Posts Tagged ‘pesquisa’

Em São Paulo, comprador busca imóvel de R$ 200 a 500 mil

terça-feira, fevereiro 26th, 2013

Pesquisa da Lopes mostra que comprador visita entre 2 e 5 lançamentos e espera fechar negócio em 6 meses
Priscila Yazbek, de Exame.com

Compradores da Região Metropolitana de São Paulo têm em média 32 anos e a maioria pretende comprar o primeiro imóvel

São Paulo - A maior parte dos compradores de imóveis da Região Metropolitana de São Paulo busca apartamentos entre 200 e 500 mil reais. A informação é de um estudo realizado pela empresa de intermediação e consultoria imobiliária Lopes, que consultou 1.666 residentes na região que pretendem comprar um apartamento novo.

Segundo a pesquisa, os entrevistados têm idade média de 32 anos e 60% estão realizando a compra do primeiro imóvel.

A maioria (72%) pretende fechar negócio em até 6 meses e 75% dos entrevistados visitam estandes de lançamentos, passando em média entre 2 e 5 estandes de vendas.

A pesquisa também mostrou que os compradores se interessam por imóveis que já foram comercializados pelo menos uma vez, que são os chamados imóveis do mercado secundário: 18% dos entrevistados visitaram imóveis usados ou imóveis prontos, que nunca foram habitados, mas que já foram comercializados antes.

Indústria da construção tem sinais de melhora, diz CNI

quinta-feira, outubro 25th, 2012

Junto com a CBIC, entidade divulgou estudo que aponta um quadro de estabilidade no setor e recuperação em alguns indicadores

Ayr Aliski, da Agência Brasil

Brasília - O desempenho da indústria da construção começa a mostrar pequenos sinais de melhora, indicam a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção(CBIC). As duas entidades divulgaram nesta quinta-feira o estudo “Sondagem Indústria da Construção”, que aponta um quadro de estabilidade no setor e recuperação em alguns indicadores. O indicador sobre Utilização da Capacidade de Operação (UCO) das empresas do setor ficou em 70% em setembro, o mesmo porcentual de agosto. Em julho, o nível de UCO foi de 69%.

O indicador de nível de atividade efetivo em relação ao usual ainda está no campo negativo, mas com crescimento nos últimos meses. O indicador marcou 47,0 pontos em setembro, ante 46,4 pontos em agosto e 45,5 pontos em julho. Em relação a esse indicador, números abaixo de 50 pontos representam resultado negativo e acima de 50 pontos, resultado positivo. Apesar de o estudo apresentar melhoras, CNI e CBIC preferem adotar uma postura moderada.”Desempenho menos negativo ainda não aponta para retomada do crescimento”, citou o estudo.

A “Sondagem Indústria da Construção” é uma publicação mensal. O trabalho é realizado pela CNI em parceria com a CBIC. Nesta edição, foram consultadas 456 empresas (98 grandes, 200 médias e 158 pequenas) entre os dias 1º e 11 de outubro.

O indicador sobre evolução do número de empregados marcou 48,8 pontos em setembro, abaixo, portanto, da linha divisória dos 50 pontos. Em agosto, esse item havia alcançado 49,3 pontos. Desde junho o indicador sobre evolução do número de empregados tem ficado abaixo dos 50 pontos.

O economista da CNI Danilo Garcia, entretanto, destacou que os indicadores trimestrais sobre a situação financeira das empresas apontam para uma leve reativação da atividade no setor. O índice ficou em 50,3 pontos no terceiro trimestre (ante 48,8 pontos, no trimestre anterior). “Os empresários consideraram a situação financeira das empresas satisfatória”, observou Garcia.

Os empresários da construção continuam insatisfeitos com a margem de lucro operacional. No terceiro trimestre o indicador marcou 46,8 pontos. Houve melhora de dois pontos porcentuais em relação ao trimestre anterior, mas o indicador continua no campo negativo, abaixo da linha dos 50 pontos. O acesso ao crédito também continuou sendo avaliado como difícil no trimestre. O indicador situou-se em 47,1 pontos (46,7 pontos no segundo semestre).

