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`Minha Casa’ terá cartão para compra de eletrodomésticos

terça-feira, maio 14th, 2013

ADRIANA FERNANDES E JOÃO VILLAVERDE - Agencia Estado

BRASÍLIA - Quem comprar uma casa própria no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) deve receber um cartão magnético, com limite definido, para financiar a aquisição de eletrodomésticos básicos. O governo estuda estabelecer uma lista, possivelmente de quatro produtos, entre eles geladeira e fogão, com especificações mínimas e preço máximo para a compra do bem com recursos subsidiados pelo Tesouro Nacional.

De acordo com fontes, o desenho do programa será discutido nesta terça-feira, 14, em reunião com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, e representantes dos Ministérios da Fazenda e das Cidades. Um esboço que sairá dessa reunião será levado à presidente Dilma Rousseff. O governo deve estabelecer uma taxa de juros de 5% ao ano para o financiamento dos produtos. A diferença entre a taxa, que representa juros reais negativos, e os custos de mercado será financiada pelos cofres da União.

A fixação de um preço máximo para o eletrodoméstico que será comprado servirá para evitar que, diante de uma demanda nova - ainda há 2,2 milhões de moradias para serem entregues até o fim de dezembro de 2014, dos quais 1,2 milhão já estão contratadas -, os fabricantes fiquem “tentados” a elevar preços, segundo um integrante da equipe econômica.

O governo trabalha para turbinar o Minha Casa, Minha Vida ainda neste semestre. O risco de uma alta de preços dos eletrodomésticos e móveis por causa da abertura das linhas de crédito especiais é uma preocupação da área econômica, que procura definir uma modelagem financeira que evite distorções de preços no mercado.

Não será a primeira benesse adicional do MCMV. Dilma já prometeu melhorar a qualidade dos imóveis, instalando pisos de madeira, por exemplo. A intenção do governo, conforme um interlocutor da presidente, seria aprimorar constantemente o programa. Responsável por mais de 1,4 milhão de empregos, o MCMV também deve ajudar a puxar votos.

Lista

Os técnicos discutem ainda se haverá uma lista única para todas as faixas de renda do programa ou se, eventualmente, produzirão um rol de escolhas, com produtos e preços, para cada faixa de renda. Apenas a faixa 1, que agrega mutuários com renda mensal de até R$ 1,6 mil, representa cerca de 60% de todas as moradias já entregues pelo governo.

Segundo as fontes, o estoque da indústria e a capacidade de atender ao aumento da demanda estão em análise pelo governo, que avalia como fundamental uma negociação para evitar riscos no desenho da modelagem. Por isso, a cautela do governo em fazer o anúncio do programa. “Essa construção se dá com a indústria, não tem como fazer sem ouvir o setor”, disse uma fonte. Segundo a mesma fonte, não se trata de tabelamento de preços. “Não é tabelar, mas dizer que pode comprar até X”, destacou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

MORADIAS POPULARES - GOVERNO INVESTIGARÁ FRAUDE NO MINHA CASA MINHA VIDA

segunda-feira, abril 15th, 2013

MORADIAS POPULARES - GOVERNO INVESTIGARÁ FRAUDE NO MINHA CASA MINHA VIDA

FRAUDE SOB INVESTIGAÇÃO
O Globo - 15/04/2013

Ministério das Cidades abrirá sindicância para apurar esquema no Minha Casa Minha Vida

BRASÍLIA O Ministério das Cidades anunciou ontem a instauração de sindicância para investigar o uso de empresas de fachada por ex-servidores da pasta com o objetivo de fraudar o Minha Casa Minha Vida, principal programa habitacional do governo federal. O caso foi revelado ontem por O GLOBO. O ministro da Cidades, Aguinaldo Ribeiro, informou, por meio de nota, que a Controladoria Geral da União (CGU) será acionada para apurar como as mesmas empresas repassam dinheiro público, fazem as obras e ainda fiscalizam a construção de habitações populares destinadas às faixas mais pobres da população em cidades com até 50 mil habitantes.

No Congresso, até parlamentares governistas defenderam a investigação do caso. A oposição se mobiliza para cobrar uma resposta do governo.

