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Construção civil cresce menos e otimismo dos empresários diminui

sexta-feira, maio 25th, 2012

Thiago Resende | De São Paulo
Valor Econômico - 25/05/2012

O indicador de atividade da construção civil cresceu em ritmo mais fraco e registrou 50,6 pontos em abril, número ainda positivo, mas abaixo do crescimento registrado em março, quando apontou 51,6 pontos. A informação é da Sondagem da Indústria da Construção, feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O indicador varia de zero a cem pontos, sendo que valores acima de 50 pontos representam aumento de atividade. Embora o número indique expansão, para a CNI, houve desaceleração no crescimento em abril sobre março.

O indicador de nível de atividade em relação ao usual, que mede a produção na comparação com o normal para o mês, ficou em 49,9 pontos, levemente abaixo da linha divisória dos 50 pontos. Em março, esse índice foi de 48,5 pontos.

O setor operou, em média, com 72% da capacidade de operação, um avanço de 2 pontos percentuais na comparação com março, quando a Utilização da Capacidade de Operação (UCO) foi de 70%. Segundo a CNI, esse crescimento foi registrado, tanto nas pequenas como nas grandes empresas da construção civil.

O indicador do número de empregados no setor ficou em 51 pontos em abril, abaixo de março, quando foi de 51,7 pontos.

O otimismo dos empresários da construção civil em relação ao aumento da atividade caiu de 60,3 pontos para 58,7 pontos entre abril e maio. O indicador também é medido em uma escala de zero a cem pontos, como o de atividade, e valores acima de 50 representam expectativa positiva no setor para os próximos seis meses.

Segundo a CNI, esse foi o terceiro mês consecutivo em que houve queda na expectativa de crescimento da produção no setor de construção civil. A última vez que o índice de otimismo aumentou foi em fevereiro, quando alcançou 62,2 pontos, ante 58,6 pontos em janeiro.

A Sondagem da Indústria de Construção Civil também mostrou que houve retração na expectativa de compra de insumos e matéria-prima para os próximos seis meses. Esse indicador caiu de 58,8 pontos em abril para 58,6 pontos em maio.

A maior queda foi registrada entre as grandes empresas do setor. O índice de expectativa de compra de insumos das companhias desse porte caiu de 59,8 pontos para 58,9 pontos no mesmo período.

Construtoras perderam R$ 3,2 bilhões

quarta-feira, maio 16th, 2012

Agência o globo:João Sorima Neto
O Globo - 16/05/2012

Setor vive “inferno astral” com custos, atrasos e perda de valor de mercado

Aumento de custos, atraso na entrega de unidades, perda de valor de mercado. Esse é o retrato do setor de construção civil, que enfrenta um “inferno astral” na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Das 22 empresas de construção de capital aberto, dez viram seu valor de mercado cair no primeiro trimestre. Juntas, essas dez companhias encolheram, este ano, mais de R$ 3,2 bilhões, segundo levantamento feito pela consultoria Economática, a pedido do GLOBO.

Só a PDG Realty, maior incorporadora do país, e que está entre as cinco ações com maior peso no índice da Bovespa (Ibovespa), ao lado de Vale, Petrobras, OGX Petróleo e Itaú Unibanco, já se desvalorizou R$ 2,4 bilhões este ano. O valor das ações da PDG, que era de R$ 6,6 bilhões em 31 de dezembro de 2011, fechou ontem a R$ 4,1 bilhões. A empresa informou que seu lucro líquido no primeiro trimestre ficou em R$ 32,5 milhões, ante uma previsão média do mercado de R$ 140 milhões, 86% menor que o resultado do mesmo período do ano passado. As ações da empresa fecharam o dia com queda de 9,58%, a R$ 3,68.

Na segunda-feira, o mercado se surpreendera com o balanço trimestral da Brookfield Incorporações. A companhia teve lucro líquido de R$ 4 milhões, 94% abaixo dos R$ 65,8 milhões do mesmo período de 2011. Os papéis da Brookfield chegaram a cair 10%, fechando ontem com perda de 6,22%, a R$ 3,93.

