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Indústria da construção tem sinais de melhora, diz CNI

quinta-feira, outubro 25th, 2012

Junto com a CBIC, entidade divulgou estudo que aponta um quadro de estabilidade no setor e recuperação em alguns indicadores

Ayr Aliski, da Agência Brasil

Brasília - O desempenho da indústria da construção começa a mostrar pequenos sinais de melhora, indicam a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção(CBIC). As duas entidades divulgaram nesta quinta-feira o estudo “Sondagem Indústria da Construção”, que aponta um quadro de estabilidade no setor e recuperação em alguns indicadores. O indicador sobre Utilização da Capacidade de Operação (UCO) das empresas do setor ficou em 70% em setembro, o mesmo porcentual de agosto. Em julho, o nível de UCO foi de 69%.

O indicador de nível de atividade efetivo em relação ao usual ainda está no campo negativo, mas com crescimento nos últimos meses. O indicador marcou 47,0 pontos em setembro, ante 46,4 pontos em agosto e 45,5 pontos em julho. Em relação a esse indicador, números abaixo de 50 pontos representam resultado negativo e acima de 50 pontos, resultado positivo. Apesar de o estudo apresentar melhoras, CNI e CBIC preferem adotar uma postura moderada.”Desempenho menos negativo ainda não aponta para retomada do crescimento”, citou o estudo.

A “Sondagem Indústria da Construção” é uma publicação mensal. O trabalho é realizado pela CNI em parceria com a CBIC. Nesta edição, foram consultadas 456 empresas (98 grandes, 200 médias e 158 pequenas) entre os dias 1º e 11 de outubro.

O indicador sobre evolução do número de empregados marcou 48,8 pontos em setembro, abaixo, portanto, da linha divisória dos 50 pontos. Em agosto, esse item havia alcançado 49,3 pontos. Desde junho o indicador sobre evolução do número de empregados tem ficado abaixo dos 50 pontos.

O economista da CNI Danilo Garcia, entretanto, destacou que os indicadores trimestrais sobre a situação financeira das empresas apontam para uma leve reativação da atividade no setor. O índice ficou em 50,3 pontos no terceiro trimestre (ante 48,8 pontos, no trimestre anterior). “Os empresários consideraram a situação financeira das empresas satisfatória”, observou Garcia.

Os empresários da construção continuam insatisfeitos com a margem de lucro operacional. No terceiro trimestre o indicador marcou 46,8 pontos. Houve melhora de dois pontos porcentuais em relação ao trimestre anterior, mas o indicador continua no campo negativo, abaixo da linha dos 50 pontos. O acesso ao crédito também continuou sendo avaliado como difícil no trimestre. O indicador situou-se em 47,1 pontos (46,7 pontos no segundo semestre).

A pesquisa também busca apurar os principais problemas que afetam a indústria da construção. A falta de trabalhador qualificado foi o principal problema para as grandes empresas no terceiro trimestre, com 61,7% de respostas (ante 54,6% no trimestre anterior). Ainda entre as grandes empresas, o segundo problema mais apontado foi a elevada carga tributária, que marcou 56,2% de respostas no terceiro trimestre (ante 50,8% no segundo trimestre).

A “Sondagem Indústria da Construção” verificou também as expectativas dos empresários da construção para os próximos seis meses e detectou mais otimismo. A expectativa quanto ao nível de atividade em outubro marcou 57,4 pontos (ante 57,0 pontos no mês anterior). Já a expectativa quanto a novos empreendimentos e serviços ficou em 57,5 pontos em outubro (56,7 pontos em setembro).

Sobre a compra de insumos e matérias primas, a expectativa para os próximos seis meses marcou 56,8 pontos (57,8 pontos no mês passado). A expectativa sobre evolução do número de empregados alcançou 54,5 pontos em outubro (ante 56,0 pontos em setembro). Todos os indicadores de expectativas, portanto, estão acima dos 50 pontos, ou seja, no terreno do otimismo.

Expectativa de vida no Brasil aumenta 25,4 anos em meio século

sexta-feira, junho 29th, 2012

Queda da fecundidade e diminuição da mortalidade possibilitaram um aumento de 54,6% para 68,5% da participação da população em idade ativa, segundo IBGE

Beatriz Olivon, de Exame.com

Aumento na expectativa de vida: estrutura de população mais envelhecida é uma característica de países desenvolvidos, segundo o IBGE

São Paulo – A expectativa de vida do brasileiro aumentou 25,4 anos entre 1960 e 2010, segundo dado do Censo de 2010 do IBGE. A idade passou de 48,0 anos para 73,4 anos.

Com esse aumento, a superioridade da mortalidade masculina em relação à feminina se fez mais aparente. A proporção entre homens e mulheres mudou. A razão passou de 99,8 homens para cada 100 mulheres em 1960 para 96 homens, de acordo com o Censo.