A pesquisa também busca apurar os principais problemas que afetam a indústria da construção. A falta de trabalhador qualificado foi o principal problema para as grandes empresas no terceiro trimestre, com 61,7% de respostas (ante 54,6% no trimestre anterior). Ainda entre as grandes empresas, o segundo problema mais apontado foi a elevada carga tributária, que marcou 56,2% de respostas no terceiro trimestre (ante 50,8% no segundo trimestre).

A “Sondagem Indústria da Construção” verificou também as expectativas dos empresários da construção para os próximos seis meses e detectou mais otimismo. A expectativa quanto ao nível de atividade em outubro marcou 57,4 pontos (ante 57,0 pontos no mês anterior). Já a expectativa quanto a novos empreendimentos e serviços ficou em 57,5 pontos em outubro (56,7 pontos em setembro).

Sobre a compra de insumos e matérias primas, a expectativa para os próximos seis meses marcou 56,8 pontos (57,8 pontos no mês passado). A expectativa sobre evolução do número de empregados alcançou 54,5 pontos em outubro (ante 56,0 pontos em setembro). Todos os indicadores de expectativas, portanto, estão acima dos 50 pontos, ou seja, no terreno do otimismo.

Pesquisar consumidor é fundamental para inovar

quinta-feira, outubro 11th, 2012

Estudos aprofundados e rotineiros são essenciais para que as marcas avancem em relacionamento com compradores
Isa Sousa, do Mundo do Marketing

Temaa sobre o comportamento do consumidor, novo no Brasil, ainda encontra barreiras entre teoria e prática

Rio de Janeiro - O estudo aprofundado e rotineiro do comportamento do consumidor é a principal ferramenta para que as empresas se posicionem - ou reposicionem - de forma assertiva no mercado. Mais do que produtos e serviços avançados e de qualidade, é necessário avaliar o que pensa e o que realmente deseja quem compra. Ainda que óbvio para alguns grupos, as pesquisas são as principais fontes para que a inovação seja uma aliada, e não uma inimiga, das marcas.

No Brasil, o tema de é relativamente recente, mas começa a avançar em um cenário de transformações econômicas e sócio-culturais. Nesse contexto, temas como globalização e sustentabilidade ganham destaque, além da compreensão por parte das marcas de que o consumidor é um formador de opinião. É ele quem vai determinar, por exemplo, atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), comunicação e construção de estratégias de marketing. Mais do que vender, é preciso fidelizar e conquistar clientes.

Por parte das organizações, a atenção é para um cenário mais competitivo, onde é fundamental colocar em prática o que se tem bem determinado na teoria. “As marcas têm que entender de maneira mais profunda que esse caminho da pesquisa, de entender o consumidor, é essencial, até mesmo pela sofisticação do mercado brasileiro. Tanto o consumidor se tornou mais exigente, como a concorrência aumentou. E o insight de melhorar e se aprimorar vem da pesquisa, das lacunas e das formas como os compradores lidam com os produtos”, avalia Maribel Suarez, professora do COPPEAD/UFRJ.

Entre as marcas que entenderam o processo de diálogo, estão cases de sucesso do Nintendo Wii e da Apple, que não necessariamente têm as melhores tecnologias, mas conseguem gerar desejo. “A mudança de linguagem está na forma de compreender o produto. No caso do videogame, eles criaram algo que não é parado, apático, que as pessoas jogam sentadas. Existe ali uma atividade física. Os iPhones também não são os mais desenvolvidos do mercado, mas o consumidor tem vontade de ter um pela forma que a marca trabalha. Uma alteração na visão do que se vende cria uma inovação em relação à concorrência, que não está conseguindo perceber”, completa Maribel.

Entre o papel e a ação

Apesar da compreensão de que pesquisas aprofundadas do comportamento do consumidor são fundamentais para que as marcas realizem ações de inovação, a grande barreira no Brasil ainda é colocar em prática o que se sabe em teoria. Boa parte da dificuldade se deve ao entendimento errôneo de que é necessário priorizar o olhar da empresa e não o do consumidor, que é exatamente quem vai gerar o faturamento.