As ações da MRV, que tinham valorização de mais de 9% este ano, caíram ontem 14,77%, para R$ 10,53, após a empresa anunciar um resultado do primeiro trimestre de 2012 abaixo do previsto. A empresa teve um lucro líquido 23,9% menor do que no mesmo período do ano passado, totalizando R$ 116 milhões.

Por que a Cyrela sobe e a MRV despenca após os números do início de 2012

quarta-feira, maio 16th, 2012

As empresas de construção civil são mais uma vez destaque de queda no pregão

Lilian Sobral, de Exame.com

São Paulo – Em outro dia de pregão tenso, a ponta de queda do Ibovespa volta a ter empresas imobiliárias e de construção civil como destaque. O índice IMOB, que acompanha as principais companhias do setor, cai 1,13% e tem a maior queda do dia. As ações têm sofrido com uma temporada com balanços que têm decepcionado os investidores e analistas.

A Rossi Residencial (RSID3), que divulgou queda de 43,8% no lucro hoje, perde quase 4%. PDG, Brookfield, Tecnisa e Gafisa também caem. Mas o destaque principal fica para a MRV. Os papéis despencam e ocupam o incômodo lugar de pior desempenho da bolsa. Na mínima do dia, a desvalorização chegou a ficar acima de 14,6%.

MRV

Em relatório, o analista Flávio Ramalho Conde, do Banif, destacou que o resultado da MRV (MRVE) foi afetado por pontos como custos adicionais referentes a mais contrapartidas dadas para prefeituras e gastos com empreendimentos em fase mais avançada de construção. O lucro líquido recuou 23,9%, para 116 milhões de reais.

“O primeiro trimestre de 2012 foi um período de muitos desafios e resultados financeiros inferiores ao padrão e expectativas de nossa companhia”, admitiu a própria empresa nos comentários sobre o balanço. Os números também sofreram com a estratégia de manter seu cronograma e revisão nas premissas para o orçamento.

Além disso, as provisões para manutenção de imóveis subiram 12% em relação ao trimestre encerrado em dezembro, para 163 milhões de reais. “Acreditamos que os resultados operacionais (lançamentos e vendas contratadas) já irão crescer bem no segundo trimestre, em virtude do Feirão da Caixa, sendo que o econômico-financeiro deve melhorar somente a partir do terceiro trimestre”, afirmou o analista.

Apesar da perspectiva de melhora, como os resultados atuais vieram muito abaixo do previsto, ele reforçou a recomendação neutra para os papéis, mas com chances de forte alta. O preço-alvo é de 18,10 reais, o que sugere um potencial de valorização de 63% sobre o fechamento de segunda-feira.

Cyrela respira

Entre tantas quedas, uma das empresas ‘sobreviventes’ do setor no pregão de hoje é a Cyrela (CYRE3), que já chegou a subir 4,53% na máxima do dia.

Embora não tenha surpreendido analistas, os números do primeiro trimestre da companhia agradaram o mercado. A empresa informou na noite de segunda-feira um lucro líquido de 118 milhões de reais, quase 60% maior que o mesmo valor do ano anterior.

Atrás apenas da Marfrig, a empresa se destacava entre as principais altas do Ibovespa nesta terça-feira.

Um dos destaques positivos do balanço, segundo analistas do HSBC, foi o consumo de caixa da companhia, que diminuiu 96% no trimestre e ficou abaixo das expectativas, contrário do que aconteceu com outras empresas do setor.

Em relatório enviado para clientes, os analistas Felipe Rodrigues e Leonardo Martins mantém a classificação neutra para os papéis, com preço-alvo estimado em 20 reais.

Crise na Europa abate mercado global de casas de luxo

segunda-feira, maio 14th, 2012

A situação da economia global e medidas de esfriamento de preços na Ásia estão dissuadindo os compradores, mostrou uma pesquisa da Knight Frank

Brenda Goh, da REUTERS

O preço médio de casas de luxo em 23 cidades importantes do mundo caiu pela primeira vez desde 2009, em 0,4% no primeiro trimestre de 2012

Londres - A demanda pelas casas mais caras do mundo provavelmente deve arrefecer após dois anos de forte crescimento, à medida que as preocupações com a crise da dívida da Europa, a situação da economia global e medidas de esfriamento de preços na Ásia estão dissuadindo os compradores, mostrou uma pesquisa.

