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Serasa: volume de cheques sem fundos cresce em outubro

quinta-feira, novembro 22nd, 2012

No acumulado de janeiro a outubro de 2012, o porcentual de devolução de cheques foi de 2,02%, ante 1,92% no mesmo período de 2011
Renan Carreira, do Estadão conteúdo

Cheques sem fundo: o porcentual de outubro representa 1,575 milhão dos 81,373 milhões de cheques compensados

São Paulo - Do total dos cheques compensados no mês de outubro, 1,94% foi devolvido por falta de fundos, terceiro menor volume do ano. O porcentual representa 1,575 milhão de 81,373 milhões de cheques compensados.

Segundo o Indicador de Cheques Sem Fundos, divulgado nesta quinta-feira pela Serasa Experian, o resultado supera a parcela de 1,87% de devolução registrada em setembro e o 1,92% apurado em outubro de 2011. No acumulado de janeiro a outubro de 2012, o porcentual de devolução de cheques foi de 2,02%, ante 1,92% no mesmo período de 2011.

Economistas da Serasa Experian disseram que os cheques devolvidos por falta de fundos aumentaram em outubro em relação a setembro por causa das vendas do Dia da Criança. “Apesar deste aumento, a devolução de cheques por falta de fundos em outubro (1,94%) foi a terceira mais baixa do ano, perdendo apenas para as devoluções de 1,87% e de 1,93% registradas em setembro e janeiro, respectivamente”, informou a empresa, por meio de nota.

Nos dez primeiros meses de 2012, Roraima aparece na liderança dos Estados com o maior porcentual de cheques devolvidos: 11,80%. Na outra ponta, o Estado de São Paulo é o que registra o menor porcentual de devolução de cheques no acumulado de janeiro a outubro: 1,47%. A região Norte tem o maior porcentual de devolução de cheques no período, 4,42%, enquanto a região Sudeste aparece com o menor, 1,59%.

Número de cartão de crédito cresce 132% em sete anos

quarta-feira, agosto 15th, 2012

País já tem mais cartões que o Reino Unido, mas o aumento de 12% da inadimplência do brasileiro nos últimos cinco anos preocupa

José Roberto Castro e especial para AE
Agência Estado

Cartões de crédito: o número de operações feitas com o cartão de crédito em atraso há mais de 90 dias era de 29,5%

São Paulo - O número de cartões de crédito cresceu 132% no Brasil entre 2004 e 2011, fazendo o País ficar à frente de economias como a do Reino Unido, mas o aumento de 12% da inadimplência do brasileiro nos últimos cinco anos preocupa. Os dados foram compilados pela consultoria de crédito e cobrança GoOn, que constatou também que a inadimplência vai na contramão dos Estados Unidos, onde o número diminuiu 17%, desde 2007.

O último número divulgado pelo Banco Central mostra que, em maio, o número de operações feitas com o cartão de crédito em atraso há mais de 90 dias era de 29,5%. Nos Estados Unidos, onde a estatística leva em conta atrasos de mais de 30 dias, a taxa era de 3,11% em fevereiro.

O economista da GoOn Breno Costa acha que a taxa de mau pagadores dá sinais de estabilização, mas adverte que não se pode descuidar do índice. “O cenário está bom, com emprego, crédito e renda. O problema é que, mesmo com o cenário bom, a gente viu um recente crescimento da inadimplência. Se alguma coisa sair dos trilhos, aí sim a gente pode ter problemas maiores.”

Costa admite que a inadimplência tem relação com as altas taxas cobradas no setor, formando um ciclo vicioso. “Para se romper o ciclo, a grande sacada é o crédito positivo. É preciso conhecer o histórico do consumidor e, para isso, é necessária uma mudança de legislação”, comenta Costa, explicando que a lei atual não permite acesso ao histórico completo do comprador, só identifica os devedores.

