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Terceiro trimestre tem lançamentos e preços em queda

segunda-feira, novembro 5th, 2012

Radar Imobiliário - Blog / O Estado de São Paulo

Redação

Gustavo Coltri

O mercado de lançamentos na Capital busca alternativas ao excesso de oferta e às dificuldades de implantação na cidade. De julho a setembro, caiu o número de novos empreendimentos e saíram de cena boa parte dos novos projetos de até um dormitório em relação ao mesmo período do ano passado. Os preços médios por metro quadrado também retraíram 2,49% na comparação anual, segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio

A menor quantidade de lançamentos verificada nesses três meses – 47 frente a 101 do ano passado – deve-se à necessidade de as empresas formarem caixa e reduzirem seus estoques. No ano passado, apenas 28 mil das 38 mil unidades colocadas à venda em São Paulo foram comercializadas, segundo o Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

“De maio a agosto, tivemos uma concentração muito grande de lançamentos de um dormitório no centro”, diz o economista chefe do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Celso Petrucci, ao explicar a queda no número de compactos de até um dormitório. “Mas é importante destacar que a participação de unidades de dois dormitórios cresceu na comparação dos anos.” Responsáveis por mais da metade das novas unidades, imóveis dessa tipologia são os mais líquidos.

O CEO da incorporadora Vitacon, Alexandre Frankel, vê boas perspectivas para os compactos nos próximos anos, mas acredita que o mercado tenha preterido parte dos apartamentos de até um dormitório pelos custos elevados de construção. “Eu diria que os empresários foram mais conservadores.” Atraente para investidores, esse produto depende de uma boa localização para ser viável comercialmente.

Atentos a valores mais acessíveis, os incorporadores também têm buscado reduzir as metragens das unidades e alcançar regiões da cidade mais baratas e com oferta de estoque de outorga onerosa – que permitem a ampliação do potencial construtivo dos empreendimentos.

“Na Vila Nova Conceição, há bem menos lançamentos do que em outras regiões. Cada vez mais, somos obrigados a sair das áreas mais centrais. Por isso, o preço médio do metro quadrado cai. Mas, na comparação de preços no mesmo bairro, os preços até sobem”, diz o diretor executivo da incorporadora You, Inc, Eduardo Muszkat.
A comparação interna nas diferentes localidades paulistanas mostram, de fato, valorização. O metro quadrado no Brooklin, por exemplo, passou de R$ 8.711 no período de julho a setembro de 2011 para R$ 9.542 nos mesmos meses deste ano. O mesmo ocorre em bairros como Casa Verde, na zona norte de São Paulo, e o Butantã, na zona oeste.

Além disso, 47,20% das 7.620 unidades lançadas na cidade no terceiro trimestre de 2012 pertencem a edifícios em novas regiões em relação àquelas que receberam lançamentos no mesmo período do ano passado.
A zona leste figura como a líder na capital em número de imóveis lançados, com 3.359 unidades, seguida pela sul, com 1.963.

Barganha. O diretor da Embraesp, Luiz Paulo Pompéia, acredita, no entanto, que a queda no preço médio do metro quadrado possa ser um movimento natural do mercado. “Tínhamos uma trajetória ascendente de preços e estamos em uma paralela. Até o fim do ano, haverá uma pequena barriga na evolução dos valores para depois haver uma recuperação”, diz.

Dadas as circunstâncias, ele diz que o fim do ano pode ser propício para que os consumidores pechinchem nos estandes de venda. “Se os compradores fizerem isso, eles vão conseguir descontos”, afirma.

Mercado deve se aquecer até o fim do ano

Apesar da queda registrada no mercado no terceiro trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, o número de unidades ofertadas aos consumidores paulistanos de julho a setembro é 45% superior ao resultado do trimestre imediatamente anterior.

