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Ações de construtoras disparam com crescimento nas vendas

terça-feira, julho 16th, 2013

Cyrela e MRV agradam investidores com números do segundo trimestre
Beatriz Souza, de Exame.com

São Paulo - As ações das construtoras Cyrela (CYRE3) e MRV (MRVE3) estão em forte alta no pregão desta terça-feira após divulgarem bons resultados de vendas. Na máxima do dia, os papéis da Cyrela subiram 4,67%, negociados a 16,80 reais, e os da MRV 5,38%, cotados a 6,85 reais.
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A Cyrela registrou vendas contratadas de 1,47 bilhão de reais no segundo trimestre, ante 1,06 bilhão de reais um ano antes. Considerando os parceiros, as vendas no trimestre foram de 2,18 bilhão de reais, alta de 66 por cento na comparação anual.

Já os lançamentos no segundo trimestre foram de 1,25 bilhão de reais no período, frente a 911,3 milhões de reais um ano antes.

MRV

Já a MRV teve aumento de quase 50% nas vendas contratadas do segundo trimestre na comparação anual, com foco maior na venda de estoques, enquanto os lançamentos caíram cerca de 40 por cento no período.

“Basicamente a estratégia da companhia este ano é fazer a gestão de estoque. A gente tinha um volume de estoque à venda importante”, disse à Reuters a diretora executiva de Relações com Investidores da MRV, Mônica Simão.

MRV precisa vender R$1,7 bi no 4º tri para atingir meta

quinta-feira, outubro 18th, 2012

A empresa encerrou o terceiro trimestre com vendas menores na comparação anual, em meio a um cenário menos favorável para o setor imobiliário

REUTERS

São Paulo - A MRV Engenharia precisará vender 1,7 bilhão de reais nos três últimos meses do ano a fim de cumprir o piso da estimativa traçada para 2012, ou o equivalente a quase 43 por cento do mínimo da meta anual.

A empresa encerrou o terceiro trimestre com vendas menores na comparação anual, em meio a um cenário menos favorável para o setor imobiliário.

As vendas contratadas da construtora e incorporadora mineira somaram 1,027 bilhão de reais entre julho e setembro, queda de 5 por cento sobre um ano antes, mas crescimento de 9 por cento em relação ao período anterior.

O resultado, segundo o vice-presidente financeiro da MRV, Leonardo Corrêa, decorreu da combinação de “economia menos forte que o esperado e reajustes no programa Minha Casa, Minha Vida” –que ainda não haviam acontecido no trimestre passado–, reduzindo o poder de compra do consumidor”.

Com isso, a MRV acumulou vendas de 2,784 bilhões de reais nos nove primeiros meses do ano, 3 por cento menores e equivalentes a pouco mais da metade do ponto médio da projeção da companhia para 2012, de vender entre 4,5 bilhões e 5,5 bilhões de reais

“Com certeza o desafio é muito grande, mas vamos lutar até o final para conseguir (atingir a estimativa)”, disse ele à

“Os reajustes no Minha Casa, Minha Vida devem ajudar no quarto trimestre… as mudanças melhoram o poder do compra e terão impacto positivo nas vendas”, acrescentou.

No início deste mês, foi atualizado o valor dos imóveis e as faixas de renda e reduzida a taxa de juros aos tomadores de crédito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para compra de imóveis enquadrados no segmento econômico. Também foram reduzidos os juros nos financiamentos do Minha Casa, Minha Vida.

A velocidade de vendas –medida pela relação de venda sobre oferta– ficou em 19 por cento no terceiro trimestre, abaixo dos 25 por cento vistos um ano antes, mas estável na relação trimestral.

Já os lançamentos caíram 27 por cento ano a ano, para 1,057 bilhão de reais. Na comparação com o segundo trimestre, houve queda de 1 por cento.

Nos nove meses até setembro, a MRV lançou 2,767 bilhões de reais, queda de 15 por cento.

“Temos estoque adequado para atender a demanda”, afirmou Corrêa. “É a demanda que vai ditar o ritmo dos lançamentos.” O banco de terrenos da empresa somava 21,1 bilhões de reais ao final de setembro.

A MRV informou ainda ter produzido 10.398 unidades no terceiro trimestre, sendo que 6.123 foram concluídas no período.