Em nota divulgada na tarde de ontem, a assessoria de imprensa do Ministério das Cidades diz que a investigação das “possíveis irregularidades entre os correspondentes bancários contratados pelas instituições financeiras privadas vencedoras da Oferta Pública para o programa Minha Casa, Minha Vida, nos municípios com até 50 mil habitantes” tem por objetivo “preservar a transparência e a lisura de um programa fundamental para a vida dos brasileiros e que, inclusive, é modelo para outros países”. A nota diz ainda que será feita uma “rigorosa apuração dos fatos com a punição de eventuais responsáveis, se for o caso”.

O GLOBO revelou que a empresa RCA Assessoria em Controle de Obras e Serviços, com sede em São Paulo, tem entre os sócios ex-servidores do Ministério das Cidades: Daniel Vital Nolasco, ex-diretor de Produção Habitacional até 2008 e filiado ao PCdoB, o ex-garçom do ministério José Iran Alves dos Santos e Carlos Roberto de Luna. Um ex-sócio da empresa afirma que a RCA, ao mesmo tempo, representa os agentes financeiros, toca as construções e é responsável pelas medições e fiscalizações. Nolasco sustenta que não há irregularidade nas contratações e afirma que é vítima de extorsão, praticada por Fernando Lopes Borges, ex-sócio da RCA e também ex-servidor das Cidades.

Em ação Judicial, Borges cita um suposto envolvimento de Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil, no episódio e afirma que ela articularia a entrada de bancos privados no programa habitacional. Ele também diz que o PCdoB estaria recebendo, desde 2005, recursos públicos desviados do esquema. Ao GLOBO, porém, ele sustentou as denúncias contra a RCA, mas não confirmou a suposta ligação com Erenice e o PCdoB.

líder do PT pede apuração imediata do caso

O líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), disse ontem que, pela importância do programa Minha Casa Minha Vida, é preciso apurar todas as denúncias, corrigir erros e punir os responsáveis.

- Esse programa é a menina dos olhos da sociedade e do governo, não pode ter desvio de finalidade, de recursos. Se tem erros, tem denúncia, o governo vai apurar, extirpar tudo, punir e continuar tocando o programa. A oposição não precisa fazer factoide. Apurar e punir é a melhor resposta à oposição - afirmou Guimarães.

O reaparecimento do nome de Erenice - demitida após denúncia de tráfico de influência na Casa Civil - chamou a atenção da oposição, que fez pesadas críticas ao esquema de fraude em um dos mais importantes programas sociais do governo Dilma Rousseff. O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), diz que o partido irá tomar medidas ainda esta semana no Congresso Nacional para verificar se a quadrilha ainda está atuando. Ele afirmou que irá se reunir com integrantes do PSDB e do DEM para acertar a melhor estratégia no Congresso e também junto ao Ministério Público.

- Vamos agir e espero que os partidos da base governista sejam sensíveis à necessidade de transparência e limpeza em um dos maiores programas sociais do governo - disse Aloysio, acrescentando: - São os mesmos de sempre, a carinha da Erenice aparecendo de novo. Não aprendem!

Presidente nacional do DEM e líder do partido no Senado, José Agripino Maia (RN) afirmou a apuração da denúncia vai revelar a conivência de alguém com poder no governo. Agripino Maia destaca que para que os convênios aconteçam é preciso uma série de etapas burocráticas, tanto no governo federal, quanto nas prefeituras.

- A investigação vai mostrar que por trás deste esquema está um figurão, um graduado do PT ou do governo, alguém com força para arrumar tudo, liberar e montar esse tipo de esquema.

Por meio de sua assessoria, a Caixa Econômica Federal disse que a reportagem trata de fraudes ocorridas em municípios com menos de 50 mil habitantes, onde ela não atua. Por isso, a CEF não tem posicionamento em relação às denúncias.

Líderes do PCdoB no Congresso, procurados pelo GLOBO, não retornaram à reportagem.