Outro desafio é especificar as formas de interação. “Os grupos precisam sair da cadeira e olhar a realidade dos clientes. Não só por meio das pesquisas, mas todas as formas de interação, como nos pontos de venda e na internet. Não existe outra forma. É preciso entender plenamente a realidade de seu público, a classe ao qual pertence e suas necessidades específicas”, avalia Maribel Suarez.

Esse “olhar para fora” também será fundamental ao se avaliar o desempenho de grupos concorrentes. “Não se pode ficar só no sucesso dos últimos anos. As empresas precisam entender as mudanças e estar à frente. Uma regra fundamental é que a inovação representa a dinâmica da competição. Quem é líder precisa inovar para se manter na liderança e quem não é, precisa inovar para conquistar mercado”, afirma a professora.

Redes sociais servem como ferramenta de pesquisa

Mais do que uma opção, a atuação das marcas nas redes sociais se transformou em uma obrigação. Além de estarem ligadas à inovação, já que são formatos recentes de comunicação, as mídias sociais são fundamentais também no processo de compreensão do comportamento do consumidor.

O diferencial, no entanto, é que estas redes não podem ser vistas como pertencentes à área de estratégias de marketing tradicionais. “É preciso entender que a relação é a mesma com o consumidor, seja na internet, na loja ou na rua. As pessoas trabalham há anos com o dinheiro no banco, que é uma forma ‘virtual’, e com o dinheiro no bolso e ninguém fala ‘tenho R$ 50,00 reais na minha carteira e R$ 5 mil de dinheiro digital’. Portanto, o pensamento das marcas tem de ser integrado e se desdobrar em diversos ambientes”, define a professora Maribel Suarez.

O tema comportamento do consumidor e mídias sociais será, inclusive, um dos debates durante o 4º Encontro Internacional COPPEAD de Comportamento do Consumidor, que será realizado no dia de 30 de Outubro, no Rio de Janeiro. Entre os especialistas estão confirmados Robert Kozinets, professor da Schulich School of Business, no Canadá, e Johanna Moisander, coordenadora do programa de Doutorado em Comunicação Empresarial na Aalto University School of Economics, autora do livro Qualitative Marketing Research: A Cultural Approach.

inShare.5

Tema sobre o comportamento do consumidor, novo no Brasil, ainda encontra barreiras entre teoria e prática

Rio de Janeiro - O estudo aprofundado e rotineiro do comportamento do consumidor é a principal ferramenta para que as empresas se posicionem - ou reposicionem - de forma assertiva no mercado. Mais do que produtos e serviços avançados e de qualidade, é necessário avaliar o que pensa e o que realmente deseja quem compra. Ainda que óbvio para alguns grupos, as pesquisas são as principais fontes para que a inovação seja uma aliada, e não uma inimiga, das marcas.

Leia Mais
11/10/2012 | Disney propõe novo conceito para as “princesas”
11/10/2012 | Veet lança linha para depilação masculina
11/10/2012 | Quem disse, berenice? cria coleção Colorforia
11/10/2012 | Kit Kat convida consumidores para “break” no Facebook

No Brasil, o tema de é relativamente recente, mas começa a avançar em um cenário de transformações econômicas e sócio-culturais. Nesse contexto, temas como globalização e sustentabilidade ganham destaque, além da compreensão por parte das marcas de que o consumidor é um formador de opinião. É ele quem vai determinar, por exemplo, atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), comunicação e construção de estratégias de marketing. Mais do que vender, é preciso fidelizar e conquistar clientes.

Por parte das organizações, a atenção é para um cenário mais competitivo, onde é fundamental colocar em prática o que se tem bem determinado na teoria. “As marcas têm que entender de maneira mais profunda que esse caminho da pesquisa, de entender o consumidor, é essencial, até mesmo pela sofisticação do mercado brasileiro. Tanto o consumidor se tornou mais exigente, como a concorrência aumentou. E o insight de melhorar e se aprimorar vem da pesquisa, das lacunas e das formas como os compradores lidam com os produtos”, avalia Maribel Suarez, professora do COPPEAD/UFRJ.