De janeiro a março deste ano, a cidade de São Paulo recebeu 3.635 novas unidades – 1.592 a menos do que o registrado no trimestre seguinte e menos da metade do que os 7.620 imóveis lançados de julho a setembro.
A expectativa, de acordo com o coordenador do curso de pós-graduação em negócios imobiliários da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), Ricardo Gonçalves, é de que o mercado se aqueça ainda mais nos últimos meses de 2012.

“Historicamente, é um período em que se amplia o número de lançamentos”, diz.

Além da cautela dos empresários do setor, a dificuldade de aprovação dos projetos na Prefeitura é apontada por especialistas como uma razão para a postergação de novos empreendimentos na cidade.
De outubro de 2010 a setembro de 2011, 54.525 foram aprovadas pela Prefeitura, segundo o Secovi-SP – em média, 4,5 mil imóveis por mês. De setembro do ano passado a agosto de 2012, as autorizações caíram para 38.708 – média de 3, 2 mil mensais.

“O mercado concentrou muitos produtos para agora. Mas acho que vamos terminar o ano com 30% menos lançamentos do que 2011 ” diz o CEO da Vitacon, Alexandre Frankel. A empresa lançará até dezembro cinco de 12 edifícios previstos.

Neste trimestre, a You, Inc também colocará a maior parte de seus novos empreendimentos no mercado. A companhia lançará seis edifícios, três vezes mais do que já lançou no ano.

Rio de Janeiro e São Paulo entre os 10 valores mais altos do mundo

sexta-feira, maio 6th, 2011

Portal Fator
O metro quadrado de escritório nessas cidades é mais caro do que em Estocolmo, Nova Iorque e Milão.

São Paulo - Provando que o aquecimento imobiliário segue forte no Brasil, as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo figuram entre as 10 mais caras do mundo para locação de escritórios. Segundo pesquisa global da Colliers International, a cidade maravilhosa ocupa a quinta colocação (US$ 84,98 m² / mês), enquanto que São Paulo está na sétima posição (US$ 70,62 m² / mês). Esses valores fazem com que ambas apareçam na pesquisa à frente de localidades como Estocolmo, Nova Iorque, Sydney e Milão.

Quando o assunto é a vacância, as cidades nacionais apresentam taxas entre as mais baixas. O Rio de Janeiro ocupa a segunda colocação, com 1,6%, atrás apenas de Regina, no Canadá, com 1,3%. Já São Paulo está na quarta posição, com taxa de vacância de 2,6%, logo abaixo de Geneve, na Suíça, com 2,5%.

A pesquisa da Colliers International também aponta as cidades que mais disponibilizarão metros quadrados de escritórios. Neste quesito, apenas São Paulo figura na relação, na oitava posição, à frente de Dubai, cidade famosa por suas grandes e luxuosas construções. A pesquisa da Colliers tem como referência o segundo semestre de 2010.

Colliers International Brasil- A Colliers atua no Brasil desde 1997, com escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. Nos últimos três anos, seguiu com um consistente crescimento de 20% e hoje é uma das empresas líderes em consultoria de soluções imobiliárias do Brasil.

Os bairros residenciais mais caros do Brasil

quinta-feira, outubro 21st, 2010

Levantamento do Ibope Inteligência encomendado pela revista EXAME mostra onde o metro quadrado é mais salgado para quem compra um imóvel novo

1. Ipanema (com Arpoador e Leblon) - Rio de Janeiro (RJ)

O metro quadrado mais caro do país fica em Ipanema, no Rio de Janeiro. Quando considerados os vizinhos Leblon e Arpoador, esse valor atinge uma média de 11.359 reais. O interesse pela região é tão grande quanto a escassez de terrenos disponíveis para a construção de outros prédios. Como manda a lei da oferta e da procura, esse descompasso joga os preços lá em cima: o metro quadrado de um apartamento novo pode custar até 16.800 reais.

