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Revista Newsweek mata edição impressa e fica 100% digital

quinta-feira, outubro 18th, 2012

Pouco antes de completar 80 anos, a revista Newsweek vai deixar de ser impressa. A distribuição passa a ser apenas digital

Maurício Grego, de Eaxme.com

Fundada em 1933, a Newsweek foi a segunda revista mais importante dos Estados Unidos, atrás da Time, durante a maior parte da sua existência

São Paulo — A Newsweek, segunda revista semanal de informação mais importante dos Estados Unidos, vai deixar de ser impressa. O último exemplar será o de 31 de dezembro. Depois disso, a revista, que completa 80 anos em 2013, vai circular apenas na forma digital. A notícia foi dada nesta manhã no site da revista, num texto assinado pela editora chefe Tina Brown e pelo CEO Baba Shetty.

Do dia 1º de janeiro em diante, a revista vai se chamar Newsweek Global. “Vai ser uma edição mundial única, dirigida a uma audiência formadora de opinião, com alta mobilidade, que quer saber sobre acontecimentos do mundo num contexto sofisticado”, diz o texto de Tina e Shetty. A revista já é oferecida em formato digital para a leitura em computadores pessoais, tablets e e-readers como o Kindle, da Amazon.

A Newsweek, fundada em 1933, tem se mantido como a segunda revista semanal mais lida na mídia americana, atrás apenas da Time, durante a maior parte dos seus 79 anos de existência. A publicação está em crise desde 2008, quando passou a registrar perdas financeiras e a passar por mudanças numa tentativa de evitar o colapso.

Em agosto de 2010, o grupo Washington Post vendeu a Newsweek para Sidney Harman, um pioneiro da indústria de equipamentos de áudio. Circulou no mercado a informação, não confirmada pela empresa, de que Harman teria pago 1 dólar pela revista, além de assumir suas dívidas.

Em novembro do mesmo ano, a Newsweek se uniu ao site de notícias The Daily Beast, fundado por Tina Brown, que passou a comandar também a revista. “The Daily Beast atrai mais de 15 milhões de visitantes por mês, número 70% maior que o do ano passado. Grande parte desse tráfego é gerado todas as semanas pelo jornalismo dinâmico e original da Newsweek”, diz o texto de Tina e Shetty.

Os dois afirmam que não estão abandonando a revista: “Esta decisão não é sobre a qualidade da marca ou do jornalismo. É sobre os custos desafiadores de imprimir e distribuir a revista em papel”. Eles admitem, porém, que haverá corte de pessoal: “Infelizmente, antecipamos que haverá redução da equipe e enxugamento das nossas operações editoriais e comerciais, tanto nos Estados Unidos como em outros países.”

5 cuidados antes de comprar um imóvel pela internet

sexta-feira, setembro 28th, 2012

Veja o que é importante saber para não cair em uma fria na hora de buscar imóveis pela internet
Priscila Yazbek, de Exame.com

Imóveis: Pedidos de pagamento pela internet para reservar um imóvel podem ser sinais de fraude

São Paulo - Cada vez mais a internet ganha espaço nos processos de vendas de imóveis. Na Lopes, uma das principais consultorias e empresas de comercialização de imóveis do Brasil, entre 20% e 25% das vendas já têm origem na internet. Diante desse fortalecimento das buscas online, é importante que os consumidores tomem certos cuidados e saibam quais são seus direitos na hora de iniciar a compra pela internet.

Veja abaixo 5 dicas e orientações de especialistas em direito imobiliário e eletrônico e de especialistas em imóveis sobre como fazer um bom proveito da internet na compra do seu imóvel.

1) Cheque a credibilidade do anunciante

Ainda não é possível realizar todo o processo de compra pela internet, apenas a busca dos imóveis e os primeiros contatos com os anunciantes. Mas, ainda que a maior parte da venda seja realizada fisicamente, é importante que já nos primeiros passos pela rede, o consumidor fique atento sobre a credibilidade da empresa.

Segundo Leandro Bissoli, sócio do escritório Patricia Peck Pinheiro Advogados e especialista em direito eletrônico, já houve casos de compradores que foram assaltados por passar informações pessoais em sites de imóveis. “Por isso, desde o início é importante checar a credibilidade dos sites. O comprador pode fazer isso entrando em contato com o anunciante por telefone antes de marcar alguma visita, buscando referências ao site na internet, ou verificando se o imóvel anunciado pode ser encontrado no Google Street View, para checar se ele está de fato no endereço anunciado”.

