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Está na hora de trocar de apê?

quinta-feira, agosto 16th, 2012

Apesar da acomodação dos preços dos imóveis, especialistas consideram arriscado o investimento em outro bem
O Globo

RIO - Não dá para trocar de apartamento como se troca de roupa. Ainda mais quando se trata de Rio de Janeiro, a vitrine mais cara do mercado imobiliário. No entanto, desde dezembro do ano passado que o preço do imóvel não sobe mais com a mesma intensidade. De acordo com o índice FipeZap, que calcula o valor do metro quadrado anunciado, nos últimos 12 meses, a variação na capital fluminense saiu dos 3% e se manteve estável, a 1%. Será que está na hora de vender o apê e começar a investir em outro? De acordo com especialistas, definitivamente, não.

A demanda especulativa percebida no mercado anteriormente já não existe mais, o que freia a valorização. Além disso, o primeiro trimestre do ano já revelou queda no número de unidades financiadas — em relação ao mesmo período do ano passado — e da velocidade de vendas — na comparação com os anos anteriores. Mas, ainda assim, o vice-presidente do Sindicato de Habitação do Rio (Secovi-Rio) Leonardo Schineider, avisa que o comportamento dos preços não está claro.

— Não aconselho o proprietário mexer em imóveis como um ativo agora. Apesar da acomodação dos índices, com o fim dos Jogos em Londres, o foco passará a ser o Rio. Haverá investimentos maiores na capital, o que pode interferir nos preços — explica Schneider, ponderando que o mercado não sofrerá mais a valorização média de 150% ocorrida nos últimos três anos.

Ainda que a crise internacional não venha rendendo mais manchetes sensacionais, este cozimento em fogo lento pode ainda se refletir de forma negativa no mercado imobiliário. A opinião é do economista Roberto Zentgraf.

— Além da crise, tem também o nosso PIB, que não atigiu o crescimento esperado, o que torna este investimento ainda muito arriscado. Até o período das Olimpíadas, nada garante que a desaceleração veio para ficar — completa o economista.

Portanto, quem está com planos de vender o imóvel, esperando uma desaceleração do mercado para comprar outro, deve esperar sentado. E com muita paciência.

Onde pipocam os “mini-imóveis” em São Paulo

quinta-feira, agosto 16th, 2012

Os bairros que receberam mais lançamentos de apartamentos de um e dois quartos até 50 metros quadrados no último ano

Julia Wiltgen, de Exame.com

Aperto ou praticidade?

São Paulo - A tendência à redução no espaço dos imóveis residenciais em cidades onde os preços já estão exorbitantes, como São Paulo, se traduz na proliferação de apartamentos compactos de um ou dois quartos e menos de 50 metros quadrados de área útil. Apesar do aparente aperto, esse mercado tem uma alta demanda, mais para compra do que para aluguel. E não só por questões financeiras como também pela mudança de perfil da família brasileira.

O público desse tipo de imóvel é formado por solteiros - jovens, divorciados ou viúvos - casais jovens ou com apenas um filho e casais idosos, com filhos já criados. E se engana quem pensa que os imóveis compactos se limitam ao segmento popular ou às tradicionais quitinetes. Hoje em dia, o mercado conta com basicamente três segmentos: as quitinetes populares em bairros de menor renda, os imóveis de médio padrão (voltados, por exemplo, para jovens de classe média alta que saem da casa dos pais sem ter casado ainda) e os imóveis de luxo.

Na verdade, neste último segmento os imóveis podem até ter apenas um quarto, mas dificilmente são compactos, podendo chegar aos 100 metros quadrados e custar mais de 800.000 reais. “Esse é um mercado que despontou há uns três ou quatro anos, que tem uma demanda boa e, pelo visto, veio para ficar. O número de unidades oferecidas também é bastante reduzido”, diz Luís Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).

