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Ação da Tecnisa é como um samba de uma nota só, diz banco

sexta-feira, dezembro 14th, 2012

Analistas criticam a grande exposição ao “Projeto Telefônica” e os atrasos que tem enfrentado

Beatriz Souza, de Exame.com

São Paulo – As ações da Tecnisa (TCSA3) são como um “samba de uma nota só”, avalia o banco Credit Suisse em um relatório crítico sobre as operações da empresa. A referência à música de Tom Jobim se dá por conta da grande participação que o “Projeto Telefônica” tem dentro da companhia. Assim como a obra-prima de Jobim diz: “Eis aqui este sambinha feito numa nota só. Outras notas vão entrar, mas a base é uma só”, a base da Tecnisa é esse projeto (e ele não tem ido pra frente).

Na última segunda-feira, a incorporadora revisou sua projeção de lançamentos para 2012 pela terceira vez neste ano, e desta vez informou que pretende lançar 1 bilhão de reais em valor geral de vendas (VGV) no período. É uma diferença gigante para os 2,8 bilhões de reais anunciados no ano passado.

A companhia afirma que o valor não considera qualquer lançamento que possa vir a ser realizado no “Jardim das Perdizes”, o nome comercial do tão falado Projeto Telefônica. O empreendimento será construído num terreno de 244 mil m², que foi comprado da Telefônica em 2006 por 134 milhões de reais, ou 549 reais por m². Um valor considerado “muito baixo” pelo banco. A ideia é criar na região um bairro planejado e integrado ao seu entorno com apartamentos, escritórios, hotel e áreas de lazer abertas ao público.

Desde a compra, a Tecnisa sofreu para conseguir as aprovações necessárias pela Prefeitura de São Paulo – o que só aconteceu em julho do ano passado. Na previsão inicial, o projeto seria então lançado no começo de 2012. Na época, o Credit Suisse chegou a estimar um retorno de 4 bilhões de reais, dos quais 3 bilhões iriam para a Tecnisa, e um valor líquido de 600 milhões de reais. Isso considerando um preço por m² conservador de 2.200 reais.

“Nós estamos esperando uma melhora na margem bruta em 2014 e na margem de lucro líquido em 2015, já que o Projeto Telefônica deve representar uma parcela maior dos lançamentos nos próximos de anos”, diz Vanessa na análise.

Reputação

Após outra revisão de lançamento de projetos, o Credit Suisse atualizou suas projeções para a Tecnisa. A analista Vanessa Quiroga, que assina o relatório, reduziu o preço-alvo das ações para 9,50 reais – o que representa um potencial de valorização de 17% - e manteve a recomendação neutra.

Segundo a analista, a Tecnisa perdeu um pouco de sua reputação positiva com os investidores depois de relatar o excesso de custos inesperados em canteiros de obra. “Em nossa opinião, quanto mais cedo a empresa anunciar os ajustes de custos, melhor “, diz. Ela lembra que o sucesso das ações da empresa depende exclusivamente de um resultado positivo do Projeto Telefônica.

Vendas de imóveis novos em SP caem 2,2% em outubro

terça-feira, dezembro 11th, 2012

Em outubro, foram lançados 2.359 unidades, recuo de 38% ante setembro e menos 26,9% em relação ao mesmo mês do ano passado

Circe Bonatelli, da Agência Estado

SÃO PAULO - As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo totalizaram 1.972 unidades em outubro, queda de 46,3% ante setembro e de 2,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. As vendas acumuladas entre janeiro e outubro chegaram a 21.176, número 3,3% abaixo do registrado no mesmo período de 2011. A pesquisa foi divulgada na manhã desta segunda-feira pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

Os lançamentos, por sua vez, apresentaram queda mais acentuada na comparação com 2011. Em outubro, foram lançados 2.359 unidades, recuo de 38% ante setembro e menos 26,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado dos primeiros dez meses de 2012, foram lançados 26.551 imóveis, 29,0% menos que no mesmo período de 2011.