Entre as marcas que entenderam o processo de diálogo, estão cases de sucesso do Nintendo Wii e da Apple, que não necessariamente têm as melhores tecnologias, mas conseguem gerar desejo. “A mudança de linguagem está na forma de compreender o produto. No caso do videogame, eles criaram algo que não é parado, apático, que as pessoas jogam sentadas. Existe ali uma atividade física. Os iPhones também não são os mais desenvolvidos do mercado, mas o consumidor tem vontade de ter um pela forma que a marca trabalha. Uma alteração na visão do que se vende cria uma inovação em relação à concorrência, que não está conseguindo perceber”, completa Maribel.

Entre o papel e a ação

Apesar da compreensão de que pesquisas aprofundadas do comportamento do consumidor são fundamentais para que as marcas realizem ações de inovação, a grande barreira no Brasil ainda é colocar em prática o que se sabe em teoria. Boa parte da dificuldade se deve ao entendimento errôneo de que é necessário priorizar o olhar da empresa e não o do consumidor, que é exatamente quem vai gerar o faturamento.

Homens e mulheres, diferentes estilos de investir

quarta-feira, outubro 3rd, 2012

JT - Seu dinheiro

Sondagem realizada pela empresa de pesquisa Quorum Brasil com 100 homens e mulheres com renda pessoal entre R$ 5 e R$ 9 mil, mostra diferenças de estilo entre os dois gêneros na hora de investir.

A principal conclusão do levantamento é a de que a caderneta de poupança se mantém como o porto seguro de quem investe. E atrai cada vez mais as mulheres, que fogem de investimentos onde o risco pareça elevado ou desconhecido.

Diante da pergunta: quais investimentos têm realizado ultimamente, 74% dos homens e 86% das mulheres responderam que é a caderneta de poupança.

O mais curioso é que, para a maioria dos entrevistados, a poupança não é um investimento dos mais rentáveis: apenas para 8% das mulheres e 7% dos homens ela está no topo da lucratividade.

Ao que parece, o mérito da poupança para esses investidores é mesmo a segurança. No caso das mulheres, esse é o aspecto mais importante na tomada de decisão. Diante da questão: o que você considera na hora de investir, o risco do investimento recebeu 62% das indicações femininas. A confiança na instituição financeira onde estão as aplicações ficou com 32%. A rentabilidade ganhou 47% das respostas desse grupo.

Já para os homens, a rentabilidade, com 58% das respostas, é a primeira preocupação, seguida pelo risco do investimento (53%) e a confiança na instituição (25%). As respostas são múltiplas.
Segundo o estudo, o imóvel vem na sequência como a segunda opção de investimento, com forte percepção de que é aquele com maior rendimento (para 62% das mulheres e 41% dos homens) e com maior sensação de garantia de futuro (para 88% das mulheres e 69% dos homens).

“Os imóveis tendem a se manter em crescimento como objeto de desejo da classe média, quer seja para investir, quer seja para garantir o futuro”, avaliam os analistas da Quorum Brasil.
Embora seja a principal aplicação, a poupança aparece em segundo lugar quando a questão é o melhor ativo para garantir o futuro da família – 61% das mulheres e 54% dos homens.

Outra conclusão do estudo é o crescente interesse das mulheres pelos planos de previdência privada. O produto é importante para o futuro da família para 57% delas e para 43% dos homens.

Depois da poupança, os planos de previdência são a segunda aplicação para as mulheres, com 27% das respostas. As que têm filhos são as que mais tendem a escolher este ativo, informam os analistas. Em seguida, elas aplicam em fundos de renda fixa (21%) e em imóveis (19%). Já os homens preferem (depois da poupança) os fundos de renda fixa (32%), os imóveis (23%) e só depois os planos de previdência (12%).