A distância da praia é determinante para a valorização dos imóveis. Segundo o Secovi-Rio, em algumas ruas nobres de Ipanema, como Vieira Souto e Joana Angélica, o preço do metro quadrado chega a ser, por esse fator, 51% mais caro que no restante do bairro. Vale reforçar que, por ora, a valorização imobiliária não deve arrefecer. Olimpíadas de 2016, pré-sal e Copa do Mundo de 2014 ajudam a fazer do Rio a coqueluche da vez. Por isso, quem pretende conjugar a bela vista da orla carioca com um empreendimento de alto padrão, terá que desembolsar cifras milionárias para colocar a chave de apartamento no bolso.

2. Lagoa (com Jardim Botânico) - Rio de Janeiro (RJ)

Junto com o Jardim Botânico, a Lagoa ocupa a segunda colocação no ranking dos lançamentos imobiliários mais caros do Brasil. Nessa região, o metro quadrado orbita em torno de 8.401 reais. Para João Teodoro, presidente do Cofeci (Conselho Federal de Corretores de Imóveis), o grande diferencial para quem opta pelo bairro é a tranquilidade que ele oferece em relação aos seus vizinhos mais famosos. “Em Ipanema, Leblon e Copacabana, o vai-e-vem é muito maior. Já na Lagoa, grande parte dos estabelecimentos comerciais é de restaurantes. É o caso dos quiosques na orla da Lagoa Rodrigo de Freitas e dos diversos estabelecimentos que ficam em ruas internas”, afirma. Os preços altos também se apóiam na ausência de terrenos disponíveis. Os prédios já construídos sofrem contínua valorização e aqueles que são erguidos chegam a cobrar 13.833 reais pelo metro quadrado. Com parques, pista para caminhadas e ciclovias, a região também é um dos principais pontos turísticos do Rio, cercada por montanhas e “abraçada” pelo Cristo Redentor

3. Plano Piloto - Brasília (DF)

A massa de potenciais compradores de imóveis aumenta na capital federal, reduto do funcionalismo público. Mas como Brasília é tombada pela Unesco, não há para onde crescer. Os prédios residenciais do Plano Piloto, por exemplo, podem ter no máximo seis andares. O resultado é que o preço do metro quadrado nos novos empreendimentos imobiliários é semelhante - e igualmente caro - nas diferentes áreas da cidade. Segundo a Ademi-DF (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário), esse valor fica entre 8.000 e 8.500 reais na Asa Norte, na Asa Sul e no Sudoeste. Embora ainda esteja em fase de construção, o setor Noroeste também entra na mesma faixa de preço. Se por um lado as restrições privilegiam a linha do horizonte e fazem do famoso céu de Brasília uma atração à parte, por outro, o preço dos empreendimentos vem seguindo uma inegável trajetória de alta. E nem os imóveis mais antigos escapam. Para se ter uma ideia, um apartamento usado de quatro quartos na Asa Sul tem o custo médio de 1,62 milhão, de acordo com levantamento do Secovi-DF.

4. Botafogo (com Cosme Velho, Flamengo e Laranjeiras) - Rio de Janeiro (RJ)

Com o esgotamento dos terrenos para a construção nos badalados bairros da Zona Sul, como Ipanema e Leblon, as incorporadoras voltaram os olhos para o Botafogo. A região também se beneficiou com a ocupação da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) no Morro Santa Marta. Administradoras de imóveis estimam que a política tenha rendido uma valorização de até 50% no preço das casas e apartamentos. Hoje, os imóveis novos são lançados com um valor médio de 6.907 reais por metro quadrado.

5. Alto de Pinheiros - São Paulo (SP)

Com avenidas amplas e intensa arborização, a qualidade de vida no Alto de Pinheiros é bem maior do que no restante da cidade. Quem sustenta a afirmação é o presidente do Secovi-SP, João Crestana. “O shopping Villa-Lobos, a proximidade de alguns clubes e a quantidade de verde diferenciam o bairro de outros em São Paulo”, diz. Com terrenos bem distribuídos e condições de ocupação urbana planejadas, a região é ocupada principalmente por famílias de alta renda. A média do metro quadrado para os imóveis novos fica em 6.751 reais.

