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Porsche projeta edifício com elevador para carros em Miami

quarta-feira, novembro 7th, 2012

FSP|COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Porsche, conhecida pela fabricação de carros para o mercado de luxo, investe também no mercado imobiliário. A última empreitada da marca é o “Porsche Design Tower,” localizado na cidade de Miami, nos EUA.

O edifício, avaliado em US$ 560 milhões na cobiçada praia de Sunny Isles, será o primeiro do mundo a ter um sistema de elevadores para automóveis com vista panorâmica. A ideia é que os condôminos sejam transportados até o apartamento no interior de seus veículos em apenas 90 segundos.

O empreendimento só deverá ser concluído em 2014, e os interessados em adquirir um dos 132 apartamentos vão poder optar por diferentes plantas, que variam de 353 e 882 metros quadrados.

Além do espaço destinado a carros, as unidades devem abrigar piscina privativa e peças de design customizadas pela marca.

A exclusividade, no entanto, tem um preço: a expectativa é que os apartamentos sejam vendidos entre US$ 3,8 milhões e US$ 9 milhões, de acordo com a imobiliária Miami Residence. O vídeo apresenta as características do edifício.

Empreiteira de luxo paga para morador deixar favela vizinha em SP

terça-feira, outubro 16th, 2012

Folha de São Paulo
LAURA CAPRIGLIONE
DE SÃO PAULO

A JHSF é dona dos empreendimentos mais estrelados da zona sul de São Paulo, como Shopping Cidade Jardim, com suas luxuosas torres residenciais, além das três de escritórios, comercializadas a R$ 15 milhões o andar de 560 metros quadrados. A JHSF está comprando barracos de uma favela vizinha.

JHSF diz que foi procurada por moradores

A dona de casa A., 57, moradora há oito anos na comunidade Jardim Panorama (zona oeste), tem certeza de que ganhou na loteria. A JHFS ofereceu-lhe R$ 60 mil para que ela saísse da casa de quatro cômodos de alvenaria e com revestimentos cerâmicos, construída sobre a calçada da rua Francisco Rebolo.

“Nem terreno ela tinha. Ocupava área pública da rua”, explicou o advogado Marcos Endo, representante dos moradores. Em quase toda a extensão, a rua sofreu um estreitamento, tantas foram as casas construídas de um lado e de outro dela, invadindo o meio fio.

Com o dinheiro da venda, A. comprou, agora com escritura passada, uma casa no Jardim São Luís, distrito popular da zona sul.

O objetivo da JHSF é retirar todas as moradias precárias que estão instaladas em uma área de 20 mil metros quadrados que adquiriu na vizinhança dos empreendimentos que já tem no bairro. E lá implantar novos projetos –a empresa diz, por enquanto, que só pode garantir que não haverá novas torres.

O método de “requalificação da área” (como chamam certos urbanistas) é simples. Os moradores recebem uma avaliação da sua casa. Depende da área construída e do material usado (madeira, blocos, com revestimento ou não). Quem topa, deve se dirigir até os escritórios da Companhia Habitacional Jardim Panorama.

Na verdade, a Companhia Habitacional é outro nome da própria JHSF; e os escritórios são vagas de garagem de um dos prédios, limitadas por toldos brancos. Entra-se pela porta de serviço do edifício.

Uma vez fechado o negócio, recebe-se um cheque. A casa condenada é pichada com cruzes vermelhas. O morador retira seus bens e o barraco é deletado. Em poucos minutos, uma mini-retroescavadeira derruba o imóvel e lança os escombros em uma caçamba de lixo.

Calcula-se que as casas de 120 famílias estejam na mira dos compradores da JHFS. Inclusive as que ocupam área da rua, da praça municipal e da viela para escoamento de águas pluviais –todas coalhadas de barracos que ficam a poucos metros das torres de escritórios (os varais de roupas, as crianças andando de carrinho de rolimã e subindo nas árvores, os cachos de banana estão ao alcance da visão dos executivos).

Marcos, 20, já vendeu o andar de cima de seu barraco. Faturou R$ 12 mil. Mas ele diz que só sairá dos cômodos inferiores se embolsar mais R$ 50 mil. Em volta, todos os casebres já foram derrubados. “Se eles não pagarem não saio. Aí, para isso aqui voltar a virar favela, é um minuto.”