Veja a seguir os bairros de São Paulo que mais receberam imóveis compactos de julho de 2011 a julho de 2012, segundo a Embraesp. Na pesquisa, foram considerados o número de unidades de um e dois quartos de até 50 metros quadrados de área útil.

1. Campo Limpo

O bairro da Zona Sul de São Paulo recebeu 1.314 unidades, todas de dois dormitórios, e com área variando de 43,60 a 50 metros quadrados. Os preços de lançamento variam de 142.000 a 152.000 reais, o que enquadra esses empreendimentos no limite do programa Minha Casa, Minha Vida.

O Campo Limpo fica na divisa da cidade de São Paulo com o município de Taboão da Serra, e próximo a bairros como Morumbi e Capão Redondo. A região onde o bairro se encontra é marcada por profundos contrastes sociais - de um lado, um terço da população morando em favelas, e de outro, empreendimentos de classe média alta. Um pouco afastado da região central, o bairro conta com uma linha de metrô (foto) e um terminal de ônibus.

2. Bela Vista

O segundo bairro que mais recebeu unidades pequenas nos últimos 12 meses foi a Bela Vista, com 1.065 unidades lançadas. Dessas, apenas 64 destas têm dois dormitórios; as outras 1.001 unidades têm só um quarto. A área dos lançamentos vai de 30,5 a 50 metros quadrados, e os valores não são baixos: de 266.000 a 418.000 reais.

A região da Bela Vista é valorizada por conta de sua boa localização, entre o Centro e a região da Avenida Paulista, que combinam a proximidade do trabalho e de áreas de lazer e cultura, além de uma boa infraestrutura de transportes. Por isso, os apartamentos de um quarto na região são criados para ser produtos de “charme”, voltados para a população de classe média alta.
3. Itaquera

O bairro de Itaquera, na Zona Leste, foi o terceiro que mais recebeu unidades compactas nos últimos 12 meses, com 610 unidades lançadas, todas de dois dormitórios. De perfil mais popular, esses imóveis têm entre 47,85 e 50 metros quadrados de área útil, e preços que variam de 146.000 a 175.000 reais. O início da construção do estádio do Corinthians, que será palco da abertura da Copa do Mundo de 2014, aumentou a demanda de imóveis na região.

4. Brooklin

Com 511 unidades de um dormitório lançadas, o bairro do Brooklin, na Zona Sul, foi o quarto da lista. Os apartamentos, voltados para os segmentos de médio e alto padrão, têm entre 31,50 e 48,50 metros quadrados, e preços salgados para a metragem e o número de dormitórios: entre 300.000 e 528.000 reais. O bairro nobre conta com imóveis residenciais e corporativos de alto padrão, localizando-se próximo ao centro financeiro da Av. Engenheiro Luís Carlos Berrini. Toda essa região vem sendo revitalizada nos últimos anos, tendo recebido uma série de grandes empresas e instituições financeiras, bem como obras viárias que estimularam o mercado imobiliário local.

5. Vila Antonieta

O bairro localizado próximo a Aricanduva, na Zona Leste, recebeu nos últimos 12 meses 426 unidades, todas de dois dormitórios, com área entre 47,49 e 49,80 metros quadrados. Voltadas para o segmento popular e de médio padrão, essas moradias custam entre 175.000 e 250.000 reais. Apesar da proximidade com a região do Tatuapé, a localidade não conta com a vantagem de uma estação de metrô nas proximidades.

6. Tatuapé

O Tatuapé teve 358 unidades compactas lançadas, sendo 36 de dois dormitórios e 322 de um dormitório. Suas áreas úteis vão de 35,20 a 50 metros quadrados, e os valores variam de 279.000 a 420.000 reais. “O Tatuapé é um dos melhores, senão o menor bairro da Zona Leste para se morar. E ainda dispõe do micro-bairro do Jardim Anália Franco, que conta com empreendimentos de alto padrão e até de luxo”, observa Luís Paulo Pompéia, diretor da Embraesp. Ele lembra que o bairro - bem localizado próximo ao Centro e dotado de estações de metrô - oferece empreendimentos de todos os níveis

