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Geomarketing amadurece no Brasil e conquista mercado

terça-feira, dezembro 18th, 2012

Utilização de ferramentas ligadas à localização geográfica se torna eficaz para marcas já consolidadas e outras que estão se colocando no mercado pela primeira vez
Isa Sousa, do Mundo do Marketing

Aplicativo de mapas no iPhone: parte da possibilidade de expansão do geomarketing se deve à popularização de ferramentas de localização, como o Google Maps

Rio de Janeiro - O geomarketing está em um momento crucial no Brasil. Utilizado de forma amadora há 20 anos, o uso de ferramentas de localização geográfica evoluiu e alcançou importância dentro da estratégia de expansão das empresas. Não é por acaso que grandes grupos como Coca-Cola e O Boticário usam o marketing geográfico e pequenas e médias empresas já começam a mirar em sistemas de busca com foco na geolocalização.

Parte da possibilidade de expansão do geomarketing se deve ao avanço da tecnologia e até mesmo à popularização de ferramentas de localização. Nesse sentido, ganham destaque os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e plataformas do Google, como o Google Earth e o Google Maps. O avanço na área de Tecnologia da Informação (TI) também é outro fator, que permitiu a grupos privados o desenvolvimento de programas e sistemas que direcionam as marcas para suas áreas de atuação.

Os setores, inclusive, são os mais variados possíveis. Entre os que mais se valem de estratégias relacionadas ao geomarketing atualmente estão o bancário, o varejista e o imobiliário. “A semelhança entre eles é que a concorrência é muito acirrada e, ao mesmo tempo, todos têm a gestão de TI bastante parecida. Nesse caso, a mudança de paradigma é incorporar um pensamento não pré-estabelecido e usar o geomarketing em seu sistema de inteligência, o que promoveria uma verdadeira mudança”, indica Eduardo Francisco, professor da FGV e consultor de geomarketing.

Do ponto de vista econômico, a estabilização do mercado nacional também é fator fundamental na utilização de ferramentas ligadas ao Marketing Geográfico. “O Brasil está crescendo, a classe C se estabeleceu como consumidora, a população de forma geral está comprando cada vez mais e as empresas precisam saber onde estão esses compradores. O geomarketing apresenta isso de forma muito clara. Se há cinco anos a Geofusion tinha 15 clientes, por exemplo, hoje são mais de 200 empresas em diversos setores”, avalia Pedro Figoli, CEO da Geofusion.

Trilhando o caminho

Apesar de ter encontrado seu caminho no Brasil e estar se consolidando em alguns setores, a utilização do Geomarketing ainda precisa evoluir. “O marketing geográfico se divide em três níveis de maturação. O mais comum é que as empresas promovam sua base de clientes e fornecedores em um mapa e, a partir dele, entenda sua atuação. Essa é a porta de entrada para quem quer seguir por esse caminho”, avalia Eduardo Francisco.

No segundo nível, segundo o especialista da FGV, a empresa delimitará sua área de influência e tomará decisões mais elaboradas. É nesse ponto que ela começa a fazer análise de que região da cidade terá mais concentração de clientes, em qual área tem mais concorrência, em qual não tem muita atuação e poderia fazer uma futura expansão.

O trabalho, nesse segundo nível, pode ser exemplificado com o que os shopping centers fazem ao definirem o local onde serão construídos. “As principais operadoras desse tipo de estabelecimento já desenvolvem, há algum tempo, suas análises, direta ou indiretamente, ferramentas de geolocalização. As boas incorporadoras e desenvolvedoras imobiliárias também possuem bons núcleos de inteligência de mercado, que também utilizam essas ferramentas”, afirma Sylvio Augusto de Sá, conceituador e desenvolvedor do sistema de mapeamento estratégico e colaborador do MundoGEO.

Um case pertinente nessa segunda fase do geomarketing no Brasil é do O Boticário, que tem um trabalho de geolocalização antes da ampliação da rede por meio das franquias. “Hoje são mais de três mil lojas e a marca usa de maneira muito forte nosso sistema OnMaps. O geomarketing melhora o retorno sobre o investimento de forma mais rápida para o grupo. O programa ajuda na divisão, por exemplo, da rede de franqueados, além de pensar em diversos outros formatos: dividir um bairro, um quarteirão, uma cidade”, explica Pedro Figoli.

Consolidação

A terceira e mais complexa fase do geomarketing no Brasil é a incorporação das plataformas de gerenciamento de mapas ou inteligência geográfica em processos de controle de qualidade ou previsão de vendas. “Nesse nível, incluo a variável geográfica dentro da variável geral do modelo de vendas”, pontua Eduardo Francisco.

A partir desse parâmetro, a Coca-Cola Femsa é exemplo. Uma das distribuidoras das marcas da Coca-Cola no Brasil trabalha o geomarketing para entender melhor o sistema de pontos de venda, coordenando a entrega de linhas de produtos por meio do sistema OnMaps. “A Coca-Cola Femsa adequa cada produto para cada tipo de mercado. Ela traz a inteligência para indústria para olhar mais para o preço, vendas e produtos”, afirma Pedro Figoli.

Ideal, o terceiro nível, no entanto, não é o mais consolidado no país e o desafio para o mercado nacional é que as marcas compreendam e assimilem esse formato de geomarketing. “Desses três níveis, 90% das empresas está no um. Por mais maduras ou maiores em seus mercados de atuação, muitas simplesmente colocam um mapa na frente e tomam decisões a partir dele. Pouco menos de 10% estão no segundo nível e, uma pequena parcela, envolve estatística baseada em dados geográficos. O objetivo é que todas cheguem ao último nível. O geomarketing não define quem estará em primeiro lugar, mas certamente é um diferencial competitivo quase fundamental”, completa Eduardo Francisco.