A velocidade das vendas (total de unidades vendidas dentre o total disponível) nos últimos 12 meses até outubro foi de 60,9%, indicando que a comercialização de imóveis neste ano está mais lenta que na mesma época de 2011, quando atingiu 62,6%.

Apesar do desaquecimento do mercado imobiliário, o Secovi-SP aponta sinais de melhora, entre os quais a velocidade de vendas de outubro acima da média de 2012, de 60,5%. Além disso, outubro foi o segundo mês com maior volume de lançamentos, perdendo apenas para setembro, que atingiu 3.805 unidades.

O Secovi-SP explica que a redução das atividades econômicas ao redor do mundo contribuiu para a timidez na desenvoltura da economia brasileira e, consequentemente, do mercado imobiliário neste ano. Além disso, outros fatores devem ser levados em conta na análise dos resultados, segundo avaliação do presidente do sindicato, Cláudio Bernardes. “Os custos financeiros resultantes da demora na aprovação (de novos projetos) e as contrapartidas exigidas pelos licenciadores vêm contribuindo para reduzir a produção de novos empreendimentos, encarecer o custo do terreno e elevar o preço dos imóveis”, afirmou, em nota.

Em relação ao pacote de incentivos para o setor de construção civil anunciados na semana passada pelo governo federal, o Secovi-SP considerou positivas para o setor a redução da alíquota do Regime Especial de Tributação (RET) de 6% para 4%, o aumento no limite do “RET social” para aplicação da alíquota de 1% de valor máximo do imóvel de R$ 85 mil para R$ 100 mil, e o capital de giro da Caixa Econômica Federal para micro, pequenas e médias empresas da construção civil. “Essas medidas poderão contribuir para a retomada do crescimento sustentável do setor”, acrescentou em nota Celso Petrucci, economista-chefe do sindicato. Já sobre a desoneração sobre a folha de pagamentos, o Secovi-SP disse que ainda requer melhor conhecimento da regulamentação.

Setor da construção deve crescer entre 3,5% e 4% em 2013

terça-feira, dezembro 4th, 2012

Sinduscon-SP prevê que o fechamento de ciclo de entregas vai levar a atividade da área para patamares similares aos do PIB

03 de dezembro de 2012 | 17h 48
Circe Bonatelli, da Agência Estado

SÃO PAULO - Após anos de pujança acima dos níveis da economia brasileira, o PIB do setor da construção civil deve apresentar um crescimento de 3,5% a 4% em 2013, no mesmo patamar do PIB previsto para o País no ano que vem, de acordo com estimativas divulgadas nesta manhã pelo Sinduscon-SP em parceira com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Estamos no fim de um ciclo de entrega de obras e início de outro”, justificou Ana Maria Castelo, coordenadora de estudos da construção da FGV.

A pesquisadora avaliou que o crescimento do setor em 2013 deverá ser sustentado por uma melhora no ritmo de execução das obras de infraestrutura, que apresentaram uma evolução abaixo da esperada neste ano em função da queda dos investimentos do setor público para infraestrutura e paralisação temporária de serviços no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). “Em 2013, os investimentos em infraestrutura serão fortalecidos. Desta vez, temos razões mais sólidas para acreditar que isso será verdade”, afirmou Ana Maria, mencionando o destravamento das obras de transportes e a proximidade da entrega das obras para Copa e Olimpíada.

As estimativas de FGV e Sinduscon-SP apontam que a taxa de investimentos do País em 2013 alcance 18,8% do PIB, sendo que a parcela da construção no investimento é prevista para um nível de 42%. Já em 2012, a taxa de investimentos do País deve bater nos 17,5%, com participação de 45% do setor de construção.

Em relação ao setor imobiliário, que teve uma forte queda no volume de lançamentos em 2012, há uma expectativa de expansão no ano que vem.

“Os lançamentos e vendas no mercado imobiliário devem se fortalecer”, disse Ana Maria. Segundo ela, essa retomada deve ser encabeçada pelas obras de imóveis enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida, que passou por ajustes recentemente. “Há pelo menos 1 milhão de unidades a serem entregues e 1 milhão para serem contratadas.”