Fortaleza e Salvador puxam valorização dos imóveis em julho

sexta-feira, agosto 3rd, 2012

Índice FipeZap nacional foi o mesmo de junho, puxado pela valorização de capitais nordestinas; duas cidades apresentaram queda nos preços
Julia Wiltgen, de Exame.com

Fortaleza teve a maior alta de julho, com valorização de 3,4%

São Paulo – A alta dos preços dos imóveis brasileiros no mês de julho foi de 1,0%, mesmo percentual de crescimento registrado em junho. Apesar do crescimento modesto, ainda foi um desempenho melhor do que todas as aplicações de renda fixa e que a poupança no mês. Foram Fortaleza e Salvador que puxaram para cima o Índice FipeZap, que acompanha os preços dos imóveis em seis capitais brasileiras e no Distrito Federal. Belo Horizonte e Distrito Federal, porém, registraram recuo nos preços.

Em São Paulo, a alta foi de 1,3%, o menor valor para o mês em toda a série histórica iniciada em 2008, mas ligeiramente maior que a alta de 1,2% de junho; já no Rio de Janeiro, a alta foi de 1,1%, também levemente maior que a alta de 1,0% do mês anterior. Salvador registrou alta de 1,8% e Fortaleza teve valorização de 3,4%. Na contramão, em Belo Horizonte os imóveis tiveram desvalorização de 1,2%, enquanto no Distrito Federal a queda foi de 0,1%.

Até o mês de junho, o relatório do Índice FipeZap vinha reafirmando a tendência de desaceleração das altas, mas neste mês não houve esse comentário. Ainda assim, o relatório lembra que a alta dos preços dos imóveis brasileiros acumulada em 12 meses até julho foi de 17%, menos do que os 18,4% registrados no mês anterior. Mas onde hoje as valorizações estão estáveis ou em queda, as alta já estiveram bem maiores em julho do ano passado. As exceções são justamente as cidades de Fortaleza e Salvador, que se valorizam mais só agora.

O preço médio do metro quadrado em julho foi de 6.727 reais. O valor mais alto ainda é encontrado no Distrito Federal (8.271 reais), enquanto o menor está em Salvador (3.761 reais). Em São Paulo, foi de 6.611 reais, e no Rio de Janeiro, de 8.159 reais.

Preço força ajuste no setor imobiliário

terça-feira, julho 10th, 2012

LEANDRO MODÉ , MARINA GAZZONI
O Estado de S. Paulo - 10/07/2012

Incorporadoras sentem dificuldades em oferecer produtos que caibam no bolso do consumidor; lançamentos devem cair 30% neste ano

O setor imobiliário passa por um ajuste. A forte valorização dos imóveis nos últimos anos deixou a casa própria mais distante do brasileiro, o que contribuiu para uma queda nos lançamentos neste ano. Em São Paulo, por exemplo, o preço médio dos imóveis subiu 140% entre janeiro de 2008 e junho de 2012, segundo o Índice FipeZap. Em compensação, o volume de lançamentos caiu cerca de 30% no ano.

Com isso, a expectativa de especialistas e do próprio Sindicato da Habitação (Secovi-SP) é de que os preços devem se estabilizar. Por ora, ninguém aposta em uma queda generalizada, embora algumas localidades possam passar por esse processo. O FipeZap já vem mostrando desaceleração no ritmo de alta dos preços nos últimos meses (ver gráfico).

A renda da população não aumentou na mesma proporção dos preços e, por isso, muitos consumidores não conseguem comprar imóveis na região onde moram. Para adquirir um apartamento de 100 metros quadrados na Bela Vista, um bairro de classe média situado na região central de São Paulo, o cliente precisa de uma renda familiar líquida de R$ 17 mil/mês se quiser financiar 80% do valor do bem.