O economista contesta, porém, a afirmação de que os juros cobrados no Brasil são dez vezes superiores aos dos Estados Unidos, dizendo que esta comparação não pode ser feita sem que particularidades sejam levadas em conta. “São basicamente três pontos: a prática do ‘parcelado sem juros’ onera muito as operadoras; a diferença da taxa básica de juros é grande; e a inadimplência também é alta.” Costa afirma que se estes fatores forem descontados, a taxa de juros brasileira é quatro vezes maior.

Apesar de alertar para os perigos do aumento de inadimplentes, o estudo da GoOn enxerga um espaço para o aumento nos gastos do cartão de crédito. O Brasil gasta 33,7% do PIB per capita com o cartão de crédito. Reino Unido e Estados Unidos gastam 39% e 45,6%, respectivamente. “Igualar os EUA nos próximos anos é um crescimento expressivo e possível de ser alcançado”, conclui Breno Costa.

Renda sobe e consumo se mantém aquecido

terça-feira, julho 24th, 2012

Sergio Lamucci | De São Paulo
Valor Econômico - 24/07/2012

A capacidade de consumo do brasileiro, alvo de debate intenso nos últimos meses, dá sinais de estar longe do esgotamento. O comércio varejista ampliado continua a crescer em ritmo considerável, de 5,8% no acumulado de janeiro a maio, apesar do recuo de 0,8% das vendas de veículos e autopeças no período.

Esse desempenho ainda razoável se dá mesmo com a renda disponível do consumidor disputada por uma série de novas despesas, do financiamento imobiliário a vários serviços, como celular, TV a cabo, acesso à internet, educação, previdência privada e passagens aéreas.

Para alguns analistas, está em curso uma mudança no mix de consumo do brasileiro, que ainda tende a permanecer em crescimento robusto, amparado num cenário de desemprego baixíssimo, em que os salários ainda crescem com força - em maio, a renda nas seis principais regiões metropolitanas avançou 4,9% em relação a maio do ano anterior, já descontada a inflação, e os reajustes salariais obtidos pelos trabalhadores no primeiro semestre continuaram expressivos. Há sinais de piora no emprego na indústria, mas, pelo menos por enquanto, o cenário não é dos mais graves. O comprometimento de renda com o pagamento de dívidas aumentou e a inadimplência incomoda um pouco, mas não travou o consumo.

O economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, acha um erro a avaliação de que o consumo está decepcionando no Brasil. “O desemprego está nas mínimas históricas, houve aumento forte do salário mínimo e a confiança do consumidor segue em níveis elevados. O Brasil tem aquilo que quase todos os países não têm no momento: demanda de consumo.”

O mercado de trabalho continua firme. Em maio, a taxa de desemprego ficou em 5,5%, na série com ajuste sazonal da LCA Consultores, o nível mais baixo da série iniciada em 2002. Com a desocupação nas mínimas históricas, a perspectiva é de alta na renda. Em abril e maio, o rendimento real caiu levemente na comparação com o mês anterior, mas as perspectivas continuam favoráveis. A menor oferta de mão de obra, com os jovens ficando mais tempo na escola, ajuda a manter o desemprego baixo e a renda pressionada, diz Barros. Ele projeta expansão de 3,9% para a renda real neste ano, mais que os 3% de 2011.

Para ele, um ponto fundamental é que, desde a mais recente Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE de 2008/2009, “houve imensa mudança na estrutura de gastos das famílias”. O número de celulares, por exemplo, mais do que dobrou desde 2007, atingindo 242,3 milhões no ano passado. Além das despesas com celular, o consumidor tem uma série de novos gastos que disputam renda com os bens duráveis (automóveis e eletroeletrônicos, por exemplo) - pagamento da mensalidade da faculdade privada, acesso à internet, seguros e previdência privada.

Mesmo com essa maior concorrência, as vendas no varejo, que mostram o consumo de bens, seguem firmes, como ressalta o economista Aurélio Bicalho, do Itaú Unibanco. O comércio varejista restrito cresceu 9% no acumulado de janeiro a maio e 7,3% em 12 meses, enquanto o ampliado (que inclui veículos, autopeças e material de construção) aumentou 5,8% no ano e 5,3% em 12 meses.