O vice-presidente de economia do Sinduscon, Eduardo Zaidan, acrescentou que acredita em um acúmulo de lançamentos entre o fim de 2012 e primeiro trimestre de 2013, uma vez que muitos projetos foram adiados devido a dificuldades na obtenção de licenças junto a órgãos públicos. “Deve haver um aumento de lançamentos, sim, na cidade de São Paulo”, frisou Zaidan, dizendo-se “razoavelmente otimista”. Ele também lembrou que as vendas não caíram tanto quanto os lançamentos na capital paulista. “Se (as incorporadoras) venderam, têm que lançar produtos novos”, disse.

O nível de emprego formal no setor da construção civil deve encerrar 2012 com um crescimento de 5,9% sobre 2011, de acordo com estimativa divulgada nesta quarta-feira pelo Sinduscon-SP em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. Se confirmada a projeção, o ritmo de crescimento do emprego no setor vai ficar em nível idêntico aos 5,9% registrados no ano passado.

De janeiro a outubro, o saldo acumulado de emprego (contratações menos demissões) no setor acumulava uma alta de 6,57% em relação ao mesmo período do ano passado. Até outubro, o setor empregava 2,145 milhões de trabalhadores.

O emprego na construção civil cresceu 5,9% em 2011, com contratação de mais 3,040 milhões de trabalhadores. Em 2010, a expansão foi de 12,7%, com mais 2,829 milhões.

Prévias de construtoras revelam cenário nebuloso para setor imobiliário

sexta-feira, outubro 26th, 2012

Correio do Brasil
Por Redação, com Reuters - de São Paulo

Os resultados operacionais preliminares já apresentados por construtoras e incorporadoras para o terceiro trimestre traçaram um cenário ainda pouco favorável para o setor imobiliário, com vendas em queda, revisão de projeções e, em alguns casos, a opção por não divulgar os números.

Setor imobiliário sofre com desaceleração generalizada nas vendas

O setor vem sendo penalizado ao longo de 2012 por uma desaceleração generalizada de vendas, em meio a um cenário econômico mais pessimista, cujas medidas de incentivo do governo começam a surtir efeitos apenas agora.

Somado a isso, os lançamentos foram reduzidos para que as empresas priorizassem a venda de estoques de imóveis e a geração de caixa.

- Acreditamos que ainda é cedo para ser otimista sobre o setor – afirmou a equipe do JPMorgan, em relatório recente. “O pior está perto do fim em termos de contração de lançamentos e vendas, pressão de margens e capitalização, mas ainda há pouca visibilidade sobre os lançamentos e margens no próximo ano.”

Embora tenha apurado crescimento de 33,6% nas vendas e de 39,3% nos lançamentos do terceiro trimestre sobre o período anterior, a Cyrela Brazil Realty se viu obrigada a baixar as projeções para o fechado do ano.

A empresa reduziu a meta de vendas em 2012 para entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões, comparado à estimativa anterior de R$ 6,9 bilhões a R$ 8 bilhões, citando um processo de aprovação mais lento para lançamentos, sobretudo em São Paulo.

- Os lançamentos não se recuperaram do fraco segundo trimestre e não foram suficientes para compensar os fracos lançamentos no primeiro semestre – disse o analista Guilherme Rocha, do Credit Suisse, assinalando que haverá alta concentração de lançamentos no quarto trimestre e que alguns projetos não serão aprovados este ano.

A Brookfield Incorporações, que já havia reduzido as projeções para 2012 por atrasos em aprovações de projetos e baixo volume de lançamentos no primeiro semestre, viu as vendas contratadas caírem 46,1% e os lançamentos se contraírem em 32,7% no terceiro trimestre.

No acumulado do ano até setembro, a incorporadora cumpriu 69,2% do ponto médio da estimativa de vendas para 2012, de R$ 3 bilhões a R$ 3,5 bilhões.

Com uma perspectiva menos favorável para cumprir a previsão traçada, a MRV Engenharia tem o desafio de vender R$ 1,7 bilhão nos três últimos meses do ano.

