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Diretores financeiro e de investimentos da PDG renunciam

quarta-feira, outubro 10th, 2012

João Miguel Mallet Racy Ferreira e Pedro Thompson Landeira de Oliveira renunciaram aos cargos na empreiteira
Vivian Pereira, da REUTERS

As mudanças ocorrem pouco mais de um mês após uma reorganização no corpo executivo da PDG

São Paulo - A PDG Realty anunciou nesta quarta-feira que João Miguel Mallet Racy Ferreira e Pedro Thompson Landeira de Oliveira renunciaram aos cargos de diretor financeiro e diretor de investimentos, respectivamente.

O vice-presidente e diretor de Relação com Investidores da construtora e incorporadora, Marco Racy Kheirallah, acumulará o cargo de diretor financeiro, enquanto a diretoria de investimentos permanecerá vaga.

As mudanças ocorrem pouco mais de um mês após uma reorganização no corpo executivo da companhia. No fim de agosto, o Conselho da PDG elegeu Carlos Piani como novo presidente-executivo no lugar de Zeca Grabowsky, que ocupou o posto por seis anos e passou a ser chairman da companhia.

O movimento ocorre ainda após a conclusão, em 29 de agosto, de capitalização de 796 milhões de reais por meio da emissão de 199 milhões de bônus de subscrição pela PDG.

A PDG não errou’, diz novo presidente

segunda-feira, setembro 3rd, 2012

Piani culpa o mercado e o crescimento acelerado pela crise que levou a incorporadora a prejuízo de R$ 418 milhões
O Estado de S.Paulo
A Vinci sempre acompanhou de muito perto as estratégias da PDG. O que muda com o retorno da gestora como principal acionista da empresa

A PDG foi criada a partir do fundo de private equity do Pactual por alguns executivos que hoje fazem parte da Vinci. Nessa época, a Vinci ainda não havia sido fundada. Além disso, é preciso diferenciar a atuação dos executivos da Vinci no Board da PDG com a participação do private equity da Vinci na empresa. Esta é a primeira vez que ela entra como acionista relevante na empresa. Portanto não houve retorno, será uma nova gestão.

Por que o sr. aceitou comandar a empresa?

Primeiramente, trata-se de um imenso desafio pessoal e profissional, em que terei a oportunidade de aplicar a minha expertise operacional - adquirida principalmente no turnaround que promovi na Cemar -, aliada à minha experiência em finanças e em outros setores. Como a PDG está entrando em um novo ciclo, imagino que poderei contribuir bastante na aceleração da busca por eficiência e rentabilidade.

Da experiência na distribuidora de energia Cemar, o que o sr. pretende replicar na PDG?

A Cemar estava em uma situação pré-falimentar, com restrições financeiras, limitação no investimento e dificuldades operacionais. Além disso, a percepção do consumidor em relação ao serviço prestado não era boa. Fizemos mudanças na estrutura organizacional, revisamos processos e sistemas e, no ano passado, ela foi reconhecida como a segunda empresa de energia mais eficiente do Brasil. Cemar e PDG são negócios distintos que se encontram em fases diferentes. A Cemar me proporcionou uma experiência operacional que com certeza me ajudará na gestão da PDG.

Quais são seus maiores desafios à frente da incorporadora?

Primeiro, com a ajuda de José Grabowsky, pretendo me familiarizar com a operação e aos poucos mapear as estratégias para o futuro da PDG. O desafio é acelerar o processo de integração de nossas unidades de negócio, ser mais eficiente do ponto de vista operacional, focar na entrega de unidades e na geração de caixa.

Como uma empresa que, no ano passado, era uma das mais lucrativas do setor, hoje é uma das menos rentáveis? O mercado, claro, tem sua parcela de culpa. Mas onde a PDG errou?

Não acho que a PDG errou. São momentos diferentes do setor e do mercado como um todo. O setor cresceu de forma muito acelerada, e a PDG também. O que está acontecendo agora é que o setor deu um freio nessa aceleração para avaliar este cenário, de menor crescimento. Mas tenho vários outros exemplos para te dar. Por exemplo, a área de crédito no Brasil cresceu muito rápido e agora também está passando por ajustes.

O que o sr. pretende fazer para reverter essa situação?

Antes de fazer qualquer colocação a respeito das estratégias para o futuro da empresa, preciso me situar e entender melhor a operação. Acredito que dentro de 60 a 90 dias eu possa ter perspectivas mais claras sobre o que pode ser esperado em termos de mudanças na PDG.

A PDG voltará a ser a maior do Brasil ou a ideia, daqui pra frente, é manter uma operação menor - e mais sob controle?