Bicalho chama a atenção para as vendas de equipamentos e materiais de informática e escritório, que avançaram 28,1% no acumulado do ano. Mesmo as vendas de móveis e eletrodomésticos, que em maio recuaram 3,1% sobre abril, feito o ajuste sazonal, ainda cresceram 13,8% nos cinco primeiros meses de 2012. O mercado de trabalho aquecido e os juros em queda apontam para um quadro favorável para o consumo na segunda metade do ano, acredita.

O desempenho mais fraco do varejo ampliado em relação ao restrito se deve ao mau resultado das vendas de veículos neste ano. Elas perderam fôlego, porque muita gente comprou automóvel nos últimos anos e por causa do aperto nas condições de crédito pelos bancos, uma reação à alta mais forte da inadimplência no segmento. Essa onda de calotes foi decorrência do período em que as instituições financeiras relaxaram os critérios de concessão de crédito, emprestando muitas vezes em 60 meses ou até mais sem entrada.

As vendas de veículos, porém, se recuperaram com força em junho, como efeito da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A média diária de licenciamentos de automóveis e comerciais leves aumentou 35,4% sobre maio, segundo cálculos da LCA.

“Com isso, as vendas no varejo ampliado em junho devem subir algo como 5% em relação a maio”, estima o economista-chefe da LCA, Bráulio Borges. Em julho, até dia 19, a média diária de licenciamentos de automóveis e comerciais leves registra queda de 0,7% sobre junho, ainda assim mantendo-se num nível elevado, muito superior ao do período de janeiro a abril.

Barros considera normal que haja um crescimento mais moderado das vendas de veículos nos próximos anos. Além de muitos consumidores já terem adquirido automóveis, também há um novo mix de consumo entre carros e imóveis, diz ele. Foi o que ocorreu no México, quando o crédito imobiliário aumentou com força, e também parece estar em curso no Brasil, com o ritmo de financiamento de automóveis avançando a um ritmo mais lento (ver tabela). O crédito imobiliário, que envolve valores mais elevados, é a dívida encarada com prioridade pelo consumidor, com inadimplência muito baixa, lembra Barros.

Um ponto sobre o qual há mais dúvidas é em relação ao grau de endividamento do consumidor. Segundo números do Banco Central, o brasileiro comprometia em abril deste ano um pouco mais de 22% de sua renda mensal com o pagamento de dívidas. Para Barros, não é algo exagerado. Já Borges acredita que o percentual não é baixo, cerca do dobro do que se registra nos EUA, Chile, Europa e Nova Zelândia. Ele não vê, contudo, o número como muito problemático, dado o prazo médio das dívidas, pouco inferior a um ano. Com isso, há uma desalavancagem (o processo de redução do endividamento) bastante rápida.

Para Borges, como os juros cobradas ao consumidor estão em queda, puxados pelo corte de taxas promovido inicialmente pelo Banco do Brasil e pela Caixa, os consumidores estão trocando dívidas caras por outras mais baratas, o que aumenta a capacidade de consumo.

Por todos esses fatores, a expectativa dos analistas é que a retomada mais forte da economia continuará a ter no consumo o impulso mais importante. Enquanto o PIB deve crescer algo na casa de 2% ou menos, o consumo das famílias pode crescer ainda 4% ou mais.

Para Barros, “o consumo seguirá bem no Brasil, mas crescendo de forma mais moderada, em linha com a dinâmica da renda disponível, cada vez mais disputada pelo setor de serviços e pelo maior apetite por poupança da população”.

Segundo ele, as famílias brasileiras ainda estão muito longe de poupar como os asiáticos, mas há um esforço maior para guardar dinheiro. Números da Sondagem de Expectativas do Consumidor da Fundação Getulio Vargas (FGV), quase um quarto - 24,9% - dos entrevistados estava poupando em junho. De 2005 para cá, a média é de 17,9%.