Só que, nesse distrito, apenas 18% da população ganha mais de R$ 15 mil/mês, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O mesmo exercício aplicado a outros bairros aponta resultados semelhantes.

“Está cada vez mais difícil para o consumidor comprar a casa dos sonhos nas grandes cidades. Quem poderia comprar um apartamento de 70 m² há um ano hoje compra um de 50 m²″, disse o vice-presidente de incorporação imobiliária do Secovi-SP, Emílio Kallas. “O preço alto é ruim para os incorporadores. O público consumidor dos empreendimentos fica menor.”

Euforia. O descompasso entre a renda da população e o preço dos imóveis provocou uma parada técnica no mercado, avalia o diretor da consultoria Embraesp, Luiz Paulo Pompeia, especializada no setor imobiliário. “Houve uma euforia de incorporadores e consumidores. Mas o poder aquisitivo tem limites e muitos lançamentos não cabem no bolso do cliente”, disse.

Na opinião de Pompeia, os preços devem se manter estáveis na média, mas, em alguns casos, podem até cair no ano que vem. “De 30% a 40% dos compradores de imóveis são investidores, não é o consumidor final. Há 7 anos, esse índice era de 15%. Eles precisam revender, mas, em alguns bairros, a demanda real já foi absorvida, principalmente por imóveis de alto padrão.”

Em São Paulo, o especialista vê potencial para queda de preços em bairros como Campo Limpo, Vila Madalena, Bela Vista e Alto da Lapa. “A exceção é o segmento econômico (renda mais baixa). Há demanda real para movimentar o mercado pelos próximos dez anos”, disse.

Embora continuem otimistas com as perspectivas para o setor, os bancos, que nos últimos anos abriram as torneiras do crédito imobiliário, não descartam estabilização dos valores. “Os preços não vão subir com a mesma velocidade de antes. Veremos mais moderação e, eventualmente, alguma acomodação”, disse o diretor do departamento de crédito imobiliário do Bradesco, Cláudio Borges.

“Estamos assistindo a um ajuste entre oferta e demanda”, emenda o diretor de crédito imobiliário do Banco do Brasil, Gueitiro Matsuo Genso. “Mas vemos perspectivas para um crescimento robusto para o setor.”

Ainda sobre as perspectivas para os preços, o coordenador do Índice FipeZap, Eduardo Zylberstajn, também adota um tom cauteloso. “Não voltaremos mais àquela situação de altas muito expressivas”, afirmou.

O diretor financeiro da construtora Eztec, Emilio Fugazza, relata que a margem bruta média das incorporadoras de capital aberto caiu de 39% para 26% entre 2007 e 2011. “O custo para construir subiu mais do que os preços dos imóveis”, disse.

As incorporadoras não atribuem a retração dos lançamentos à alta dos preços, mas a dificuldades em aprovar novos projetos. “Chegamos a levar quatro anos para conseguir a liberação de um empreendimento em todos os órgãos reguladores”, disse o vice-presidente do Secovi.

Segundo ele, o setor tem enfrentado entraves para lançar empreendimentos pela falta de terrenos aptos à incorporação e pela demora na aprovação de projetos. Para o Secovi, a solução para controlar os preços está na flexibilização das regras para lançamentos, o que viabilizará a expansão da oferta.

Alta no preço dos imóveis novos desacelera em São Paulo

quinta-feira, julho 5th, 2012

Folha.com
MARIANA SALLOWICZ
DE SÃO PAULO

Após forte alta em 2011, os preços dos imóveis novos na capital paulista estão desacelerando. O valor do metro quadrado subiu 6,3% entre janeiro e maio, ante crescimento de 10% no mesmo período do ano anterior.

Análise: Segmento residencial vive fase marcada pela prudência

A previsão do setor é encerrar o ano com elevação entre 10% e 15%, segundo dados do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), bem abaixo dos 26% de 2011.

Segundo especialistas, apesar de estar crescendo em menor velocidade, a alta é significativa, uma vez que os preços já estão em patamar elevado.