Uma certeza que tenho é que não precisamos ser a maior. O que quero é transformar a PDG numa grande empresa para os seus acionistas, funcionários e clientes. Tem de ser um bom negócio para todos. Tendo isso, saberemos que tamanho a empresa vai ter.

Sobre atrasos de obra: a partir de quando os consumidores vão sentir as mudanças?

Mesmo antes da entrada da Vinci, a entrega das unidades atrasadas já era uma das prioridades da PDG. Nossa expectativa é de manter essa prioridade.

PDG troca comando e vai para o tudo ou nada

segunda-feira, setembro 3rd, 2012

Agência Estado
A empresa deu prejuízo de R$ 418 milhões no 1º semestre e a entrega de mais da metade das 30 mil unidades está atrasada. Carlos Augusto Piani é o novo presidente

São Paulo - No dia em que acordou presidente da segunda maior construtora do país, Carlos Augusto Piani, 38 anos, ganhou de seu antecessor uma camisa branca, usada, com a logomarca da companhia bordada no peito. Vestiu o presente ali mesmo, no escritório, para receber os cumprimentos dos funcionários e dar sua primeira entrevista à imprensa. Lugares-comuns à parte, o que a PDG queria mostrar ao mercado naquele dia é que agora está sob o comando de alguém disposto a “vestir a camisa” e “viver e morrer” pela empresa, nas palavras do próprio Piani.

O tom dramático combina com a situação da PDG. A empresa deu prejuízo de R$ 418 milhões no primeiro semestre e mais da metade das 30 mil unidades que tem para entregar este ano está atrasada. Milhares de famílias esperam as chaves há mais de seis meses. Em razão desse cenário, a empresa foi a segunda do setor que mais perdeu valor em bolsa este ano - só não desvalorizou mais que a Viver. Quando aceitou o convite para se tornar o novo presidente da incorporadora, Piani já sabia que teria tempos difíceis pela frente.

Ele é um dos sócios da gestora de recursos Vinci Partners, que acabou de injetar R$ 486 milhões na PDG e se tornou a maior acionista da incorporadora, com uma fatia de 9%. O aporte e o possível retorno da Vinci como sócia da empresa foram anunciados em maio, mas dependiam do sucesso de uma complexa transação financeira para se concretizarem. Isso aconteceu na semana passada, para alívio dos executivos da empresa e de investidores, que viam essa como a mais importante cartada da incorporadora para se recuperar da maior crise de sua história.

Apesar de jovem, Piani já tem no currículo uma experiência bem-sucedida com outra empresa enroscada. Em 2004, com 30 anos, se tornou diretor financeiro e depois presidente da distribuidora de energia do Maranhão, a Cemar, onde a Vinci também colocou dinheiro. Na época, a Cemar estava quebrada e carregava o peso de prestar o pior serviço do setor. No ano passado, a Cemar foi eleita pela Aneel, órgão que regula o setor elétrico, a segunda empresa mais eficiente entre as distribuidoras de energia. “É um caso de sucesso, mas não significa que poderá ser copiado no setor imobiliário”, disse um analista.

Até o início do ano, a PDG era, na verdade, um conjunto de três empresas que funcionavam separadamente. Nos últimos meses, toda a parte administrativa da PDG foi integrada. Cerca de 200 pessoas foram desligadas da empresa, e os escritórios de Agre e Goldfarb passaram a funcionar no mesmo local, em São Paulo

Agora, a empresa tenta, com a consultoria do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), padronizar seus canteiros de obra.

Carlos Piani chega exatamente nesse estágio. Ele disse que só anunciará os próximos passos a serem dados na construtora daqui a 90 dias. Por enquanto, preferiu um discurso tangencial. “Vocês terão de esperar para ver qual é meu estilo”, disse aos analistas de mercado. Sua primeira tarefa, segundo executivos da empresa, não será fácil: caberá a ele fazer as mudanças na cúpula da companhia e escolher entre os sócios, fundadores das empresas adquiridas, quem tocará a operação.

“Vestir a camisa”, pelo visto, será a mais simples das missões do novo presidente. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

Vinci vira maior acionista da PDG e indica presidente

quinta-feira, agosto 30th, 2012

Gestora de recursos escolheu Carlos Piani, um de seus executivos, para substituir José Grabowsky no comando
NAIANA OSCAR - O Estado de S.Paulo

A gestora de recursos Vinci Partners será mesmo a maior acionista da incorporadora PDG, uma das líderes entre as empresas imobiliárias de capital aberto. Ontem, as informações preliminares da transação proposta pela Vinci para se tornar sócia da PDG e injetar R$ 436 milhões no caixa da companhia indicavam que as condições mínimas estabelecidas pela gestora já estavam garantidas. Os dados consolidados sobre o negócio serão divulgados amanhã.