Por cima das casas localizadas na rua Francisco Rebolo, vêem-se barracos recém-construídos. Moradores dizem que eles apareceram há uma semana. “Teve muito incêndio de favela na cidade. Tem muita gente precisando de casa e aqui ainda tem espaço”, afirma Domingos, 68, há 55 anos morador do Jardim Panorama.

Como impedir a reconstrução das casas derrubadas e a chegada de mais pobres ao terreno? O executivo da JHFS é lacônico: para isso existem muros, cercas e seguranças.

Colaborou Lalo de Almeida

Apartamento de luxo em Nova York estará à venda na Bahia

sexta-feira, setembro 28th, 2012

Salão de Negócios Imobiliários oferece empreendimento de Donald Trump
TIAGO DÉCIMO / SALVADOR - O Estado de S.Paulo

Apartamentos do luxuoso Trump SoHo Hotel Condominium, empreendimento do megaempresário americano Donald Trump em Nova York, vão figurar entre os imóveis disponíveis para compra no Salão de Negócios Imobiliários da Bahia, evento promovido pela Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), que começa hoje e vai até o fim de semana, no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador.

Segundo informações da Brasil Brokers Brito & Amoedo, parceira local da americana Chris Brooks Realty na venda dos imóveis, estão disponíveis para comercialização 60 das 391 unidades do empreendimento, de 46 andares. Os preços variam de US$ 860 mil, no caso de apartamentos de um quarto e estúdios, a US$ 6,6 milhões, valor cobrado pelas coberturas.

Os apartamentos são mobiliados pela grife italiana Fendi e têm banheiros revestidos de mármore, com acessórios em bronze. Entre os equipamentos de lazer e serviços do hotel estão spa, restaurante asiático, bar, lounge e piscina.

As unidades estão disponíveis aos proprietários por 120 dias ao ano - no restante do período, são colocadas para locação de hóspedes do hotel, remunerando os proprietários.

Todos os apartamentos do hotel-condomínio haviam sido vendidos na planta, em 2007. Por causa da crise financeira internacional, porém, muitos dos compradores não obtiveram crédito para concluir as transações, o que levou os administradores do empreendimento a buscar interessados em países emergentes, como o Brasil.

Considerado o maior evento do gênero no País, o Salão Imobiliário da Bahia chega à sétima edição com a expectativa de atrair 30 mil pessoas durante os cinco dias de realização. A Ademi-BA espera que sejam comercializadas 500 unidades no período, movimentando R$ 150 milhões em vendas - ante R$ 123,2 milhões no ano passado.

Prédio de luxo em SP tem Habite-se cassado

segunda-feira, agosto 6th, 2012

A falta do documento municipal pode impedir que os apartamentos sejam alugados ou vendidos
Rodrigo Burgarelli, da Agência Estado

São Paulo - Um prédio de alto luxo no Jardim Europa, zona sul de São Paulo, com apartamentos de 280 metros quadrados avaliados em R$ 6,2 milhões, está irregular. Segundo a Prefeitura de São Paulo, o Edifício Villa Adriana, na Rua Frederic Chopin, construiu mais do que o permitido no projeto original aprovado pela administração. Por isso, teve seu Habite-se cassado na semana passada e foi multado em R$ 19.956,93.

Com 19 andares de altura, o prédio em questão ocupa uma área de 1,1 mil m² em uma das áreas mais nobres de São Paulo. Cada apartamento tem quatro vagas de garagem. O dúplex do último andar, com 515 m², é avaliado por sites especializados em mercado imobiliário em até R$ 11,5 milhões.

A falta do documento municipal pode impedir que os apartamentos sejam alugados ou vendidos, além de submeter os moradores a multas municipais por ocuparem apartamentos sem autorização.

Segundo especialistas em legislação edílica ouvidos pela reportagem, o edifício está sujeito até à lacração. “Não ter Habite-se significa que o prédio não pode mais ser habitado. Além de multa, tem a pena de lacração”, afirma Rossana Duarte, advogada especialista em negócios imobiliários do escritório Siqueira Castro. “O normal é se dar um prazo para a regularização, quando o caso não é grave ou envolve segurança”, afirmou.