Caixa pune a MRV

sexta-feira, agosto 3rd, 2012

Correio Braziliense - 03/08/2012

A Caixa Econômica Federal suspendeu a concessão de financiamentos à MRV Engenharia, depois de filiais da construtora serem incluídas no cadastro de trabalho escravo do Ministério do Trabalho. A empresa é a mais atuante do programa %u201CMinha Casa, Minha Vida%u201D. Segundo fiscais do governo, entre março e abril deste ano, 68 pessoas que trabalhavam em obras da companhia foram resgatados em condições análogas a escravidão, o que levou a MRV a pagar multa rescisória de aproximadamente R$ 230 mil.

“Enquanto o problema que deu origem à inclusão no cadastro do Ministério do Trabalho não for resolvido, o infrator fica impedido de ter acesso a novos crédito”, informou a Caixa por meio de comunicado. O banco é signatário do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil. As operações já contratadas não serão suspensas.

A MRV informou, em nota, que %u201Ca situação será resolvida a curto prazo e que repudia veementemente qualquer prática que não respeite os direitos trabalhistas de colaboradores do seu quadro de empregados e dos quadros de seus fornecedores e parceiros%u201D. As ações da empresa caíram ontem 5,78% nas bolsas de valores.

MRV entra na ‘lista suja’ do trabalho escravo e pode perder crédito na Caixa Lista tem 118 novos nomes

quinta-feira, agosto 2nd, 2012

MARINA GAZZONI
O Estado de S. Paulo - 02/08/2012

A construtora MRV, uma das cinco maiores do País, entrou no cadastro de empregadores flagrados com exploração de mão de obra em condições análogas à escravidão. A chamada “lista suja” foi divulgada na noite de segunda-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo o órgão, as empresas citadas no cadastro estão impedidas de contratar crédito em bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal.

A empresa é citada três vezes na lista, com irregularidades em obras de suas filiais de Bauru e de Americana, no interior de São Paulo, e de sua subsidiária Prime Incorporações, em Goiânia (GO). O cadastro contém 398 pessoas físicas e empresas, a maioria fazendeiros e companhias ligadas ao agronegócio.

Segundo o Ministério do Trabalho, apenas nas obras de Americanas e Bauru foram resgatados 68 trabalhadores em condições análogas à escravidão em 2011, a maioria deles trazidos de Estados do Nordeste por empresas terceirizadas que prestavam serviço em obras da MRV. Eles não tinham registro de trabalho e ficavam em alojamentos insalubres, sem “lençol, travesseiro ou cobertor”, disse o órgão.

A MRV é a maior empresa na lista do Ministério do Trabalho. Ela é a principal parceira da Caixa Econômica Federal no programa Minha Casa, Minha Vida - as obras dos empreendimentos recebem o financiamento do banco. Em 2011, lançou 42 mil unidades, 85% delas no programa.

A Caixa Econômica informou ao Estado, que é signatária do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil. “Enquanto o problema que deu origem à inclusão (do nome da empresa no cadastro do Ministério do Trabalho) não for resolvido, o infrator fica impedido de ter acesso a novos créditos”, disse o banco.

A praxe no banco é, segundo o comunicado, solicitar informações complementares sobre a ação fiscal que deu origem à inclusão do nome da empresa no cadastro antes de implementar as restrições.

A Caixa informou também que não tem novas propostas “em vias de ser contratadas com a MRV” e que os contratos antigos serão preservados. “As operações já contratadas não são objeto de restrições, uma vez que uma eventual paralisação de obras já iniciadas, além dos sérios prejuízos econômicos, resultaria, de pronto, em desemprego dos trabalhadores.”

A MRV disse, em comunicado, que “foi surpreendida” com a inclusão do seu nome da lista. “O Grupo MRV não tolera qualquer prática que configura trabalho precário dentro do seu quadro de empregados e de seus fornecedores”, informou a empresa.

A empresa ressaltou que, “mesmo não concordando com os apontamentos feitos na fiscalização” das obras citadas, “sanou tudo que foi identificado” pelos fiscais do trabalho na ocasião. A empresa disse que tomará “todas as medidas cabíveis” para excluir seu nome da lista.