A primeira medida da Vinci à frente da PDG será indicar um novo presidente. O nome saiu dos próprios quadros da gestora: o executivo Carlos Piani, de 38 anos. Ele era responsável pela área de private equity da Vinci Partners, que tem participação em empresas como a distribuidora de energia Cemar, a seguradora Austral e a rede de fast-food Burger King. O nome dele será submetido ao conselho de administração na próxima sexta-feira para substituir José Grabowsky, um dos fundadores da PDG.

Desde o ano passado, Grabowsky vem dizendo ao mercado que deixaria a presidência da incorporadora. Mas ele teve de adiar os planos, porque a empresa entrou num momento crítico, com atrasos na entrega de apartamentos, obras com custos acima do previsto e, consequentemente, prejuízo. O nome mais cotado para assumir o comando no lugar de Grabowsky até o primeiro trimestre do ano era o do antigo diretor financeiro, Michel Wurman, que deixou a empresa em maio, após desentendimentos com a cúpula da companhia.

Internamente, desde o fim do primeiro trimestre, a PDG passa por um processo de integração de suas operações, já que a companhia é na verdade um mix de outras empresas imobiliárias adquiridas nos últimos cinco anos: CHL, no Rio, Goldfarb e Agre, em São Paulo.

Os laços da Vinci com a PDG remontam à origem da empresa. A incorporadora nasceu em 2003 como um braço de investimentos imobiliários do banco Pactual - na época, comandado pelos banqueiros André Esteves e Gilberto Sayão, esse último, fundador da Vinci. A gestora já teve uma participação superior a 10% na PDG, mas vendeu sua fatia ao longo de 2010 e 2011. Com a saída da Vinci, a PDG se tornou uma “corporation”, ou seja, com 83% do seu capital nas mãos de investidores com participações inferiores a 5%.

Em maio, a Vinci propôs uma complexa operação financeira para voltar, que previa a emissão de um conjunto de novas ações e debêntures no mercado, no valor total de R$ 799,98 milhões.

Condições. Mas, para levar adiante o investimento, a Vinci colocou uma condição: a de comprar no mínimo 54,8% dos novos papéis, no valor de R$ 436 milhões, sendo que os acionistas minoritários da PDG teriam prioridade nessa compra. Ontem, ao acompanhar a adesão dos demais investidores, a Vinci teve certeza de poderia ficar com mais da metade dos papéis. Nem a gestora, nem a companhia falaram sobre o assunto.

7 construtoras que escorregaram feio no primeiro semestre

sexta-feira, agosto 17th, 2012

Período castigou o setor de construção civil como um todo, e algumas companhias não conseguiram encerrar o semestre no azul

Daniela Barbosa, de Exame.com

No vermelho

São Paulo - Poucos lançamentos, desaceleração das vendas e liquidação de estoques. O primeiro semestre não foi positivo para o setor de construção civil, principalmente para as incorporadoras de empreendimentos residenciais.

Das 17 companhias de capital aberto que representam esse segmento no país, boa parte delas apresentou queda em seus ganhos na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a consultoria Economática. E pelo menos sete delas fecharam o semestre no vermelho.

Para Erick Scott, analista do setor de construção civil da SLW Corretora, o semestre fraco é reflexo, antes de tudo, da própria desaceleração econômica do país. “As vendas foram menores no período, pois as construtoras estavam focadas em desencalhar os estoques”, afirmou.

A PDG e a Brookfield foram as que mais apresentaram prejuízos nos seis primeiros meses do ano. Juntas, elas somaram perdas de quase 800 milhões de reais no semestre. Segundo Scott, os resultados tão negativos estão atrelados a ajustes de custos que as duas construtoras tiveram que fazer.

“A tendência é que o setor comece a se reerguer daqui para frente. Acredito que o momento mais crítico já tenha ficado para trás. Mas a recuperação não será do dia para noite; deve demorar um pouco e dificilmente deve voltar a ser como era dois anos atrás”, disse o analista.

PDG

Nos seis primeiros meses do ano, a PDG acumulou prejuízo de 417,6 milhões de reais, ante um lucro de 470,3 milhões de reais somado no mesmo período do ano passado.

Segundo a companhia, em seu balanço financeiro, a queda está diretamente ligada à revisão dos orçamentos que a companhia precisou fazer no segundo trimestre do ano.

A construtora fez um acréscimo de 478 milhões de reais em custos no período, boa parte proveniente de obras de terceiros e parceiros.

A PDG espera entregar cerca de 35.000 unidades neste ano, mas revisou o número para 30.000, reposicionando o restante para 2013.

