidos, estima-se que o remodelamento da decoração de um imóvel usado reduza em 78% o tempo de venda de um imóvel usado.

Mas não confuda essa atividade com os tradicionais projetos de decoração. “No designer de interiores, você faz o projeto de acordo com a personalidade do seu cliente”, explica a home stager Susana Damy-Lacy. “O home staging, ao contrário, tem o objetivo de ‘despersonalizar’ o ambiente para que o comprador se identifique com o local”.

Por isso, no projeto final de home staging saem de cena porta-retratos, acessórios mais pessoais e móveis em excesso. “Precisamos deixar a casa com uma circulação boa para que o comprador tenha uma noção real do espaço”, diz a fundadora da consultoria Staging Desing.

Em alguns casos, o home stager projeta até algumas mudanças arquitetônicas – como pintura de paredes para cores mais neutras as paredes do imóvel podem até ser pintadas com cores neutras.

Mercado

No Brasil, a carreira está agora dando seus primeiros passos. Mas a tendência é que esse tipo de serviço ganhe mais espaço nos próximos anos no mercado nacional. E, nas segundo Gambi, a expansão do mercado imobiliário não é a única justificativa para isso.

Os consumidores brasileiros estão ficando mais exigentes na hora de comprar um imóvel . Esse refinamento está demandando corretores mais bem preparados e uma série de oportunidades de atividades correlatas”, explica.

No mercado imobiliário americano, berço da carreira, o cenário é outro. Lá, segundo cálculos de Susana, de cada dez imóveis vendidos, cerca de oito foram remodelados pelos serviços de home staging.

A procura é tanta que, em 2009, apesar da crise que devastou os mercados centrais, a carreira de Home Stager foi considerada a mais promissora entre as novas profissões dos Estados Unidos, segundo levantamento do site Career Building.

Formação

Enquanto nos Estados Unidos os programas de formação para esses profissionais atingem a casa dos milhares, no Brasil ainda não existem cursos de especialização para o setor. Para exercer a função, é preciso ser formado em arquitetura ou designer de interiores.
Susana atuou durante 14 anos como home stager nos Estados Unidos. Desde setembro de 2010, presta consultoria desse tipo no Brasil. Nesse período, entregou seis projetos de home staging.

A experiência dela mostra um pouco dos obstáculos que o profissional do setor pode encontrar em solo nacional. Gambi explica: “O brasileiro ainda não tem a cultura de valorizar os serviços agregados à venda de um imóvel usado”. Tendência que, segundo ele, pode mudar à medida que o consumidor brasileiro tornar-se mais maduro com relação ao mercado imobiliário.

Em média, uma consulta inicial de home staging para apartamentos pequenos custa 70 reais.

Venda de imóveis usados cresce 6% no Estado de São Paulo

terça-feira, junho 7th, 2011

FOLHA DE  SÃO PAULO

A venda de imóveis usados cresceu 6,05% em março ante fevereiro, segundo pesquisa feita com 1.606 imobiliárias do Estado pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo). Dos 1.027 imóveis vendidos, 54,63% eram apartamentos.

As vendas cresceram nas quatro regiões analisadas, com destaque para o interior (8,16%), seguido de perto pela capital (7,14%) e cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (6,11%). No litoral, o aumento foi de 1,35%.

“O crédito para a casa própria teve importância capital no comportamento do mercado em março, respondendo por praticamente metade das vendas em três das regiões que compõem a pesquisa”, ressalta o presidente da entidade, José Augusto Viana Neto.

Na capital, por exemplo, a participação dos financiamentos bancários em março foi de 45,67% do total de imóveis vendidos.

Já a locação residencial apresentou queda de 10,49% no Estado em março ante fevereiro. Na capital, a faixa que concentrou a maioria das novas locações foi a dos aluguéis mensais de até R$ 1.000, com 55,40% do total de novos contratos.

O fiador foi a forma mais adotada como garantia de pagamento em caso de inadimplência dos inquilinos, presente em 83,02% do total de novos aluguéis contratados no interior, em 60,58% no litoral, 44,26% na capital e em 48,11% na região do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco.

A pesquisa foi realizada em 37 cidades do Estado: Americana, Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Diadema, Guarulhos, Franca, Itu, Jundiaí, Marília, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião, Bertioga, São Vicente, Peruíbe, Praia Grande, Ubatuba, Guarujá, Mongaguá e Itanhaém.

Minha Casa 2 terá imóveis usados, sinaliza governo

terça-feira, junho 7th, 2011

Exame.com

Meta de 2 milhões de imóveis esbarra na capacidade de produção; corretores de usados são assediados.

Nos últimos 15 dias, em várias oportunidades nas quais encontraram-se com a imprensa, os representantes do governo, ligados às questões habitacionais, repetiram o mesmo e curto discurso sobre a segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida, que está às vésperas de sanção presidencial: a oferta de dois milhões de moradias até 2014.

A construção civil sinaliza fortemente que tal soa como um aviso de que “o gato está subindo no telhado”, e que pode chegar ao mercado, revestido da robustez do programa habitacional do governo, um forte concorrente dos imóveis vendidos na planta. Entre as sinalizações estão os esforços voltados para a conquista de corretores autônomos.

A conta aritmética fortalece a possibilidade da inclusão de imóveis usados no Minha Casa, tanto quanto os esforços para a conquista de corretores autônomos – os principais agentes da venda de imóveis usados.