Mercado. A ação da MRV foi a única entre as cinco maiores construtora do País que perdeu valor ontem. Os papéis da companhia chegaram a cair 6,6%, mas fecharam ontem a R$ 10,72, uma queda de 3,85%. Ontem, o Ibovespa subiu 0,35% e Rossi, Cyrela, Gafisa e PDG se apreciaram respectivamente, 9%, 5,2%, 2,4% e 0,3%. “Houve um pouco de exagero do mercado. A MRV deve conseguir reverter essa questão”, disse o analista Flávio Conde, da CGD Securities.

Segundo o Ministério do Trabalho, os nomes das empresas flagradas em infrações são mantidos no cadastro por dois anos. Mas elas podem recorrer à Justiça para tentar “limpar” seu nome antes. Foi o que fez a Cosan, por exemplo, em 2010, que conseguiu uma liminar para ser retirada do cadastro.

O cadastro de empregadores flagrados com trabalhadores em condições análogas à escravidão recebeu 118 nomes novos na última segunda-feira. Apenas nove nomes foram retirados da lista, que é atualizada a cada seis meses pelo Ministério do Trabalho desde julho de 2005. A versão atual contém 398 infratores. Empresas e pessoas físicas são incluídas das nesta lista ao fim de um processo administrativo, que tem origem após o órgão encontrar irregularidades ao fiscalizar as empresas. Os nomes ficam no cadastro por dois anos e só são excluídos se não houver novas acusações e após o pagamento de multa. Os infratores ficam impedidos de obter créditos em bancos públicos e em alguns bancos privados.

Por que a MRV criou uma empresa de loteamentos (por eles mesmos)

quarta-feira, julho 11th, 2012

Leonardo Corrêa, diretor executivo financeiro da MRV, e Flávio Araújo, diretor executivo da Urbamais, contam os planos para a nova companhia
Tatiana Vaz, de Exame.com

MRV: criação da empresa de loteamento trará sinergia para o grupo

São Paulo – A construtora MRV Engenharia decidiu apostar em um novo ramo de negócios: o de loteamento, por meio da empresa Urbamais Properties e Participações. A loteadora recebeu um aporte inicial de 50 milhões de reais e já nasce com a expectativa de ter um banco de terrenos com projetos aprovados até 2014 de até 60 milhões de metros quadrados – o equivalente a um VGV de 5,4 bilhões de reais.

Para explicar melhor o que a construtora pretende com tal braço de negócio, Leonardo Corrêa, diretor executivo financeiro da MRV, e Flávio Araújo, diretor executivo da Urbamais, contam os planos para a nova companhia a seguir com exclusividade à EXAME.com:

EXAME.com – Por que resolveram entrar no segmento de loteamentos?

Leonardo Corrêa - No Brasil existe um bônus demográfico grande com demanda por espaços urbanos, construídos de maneira planejada. Nosso intuito, com a Urbamais, é atender esse mercado. O foco principal será residencial, mas conforme as necessidades das áreas de localização dos lotes, também faremos projetos para áreas comercial e industrial.

EXAME.com – Como a ideia de conceber a Urbamais foi desenvolvida dentro da empresa?

Flávio Araújo – De janeiro de 2011 a janeiro deste ano, a Urbamais passou por uma fase de incubadora dentro da MRV, período em que foi avaliada a viabilidade comercial e financeira do projeto, que acabou se tornando uma empresa por conta da sua relevância. Todos os diretores da construtora estiveram de alguma forma envolvidos no projeto e a ideia é que a Urbamais ganhe independência total da empresa mãe em breve.

Corrêa – Em janeiro trouxemos o Flávio de uma empresa de pavimentação e outros serviços para atuar como diretor executivo da nova companhia. Com ele, montamos uma equipe de pessoas de dentro e fora da MRV para se dedicar apenas à nova companhia. Hoje, a Urbamais começa a funcionar em salas distintas às da MRV, mesmo com a proximidade da sede de ambas, na capital mineira.

EXAME.com – E o conselho, como será composto?

Araújo – Além de Ruben Menin, presidente da MRV, e eu, o conselho contará também com outros três executivos da MRV: Rafael Souza, diretor executivo regional, Maria Fernanda Maia, diretora executiva jurídica e Marcos Cabaleiro, vice-presidente. Mais para frente nossa pretensão é sim contar ainda com a presença de conselheiros independentes.