Brookfield

A Brookfield também revisou suas metas para este ano, após o resultado desastroso apresentado no primeiro semestre do ano. A companhia, que tinha metas de lançamentos e vendas de 4,5 bilhões de reais e 4,2 bilhões de reais, reduziu para 3 bilhões de reais e 3,5 bilhões de reais, respectivamente.

No primeiro semestre, a construtora reportou prejuízo de 379,5 milhões de reais. O resultado negativo perda foi atribuído à realização de um ajuste de orçamento, que fez com que a empresa reconhecesse custos adicionais e revertesse receita.

No primeiro semestre de 2011, a Brookfield havia somado lucro de 144 milhões de reais.

Viver

Nos seis primeiros meses do ano, a Viver Incorporadora acumulou prejuízo de 64,7 milhões de reais, ante lucro de 18,5 milhões de reais registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo a companhia, o resultado ruim está atrelado à alta de custos no período, ao aumento do número de contratos desfeitos, à desaceleração do ritmo de repasse, que impactou na amortização das dívidas da companhia e, consequentemente, a mais despesas financeiras.

João Fortes

A João Fortes acumulou perdas de 33,2 milhões de reais nos seis primeiros meses do ano. Em 2011, no mesmo período, a construtora havia reportado lucro de quase 7 milhões de reais.

No período, as vendas da companhia caíram quase 40% em relação ao primeiro semestre de 2011, totalizando pouco mais de 67 milhões de reais.

Já as despesas financeiras da companhia cresceram 100%, totalizando 34 milhões de reais.

Gafisa

No segundo trimestre do ano, a Gafisa conseguiu reverter o prejuízo acumulado no mesmo período do ano passado e reportou lucro líquido de 1 milhão de reais; mas, no consolidado do semestre, a construtora apresentou prejuízo de 30,4 milhões de reais.

A Tenda, braço voltado para a baixa renda da companhia, foi mais uma vez a principal vilã para o resultado ruim apresentado pela companhia. Somente ela foi responsável por um prejuízo de mais de 43 milhões de reais no primeiro semestre.

CR2

A CR2 registrou prejuízo de 14,2 milhões de reais no primeiro semestre do ano, apesar da perda, o montante 42% menor que o prejuízo apresentado pela construtora nos seis primeiros meses do ano passado.

No mesmo período, a receita da companhia cresceu mais de 40%, totalizando cerca de 110 milhões de reais.

Tecnisa

A Tecnisa registrou prejuízo de 8,7 milhões de reais no primeiro semestre do ano, ante lucro de 126 milhões de reais acumulado no mesmo período do ano passado.

O resultado negativo foi reflexo do prejuízo apresentado pela construtora no primeiro trimestre do ano de mais de 11 milhões de reais, uma vez que no segundo trimestre, a Tecnisa registrou lucro de 2,6 milhões de reais.

Nos três primeiro meses do ano, a ausência de lançamentos da construtora impactou as vendas que, por sua vez, refletiu negativamente nos ganhos da Tecnisa.

Após prejuízo, PDG não prevê novos ajustes de custos

terça-feira, agosto 14th, 2012

O resultado negativo apurado de abril a junho foi decorrente principalmente de um acréscimo de R$ 478 milhões em custos

Vivian Pereira, da Reuters

São Paulo - Após sofrer prejuízo líquido de 450,1 milhões de reais no segundo trimestre, a PDG Realty espera não ter de lidar com novas revisões orçamentárias nos próximos trimestres, embora não descarte eventuais surpresas.

O resultado negativo apurado de abril a junho foi decorrente principalmente de um acréscimo de 478 milhões de reais em custos, sendo a maior parte proveniente de obras de terceiros e parceiros. Se excluídos tais ajustes, a empresa teria lucro líquido de 4,9 milhões de reais no período.

“Tentamos ser bastante cuidadosos revisando uma proporção relevante dos nossos projetos, com dados mais atualizados”, afirmou o presidente-executivo da PDG, Zeca Grabowsky, em teleconferência nesta terça-feira.

“Esse número vai valer por muito tempo, mas infelizmente se houver surpresas faremos eventuais ajustes trimestre a trimestre… mas não é expectativa ter faltado algum ajuste”, acrescentou.

O executivo se referiu à revisão detalhada realizada em todos canteiros de obras da companhia, após identificar uma série de problemas nos últimos trimestres.

Além de problemas no caso de obras terceirizadas, Grabowsky apontou atrasos causados por problemas com documentações e com algumas prefeituras, dificultando a obtenção do “Habite-se”, documento que autoriza o início da utilização de um imóvel.

Em meio a essa demora, a PDG revisou a expectativa de obter 38 mil “Habite-se” neste ano para o intervalo entre 34 mil e 35 mil, o que levou a uma redução da previsão de entregas de imóveis em 2012.

Assim, a companhia espera entregar de 28 a 30 mil unidades no fechado deste ano, reposicionando as restantes para 2013.