Shopper mais exigente força adaptação das marcas

segunda-feira, dezembro 10th, 2012

Maturidade do brasileiro trouxe também uma cobrança maior na hora de comprar. Destaque será para grupos que entendam que comunicação é fundamental no processo de influência

Por Isa Sousa, do Mundo do Marketing | 10/12/2012

isa@mundodomarketing.com.br

A estabilização da economia brasileira refletiu diretamente na qualificação dos shoppers. Cada vez mais exigentes e menos fiéis às marcas, o perfil começou a forçar os grupos a se adaptarem às novas regras da influência, da compra e da decisão de consumir. O primeiro impacto foi operacional: preços, embalagens, prazos e formatos foram os primeiros a sofrerem mudanças significativas. O cenário, no entanto, se adaptou uma vez mais.

Antes focado em um processo que se iniciava na produção, passando pela logística, varejo, publicidade e promoções, e finalizando no consumidor, a maturidade levou a um novo momento. Hoje, a lógica se inicia no público comprador, seguindo pelo varejo, logística e produção, e sendo permeado pela publicidade e promoções. A conclusão é parte do estudo “O consumidor e o shopper no processo de compra”, da Kantar WorldPanel.

A maturidade do consumidor, no entanto, não assume o protagonismo de forma solitária. Da mesma forma que, nesse momento, as empresas estão em processo de adaptação aos seus clientes, a história indica que já foi o contrário. De acordo com a pesquisa, o amadurecimento do shopper brasileiro se deu a partir do Plano Real, com a estabilização econômica, consolidação da moeda, globalização, fusões e aquisições varejistas. “Hoje eles estão, definitivamente, no comando”, afirma Patrícia Menezes, Gerente de Comunicação e Marketing da Kantar, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Uma alteração expressiva no Brasil pode ser exemplificada pelo ticket médio dos shoppers. Ao longo dos anos, eles procuraram novos formatos e o mercado cresceu via frequência de compra e maior gasto. Os supermercados tiveram o maior destaque: enquanto em 2007 se gastava R$ 21,5; em 2011 passou-se para R$ 29,1. A frequência também aumentou, de 50 vezes ao ano para 54, assim como item por ocasião de compras subiu, de 6,8 para 7,4.

Em segundo lugar está o hipermercado, que em 2007 tinha um ticket médio de R$ 29,7, com 7,4 itens por ocasião, e passou para R$ R$ 35,7, com a mesma quantidade de produtos comprados. A frequência permaneceu a mesma, com uma média de 50 vezes ao ano. O Varejo Tradicional é o que obteve as menores mudanças: em 2007 a média de gastos era de R$ 4,5, subindo para R$ 6,0 em 2011. A frequência, no entanto, é a maior: em 2007 os shoppers foram 124 vezes e, em 2011, 129 vezes. Os itens são os menores por ocasião: 2,1 em 2007 e 2,2 em 2011.

Não há lealdade

A mudança econômica do Brasil e sua maturidade econômica também foram responsáveis para que as relações entre fabricantes, varejistas e consumidores se tornassem mais competitivas. A entrada de marcas até então inexistentes no país após a estabilização do Real, bem como a ampliação de outras já atuantes fez com que o brasileiro pudesse escolher.

Se antes as opções se encerravam entre o hipermercado mais distante de casa e o mercadinho mais próximo, hoje os canais se multiplicaram e lealdade se extinguiu. “O shopper é altamente multicanal e essa é uma tendência que deve se consolidar cada vez mais no mercado. Com o boom da economia, o brasileiro percebeu o quão poderoso pode ser e começou a se antecipar e proporcionar a ele meso novas experiências e novos produtos”, avalia Patrícia.

Em 2011, 84% dos lares brasileiros optaram por mais de três canais para se abastecer, a maior taxa de mix de produtos até então. Em 2001, esse índice era de 61%. Há também aumento expressivo de shoppers que buscam inovação e informação. O estudo aponta que 8,9% dizem ser um dos primeiros a comprar novos produtos e marcas. A taxa de experimentação prova isso: em 2010 era de 20%, em 2012 foi de 25%.

Desafios pela frente

Apesar da falta de fidelização dos shoppers ser uma tendência quase inevitável, a capacidade das marcas desenvolverem estratégias de Marketing e Comunicação é uma saída viável para atrair clientes e criar formas de relacionamento mais duradouro. Para tanto, cabem aos próprios grupos entenderem quem é seu público alvo, o que eles querem e, mais importante ainda, se esse consumidor é significativo para seu negócio.

Uma certeza, segundo a Kantar, a hora da compra é solitária e, em casos de compras conjuntas, dependendo com quem é feita, é totalmente mutável. Enquanto o ticket médio de uma mulher comprando sozinha é de R$ 12,25; o do homem sozinho é de R$ 10,15. Juntos o aspecto é modificado: um homem e uma mulher comprando juntos chegam a gastar R$ 53,14. A família com criança também tem sua parcela de mudança: os pequenos influencia e fazem os pais gastarem em médiaR$ 45,79. Já os adolescentes sozinhos são econômicos: a média é de R$ 4,14.

A explicação para diferenças tão expressivas, de acordo com a Kantar, é que sozinhos os consumidores suprem a necessidade de urgência, comprando categorias de interesse próprio, e acompanhados priorizam o abastecimento. Enquanto em casal a despensa representa 69% da compra, para o homem significa 28% e para a mulher 33%. (falar gráfico todo)

Em relação ao gênero, as mudanças também são significativas. As mulheres, com um ticket médio por item de R$ 3,60, são maioria nos pontos de venda. Elas também são mais racionais, segundo a Kantar. Os homens, com uma média de gasto por item de R$ 2,7, tem menos planejamentos e, de forma geral, gastam mais que elas.

Os itens também mudam. Elas priorizam: creme e loções, tintura para cabelos, pães, pós-shampoo, leite pasteurizado, sabonete, biscoito, leite fermentado, leite aromatizado e cera para assoalho. Eles preferem: cerveja, deo colônia, fraldas descartáveis, longa vida, manteiga, suco pronto para beber, cereal tradicional, cereal matinal, sopa e leite em pó.