Os dados da consultoria de propriedades Knight Frank mostrou que o preço médio de casas de luxo em 23 cidades importantes do mundo caiu pela primeira vez desde 2009, em 0,4 por cento no primeiro trimestre de 2012, refletindo a desaceleração da demanda.

Isto também representa um forte declínio frente ao mesmo período de 2011, durante o qual os preços das casas de luxo globais subiram 6,6 por cento, disse a Knight Frank.

““Há um elemento de nervosismo entre os investidores quanto ao local para onde a economia está indo. Nos últimos dois a três anos você viu uma retomada um tanto grande na remarcação de preços, e a desaceleração realmente se resume à crise da zona do euro e a uma recuperação mais lenta da economia global do que foi antecipado”, afirmou o chefe de Pesquisa Residencial da Knight Frank, Liam Bailey, à Reuters.

A crise de dívida da Europa encontrou um novo obstáculo na semana passada depois que o público grego rejeitou o pacote de resgate nas urnas, enquanto os economistas estão prevendo um ano de crescimento lento para os EUA. Na Ásia, os governos da China e de Cingapura introduziram medidas para esfriar os mercados imobiliários aquecidos.

A Knight Frank disse que a queda nos preços das moradias de luxo nos primeiros três meses do ano foi liderado por Tel Aviv, onde os preços caíram 6,6 por cento, e Kiev, onde os valores recuaram 6,4 por cento.

Os preços das casas de luxo nas cidades norte-americanas de Manhattan, Nova York e Miami caíram 4,3 por cento e 1,9 por cento, respectivamente, no primeiro trimestre, revertendo uma tendência de crescimento de dois dígitos registrada no último ano.

A Knight Frank disse que, no entanto, ainda havia demanda forte dos investidores internacionais em busca de segurança para cidades como Londres e Cingapura, onde os preços subiram 2,7 por cento e 1,9 por cento, respectivamente, apesar de novos impostos sobre a propriedade introduzidos ao longo do período.

Os preços das moradias de luxo globais aumentaram nos últimos dois anos à medida que milionários estrangeiros em busca de segurança compraram casas em Nova York, Paris e Londres, enquanto um forte crescimento econômico e a classe média crescente alimentaram a demanda local para casas de luxo em cidades emergentes como Nairobi e Jacarta

O choque de realidade da Gafisa

terça-feira, abril 3rd, 2012

Pressionada pelos maus resultados da Tenda, a Gafisa promove uma “faxina” de quase R$ 900 milhões em seu balanço

Marcela Ayres, de Exame.com

São Paulo – Depois de arrumar a casa em 2011, a Gafisa abriu a porta – ou uma fresta dela – para o mercado espiar o resultado. Em prévia do balanço anual divulgado ontem, ainda não submetido à auditoria, ficou claro que a faxina custou caro: o prejuízo no ano passado foi de 1,1 bilhão de reais, ante um lucro líquido de 416 milhões de reais em 2010.

Segundo a empresa, o resultado deve-se principalmente aos ajustes de 889,5 milhões de reais feitos depois de uma profunda revisão nas suas operações e estratégias. Quase 70% desse montante, ou 610,2 milhões de reais, foram usados para redirecionar os negócios da Tenda, incorporadora de baixa renda comprada em 2008.

Antes de ser levada pela Gafisa, os papéis da empresa desabaram 60% em poucas semanas. O mergulho conferiu à aquisição um ar de negócio da China. Mas se a ascensão da classe C parecia garantir o sucesso da empreitada, os anos seguintes terminaram por descascar esse verniz. Em 2011, a construção dos projetos da Tenda foi revisada para cima, representando um custo adicional de 227,2 milhões de reais. As multas por atraso nas obras chegaram a 38,5 milhões – mais que o triplo do registrado nos canteiros da Gafisa.