Consumo em queda

quinta-feira, junho 21st, 2012

ANA CAROLINA DINARDO
Correio Braziliense

O consumo das famílias brasileiras tem livrado o Produto Interno Bruto (PIB) de um cenário ainda pior. Porém, o resultado do Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), divulgado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), mostrou que os consumidores iniciaram um processo de redução no ritmo de compra em 0,7% em junho, na comparação com o mês anterior. Os dados da pesquisa indicam que a lenta recuperação do mercado e o alto nível da inadimplência ainda são barreiras para o crescimento do consumo. Por outro ângulo, o aumento real da renda e a baixa das taxas de desemprego favoreceram para que os números da economia brasileira não deixasse de crescer, ainda que em patamares baixos.

%u201CEmbora menor, o otimismo se manteve não só pelo crescimento real da massa salarial como também pelos estímulos que vem sendo dados para reaquecer a economia. No entanto, o comprometimento da renda com gastos inibe um crescimento mais forte da intenção de consumo%u201D, destacou o economista da CNC Bruno Fernandes.

Na avaliação da entidade, a exclusão de medidas restritivas ao crédito, as isenções fiscais e o corte das taxas de juros praticados pelos bancos tendem a resgatar a confiança do consumidor.

As dívidas das famílias comprometem até o lazer. O engenheiro Renato Santos Medeiros, 34 anos, está com boa parte da renda comprometida com despesas que vão da prestação do carro novo à alimentação da família, o que o levou a separar as contas eleger prioridades. %u201CQuase não sobra nada. Tivemos que diminuir o lazer para não ficar ainda mais endividado%u201D, lamenta. Medeiros garante que pretende quitar as pendências para, só então, pensar em novas aquisições. %u201CPor enquanto, não quero comprar nada. Se não, perco o controle do meu orçamento.%u201D

Juros mais baixos e crédito farto fizeram com a professora universitária Martha Vieira, 50, mergulhar em dívidas. Ao abrir a fatura do cartão de crédito, ela levou um susto. O total chegou perto de R$ 2 mil e Martha precisou recorrer a um empréstimo de
R$ 1 mil para complementar o pagamento da dívida. %u201CSó com meu salário eu não seria capaz de pagar.%u201D. Até 2013, parte dos seus ganhos será separado para pagar as parcelas de R$ 147,50 ao banco. %u201CDepois que eu pagar todo o empréstimo é que vou pensar em voltar a consumir novamente. Só que agora com mais controle.%u201D

Inadimplência do consumidor cresce 21% em maio, diz Serasa

sexta-feira, junho 15th, 2012

FOLHA DE SÃO PAULO

A inadimplência dos consumidores brasileiros cresceu 6,2% em maio na comparação com abril, a terceira elevação mensal consecutiva. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a alta foi de 21,4%.

No acumulado de janeiro a maio, a alta foi de 20% na comparação com o mesmo período de 2011.

O crescente endividamento do consumidor e as compras parceladas para o Dia das Mães foram as principais razões para a alta da inadimplência em maio, segundo economistas da Serasa.

As dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) puxaram esse crescimento, com variação de 9% entre maio e abril.

A inadimplência com os bancos também subiu 3,1% no mês passado. Os títulos protestados e os cheques sem fundos apresentaram variação de 14,8% e 9,2%.

O valor médio das dívidas registrou crescimento de janeiro a maio de 2012. As dívidas não bancárias cresceram 17,5%, os cheques sem fundos apresentaram elevação de 11,9%, assim como os títulos protestados e as dívidas com os bancos, que aumentaram 9,3% e 0,1%.

Consumidor de baixa renda está com dificuldade de pagar compra em supermercado

quinta-feira, setembro 15th, 2011

Levantamento da TeleCheque mostra crescimento de 78% no volume de cheques devolvidos

Luís Artur Nogueira, de Exame.com

Alta de preços dos alimentos é uma das razões para o aumento da inadimplência

São Paulo – Mais um sinal de alerta para a economia brasileira. O consumidor de baixa renda está com dificuldades de pagar suas despesas com alimentação.

Nos meses de julho e agosto, houve um crescimento de 78% no número de cheques sem fundos que foram emitidos para pagar alimentos comprados em supermercados. A comparação foi feita com o mesmo período do ano passado.

O levantamento da TeleCheque, empresa especializada em análise de crédito em pagamentos com cheque, está sendo publicado em primeira mão por EXAME.com.