EXAME.com – A Urbamais vai atuar onde a MRV já está?

Araújo – Basicamente sim, 120 cidades em todas as regiões do país, com exceção do Norte. Nosso foco será atuar em cidades com população acima de 200.000 habitantes, com projetos voltados à classe média e com mais de 300.000 metros quadrados.

Corrêa - A expectativa é que o banco de terrenos com projetos aprovados até 2014 chegue a 60 milhões de metros quadrados, o correspondente a um VGV de 5,4 bilhões de reais.

EXAME.com – Mas a ideia não é apenas vender para a própria MRV e Log, empresa de ativos para renda do grupo, né?

Corrêa – Não, vamos ofertar os serviços da Urbamais para todos os interessados. Claro que a MRV e Log terão sim prioridade de atendimento com o intuito de fazermos projetos mistos. Mas como as empresas serão de investidores e acionistas diferentes todas as negociações serão feitas entre as partes com base em preços praticados no mercado.

EXAME.com - Quanto a Urbamais pode atrapalhar ou ajudar nos resultados da MRV?

Corrêa – A Urbamais não atrapalhará em nada a MRV, pelo contrário. A sinergia entre as companhias é muito grande e novos negócios devem ser gerados para ambas a partir do trabalho em conjunto. Além disso, o valor investido na criação da companhia (50 milhões de reais, tendo 30 milhões de reais sido desembolsados pela MRV e 20 milhões de reais pelos controladores) é pequeno comparado ao valor de mercado do grupo hoje.

EXAME.com – A nova incorporadora competirá de igual com a Alphaville, da Gafisa?

Corrêa – Entendemos que nosso negócio é diferente porque iremos trabalhar com loteamento de terrenos como um todo, para todos os tipos de classes de consumo, enquanto que hoje Alphaville atende mais classe alta. Há uma demanda alta no país por esse tipo de serviço pela necessidade de expansão dos espaços urbanos, qualidade das cidades que temos hoje e construir com a melhor qualidade possível. Não queremos ficar de fora.

MRV nega trabalho escravo em suas obras

terça-feira, novembro 22nd, 2011

Incorporadora afirma que acusação do Ministério Público “causa estranheza”

Márcio Juliboni, de Exame.com

Projeto da MRV: para empresa, denúncias de trabalho escravo não procedem

São Paulo – A construtora e incorporadora MRV negou a existência de trabalho escravo em suas obras. A acusação foi divulgada ontem pelo Ministério Público do Trabalho, após fiscais encontrarem operários em situação irregular em duas obras da empresa no interior de São Paulo.

Em nota divulgada nesta terça-feira, a MRV afirma que “esta informação no procede”. Segundo a empresa, trata-se da mesma suspeita veiculada há dez meses.

A MRV afirma, ainda que “a retomada do assunto da forma que foi feita causa-nos estranheza e parece ter outras intenções que não apenas combater possível prática de trabalho escravo.”

De acordo com o Ministério Público do Trabalho, as irregularidades foram encontradas nas obras do condomínio Spazio Mont Vernon, em São Carlos, e no Beach Park, em Americana. Se confirmadas, as denúncias podem render multa de até 11 milhões de reais à MRV.

A incorporadora afirma que “não admite e nunca admitiu práticas de trabalho escravo em suas obras.”

MRV encerra 2o tri com lucro 26% maior, em R$ 190 milhões

quarta-feira, agosto 10th, 2011

Resultado ficou acima do esperado por analistas; número de lançamentos da empresa caiu

 Vivian Pereira, da Exame.com

A receita líquida da MRV cresceu 40,2%, para 988,4 milhões de reais.

São Paulo - A construtora e incorporadora MRV Engenharia fechou o segundo trimestre com um aumento anual de 26,1 por cento no lucro líquido do segundo trimestre, que somou 189,8 milhões de reais, conforme dados divulgados nesta terça-feira.

O resultado ficou ligeiramente acima da média de seis previsões obtidas pela Reuters com analistas, que apontava lucro líquido de 181,5 milhões de reais para a empresa no período.

De abril a junho, a companhia apurou Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 255,8 milhões de reais, 35,4 por cento maior na comparação com o mesmo período do ano passado. A margem Ebitda, enquanto isso, caiu de 26,8 para 25,9 por cento.

