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Crédito imobiliário

terça-feira, maio 14th, 2013

Valor Econômico - 14/05/2013

Os desembolsos de crédito imobiliário com recursos da poupança somaram R$ 7,89 bilhões em março, com alta de 15,9% ante igual período de 2012, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). A cifra inclui o crédito para aquisição de imóveis e para construção. Em unidades financiadas, houve uma queda de 6,3% na mesma comparação, para 38,1 mil imóveis. Em março, para aquisição de imóveis, foram desembolsados R$ 5,76 bilhões em crédito, com avanço de 32,3% ante igual período de 2012. Já no crédito para construção, destinado a pessoas jurídicas, foram concedidos R$ 2,14 bilhões, com queda de 12,8% na mesma comparação.

Lei que muda regra de reajuste da poupança é publicada com medida que facilita portabilidade de empréstimo imobiliário

quinta-feira, agosto 9th, 2012

Kelly Oliveira Repórter da Agência Brasil Brasília

A lei que estabeleceu as novas regras de remuneração da poupança foi publicada hoje (8), no Diário Oficial da União, acrescida de medida que facilita a portabilidade do financiamento para compra da casa própria entre os bancos. De acordo com a Lei 12.703, quando o cliente transferir o financiamento de um banco para outro, será eliminada parte do processo burocrático para transferir a garantia do bem.

A alteração foi feita durante a tramitação, no Congresso Nacional, da medida provisória sobre as novas regras de poupança, agora convertida em lei.

A lei permite que uma averbação na troca de credores seja suficiente para mudar a garantia hipotecária ou alienação fiduciária do imóvel.

Atualmente, o mutuário tem o direito de migrar seu financiamento imobiliário para um banco que ofereça taxas e condições mais vantajosas para o pagamento. No entanto, para fazer isso, precisa pegar o empréstimo com a nova instituição financeira, quitar o financiamento com o banco anterior, ir ao cartório fazer o registro do imóvel e depois fazer a alienação fiduciária.

Agora, segundo o relator da medida provisória, Henrique Fontana (PT-RS), a averbação de transferência terá um custo menor para o cliente bancário. Ainda será preciso regulamentação da nova regra de migração do crédito imobiliário pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Quanto às regras de remuneração da poupança, continua valendo o que estava definido na medida provisória. Sempre que a taxa básica de juros, a Selic, estiver em 8,5% ao ano ou abaixo desse patamar, o rendimento da poupança é 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Quando a Selic for superior a 8,5%, vale a regra antiga de reajuste pela TR mais 0,5%. Atualmente, a Selic está em 8% ao ano. A lei também estabelece que o Banco Central divulgue a remuneração da poupança, que já pode ser consultada pela internet.

Edição: Lana Cristina

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Agência Brasil

Financiamento de imóveis com recursos da poupança cresce 18%

sexta-feira, julho 27th, 2012

De acordo com os dados, em junho, foram financiados 41,8 mil imóveis, 20% a mais do que em maio, 34,8 mil
Flávia Albuquerque, da Agência Brasil

Imóveis na região do Jardins: na avaliação do presidente da Abecip, o crescimento menor do crédito deve ser visto como algo positivo para o mercado

São Paulo – Os financiamentos imobiliários com recurso da poupança aumentaram 18% em junho na comparação com o mês anterior, passando de R$ 6,3 bilhões para R$ 7,4 bilhões. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando esses valores chegaram a R$ 7,78 bilhões, houve queda de 5%.

No semestre, os valores financiados foram 0,1% maiores. Os dados foram divulgados hoje (26) pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

De acordo com os dados, em junho, foram financiados 41,8 mil imóveis, 20% a mais do que em maio, 34,8 mil. Na comparação com junho de 2011, quando foram financiadas 46,5 mil unidades, houve queda de 10%. No acumulado de doze meses, houve elevação de 0,1%, com 470,8 mil unidades financiadas, ante 470,2 mil no período anterior. No primeiro semestre, foram 214,3 mil unidades, 9% menos que nos seis primeiros meses do ano passado.