A construtora e incorporadora mineira acumulou vendas de R$ 2,8 bilhões nos nove primeiros meses do ano, 3% menores e equivalentes a pouco mais da metade do ponto médio da projeção de entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões para 2012.

Se considerado apenas o terceiro trimestre, as vendas da MRV somaram R$ 1 bilhão, queda anual de 5%. Os lançamentos também caíram, tanto no trimestre quanto no ano, em 27% e 15%, respectivamente.

- A MRV apresentou números abaixo do esperado de lançamentos e de vendas – afirmou o analista David Lawant, do Itaú BBA. “Embora seja esperada uma retomada dos lançamentos no quarto trimestre… acreditamos que o cumprimento da meta de vendas pode ser desafiador agora.”

Alvo de atenções do mercado para que comece a entregar uma recuperação mais sólida, a Gafisa apurou vendas contratadas 34% menores de julho a setembro ante o terceiro trimestre de 2011.

Os lançamentos, enquanto isso, caíram 57% no trimestre passado e recuaram 50% no ano até setembro, cumprindo 49% do ponto médio da estimativa para 2012, de R$ 2,7 bilhões a R$ 3,3 bilhões lançados.

A companhia, que vem sofrendo efeitos de uma reorganização para reverter problemas com a unidade voltada ao segmento econômico Tenda, citou a “implementação da estratégia de ‘turnaround’ anunciada no fim de 2011, com redução da atuação geográfica da marca Gafisa e interrupção de lançamentos da marca Tenda, com foco em execução e repasse”.

Ausência de números

A líder do setor PDG Realty optou por não divulgar dados preliminares de vendas e lançamentos do terceiro trimestre, que serão conhecidos apenas quando o balanço consolidado for apresentado.

A companhia passou recentemente por uma série de mudanças em sua diretoria, que incluiu a renúncia de executivos aos cargos de diretor financeiro e diretor de investimentos.

As mudanças também ocorreram após a conclusão, no fim de agosto, de uma capitalização de R$ 796 milhões.

A Rossi Residencial, por sua vez, afirmou por meio da assessoria de imprensa que ainda não definiu se os dados operacionais preliminares serão divulgados.

A construtora e incorporadora se encontra em meio a uma estratégia para reorganizar suas operações e há poucas semanas anunciou a revisão de práticas contábeis adotadas nos balanços desde janeiro de 2009 para “aprimoramento de demonstrações financeiras”.

A Rossi concluiu nesta semana as negociações para aumento de capital de cerca de R$ 600 milhões.

Incorporadoras abertas reduzem lançamentos no terceiro trimestre

quarta-feira, outubro 17th, 2012

Valor Econômico - 17/10/2012

Freire, da Brasil Brokers, diz que queda de lançamentos foi próxima a 30%

As três maiores incorporadoras de capital aberto - PDG Realty, Cyrela Brazil Realty e MRV Engenharia - ainda não divulgaram suas prévias operacionais do terceiro trimestre, mas o mercado já trabalha com um cenário de redução de lançamentos na comparação tanto com o mesmo período do ano passado como com o segundo trimestre de 2012. Assim, a concentração de lançamentos no quarto trimestre deve ser ainda maior do que se esperava, e é provável que algumas empresas não cumpra as respectivas metas para o ano. Parte dos números apresentados por concorrentes menores apontam aumento dos lançamentos, mas não seriam suficientes para reverter um cenário mais geral.

No terceiro trimestre, os lançamentos imobiliários totais da Brasil Brokers, que divide com a Lopes o posto de maior imobiliária do país, tiveram queda acima de 20% ante o mesmo intervalo de 2011 e de mais de 5% se comparados aos do segundo trimestre. A queda foi puxada, principalmente, pela redução do que foi lançado pelas incorporadoras de capital aberto, conforme o diretor-presidente da Brasil Brokers, Sergio Freire. Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, o recuo desse grupo de empresas foi em patamar próximo a 30%.