Nelson Parisi, presidente da Rede Secovi de Imóveis - site que reúne anúncios de imóveis de imobiliárias e corretores associados ao Secovi -, lembra ainda que qualquer um pode anunciar um imóvel na web, não apenas empresas ou corretores idôneos e especializados no negócio. “Muita coisa entra na internet. Há corretores que anunciam imóveis com preço muito baixo apenas para chamar atenção. Na hora que o cliente liga, eles dizem que o imóvel já foi vendido para tentar vender outro por um preço mais alto”, afirma.

Parisi também orienta o comprador a solicitar fotos reais dos imóveis, não se contentando apenas com imagens da maquete eletrônica, caso o imóvel já tenha sido lançado. No caso de o anunciante ser uma empresa, o especialista recomenda que se verifique se ela é associada ao Secovi. Finalmente, Parisi reforça a importância da comparação de preços com outros sites. “Se estiver muito barato, desconfie. Ou o imóvel tem algum problema de documentação, ou pode ser mentira. Não existe mágica na venda de imóveis. E com o volume de informação atual, mesmo o leigo consegue comparar preços”, diz.

2) Desconfie de enormes descontos em outlets de imóveis

No caso dos outlets de imóveis, o presidente da Rede Secovi orienta que o comprador identifique se o desconto que aparece na página é realmente bom, ou se mesmo com o desconto, o imóvel continua caro ou numa faixa de preço que poderia ser considerada normal. Segundo ele, muitas vezes as chamadas “promoções” são apenas jogadas para chamar atenção.

“Mesmo em situações de extrema crise, eu nunca vi um imóvel perder mais de 15% do valorle perde normalmente 5% a 10%, que já é o suficiente para atrair compradores. O que pode acontecer nesses outlets, por exemplo, é uma construtora ter vendido 200 apartamentos, com exceção de um único, no primeiro andar. Como é caro para a empresa manter o apartamento, ela faz uma liquidação rápida”, avalia Parisi.

3) Verifique o histórico do imóvel e do comprador

Mesmo nas negociações iniciadas pela internet, todo o procedimento de documentação e negociação funciona da mesma forma que a compra iniciada presencialmente. De forma resumida, o comprador deve verificar se o proprietário não está envolvido em nenhum tipo de processo judicial; se no histórico do imóvel não consta nenhum tipo de penhora, hipoteca ou qualquer tipo de processo pendente; e ainda, se o proprietário for também pessoa jurídica, se existe algum tipo de ação judicial sobre ele como pessoa jurídica.

Segundo Parisi, o comprador pode checar por conta própria no cartório de Registro de Imóveis se a matrícula do imóvel tem alguma pendência e, no Serasa, se o vendedor tem algum tipo de registro negativo. Se o proprietário for pessoa jurídica, é possível pesquisar se há algum tipo de ação em andamento no site do Tribunal de Justiça do estado.

Mas, ainda que o comprador faça esse tipo de busca, Parisi ressalta que é fundamental consultar um advogado antes de assumir qualquer compromisso legal. “O corretor pode até levantar boas oportunidades, mas a compra precisa ter um acompanhamento jurídico”, diz.

4) Não pague nada antes de conhecer o imóvel e o vendedor

O advogado especialista em direito eletrônico e presidente do Conselho de Tecnologia da Informação da Fecomércio, Renato Opice Blum, recomenda que o comprador não efetue nenhum tipo de pagamento relacionado à compra do imóvel pela internet. “Não aceite taxas, pedidos de depósitos de percentual do imóvel, ou qualquer outra cobrança para assegurar a compra. Esse procedimento é inadequado e é um sinal amarelo. Deixar de pagar uma taxa pela internet não deve ser motivo para inviabilizar a compra”.

Opice Blum explica que, na prática, o canal de venda pela internet nada mais é do que uma aproximação em relação à intenção de compra. Todos os passos posteriores e qualquer compromisso devem, necessariamente, ser realizados pessoalmente e com a assessoria de um advogado.

