Posts Tagged ‘interior’

Setor imobiliário cresce no interior do Rio

segunda-feira, março 25th, 2013

O DIA

Rio - Cidades do interior do Estado do Rio estão se tornando cada vez mais a ‘bola da vez’ na atração de investimentos. A motivação vem do crescimento do setor de petróleo, de obras como o Complexo Petroquímico de Itaboraí e do Porto de Itaguaí. Empreendimentos residenciais, comerciais e hoteleiros mudam o desenho e a economia destas cidades e entram na planilha de recursos destinados pelas empresas do setor. Aliado a isso, o fato de as aplicações financeiras não oferecerem o mesmo atrativo de antes em rendimentos. Motivo pelo qual, segundo Ricardo Ranauro,diretor-presidente da Construtora Calper, os investidores de fundos continuam migrando para os imóveis.

“A perspectiva do mercado imobiliário é bem positiva, pois hoje o dinheiro não está rendendo como antes em aplicações financeiras e renda fixa. O investidor tem que buscar alternativas mais rentáveis, e o investimento imobiliário, principalmente suítes hoteleiras, flats e comerciais, tem se mostrado bem mais rentável. As cidades do interior com maior demanda neste momento são Macaé, Campos, Itaboraí e Itaguaí. Claramente por causa dos projetos do Porto e do Comperj, além da descoberta do pré-sal.”

Segundo ele, a Calper estudou o mercado de Macaé antes de conceber o complexo hoteleiro Nexus. O empreendimento tem Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 385 milhões e terá 1.828 unidades entre quartos de hotel e apart-hotel, além de 27 lojas.

Com PIB per capita de R$ 36 mil ao ano, Macaé passou de uma pequena cidade do interior a um dos maiores polos internacionais de negócios do país. Multinacionais como Shell, Texaco, BP e Repsol têm operações na cidade. O município cresceu 600% nos últimos dez anos.

“A falta de investimentos desse padrão nos levou a desenvolver o projeto em Macaé. O aumento populacional e da renda cria natural demanda de consumo de alto e médio padrão”, emenda Ricardo.

Ponte aérea

A BSB Musical, que inaugurou sua primeira franquia no Rio (a marca já tem 16 franquias no Brasil), lança amanhã campanha ‘Guitarre-se’, estampada pela modelo Francesca Leta – em parceria com a Condor, fabricante de guitarras. Ao fazer a matrícula na escola de música, o aluno que se inscrever em 2 cursos ou em 2 módulos do mesmo curso ganha a guitarra na hora. A campanha será veiculada na mídia impressa e na internet. Esperam o aumento de 30% nas adesões.

A BSB Musical é fruto do sonho de um jovem casal de Brasília que, em 1986, decidiu abrir uma escola de música. Desde sua fundação, a escola tem como filosofia o desenvolvimento e formação de músicos, bons ouvintes e apreciadores da música. Hoje, passados 25 anos, a escola chega a 16 unidades espalhadas pelo Brasil, além de ser a única escola de música particular do Distrito Federal a ter seus cursos reconhecidos e autorizados pela Secretaria de Educação de Brasília.

Reportagem de Érica Ribeiro

Interior de São Paulo é o maior mercado consumidor do Brasil

terça-feira, novembro 6th, 2012

Rafael de Miranda
O Estado de S. Paulo - 06/11/2012

Estabilização da economia, expansão do crédito e controle da inflação tornaram o Brasil um dos principais mercados do mundo e destino obrigatório de investimentos. E parte desse crescimento está diretamente ligada à força do interior do Estado de São Paulo. Enquanto a renda por habitante no Brasil avançou 21,7% nos últimos 14 anos, chegando a R$ 19 mil em 2011, a média do interior do Estado aumentou 58,4%.

A força econômica vinda do interior tem mudado o mapa dos investimentos das empresas de diferentes setores da economia. E a primeira vez, por exemplo, que o número de shopping centers em construção no interior do Estado é maior do que o volume de empreendimentos lançados nas grandes capitais. O consumo nos domicílios das cidades interioranas cresce em ritmo acelerado.