Diante da nova previsão, a PDG terá de contabilizar entre 9 mil e 10 mil entregas a cada trimestre até o fim de 2012. Na primeira metade do ano, foram entregues cerca de 10 mil imóveis.

“Essa é a expectativa mais realista a partir de hoje”, afirmou Grabowsky. “Para 2013 voltaremos ao patamar de 32 mil a 35 mil (entregas)”.
Buscando reduzir os impactos dos problemas já identificados daqui para frente, a PDG reorganizou suas operações e, segundo Grabowsky, já começou a ver indícios de melhora no início do atual trimestre.

“Maio foi ruim, julho foi um mês mais fraco por ser período de férias, mas agosto já está sendo melhor”, disse ele.

A companhia aumentou sua participação em obras próprias e, na primeira metade do ano, já controlava 92 por cento do total, com o objetivo de identificar possíveis desvios de orçamento com antecedência.

A PDG também diminuiu o número unidades a serem lançadas e aumentou a concentração na região Sudeste.

No início de julho, a empresa reduziu pela segunda vez a previsão de lançamentos para este ano, para o intervalo de 4 bilhões a 5 bilhões de reais, contra projeção anterior de 8 bilhões a 9 bilhões de reais.

Em abril, a companhia já havia cortado a estimativa inicial de 9 bilhões a 11 bilhões de reais de lançamentos em 2012.

Até junho, a PDG cumpriu 34 por cento do ponto médio da previsão anual, restando um saldo de 2 bilhões a 2,5 bilhões de reais para o segundo semestre.

Grabowsky, entretanto, não fez previsões para o próximo ano, quando terá um grande volume de unidades a serem entregues. “Ainda não temos expectativa exata de lançamentos para 2013″, disse.

Lançamentos da PDG despencam 80% no segundo trimestre

terça-feira, julho 10th, 2012

Incorporadora reduz pela metade as metas de lançamento para este ano

Márcio Juliboni, de Exame.com

São Paulo – Depois de a Gafisa anunciar lançamentos 60% menores no segundo trimestre, é a vez da PDG mostrar seus números. A incorporadora encerrou o período com 404 milhões de reais lançados. A cifra é 80,3% menor que a do segundo trimestre do ano passado.

Em comunicado, a PDG informou, ainda, que reduziu seu guidance (o jargão do mercado para metas) de lançamentos para a faixa de 4 a 5 bilhões de reais. A meta anterior era uma faixa de 8 a 9 bilhões de reais.

Entre abril e junho, 66% dos lançamentos da PDG focaram imóveis de classe média (unidades entre 250.000 e 500.000 reais). Outros 25% foram para a classe média alta (entre 500.000 e 1 milhão de reais). Os demais 9% situaram-se no segmento econômico (até 250.000 reais).

Vendas

A PDG encerrou o segundo trimestre com vendas contratadas de 1,241 bilhão de reais. A cifra é 32% menor que a do mesmo período do ano passado, e 31% inferior à do primeiro trimestre.

No acumulado do primeiro semestre, o volume de lançamentos foi 60,1% menor que o do mesmo período do ano passado, somando 1,520 bilhão de reais. Já as vendas contratadas, entre janeiro e junho, alcançaram 3,035 bilhões de reais, ou 14% menos que a comparação.

A PDG está sem dono — e sem brilho

quinta-feira, junho 28th, 2012

A PDG, maior incorporadora do país, era comandada por um presidente que queria sair e um sucessor que não queria ficar — e seu valor de mercado caiu 60% em um ano

Carolina Meyer, de Exame

São Paulo - Por quase seis anos, a dupla formada pelos cariocas José Antonio Gra­bowsky e Michel Wurman virou o mercado imobiliário brasileiro de pernas para o ar. Fundadores da incorporadora PDG, ambos vindos do mercado financeiro, os executivos imprimiram à empresa um ritmo de tirar o fôlego.

Quatro anos e uma série de aquisições depois, já comandavam a maior incorporadora do país — Gra­bowsky na presidência e Wurman no departamento financeiro. Foi um fenômeno. Entre 2007 e 2011, as ações da PDG na Bovespa valorizaram 124%, o triplo do Índice Bovespa, que reúne as maiores empresas listadas do país.

A PDG faturou 6,8 bilhões de reais no ano passado. Tudo correu às mil maravilhas até que, de repente, a sintonia que regia a dupla foi-se embora. De um ano para cá, o valor de mercado da PDG caiu 60%. Em abril, a empresa anunciou que as obras estavam custando mais caro que o previsto.