Paulistas compram em média 1,8 imóvel durante a vida

sexta-feira, outubro 19th, 2012

Infomoney

Entre os compradores com renda familiar superior a R$ 10 mil, 29% buscam comprar o primeiro imóvel

Por Heraldo Marqueti Soares

SÃO PAULO - Os paulistas compram, em média, 1,8 imóvel durante a vida, relatou estudo da empresa de consultoria de imóveis Lopes. Dentre eles, quase todos (96%) visam moradia própria e 56% estão a procura de comprar o primeiro imóvel.

O índice varia de acordo com a idade do comprador - paulistas de até 29 anos compram 0,2 imóvel, aqueles entre 30 e 39 anos compram 0,6 e dos 40 ao 49 compram 1,4 imóvel. Somente acima dos 50 anos a média alcança 1,8 imóvel. O estudo foi realizado com 1.199 entrevistas, realizadas em junho e julho deste ano.

A diretora de Inteligência de Mercado da Lopes e também resposável pela pesquisa, Cristiane Crisci, conta que o aumento da renda, o baixo desemprego e menores taxas de juros para contratar financiamento, além do próprio crescimento da população economicamente ativa, são os fatores positivos que vão garantir o crescimento do mercado. “As pessoas estão mais confiantes para realizar a compra do primeiro ou segundo imóvel, além disso elas também estão mais informadas, visitam estandes e pesquisam mais os preços”, explica Crisci.

Em relação à renda, foi notado que 75% dos entrevistados com renda familiar mensal de até R$ 9.999 ainda não adquiriram o primeiro imóvel. Enquanto dentre as famílias com renda superior a R$ 10 mil, apenas 29% buscam a primeira aquisição. O porcentual inserido nesta renda que já comprou um imóvel é de 27% e o número de quem já adquiriu dois imóveis é de 24% e 21% das pessoas entrevistadas já compraram três imóveis ou mais.

Investidores
O percentual de compradores que estão adquirindo o primeiro imóvel destinado a investimentos é de 4%. Considerando aqueles que já compraram imóveis anteriormente, a proporção de investidores aumenta para 21% dos entrevistados

Conheça 5 maneiras de perder um imóvel

sexta-feira, outubro 19th, 2012

Infomoney

Descuidos com o financiamento, compra com terceiros e até dívidas de condomínio podem acabar com o sonho da casa própria

Por Fabiana Pimentel

SÃO PAULO - A compra do imóvel demanda tempo e requer muitos cuidados. O problema é que um passo errado pode acabar com o sonho.

Alguns erros fatais como deixar de pagar o condomínio ou permitir que o imóvel seja usado como garantia em financiamentos ou outras dívidas, podem levar à perda do bem.

A pedido do Portal InfoMoney, a advogada especializada em direito imobiliário, Carla Lobato, listou alguns destes erros que podem acabar com o sonho da casa própria. Conheça:

1. Financiamento: por se tratar da compra de um bem alienado fiduciariamente ao banco credor, o consumidor que não conseguir arcar com o valor do financiamento corre o risco de perder o imóvel. Neste caso, com três prestações atrasadas, o credor pode dar início ao processo de execução do imóvel. “O consumidor é notificado pelo Cartório de Registro de Imóveis a pagar a dívida sob pena de perda do bem. Caso não ocorra o pagamento, a propriedade é consolidada em nome do Banco e o imóvel é levado a leilão. Normalmente o processo leva em torno de 8 meses”, explica Carla.

2. Terceiros: quando a compra do imóvel é negociada diretamente com o proprietário, é importante pesquisar a vida de quem está vendendo o imóvel. “É importante exigir todas as certidões dos vendedores tanto da localidade onde se situa o imóvel como do local de residência deles, a pesquisa deve ser elaborada em todas as esferas, cíveis, trabalhistas, fiscais”, explica.

O mesmo cuidado serve para o levantamento no Cartório de Registro de Imóveis. “Se o vendedor for dono do imóvel por menos de dois anos, é importante pesquisar sobre os antigos proprietários”, aconselha Carla.

De acordo com a advogada, um processo trabalhista, por exemplo, pode resultar na penhora do imóvel. Sem saber, o consumidor pode estar comprando um imóvel que já está perdido.

3. Dívidas do imóvel: dívidas de condomínio, que são considerados débitos do próprio imóvel, podem fazer com que o imóvel seja levado a leilão para quitar esses débitos. “Neste caso, o processo de execução do imóvel pode levar de dois a 10 anos”, conta Carla.