Além disso, a falta do documento impede que se saiba quais são as medidas de segurança tomadas pelo prédio, já que é ele que confirma que a construção foi feita segundo a legislação vigente. A Prefeitura afirmou apenas que as medidas cabíveis já foram adotadas e não detalhou o que pretende fazer daqui para a frente. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

R$ 4,6 bi em imóveis de altíssimo luxo

quarta-feira, junho 6th, 2012

De acordo com levantamento de um banco europeu, este é o potencial de mercado desse setor nos próximos cinco anos no Brasil

Bianca Pinto Lima - O Estado de S.Paulo

Uma população crescente de milionários vem impulsionando o mercado imobiliário de altíssimo luxo no Brasil. O setor tem potencial para gerar R$ 4,6 bilhões em negócios no País nos próximos cinco anos, segundo levantamento do banco europeu Haliwell Financial Group, especializado em gestão de fortunas.

Veja também:
Apartamento tem área igual a 50 casas populares e vale R$ 22 mi

Segundo o estudo, que analisa os hábitos de consumo dessa parcela da população e foi adiantado ao Estado, 54% dos milionários brasileiros pretendem adquirir um novo imóvel residencial no período de cinco anos.

“A escolha é baseada principalmente no bem-estar. Esse consumidor quer conforto e mais espaço para hobbies. Áreas verdes e fácil acesso a estradas e saídas também são itens valorizados”, diz o vice-presidente para a América Latina do Haliwell Financial Group, Emerson de Pieri.

Em um período de sete anos, entre 2003 e 2010, o número de milionários brasileiros deu um salto de 72%. Os dados mais recentes apontam para um grupo de cerca de 138 mil pessoas, concentradas sobretudo no Estado de São Paulo. O cálculo considerou indivíduos com mais de US$ 1 milhão em ativos e dinheiro, excluindo o imóvel em que residem e dois automóveis.

O status, segundo o estudo, é o principal motivador na hora da compra de um imóvel residencial de alto luxo, seguido da facilidade de locomoção e da perspectiva de valorização. “O grande desafio nesse nicho é conseguir surpreender. É um cliente detalhista, que busca projetos exclusivos”, afirma Luciano Amaral, diretor de incorporações da construtora JHSF, focada em empreendimentos de alto padrão. O primeiro passo, explica o executivo, é escolher um bom terreno e depois fazer um forte trabalho de marca, que envolva atendimento personalizado.

Liderança. Reduto de endinheirados, São Paulo ainda é a estrela do mercado imobiliário de luxo. O Estado reúne quase metade da população de milionários do País - 63.398 pessoas - e abriga as maiores fortunas. Desse montante, 45% estão na região metropolitana, onde o setor tem crescido de olho na terceira idade e bairros “alternativos”.

“Há uma demanda forte nesse segmento, que não é afetada pelas crises econômicas”, diz o diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), Luiz Paulo Pompéia. Segundo ele, no período entre 1990 e 2005 produziu-se pouco para esse público na área metropolitana paulista, movimento que começou a ser revertido em meados de 2006. “É um produto que tem liquidez muito boa, mas é preciso acertar a localização e o projeto de arquitetura”, destaca.

Ainda são poucos os bairros da capital paulista que comportam empreendimentos desse tipo, mas já é possível ver os primeiros sinais de mudança. Levantamento da FipeZap a pedido do Estado mostra que regiões como Barra Funda, Lapa, Santana, Vila Leopoldina e Vila Mariana tiveram crescimento expressivo de moradores com alto poder aquisitivo em uma década.

Em 2000, apenas 4,1% dos domicílios da Barra Funda tinham renda mensal acima de R$ 20 mil, índice que saltou para 9,3% em 2010, segundo o Censo. “Atualmente as pessoas com alto poder aquisitivo estão espalhadas pela cidade, pois há opções variadas em diferentes bairros. Não existe mais um padrão de alto luxo no setor imobiliário”, diz Fábio Rossi Filho, diretor de lançamentos do Secovi-SP.