Banal para alguns, fundamental para outros, a segmentação e a compreensão do que os shoppers querem é a saída para um mercado tão instável do ponto de vista da preferência. “Não existe fórmula mágica ou certa, mas nesse momento as marcas precisam se aproximar cada vez mais de seu público. Os programas de fidelização, as redes sociais e as ações de Marketing estão aí para serem utilizadas. É preciso fazer eventos, criar novas experiências, melhorar os pontos de venda. As marcas precisam deixar claro ‘estou aqui’. E estar mesmo”, pontua afirma Patrícia Menezes, Gerente de Comunicação e Marketing da Kantar.

Cyrela investe em marketing para cumprir meta de vendas

quinta-feira, outubro 25th, 2012

Com a iniciativa, a empresa segue na contramão de outras construtoras que vêm oferecendo descontos nos valores de imóveis para impulsionar as vendas

Vivian Pereira, da REUTERS

São Paulo - A Cyrela Brazil Realty está lançando mão de uma campanha de marketing como ferramenta para ajudar a construtora e incorporadora a cumprir a projeção de vendas traçada para 2012, que foi reduzida na semana passada em decorrência da desaceleração dos lançamentos.

A companhia lançou nesta quinta-feira a segunda fase de uma campanha voltada potenciais compradores na Internet que conta com investimento superior a 1 milhão de reais e tem como objetivo resultar em vendas contratadas de 225 milhões de reais no atual trimestre.

O adiamento de lançamentos fez a empresa revisar a meta de vendas em 2012 para entre 6 bilhões e 7 bilhões de reais na semana passada. A estimativa anterior era de que as vendas contratadas ficassem entre 6,9 bilhões e 8 bilhões de reais neste ano.

Citando um processo de aprovação mais lento para novos lançamentos ao longo deste ano, principalmente em São Paulo, a construtora adiou para 2013 projetos relevantes com lançamento previsto para o atual semestre.

Com a iniciativa, a Cyrela segue na contramão de outras construtoras que vêm oferecendo descontos nos valores de imóveis para impulsionar as vendas, as quais vêm desaquecendo desde o início do ano.

Na primeira fase da campanha, realizada entre março e maio deste ano, a expectativa de vendas foi superada em 130 por cento, somando 170 milhões de reais, segundo a empresa.

Com duração de seis meses, a segunda fase inclui criação de conteúdo para o site da companhia, como entrevistas com especialistas do setor, reportagens e discussões com profissionais da construção civil.

“Informação é fundamental para que o cliente decida sobre a compra ou investimento em imóveis, por isso… aprimoramos o nosso conteúdo, com a finalidade de criarmos um relacionamento de longo prazo e também de nos tornarmos fonte de informação para todo o mercado”, afirmou o gerente de Comunicação da Cyrela São Paulo e responsável pela campanha, Pablo Oliveira.

Marcas transformam clientes em “reis” e redefinem vendas

terça-feira, outubro 9th, 2012

Como marcas e produtos “servis” estão moldando o significado de vender

trendwatching.com

Harrods: loja de departamento londrina lançou app com guia interativo da loja e cardápio dos restaurantes

Consumidores estão cada vez mais exigentes, bem informados, famintos por novidades e ao mesmo tempo saturados de escolhas. Mas existem soluções para manter a prosperidade das marcas e uma delas não é tão difícil assim: tornarem-se servis.

Não estamos falando apenas de um bom atendimento ao cliente. Ser servil significa focar esforços em ajudar e realizar os desejos de seus clientes - sempre e onde quer que eles estejam.

Ainda, um bom atendimento ao consumidor no dia-a-dia ainda é indispensável: uma pesquisa feita pela American Express revelou que 70% dos consumidores americanos estão dispostos a gastar mais com marcas que oferecem um ótimo serviço ao cliente, e nada menos que 60% acreditam que as marcas não estão dando atenção suficiente para a experiência final do consumidor.

Mas o que impulsiona essa tendência? Identificamos três principais mudanças que estão conduzindo o desejo do consumidor por marcas e negócios mais servis:

1 Imediatismo

Já faz algum tempo que falamos sobre o aumento estratosférico de consumidores urbanos. Eles buscam novidades constantemente e o tipo de novas experiências que só as grandes metrópoles podem oferecer.

É por essa razão que eles procuram e até exigem marcas que dêem a flexibilidade e liberdade que precisam para tirar o melhor proveito da vida urbana.

Sempre conectados, esses consumidores também esperam que o melhor do mundo online – informação instantânea e gratificação imediata – possa fazer parte e construir o seu dia-a-dia offline. É por isso que marcas servis simplesmente abaixam a cabeça e fazem aquilo que os seus amos desejam.

2 Compressão do tempo

A abundância e afluência crescentes de ofertas (quase infinitas) nas economias modernas (sim, até naquelas que estão em plena crise econômica), aumentam a eterna sensação de que tempo é dinheiro.

De fato, uma pesquisa feita pela empresa Datamonitor identificou que 44% dos consumidores em 14 países dizem ter dificuldade em gerenciar as obrigações do dia-a-dia e ainda encontrar tempo para relaxar.

Não é à toa que consumidores fazem questão de ferramentas e serviços que os ajudem a maximizar cada momento de suas vidas, por mais insignificante que pareçam. Esse é o mundo de “Novismo”, onde marcas não têm outra escolha a não ser satisfazer as demandas de seus consumidores por gratificações instantâneas e acima de tudo, conveniência.

3 Boca a boca 2.0

Encare a nova realidade: os consumidores nunca mais vão reverenciar as marcas como antes.

• Apenas 47% dos consumidores ao redor do mundo dizem confiar em mídias pagas (como televisão, revistas e anúncios em jornais), uma diminuição de 20% desde 2009.

• 92% dos consumidores globais dizem confiar em mídias “conquistadas” (como boca-a-boca e recomendações de amigos e família) acima de todas as outras formas de propaganda, um aumento de 18% desde 2007.