Nesse mesmo caso é possível considerar as dívidas relativas ao IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano). “Com esta dívida a inscrição do IPTU fica inscrito na Dívida Ativa e pode chegar a ser penhorado diante da execução fiscal pela fazenda pública”, explica a advogada.

4. Fiador: se tornar fiador em um contrato de locação, por exemplo, pode ser uma armadilha. Caso a dívida não seja paga, o imóvel usado como garantia servirá como forma de adquirir dinheiro para quitar a dívida. “Portanto, os bens do fiador, ainda que seja o único bem do fiador e de morada de sua família, poderão ser penhorados para cobrir dívida de fiança”, acrescenta Carla.

5. Na planta: neste caso, se o consumidor comprar um imóvel na planta de uma incorporadora, sem pesquisá-la antes, poderá ser um forte candidato a perder o bem. Isso porque algumas empresas não são donas do terreno e caso aconteça algum problema, o consumidor perderá todo dinheiro que já pagou. Além disso, Carla afirma que as incorporadoras têm seis meses a partir da data de lançamento do empreendimento para desistir de construí-lo. “O problema é que sem conhecer a empresa, será bem difícil receber o dinheiro com correção de volta caso ela desista do empreendimento”, conta.

Artigo em extinção: na era dos imóveis compactos, quarto de empregada está desaparecendo

quarta-feira, outubro 10th, 2012

O GLOBO
Falta de cômodo exige soluções criativas

De seu quarto — o mais arejado do imóvel, construído na década de 1940 na Avenida Rui Barbosa — Alice Maria Maia tem uma boa vista para o verde. A empregada doméstica trabalha há 20 anos para um empresário do ramo cultural, desfrutando de um espaço que permite que ela tenha privacidade e algum conforto de segunda a sexta — nos fins de semana, ela sobe a serra rumo a Teresópolis, onde mantém sua casa. Só de cozinha, copa e área de serviço, o imóvel no Flamengo tem 60 metros quadrados. Mas se fossem morar num empreendimento construído hoje, tanto ela como o seu patrão certamente não se adaptariam.

É que a compactação dos imóveis novos está fazendo sumir do mercado os quartos de empregadas. São poucas as construtoras que ainda investem no ambiente, que geralmente é reversível — e não raro se transforma num novo quarto, escritório ou é acoplado à sala.

— No geral, apenas imóveis a partir dos 85 metros quadrados têm dependências de empregados hoje e do tipo reversível, que permite soluções alternativas de ambientação — explica Rubem Vasconcellos, presidente da Patrimóvel.

Quarto de empregada com a função original só mesmo em unidades de alto padrão, com quatro dormitórios ou mais. Até por uma questão de metragem. A lei de uso do solo do município determina que quartos de empregadas não podem ter menos de seis metros quadrados. Já a área útil mínima, em algumas regiões da cidade, é de 55 metros quadrados. Assim, investir no cômodo seria “perder espaço para outro quarto”, argumentam as construtoras.

— Em regiões onde o valor do metro quadrado é muito alto, as pessoas preferem ter um quarto a mais do que um de empregada, até porque é difícil quem tenha funcionária dormindo em casa — justifica Thiago Hernandez, diretor comercial da construtora Calçada.

Como solução, a empresa oferece, em alguns de seus novos empreendimentos, o que chama de guardaria: um vestiário com armários (com chave) e banheiros para que as diaristas possam guardar suas coisas e tomar banho.

Outra medida adotada por construtoras quando não há espaço suficiente para um quarto de empregada é incluir apenas um banheiro ao lado da cozinha, para o uso de empregados e diaristas e, às vezes, uma pequena despensa.

— Alguns moradores até transformam essa despensa em quarto de empregada quando precisam, mas não construímos para isso — explica Julia Gastaldoni, coordenadora de projetos da construtora MDL Realty, que costuma incluir o quarto reversível em alguns de seus empreendimentos de três quartos na Zona Sul e na Barra.