A mudança, segundo fontes do setor, reflete principalmente a escassez de terrenos nos bairros mais valorizados, como Ibirapuera, Vila Nova Conceição, Jardim Paulistano, Chácara Itaim, Vila Olímpia e Morumbi. O potencial de alta dos preços também é um diferencial. “A valorização nesses bairros mais afastados é extremamente superior à dos empreendimentos nas regiões top de linha”, afirma Pieri.

Pirâmide etária. “Estamos começando a nos tornar um país da terceira idade. Parte desse público tem INSS e aposentadoria privada e passa a ser relevante para o mercado de altíssimo padrão”, ressalta Pompéia, da Embraesp.

De olho nesses clientes, e também em jovens e divorciados, ganha força o conceito de dois dormitórios de alto luxo. Tradicionalmente voltado à classe média, esse tipo de imóvel também passou a ser disputado pelos endinheirados. Área social grande, varanda mais ampla e número maior de vagas na garagem distinguem os projetos.

A demanda já se mostrou grande. Lançadas em 2005 pela JHSF, as nove torres residenciais do empreendimento Parque Cidade Jardim foram vendidas em menos de um ano. Os apartamentos de duas suítes, de 240 m² cada, foram negociados à época por R$ 6 mil o m². Atualmente, segundo a construtora, chega a R$ 16 mil o m², uma valorização de 166% em sete anos.

Crise na Europa abate mercado global de casas de luxo

segunda-feira, maio 14th, 2012

A situação da economia global e medidas de esfriamento de preços na Ásia estão dissuadindo os compradores, mostrou uma pesquisa da Knight Frank

Brenda Goh, da REUTERS

O preço médio de casas de luxo em 23 cidades importantes do mundo caiu pela primeira vez desde 2009, em 0,4% no primeiro trimestre de 2012

Londres - A demanda pelas casas mais caras do mundo provavelmente deve arrefecer após dois anos de forte crescimento, à medida que as preocupações com a crise da dívida da Europa, a situação da economia global e medidas de esfriamento de preços na Ásia estão dissuadindo os compradores, mostrou uma pesquisa.

Os dados da consultoria de propriedades Knight Frank mostrou que o preço médio de casas de luxo em 23 cidades importantes do mundo caiu pela primeira vez desde 2009, em 0,4 por cento no primeiro trimestre de 2012, refletindo a desaceleração da demanda.

Isto também representa um forte declínio frente ao mesmo período de 2011, durante o qual os preços das casas de luxo globais subiram 6,6 por cento, disse a Knight Frank.

““Há um elemento de nervosismo entre os investidores quanto ao local para onde a economia está indo. Nos últimos dois a três anos você viu uma retomada um tanto grande na remarcação de preços, e a desaceleração realmente se resume à crise da zona do euro e a uma recuperação mais lenta da economia global do que foi antecipado”, afirmou o chefe de Pesquisa Residencial da Knight Frank, Liam Bailey, à Reuters.

A crise de dívida da Europa encontrou um novo obstáculo na semana passada depois que o público grego rejeitou o pacote de resgate nas urnas, enquanto os economistas estão prevendo um ano de crescimento lento para os EUA. Na Ásia, os governos da China e de Cingapura introduziram medidas para esfriar os mercados imobiliários aquecidos.

A Knight Frank disse que a queda nos preços das moradias de luxo nos primeiros três meses do ano foi liderado por Tel Aviv, onde os preços caíram 6,6 por cento, e Kiev, onde os valores recuaram 6,4 por cento.

Os preços das casas de luxo nas cidades norte-americanas de Manhattan, Nova York e Miami caíram 4,3 por cento e 1,9 por cento, respectivamente, no primeiro trimestre, revertendo uma tendência de crescimento de dois dígitos registrada no último ano.

A Knight Frank disse que, no entanto, ainda havia demanda forte dos investidores internacionais em busca de segurança para cidades como Londres e Cingapura, onde os preços subiram 2,7 por cento e 1,9 por cento, respectivamente, apesar de novos impostos sobre a propriedade introduzidos ao longo do período.