• 70% dos consumidores globais dizem que a sua segunda maior fonte de confiança na hora de comprar um produto ou serviço são opiniões e avaliações na web, um aumento de 15% em quatro anos. (Fonte: Nielsen, abril 2012)

• Apenas 29% dos consumidores no Brasil, China e Índia dizem valer a pena serem fiéis as suas marcas preferidas. (Fonte: Colloquy and Epsilon’s Cross-Cultural Loyalty Study, 2011)

Com os consumidores cada vez consultando (e confiando) na opinião de outros consumidores, as marcas não podem mais esperar manter o controle ou aperfeiçoar a sua imagem como antes. Mais uma razão para se tornar servil e colocar os desejos do seu cliente acima dos seus.

Ser servil é…

Dê uma olhada nesta batelada de exemplos de marcas e “serviços servis” ao redor do mundo. Por ser um assunto tão atual, não poderíamos deixar de incluir alguns exemplos presentes no último Trend Briefing de setembro.

…deixar os seus clientes testarem antes de comprar

Hyundai Home Shopping
Em maio de 2012, a Hyundai Home Shopping lançou o seu primeiro aplicativo para smartphone, H-Codi. O app é um “gerenciador virtual de estilo” que utiliza realidade aumentada. Por meio desse desse serviço, os clientes podem testar ou “vestir” a maior parte dos produtos da Hyundai Home Shopping.

Por exemplo: a câmera dos smartphones escaneia o rosto ou corpo do usuário e depois mostra imagens de seus produtos (brincos, colares, bolsas) combinando com o look de cada cliente. O serviço também funciona para acessórios de decoração e uma infinidade de outros produtos; são quase 70 mil! As imagens geradas com realidade aumentada podem ser salvas e compartilhadas via Cacao Talk (a versão coreana do WhatsApp) e Facebook.

Rescue Drive da Orca Chevrolet
Para promover o lançamento do modelo Cobalt, a concessionária brasileira Orca Chevrolet lançou no começo de 2012 a campanha Rescue Drive. A ideia era apresentar o modelo e oferecer um test-drive para motoristas que tinham acabado de serem deixados na mão pelos seus veículos. Ou seja, o Cobalt chegava junto com o guincho.

Manicure virtual da Marks & Spencer
A Virtual Manicure da Marks & Spencer é um serviço gratuito também presente em algumas das lojas físicas da marca. O software permite que suas clientes experimentem as cores de esmaltes nas suas próprias unhas. As usuárias fazem o upload de uma foto de suas mãos e com um só click podem experimentar todas as cores disponíveis antes de comprar.

…ajudar clientes a monitorar qualquer coisa

Think Blue da Volkswagen na China
No começo de junho de 2012, a Volkswagen lançou o seu primeiro aplicativo ecologicamente correto na China. O “Blue Mobility” é o primeiro app presente no computador de bordo que permite monitorar e analisar o comportamento e desempenho do motorista em tempo real. Depois de coletar a informação, o app oferece dicas e conselhos sobre como economizar combustível, por exemplo.

Play & Connect da Barbolat
Com lançamento previsto para 2013, Play & Connect da francesa Babolat é uma raquete de tênis que possui sensores integrados que geram informação sobre o jogo em tempo real. O dispositivo detecta velocidade do saque, a força de cada devolução e ainda oferece feedback baseado no seu desempenho durante o jogo.

O cabo da raquete também possui sensores, por isso informações sobre o tipo de jogada e a posição da bola ficam disponíveis no sistema. Isso permite uma análise não só baseada na observação da técnica como também nas estatísticas recolhidas durante o jogo.

China Survival Guide
O China Survival Guide é um aplicativo de iPhone gratuito que monitora as informações publicadas sobre escândalos na área de saúde e alimentação no país. O que o app faz é manter um relatório atualizado dos restaurantes autuados pela vigilância sanitária chinesa, permitindo que os usuários não se metam em enrascadas gastronômicas. O app foi baixado 200 mil vezes na semana de seu lançamento.

…ajudar clientes a encontrar qualquer coisa em tempo real

Westfield: encontre tudo dentro do shopping
Westfield, a maior operadora de shopping centers do mundo, incluiu uma função oferecida pelo Google Commerce no seu aplicativo de smartphone que ajuda a economizar o tempo de seus clientes dentro de seus shoppings. Os usuários podem pesquisar aquilo que estiverem procurando, e o app indica quais lojas vendem tal produto e ainda compara os preços entre elas.

Além disso, o aplicativo facilita o contato do cliente com o vendedor, que pode ligar para a loja diretamente do app para checar a disponibilidade do produto.

Carrinho de compras inteligente da SK Telecom
Em outubro de 2011, a SK Telecom criou um piloto para testar o Smart Cart em algumas lojas em Seul. O carrinho inteligente oferece informações super precisas sobre produtos e descontos da loja e inclusive permite sincronizar lista de compras criadas no seu app de smartphone com o carrinho na hora da compra.

O Smart Cart possui tecnologia NFC, que possibilita o update em tempo real de informações como a disponibilidade de produtos e pontuação de planos de fidelização. A SK Telecom tem planos de lançar o produto oficialmente na Coreia do Sul e China no final de 2013.

…ajudar clientes a entenderem o mundo em tempo-real

App de tradução no Aeroporto de Schiphol
Em janeiro de 2012, o Aeroporto de Schiphol em Amsterdã lançou uma versão chinesa do seu aplicativo. Com conteúdo inteiramente em mandarim, o app oferece informações sobre voos, transporte público, ofertas de produtos e mapas das salas de embarque. O aplicativo também permite a tradução de placas através de um sistema de reconhecimento de imagem que utiliza as câmeras dos smartphones.

App de tradução da Harrods
A loja de departamento londrina Harrods também lançou um app para smartphones gratuito em mandarim que oferece funções como um guia interativo da loja, o cardápio dos restaurantes e informações sobre os eventos da loja.

…estar presente quando os clientes mais precisam, mesmo quando eles não sabem que precisam

IKEA
Para vários habitantes do Quebec, no Canadá, muitos contratos de aluguel vencem no dia 1º de julho. Isso faz com que o dia seja bem concorrido para mudanças e até caixas para transporte são difíceis de encontrar.