Ainda de acordo com a pesquisa, 8% dos homens têm investido em ações ultimamente, ante apenas 3% das mulheres.

Zona Sul é a campeã em lançamentos de imóveis em São Paulo

sexta-feira, setembro 28th, 2012

Segundo estudo da Lopes, região se destaca pela diversidade de imóveis e pela proximidade de áreas comerciais e vias importantes

Priscila Yazbek, de Exame.com

Zona Sul de SP: Em 3 anos, mais de 300 empreendimentos, com mais de 40.000 unidades

São Paulo – Estudo realizado pela área de inteligência da consultoria de lançamentos imobiliários Lopes mostrou que a zona sul é a região que mais concentrou lançamentos de imóveis na cidade de São Paulo nos últimos três anos. No período, foram lançados 328 novos empreendimentos residenciais verticais na região, totalizando 43.892 unidades e um volume de vendas de 21,1 bilhões de reais.

O levantamento também identificou que a região tem alta liquidez. Do total de imóveis lançados nesses últimos três anos, 88% já foram comercializados.

Segundo a Lopes, a zona sul tem atraído compradores tanto por ser uma região que concentra algumas das principais vias da cidade e áreas comerciais - como Itaim Bibi, Vila Olímpia, Moema, Brooklin e Bela Vista -, quanto pela possibilidade de escolher entre diferentes tipos imóveis, já que existem opções de 1 a 4 dormitórios.

O tipo de imóvel vendido foi outra questão abordada pela pesquisa, que mostrou que os empreendimentos com unidades de 2 dormitórios foram os mais comercializados, com 15.904 unidades vendidas, seguido de unidades de 3 dormitórios (11.071) e 1 dormitório (5.669).

Os resultados mostram também que o preço médio de lançamentos praticado nos últimos 12 meses foi de 7.110 reais por metro quadrado e 41% dos apartamentos lançados são do segmento de médio padrão. E, segundo a Lopes, estão previstos 166 futuros lançamentos residenciais verticais para a região.

Quem é o jovem da Classe C e como muda a forma de consumir

segunda-feira, julho 23rd, 2012

Projeto Riologia lança pesquisa “CDFs – Construtores do Futuro” e traça o perfil de pessoas que trocaram o consumo imediato por bens duráveis e não-duráveis por educação

Isa Sousa, do Mundo do Marketing

Rio de Janeiro - A evolução de consumo da Classe C despertou sonhos antes impossíveis. A principal mudança no padrão de comportamento está no perfil do jovem brasileiro: se antes o sonho era o tênis ou a roupa da moda, hoje a educação é vista como uma moeda capaz de bancar o desejo de um futuro melhor. Diferenciando-se da massa que forma a nova classe média, os jovens começaram a revolucionar as formas de consumir e devem mudá-las ainda mais.

O perfil desse novo consumidor foi traçado por meio do projeto Riologia, no estudo “CDFs – Construtores do Futuro”, coordenado pela Agência Quê e pela Casa 7 Núcleo de Pesquisa, que juntas estão traçando personalidades do carioca. Representada por 54% da população brasileira, no Rio de Janeiro, a Classe C possui 79% de jovens entre 24 e 38 anos engajados em mudar o futuro.

Enquanto boa parte dessa classe se preocupa com o consumo de bens duráveis e não-duráveis, e nesse ponto encontram marcas prontas para atenderem suas vontades, o jovem se compromete a gastar pensando no futuro. “É como se a massa estivesse olhando para o presente e os CDFs para o amanhã. Eles têm menos propensão para o endividamento e as decisões são mais precisas. A maneira como constroem a relação de compra também é diferente”, afirma Adriana Hack, diretora geral da Casa 7 Núcleo de Pesquisa.

Educação como saída

Um dos fatores responsáveis pela mudança no perfil e engajamento dos jovens está relacionado à banda larga. De acordo com a pesquisa, a possibilidade de acesso à internet e, por consequência, às redes sociais gerou oportunidades de informação e comunicação. Ao se atualizarem, eles descobriram que outro mundo é possível e só pode ser construído agora.