Os preços das moradias de luxo globais aumentaram nos últimos dois anos à medida que milionários estrangeiros em busca de segurança compraram casas em Nova York, Paris e Londres, enquanto um forte crescimento econômico e a classe média crescente alimentaram a demanda local para casas de luxo em cidades emergentes como Nairobi e Jacarta

Em Miami, apartamento com garagem na sala

quinta-feira, abril 26th, 2012

Unidade em prédio com elevador para carros custará até R$ 27 milhões

24 de abril de 2012
Márcia De Chiara, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - Os brasileiros viraram alvo não só de empreendimentos imobiliários de luxo no exterior, mas também daqueles que oferecem requintes de excentricidade. Amanhã será apresentado em São Paulo, em primeira mão no mundo, num evento fechado para 300 convidados, um condomínio de luxo em Miami, nos Estados Unidos, no qual será possível estacionar o automóvel dentro do apartamento.

O veículo será conduzido ao andar do apartamento pelo motorista, que não precisa sair do carro, por meio de um elevador, que sobe na mesma velocidade de um elevador comum. E o proprietário poderá admirar o carrão, que terá um local reservado e envidraçado ao lado da sala de estar, com espaço para dois veículos.

“Percebemos que o brasileiro é um grande cliente do mercado imobiliário americano, principalmente nas cidades Miami, Orlando e Nova York. Ele gasta com imóveis 20% a mais do que outros compradores estrangeiros”, afirma Cristiano Piquet, sócio da Piquet Realty, empresa especializada na prestação de serviços a brasileiros em Miami. Ele está encarregado de fazer o pré-lançamento do edifício no País e os interessados podem fazer uma pré-reserva de uma unidade no prédio que só será lançado em julho.

Batizado de Porsche Design Tower, o edifício terá 57 andares e somente 132 apartamentos. O menor apartamento, de 400 metros quadrados sai por R$ 5,4 milhões. O maior, com 1,5 mil metros quadros, custará o equivalente a R$ 27 milhões. Nas contas de Piquet, o preço do metro quadrado é R$ 13,5mil. “É mais barato do que na Vila Nova Conceição ( bairro Paulistano de lato padrão)”, compara.

Porsche. O edifício localizado, na praia de Sunny Isle, uma das melhores da cidade, segundo Piquet, começa a ser construído no fim deste ano e entregue em 2016. Nele, os empreendedores, que são o construtor Gil Dezer e a Porsche Design, vão investir perto de US$ 600 milhões para erguer o prédio. Piquet conta que é a primeira vez empresa alemã Porsche, sinônimo de carros de luxo, vai trazer para o setor imobiliário a sua marca. “A tecnologia dos dois elevadores usados no edifício será a mesma que a montadora utiliza para estocar os carros em prédio verticais na Alemanha”, explica o executivo.

A expectativa de Piquet é que metade dos apartamentos sejam pré-reservados para compra no evento de amanhã. “Convidei para o evento todos os 50 pilotos da fórmula Porsche no Brasil, entre os quais estão grandes empresários, e eles se mostraram interessados”, conta.

Além do requinte da garagem dentro do apartamento, as unidades terão pé direito com sete metros de altura, vista panorâmica e adega envidraçada no lobby do edifício. Segundo Piquet, cada condômino terá a sua chave e poderá apreciar o estoque de bebidas do vizinho.

O executivo conta que no evento de amanhã também serão apresentados dois outros empreendimentos que já foram lançados. Um deles é um resort de casas e terrenos dentro da Disney. O outro é um condomínio no Soho, em Nova York, do Donald Trump.

Justiça decidirá no dia 10 sobre a inauguração do Shopping Iguatemi JK

terça-feira, abril 3rd, 2012

Centro de compras só poderia abrir após a execução das obras para amenizar o impacto viário

SÃO PAULO - No próximo dia 10, nove dias antes da data marcada para a inauguração do novo Shopping Iguatemi JK, no cruzamento das avenidas Juscelino Kubitschek e Nações Unidas, no Itaim-Bibi, zona sul da capital, desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo vão decidir se o empreendimento vai poder abrir ao público antes de concluir a obra do viaduto necessário para desafogar o trânsito da região. Serão 7,7 mil vagas para estacionamento e previsão de 17 mil visitantes por dia.

No dia 15, a Justiça proibiu, em caráter liminar (provisório), que o shopping abrisse as portas em abril. Caso houvesse desobediência, o shopping teria de pagar multa diária de R$ 500 mil. Dias depois, a construtora WTorre entrou com recurso, mas não conseguiu reverter a decisão. O futuro do novo shopping vai ser decidido novamente dia 19.