O recuo, segundo o vice-presidente financeiro da MRV, Leonardo Corrêa, foi decorrente sobretudo da base de comparação anual elevada. “O segundo trimestre de 2010 foi muito positivo… houve também um pequeno aumento em custos gerais e administrativos”, disse ele, acrescentando estar “tranquilo” com o cumprimento da meta de encerrar 2011 com margem Ebitda entre 25 e 28 por cento.

No segundo trimestre, a construtora viu seus lançamentos caírem 32,5 por cento na relação anual e 28 por cento sobre o primeiro trimestre, somando 751 milhões de reais.

“O volume menor de lançamentos se deu em função de fatores como gestão da companhia e atrasos no processo de legalização”, afirmou Corrêa, que garantiu um aumento do ritmo de lançamentos na segunda metade do ano. “Também vemos volume maior de vendas… Estamos confortáveis com a meta de execução”, acrescentou.

As vendas contratadas atingiram 968,5 milhões de reais nos três meses até junho, queda de 1,4 por cento ante o mesmo intervalo em 2010, mas alta de 16,6 por cento trimestre a trimestre. No semestre, as vendas alcançaram 1,8 bilhão de reais, mesmo volume acumulado de lançamentos.

Com isso, a MRV cumpriu, até junho, 40 por cento do ponto médio da meta de vendas para o fechado de 2011, estimadas entre 4,3 bilhões e 4,7 bilhões de reais.

Já a receita líquida cresceu 40,2 por cento, para 988,4 milhões de reais.

A MRV apurou velocidade de vendas –medida pela relação de venda sobre oferta– de 25 por cento no trimestre passado, aumento de 4 pontos percentuais.

A companhia informou ainda que fechou junho com um banco de terrenos com potencial para lançamentos da ordem de 16,3 bilhões de reais, expansão de 15,6 por cento sobre o final de março e de 43,9 por cento ano a ano, sendo que 58 por cento dos terrenos adicionados no trimestre foram adquiridos via permuta, sem necessidade de queima de caixa.

“O banco de terrenos vai continuar tendo crescimento (no segundo semestre), mas será mais módico”, disse Corrêa.

Segundo o executivo, nos seis primeiros meses do ano, a MRV concluiu 11.190 unidades.

MRV vende 30% da Log para fundo e estuda abrir capital da subsidiária

segunda-feira, julho 18th, 2011

Daniela D”Ambrosio | De São Paulo

Valor Econômico - 18/07/2011

 

Construção: Com aporte total de R$ 350 milhões, braço de logística entra em nova fase

 

Quatro anos depois de abrir o capital da MRV, Rubens Menin dá o segundo passo mais importante da sua trajetória no ramo imobiliário. Por R$ 250 milhões, o empresário mineiro fechou a venda de um terço da MRV LOG - subsidiária de imóveis para renda, como centros logísticos e shoppings - para o fundo de private equity Starwood Capital, que administra US$ 16 bilhões em ativos imobiliários no mundo e faz sua estreia no Brasil. Os sócios da Log fizeram um aporte adicional de mais R$ 100 milhões no negócio.Com a injeção de R$ 350 milhões, Menin prepara o braço de logística para uma fase de expansão acelerada e a futura abertura de capital do negócio, possivelmente no próximo ano, se as condições de mercado forem favoráveis. A capitalização tem importância estratégica porque a MRV Log vinha sendo grande consumidora de caixa da empresa mãe, a MRV, cujo foco principal é totalmente distinto.

 

O empresário mineiro que começou na baixa renda traça para o seu novo negócio trajetória semelhante à adotada na empresa que fundou há 32 anos, a MRV. A companhia de baixa renda recebeu aporte de R$ 160 milhões do fundo Autonomy em dezembro de 2006. Ganhou musculatura e conseguiu a maior capitalização (R$ 1 bilhão) em bolsa de uma empresa do ramo imobiliário na primeira emissão de ações. A própria Log foi fundada em 2008 em sociedade com o Autonomy, que detinha 35% e vendeu sua participação em julho de 2009 em uma oferta de ações secundária. O braço de logística ficou um tempo adormecido até voltar à ativa, em agosto de 2010.