Apenas neste ano as mais de 22 milhões de pessoas que vivem nas 607 cidades do interior deverão consumir mais de RS 382 bilhões, o que representa 50,2% do total do Estado de São Paulo. Enquanto isso, a região metropolitana - que inclui São Paulo e mais 38 municípios - deve movimentar RS 379,1 bilhões dos gastos com alimentação, habitação, transporte, saúde, vestuário e educação. Qualidade de vida, proximidade do local de trabalho e grandes investimentos em infraestrutura reverteram o fenômeno registrado no início do século, quando o mais comum era migrar do interior para as grandes capitais.

Com mais empresas, empregos de qualidade, escolas, hospitais e serviços que se tornaram referência, o interior paulista aumentou seu potencial de retenção e atratividade e se tornou o maior mercado consumidor do país, ultrapassando a região metropolitana no âmbito do consumo das famílias.

Este crescimento faz com que a população do interior gaste mais, especialmente em itens de decoração. Em média, a cada ida às compras, os interioranos adquirem 4,7 produtos de casa. Esse mesmo consumidor do interior expandiu em 11 % seus gastos no último ano.

Conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), no interior de São Paulo estão 65,6% de todos os trabalhadores com carteira assinada do Estado, tendência que tem crescido por conta da migração de investimentos para o interior do país.

No ano passado, o interior de São Paulo tinha um PIB de US$ 135,9 bilhões, o que torna a renda mais atraente das cidades menores é essa atividade econômica em expansão.

Shoppings investem no interior de São Paulo

segunda-feira, agosto 6th, 2012

Por Virgínia Silveira | Para o Valor, de São José dos Campos
Valor Econômico - 06/08/2012

A despeito da desaceleração da economia, os shopping centers do Vale do Paraíba estão investindo em projetos de revitalização e expansão dos seus espaços. A previsão de investimentos totais aplicados entre o fim de 2011 e este ano, por cinco shoppings da região, supera os R$ 600 milhões.

O maior investimento está sendo feito pelo Colinas Shopping, em São José dos Campos, que destinará R$ 252 milhões para triplicar de tamanho. As mudanças tiveram início este ano e as obras devem ser concluídas em 2014.

Em novembro, o grupo mineiro Tenco Shopping Centers inaugura o Via Vale Garden em Taubaté, com 201 lojas, seis salas de cinema e 1,5 mil vagas de estacionamento. Com um investimento de R$ 185 milhões, o empreendimento, localizado às margens da Via Dutra, terá uma área construída de 50 mil m2, distribuída em três pisos, onde vão se instalar sete lojas âncoras.

A onda de investimentos no setor de shoppings no Vale do Paraíba e litoral norte paulista teve início em 2011, com o anúncio de expansão do Center Vale, de São José dos Campos, que está consumindo R$ 100 milhões. “Estamos trabalhando para inaugurar o nosso projeto de ampliação no dia 31 de outubro, trazendo 60 novas lojas para o shopping, entre elas a primeira unidade da Zara no Vale do Paraíba”, disse o superintendente do Center Vale, Ricardo Nunes. O empreendimento pertence à Ancar Ivanhoe, uma das maiores companhias desse setor no Brasil.

Nunes estima a geração de mais de mil empregos no shopping após a expansão. E prevê um acréscimo de 15% a 20% no fluxo de visitantes. O Center Vale, que hoje recebe 850 mil pessoas por mês, passará a contar com 250 lojas.

Também no ano passado foi inaugurado o primeiro shopping da cidade litorânea de Caraguatatuba, pelo grupo Serramar. Com investimentos de R$ 70 milhões, o Serramar Parque Shopping foi projetado para ser o maior centro comercial do litoral norte de São Paulo, com 105 lojas, quatro salas de cinema e mil vagas de estacionamento.

O valor dos investimentos dos shoppings da região não inclui o Vale Sul, de São José dos Campos, que não divulga seus números. O empreendimento também está ampliando o número de lojas de 195 para 252. A primeira fase da expansão foi inaugurada em junho, um espaço de 17 mil m2, com 57 novas lojas. Nessa fase, segundo o shopping, estão sendo gerados 2,1 mil empregos. Com 7 mil funcionários -incluindo os mais de 4 mil da unidade da empresa de call center Atento instalada na área do shopping -, o Vale Sul recebe 1,2 milhão de pessoas por mês e é considerado o maior centro de compras do Vale do Paraíba.