Das incorporadoras que já divulgaram prévias operacionais, EZTec, Tecnisa, Even e Direcional Engenharia lançaram mais no terceiro trimestre do que no mesmo período de 2011. Os lançamentos da Gafisa e da Brookfield Incorporações encolheram na mesma base de comparação. No caso da Rodobens Negócios Imobiliários, os lançamentos totais aumentaram, mas houve queda se considerada somente a parcela da companhia.

Conforme fontes, a principal razão para a postergação dos projetos do terceiro para o quarto trimestre foi o atraso na liberação de licenças pela Prefeitura de São Paulo, em decorrência de fatores como o período eleitoral. Em nota, a Prefeitura informou que o ritmo de análise “segue normal” e que “até o fim de setembro, a média de processos analisados em 2012 está semelhante a dos anos anteriores”.

Além da obtenção de licenças, o lançamento de projetos depende da rentabilidade, caixa, estoques e demanda. “A prioridade passou a ser margem. Incorporadoras preferem segurar a oferta para não abrir mão de margem”, diz um analista. Após um semestre em que a venda de estoques foi prioridade em relação aos lançamentos, há quem avalie que, no terceiro trimestre, a mescla tenha sido maior.

As prévias divulgadas até agora apontam que as incorporadoras que elevaram lançamentos registraram também crescimento de vendas do trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, caso de EZTec, Direcional, Even e Tecnisa. As vendas da Rodobens também aumentaram.

Desde o início do ano, os estoques de imóveis vem se reduzindo. Nas estimativas do analista do setor imobiliário da CGD Securities, Flávio Conde, os estoques totais (o que foi lançado e não vendido) das empresas de capital aberto estão, atualmente, entre 12 e 13 meses de vendas, abaixo da parcela de 14 a 15 meses do começo de 2012. Conde estima patamar de oito meses em 2010, quando o mercado imobiliário esteve mais aquecido.

Lançamentos da Brookfield recuam 32,7% no 3ºtri

quarta-feira, outubro 10th, 2012

Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, entretanto, o valor mostra um crescimento de 71,6 por cento
REUTERS

Rio de Janeiro - Os lançamentos da Brookfield Incorporações no terceiro trimestre chegaram a 615 milhões de reais, queda de 32,7 por cento ante o mesmo período do ano passado, de acordo com comunicado enviado o mercado.

Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, entretanto, o valor mostra um crescimento de 71,6 por cento.

No acumulado do ano até setembro, os lançamentos caíram 36,3 por cento ante o mesmo período de 2011, para 1,353 bilhão de reais. Segundo a empresa, este resultado “é compatível com o histórico de concentração dos lançamentos da companhia no quarto trimestre”.

As vendas contratadas trimestrais totalizaram 716 milhões de reais, 46,1 por cento abaixo dos resultados apurados entre julho e setembro do ano passado. Em relação ao segundo trimestre, o recuo foi de 2,9 por cento.

No acumulado do ano, as vendas caíram 26,4 por cento na comparação com 2011 e totalizaram 2,249 bilhões de reais. O valor representa 69,2 por cento do ponto médio — ou 75 por cento do ponto mínimo — do guidance do ano. “As vendas continuaram excedendo os lançamentos, levando a uma redução de estoques”, disse a empresa, em comunicado.

A companhia também informou que entregou 14 projetos ou fases de projetos durante o trimestre, totalizando 1.839 unidades ou 838,8 milhões de reais em valor geral de vendas (VGV), No ano, 55 projetos ou fases de projetos foram entregues, representando 6.968 unidades com VGV de 1,447 bilhão de reais.

Lançamentos totais da Gafisa caem 57% no 3º tri

terça-feira, outubro 9th, 2012

Os resultados representam 49 por cento do ponto médio do guidance de lançamentos para o ano, de 2,7 bilhões a 3,3 bilhões de reais, segundo a Gafisa

REUTERS

Rio de Janeiro - A incorporadora Gafisa informou nesta segunda-feira que os lançamentos totais do terceiro trimestre chegaram a 451,9 milhões de reais, queda de 57 por cento ante o mesmo período de 2011.