Diferente da maior parte da Classe C, o jovem CDF tem a consciência de que a formação universitária é uma facilitadora para a entrada no mercado de trabalho e um fator de incentivo para aprimorar o conhecimento, seja por meio de cursos de pós-graduação ou de extensão. Hoje, 17% deles fazem faculdade e 49% desejam cursar alguma nos próximos anos.

Além disso, 93% acreditam que o esforço feito no dia a dia garantirá um futuro melhor. “Essas pessoas se destacam com uma possibilidade enorme de programar o futuro. Obstinados, disciplinados, focados, batalhadores e ocupados eles têm características muito diferentes da outra parte da Classe C. Eles usam todas as possibilidades que têm para investir neles mesmos”, avalia Tatiana Soter, diretora de planejamento e atendimento da Agência Quê.

Outro ponto que determina os pés no chão é a escolha racional e prática da faculdade: 44% valorizam a proximidade geográfica, 43% o valor da mensalidade e 39% o curso oferecido. Na hora de escolherem o que estudar, 75% definem a carreira não pela vocação, mas pelas oportunidades no futuro. Para 30% a área que escolhem é a que já estão trabalhando e o curso mais em voga é administração, com índice de 14%.

Futuro sustentável

Ainda que a definição do novo jovem da Classe C seja específica, o futuro dos CDFs mudará o consumo do brasileiro de forma geral. Segundo o estudo Riologia, a capacidade de transformação ajuda na compreensão das relações que têm sido criadas. “Eles são o arquétipo do guerreiro brasileiro, a prova de que a condição social pode ser modificada e isso refletirá em todos nós”, afirma Adriana.

A rotina extenuante de aliar trabalho, criação dos filhos e estudo faz com que esse jovem não seja estimulado para comprar por impulso. Pouco endividados, a base da pirâmide de consumo deles é formada prioritariamente por educação. A massa, por sua vez, prioriza gastos com eletrodomésticos e artigos para casa, justamente itens que são ofertados a cada olhada na TV ou caminhada pelas ruas.

A longo prazo, a solidez na maneira de consumir encontrará lugar ao lado dos jovens. Ao assumirem compromissos, eles agem de forma mais segura e sustentável, querendo garantir que terão uma vida melhor que a de seus pais. Tanto é que grande parte dessas pessoas são as primeiras da família a entrarem em uma faculdade.

“A princípio rejeitados por alcançarem um posto nunca antes visto entre os familiares, logo eles se tornam mais admirados e exemplos a seguir. Em breve, os CDFs cruzarão as fronteiras da classe média e vão consumir bastante, mas de forma muito particular. Eles consumirão o que tem a ver com eles, com seu estilo, valorizando o que é essencial para sua língua. Certamente são passos a serem refletidos e seguidos”, pontua Tatiana.

Intenção de compra de imóveis diminui, revela pesquisa

sexta-feira, junho 22nd, 2012

Porcentual de consumidores que desejam adquirir imóvel de médio ou alto padrão em São Paulo nos próximos dois anos atingiu 27% no fim do primeiro trimestre

Agência Estado

Consultor vê desaceleração generalizada no mercado imobiliário de médio e alto padrão

A disposição dos consumidores em comprar um imóvel vem caindo lentamente no País desde 2010, motivada principalmente pela apreensão e saída de investidores desse mercado. O diagnóstico faz parte de um levantamento inédito realizado pela empresa de pesquisa imobiliária Datastore e obtido com exclusividade pela Agência Estado.

De acordo com a pesquisa, o porcentual de consumidores com intenção de comprar um imóvel de médio ou alto padrão em São Paulo nos próximos dois anos atingiu 27% no fim do primeiro trimestre. Esse dado representa um recuo de 4 pontos porcentuais desde o fim de 2010, quando o mercado viveu o ápice de vendas. Em outras cidades cobertas pela pesquisa (Porto Alegre, Brasília, Campinas (SP), Salvador, Recife, Fortaleza, São Luís e Campo Grande), a baixa média foi de 3 a 5 pontos porcentuais no mesmo período.