Segundo o presidente da Abecip, Octávio de Lazari Júnior, a taxa de desemprego, que continua caindo, é um indicador importante para o mercado, que depende da certeza quanto ao futuro das pessoas e da manutenção do emprego. “O rendimento real é um segundo indicador importante. Algumas categorias deverão ter ganho de salário, o que implica mais dinheiro e condições para dar segurança e para qualidade do crédito imobiliário”.

Lazari Júnior explicou que a queda nos financiamentos ocorreram porque as empresas diminuíram seus lançamentos com a finalidade de revisar sua grade de custos, ajustar controles internos e rever os produtos a serem lançados de acordo com a demanda do mercado.

Para o presidente da Abecip, os preços dos imóveis chegaram a um momento de estabilidade, o que pode ser constatado pela redução do número de lançamentos. Ele observou que, nos últimos dois meses, o mercado está demonstrando alguma tendência de manutenção dos preços e não aumento expressivo. “O que não vai acontecer é a queda porque os preços estavam represados, pois não havia financiamento e não há mercado que se sustente sem o crédito”.

Na avaliação dele, o crescimento menor do crédito deve ser visto como algo positivo para o mercado. “Não tem carteira de crédito no mundo que se sustente crescendo 40% ao ano durante muitos anos. Isso não se sustenta. Uma hora vai bater no problema e temos exemplos claros disso, como nos Estados Unidos”.

A expectativa da Abecip é que o setor cresça 20% neste ano.

Financiamento de imóveis com recursos da poupança cresce 10%

quarta-feira, abril 25th, 2012

MARIANA SALLOWICZ
FOLHA DE SÃO PAULO

Os bancos concederam R$ 17,6 bilhões em empréstimos com recursos da caderneta de poupança para a construção e compra de imóveis no primeiro trimestre, com aumento de 9,9% ante igual intervalo em 2011.

O crescimento foi considerado “moderado” pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), que divulgou os dados nesta quarta-feira. O aumento no primeiro trimestre de 2011 ante o mesmo período do ano anterior tinha sido de 60%.

“Vimos claramente uma desaceleração, com uma redução dos lançamentos”, disse Octavio de Lazari Junior, presidente da Abecip.

Segundo ele, a redução no ritmo é saudável. “Não é sustentável um crescimento de 50%, 60%, por quatro, cinco, seis, sete anos seguidos”, afirmou

A entidade estima que haverá uma alta de 30% na concessão de crédito imobiliário neste ano, chegando a R$ 103,9 bilhões. Em 2011, a elevação ficou em 42%.

“Isso será possível com um crescimento mais acelerado no segundo semestre do ano, quando há uma maior entrega de empreendimentos”, diz. Ele acrescenta que os primeiros meses do ano concentram gastos dos brasileiros, como IPVA e matrícula escolar, o que prejudica o resultado do setor.

Considerando apenas março, foram R$ 6,8 bilhões, com variação de 9,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

O levantamento aponta ainda que os financiamentos atingiram R$ 81,5 bilhões no acumulado dos últimos 12 meses, com acréscimo de 31%.

Em quantidade, foram financiados 491,9 mil imóveis entre abril de 2011 e o mês passado, com aumento de 9% em relação aos 12 meses anteriores. No mês de março, foram 40 mil unidades, elevação de 7%.

JUROS

Os financiamentos devem ser impulsionados pela redução das taxas de juros entre 2013 e 2014, segundo Lazari Junior. A Caixa Econômica Federal anuncia hoje corte nas taxas do crédito imobiliário.

A Caixa é a primeira a anunciar corte no financiamento de imóveis. O banco público tem 74% desse mercado. O movimento deve induzir cortes também no setor privado.

Crédito imobiliário cresce 55% no 1º semestre e bate recorde

quarta-feira, agosto 3rd, 2011

Volume financeiro somou R$ 37 milhões e foram financiadas 136,5 mil unidades

Fabiana Holtz, da Agência Estado

SÃO PAULO - O volume de financiamentos imobiliários com recursos da poupança cresceu 55% no primeiro semestre do ano para R$ 37 bilhões, novo recorde, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Em relação ao segundo semestre do ano passado, a variação foi de 14%.