“Quando o consumidor tem dificuldade para honrar o cheque das compras mensais com alimentação, é sinal de que a economia pode estar em situação pior do que aparenta”, diz o presidente da TeleCheque, José Antônio Praxedes.

O executivo salienta que despesa com alimentação é item de primeira necessidade, que se repete todos os meses. “Se a pessoa deixou de cobrir o cheque do supermercado, assumindo o risco de perder o crédito – e, portanto, comprometendo a alimentação do próximo mês –, é porque sua situação financeira já está muito comprometida.”

Há um ano, as despesas com alimentação representavam 10,1% do total de cheques devolvidos. Agora, são 18% do total, o que significa um crescimento de 78%.

Os principais motivos para essa piora são a alta de preços dos alimentos e o elevado comprometimento do orçamento familiar com financiamentos e empréstimos estimulados pelo crédito farto e barato. Do total de cheques não honrados, 35% têm valor entre 50 e 200 reais, faixa típica das despesas com alimentação.

Segundo a TeleCheque, outros itens pagos com cheques sem fundos foram vestuário (16%), acessórios automotivos (13%) e calçados (9%).

A pesquisa mostra que o principal motivo da inadimplência é o descontrole financeiro. Essa alegação foi dada por 39% das pessoas, o que representa um aumento de 14,3% na comparação com o mesmo período de 2010, quando o descontrole representava 34,2% das respostas.

Outro fator que explica o crescimento dos calotes é o empréstimo do nome a terceiros, com 14% das respostas. “A volta do hábito de financiar compras para terceiros demonstra que estamos tendo um aumento nas pessoas que vêm perdendo seu acesso ao mercado de crédito”, avalia Praxedes.

Inadimplência tem em maio quarta alta consecutiva

quinta-feira, junho 9th, 2011

O comércio registrou alta de 8,21% na inadimplência do consumidor em maio, segundo dados da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas

Lourenço Canuto, da Agência Brasil

Brasília - O comércio registrou alta de 8,21% na inadimplência do consumidor em maio, em relação ao mesmo mês de 2010. É a quarta elevação consecutiva ante os resultados de 2010. Os dados foram divulgados hoje (9) pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL).
Para o presidente da entidade, Roque Pellizzaro Junior, o número é “significativamente preocupante”, já que, no acumulado dos últimos cinco meses, a alta é de 3,61%. Ele lembrou que o indicador iniciou o ano em baixa de 10%, mas vem crescendo “em razão sobretudo do ciclo de aperto monetário decorrente do aumento da taxa de juros básicos, a Selic, e das medidas de contenção de crédito adotadas no final do ano passado pelo Banco Central”.

Já o cancelamento de registros no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) – que reflete o pagamento de dívidas do consumidor – cresceu 9,67% a maio, na comparação com abril de 2011. Segundo Pellizzaro, isso é normal para o mês, ante a expectativa do consumidor de fazer compras para o Dia das Mães e também por causa da proximidade do Dia dos Namorados.

O dirigente afirmou que a CNDL pretende conscientizar o comércio para que adote critérios mais rígidos na hora de conceder o crédito, uma vez que “o consumidor não tem noção exata da diferença, por exemplo, entre os juros do cartão de crédito”. Segundo ele, o parcelamento do cartão tem juros entre 4,5% e 5%, mas os do crédito rotativo podem chegar a 13%. “O consumidor brasileiro gosta de pagar, quando tem condições para isso, mas é preciso reduzir a velocidade do crédito, pois a inadimplência é ruim para ele, para a economia e para o país, porque tende a criar uma bolha indesejável.”

Pellizzaro Junior lembrou ainda que, no Brasil, o prazo de vencimento do cartão de crédito é longo, diferentemente do que ocorre em outros países. Para ele, a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de aumentar de 10% para 15% o percentual da parcela mínima mensal para pagamento do cartão é “uma medida modesta”. O ideal, defende Pellizzaro, é que seja de 30% a 35% para reduzir a possibilidade de endividamento do consumidor.