No primeiro trimestre, o lucro caiu 79%. E, para completar o enredo, Wurman deixou a empresa de maneira surpreendente em maio. As ações caíram tanto que, no final daquele mês, o fundo de investimentos Vinci anunciou uma oferta para voltar ao controle da PDG (posição ocupada pela Vinci até fevereiro de 2010).

Nas últimas semanas, EXAME ouviu conselheiros, executivos e ex-funcionários da PDG para reconstruir a história de seu espetacular tropeço recente. Não é de surpreender que essa história gire em torno dos dois mandachuvas.

A dupla viveu um período conturbado, e no pior momento possível — foi no último ano, afinal, que os resultados se deterioraram e ficou claro que haveria pela frente um árduo processo de reestruturação. O estopim da crise, que acabaria com a parceria e destruiria anos de amizade, foi a sucessão de poder na maior incorporadora do país.

Em novembro, Grabowsky avisou o conselho de administração da PDG que deixaria a presidência da empresa em 2012, ocuparia um assento no conselho e passaria o bastão a seu braço direito.

O plano estava tão adiantado que Grabowsky acertava os detalhes finais de sua ida para a Vinci, onde participaria da gestão de um fundo imobiliário. Em um semestre, tudo foi por água abaixo. Wurman deixou a empresa e Gra­bowsky teve de adiar sua saída. Hoje, os dois mal se falam.

Por que a sucessão da PDG deu errado? Segundo EXAME apurou, Wurman desistiu do acordo (nas palavras de um conselheiro, “aos 47 minutos do segundo tempo”) ao constatar que a presidência da empresa lhe traria problemas de mais e dinheiro de menos. Se o período de Grabowsky à frente da PDG seria conhecido como a “época de ouro”, a gestão de Wurman seria a do ajuste.

Com custos em alta e lançamentos em baixa, a PDG entra agora, assim como quase todas as construtoras do país, numa fase menos exuberante. Seria necessário, segundo Wurman tem dito a amigos, cortar custos drasticamente — algo que só os executivos sádicos gostam de fazer.

Segundo um conselheiro ouvido por EXAME, o executivo até topava a tarefa — desde que fosse muito bem recompensado e que seu mandato fosse de um ano. Wurman alegou que a PDG passaria por um teste de credibilidade no mercado motivado por aquilo que ele via como um conflito de interesses nascido a partir da relação da Vinci com a PDG.

Mesmo depois de ter vendido sua participação em 2010, o fundo tem dois representantes no conselho de administração — cujo presidente é Gilberto Sayão, fundador da Vinci. A ida de Gra­bowsky da presidência da PDG para o fundo poderia, na visão de Wurman, pegar mal.

Afinal, a Vinci ia querer o melhor para a PDG, onde tem uma participação irrisória, ou para seu próprio fundo imobiliário? Para os defensores da Vinci, o conflito de interesses não existe — o fundo imobiliário seria dedicado à compra e à administração de imóveis comerciais, e a principal atividade da PDG é a incorporação de imóveis residenciais (a PDG deixou o mercado de imóveis comerciais em novembro de 2011).

Como no mercado financeiro tudo tem seu preço, Wurman condicionou sua permanência à aprovação, pelo conselho, de um novo e gordo pacote de remuneração. A proposta não foi bem recebida, já que a empresa estava para anunciar seus maus resultados do primeiro trimestre.

Como a ideia não vingou, Wurman desistiu. No final de março, comunicou ao conselho que deixaria a empresa. Ele tem em mãos uma proposta de trabalho do banco de investimento BTG Pactual — o que gerou, entre seus novos inimigos, a versão de que a saída já estava acertada há tempos.

Sua atitude é descrita por conselheiros como “irresponsável”. Já Gra­bowsky abandonou, pelo menos por enquanto, os planos de voltar ao mercado financeiro. Na conferência de resultados do dia 11 de maio, ele atribuiu a saída de Wurman a uma decisão do conselho da PDG, que entendeu que o executivo não era o nome mais indicado para o cargo.

Na segunda-feira seguinte, as ações caíram 10%. Procurados, Wurman, Grabowsky e os executivos da Vinci não quiseram se pronunciar.

Enquanto era tocada por um presidente que não queria ficar e um substituto doido para sair, a PDG se transformou num estudo de caso dos limites do modelo das “corporations”, empresas sem bloco de controle definido. Apenas sete companhias listadas na Bovespa têm essa estrutura de comando.

Nos Estados Unidos, o comum é que os conselhos de administração sejam compostos por acionistas, que têm muito a perder quando a companhia vai mal. Na PDG, os membros do conselho detêm apenas 0,53% das ações. O dia a dia da companhia acaba, portanto, nas mãos dos principais executivos — que, como se viu, estavam com a cabeça um tanto distante.