No ano passado a IKEA ofereceu 2 mil caixas de papelão espalhadas por Montreal para quem precisasse. A caixa tinha mensagens fofas encorajando as pessoas a levar as caixas para casa. E claro, alguns descontos em móveis também.

…estar presente mesmo onde o governo não está

OUTsurance
A OUTsurance é uma seguradora sul-africana que coloca controladores de trânsito nas ruas de Joanesburgo, Cidade do Cabo e Tshwane - para facilitar o fluxo de veículos em cruzamentos perigosos ou congestionados.

Os tapa-buracos da Dial Direct
Mais um da África do Sul, a empresa de seguros Dial Direct lançou o Pothole Brigade, uma iniciativa de manutenção rodoviária que consertou mais de 50.000 buracos (por um milhão de Rands por mês) na cidade de Joanesburgo e seus arredores conforme os motoristas os indicavam. Infelizmente, pouco tempo depois, a burocracia acabou com a iniciativa, mas muitas outras cidades ainda podem se beneficiar de um projeto parecido.

Safaricom - disque médico
No último trimestre de 2011, o provedor de telefonia queniano Safaricom fez uma parceria com o especialista em saúde mobile “Call-a-Doc” para lançar o Daktari - 1525. Assinantes do serviço podem receber conselhos médicos de profissionais qualificados por apenas 2 centavos o minuto através do número “1525″.

O serviço não oferece diagnóstico ou receitas médicas, mas um nível alto de acompanhamento e, sempre que necessário, indicação de médicos especialistas. Todas as chamadas são confidenciais.

…ajudar clientes a economizar

22seven
Lançada em janeiro de 2012, a sul-africana 22seven é uma plataforma de serviços financeiros que analisa os extratos financeiros do usuário para determinar onde é possível economizar.

Os consumidores podem ver onde costumam gastar dinheiro e onde podem estar gastando demasiado. Então, recebem estratégias e planos para ajudar a reduzir as despesas.

Billshrink / Orange
BillShrink é um serviço norte-americano que analisa as contas de telefone de clientes e faz recomendações personalizadas sobre o plano mais adequado para o seu padrão de consumo.

A operadora inglesa Orange oferece serviço semelhante aos seus clientes pós-pago: monitoramento do melhor plano disponível dentro da própria operadora a cada seis meses.

Programa de upgrade da Samsung
Samsung Upgrade é uma iniciativa que encoraja usuários norte-americanos a trocarem os seus smartphones por um Galaxy novinho em folha.

Após comprar o modelo S2, S3 ou Note, usuários devem postar detalhes e fotos sobre o seu celular antigo na página da Samsung no Facebook, e em seguida recebem cotações. Caso concorde, é só mandar o aparelho em troca de um cheque de até USD 300.

BankAmeriDeals
O programa BankAmeriDeals do Bank of America oferece aos seus clientes promoções baseadas nas lojas que mais frequentam. Quando usuários checam o seu extrato ou informações da sua conta online ou via aplicativo, automaticamente aparece uma lista de lojas (já conhecidas pelo cliente) com promoções especiais.

…ajudar os seus clientes a começar o dia com o pé-direito

Winter Wake-Up
O Winter Wake-Up é um aplicativo que funciona como um despertador padrão, mas (conectado com as previsões do tempo online) acorda os usuários antes do horário usual em caso de neve ou gelo durante a noite. Os usuários podem escolher não serem acordados caso essas condições extremas façam o deslocamento se tornar impossível.

Uniqlo Wake Up
No mesmo caminho, o Uniqlo Wake Up é um aplicativo gratuito que acorda os usuários com músicas criadas automaticamente com base no clima, com uma voz melódica para anunciar as horas, condições climáticas e dia da semana.

…ajudar os clientes a tirar o melhor proveito de tudo

autoLYZER
O classificado de carros canadense autoTRADER criou um app de Facebook chamado autoLYZER que utiliza os dados dos perfis de usuários (inclusive fotos recentes, atividades, comentários e interesses) para gerar uma lista de três veículos que combinariam com o estilo de vida e personalidade daquele cliente.

DuniaFitnes
O portal de saúde e fitness DuniaFitnes lançou um aplicativo que oferece tutoriais e dietas personalizadas, assim como informações úteis para manter uma boa saúde, como tabelas nutricionais e vídeos de treinamento. O app é gratuito e conecta o usuário a uma loja online onde podem ser comprados itens para exercício e produtos para o bem-estar.

EA7 da Emporio Armani
Emporio Armani criou um aplicativo para a sua marca esportiva EA7, que dá dicas de fitness e lifestyle para os seus clientes. O app é gratuito e oferece experiências interativas e conteúdo conectados com a coleção atual da marca.

…oferecer recomendações realmente úteis

Ticketmaster
A Ticketmaster americana lançou um app de Facebook em janeiro de 2012 que permite que usuários pesquisem por eventos, vejam em quais shows os seus amigos irão, leiam opiniões de outros usuários, façam uma lista dos shows que gostariam de ir e, é claro, comprem os ingressos; tudo em um só lugar.

A ferramenta “Eventos recomendados” integra o perfil do Spotify de cada usuário com o site e analisa instantaneamente quais os seus artistas preferidos para avisá-lo sobre futuros shows.

Hellmann’s & St. Marche
Em maio de 2012, a Hellmann’s passou a oferecer receitas feitas sob medida, baseadas nos itens que cada cliente acabava de comprar na rede de mercados St. Marche, no Brasil. A cada vez que a caixa registradora escaneava um pote de maionese Hellman’s, o sistema automaticamente identificava os demais produtos daquela compra e gerava uma receita que era impressa na nota fiscal.

…facilitar sempre e quando possível

Key Free da Ford
Para promover a tecnologia KeyFree da Ford (que permite que motoristas tranquem e destranquem os carros com chaveiros NFC), a montadora desenvolveu um aplicativo que loga os seus usuários nas suas contas online dispensando o uso de senha. Os consumidores fazem o login no app gratuito e a cada vez que se aproximarem a um computador sincronizado via Bluetooth, os seus dispositivos serão logados automaticamente nas contas pré-liberadas.