“A economia está desacelerando e o governo vem revisando as previsões para o PIB [Produto Interno Bruto]. Apesar disso, a alta dos imóveis chegou a 6,3% neste ano”, afirma Emílio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP.

Um dos principais fatores de pressão no custo é a escassez de terrenos que servem para incorporação.

“É cada vez menor o número de terrenos com possibilidades de construção.” Para minimizar o problema, Kallas diz que seria necessária a revisão do Plano Diretor de São Paulo, de 2002.

A revisão prevê mudanças nas diretrizes para o ordenamento da cidade, como as regras do uso do solo.

“Além disso, a burocracia nos processos de licenciamento dos projetos resulta em maior custo dos empreendimentos, que é repassado para o consumidor.” O prazo para aprovação de um projeto chega a quatro anos.

LANÇAMENTOS

A redução na oferta de imóveis também poderá pressionar os preços neste ano.

Os lançamentos de unidades residenciais na capital paulista recuaram 31,4% nos primeiros cinco meses do ano ante o mesmo período de 2011 e atingiram o menor resultado entre janeiro e maio desde 2009, auge da crise internacional.

Ao mesmo tempo, as vendas de unidades novas tiveram alta de 13,1% no período, segundo dados do Secovi-SP.

Para Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da Fundação Getulio Vargas (FGV), o mercado passa por um momento de ajuste.

“Houve formação de estoque durante o ano passado como resultado das vendas fracas. As empresas agora estão reduzindo os lançamentos como forma de equilibrar a oferta.”

Eliane Monetti, professora da Universidade de São Paulo (USP), destaca ainda que as construtoras reduziram o ritmo após dificuldades para entregar empreendimentos dentro do prazo nos últimos anos.

O crescimento dos negócios também é resultado de uma base de comparação mais fraca: as vendas em 2011 na comparação com 2010 recuaram 21% e chegaram no menor nível desde 2005.

A pesquisa mostra ainda que o VGV (Valor Global de Vendas) ficou em R$ 5,08 bilhões até maio, valor que corresponde a aumento de 6% sobre o resultado dos cinco primeiros meses de 2011.

Imóveis têm valorização modesta em junho

quarta-feira, julho 4th, 2012

Alta é ligeiramente superior à de maio, mas tendência de desaceleração permanece, diz Índice FipeZap
Julia Wiltgen, de Exame.com

Apesar de desaceleração no Rio, metro quadrado em Ipanema e Leblon beira os 18.000 reais

São Paulo – Os preços dos imóveis residenciais no Brasil tiveram alta de 1,0% em junho, índice mais ou menos estável em relação a maio, quando a alta foi de apenas 0,9%, a menor variação mensal desde o início da série histórica em setembro de 2010. De acordo com o relatório do Índice FipeZap, que acompanha os preços dos imóveis residenciais em seis cidades e no Distrito Federal, a valorização de junho continua confirmando a tendência de desaceleração nas altas dos preços.

O dado mais significativo nesse sentido é a valorização acumulada em 12 meses. O índice composto, com todas as cidades, registrou alta de 18,4% em junho de 2012 contra junho de 2011, 1,5 pontos percentuais a menos do que o observado em maio de 2012 contra maio de 2011. O caso mais notório foi o do Rio de Janeiro, cuja alta em 12 meses foi de 22%, metade dos 44% registrados em junho de 2011 frente a junho de 2010.

A menor variação mensal em junho ocorreu em Belo Horizonte, onde houve ligeira queda de 0,2% nos preços. Já a maior alta foi registrada em Fortaleza: 2,6%. São Paulo registrou valorização de 1,2%, a menor para o mês de toda a série histórica, iniciada em 2008. O Rio teve alta de 1,0%. Um ano antes, as duas maiores cidades do país haviam registrado valorizações de 2,6% e 3,0% respectivamente.

