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Vendas de material de construção crescem 1,9%

sexta-feira, dezembro 21st, 2012

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), a previsão de crescimento de 2% para 2012 deverá ser atingida

Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil

Homem trabalha na construção de um muro: segundo Cover, o ano de 2012 não foi bom para a indústria de materiais de construção

São Paulo – Entre janeiro e novembro deste ano, as vendas de material de construção no Brasil apresentaram crescimento de 1,9% em comparação a igual período do ano passado. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), a previsão de crescimento de 2% para 2012 deverá ser atingida.

Em comparação a igual mês de 2011, as vendas internas de material de construção em novembro apresentaram crescimento de 2,4%. Já em comparação a outubro, houve queda de 5%.

“O crescimento visto em novembro mantém a tendência de resultado positivo que foi retomado no mês passado. Isso após a queda observada em setembro, que sucedeu quatro meses consecutivos de resultados positivos”, disse Walter Cover, presidente da entidade, por meio de nota.

Segundo Cover, o ano de 2012 não foi bom para a indústria de materiais de construção, mas a expectativa dele é que 2013 apresente um cenário melhor, por causa dos investimentos em obras de infraestrutura e da intensificação de obras para a Copa do Mundo, entre outros.

Previsão de vendas de materiais de construção volta a ser reduzida

terça-feira, novembro 27th, 2012

Estimativa de alta do faturamento do setor de construção foi cortada de 3,4% para 2%, segundo a Abramat
Circe Bonatelli, da Agência Estado

SÃO PAULO - Após registrar vendas abaixo do esperado ao longo do ano a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) reduziu de 3,4% para 2% a estimativa de alta do faturamento em 2012. A revisão foi a segunda do ano. A projeção inicial era de alta de 4,5% no faturamento.

De acordo com nota divulgada nesta terça-feira pela Abramat, as vendas do setor em outubro mostraram recuperação, com crescimento de 7,3% em relação a setembro e expansão de 6% sobre igual mês de 2011. As vendas acumuladas, no entanto, entre janeiro e outubro apresentaram alta de apenas 1,8% em relação ao verificado no mesmo período de 2011.

Na avaliação do presidente da Abramat, Walter Cover, o faturamento mais baixo reflete o desaquecimento do mercado imobiliário, responsável pelo consumo de 25% do que é produzido pela indústria de materiais. “O que pegou foi o mercado imobiliário, que vinha bem devido às vendas (de imóveis residenciais) realizadas em 2010 e 2011, mas começou a ressentir as vendas baixas de 2012 e a queda no volume de lançamentos”, afirmou Cover.

Outro ponto que afetou as vendas, segundo a Abramt, foi o baixo ritmo das obras do setor de infraestrutura, com participação de 20% no consumo da produção da indústria. Ao longo do ano, o ritmo de execução dessas obras, compostas principalmente por projetos públicos, foi mais lento do que o esperado, segundo Cover.

Já o consumo de materiais no varejo, com peso de 55% na demanda, mostrou forte crescimento, mesmo apesar das dificuldades para obtenção de crédito pelas famílias, avaliou. “O consumo das famílias cresceu, mas não tanto quanto poderia”, disse.

De acordo com a pesquisa da Abramat, as vendas de materiais de base - como cimento, vidro e tubulações, usados principalmente no setor de infraestrutura e na fase inicial de obras imobiliárias - subiram 0,4% no acumulado do ano. Já os materiais de acabamento - como azulejos, pastilhas e tintas, usados na fase final das obras e muito consumidos no varejo, tiveram alta de 4,4%.

Estimativas

Para os meses de novembro e dezembro, a Abramat acredita que as vendas serão melhores do que as do acumulado de janeiro e outubro. Segundo a associação, essa melhora é esperada em função da ampliação e prorrogação do IPI reduzido dos materiais, expectativas de melhorias nas linhas de crédito no varejo, e aceleração das obras do programa Minha Casa Minha Vida.

Já em 2013, a expectativa é de que o faturamento do ano fique entre 4% e 5%. Cover pondera que essas estimativas são prévias, e se baseiam na perspectiva de manutenção do consumo do varejo aquecido, além de uma retomada das obras de infraestrutura. “O governo tem um novo plano de investimentos em logística, e as obras da Copa estão perto de serem entregues”, lembrou.