O presidente da Rede Secovi acrescenta que, apesar de a internet ainda representar apenas o passo inicial da compra, algumas iniciativas caminham para que a compra de imóveis possa ser ainda mais integrada à rede. “Na hora em que houver uma maior concentração de todos os dados cadastrais do registro de imóveis e do proprietário, nós vamos conseguir realizar mais processos online, porque isso vai agilizar uma série de questões das compras. E nós temos projetos nesse sentido”, afirma.

Parisi também afirma que mesmo com a maior participação da internet, a compra de um imóvel é um processo complexo, que não dispensa por completo a necessidade de certos processos presenciais. “Há muitas variáveis envolvidas, não é como comprar uma televisão, que já se sabe como é o modelo, e o consumidor entra na internet e compra. Na compra do imóvel, você precisa ver a localização, o acabamento e como é a insolação, que pode ser diferente no primeiro andar e no vigésimo. Hoje, acredito que 90% das compras começam pela internet, mas depois todas derivam para a comparação visual”, afirma.

Luiz Calado, autor do livro “Imóveis: seu guia para fazer da compra e venda um grande negócio” ainda explica que para uma compra ser bem-sucedida, é essencial que o comprador visite a região do imóvel pretendido e converse com pessoas que moram no local. “Assim é possível saber se há feiras, ou problemas na região, por exemplo. Acho um perigo muito grande comprar sem ver”, diz.

5) Recorra ao direito do arrependimento

Especialistas aconselham a jamais comprar um imóvel sem tê-lo visitado antes. Mas caso isso aconteça - independentemente se a busca e o contato foram feitos pela internet ou não -, o consumidor tem o chamado direito de arrependimento em até sete dias contados a partir da compra. Esse direito está previsto no Código de Defesa do Consumidor e é válido apenas para compra de imóveis com imobiliárias, construtoras e outros fornecedores que não sejam pessoas físicas.

O princípio vale para qualquer compra em que o consumidor não tenha visto o produto, ainda que o negócio seja fechado presencialmente. No caso dos imóveis, o máximo que se consegue fazer pela internet é sinalizar o desejo de compra, sem efetuar qualquer pagamento. Mas, caso feche o negócio sem tê-lo visto, em tese o direito de arrependimento tem validade como em qualquer outra compra, diz o professor de Direito do Consumidor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Carlos José Guimarães. Ele acrescenta, porém, que ainda não viu ninguém recorrer a esse direito em um caso de compra de imóvel.

Compre pela internet e retire na loja

sexta-feira, julho 6th, 2012

Varejistas tradicionais usam unidades físicas para permitir que cliente evite a taxa de entrega e a espera pelo produto

STEPHANIE CLIFFORD, THE NEW YORK TIMES - O Estado de S.Paulo

Com o acentuado crescimento das vendas online, os varejistas tradicionais perderam milhões em vendas para uma prática conhecida como “showrooming” - quando os compradores inspecionam detalhadamente nas lojas artigos que depois são comprados de sites como a Amazon. A situação ficou tão grave que a Best Buy chega agora a substituir o código de barras tradicional dos produtos mais vendidos por códigos específicos de sua rede, impedindo a prática de pesquisar seu preço e compará-lo com outras ofertas na internet.

Agora, algumas grandes cadeias de varejo estão adotando uma nova abordagem para combater a temida prática ao transformar suas lojas em extensões de suas próprias operações online. Walmart, Macy’s, Best Buy, Sears, Container Store e outras redes de varejo estão intensificando seus esforços para acrescentar aos seus edifícios físicos centros de devolução, locais de retirada, envio sem taxas, cabines de pagamento e até centros de serviço drive-thru com o objetivo de apoiar as vendas online.

“Estamos vivendo na era do consumidor, e podemos optar entre combater essas tendências, ou adotá-las”, explicou Joel Anderson, diretor do Walmart.com nos Estados Unidos.

A diretora de estratégia da Shop Runner, Fiona Dias, que coordena o transporte de mercadorias para os varejistas, descreveu o movimento das grandes varejistas como uma ofensiva contra as empresas de comércio online, como a Amazon. “Infelizmente, as lojas tradicionais têm sido tratadas como primas pobres”, disse. Ela lembra, porém, que a loja física traz uma grande vantagem: elas atraem, por exemplo, clientes que pagam em dinheiro.