 

Menin é presidente do conselho de administração da MRV Log, no qual a Starwood ocupará dois assentos. Ele e os executivos ressaltam que o objetivo é tornar a empresa a maior do país no setor de logística e galpões industriais. Atualmente, a empresa tem 26 projetos em sete Estados, o equivalente a 1 milhão de m2 de área bruta locável. O objetivo é atingir 3 milhões de m2 em três anos.

 

Por enquanto, a empresa tem, prontos, 76 mil m2 de área construída e 47,6 mil m2 em operação. Hoje, a MRV Log possui R$ 450 milhões em patrimônio líquido - o da MRV é de R$ 3,2 bilhões.

 

Embora também atue em shoppings e malls de pequeno e médio porte, cerca de 80% dos negócios estão em condomínios e centros logísticos. “Durante 30 anos, rodei o Brasil procurando terrenos, temos muita experiência nisso”, afirma Marcos Cabaleiro, presidente da MRV Log, que conta com a demanda por esse tipo de produto no Centro-Oeste, Sul e Nordeste - a atuação nacional é vendida pela companhia como seu principal diferencial. ” É um setor que precisa de capital intensivo e só um player grande como nós consegue ter atuação nacional”, diz Menin.

 

Além de Cabaleiro, no time da MRV Log, Menin tem Sérgio Fischer, que ficou durante oito anos na Flórida trabalhando em uma empresa de centros logísticos, da qual Menin é sócio. “Estamos trazendo o conceito e o padrão que existe lá para o Brasil”, afirma. “Hoje em dia, apenas São Paulo e Rio possuem produtos desse tipo.”

 

A entrada do fundo será um processo catalisador para uma nova fase da empresa, que deve incorporar instrumentos de dívida (como CRI, financiamento à construção e debêntures) para financiar seu crescimento e aumentar o retorno. “Até agora, estava tudo sendo feito com capital próprio, mas queremos trazer mais alavancagem financeira para a empresa”, diz Leonardo Correa, diretor financeiro e de RI da MRV. Para 2011, a previsão de investimentos é de R$ 600 milhões.

 

O maior projeto da companhia será um loteamento industrial com seis milhões de m 2 em Betim. A empresa investirá R$ 175 milhões na urbanização do local, que deve comportar cerca de 350 empresas. Ao contrário de outros negócios, terá cerca de 3,5 milhões de m 2 que serão vendidos.

MRV vê pressão por mão de obra em 2011, ações caem mais de 5%

quinta-feira, março 24th, 2011

Empresa fez revisão orçamentária do final do ano anterior, escasses de profissionais pode pressionar custos de resultados
Reuters

São Paulo - A construtora e incorporadora MRV Engenharia espera ver em 2011 um cenário similar ao do ano passado, quando a escassez de mão de obra resultou em forte pressão de custos nos resultados da companhia.

“A compressão maior de mão de obra (vista) em 2010 vai acontecer em 2011 também”, disse o presidente-executivo da MRV, Rubens Menin, em teleconferência nesta quinta-feira.

Diante deste cenário, a empresa realizou uma revisão orçamentária significativa no último trimestre de 2010, o que resultou em redução da margem do resultado a apropriar (REF) de 48 para 45,9 por cento sobre os três meses anteriores. Em valores, o impacto não-recorrente foi de cerca de 50 milhões de reais, segundo o vice-presidente financeiro Leonardo Corrêa.

A MRV também viu os encargos financeiros alocados no Custo dos Imóveis Vendidos (CMV) saltarem de 16,2 milhões para 37,2 milhões de reais entre setembro e dezembro, representando 4,3 por cento da receita líquida no trimestre.

Menin, no entanto, assegurou que a revisão orçamentária foi reflexo de uma posição conservadora da empresa e garantiu as condições para que a meta de margem Ebitda traçada para 2011 –de 25 a 28 por cento– seja cumprida.

“Nossos orçamentos estão 100 por cento enquadrados. A revisão foi fruto de conservadorismo (…) consequência de demanda maior de mão de obra que certamente vai ocorrer. Não vai ser recorrente, fizemos uma única vez. Estamos muito tranquilos com ‘guidance’ de margem Ebitda”, disse ele.

Após a teleconferência, os investidores reagiam mal aos números apresentados pela MRV. Às 11h25, as ações da construtora se desvalorizavam em 5,25 por cento, enquanto o Ibovespa tinha leve queda de 0,3 por cento no mesmo horário.