O preço médio do metro quadrado foi de 6.661 reais. O menor valor é encontrado em Salvador (3.694 reais) e o maior, no Distrito Federal (8.280 reais). Em São Paulo foi de 6.525 reais e no Rio de Janeiro o preço médio do metro quadrado ultrapassou os 8.000 reais pela primeira vez, registrando 8.072 reais.

Veja abaixo a tabela com os preços do metro quadrado e as variações sofridas em maio e junho em cada região:

Local Variação mensal em maio Variação mensal em junho Preço do metro quadrado (R$)

Composto nacional 0,9% 1,0% 6.661
Belo Horizonte 0,4% -0,2% 4.862
Distrito Federal 0,5% 0,3% 8.280
Fortaleza 2,4% 2,6% 4.637
Recife 1,9% 0,8% 5.329
Rio de Janeiro 1,1% 1,0% 8.072
Salvador -1,3% 2,1% 3.694
São Paulo 1,2% 1,2% 6.525

Fonte: Índice FipeZap.

Contratos novos de aluguel sobem 14% em um ano em São Paulo

segunda-feira, junho 25th, 2012

FOLHA DE SÃO PAULO

O valor dos contratos novos de locação residencial assinados na capital paulista teve aumento médio de 14,11% nos últimos 12 meses terminados em maio, de acordo com os dados do Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo divulgados nesta segunda-feira.

No mês de maio, a alta foi de 1,5% na comparação com fevereiro.

“Os números mostram a tendência de queda dos preços dos novos aluguéis em São Paulo nos primeiros meses deste ano”, analisa Walter Cardoso, vice-presidente de gestão patrimonial e locação do sindicato. Segundo dados da entidade, em janeiro, o acumulado foi de 17,9%; em fevereiro, 17%; em março, 16,2%; e em abril, 13,8%.

As unidades de três dormitórios tiveram o maior aumento no aluguel durante o mês passado, com elevação de 1,9% ante fevereiro. Nos imóveis de dois dormitórios a alta foi de 1,5% e nos de um ficou em 1%.

A modalidade de garantia mais utilizada nos contratos de aluguel residencial fechados em março foi o fiador, com 48,5% das ocorrências do mês. O depósito de até três meses também foi muito usado, com uma participação de 32%. O seguro-fiança foi a opção de um em cada cinco contratos.

As casas foram alugadas mais rapidamente do que os apartamentos no mês analisado. Elas levaram de 12 e 30 dias, em média, para serem ocupadas. Os apartamentos demoraram um pouco mais: o IVL (Índice de Velocidade de Locação), que mede em número de dias quanto tempo leva um imóvel para ser alugado, oscilou de 17 a 36 dias.

Preço dos imóveis está 19% mais caro

segunda-feira, junho 11th, 2012

BAND.COM.BR

A expansão do setor vai na contramão de dezenas de outros países, como Portugal e Espanha, afetados pela crise financeira internacional

Em maio os imóveis brasileiros tiveram a menor alta mensal de toda a série histórica (0,9%)Divulgação/ Arquivo
Do Metro SPnoticias@band.com.br

Mesmo com a economia mostrando sinais de desaceleração no início do ano, a grande oferta de crédito fez o Brasil ficar entre os países com as taxas mais elevadas de valorização dos imóveis em todo o mundo.

Um levantamento da Global Property Guide, consultoria que orienta investidores, mostra que o país só ficou atrás da Índia no quesito preço de casas e apartamentos.

A pesquisa comparou dados do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado e considerou os mercados de 36 nações. O Brasil e a Índia foram os únicos onde a valorização de preços superou a casa dos dois dígitos (18,70% por aqui e 24,41% para os imóveis indianos).

A expansão do setor vai na contramão de dezenas de outros países, como Portugal e Espanha, afetados pela crise financeira internacional. E a tendência é de manutenção do crescimento.

O relatório da Global Property Guide mostra que a valorização dos imóveis também ocorreu na comparação entre o primeiro trimeste deste ano e o último de 2011 (2,57%). Outros levantamentos, no entanto, começam a mostrar uma desaceleração.