No entendimento do desembargador Vicente de Abreu Amadei, relator da 1º Câmara de Direito Público do TJ, os construtores não concluíram obras exigidas pelo município para amenizar o impacto viário que o novo empreendimento irá causar à região. São quatro as intervenções viárias exigidas: a construção de um viaduto a partir da Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, a implementação de um quarta faixa de tráfego em um trecho da Marginal do Pinheiros, o prolongamento da ciclovia que margeia o rio e a construção de uma passarela para interligar a faixa exclusiva para bicicletas ao Parque do Povo. Segundo o shopping, faltam apenas 200 metros para a ciclovia ser totalmente concluída. As demais obras ainda estão em fase de projeto. O custo estimado é de R$ 42 milhões.

Pela decisão de Amadei, o shopping só poderia abrir após a execução total do projeto. E, caso a Prefeitura permitisse o funcionamento sem essas exigências, também seria submetida ao pagamento de multa de R$ 20 mil por dia. O pedido para impedir a abertura do empreendimento partiu da promotoria de Habitação e Urbanismo do Ministério Público.

O luxo faz a corte ao Brasil

quarta-feira, março 14th, 2012

Atraídas pelo crescimento do mercado brasileiro, 30 marcas internacionais desembarcam no País nos próximos meses
FERNANDO SCHELLER

Nova York, Quinta Avenida. Paris, Gallerie Lafayette. Londres, Bond Street. O ritmo no qual os cartões de crédito dos brasileiros saem das carteiras nos endereços mais caros do mundo não passou despercebido entre as principais grifes de luxo. Somente nos próximos meses, de olho no poder de consumo da classe média alta brasileira, cerca de 30 marcas sinônimo de sofisticação vão inaugurar suas primeiras lojas próprias no País, a maioria em São Paulo, no Shopping JK Iguatemi, que abre as portas em 19 de abril, e na expansão do Cidade Jardim.

O bom desempenho econômico do Brasil também influencia esse movimento, já que a crise tem limitado o crescimento nos Estados Unidos e na Europa. Ainda pouco explorado, o mercado brasileiro é um oásis em um deserto de margens apertadas - é comum que as grifes cresçam acima de 10% ao ano, uma taxa digna da China. No ano passado, as vendas no Shopping Cidade Jardim aumentaram 20% em relação a 2010. E a operação local da Lacoste foi líder mundial de crescimento: em 2011, a receita da marca francesa cresceu 43% no Brasil.

Projeções macroeconômicas mostram que o otimismo tem chances de se estender no longo prazo. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a população das classes A e B crescerá 29% entre 2012 e 2014 - expansão maior que a da classe C no período. Isso significa a inclusão de 7,7 milhões de brasileiros nos patamares mais altos de consumo, que passarão a concentrar quase 30 milhões de pessoas. Fazem parte deste contingente brasileiros com renda familiar superior a R$ 7.475 ao mês.

Disposição de comprar. A invasão das marcas estrangerias de primeira linha ficará clara nos novos endereços de comércio: só o JK Iguatemi terá um andar inteiro dedicado a grifes de altíssimo padrão e outro reservado para o que os especialistas em varejo chamam de “luxo acessível”. Mas só foi possível convencer tantas novas empresas a fincar bandeira no País em um curto espaço de tempo graças à observação do comportamento do consumidor brasileiro na Europa e nos Estados Unidos. “O brasileiro já é um dos consumidores ‘top 10′ em nossas lojas no exterior”, conta Maxime Tarneaud, diretor da marca de joias e relógios Cartier no Brasil.

O grupo Richemont, do qual a Cartier faz parte, vai abrir seis novas lojas no País este ano. Além de duas novas Cartier, uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro, o conglomerado vai introduzir quatro marcas no Brasil - três de relógios masculinos (IWC, Panerai, Jaeger-LeCoultre) e outra de joias e acessórios (Van Cleef & Arpels). Todas funcionarão lado a lado no JK, em um espaço de 500 metros quadrados. Segundo apurou o Estado, a abertura de uma loja voltada à classe A consome investimentos de R$ 10 mil a R$ 25 mil por metro quadrado. O investimento da Richemont somente em espaço físico no JK pode ter passado de R$ 12 milhões.