A principal novidade entre os projetos de expansão dos shoppings da região é a construção de um centro de negócios certificado pela Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental, na sigla em inglês - o principal selo internacional de sustentabilidade para o mercado imobiliário) dentro da área do Colinas. Trata-se de uma torre com 25 pavimentos, sendo dois interligados ao shopping e 23 para escritórios corporativos e profissionais liberais.

As obras do centro de negócios, segundo o vice-presidente do Shopping Colinas, Emerson Marietto, serão iniciadas este mês e concluídas em 2014. Só para o projeto da torre, o executivo diz que investiu R$ 8 milhões.

Com a ampliação, o shopping terá 306 lojas em uma área de 160 mil m2, além de 1,6 mil novas vagas de estacionamento, totalizando 3.050 vagas. O empreendimento terá uma área construída total de 30 mil m2 e um heliporto.

O Colinas está situado em uma das regiões mais nobres de São José, com uma população primária de 270 mil pessoas. “Essa região da cidade está crescendo muito, com vários lançamentos imobiliários. O novo shopping que estamos construindo vai consolidar o Colinas como centro de referência na cidade em moda, gastronomia e entretenimento para um público diferenciado”, afirmou.

A ampliação está sendo feita junto com as obras de revitalização do shopping. Estas vão demandar um investimento adicional de R$ 20 milhões. “Teremos 27 novas lojas, sendo 13 de alimentação até o fim deste ano”, diz Marietto.

Ele ressaltou que o projeto de expansão do shopping demorou quatro anos para ser aprovado pela prefeitura local. “Estamos investindo entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões em obras viárias no entorno para facilitar o acesso e reduzir o impacto no trânsito local.”

Os recursos para a ampliação, de acordo com Marietto, virão do próprio caixa da empresa e da venda de ativos na área imobiliária. Somente com a venda do empreendimento Jardim do Golfe, por exemplo, um condomínio residencial de alto padrão no entorno do shopping, Marietto disse que espera obter R$ 220 milhões. O lançamento comercial está previsto para os próximos meses. Serão 452 lotes de alto padrão, numa área total de 450 mil m2.

Crescimento imobiliário é intenso no interior do Estado

sexta-feira, fevereiro 10th, 2012

DCI
Sex, 10 de Fevereiro de 2012 00:00 Mercado Imobiliário

O interior paulista tem vivido um grande boom imobiliário desde o ano de 2007, com menores custos de produção e com o consequente aumento da disputa por terrenos entre as construtoras e prestadoras de serviço.

O desenvolvimento da região não está relacionado apenas com a qualidade de vida presente no local, mas a indústria imobiliária vem aproveitando esse potencial das pequenas cidades para diversificar produtos em diferentes demandas, com habitações que vão de populares até alto padrão.

Uma dessas regiões é o Vale do Paraíba, mais propriamente na cidade de São José dos Campos. A Akamines Negócios Imobiliários, empresa cujo objeto é facilitar todo o trâmite burocrático na área imobiliária, está presente no local desde abril de 2010 e busca levar, à região, profissionais com conhecimento de mercado para atender a demanda local.

“O Vale do Paraíba é uma região em expansão, está geograficamente bem localizada tomando boa parte do eixo Rio - SP, com boa infraestrutura viária, e tem se tornando um polo industrial”, afirma Daniele Akamine, diretora da empresa e advogada especializada no ramo imobiliário.

De acordo com o Sinduscon, São José dos Campos aponta como uma das grandes opções de empreendimentos no Vale do Paraíba. “Muitas famílias acabam se mudando para a região em busca de uma melhor qualidade de vida”, completa Daniele

Fuga para o interior movimenta o mercado

segunda-feira, março 14th, 2011

Em época de boom imobiliário, paulistanos migram para cidades próximas à capital
Tatiana Fávaro e José Maria Tomazela, de O Estado de S.Paulo
CAMPINAS/SOROCABA - O mercado imobiliário do interior está em alta - e ganhando uma ajuda extra da capital. O bom momento vivido pelo setor estimula o ‘espírito bandeirante’ de muitos paulistanos que nos últimos anos resolveram ir em busca do sonho de uma vida com mais qualidade em municípios localizados a até 100 quilômetros da capital. Com isso, cidades como Sorocaba, Campinas e Jundiaí recebem boa parte desses novos moradores.