Além do bafafá sucessório, a empresa passou por momentos constrangedores. Em março, a PDG divulgou, em um relatório enviado à Comissão de Valores Mobiliários, que três diretores utilizaram derivativos para se proteger de possíveis quedas no valor das ações — em uma dessas operações, o diretor ganhava mais à medida que os papéis desvalorizassem.

“Numa empresa normal, esses executivos teriam sido demitidos”, diz um conselheiro que pediu para não ser identificado. “A manutenção dos três só mostra como ninguém aqui dentro se importa com o que acontece na PDG.” O tipo de operação financeira feita pelos executivos, embora não seja ilegal, foi proibido pelo conselho dois meses depois.

Em maio, com as ações da PDG próximas de seu menor valor desde 2009, a Vinci anunciou sua intenção de voltar ao comando da companhia com um investimento de 800 milhões de reais. Se aprovado, o negócio dará ao fundo uma série de direitos. Na prática, a Vinci terá o controle da empresa.

A manobra, que ameaça diluir os demais acionistas num momento em que as ações já estão deprimidas, não foi bem recebida pelo mercado. Mesmo assim, alguns analistas celebraram a possível volta da figura de um “dono”. Segundo executivos ligados à PDG, o plano da Vinci é aproveitar as sinergias entre as três construtoras compradas nos últimos anos, Goldfarb, CHL e Agre.

Até maio, essas construtoras funcionavam como entidades independentes. Executivos da PDG afirmam que há pelo menos 100 milhões de reais em custos para cortar. O aporte de capital prepararia a empresa para uma eventual deterioração no mercado de crédito em função da crise europeia. Os acionistas da PDG decidirão em julho se querem voltar a ter um controlador para chamar de seu.

PDG Realty mantém Zeca Grabowsky na presidência (pelo menos por enquanto)

quarta-feira, abril 4th, 2012

Atualmente, a PDG passa por um processo de unificação de suas operações
Tatiana Vaz, de Exame.com

Grabowsky seria substituído pelo atual diretor financeiro, segundo rumores de mercado

São Paulo - O presidente-executivo da PDG Realty, Zeca Grabowsky, deve permanecer no cargo ao contrário do que apontavam alguns rumores de mercado nesta semana. Grabowsky seria substituído pelo atual diretor financeiro e de relações com investidores da PDG, Michel Wurman, e poderia alçar uma função no conselho de administração da incorporadora e construtora.

“Revemos a ideia de uma possível troca de comando e decidimos que o melhor seria deixar tudo como está pelo momento atual da companhia”, disse ele em teleconferência com analistas hoje. “Nem queremos mais tocar nesse assunto neste primeiro semestre, voltaremos a falar sobre isso em um momento mais propício.”

Atualmente, a PDG passa por um processo de unificação das operações e acaba de apresentar resultados abaixo das expectativas dos analistas de mercado. Em 2011, a empresa teve lucro líquido de 707,439 milhões de reais, queda de 15% ante 2010. Pelo critério ajustado, o lucro foi de 783,025 milhões de reais, caindo 11% frente ao ano anterior.

Grabowsky comandou a aquisição da Agre, em maio de 2010, que reunia Agra, Abyara e Klabin Segall por 2,43 bilhões de reais, iniciativa que fez da PDG a maior empresa no setor de construção e incorporação, superando sua principal rival, a Cyrela Brazil Realty.

PDG tenta arrumar a casa com a Agre – e não está fácil

quarta-feira, abril 4th, 2012

Aquisição da Agre pôs a PDG na liderança do setor de construção, mas os resultados mostram o outro lado do negócio

Tatiana Vaz, de Exame.com
PDG Realty: empresa espera lançar em 2012 entre 8 bilhões e 9 bilhões de reais

São Paulo – Quando a PDG Realty comprou a Agre por 2,43 bilhões de reais, em maio de 2010, a companhia tinha uma finalidade bem clara: se tornar a maior empresa do setor imobiliário da América Latina. Ok, missão cumprida. Passados quase dois anos da aquisição, a construtora se depara com outro grande desafio, resquício da decisão que a consagrara como atual líder: concluir a integração das empresas compradas – algo que está se mostrando mais difícil do que se imaginava.

Os resultados apresentados pela PDG, nesta quarta-feira, mostram que a companhia tem encontrado certa dificuldade nisso. Em 2011, a empresa teve lucro líquido de 707,4 milhões de reais, queda de 15% ante 2010. Pelo critério ajustado, o lucro foi de 783 milhões de reais, caindo 11% frente ao ano anterior. A margem de ebtida, usada para medir a eficiência operacional da companhia, também caiu de 25,4%, em 2010, para 22,9%, em 2011.