Em abril, o Walmart começou a permitir que os compradores encomendassem produtos no site e pagassem por ele em dinheiro numa loja no momento da retirada. Mesmo sem a opção do pagamento em dinheiro, nos seis anos transcorridos desde que o Walmart começou a permitir a retirada de compras feitas online em suas lojas, a demanda dos consumidores foi alta. Mais de 50% das vendas feitas no Walmart.com são agora retiradas diretamente nas lojas.

Com a opção do pagamento em dinheiro, o Walmart tentava atrair consumidores que não tivessem conta bancária. A empresa diz que a maioria das compras feitas nas lojas é paga em dinheiro ou com cartão de débito, e que 15% delas são feitas com cartão de crédito.

Nas primeiras semanas de funcionamento da opção de pagamento em dinheiro, o Walmart reparou que um conjunto distinto de fregueses também considerava o serviço atraente. Cerca de 40% dos fregueses que escolheram o dinheiro como opção de pagamento acabaram usando outras formas de pagar pela compra ao chegarem na loja. Eles simplesmente não queriam fornecer suas informações financeiras pela internet.

“Ainda existe um grande segmento da população que teme o roubo de identidade ou a simples transmissão das informações de seu cartão pela rede”, informou Anderson. O serviço já responde por 2% das vendas do Walmart.com.

Rapidez. Outra vantagem que o varejo tradicional apresenta em relação aos seus equivalentes que só atuam online é a possibilidade da entrega e devolução no mesmo dia. A Sears, que há muito oferece em suas lojas físicas a retirada de produtos comprados online, acrescentou alguns meses atrás um serviço de drive-thru que permite aos compradores que devolvam ou troquem mercadorias sem sair do carro.

Os fregueses encontram um funcionário do lado de fora da Sears, apresentam um recibo impresso ou enviado para o seu celular, e o produto é trocado. “As pessoas têm necessidades imediatas. Desejam algo naquele mesmo dia”, explicou o porta-voz da empresa, Tom Aiello.

Antes, os executivos viam o serviço de retirada na loja como uma maneira de atrair os fregueses, incentivando-os a comprar mais. Agora, preferem fechar a venda de uma oferta online previamente, evitando assim que o comprador vá à concorrência.

“Recursos como este são voltados especialmente para aquela mãe que está com os filhos no carro e precisa passar em várias lojas num mesmo dia. Isso permite que ela nos inclua em sua lista sem sofrer pressão adicional”, ressaltou o vice-presidente de lojas da Container Store, John Thrailkill.

Muitas redes grandes de lojas, como Apple, Nordstrom e Best Buy, permitem que os fregueses façam seu pedido online e retirem o produto dentro de um dia na loja de sua escolha, evitando as taxas de entrega.

Os varejistas dizem que essa opção é especialmente popular para os artigos maiores que não podem ser incluídos nas promoções de frete gratuito, e também para os fregueses que estão com pressa. Redes como Cabela’s e JC Penney oferecem a retirada na loja para compras online, embora o cliente tenha de esperar vários dias pela mercadoria. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

Acesso à internet pelo celular mais que triplica em um ano

sexta-feira, junho 1st, 2012

Em um ano, o índice de brasileiros que passaram a usar internet pelo celular mais do que triplicou. O número de pessoas que acessavam a rede pelo aparelho móvel passou de 5% para 17% segundo o CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil).

A fatia de usuários de celulares pré-pagos que visitam a internet saltou de 5,1 milhões em 2010 para 18,4 milhões no ano passado. Para Alexandre F. Barbosa, do Cetic, o aumento aconteceu por causa do aumento das ações de incentivo do governo com o Plano Nacional de Banda Larga e também com as promoções das operadoras. Ele ainda alerta que a tendência de crescimento é exponencial.

Depois da televisão, é a segunda tecnologia mais comum nos domicílios brasileiro. Cerca de 87% dos lares no país possuem o portátil e 98%, a TV.

A pesquisa foi realizada em 25 mil domicílios de 317 municípios brasileiros em 2011.

Com informações da Folha
Redação Adnews

Restrições na internet desagradam mercado publicitário

quarta-feira, maio 30th, 2012

AdNews

Já está em vigor a E-Privacy Directive, lei europeia que impõe aos sites de empresas diálogo mais claro com o usuário sobre o uso do cookie. O ato legislativo foi implementado no último sábado, 26, e conta com a participação de todos os países membros da União Europeia e do Reino Unido. O que a proposta pede? Que os internautas possam dizer não ao armazenamento de suas informações e sejam avisados sobre o que exatamente será extraído uma vez que disserem sim.