Sem dinheiro para pagar

A concessão de crédito para os clientes da Tenda também sangrou o caixa da empresa. Só no último trimestre do ano, foram identificados 4.000 consumidores “não qualificados para o financiamento imobiliário”: apesar das unidades adquiridas estarem 70% prontas, a empresa recebera apenas 6% do valor devido pelos imóveis.

O rompimento desses contratos teve um impacto negativo de 91,2 milhões de reais. Neste ano, a Gafisa estima que outros 8.000 clientes sejam enquadrados na mesma situação. A reserva para arcar com esses cancelamentos e com os prováveis inadimplentes da Tenda terminou por abocanhar outros 167,3 milhões de reais da receita da empresa.

Com o objetivo de mapear exatamente o que precisava ser reformulado ao longo do quarto trimestre, a companhia designou um diretor-executivo para cada uma das suas unidades operacionais. Mas depois de eliminar a Tenda e a lucrativa AlphaVille da análise, a empresa acabou deparando-se com uma correção de 213,7 milhões de reais para os projetos da Gafisa, valor muito semelhante ao acréscimo destinado às obras da sua divisão mais problemática.

Na avaliação do time de analistas do Credit Suisse, os aumentos sobre o orçamento não deixam de mostrar que os problemas da Gafisa também se relacionam ao seu negócio original.

Olhando para frente, a empresa reajustou suas estimativas para 2012, com a expectativa de lançar em torno de 2,7 a 3,3 bilhões de reais em empreendimentos. Os números representam uma diminuição que pode variar de 6% a 23% sobre o resultado apresentado em 2011.

Apesar de apoiarem a “pesada limpeza” promovida na companhia, reforçando que essa seria a única maneira da Gafisa recuperar a rentabilidade no médio e longo prazo, a equipe do Itaú BBA é cética. “Nós preferimos estar expostos a companhias que possam entregar uma melhor combinação entre baixa alavancagem, retornos sólidos, crescimento e geração de caixa”, assinaram em relatório os analistas Enrico Trotta, Vivian Salomon e David Lawant.

A “faxina” também não parece ter agradado totalmente os investidores. Os papéis caíram fortemente na bolsa nesta segunda-feira. Um sinal de que a casa ainda não está “um brinco” para o mercado – e a Gafisa ainda precisa provar que a estratégia vai dar certo.

Gafisa avança com possível proposta da GP e de Sam Zell

quinta-feira, março 8th, 2012

A Equity International, do investidor americano Sam Zell, e a GP Investments podem elevar sua oferta por ativos da companhia

Katerina Petroff, da Bloomberg

A Gafisa rejeitou uma proposta de compra feita pela Equity International e a GP por considerar que a oferta subavaliava os ativos e negócios envolvidos

São Paulo - A Gafisa SA, quinta maior construtora residencial do País por receita, sobe na bolsa diante de especulações que a Equity International, do investidor americano Sam Zell, e a GP Investments Ltd. podem elevar sua oferta por ativos da companhia.

A ação (GFSA3) subia 1,6 por cento, para R$ 5,13, às 13:00, o terceiro maior ganho entre os membros do índice Bovespa Real Estate, que recuava 0,3 por cento. O Ibovespa operava em baixa de 1,2 por cento.

A GP e a Equity International estão avaliando em quanto estariam dispostas a elevar a oferta por ativos da Gafisa, disse hoje o Valor Econômico, citando uma pessoa com conhecimento do assunto, sem identificá-la. A proposta inicial teria sido pela Gafisa e pela Tenda SA e chegado ao valor de R$ 1 bilhão, segundo o jornal.

A reação do mercado está “totalmente” ligada a uma possível nova oferta, disse Luciana Leocadio, analista da Ativa SA, por telefone do Rio de Janeiro. “Pagando um bom preço, o mais importante para empresa agora é se capitalizar.”

A Equity International, GP e Gafisa não quiseram comentar, segundo notas enviadas por e-mail pelas empresas.