Segundo o índice FipeZap, em maio, os imóveis brasileiros tiveram a menor alta mensal de toda a série histórica (0,9%). O índice começou a ser calculado em seis cidades e no Distrito Federal em 2010. Por conta disso, analistas mais pessimistas temem que o Brasil sofra as consequências do estouro de uma “bolha imobiliária”.

Para o professor Samy Dana, da Escola de Economia da FVG (Fundação Getúlio Vargas) isso deve ocorrer até a Copa do Mundo, em 2014. “Muitas pessoas têm comprado imóveis esperando que eles valorizem até lá. Mas eu não creio que seja um bom investimento”, opina.

O especialista aconselha pequenos investidores a avaliarem outras alternativas de aplicação, como os títulos do tesouro direto. Para quem planeja comprar a casa própria, o melhor é economizar e fazer as contas. O financiamento pode ser uma boa opção, mas, em muitos casos, outros investimentos geram juros capazes de cobrir o aluguel.

Vendas de imóveis novos em São Paulo crescem 12,5%

segunda-feira, junho 11th, 2012

Mercado imobiliário, no entanto, teve uma queda de 27,6% no volume de lançamentos de novas moradias
Circe Bonatelli, da Agência Estado

SÃO PAULO - As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo somaram 7.407 unidades nos primeiros quatro meses do ano, um crescimento de 12,5% em relação ao mesmo período de 2011, quando foram vendidas 6.584 unidades. Por outro lado, o mercado imobiliário teve uma queda no volume de lançamentos de novas moradias. No mesmo período, os lançamentos somaram 5.257 unidades, um recuo de 27,6% ante as 7.262 registradas um ano antes.

Os dados fazem parte da pesquisa sobre o mercado imobiliário divulgada nesta segunda-feira pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Para todo o ano de 2012, a entidade espera uma alta de 10% nas vendas e uma baixa de 5% nos lançamentos.

Em valores monetários, as vendas somaram R$ 3,6 bilhões entre janeiro e abril, um incremento de 6,9% frente os R$ 3,4 bilhões do primeiro quadrimestre de 2011.

Na comparação mensal, foram vendidas 2.007 unidades em abril, uma redução de 9,7% em relação às 2.223 unidades comercializadas em março. Já o volume de lançamentos atingiu 1.622 unidades, alta de 2,8% ante 1.578 no mês anterior.

Em abril, os imóveis de dois dormitórios responderam por 52,4% do total das vendas. Em seguida, aparecem os imóveis de três dormitórios (33,2%), quatro (9,3%) e um (5,1%).

A velocidade das vendas caiu para 10,2% em abril. Isso significa que foram vendidos 102 imóveis a cada 1 mil ofertados no mês, entre lançamentos e estoque. Em março, esse patamar foi de 110 (11,0%) e em abril de 2011, foi de 160 (16,0%).

Para maio, a previsão do Secovi-SP é de crescimento das vendas, refletindo principalmente o impulso no mercado imobiliário promovido pelo Feirão da Caixa.

Aluguéis comerciais no Brasil superam até Nova York

segunda-feira, junho 11th, 2012

Maria Luíza Filgueiras, de Exame

A escalada nos preços dos imóveis residenciais no Brasil se repete no mercado de escritórios. Está tudo ficando mais caro. Mas uma enorme safra de construções pode ajudar a segurar os preços

São Paulo - Alugar um escritório virou um drama para as empresas instaladas no Brasil. Os preços subiram 60% em média nos últimos quatro anos — e em algumas avenidas de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde estão 85% dos imóveis comerciais de alto padrão do país, os valores chegaram a triplicar.

Em alguns casos, é possível alugar salas mais baratas na Park Avenue ou na Quinta Avenida, alguns dos endereços mais badalados de Nova York. E, apesar disso, a disputa pelos espaços aqui tem sido intensa. De 2008 para cá, prédios inteiros foram alugados antes de as obras serem finalizadas.