Como se trata de uma diretiva, não existe um modelo rígido a ser seguido. Cada país é livre para escolher a forma como irá adequar sua legislação nacional à medida que visa proteger o usuário. No entanto, nem todos concordam com a nova proposta. O IAB da Europa, entidade fomentadora da propaganda digital, acredita que as mudanças não aumentam a segurança dos internautas e que a obrigatoriedade levará à criação de pop-ups desnecessários e formulários de cadastros. Tudo isso, argumenta a organização, atrasa a navegação e prejudica as empresas e a propaganda.

Opinião semelhante é compartilhada pelo IAB no Brasil. Para o diretor-executivo Ari Meneghini, o projeto é “arbitrário” e configura um “erro” na forma como está redigido. Meneghini considera dispensáveis os critérios adotados pelo E-Privacy, porque as próprias empresas se autorregulam na internet. “Em alguns momentos, há empresas que exageram, mas, no geral, quem exagera não ameaça a segurança de ninguém. Essas ferramentas (cookies) são de alta eficiência para o mercado”, diz.

Na concepção dele, o problema vai além e esbarra até na economia. “Acaba sendo ruim porque deixa que o usuário tenha a oportunidade de ver o tipo mensagem que pode chegar a ele”, diz o diretor, citando o prejuízo também para o anunciante, envolto com a crise financeira europeia. “Com a publicidade digital, a empresa evita desperdício dinheiro, pois foca melhor as publicações em que vai anunciar”, avalia.

Termo exaustivamente debatido em assuntos do gênero, a privacidade vem à tona. Para Meneghini, há um “mito” que precisa ser combatido com discussões mais amplas e profundas. “O controle é feito pela sociedade e uma proposta assim tem de ser debatida. Um exemplo disso é o marco civil, que parte para uma discussão maior. Os projetos têm de espalhar a vontade da maior parte da sociedade. Aprovar algo deste jeito é arbitrário porque defende só alguns grupos”, critica.

Restrito por ora à Europa, se vier ao Brasil o projeto tende a enfrentar dificuldades. “Acho que vai ser rechaçado”, prevê o diretor ao enfatizar que iniciativas do tipo são observadas de perto pelo IAB e que a entidade está disponível para conversas com a sociedade e o Governo.

Por Kate Ferry

Como se comportam 80 mi de brasileiros na internet

segunda-feira, maio 21st, 2012

Estudo do IAB Brasil traça os hábitos e as preferências dos consumidores na web, que passam cada vez mais tempo conectados e mostram-se receptivos ao marketing digital

Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing

De acordo com o levantamento, 36% dos entrevistados passam ao menos duas horas por dia navegando na internet

São Paulo - Os brasileiros estão passando cada vez mais tempo online, mostram-se receptivos ao marketing digital e mais confiantes na internet. É o que indica o estudo “Como 80 milhões de brasileiros acessam a internet no Brasil”, desenvolvido pelo Interactive Advertising Bureau (IAB Brasil), em parceria com a comScore, para compreender a audiência online no país e os hábitos dos consumidores no ambiente digital.

De acordo com o levantamento, 36% dos entrevistados passam ao menos duas horas por dia navegando na internet para fins pessoais. A web também é a atividade preferida por todas as faixas etárias, de renda, gênero e região: se tivessem 15 minutos livres, 62% dos respondentes optariam por dedicar a atividades online.

“O usuário brasileiro está cada vez mais conectado e por mais tempo, seja acessando pelo computador, tablet ou celular. O tempo de consumo só tende a crescer, com pessoas acessando a internet em vários dispositivos, inclusive o televisor”, explica Ari Meneghini, diretor executivo do IAB Brasil.

Maior participação dos dispositivos móveis

De 6 a 14 de fevereiro, a pesquisa entrevistou 2.075 pessoas usuárias de internet, entre 15 e 55 anos, sendo 51% homens e 49% mulheres. A presença da web é tanta, que, em casa, o uso já supera o de jornal pela manhã (69% contra 14%, respectivamente) e o de TV à noite (78% acessam a web no período contra 46% que assistem à televisão).