O recuo também é verificado nas intenções de compra para os próximos 12 meses, que indicam uma tendência mais forte para o fechamento dos negócios. Hoje, o patamar em São Paulo é de 53%, um recuo de 23 pontos porcentuais ante os 76% verificados no fim de 2010.

O levantamento foi feito a partir de 70 mil entrevistas de campo realizados pela Datastore com clientes aptos financeiramente a adquirir os imóveis lançados por mais de cem incorporadoras em cada uma dessas cidades. Em São Paulo, foram considerados potenciais clientes com renda familiar de pelo menos R$ 8 mil mensais. Já em mercados como Campinas e Recife, os entrevistados tinham orçamento familiar mínimo de R$ 4 mil e R$ 3,5 mil, respectivamente.

O recuo nas intenções de compra é explicado pela menor participação dos investidores nesse mercado, segundo Marcus Araújo, presidente da Datastore. “Muita gente já comprou seus imóveis para investimentos, e a demanda desse público diminuiu”, explicou. Além disso, o noticiário sobre a crise internacional e a preocupação com possíveis influências sobre o mercado brasileiro sustentou um quadro de apreensão entre os investidores de imóveis do País nos últimos anos, acrescentou Araújo.

A pesquisa mostra que, hoje, 39% das compras de imóveis de médio e alto padrão em São Paulo são efetuadas por pessoas com o objetivo de gerar renda com aluguéis ou obter lucro na revenda futura. No fim de 2010, esse número era de 46%. A consequência disso é uma desaceleração generalizada no mercado imobiliário, uma vez que os investidores são indutores de compras, segundo Araújo.

“Os investidores são compradores mais qualificados, porque têm dinheiro na mão para aplicar e tomam decisões rápidas. Assim, eles funcionam como uma locomotiva, puxando o restante do mercado”, disse. “Quando compram em massa, criam uma sensação de escassez para os demais consumidores. Se deixam de comprar, ocorre o contrário. É uma cadeia psicológica forte.”

A queda nas intenções de compra, segundo o especialista, se reflete no menor ritmo de alta no preço dos imóveis, no menor número de pessoas nos estandes de vendas e no maior esforço das incorporadoras para vender seus empreendimentos. “As empresas não podem perder os clientes de vista. Cultivar o contato após a visita dos clientes aos estandes será fundamental para fechar os negócios”, observou.

Para os próximos meses, Araújo acredita que o ciclo de redução das taxas de juros e aumento do prazo para financiamento imobiliário podem impulsionar a demanda, principalmente entre os consumidores que procuram imóveis com o objetivo de moradia. Por outro lado, pondera, o cenário mais provável é a continuação da queda nas intenções de compra. “Ainda vai faltar a presença do investidor”, disse.

Um terço dos brasileiros não tem conta em banco, diz CNI/Ibope

quarta-feira, junho 13th, 2012

IURI DANTAS
O Estado de S. Paulo - 13/06/2012

Levantamento também apontou que 78% da população usa o dinheiro como meio de pagamento

Mais de um terço dos brasileiros não possui conta em banco e 78% da população prefere usar dinheiro como meio de pagamento, segundo pesquisa realizada pelo Ibope em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O cheque, que vem caindo em desuso, é o meio preferido de somente 1% dos entrevistados.

O levantamento indica que a relação do brasileiro com o sistema financeiro ainda engatinha, apesar do aumento do crédito e a formalização do trabalho dos últimos anos.

Entre os que ganham até um salário mínimo, a maioria absoluta (64%) não tem conta corrente ou poupança. O número cai pouco abaixo da metade (47%) quando se trata de assalariados entre um e dois salários mínimos.

Indagados sobre a razão disso, 60% dos entrevistados responderam que “não têm condições financeiras” para iniciar o relacionamento bancário.