Lucro Menor do que o Esperado

A MRV apresentou na manhã desta quinta-feira lucro líquido de 152,1 milhões de reais para o último trimestre do ano passado, aumento de 24,9 por cento sobre o ganho obtido no mesmo intervalo de 2009.

A média das estimativas obtidas pela Reuters com nove analistas era de lucro líquido de 171,6 milhões de reais para a empresa no período.

Na comparação com os três meses imediatamente anteriores, contudo, o lucro da empresa recuou 29,6 por cento.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia totalizou 187,5 milhões de reais nos três meses até dezembro, alta anual de 20,4 por cento. A margem, por sua vez, caiu de 29,1 para 21,6 por cento.

No acumulado de 2010, o lucro líquido da MRV atingiu 634,5 milhões de reais, expansão de 82,7 por cento em relação ao apurado no ano anterior.

Já a geração de caixa operacional, medida pelo Ebitda, foi de 795,9 milhões de reais nos 12 meses do último ano, 81,1 por cento maior ante 2009. A margem ficou em 26,3 por cento.

A companhia já havia reportado em janeiro vendas contratadas de 1,15 bilhão de reais no último trimestre de 2010, alta de 53 por cento sobre igual intervalo de 2009.

Em todo o ano passado, as vendas da MRV cresceram 33 por cento, para 3,75 bilhões de reais, ficando ligeiramente acima do ponto mais baixo da meta traçada para 2010, que era de 3,7 bilhões a 4,3 bilhões de reais.

A velocidade de vendas, medida pela relação de venda sobre oferta, ficou em 32 por cento no quarto trimestre.

Já os lançamentos da MRV totalizaram 1,85 bilhão de reais nos três meses até dezembro, alta de 75,9 por cento sobre o mesmo período em 2009. No fechado de 2010, a empresa lançou 4,60 bilhões de reais, aumento de 78 por cento ano a ano.

A companhia contabilizou receita líquida de 866,2 milhões de reais no quarto trimestre do ano passado e de 3,02 bilhões de reais no fechado de 2010, crescimento anual de 61,7 e 83,4 por cento, respectivamente.

A MRV reiterou nesta quinta-feira as projeções para 2011 de vendas contratadas entre 4,3 bilhões e 4,7 bilhões de reais. A companhia prevê que, este ano, sejam entregues cerca de 28 mil unidades, ante 15 mil em 2010

Exame.com: Vendas da MRV sobem 53% e batem recorde no 4º trimestre

terça-feira, janeiro 18th, 2011

O resultado da comercialização de imóveis de outubro a dezembro do ano passado fo o maior para um trimestre na história da companhia
Reuters

São Paulo - A construtora e incorporadora MRV Engenharia informou nesta segunda-feira que apurou vendas contratadas de 1,15 bilhão de reais no último trimestre de 2010, alta de 53 por cento sobre igual intervalo de 2009.

O resultado da comercialização de imóveis de outubro a dezembro do ano passado fo o maior para um trimestre na história da companhia.

Em todo o ano passado, as vendas da MRV cresceram 33 por cento, para 3,75 bilhões de reais, ficando ligeiramente acima do ponto mais baixo da meta traçada para 2010, que era de 3,7 bilhões a 4,3 bilhões de reais.

A velocidade de vendas, medida pela relação de venda sobre oferta, ficou em 32 por cento no quarto trimestre.

A empresa informou ainda que, do total vendido entre outubro e dezembro, 70 por cento dos imóveis tinham valor entre 80 mil e 130 mil reais, sendo que a maior parcela do total comercializado ficou concentrada no Estado de São Paulo.

Já os lançamentos da MRV totalizaram 1,85 bilhão de reais nos três meses até dezembro, alta de 75,9 por cento sobre o mesmo período em 2009.

No acumulado de 2010, a companhia lançou 4,60 bilhões de reais, aumento de 78 por cento ano a ano.

O Estado de São Paulo também respondeu pela maior parte dos imóveis lançados no quarto trimestre, enquanto aqueles com valor entre 80 mil e 130 mil reais responderam por 62 por cento do volume total.

A MRV encerrou dezembro com banco de terrenos para lançamentos da ordem de 13,6 bilhões de reais.