Apesar do que dizem as construtoras, contudo, não é difícil encontrar quem ainda precise de empregados que durmam no trabalho. A consultora de RH Rafaela Paixão, por exemplo, que mora com o marido e a filha num apartamento de 90 metros quadrados de apenas um quarto precisou transformar a dependência de empregada no quarto de sua filha quando engravidou. Mas como precisava de uma babá que dormisse em casa, contratou um arquiteto para dar um jeito de abrigar as duas, bebê e babá, num só quarto e ainda ter espaço para guardar as roupas, de ambas, e os brinquedos da pequena Luísa. Revertido para a sala , o quartinho de Luísa ganhou berço e cômoda, com uma cama abaixo deles para a babá, e quatro armários.

— Não me incomoda dividir o quarto com a bebê. Já trabalhei como acompanhante de idosos e estou acostumada — diz a babá Edna.

Já Maria do Socorro Freitas, que mora no apartamento onde trabalha, no Jardim Botânico, precisou se adaptar a uma nova realidade depois que o imóvel passou por uma reforma. É que seu quarto acabou perdendo um pouco do espaço, já que a família precisava criar um escritório. Apesar de bem pequeno, o ambiente foi todo planejado (inclusive assinado por arquitetos, a dupla Fernanda Bessone e Raul Moras) e inclui armários, instalação para TV, prateleiras e mesa de cabeceira, além da cama. Ainda assim, como estava na casa há muitos anos, ela precisou arrumar um lugar para guardar parte de suas coisas.

— O quarto é ótimo. Para alguém que estivesse vindo morar aqui agora, daria perfeitamente. Mas eu tive que levar algumas de minhas coisas para a casa de uma amiga na Vila da Penha — conta a empregada.

Na casa há 22 anos, Socorro, muito querida pela família, cuida da casa e também das crianças. Os mais novos, gêmeos de 9 anos, até deram a ela o apelido de Curica, por conta da personagem da novela “Cheias de Charme” que era chamada assim pela patroa:

— É brincadeira dos meus meninos. Eles são terríveis.

Construção de moradias nos EUA sobe menos que o esperado

quarta-feira, setembro 19th, 2012

Reuters

WASHINGTON, 19 SET - O início de construções de moradias nos Estados Unidos cresceu menos que o esperado em agosto, à medida que os projetos de moradias para várias famílias caíram, mas a tendência continuou apontando para uma recuperação no mercado imobiliário.

O Departamento do Comércio informou nesta quarta-feira que o início de construções avançou 2,3 por cento, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 750 mil unidades. O início de construções de julho foi revisado para um ritmo de 733 mil unidades, em vez dos 746 mil previamente reportados.

Economistas consultados pela Reuters previam que a construção residencial tivesse alta para um taxa de 765 mil unidades. Comparado com agosto do ano passado, a construção residencial avançou 29,1 por cento.

O início de construções está agora em um terço do pico de 2,27 milhões de unidades registrado em janeiro de 2006. O mercado imobiliário, o calcanhar de Aquiles da recuperação da recessão de 2007 a 2009, está se recuperando lentamente.

As vendas têm crescido muito lentamente e a queda dos preços dos imóveis atingiu o limite, com uma oferta pequena de propriedades no mercado aumentando os preços em algumas áreas metropolitanas. Além disso, o sentimento do construtor registrou a máxima em seis anos em setembro.

Espera-se que a construção de moradias contribua positivamente ao Produto Interno Bruto (PIB) este ano pela primeira vez desde 2005.

Apesar de a construção residencial responder por cerca de 2,5 por cento do PIB, economistas estimam que a cada nova casa construída, pelo menos três empregos são criados.

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, agiu na semana passada para incentivar a economia, anunciando que irá comprar 40 bilhões de dólares em títulos hipotecários todo mês até que as perspectivas de emprego melhorem significativamente.

No mês passado, o início de construções de moradias para uma única família, o maior segmento do mercado, cresceu 5,5 por cento, para um ritmo de 535 mil unidades –o maior nível desde abril de 2010. O início de moradias para várias famílias caiu 4,9 por cento.

As permissões para construções diminuíram 1,0 por cento, para um ritmo de 803 mil em agosto, depois de avançarem no mês anterior para o maior nível em quatro anos. As permissões de julho não foram revisadas, ficando em 811 mil unidades.