Em Sorocaba, o vice-presidente de Interior do Secovi, Flávio Amary, afirma que, embora o setor imobiliário esteja num período de plena atividade em todo o País, o diferencial da cidade é a proximidade com a capital (92 quilômetros) e os indicadores sociais. “A cidade se destaca em quesitos como segurança, educação e emprego.”

A chegada de indústrias, como a montadora da Toyota, em fase de instalação, está atraindo para a cidade um público com perfil qualificado. Nos últimos três anos, foram lançados 15 condomínios horizontais de alto padrão. A cidade ganhou o terceiro shopping center e tem outros três em construção.

A boa infraestrutura atraiu o engenheiro químico Rogério Damatto, de 45 anos. Morador de Perdizes, na capital, ele optou por Sorocaba por causa da segurança e da qualidade de vida. “Como o preço da terra era mais em conta do que comprar um imóvel em São Paulo, pudemos escolher um lugar agradável e construir de acordo com o nosso gosto.” Se for preciso, ele vai fazer como o grande número de paulistanos que residem em Sorocaba e viajam para trabalhar na capital.

As irmãs Rosilda, Rosa, Rosana e Regina Mitcovi são paulistanas, mas optaram, cada uma a sua vez, por morar no interior. Primeiro foi Rosilda, há quinze anos. Depois, Rosana, há três. Agora, Rosa e Regina acabaram de fechar negócio por meio de um financiamento no programa Minha Casa, Minha Vida. “Fiz propaganda mesmo porque aqui é tudo de bom. Não tem trânsito, nem poluição e é mais fácil conseguir escola, hospital, emprego”, conta Rosana. O plano das irmãs é convencer a mãe, que é viúva, a trocar a capital pelo interior. “Ela sempre morou naquele bairro (Santo Amaro) e, por isso, resiste”, diz Rosana. A quinta irmã, Aparecida, é a única que não tem planos de sair da capital.

“Quem migra de São Paulo para Jundiaí (a 58 km da capital) busca casas ou apartamentos de 80 a 180 metros quadrados”, afirma a diretora geral do Secovi local, Célia Benassi. Embora o sindicato não tenha números oficiais para mensurar esse movimento, os dirigentes regionais identificam qualitativamente a demanda. “As pessoas procuram muito os bairros com fácil acesso às rodovias, e buscam qualidade de vida ao sair da capital.”

O comerciante Edson de Assis, de 45 anos, que mora em Jundiaí há oito anos, também trabalhava na capital. Há quatro anos, decidiu ficar de vez no interior e apostar no comércio que abriu com o apoio da mulher.

“Foi um projeto de vida. Vi outras cidades, mas escolhi Jundiaí porque é perto de São Paulo, com melhor acesso às rodovias”, conta. “Minhas filhas são praticamente jundiaienses. E minha família, de São Paulo, vem para a cidade nos fins de semana. A qualidade de vida no interior é outra.”

Gerente internacional em um banco, Carlos Neumann, de 40 anos, não se importa de sair diariamente de Jundiaí para trabalhar em São Paulo. “Não vejo nenhuma desvantagem”, afirma o morador do bairro Eloy Chaves, localizado perto do acesso às rodovias Anhanguera e Bandeirantes. “As condições de vida em Jundiaí são muito melhores.”

Polos. Em Campinas (a 95 km da capital), o diretor de incorporação do Secovi local, Flávio Bauer, diz que não há um levantamento quantitativo, mas projeta que 70% dos residentes não são da cidade. “É uma estimativa qualitativa. A migração começa nos polos universitários, onde quase 60% não são de Campinas e 70% desses que são de fora acabam ficando na cidade depois de concluírem os estudos.”

Segundo ele, o contingente mais expressivo vem de São Paulo, embora sejam identificados grupos do Rio, Paraná, sul de Minas e outros estados. “A partir da década de 1950, Campinas passou a crescer e tornar-se sede de muitas empresas. Há dois tipos de migrantes: os que fazem o trajeto até São Paulo diariamente e os que ficam de vez na região.”

O próprio Bauer é um exemplo. “Vim em 1979, transferido do Rio para cá por uma multinacional. A maioria vem e acaba gostando, é muito agradável viver aqui.”