Recentemente, porém, o mercado começou a mudar. Os preços continuam em ascensão — mas, no Rio, a valorização já perdeu força. Depois de aumentar 22% no primeiro trimestre de 2011, os valores de locação subiram 6% nos primeiros três meses deste ano.

Em São Paulo, a valorização ainda beira os 20%, só que a demanda está menor. A taxa de imóveis vagos chegou a 12% no primeiro trimestre, a maior desde 2006.

Um mercado cíclico

O mercado de imóveis comerciais é cíclico — períodos de três a cinco anos de bonança costumam ser seguidos por fases de acomodação. Essas oscilações quase sempre estão ligadas ao desempenho da economia: quando o crescimento diminui (ou quando há retração), as empresas seguram investimentos e contratações e, assim, precisam de menos escritórios.

É comum que essa fase ruim coincida com o pico de entrega de novos prédios — as incorporadoras lançam os empreendimentos na fase de euforia, mas eles só ficam prontos de dois a três anos depois. Aí, pronto: os preços desabam.

Foi o que ocorreu em 2002, quando o Brasil vivia um período complicado — havia dúvidas sobre como seria o primeiro governo do presidente Lula, o país negociava um empréstimo de quase 50 bilhões de dólares com o Fundo Monetário Internacional e a crise na Argentina desviava investimentos estrangeiros da América Latina. Cerca de um quarto dos escritórios ficou desocupado nessa época, um recorde, e os valores dos aluguéis caíram 16%.

Por enquanto, nada indica que passaremos por um momento semelhante. Mas é consenso que o PIB vai crescer menos neste e no próximo ano — e há um número recorde de escritórios sendo construídos. Em São Paulo, até o fim do ano, devem ficar prontos 22 novos edifícios, ou 580 000 metros quadrados de salas, área equivalente a três Maracanãs, a maior oferta entregue num único ano.

Já é possível notar que a procura por escritórios está menor hoje do que foi no passado. “Em alguns prédios novos, há placas de ‘Aluga-se’ na porta, o que quase não acontecia até dois meses atrás, porque a demanda era maior que a oferta”, diz João da Rocha Lima Junior, professor da Universidade de São Paulo especializado em mercado imobiliário.

Um edifício em construção há dois anos na avenida das Nações Unidas, em São Paulo, ainda tem 35% da área desocupada. No Rio, pela primeira vez desde 2005, a taxa de imóveis vagos chegou a 10%.

Ainda é um patamar inferior à média mundial, de 13%, mas bem maior do que os 3% de 2008. “Esse cenário indica que a valorização deve perder força”, diz Mônica Barg, diretora da consultoria Jones Lang LaSalle.

Como Mônica, os executivos que acompanham esse mercado não esperam que os aluguéis fiquem mais baratos tão cedo. Por duas razões. Primeiro, porque, apesar do atual ritmo de construção, ainda faltam escritórios de alto padrão no país. Um estudo da consultoria CB Richard Ellis mostra que, em São Paulo, há 1 metro quadrado de sala comercial por habitante.

Em Londres, Nova York e Tóquio, a proporção é de 3 para 1. Por aqui, muitas empresas têm sua sede em locais piores do que gostariam. Além disso, investidores nacionais e estrangeiros continuam comprando escritórios para alugar.

Neste ano, até maio, os fundos imobiliários captaram quase 4 bilhões de reais para aplicar em escritórios, quase o dobro do valor do mesmo período de 2011.

“Os altos e baixos são comuns. No longo prazo, ainda acreditamos que os preços tendem a subir, ainda mais porque os juros estão diminuindo”, diz Garry Garrabrant, presidente da Equity International, empresa de investimentos do americano Sam Zell, que tem 2 bilhões de dólares aplicados no setor imobiliário brasileiro. A sorte de Garrabrant é que a Equity não tem uma sede no país. Se o aluguel aumentar, azar dos inquilinos.