Para 80%, a internet é considerada a mídia mais importante. A TV foi citada por 50% dos pesquisados e o jornal por apenas 37%. Mesmo quando estão assistindo à televisão, 61% costumam estar navegando online. A frequência de acessos à rede também é maior. Enquanto 79% afirmam conectar na internet várias vezes por dia, 56% assistem à TV mais de uma vez no mesmo período.

A mudança de comportamento está ligada ao crescimento da participação de dispositivos móveis. Desktops ainda são a principal forma para acessar a web, com 77%. Os laptops, no entanto, já somam 59% dos acessos e os smartphones, 40%. Tablets em geral e iPads também vêm ganhando representatividade, com 16% e 15%, respectivamente.

Não é à toa que a internet é a mídia mais utilizada em lugares e situações como trabalho (60%), na casa de amigos ou familiares (52%,) escola (44%), restaurantes e cafés (44%), em reuniões com amigos (43%) e no shopping/fazendo compras (34%).

E-commerce em expansão

A penetração da web e a mobilidade colaboram para o fortalecimento e a expansão do e-commerce. Além de 65% afirmarem que pesquisam na internet produtos que gostariam de comprar online, 60% já consideram o ambiente digital o mais conveniente para fazer compras.

“Algumas mudanças saltaram aos olhos. A primeira delas é a confiança na internet, que aumentou muito, devido ao número de pessoas que passaram a fazer compras online (32 milhões no total, segundo dados da e-bit)”, conta o diretor executivo do IAB Brasil.

A expansão do e-commerce também está ligada à aceitação cada vez maior de ações de marketing digital por parte dos consumidores. De acordo com a pesquisa, os anúncios na internet são os que menos incomodam (36%), são os mais criativos (49%) e os mais verossímeis (37%).

Na opinião de 57% dos entrevistados, as ações de marketing online têm motivado a comprar produtos (57%) ou visitar lojas anunciadas (56%). Já 60% dizem ser incentivados a buscar mais informações sobre os produtos oferecidos. “Acreditamos que em 2015 50% das pessoas que acessam a internet no Brasil estarão comprando online. No ano passado foram 32 milhões, então, se em 2015 a internet brasileira deve estar com mais de 100 milhões de usuários, é provável que 50 milhões estejam comprando online”, ressalta Meneghini.

Internet e a autonomia do investidor

terça-feira, março 20th, 2012

GUILHERME HORN, SÓCIO DIRETOR DA ÓRAMA
ESTADAO.COM.BR

Uma em cada quatro pessoas no mundo utiliza a internet. O dado é impressionante. Se excluídas crianças entre 0 e 14 anos e população com mais de 65 anos, chega-se à conclusão de que, dos restantes, 45% são usuários da web. Ou seja, quase a metade.

A internet alterou a vida de todos em muitas áreas. Uma das mudanças mais radicais está no acesso à informação. É algo que se sente ao pesquisar detalhes sobre um assunto, endereço, telefone, preço de produto ou serviço. Para comprar uma televisão, um consumidor obtém informações técnicas mais objetivas e precisas na web do que numa loja.

Na internet, poderá também analisar opiniões de quem já adquiriu o aparelho ou deixou de comprar por alguma razão. Se o objetivo é uma viagem, a internet oferece acesso a todas as companhias aéreas, hotéis, restaurantes e shows, sempre com promoções, fotos, vídeos e opiniões de outros usuários. Os exemplos são intermináveis e bastante óbvios, mas introduzem uma reflexão que se estenderá ao mundo das finanças pessoais.

A grande conquista, muitas vezes despercebida e que resulta da ampla disponibilidade de informação, é a autonomia inédita na história da humanidade. A internet é uma grande fábrica de desintermediação de processos. É também uma exterminadora de conflitos de interesse justamente por dispensar aquela intermediação.

O conflito que a internet expurga pode ser o do vendedor da loja de roupas que garante que a calça caiu bem mesmo um número acima. Ou o da agência de carros usados que garante estar em excelentes condições o automóvel cujo motor estava fundido dias atrás. Ou ainda o do gerente de banco que oferece um título de capitalização com rendimento desprezível com a promessa futura do sorteio de um carro zero em que a chance de ganhar é tão remota quanto a de encontrar petróleo no quintal de casa.