A Gafisa rejeitou uma proposta de compra feita pela Equity International e a GP por considerar que a oferta subavaliava os ativos e negócios envolvidos, segundo comunicado ao mercado em 29 de fevereiro.

Gafisa recusa proposta de venda

quarta-feira, fevereiro 29th, 2012

Incorporadora afirmou que seus ativos e negócios foram subavaliados pela GP Investimentos e Equity Internacional
Daniela Barbosa, de Exame.com

Gafisa recusa proposta feita pela GP Investimentos e Equity Internacional

São Paulo - A Gafisa confirmou, nesta quarta-feira, que recebeu da GP Investimentos e da Equity Internacional proposta para vender alguns ativos da companhia, conforme antecipou o blog Faria Lima, de EXAME no fim de janeiro.

A Gafisa criou um comitê especial e contratou assessores financeiros para avaliarem a proposta. No entanto, chegou a conclusão que a proposta feita subavalia os ativos e negócios envolvidos da companhia.

“Isso implicaria em substanciais custos de transação e em altos riscos de execução”, disse a Gafisa, em nota.

De acordo com o comunicado, a incorporadora não forneceu acesso a nenhuma informação confidencial ou entrou em negociações com os investidores ou terceiros.

“Continuamente avaliamos novas oportunidades de desenvolver nossos negócios e ativos e vamos continuar avaliando qualquer futura oferta apresentada”, afirmou.

Crescimento imobiliário é intenso no interior do Estado

sexta-feira, fevereiro 10th, 2012

DCI
Sex, 10 de Fevereiro de 2012 00:00 Mercado Imobiliário

O interior paulista tem vivido um grande boom imobiliário desde o ano de 2007, com menores custos de produção e com o consequente aumento da disputa por terrenos entre as construtoras e prestadoras de serviço.

O desenvolvimento da região não está relacionado apenas com a qualidade de vida presente no local, mas a indústria imobiliária vem aproveitando esse potencial das pequenas cidades para diversificar produtos em diferentes demandas, com habitações que vão de populares até alto padrão.

Uma dessas regiões é o Vale do Paraíba, mais propriamente na cidade de São José dos Campos. A Akamines Negócios Imobiliários, empresa cujo objeto é facilitar todo o trâmite burocrático na área imobiliária, está presente no local desde abril de 2010 e busca levar, à região, profissionais com conhecimento de mercado para atender a demanda local.

“O Vale do Paraíba é uma região em expansão, está geograficamente bem localizada tomando boa parte do eixo Rio - SP, com boa infraestrutura viária, e tem se tornando um polo industrial”, afirma Daniele Akamine, diretora da empresa e advogada especializada no ramo imobiliário.

De acordo com o Sinduscon, São José dos Campos aponta como uma das grandes opções de empreendimentos no Vale do Paraíba. “Muitas famílias acabam se mudando para a região em busca de uma melhor qualidade de vida”, completa Daniele

Adiamento de feira de livros da USP causa apreensão

sexta-feira, novembro 25th, 2011

RAQUEL COZER
FOLHA DE SÃO PAULO

O repentino adiamento da 13ª Festa do Livro da USP, que começaria anteontem na FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), causou apreensão em editores e em estudantes.

A data tinha sido confirmada na quarta-feira anterior e assim ficou até a noite de sexta, quando a Edusp, organizadora do evento, divulgou nota informando a alteração por razões de “logística”.

Sem previsão de data, editores formaram uma comissão para montar a feira no CEU Butantã. No dia seguinte, a Edusp divulgou a nova data: de 14 a 16/12, agora no prédio da Escola Politécnica.

Com o adiamento, a feira ocorrerá após o fim do ano letivo, no dia 8. Embora alguns cursos devam repor aulas até depois disso, editores esperam público bem menor do que o de anos anteriores.

À Folha o coordenador de eventos da Edusp, Márcio Pelozio, disse que o adiamento resultou da constatação de que o espaço não comportaria o número de editoras –130, pouco mais do que em 2010.