Com um tíquete médio que pode chegar a R$ 30 mil, no caso da Jaeger-LeCoultre, o grupo Richemont decidiu estreitar margens para impedir que o cliente deixe de ir às lojas nacionais e prefira fazer compras no exterior. “O posicionamento de todas as marcas é de um preço no máximo 15% superior ao praticado nos Estados Unidos”, diz Ramon Neto, diretor-geral do conglomerado no País. Outra vantagem que as unidades locais vão oferecer é o parcelamento - uma possibilidade que também agrada o cliente de altíssima renda. “Vamos vender em até dez vezes.”

O comportamento do consumidor classe A, no entanto, segue alguns rituais próprios. Segundo Ana Auriemo, diretora de desenvolvimento de mix da JHSF, proprietária do Shopping Cidade Jardim, as compras de maior valor se concentram nos dias de semana, período em que o movimento de pessoas no shopping é menor. “O shopping acaba prestando um serviço para o cliente”, diz a executiva. “Temos 500 crianças na academia Reebok. Enquanto esperam os filhos, as mulheres podem passear pelo shopping. É o momento em que ocorrem nossas melhores vendas.”

Degraus. O novo empreendimento do Iguatemi trará 25 “estreias” no Brasil, nas quais estão incluídas, além das marcas do Richemont, Goyard, Miu Miu, Lanvin, Nicole Miller, Tory Burch, Lacoste L!ve, Etiqueta Negra, Ladurée, Paula Cahen, Rapsodia, Vans, Coach e a primeira operação mundial da Gucci voltada ao público masculino. Embora sejam sofisticadas, nem todas as marcas são consideradas de luxo. No entanto, algumas dessas empresas podem subir um degrau na escala de consumo ao aportar no Brasil. Segundo especialistas em varejo, o sucesso local das linhas alternativas da Armani e da Calvin Klein no País é uma prova dessa possibilidade.

O luxo acessível será um dos vetores de expansão do portfólio de marcas internacionais no País, segundo Patricia Assui, diretora da Iretail, empresa do grupo Iguatemi que faz o “meio de campo” entre grifes estrangeiras e as oportunidades no Brasil. “Acredito que estamos passando por uma evolução do mercado de luxo brasileiro”, diz. Para a executiva, à medida que o brasileiro viaja e se informa mais sobre moda, abrem-se oportunidades para marcas mais jovens. É nessa categoria que se encaixa, por exemplo, a Coach. A marca nova-iorquina de bolsas terá duas lojas em São Paulo até o fim do ano - a segunda será no Shopping Morumbi - e já planeja unidades para Rio e Brasília.

Mas o Shopping JK também terá operações de mercado de massa no exterior, como a britânica Topshop e a Zara Home, loja de decoração do grupo espanhol Inditex. Segundo o vice-presidente comercial da Iguatemi Shopping Centers, Rodolpho Freitas, a variedade é importante porque o Brasil ainda não comporta um centro comercial totalmente voltado à altíssima renda. As lojas serão agrupadas de acordo com o perfil de público e o mix incluirá ainda marcas populares e tradicionais no Brasil, como Havaianas, Luigi Bertolli e Hering.

Segundo fontes de mercado, porém, o shopping fez algumas escolhas em relação ao mix. A intenção da Riachuelo de criar uma unidade compacta só com a linha feminina no shopping, por exemplo, não foi adiante. O objetivo da Riachuelo com a entrada no JK era dar um toque de sofisticação à sua marca, considerada popular. É esse o caminho que a cadeia de fast fashion Topshop pretende trilhar ao começar sua história no Brasil pelo novo empreendimento do Iguatemi. Ainda em 2012, a Topshop vai abrir mais duas unidades em São Paulo, antes de iniciar a expansão para Rio de Janeiro e Brasília a partir do próximo ano.

O País deverá ser um terreno fértil para esse tipo de “ajuste para cima” do perfil das marcas, na opinião de João Carlos Lazzarini, professor do Programa de Administração de Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA). Ele cita a Zara, presente tanto no Cidade Jardim quanto no JK, como exemplo de sucesso - e diz que a Topshop também pode criar uma aura de sofisticação. Segundo o especialista, a atração está no desconhecido - o que é consumido pela massa lá fora pode ser muito bem considerado um luxo acessível aqui.