Vodafone e Richard Nicoll
A Vodafone inglesa e a estilista Richard Nicoll criaram uma bolsa que carrega a bateria de um telefone celular por meio de seu movimento. Uma vez carregada na tomada via um cabo que se acopla no exterior. A bolsa garante a bateria por até dois dias.

Toyota e Nintendo
A Toyota lançou no Japão uma solução para que motoristas e passageiros controlem o GPS do carro usando o Nintendo DS via Bluetooth. Por USD 92 pode-se comprar o cartucho de “Kuruma de DS” que permite a sincronização de rotas pré-gravadas e navegação.

Virgin America e Rock the Vote
Virgin America e Rock the Vote, entidade sem fins lucrativos, lançaram um serviço nos EUA que permite que passageiros possam se registrar para votar nas eleições presidenciais de 2012 a partir do seu sistema de entretenimento de bordo.

Teste de DNA
Health Street, um laboratório médico nova-iorquino, oferece testes de paternidade dentro da van que percorre a cidade toda com a campanha Who’s Your Daddy?. Por apenas USD 299 qualquer transeunte pode ter o seu DNA testado e os resultados entregues em alguns dias na sua casa.

Smart Drop
O site da Evian Chez Vous permite que os parisienses peçam garrafas de água para entrega direta em sua casa ou trabalho. Os usuários podem solicitar os produtos da Danone, incluindo as águas Badoit ou Volvic. Em 2013, o serviço será acompanhado pelo Smart Drop, um ímã de geladeira com wi-fi que permite a encomenda automática de água apertando um botão.

Red Tomato Pizza
Com o ímã de geladeira VIP da Red Tomato Pizza, de Dubai, os clientes podem pedir sua pizza favorita com apenas um toque. Os membros do programa de fidelidade receberam ímãs gratuitamente, e usam a funcionalidade de Bluetooth dos smartphones para se conectar à internet. Uma vez que os clientes pressionam o botão do ímã, a pizza é entregue no endereço do consumidor.

Mobile Order da Turkcell
Turkcell, operadora de telefonia da Turquia, anunciou os seus planos de lançar uma solução de ecommerce que funcione dentro de casa. Os clientes que tiverem o Turkcell MaxiPlus5 com tecnologia NFC podem aproximá-los de um ímã de geladeira (que vem junto com o telefone) para ativar o serviço de “Mobile Order”, um aplicativo de compras online.

Burger King, Migros e o fornecedor de gás Avgaz são algumas das marcas parceiras. Clientes que já tenham contrato com a operadora podem fazer upgrade nos seus telefones por TRY 5 (aproximadamente USD 2,75) por mês.

Ushuaïa Ibiza Beach Hotel
O Ushuaïa Ibiza Beach Hotel se uniu ao provedor de pagamentos biométricos de Barcelona, PayTouch, para que seus hóspedes (que se cadastrarem na chegada) possam fazer pagamentos com suas impressões digitais. Todas as instalações do hotel são equipadas com dispositivos de leitura para que os visitantes não precisem andar pelo local com as carteiras ou cartões.

Loja de conveniência GS25
My Refrigerator, é um serviço oferecido pela GS25 (uma rede de lojas de conveniência da Coreia do Sul) que ajuda os seus clientes que adoram promoções “2 por 1” mas nem sempre podem carregar ou guardar os itens a mais. Com o serviço “My Refrigerator”, clientes podem guardar estes itens na sua geladeira virtual ao invés de levá-los para casa e buscá-los durante o seu prazo de validade. Os produtos podem ser enviados para familiares ou amigos.

Supermercado Virtual do Tesco
A rede de supermercados inglesa Tesco realizou o seu debut no mundo dos mercados virtuais no Aeroporto de Gatwick, em Londres. Passageiros de saída para um feriado prolongado podiam comprar produtos através dos displays digitais e os seus smartphones. As compras eram entregues na volta do feriado.

Por onde começar
Antes de qualquer coisa, vamos lembrar que nem todas as marcas precisam ser 100% servis: algumas marcas de luxo ou as “Apples” da vida conseguem viver como marcas dominantes.

Mas… se você não é a Gucci ou a Apple, por onde começar? Primeiro, lembre-se sempre que marcas servis sempre se colocam em segundo lugar. Para muitas pessoas e negócios, isso significa uma mudança radical de comportamento.

Entenda que aqueles bons tempos quando marcas eram idolatradas acabaram. Já não se trata de convencer seus clientes de que você é importante, e de que se eles estiverem dispostos a pagar, podem ter uma fatia do seu bolo.

Pelo contrário, a mensagem certa é: “Para qualquer coisa que você precisar ou desejar… estamos aqui para ajudar” (ou melhor “Nós sabemos o que você quer e já fizemos para você”).

Se levarmos o conceito ao extremo, existem enormes oportunidades para marcas realmente servis que conseguem ir além de sua oferta atual e prover soluções completas para o estilo de vida dos seus consumidores.

Para os marqueteiros, a tendência das “marcas servis” é uma forma de marketing, mas que vai além do marketing tradicional. No entanto, se os seus consumidores não estão reagindo aos seus estímulos, se eles não estão adotando, instalando ou compartilhando seus esforços com outras pessoas (em qualquer formato: produtos, serviços, aplicativos, conteúdo, etc) então você terá de voltar e reformatar seu planejamento. Agora.

Acesse o trend briefing de outubro no Trendwatching.com.

Cerca de 2 mi de QR Codes são escaneados por mês no Brasil

sexta-feira, setembro 28th, 2012

A estimativa foi feita pela empresa especializada em soluções de códigos de barras para celulares ScanLife/ScanBuy Brasil

Teletime

Pesquisa estima que 8% dos brasileiros com smartphones utilizem a tecnologia

São Paulo - Os QR Codes, códigos de barras bidimensionais lidos por telefones celulares, estão sendo cada vez mais utilizados por publicitários e departamentos de marketing das empresas que desejam oferecer uma experiência maior ao usuário e medir o retorno que determinada ação produz sobre o consumidor.