Na era do conhecimento, é um clichê afirmar que informação é poder. Informação na era digital é poder justamente porque confere autonomia ao indivíduo, que se torna capaz de decisões independentes. É uma capacitação que decorre da possibilidade de comparar no processo de tomada de decisão. Antes de adquirir um eletrodoméstico, comparam-se preços, marcas, características técnicas. Faz-se o mesmo com imóvel ou viagem. É por isso que a internet revoluciona e proporciona uma independência jamais sonhada.

No Brasil, vive-se o início desta curva de amadurecimento no que diz respeito a investimentos pessoais. Há apenas 10 anos surgiram os primeiros sites que ofereciam o home broker, sistema de compra e venda de ações pela internet. Agora desembarca no País uma geração de sites que oferecem fundos de investimento de gestores independentes, até então ao alcance apenas de investidores de alta renda. Os gestores independentes são especializados em gestão de recursos. Só fazem isso e por isso fazem melhor do que ninguém. Os novos sites permitem que o investidor compare alternativas de investimento, passo indispensável no processo de decisão.

Revolução. É uma liberdade com a qual o brasileiro não está acostumado. Possivelmente, a migração para um modelo inteiramente online não acontecerá do dia para a noite. Mas ela é tão irreversível quanto a substituição do sistema analógico pelo digital, ou quanto a transmissão por satélite, ou quanto a introdução do sistema de fibra ótica, ou mesmo quanto a substituição da máquina de escrever pelo computador. O fato é que, não importa o tempo transcorrido, uma revolução vai sacudir o mercado de investimentos pessoais. E isso acontecerá a partir do momento em que o brasileiro, ao realizar seus investimentos da tela de seu computador, notebook ou iPad, constatar o quanto esse processo lhe traz de autonomia - além de ser mais transparente e, claro, diretamente alinhado com seus interesses. Ele também vai perceber que terá acesso a produtos financeiros que nem sabia que existiam.

O processo de migração para o investimento online se verificou nos Estados Unidos há algumas décadas. Mais tarde chegou à Europa e tempos recentes à Ásia. Agora é a vez do Brasil. O mercado de fundos no País já é um dos maiores e possui gestores de destaque internacional, que atuam em empresas que adotam estratégias bastante definidas, controles rigorosos de risco, análises apuradas dos ativos que adquirem e processos que contemplam as melhores práticas em investimentos. Isto tudo começando a ficar literalmente ao alcance das mãos. A internet é a grande aliada dos investidores. É questão de tempo para que se faça o melhor uso da autonomia e da liberdade que o mundo online proporciona.

Consumidores emergentes são mais receptivos à publicidade na internet

segunda-feira, março 19th, 2012

Mercados onde havia restrição de acesso à web em um passado recente alcançam índices maiores de engajamento

Cris Simon, de Exame.com

No Brasil, 38% dos internautas declararam que a web os ajudou a melhorar sua autoconfiança

São Paulo - Mercados emergentes onde havia restrição de acesso à internet em um passado recente são os mais receptivos à ações publicitárias, de acordo com o estudo global “Digital Life”, da TNS, empresa Kantar e parte da WPP.

Segundo a análise, os consumidores dos mercados emergentes são ávidos por acessar a internet e, quando isso acontece, suas vidas são transformadas.

No Brasil, 38% dos internautas declararam que a web os ajudou a melhorar sua autoconfiança enquanto a média geral dos países emergentes foi ainda maior 44%. Nos mercados desenvolvidos, esse percentual cai para menos da metade, 19%.

Com a confiança recém-adquirida, essas pessoas já começam a usar a internet como forma de se autoexpressar. Um terço dos internautas emergentes escreve semanalmente em seu próprio blog, contra apenas 18% nos países desenvolvidos.

“Os maiores índices de engajamento foram verificados justamente nos mercados emergentes onde havia restrição de acesso em um passado recente”, declarou Juan Londoño, gerente regional de pesquisa interativa da TNS para a América Latina.

Para o executivo, esse é o momento ideal para que as empresas estabeleçam uma conexão emocional com seus consumidores na rede: “nossa experiência mostra que, conforme os usuários tornam-se mais experientes, naturalmente, eles se tornam mais céticos e criam uma barreira contra ações publicitárias na rede”.

O Internet Banking, por exemplo, possui um potencial altíssimo nos mercados emergentes, onde o serviço é menos difundido. 18% dos internautas brasileiros disseram ter interesse em usar o serviço, o dobro da média global.