Outro indicativo sobre a dificuldade do brasileiro apareceu no quesito “reserva de dinheiro” ou poupança. Apenas três em cada dez pessoas poupa ou investe. Somente 3% da população investe em aplicações financeiras e 16% dos entrevistados responderam que guardam dinheiro em casa. Já a caderneta de poupança, cujas regras foram alteradas pelo governo no mês passado, é o meio preferido por 68% dos que aplicam.

O levantamento mostra, ainda, que o contingente de homens que poupa ou investe (35%) supera o de mulheres (28%).

Dívida. De acordo com a pesquisa, mais de um terço da população brasileira tem dívidas, com um porcentual maior entre os homens do que entre as mulheres. Entre os níveis de renda, as pessoas com renda mais baixa têm um comprometimento menor dos recursos com dívidas, mas são as que dizem ter maior dificuldade de quitá-las.

O documento indica que mais da metade dos brasileiros que recebe acima de cinco salários mínimos possui algum tipo de “parcelamento de compra, empréstimo ou financiamento”. Quando o rendimento é menor que dois salários mínimos, menos de um terço dos entrevistados declarou ter dívidas, sem informar valores.

A pesquisa CNI/Ibope tem margem de erro de 2 pontos porcentuais e ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios do País entre 16 e 19 de março.

Predisposição ao consumo cresce entre as faixas mais ricas, aponta pesquisa

quarta-feira, maio 23rd, 2012

Segundo a CNC, fenômeno se deve à maior sensibilidade dessa faixa de renda ao crédito; na faixa de renda que recebe até dez salários, o aumento na confiança foi de 0,3% no período, para 134,5 pontos
Daniela Amorim, da Agência Estado

RIO - A predisposição ao consumo aumentou mais entre as famílias mais ricas, graças à maior sensibilidade dessa faixa de renda ao crédito, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) aumentou 1,8% em maio ante abril entre os que recebem mais de dez salários mínimos, para 148,8 pontos. Na faixa de renda que recebe até dez salários, o aumento na confiança foi de 0,3% no período, para 134,5 pontos.

VEJA TAMBÉM

Emergentes podem seguir Brasil com medidas pró-crescimento, diz ING

——————————————————————————–

“A faixa de renda mais alta tem maior acesso ao crédito, então essas famílias são mais sensíveis a mudanças nos financiamentos”, explicou Bruno Fernandes, economista da CNC. “As famílias de renda mais baixa estão com a renda mais comprometida, além de terem menor acesso e sensibilidade à oferta de crédito”, completou.

Segundo Fernandes, na passagem de abril para maio, além do aumento da massa salarial, estimularam o aumento da propensão ao consumo os cortes dos juros bancários e a disposição do governo em adotar medidas para reaquecer a economia.

“Isso já chegou à percepção dos consumidores”, contou o economista. No entanto, na comparação com maio de 2011, a melhora excessiva no indicador de confiança deve-se a uma base de comparação mais fraca. O ICF, que teve alta de 0,3% em relação a abril, subiu 4,8% na comparação ante maio do ano passado.

“Em maio de 2011, a confiança atingiu o menor nível da série, porque o governo tinha tomado medidas para conter o crédito, e os juros estavam em alta”, lembrou Fernandes. “Esse crescimento agora é positivo, mas não espelha uma euforia das famílias para ir às compras. Esperamos um aumento no consumo no segundo semestre, mas ainda moderado”.

Na comparação com maio do ano passado, a Intenção de Consumo das Famílias aumentou 7,4% entre a faixa de renda que recebe mais de dez salários mínimos, e 4,8% entre a faixa de renda de até dez salários.

Apenas 4% dos usuários do Facebook clicam nas propagandas

quinta-feira, maio 17th, 2012

Um estudo realizado pela CNBC e Associated Press revelou que 57% das pessoas no Facebook não interagem ou clicam em propagandas no site, e 26% afirmaram que raramente acessam o conteúdo comercial presente na rede social. Apenas 4% dos usuários admitiram clicar com frequência em publicidades veiculadas no site.

Os resultados da pesquisa foram revelados no mesmo dia em que a GM afirmou que iria parar de anunciar na rede social.

As informações são do The Telegraph.

Redação Adnews