6. Jardim Paulista (com Jardim Europa) - São Paulo (SP)

A vocação comercial se mistura com os atrativos dos prédios residenciais no Jardim Paulista. Além dos famosos edifícios na avenida Paulista, o bairro conta com flats e hotéis de luxo. A proximidade de grandes shoppings, escritórios de negócios e a oferta de um amplo comércio varejista fazem com que muitas famílias abastadas escolham a região como morada. Tantas facilidades ajudam a fixar um valor salgado para o preço dos imóveis: o metro quadrado de um apartamento novo custa, em média, 6.545 reais.

7. Moema (com Ibirapuera) - São Paulo (SP)

O parque do Ibirapuera, um dos mais famosos cartões postais de São Paulo, já aumentaria a qualidade de vida de Moema por si só. Reduto dos aficionados por esporte, o lugar também abriga viveiros, museus e ginásio de esportes. Mas os atrativos de Moema não param por aí. O amplo comércio permite que os moradores se virem facilmente à pé. E o índice de desenvolvimento humano é o mais alto de São Paulo.

Embora a média do metro quadrado para os lançamentos imobiliários fique em 6.524 reais, esse valor pode chegar a impressionantes 15.787 reais - ou bem perto do preço mais caro encontrado em Ipanema, primeira colocada do ranking. Tamanho salto se deve ao alto padrão dos imóveis em Vila Nova Conceição, que fica dentro de Moema. Com acabamento de luxo e muitas vagas na garagem, os imponentes empreendimentos imobiliários lançados em Vila Nova Conceição fazem do lugar uma das áreas mais nobres de São Paulo.

8. Itaim Bibi (com Vila Olímpia) - São Paulo (SP)

A combinação de vida noturna intensa, com centros financeiros e comerciais importantes dá ao Itaim Bibi o oitavo lugar no ranking dos bairros mais caros, com lançamentos residenciais que custam, em média, 6.301 reais o metro quadrado. A região cresceu no final da década de 70 com a criação de novas vias na cidade de São Paulo, como a avenida Presidente Juscelino Kubitschek e a avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini. Hoje, modernos edifícios dão o tom na arquitetura do bairro, que conta com prédios residenciais luxuosos, hotéis, empreendimentos empresariais de alto padrão e boa estrutura de serviços.

9. Pinheiros (com Vila Madalena) - São Paulo (SP)

Na Zona Oeste da capital paulista, a região de Pinheiros é uma das mais antigas da cidade, com comércio rico em artesanato, antiguidades e gastronomia. “É uma área tradicional que alterna construções novas e antigas. O diferencial são as boas vias de acesso, restaurantes, e a proximidade com o centro da cidade”, afirma João Crestana, do Secovi-SP. O preço médio do metro quadrado é de 6.169 reais, sendo que o valor máximo atingido nessa área chega a 11.650 reais. A consolidação da Vila Madalena, contígua ao bairro de Pinheiros e mais conhecida por sua veia boêmia e artística, reforça o perfil jovem da região.

10. Barra - Salvador (BA)

De um lado, o oceano atlântico, de outro a Baía de Todos os Santos. Guardado pelo Farol da Barra, o tradicional bairro da Barra, em Salvador, esbarra no mesmo problema da Zona Sul carioca: falta de terrenos em uma área residencial de classe alta. Não por menos, o metro quadrado de 5.825 reais faz da Barra a única representante nordestina no ranking da áreas residenciais mais valorizadas do país. Quem mora no bairro conta com uma completa rede de infraestrutura, que vai de shoppings a hospitais, passando por bares e pequenos comércios. E é no carnaval que as avenidas da orla ganham o país, com a passagem dos blocos pelo tradicional circuito Barra-Ondina.