Evelson de Freitas/ AE
Evelson de Freitas/ AE
Em junho, foram R$ 7,78 bilhões em operações de financiamento

O número de unidades financiadas no primeiro semestre soma 236,5 mil, uma alta de 26% ante o mesmo período do ano passado.

Apenas em junho, as operações de financiamento somaram R$ 7,78 bilhões, com acréscimo de 48% em relação a um ano antes, com 46,5 mil imóveis financiados.

Em junho, as cadernetas de poupança registraram uma captação líquida de R$ 1,2 bilhão, após dois meses consecutivos de resgates em termos líquidos. Foi o melhor resultado do ano para aplicação, num cenário de forte competição entre ativos financeiros, derivados de aumentos na taxa Selic, de acordo com a entidade.

Os saldos das cadernetas de poupança aumentaram R$ 3 bilhões entre maio e junho, atingindo R$ 309,9 bilhões, indicando acréscimo de 15% em termos nominais em relação ao saldo de junho de 2010.

Agência Estado: Poupança tem o pior desempenho em 7 anos, diz consultoria

quarta-feira, dezembro 8th, 2010

Em 95 meses, o retorno da aplicação foi superior ao IPCA 75 vezes e inferior em 20 ocasiões
08 de dezembro de 2010
Agência Estado
SÃO PAULO - A consultoria Economática aponta que a poupança teve em novembro o pior desempenho real (descontada a inflação) desde março de 2003. Segundo levantamento sobre a rentabilidade mensal da poupança desde janeiro de 2003, nesses 95 meses analisados, a poupança obteve ganho superior ao IPCA 75 vezes e inferior em 20.

A rentabilidade nominal da poupança em novembro foi de 0,535%, ao passo que a inflação medida pelo IPCA foi de 0,83%, ou seja, uma perda de poder aquisitivo de 0,29%. Já a rentabilidade descontada a inflação em março de 2003 fora de 0,35%.

Para ilustrar, a Economática dá como exemplo uma situação em que um poupador que no final de outubro deste ano tivesse depositado, por exemplo, R$ 1.000,00 no final do mês de novembro teria R$ 1.005,35. Por sua vez, a cesta básica que valia R$ 1.000,00 no final de outubro passaria a valer R$ 1008,30 dali um mês. “Nessa hipótese o poupador para comprar a mesma cesta básica no final de novembro teria que desembolsar mais R$ 2,95 além dos R$ 1.005,35 que acumulou na poupança.”

R7: Investimento em imóveis rende mais que poupança

quinta-feira, setembro 30th, 2010

Casas e apartamentos de SP tiveram valorização de 50% nos últimos cinco anos

Com o mercado de habitação aquecido, investir em imóveis se tornou um negócio lucrativo. Quem comprou uma casa ou apartamento em São Paulo há cinco anos, por exemplo, viu o imóvel se valorizar 50%. No mesmo período, a poupança rendeu 47%.  

Um estudo realizado pelo Laboratório de Mercado de Capitais do Ibmec Minas Gerais indica que investimentos em unidades de padrão popular foram os mais rentáveis no ano passado. Quem preferiu comprar imóveis ganhou mais dinheiro do que quem optou por outras aplicações financeiras, como CDI (Certificado de Depósito Interbancário), dólar, poupança, e até mesmo, o Ibovespa (principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo). 

Na capital mineira, os imóveis que tiveram  maior rentabilidade foram os apartamentos populares de três quartos, com valorização de 296,56% entre 1998 e 2008, período considerado no estudo. 

Os profissionais do setor atribuem a rápida valorização dos imóveis à economia estável e à facilidade de acesso ao crédito. Mas é preciso ter cautela para não se deixar seduzir pela ilusão do dinheiro fácil. 

A primeira recomendação dos profissionais do setor é ter cuidado com imóveis vendidos na planta. Apesar de serem mais baratos, os descontos ficam por conta do risco que o comprador tem de não receber o imóvel. 

Outra dica dos especialistas é pesquisar se o preço é realmente justo e ler com bastante atenção o contrato.