Em comparação ao trimestre imediatamente anterior, houve queda de 17 por cento. O recuo, segundo a companhia, se deu “pela implementação da estratégia de turnaround anunciada no final de 2011, com redução da atuação geográfica da marca Gafisa e interrupção dos lançamentos da marca Tenda, com foco em execução e repasse”, disse a empresa.

Os resultados representam 49 por cento do ponto médio do guidance de lançamentos para o ano, de 2,7 bilhões a 3,3 bilhões de reais, segundo a Gafisa.

No acumulado do ano, os lançamentos caíram 50 por cento em relação aos primeiros nove meses de 2011, para 1,462 bilhão de reais.

As vendas contratadas totais caíram 34 por cento ante o terceiro trimestre de 2011, para 689,4 milhões de reais. Em relação ao segundo trimestre, a empresa apurou um aumento de 9 por cento. No ano, houve uma queda de 43 por cento, para 1,727 bilhão de reais.

A Gafisa entregou durante o terceiro trimestre deste ano 27 projetos, em um total de 5.531 unidades, um recuo de 35 por cento em relação às entregas durante o mesmo período de 2011. No acumulado do ano, a incorporadora entregou 17.729 unidades, aumento de 9 por cento, na mesma base de comparação e resultado equivalente a 74 por cento do guidance do ano.

A companhia também informou que encerrou o terceiro trimestre com aproximadamente 1,2 bilhão de reais em caixa e equivalentes de caixa preliminar e não auditado.

Zona Sul é a campeã em lançamentos de imóveis em São Paulo

sexta-feira, setembro 28th, 2012

Segundo estudo da Lopes, região se destaca pela diversidade de imóveis e pela proximidade de áreas comerciais e vias importantes

Priscila Yazbek, de Exame.com

Zona Sul de SP: Em 3 anos, mais de 300 empreendimentos, com mais de 40.000 unidades

São Paulo – Estudo realizado pela área de inteligência da consultoria de lançamentos imobiliários Lopes mostrou que a zona sul é a região que mais concentrou lançamentos de imóveis na cidade de São Paulo nos últimos três anos. No período, foram lançados 328 novos empreendimentos residenciais verticais na região, totalizando 43.892 unidades e um volume de vendas de 21,1 bilhões de reais.

O levantamento também identificou que a região tem alta liquidez. Do total de imóveis lançados nesses últimos três anos, 88% já foram comercializados.

Segundo a Lopes, a zona sul tem atraído compradores tanto por ser uma região que concentra algumas das principais vias da cidade e áreas comerciais - como Itaim Bibi, Vila Olímpia, Moema, Brooklin e Bela Vista -, quanto pela possibilidade de escolher entre diferentes tipos imóveis, já que existem opções de 1 a 4 dormitórios.

O tipo de imóvel vendido foi outra questão abordada pela pesquisa, que mostrou que os empreendimentos com unidades de 2 dormitórios foram os mais comercializados, com 15.904 unidades vendidas, seguido de unidades de 3 dormitórios (11.071) e 1 dormitório (5.669).

Os resultados mostram também que o preço médio de lançamentos praticado nos últimos 12 meses foi de 7.110 reais por metro quadrado e 41% dos apartamentos lançados são do segmento de médio padrão. E, segundo a Lopes, estão previstos 166 futuros lançamentos residenciais verticais para a região.

Cyrela pode rever metas após queda nos lançamentos

sexta-feira, setembro 21st, 2012

De acordo com o vice-presidente financeiro da companhia, José Florêncio, a Cyrela não enfrenta problemas de demanda, mas sim para o lançamento de projetos

Circe Bonatelli, da Agência Estado

São Paulo - A queda no volume de lançamentos de imóveis e os impactos sobre a venda de unidades pode levar a incorporadora Cyrela Brazil Realty a revisar seu guidance (meta) de vendas em 2012, de acordo com o vice-presidente financeiro da companhia, José Florêncio. “No momento, a meta de vendas ainda é factível, mas vamos esperar as próximas semanas para ter um cenário melhor”, disse a jornalistas nesta tarde, durante evento promovido pela Abecip. Questionado, o executivo admitiu a possibilidade de um corte nas projeções. “Mas não será nenhuma revisão grande, (de corte) pela metade”, completou.