O aumento da expectativa de vida foi acompanhado por queda na taxa de fecundidade e na mortalidade. O número médio de filhos por mulher caiu de 6,3 filhos em 1960 para 1,9 em 2010. O número está abaixo da reposição da população, segundo o IBGE. Essa estrutura de população mais envelhecida é uma característica de países desenvolvidos, segundo o Instituto.

Além da queda da fecundidade, a diminuição da mortalidade proporcionou um aumento de 54,6% para 68,5% da participação da população em idade ativa (15 a 64 anos de idade). O aumento na participação da população de 65 anos ou mais, no período 1960/2010, passou de 2,7% para 7,4%.

Se por um lado o envelhecimento da população lembra os países desenvolvidos, por outro, a expectativa de vida ainda está um pouco afastada da observada naqueles países. Na Alemanha, por exemplo, ela era de 80,19 anos em 2011. Nos Estados Unidos, de 78,49 anos, segundo dados do CIO World Factbook.

Brancos e negros

Em 2010, 47,7% dos brasileiros (91 milhões de pessoas) se classificaram como brancas e 43,1% se definiram como pardas. Os negros correspondiam a 7,6%, os amarelos, a 1,1% e os indígenas.

Observou-se uma maior representação das pessoas que se declararam brancos entre os grupos com proteção da previdência social (empregados com carteira de trabalho assinada, militares e funcionários públicos estatutários), assim como entre os empregadores (3,0% entre brancos, enquanto 0,6% entre negros e 0,9% entre pardos).

Em relação aos que frequentavam o nível superior, no grupo de pessoas de 15 a 24 anos, 31,1% eram brancos, 12,8% negros e 13,4% pardos.

IGP-10 recua; no componente IPC, habitação cede 0,36%

segunda-feira, novembro 21st, 2011

Em novembro, IGP-10 recuou 0,20%, frente a outubro; habitação contribuiu para reduzir variação do IPC

imovelweb
Habitação cedeu de 0,73% em outubro para 0,47%

Rio de Janeiro - O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) variou 0,44%, em novembro. A taxa apurada em outubro foi de 0,64%. Em 12 meses, o IGP-10 variou 6,48%. A taxa acumulada no ano é de 5,14%. O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

 Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,31%, em novembro, ante 0,37%, em outubro. Quatro das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram desaceleração, com destaque para Habitação (0,73% para 0,47%). Neste grupo, vale mencionar o comportamento dos preços dos itens: taxa de água e esgoto residencial (3,19% para 0,00%), gás de bujão (1,71% para 0,86%) e material para limpeza (0,75% para 0,06%).

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Transportes (0,10% para -0,11%), Despesas Diversas (0,39% para 0,11%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,46% para 0,39%). Os itens que mais contribuíram para estes movimentos foram: gasolina (-0,04% para -0,64%), alimento para animais domésticos (3,16% para 0,11%) e dentista (1,59% para 0,25%), respectivamente.

Em sentido contrário, os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,14% para 0,46%), Alimentação (0,09% para 0,20%) e Vestuário (0,77% para 0,89%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, os destaques couberam aos itens: passagem aérea (4,77% para 8,46%), hortaliças e legumes (-5,79% para -0,83%) e roupas (0,83% para 1,21%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em novembro, taxa de variação de 0,39%, acima do resultado do mês anterior, de 0,16%. Dois dos três grupos componentes do índice apresentaram aceleração: Materiais e Equipamentos (0,22% para 0,27%) e Mão de Obra (0,03% para 0,50%). Em sentido inverso, a taxa do grupo Serviços recuou de 0,52% para 0,29%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,48%, em novembro. Em outubro, a variação foi de 0,81%. Os Bens Finais registraram taxa de variação de 0,46%, em novembro, ante -0,23%, em outubro. Contribuiu para esta aceleração o subgrupo alimentos in natura, que teve sua taxa elevada de -2,16% para 2,19%. O índice relativo a Bens Finais (ex), calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de 0,29%. No mês anterior, a taxa foi de -0,04%.

O índice do grupo Bens Intermediários registrou variação de 0,46%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,91%. Dois dos cinco subgrupos apresentaram desaceleração, com destaque para materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 1,06% para 0,17%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou variação de 0,46%. No mês anterior, foi registrada variação de 1,00%.

O índice de Matérias-Primas Brutas registrou variação de 0,55%. Em outubro, a taxa foi de 1,86%. Neste grupo, vale destacar as seguintes desacelerações: soja (em grão) (1,47% para -2,63%), milho (em grão) (2,23% para -2,23%) e minério de ferro (5,23% para 3,03%). Em sentido oposto, citam-se: bovinos (-0,74% para 1,77%), algodão (em caroço) (-4,86% para -0,02%) e aves (-1,04% para 0,53%).