Para Ricardo Musse, professor do departamento de sociologia da FFLCH, a questão é outra. “O problema logístico da feira é a segurança”, diz. “Quem compõe a equipe de segurança e como ela irá se comportar? Se some um livro e a segurança chama a PM, a encrenca está armada.”

Há semanas, estudantes protestam contra a presença da PM no campus, e há pouco o Ministério Público pediu abertura de inquérito sobre a ação policial na desocupação da reitoria, no início do mês.

Plinio Martins Filho, diretor-presidente da Edusp, não foi localizado para comentar.

METADE DO PREÇO

Realizada sempre no fim de novembro, a feira é o evento em que editoras mais vendem livros em São Paulo. É também aguardada desde o início do ano por alunos e outros frequentadores, já que oferece descontos de 50%.

“O faturamento nos três dias costuma ser maior do que o de um mês”, diz Ivana Jinkings, sócia da Boitempo.

“Para nosso catálogo acadêmico, que não tem destaque nas livrarias, é ótimo”, diz Cassiano Elek Machado, diretor editorial da Cosac Naify.

Na quarta, antes do aviso da nova data, Alameda e Boitempo puseram os livros com descontos à venda em seus sites. “Reimprimimos muita coisa só para a feira”, diz Haroldo Ceravolo, da Alameda.

Mercado de luxo no Brasil prevê crescimento de 20% segundo Bain & Company

quinta-feira, novembro 10th, 2011

Portal Fator Brasil

O mercado brasileiro de luxo deve encerrar o ano de 2011 com crescimento de 20%, segundo o estudo “Luxury Goods Worldwide Market Study”, apresentado pela Bain & Company, uma das maiores consultorias de negócios do mundo.

O levantamento, que indica as tendências para o consumo de alto padrão no mundo, está em sua 10ª edição e aponta a manutenção do ritmo de expansão apresentado no ano anterior, cerca de 10%, atingindo a marca de 191 bilhões de euros. De acordo com a Bain, esse avanço global se dá, em parte, pelo interesse das marcas em desenvolver novos mercados.

No Brasil, por exemplo, os segmentos de fragrâncias e cosméticos ainda são as principais categorias, porém, outros artigos de luxo crescem em ritmo mais acelerado. A maior demanda concentra-se em São Paulo e Rio de Janeiro e a tendência é manter-se dessa forma.

Outro país do BRIC, a China deve crescer 35%, mesmo em um cenário de recessão. E, na Europa, onde o mercado de luxo já é maduro, é previsto um incremento de 10% para o ano.

O “Luxury Goods Worldwide Market Study” também destaca que: .O crescimento do mercado mundial do luxo será este ano de 10%, frente aos 8% anunciados anteriormente, no estudo apresentado no primeiro semestre de 2011.

.Em 2008 e 2009 houve uma forte queda de 17 bilhões de euros. O ano de 2010 encerrou-se com vendas de final de ano acima das expectativas (um aumento de 14% em comparação ao ano anterior), elevando o mercado de artigos de luxo a 172 bilhões de euros, e superando o recorde anterior de 170 bilhões de euros em 2007.

O mercado de luxo maduro tem se desenvolvido solidamente, apresentando crescimento médio de 6-7% anualmente. Apesar de taxas de crescimento menores, a receita de mercados maduros excede o de países emergentes.

O consumo de luxo está se fortalecendo no mercado de acessórios (13%), incluindo artigos de couro (16%) e sapatos (11%), de acordo com as projeções para 2011. Há previsão de crescimento também no setor de joias (15%) e relógios (20%), especialmente nos mercados emergentes.

A construção do relacionamento com o cliente no mercado de luxo se torna, cada vez mais, parte do negócio, por isso, cresce a influência das redes sociais nesse processo. Atividades de marketing digital tornam-se aliadas para melhorar a experiência do cliente com a marca.

A relevância da Internet, por meio das mídias sociais e de canais e-commerce, tem se tornado ainda maior a cada ano, ainda mais com soluções de conveniência e confiabilidade, como os sites multimarcas e os de compras coletivas, esses principalmente pelas ofertas de excelente relação custo/benefício.