Nos Estados Unidos, 20% das pessoas que possuem smartphone leram os QR Codes em abril, contra 14% em maio de 2011, segundo estudo divulgado pela comScore. Apesar de não ter sido feito um estudo no Brasil, o diretor da empresa especializada em soluções de códigos de barras para celulares ScanLife/ScanBuy Brasil, Nuno Gonçalves, acredita que esse número chegue a 8%.

“Estimamos que são escaneados 2 milhões de QR Codes por mês no País”, declarou durante seu workshop no Forum Mobile+ desta quarta-feira, 26, evento promovido pela Converge Comunicações, em São Paulo.

O executivo acredita que, apesar das pessoas estarem habilitadas com smartphones compatíveis para a leitura desses códigos no Brasil, ainda não há esse hábito recorrente como no resto do mundo.

“Acredito que as marcas ainda têm dificuldade em fazer as campanhas, não têm conteúdo digital etc, mas também é uma questão cultural”, explica Gonçalves, complementando que ainda assim a empresa está investindo na tecnologia em parceria com operadoras de celulares e com a mídia impressa.

Marcas estão longe da classe C, diz estudo

quinta-feira, setembro 6th, 2012

Letícia Casado | De São Paulo
Valor Econômico - 06/09/2012

As empresas precisam investir no marketing para o consumidor da classe C, com campanhas específicas para esse público. Esta é a avaliação feita por Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto Data Popular, a partir de pesquisa realizada com 22 mil pessoas em 153 cidades de todos os Estados do país durante os meses de julho e agosto.

O objetivo do levantamento foi descobrir qual marca, entre 17 categorias de produtos, “conquistou o coração” do consumidor da classe C. O resultado: 46% dos entrevistados responderam “nenhuma”.

As empresas usam a verba de marketing “para filmes de 30 segundos”, diz Meirelles, referindo-se aos comerciais na TV. O investimento acaba sendo mal-direcionado, se dispersa e deixa de fora a classe C, avalia ele, pois é elaborado para um público de alto poder aquisitivo.

Em sua opinião, ações de merchandising são mais eficientes, pois permitem apresentar as características do produto para o telespectador. Meirelles dá como exemplo as inserções em novelas ou em programas como o do apresentador Luciano Huck. “Mas isso [merchandising] custa dinheiro e não dá Leão [prêmio] em Cannes”, diz ele, sobre o mais importante festival que premia a publicidade.

Entre as marcas mais citadas, a Nestlé ficou em primeiro lugar com 4,1% das respostas, seguida por Samsung (3,9%). Em automóveis, a Fiat liderou (21,2%); em cervejas, foi a Skol (27,1%). Em higiene, a mais citada foi Dove, “e vale lembrar que foi a primeira a falar de vários padrões de beleza. O da mulher da classe C é muito diferente [do padrão] da classe A”, diz Meirelles.

Mais de 5 mil marcas foram citadas nas entrevistas feitas pelo Data Popular. O estudo, aponta o consultor, contribui para mostrar às empresas caminhos para se comunicar com o consumidor. E um deles é saber que a classe C dá mais importância às marcas hoje do que há dez anos.

Ele ressalta que a nova classe média confia mais em produtos de marcas líderes, porque os associa à qualidade. “Quem compra marca própria de supermercado no Brasil é classe A e B. E isso acontece porque não é ela que lava a louça, é a empregada”, diz.

A classe C representa 53,9% da população brasileira, o equivalente a 104 milhões de pessoas, informa o instituto, e movimenta R$ 1 trilhão ao ano.

Gafisa lança nova campanha institucional

sexta-feira, agosto 31st, 2012

Revista Fator - agosto 2012

Os diferenciais dos empreendimentos da marca são enfatizados nas peças produzidas pela Giovanni+Draftfcb. Vídeos estreiaram no domingo, (19/08), na TV e na internet.

São Paulo– A Gafisa, uma das maiores construtoras e incorporadoras do País, apresenta a sua nova campanha publicitária. As peças reforçam a segurança de adquirir um imóvel de uma das mais sólidas empresas do setor, sem deixar de lado os detalhes e cuidados presentes em todos os empreendimentos da marca, nesses 58 anos de história.

“A campanha reforça o preparo da Gafisa em atender a todas as expectativas dos nossos clientes. Ao mesmo tempo em que nos tornamos uma das empresas que mais entrega novos empreendimentos no país, não deixamos de lado o cuidado e os detalhes que fazem a diferença nos nossos projetos”, explica Erika Fugiwara, gerente Nacional de Marketing da Gafisa.

A campanha possui duas versões de filmes, de 30 e 45 segundos, a serem veiculados em TV aberta e por assinatura, além de anúncios impressos e peças de mídia online. A estreia será neste domingo (19), no intervalo do Fantástico.

A Gafisa é uma das maiores incorporadoras e construtoras do país. Ao longo dos seus 58 anos de mercado, a marca se tornou reconhecida pela credibilidade, solidez e inovação em cada projeto desenvolvido. Valores expressos pela assinatura “Grandes ideias para viver bem” e que estão presentes nos mais de 1000 empreendimentos entregues com sua marca, 12 milhões de metros quadrados construídos mais de 40 cidades de 19 estados brasileiros.

Conar investiga blogueiras por “mensalão” da moda

quarta-feira, agosto 29th, 2012

Blogueiras são investigadas por fazerem publicidade velada de produtos da varejista de cosméticos Sephora

Loja de maquiagem Sephora chega ao shopping JK: trata-se da primeira vez em que o Conar investiga irregularidades na veiculação de publicidade em blogs

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) abriu, na última semana, três processos contra blogueiras de moda para investigar a suspeita de propaganda velada em seus posts. Segundo o órgão, a investigação tem como alvo a varejista de cosméticos francesa, Sephora, e as blogueiras Thássia Naves, Lala Rudge e Mariah Bernardes. Trata-se da primeira vez em que o Conar investiga irregularidades na veiculação de publicidade em blogs.