Economistas esperavam que as permissões caíssem para um ritmo de 796 mil. As permissões para construir moradias para uma única família subiram 0,2 por cento no mês passado, para um ritmo de 512 mil unidades. As permissões para moradias de várias famílias caíram 3,0 por cento, para um ritmo de 291 mil unidades.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

Verticalização se espalha pela Zona Sul

terça-feira, setembro 11th, 2012

Santo Amaro tem maior crescimento; na Vila Mariana, 70% dizem morar em prédios
LAURA CAPRIGLIONE
DE SÃO PAULO

A professora de física Maria Angélica Marcondes, 55, sempre morou em casa. Ali mesmo, na Vila Mariana. Mas, divorciada depois de um casamento de 29 anos, filhos criados, ela caiu em depressão. Um mês de antidepressivos e, quando viu, estava no quiosque de vendas de um novo condomínio, perto do metrô. Comprou.

“Agora, meu foco é aproveitar mais a vida”, diz Angélica. “Tenho cinema, teatro, shopping, lojas, restaurantes, tudo pertinho e sem os contratempos da vida em casa.”

Ela tornou-se mais uma a aderir à maioria absoluta de moradores de apartamentos na Vila Mariana (70%). Apenas Moema (com 74%) tem proporção maior na zona sul.

“Está cada vez mais difícil achar um bom jardineiro. E o que dizer dos equipamentos de segurança que uma casa demanda? Pois bem, quem mora em prédio não tem de se preocupar com isso”, explica Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia do Sinduscon-SP, Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo.

A pesquisa Datafolha constatou uma corrida aos prédios na zona sul de São Paulo.

Entre 2008 e 2012, o número de moradores de apartamentos subiu em média 5 pontos percentuais (eram 16%, agora são 21%).

Há bairros, contudo, em que essa variação foi dramática, como Santo Amaro, onde o salto foi de 18 pontos percentuais (eram 35% em 2008, são 53% hoje), Saúde (de 43% para 58%), Campo Grande (de 28% para 43%) e Ipiranga (de 25% para 39%).

O BOOM DE SANTO AMARO

Na zona sul, o Datafolha constatou, o problema que mais cresceu nas preocupações dos moradores foi a violência urbana. Saltou de 6% para 13% (leia texto à pág. 10).

Segundo especialistas, é fator a empurrar os moradores para prédios. Mas há outros, como o acesso ao transporte coletivo de qualidade (leia-se metrô), a proximidade de shoppings, restaurantes e centros culturais. São os fatores extra-condomínios.

Entre os intramuros, segundo Zaidan, inclui-se um novo conceito de morar.

“Quem trabalha o dia todo, quer uma casa funcional. Os ambientes podem ser pequenos porque tudo encolheu: a televisão sem o tubo, o computador com os notebooks, o aparelho de som com os gadgets eletrônicos”, enumera.

“A cozinha (sem despensa porque ninguém mais faz estoque de alimentos) pode ser aberta para a sala. Tornou-se quase decorativa, já que almoçar ou jantar fora deixou de ser apenas programa de fim de semana”, diz.

Em alguns bairros, as torres de concreto brotando sinalizam a ressurreição da vizinhança. É o caso de Santo Amaro, vizinhança antiga que foi município independente até 1935, quando se incorporou a São Paulo.

Há tempo, Santo Amaro estava engessado entre o casario bonito, típico de bairros bem urbanizados (onde se instalaram os imigrantes alemães) e um comércio popular degradado -nos anos 80, ali era cenário de saques e quebra-quebras de ônibus.

Mas bastou o anúncio da construção da linha 5-lilás do metrô para o início de um boom imobiliário. Em uma só quadra, localizada a 400 m da futura estação, comprimem-se quatro edifícios recém-construídos.

Um quinto está sendo lançado. A planta básica prevê apartamentos de 31 a 78 m² de área privativa. “É para estudantes, solteiros, casais em início de vida, gays”, diz a corretora no empreendimento. “A vida, a balada, a festa acontecem na rua. A casa é para recarregar as baterias”, afirma. E para isso, esses casulos são mais do que bons.