Mercado de alto luxo no Rio carece de comprador

sexta-feira, fevereiro 3rd, 2012

Por Paola de Moura | Do Rio
Valor Econômico - 03/02/2012

Patrícia, da Judice & Araujo: “Quando surge um imóvel de alto padrão é necessário buscar o comprador. “Muitas vezes, acionamos a rede mundial da Christie”s”

As avenidas Delfim Moreira e Vieira Souto são sinônimos de status no Rio de Janeiro. Sonho e desejo de nove entre cada dez cariocas, além de outros brasileiros e muitos estrangeiros, os preços dos imóveis com vista para o mar fazem este mercado andar na contramão da maior parte das negociações imobiliárias no Rio. Enquanto em outros trechos da zona Sul, um apartamento com preço menor é vendido, na maioria das vezes em menos de um mês, imóveis de alto luxo, não só na linha do mar, como também na Lagoa, ou ainda casas de alto luxo no Jardim Botânico e na Gávea, levam até um ano para serem negociadas. Isto, mesmo sem uma grande oferta no mercado.

Com preços que começam em R$ 5 milhões e podem chegar a R$ 40 milhões, esses imóveis não são beneficiados pelo farto crédito do mercado financeiro e, por isso, são negociados à vista.

O Rio de Janeiro é uma cidade cara. Na maior parte das cidades no mundo, imóveis de alto luxo começam com preços em torno de US$ 1 milhão. Aqui, imóveis no Leblon ou Ipanema de três quartos perto da praia podem custar R$ 2 milhões, R$ 2,5 milhões, lembra Patrícia Judice, diretora da Judice & Araujo. A corretora faz parte da Christie”s International Real State, uma rede de imobiliárias que negocia imóveis em mais de 40 países, com um volume de vendas estimados em US$ 100 bilhões por ano.

Patrícia explica que apartamentos na Delfim Moreira chegam a custar R$ 40 mil o metro quadrado, o dobro da média no Leblon que é de R$ 20 mil, o bairro mais caro do Rio. Só para se ter uma ideia dos preços no Rio, um imóvel de 70 metros quadrados na Gávea chega a custar R$ 1 milhão. “Mas para eles, há sim fila de espera”.

Já para os apartamentos de alto luxo da zona Sul do Rio, a busca ainda é inversa. “Quando surge um imóvel de alto padrão é necessário buscar um comprador”, conta a diretora. “Muitas vezes, acionamos nossa rede mundial através da Christie”s”, completa. Patrícia acrescenta que há investidores estrangeiros interessados neste mercado, mas há também famílias cariocas que estão enriquecendo e procuram morar num imóvel que traga mais status.

A diretora conta que no ano passado vendeu um apartamento na Delfim Moreira para um casal, no segundo casamento, que já morava numa rua interna do Leblon, mas queria ter um imóvel com vista para o mar. Os dois pagaram cerca de R$ 10 milhões por um apartamento de 300 metros quadrados.

Mas não é fácil encontrar esse comprador. Rodrigo Feliciano, diretor Comercial da Brasil Brokers Ética, conta que, como as negociações são com valores altos, elas são mais lentas. “Quem vende, não quer ser muito incomodado com as visitas. E quem compra não quer aparecer tanto”, diz o diretor. Mas, para facilitar o negócio, já há quem aceite parcelar o pagamento em duas ou três vezes, num prazo de seis meses. “E também existem casos em que outros imóveis entram no pagamento”.

Um exemplo da longa negociação da Brasil Brokers Ética foi um apartamento de três suítes, com três vagas na garagem, na Prudente de Moraes, a segunda rua de Ipanema, que foi posto no mercado por R$ 4,5 milhões. Foram sete meses esperando um comprador e, no fim, o imóvel foi vendido a R$ 4 milhões.

Apesar disso, os dois diretores ainda veem bom negócios na região. “Há muitos imóveis que são vendidos em herança”, diz Patrícia. “A zona Sul continua sendo o desejo de carioca. Muitos querem, mas poucos podem comprar”, conclui Feliciano.