A semelhança de texto entre os três posts foi o que chamou a atenção do Conar. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, “blogs não podem tentar disfarçar ou fazer com que o consumidor não perceba que se trata de propaganda comercial”. Ainda de acordo com o Conar, toda publicidade deve ser claramente identificada e percebida como tal pelo consumidor.

O Conar é a agência de autorregulamentação do mercado publicitário e costuma ter suas decisões respeitadas por anunciantes e veículos de comunicação. O processo é inédito por chegar a blogs que, em tese, produzem conteúdo opinativo.

Procurada pela reportagem do site de VEJA, a Sephora afirmou que ainda não iria se manifestar sobre o assunto. Segundo o Conar, a empresa e as três blogueiras já foram notificadas e terão cerca de 40 dias para apresentar sua defesa.

Uma nova agência que será o principal parceiro dos anunciantes

quarta-feira, agosto 1st, 2012

BLOG da Exame - A Arte da Guerrilha
Gustavo Fortes

Nos últimos 50 anos os papéis das diferentes agências de comunicação são muito claros. A agência de propaganda é a chefe responsável por desenvolver o conceito master da campanha e pelo nobre papel de comprar toda a mídia. A agência de promoções é quem tem o papel não tão nobre, financeiramente falando, de colocar o conceito na rua. A agência digital é quem tem o papel ainda menos nobre de transformar o conceito em site e, eventualmente, num advergame bacaninha. A agência de RP resolve as eventuais crises. O que não é nada nobre, financeiramente falando.

Só que da mesma forma que colocou de pernas para o ar a industria fonográfica e de conteúdo em geral, a tecnologia vem mudando rapidamente a forma como as empresas se relacionam com seus consumidores e, consequentemente, o negócio das agências de comunicação.

Sentar numa mesa de briefing hoje está bem mais complicado e delicado. O conceito master que funciona na mídia de massa, entendido por 100% da população, já não necessariamente funcionará bem na mídia social, onde precisa ser de alguma forma disruptivo para ser viralizado. Então quem fica responsável pelo conceito master? Também não está claro se o relacionamento com formadores de opinião será feito pela agência de RP ou pela agência digital, já que na internet todo mundo é um formador de opinião.

Ou seja, os rótulos que funcionavam na cabeça do anunciante já não estão funcionando tão bem e as sobreposições são cada vez maiores.

O consenso geral é que agências especializadas não vão desaparecer, mas que um novo formato de agência vai subir em importância estratégica junto aos clientes. O que começamos a ouvir e é minha aposta para esta nova agência, ainda não rotulada, envolve as seguintes 4 competências:

•Domínio do ambiente digital: simplesmente porque será cada vez mais insustentável a mídia de massa. Novos produtos e serviços surgem numa velocidade maior do que conseguimos consumi-los. Ter um punhado de veículos que promova o encontro entre a oferta destes novos produtos e a sua demanda num ambiente analógico fica impossível do ponto de vista da relevância e, em breve, será mais caro do que tentar atingir o mesmo público de forma fragmentada. A agência precisa estar preparada para trabalhar numa realidade que performance é a palavra chave e precisará contratar muitos engenheiros para construir uma mensagem que utilize todas as possibilidades desta comunicação em rede.

•DNA Social: se você não notou, a mídia socializou. Hoje qualquer pessoa produz conteúdo em texto, áudio ou vídeo e, mais importante, consegue distribuir este conteúdo para uma grande audiência. A agência precisa ter na veia a habilidade de introduzir as marcas nesta conversa global que os mercados se transformaram. Sem medo de ouvir críticas ou de não agradar a todos.

•Técnicas de RP: neste mundo da mídia socializada, onde cada pessoa é ao mesmo tempo consumidora e veículo de comunicação, é preciso saber a diferença básica entre o que é notícia e o que não é notícia. Pensando como RP, Steve Jobs fez um telefone celular que é notícia, saindo espontaneamente na capa de todas revistas do mundo e a cada upgrade do sistema operacional vira trend topic no Twitter. As agências precisam pensar campanhas como notícia.

•Talento editorial: as empresas descobriram o que o mundo do entretenimento já sabe há muito tempo: é muito bom ter fãs, pois eles falam apaixonadamente dos seus ídolos e compram tudo que podem sobre eles. Se antes apenas artistas e atletas tinham fãs, hoje a tecnologia que permite qualquer um atingir grandes audiências, faz com que qualquer marca possa (e deva) ter fãs. E para alimentar DIARIAMENTE estes milhões de fãs que algumas marcas já possuem em seus canais proprietários nas plataformas sociais, é preciso que a agência saiba desenvolver um editorial próprio para cada posicionamento de marca que também consiga entreter sua base de fãs-consumidores.

Internet e rádio são campeões de crescimento publicitário

quinta-feira, julho 26th, 2012

Mercado da propaganda cresceu 10% em relação ao primeiro semestre do ano passado

Cris Simon, de Exame.com

TV: meio abocanhou 55% da verba destinada a publicidade no Brasil no primeiro semestre de 2012

São Paulo - A TV foi responsável por 55% do total investido em publicidade de janeiro a junho deste ano, de acordo com o serviço Monitor Evolution, do Ibope.

Dos R$ 43,8 bilhões destinados a propaganda no Brasil, R$ 24 bilhões foram gastos em campanhas televisivas. No mesmo período do ano passado, a fatia era de 53%.

Os jornais, em 2º lugar, foram o destino de 18% do investimento em marketing no período, o equivalente a pouco mais de 8 bilhões de reais. Em 3º vem a TV por assinatura, com 8%, seguida por revista, com 7%. A internet vem em 5º, mantendo a fatia de 6% já conquistada no primeiro semestre do ano passado.

Embora a maior participação seja da TV, foram o rádio e a internet os meios que registraram os maiores crescimentos percentuais, de 25% e 18%, respectivamente