Guarulhos é opção para morador da região norte de São Paulo

quinta-feira, agosto 30th, 2012

THIAGO SANTOS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O estoque de imóveis, que tem preocupado construtoras no mercado paulistano, ainda não é problema em Guarulhos, afirmam imobiliárias ouvidas pela Folha.

O percentual de unidades remanescentes é considerado baixo: 9% das lançadas nos últimos três anos, de acordo com a Lopes Imobiliária. Em Barueri são 16% no mesmo período e em São Paulo, 15%.

“Guarulhos possui um mercado que não depende somente do público local”, diz Henrique Antônio, superintendente da Lopes.

“Hoje, 40% da demanda por novas residências em Guarulhos vem de moradores das zonas norte e leste de São Paulo, que têm preferido mudar de cidade em função da relação custo-benefício.”

São residentes de bairros como Vila Maria (zona norte) e Penha (zona leste), em que o preço médio do metro quadrado de lançamento subiu 60% nos últimos cinco anos e superou R$ 5.500 em 2012, segundo dados do Geoimovel, empresa de informações imobiliárias.

Em Guarulhos, é possível encontrar imóveis maiores em endereços bem localizados por valores semelhantes ou até mais baixos que nas regiões limítrofes da capital.

Os locais mais procurados são o bairro Vila Augusta, próximo ao Shopping Internacional de Guarulhos, e as imediações de áreas de lazer, como o bosque Maia e o lago dos Patos.

A chegada de novos moradores incrementa o comércio. Quem sempre viveu na cidade, no entanto, diz que os investimentos em infraestrutura, como transporte, não seguem o mesmo ritmo.

“Só na minha rua há cinco novos empreendimentos. No acesso à zona leste de São Paulo, está em construção um condomínio de 17 torres. Para onde vão os carros?”, questiona o analista de sistemas Everton Scaciota, 27, morador da Vila Augusta.

CONTRASTE

Os novos prédios pipocam em meio a casas antigas. Segundo imobiliárias, os lançamentos fizeram cair a procura por imóveis usados no início do ano, mas as vendas subiram nos últimos três meses.

De acordo com a MM Imobiliária, o metro quadrado do usado chega a R$ 4.500. (TS)

Tudo à disposição, sem nenhum acidente

segunda-feira, agosto 20th, 2012

Radar Imobiliário
Claudio Marques

Às vezes, contar todos os itens de lazer em um condomínio-clube não parece uma tarefa fácil, tamanho é o número de opções à disposição dos moradores. Planejar e gerenciar todos esse espaços é ainda mais desafiador tanto para incorporadoras quanto para síndicos e administradoras, porque o descuido pode acabar em acidentes e prejuízos.

Pela complexidade dos conjuntos, o zelo começa ainda na fase de projetos, na medida em que a planta deve prever o fluxo de circulação de pessoas dentro do empreendimento. Esses grandes condomínios, de perfil familiar, têm espaços dedicados a crianças muito pequenas, pré-adolescentes, adolescentes, adultos e até idosos – e o uso inadequado de aparelhos pode ser um importante fator de risco.

“Dependendo muito do tamanho do terreno, consegue-se deixar todos os itens de lazer separados: os de crianças para um lado; os de adulto para outro. Mas nem sempre isso é possível”, diz o diretor de incorporação da Brookfield, André Lucarelli. A empresa prepara atualmente o lançamento de um residencial no centro da capital paulista com 33 opções de lazer divididas em quatro grandes setores.

As companhias do segmento imobiliário também investem em materiais adequados para cada empreendimento. “Na piscina, usamos granito com acabamento antiderrapante. E, quando há decks, utilizamos madeiras frisadas para evitar que os espaços sejam escorregadios. Também trabalhamos sempre com um gradil e com um portão de acesso”, conta a gerente de produtos da incorporadora Even, Geovana Berta.

Os cuidados estendem-se à escolha do mobiliário para os espaços disponíveis. A Tecnisa tem uma equipe multidisciplinar para isso, avaliando a forma mais eficiente de aproveitar as dependências sem abrir mão da segurança. “Até para colocar uma mesa de ping-pong, é preciso pensar para que a pessoa não bata as costas na parede ao se movimentar para pegar a bola”, explica a gerente de projetos da empresa. Patrícia Valadares. Aspectos complementares como a iluminação são igualmente importantes, pois algumas instalações têm utilização mais intensa à noite.