Considerando para 2014 um ano cheio (12 meses), a meta do governo exigirá das construtoras produzir, em todo o Brasil e no mínimo, por volta de 480 mil unidades ao ano, 40 mil unidades ao mês, mais de 1.300 imóveis ao dia. Não há fôlego, diz José Augusto Viana, presidente do Conselho de Corretores de Imóveis no Estado de São Paulo.

“Hoje, nas principais cidades brasileiras não há terrenos disponíveis para construir; há problemas com mão de obra; o setor reclama do aumento no preço do material de construção; o imóvel novo não tem concorrência, provocando a que os preços fiquem meio que às soltas. Para o governo alcançar a meta, o imóvel usado é a única saída”, diz o presidente do Crecisp.

Viana lembra que o Crecisp está empenhado, há praticamente três anos, em trabalhar pela inclusão de imóveis usados no programa Minha Casa, Minha Vida, e considera como bem próximo do real a possibilidade de agora acontece.

“Incluir os imóveis usados no programa será, inclusive, um respaldo à concorrência de mercado, e isto interessa ao governo, por exemplo, como auxílio para manter a inflação sobre controle”, pondera Viana.

A Medida Provisória (MP) 514, que dispõe sobre a segunda fase do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, aguarda a sanção presidencial, que deverá ocorrer até o próximo dia 17. O texto, aprovado pelo Senado em 10 de maio (2011) após passar pela Câmara, não faz menção aos imóveis usados, contudo, na fase em que se encontra, é passível de alterações (inclusões ou exclusões) pela presidência da República.

Sinalizações do mercado - Na última semana, além de grandes incorporadoras de São Paulo, a curitibana Monarca e Stuhlberger anunciou que está aceitando imóvel usado na compra de um novo. Segundo Vitor Wjuniski, sócio-diretor da incorporadora, “essa transação permite, entre outros aspectos positivos, que o proprietário more no imóvel antigo, até a entrega de seu novo apartamento”.

Partindo do princípio que o usado representa acomodação familiar imediata, o que não se dá com o imóvel em lançamento, o apelo da Stuhlberger procura chamar a atenção do comprador para o aspecto: more tranqüilo no usado, enquanto o novo fica pronto. Na eventualidade de ocorrer a inclusão de usados no Minha Casa, isto é saber fazer do limão uma limonada.

Em parceria com o HSBC, a imobiliária Rede Morar, do Grupo Brasil Brokers, oferece em todo o país parceria aos corretores autônomos de imóveis, no que inclui comissões pela produção de financiamento imobiliário.

De seu lado, a imobiliária Pronto! - do Grupo LPS Brasil, está envidando visível esforço na conquista de corretores para as suas fileiras e, paralelamente, através de joint venture com o Itaú, passa a oferecer financiamento para imóveis usados. O corretor autônomo que aceitar o convite será um verdadeiro “pé de meia” para a Pronto! e a Rede Morar, visto que levará consigo uma boa carteira de imóveis usados. Mais uma saudável limonada prévia.

No último final de semana, em especial no sábado (04, junho), anúncios de lançamentos engrossaram o primeiro caderno (no qual o preço do cm/coluna é o mais caro das tabelas) dos jornais paulistanos de maior circulação. A pressa em lançar e a procura por visibilidade na mídia impressa também faz crer que há expectativa da chegada de concorrência no mercado.

Agência Estado: Imóveis residenciais usados em SP valorizaram até 269% em 2010

quarta-feira, fevereiro 2nd, 2011

Valorização foi superior à rentabilidade dos investimentos financeiros no ano passado

Agência Estado
SÃO PAULO - O valor dos imóveis residenciais usados na cidade de São Paulo tiveram no ano passado uma valorização de até 269%, muito superior à rentabilidade dos investimentos financeiros. Todos os dez tipos de casas e apartamentos, de acordo com classificação que leva em conta vários fatores, como localização e padrão, tiveram valorização superior aos 32,26% de alta do ouro, ativo com melhor performance no ano passado, segundo o Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP).

Conforme o Creci, o apartamento de padrão médio com tempo de construção entre 8 e 15 anos e situado em bairros como Aclimação, Brooklin, Chácara Flora, Sumaré e Vila Mariana - chamados de “zona B” - foi o que teve maior valorização. Nestes locais, o metro quadrado chegou a valorizar 269,09%, sendo vendido, em média, a R$ 4.613,60 em dezembro, ante R$ 1.250 em janeiro de 2010.

As negociações de imóveis usados estavam aquecidas no final de 2010: em dezembro, o total de vendas foi 29,26% superior ao registrado no mês de novembro.

Valor de locação

A locação de imóveis residenciais na cidade de São Paulo também teve desempenho positivo em dezembro. Conforme pesquisa do Creci com 509 imobiliárias, o crescimento no número de imóveis alugados em comparação ao mês anterior foi de 10,66%. Em consequência do aumento da demanda, os preços dos aluguéis também tiveram alta em 2010, segundo a entidade.

Para imóveis de bairros da “zona A” (Campo Belo, Cidade Jardim, Higienópolis, Itaim Bibi, Moema, Ibirapuera, entre outros), o valor dos aluguéis chegou a subir 146,43%. Campeãs de aumento, as casas de três dormitórios nestes locais tiveram alta do aluguel de R$ 1.400 em janeiro de 2010 para R$ 3.450 em dezembro.