De acordo com Florêncio, a Cyrela não enfrenta problemas de demanda, mas sim para o lançamento de projetos. O executivo disse que há R$ 8 bilhões em volume geral de vendas (VGV) represados com empreendimentos que tiveram o lançamento postergado. Desse montante, metade do VGV se refere a projetos na cidade de São Paulo, onde empresários têm reclamado de dificuldades para obter as licenças.

Incorporadoras fazem crédito imobiliário desacelerar

quinta-feira, setembro 20th, 2012

Valor Econômico

Como consequência de uma entressafra de lançamentos no mercado imobiliário ao longo do primeiro semestre, a forte expansão do crédito imobiliário em anos anteriores deu lugar aos primeiros sinais de moderação na carteira dos bancos. Enquanto o estoque chegou a apresentar um crescimento anual de quase 54% no fim de 2010, a velocidade caiu para 39% nos últimos doze meses encerrados em julho deste ano, último dado disponível na série histórica do Banco Central (BC).

É o menor avanço registrado pela modalidade desde o início da crise de 2008, quando o estoque apresentou um pequeno repique de queda em meio à retração das instituições financeiras privadas.

A desaceleração ocorre mesmo com o avanço do programa de habitação popular do governo federal, o Minha Casa Minha Vida. Para se ter uma ideia do vigor do Minha Casa, nesta segunda fase de contratação, que começou em 2011, já foram assinados quase 900 mil contratos, enquanto no crédito imobiliário tradicional, que usa recursos da poupança, o total de imóveis financiados somou pouco mais de 707 mil no mesmo período, desde janeiro do ano passado.

Os bancos públicos continuam com apetite nos dois mercados. No ano, registraram expansão do estoque de operações de 22%, contra 17% das instituições privadas no crédito habitacional com recursos da poupança. Com isso, passaram a responder por 77% de todo o estoque nessa faixa de mercado. A disposição foi reforçada pelo programa oficial de baixa renda onde dividem a totalidade dos contratos e esperam chegar a 2,4 milhões de unidades até 2014.

Segundo Gueitiro Matsuo Genso, diretor do Banco do Brasil, é possível pensar que o país possa atingir uma carteira de R$ 1,5 trilhão em crédito imobiliário até 2020, o que seria equivalente a 16% do PIB em crédito imobiliário. Hoje o estoque é de R$ 242 bilhões, 5,6% do PIB, segundo o BC.

Mas, de fato, há uma desaceleração neste momento, fruto de um “freio de arrumação” no credito imobiliário ligado ao momento das construtoras, diz José Roberto Machado Filho, diretor executivo de crédito imobiliário do Santander. “Isso acarretou um menor número de lançamentos no primeiro semestre”, diz.

Segundo ele, a retomada da demanda das construtoras e incorporadoras deve ocorrer no fim do ano. Mas a procura das pessoas físicas por financiamento continua “bastante forte”.

Os desembolsos do crédito imobiliário, que hoje estão praticamente andando de lado, devem mostrar retomada no começo do ano que vem, afirma o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e diretor do Bradesco, Octavio de Lazari Junior.

Ele concorda que o período ruim das incorporadoras e construtoras é a principal explicação para o empate do crédito imobiliário. Enquanto os desembolsos para as pessoas físicas cresceram 23% nos primeiros sete meses do ano, para as pessoas jurídicas caíram 28,5%.

Ele acredita que a “arrumação” das construtoras (com a resolução de atrasos e de outros problemas para as empresas) deva ser menos intensa já no começo do próximo ano. A Abecip estima que o crédito imobiliário cresça 15% este ano, em comparação com o ano passado, ante estimativas iniciais de 30%. Até julho, a expansão foi de 20,9%.