O desenvolvimento dos espaços, segundo ela, também deve ser baseado na consulta a fornecedores de equipamentos para a compra dos produtos adequados – mais tarde, na entrega do empreendimento, os incorporadores passam aos proprietários um manual de utilização.

No momento da ocupação, é importante que as regras de uso e a restrições fiquem expressas, na opinião da gerente geral de condomínios do Grupo Itambé, Vania Dal Maso. Segundo ela, os condomínios devem determinar, na formulação do regulamento interno, o público adequado para cada equipamento e os horários permitidos. Ao lado de cada espaço de lazer, seria recomendado também que as normas ficassem sinalizadas claramente para todos os moradores.

De olho. Como tentativa de prevenção, o diretor de locação da Associação das Administradora de Bens Imóveis e Condomínios (Aabic), Eduardo Zangari, indica a instalação de câmeras para os monitoramento das áreas de lazer, coibindo o mau uso.

Outra forma possível de fugir dos problemas baseia-se na contratação de uma empresa especializada para monitorar a prática de atividades nos conjuntos – especialmente nas quadras e academias. “Mas o condomínio não deve tomar conta do filho dos outros”, pondera Zagari.

As vistorias periódicas e os trabalhos de manutenção, por outro lado, fazem a diferença, segundo o gerente da administradora Auxiliadora Predial em São Paulo. Júlio Herold. “Algumas empresas de equipamentos dão garantias e ainda fazem a manutenção a cada seis meses’, diz.

O que importa mais: tamanho ou localização do imóvel?

quarta-feira, fevereiro 1st, 2012

As vantagens de se morar em um imóvel maior e afastado da área central ou em um pequeno e muito bem localizado
Imovelweb

Segundo Alexandre Lafer Frankel, da Vitacon Incorporadora, as pessoas preferem apartamentos menores e bem localizados àqueles longe do centro, mas maiores

São Paulo - Via de regra, as primeiras coisas a serem definidas quando começamos a procurar um imóvel para alugar é a região de interesse e o preço. Mas entre um imóvel maior, porém mais afastado da área central ou um pequeno, mas muito bem localizado, por qual você optaria?

Alexandre Lafer Frankel, CEO da Vitacon Incorporadora, é categórico: “as pessoas vão preferir apartamentos menores e bem localizados àqueles longe do centro e com grande metragem”.

De fato, em grandes cidades, onde o trânsito e o transporte público são um grande problema, morar muito longe do trabalho, da faculdade, da escola das crianças ou de qualquer local freqüentado rotineiramente pode dificultar, e muito, o dia a dia.

Segundo pesquisa divulgada recentemente pela rede Nossa São Paulo, em parceria com o Ibope, o paulistano vê o transito como o segundo maior problema da cidade, atrás apenas da saúde. A pesquisa relata que as pessoas gastam, em média, 2h49 se locomovendo dentro de São Paulo. “A mobilidade urbana já é uma das questões mais importantes para o paulistano, já que hoje as pessoas gastam 30% do seu tempo útil presas no engarrafamento”, diz Frankel.

Justamente por isso, ele acredita que as pessoas vão preferir morar perto do trabalho e da escola dos filhos, mesmo tendo um apartamento com metragem menor. “Isso afeta também o tema da sustentabilidade, que vem sendo pauta importante entre as famílias paulistanas. Ao morar perto do trabalhadores, por exemplo, usa-se menos o carro, o que – consequentemente – diminuiu a poluição”.

Mas o tempo gasto no trânsito é também o argumento de muita gente que opta por morar longe e, até mesmo, em outros municípios, ainda que tenham que viajar todos os dias para trabalhar na metrópole. Para essas pessoas, o tempo gasto no trânsito de São Paulo é praticamente o mesmo gasto com a viagem para chegar até o trabalho na capital. Nessa balança, preço e qualidade de vida somam pontos para a escolha de um imóvel maior e mais afastado.

E você, o que escolheria?