Outro exemplo é a TV com o recurso time-shifted, 30% dos brasileiros declararam ter interesse no produto, enquanto a média global é de 20%.

Perfis antagônicos

A abrangência global da pesquisa, que foi realizada em 60 países, com mais de 72 mil internautas, possibilitou a identificação de dois comportamentos antagônicos entre desenvolvidos e emergentes.

“Enquanto os primeiros estão saturados de informações e mais céticos em relação à atuação das marcas online, os emergentes estão em um processo (acelerado) de aprendizagem nesse ambiente”, explicou Londoño.

“As empresas devem aproveitar esse momento único para agir como parceiras, proporcionando ferramentas para que os consumidores desbravem esse admirável mundo novo”.

E no futuro?

Nos mercados em desenvolvimento, o percentual de consumidores usando a Internet pelo celular já é superior aos países desenvolvidos - 37% x 34%.

Em mercados como a África do Sul, Nigéria e Quênia, os consumidores são mais propensos a usar a internet móvel do que a tradicional.

De acordo com Juan, responsável pelo estudo no Brasil, “se é verdade que o futuro é digital, podemos dizer que o futuro do digital está na mobilidade. Cada vez mais veremos consumidores com acesso móvel à web, o que impacta diretamente no comportamento e na intensidade de uso.”

Isso mostra que a comunicação móvel deve ser uma parte integral do mix de marketing das marcas, principalmente quando o objetivo é falar com os consumidores emergentes.

E-bit projeta alta de 25% nas vendas online em 2012

terça-feira, março 13th, 2012

A expectativa é de que o faturamento do comércio eletrônico some R$ 23,4 bilhões este ano
Rodrigo Petry, da Agência Estado

Em 2011, segundo o e-bit, as vendas online cresceram 26%, para um total de R$ 18,7 bilhões

São Paulo - As vendas por meio da internet no país devem crescer, em termos nominais, 25% este ano em relação a 2011, segundo projeção divulgada hoje pela e-bit, empresa especializada em informações de comércio eletrônico.

A expectativa da e-bit é de que o faturamento do comércio eletrônico some R$ 23,4 bilhões este ano. Apenas para o primeiro semestre, o setor deve faturar R$ 10,4 bilhões.

Em 2011, segundo o e-bit, as vendas online cresceram 26%, para um total de R$ 18,7 bilhões. O tíquete médio das compras foi de R$ 350,00.

O e-bit calcula ainda que 30 milhões de pessoas compraram ao menos uma vez pela internet no ano passado, dos quais aproximadamente 9 milhões foram novos consumidores

Internet é principal influenciadora na decisão de compra

quarta-feira, fevereiro 29th, 2012

Pesquisa global da Fleishman-Hillard aponta que consumidores seguem marcas nas redes sociais mais para buscar informações do que obter descontos

Cláudio Martins, do Mundo do Marketing

O levantamento também aponta que produtos relacionados a viagens e lazer são os mais procurados na internet por 61% dos entrevistados

Rio de Janeiro - A internet é a ferramenta mais influente na decisão de compra de 66% dos consumidores, segundo um estudo global da Fleishman-Hillard em conjunto com a Harris Interactive. De acordo com a pesquisa, a web está à frente de conselhos de amigos e parentes (61%), e-mails (51%), jornais (43%), televisão (42%), mala direta (37%), revistas e rádio, empatados com 28%.

Em relação às redes sociais, 79% dos entrevistados afirmam que ao seguir alguma marca nestes sites estão mais interessados em informações do que receber descontos, que é a preferência de 76% dos consumidores. Outros fatores que motivam esse comportamento são a possibilidade de obter informações exclusivas (73%), receber respostas positivas (69%) e compartilhar conteúdo em geral (67%).

O levantamento também aponta que produtos relacionados a viagens e lazer são os mais procurados na internet por 61% dos entrevistados. Os eletrônicos aparecem em seguida, com 52%. Na web, os sites de busca são as ferramentas mais empregadas por 89% dos entrevistados ao procurarem informações sobre algum produto ou serviço. Os portais das empresas são a preferência de 60% dos consumidores neste quesito, seguidos por sites de opinião (50%), portais de notícias (24%) e fóruns (24%).