“Nosso foco este ano é voltar a ter mais eficiência e estimamos que as melhorias já façam parte de nossos resultados a partir do segundo semestre”, disse Zeca Grabowsky, presidente-executivo da companhia na manhã de hoje.

A compra da Agre, grupo das empresas Agra, Abyara e Klabin Segall, deu origem à maior empresa imobiliária do Brasil, com vendas conjuntas de 4,2 bilhões de reais em 2009, valor suficiente para fazer com que empresa tomasse o lugar da Cyrela, líder histórica até então. A estimava é de ter ativos identificáveis na ordem de 215 milhões de reais, sendo 109,7 milhões de reais apenas em terrenos e 104,7 milhões em imóveis em construção. No balanço, a PDG apresenta ainda 203 milhões de reais como expectativa de rentabilidade futura com a integração do negócio.

Por outro lado, fez com a empresa herdasse um alto volume de obras atrasadas e viu a linha de despesas nos balanços crescer. No ano passado, em que as construtoras tiveram de consumir muito caixa para manter o ritmo de obras, muitas acabaram não cumprindo o prazo de entrega. A PDG também foi uma delas, em especial por conta de unidades da Agre.

No ano passado, a PDG entregou 32,4 mil unidades, 61% mais que no ano anterior, no total de 146 projetos entregues em 2011. Para este ano, a empresa estima entregar de 35 a 38 mil unidades. Dessas, 12.000 são referentes à Agre e 8.000 são de obras que estão com mais de seis meses de atraso de entrega.

“Conforme essas entregas forem feitas, aliada às iniciativas de integração das empresas, a melhora da margem tende a melhorar também”, disse o diretor financeiro, Michel Wurman.

A empresa espera lançar em 2012 entre 8 bilhões e 9 bilhões de reais, contra estimativa anterior de 9 bilhões a 11 bilhões de reais. “A revisão dessa estimativa parece mais realista quando se leva em conta os desafios operacionais que a PDG terá para integrar a Agre”, afirma analistas do Credit Suisse em relatório sobre a empresa.

Dentro de casa

Diminuir as obras feitas por terceiros e aumentar as feitas pela própria engenharia é outra iniciativa que vem sendo feita pela companhia com a intenção de melhorar suas margens operacionais. Atualmente, 80% das obras são feitas pela própria PDG, enquanto apenas 20% ficam na mão de terceiros. “A intenção é elevar a porcentagem de obras feitas por nossa engenharia para 90% até o final deste ano”, afirmou Grabowsky.

Antes, essa divisão era oposta ao que a companhia pretende atingir neste ano. Cerca de 60% das obras da PDG eram feitas por empresas terceirizadas e a companhia ficava responsável diretamente apenas por 40% delas – um caminho também seguido anteriormente por outras construtoras, como Cyrela e Gafisa.

Assim como as concorrentes, PDG também se arrependeu de ter colocado os parceiros como responsáveis de suas obras. Em 2011 calcula que o estouro nos orçamentos previstos para a entrega das unidades tenha estourado em 5%. De acordo com o balanço da empresa, as obras terceirizadas acarretaram efeitos não provisionados, levando a uma revisão de orçamento de 222,15 milhões de reais no final de 2011.

Integração e comando

Se tornar uma gigante também exigiu da PDG um esforço adicional para integrar as áreas tecnológicas das empresas adquiridas. A previsão de conclusão dessa etapa seria até o final de 2011, prazo que não foi cumprido. O adiamento da divulgação do balanço do ano e quarto trimestre da companhia evidenciou isso. O fato causou desconfiança dos analistas quanto aos resultados da empresa e a PDG alegou dificuldades no processo de integração de sistemas de gestão do grupo de empresas da Agre para o sistema SAP da companhia.

Unificar as marcas CHL, Goldfarb (adquiridas antes de 2009) e Agre também se tornou um dos pilares estratégicos para a PDG, que esperava com isso reduzir despesas e gastos com marketing. Essa e outras ações de integração, como a de unificar as áreas de TI, reduzir número de escritórios regionais e concentrar callcenter, dará à companhia uma redução de estimados 40 milhões de reais ainda este ano.

Além dos comentários sobre os resultados, Grabowsky aproveitou a teleconferência com analistas de hoje para comentar que irá permanecer no cargo ao contrário do que apontavam alguns rumores de mercado nesta semana. O executivo seria substituído pelo atual diretor financeiro e de relações com investidores da PDG, Michel Wurman, e poderia alçar uma função no conselho de administração da incorporadora e construtora.

“Revemos a ideia de uma possível troca de comando e decidimos que o melhor seria deixar tudo como está pelo momento atual da companhia”, disse ele em teleconferência com analistas hoje. “Nem queremos mais tocar nesse assunto neste primeiro semestre, voltaremos a falar sobre isso em um momento mais propício.”