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Haddad mudará projeto para Nova Luz, no centro de SP

segunda-feira, dezembro 17th, 2012

Os comerciantes e moradores da região são contra as obras no entorno da rua Santa Ifigênia e organizaram em agosto de 2012 um protesto para impedir a reforma urbanística
Rafael Ferrer, de Info

Viaduto Santa Ifigênia, em São Paulo: o projeto prevê a valorização dos prédios históricos, reforma das áreas livres, criação de espaços verdes e de lazer e a melhoria do ambiente urbano

São Paulo – O prefeito eleito Fernando Haddad (PT) planeja mudar o projeto Nova Luz, que pretende revitalizar as ruas do centro da cidade de São Paulo bairro e também desapropriar moradores e comerciantes da região.

Até o momento, a prefeitura considera que empresas privadas sejam responsáveis pelas desapropriações propostas pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Já Haddad afirmou neste domingo (16) à Folha que mudará o atual plano e concederá o poder de decisão sobre este tema à prefeitura.

A região é conhecida pelo comércio de computadores, software e equipamentos de áudio e vídeo. Além disso, as ruas do bairro reúnem usuários de crack e moradores de rua.

Em janeiro deste ano, uma ação policial na cracolândia pretendia coibir que dependentes químicos buscassem por drogas no local.

Os comerciantes e moradores da região são contra as obras no entorno da rua Santa Ifigênia e organizaram em agosto de 2012 um protesto para impedir a reforma urbanística.

Ao sair do papel, o projeto prevê a valorização dos prédios históricos, reforma das áreas livres públicas, criação de espaços verdes e de lazer e a melhoria do ambiente urbano por meio da reforma das calçadas e jardins. Além disso, aproximadamente quatro mil casas devem ser erguidas na região.

Haddad vai rever Nova Luz e congelar Faria Lima

quarta-feira, novembro 7th, 2012

O Nova Luz, bandeira da gestão José Serra/Gilberto Kassab, prevê, entre outras ações, transferir a gestão de 45 quadras do bairro da Luz à iniciativa privada

Diego Zanchetta e Fernando Gallo, Estadão conteúdo

Haddad quer ouvir moradores e comerciantes da Rua Santa Ifigênia, contrários ao projeto, para enviar as modificações para aprovação da Câmara Municipal

São Paulo - O prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), vai modificar as desapropriações previstas no projeto da Prefeitura planejado desde 2005 para revitalizar a região do centro de São Paulo conhecida como cracolândia.

O futuro governo também sinalizou que vai parar de liberar novos prédios, por meio da venda de Cepacs (Certificados de Potencial Construtivo), nas regiões das Avenidas Brigadeiro Faria Lima e Jornalista Roberto Marinho.

As duas ações fazem parte do pacote de reforma urbana que Haddad promete encaminhar à Câmara Municipal no primeiro semestre do ano que vem.

O Nova Luz, bandeira da gestão José Serra/Gilberto Kassab, prevê, entre outras ações, transferir a gestão de 45 quadras do bairro da Luz à iniciativa privada, além de desapropriar e demolir 50% da área compreendida no perímetro formado pela Rua Mauá e as Avenidas São João, Ipiranga, Cásper Líbero e Duque de Caxias. O objetivo de Kassab era levar 15 mil novos moradores para a região.

Haddad quer agora ouvir moradores e comerciantes da Rua Santa Ifigênia, contrários ao projeto, para enviar as modificações para aprovação da Câmara Municipal.

Em agosto, durante a campanha, o prefeito eleito já havia se comprometido com lojistas da área a “acabar com o pesadelo” que consta no projeto atual. O petista quer um “novo desenho” para a proposta, com o fim da maior parte das desapropriações previstas para moradores e comerciantes da região.

No caso das operações urbanas na Faria Lima e na Água Espraiada, integrantes da transição entendem que o futuro governo está obrigado a preservar o direito adquirido de quem já comprou Cepacs - títulos que permitem construir imóveis acima da metragem permitida pela lei de zoneamento -, mas avaliam que a tendência é de que o governo não permita a venda de novos títulos, uma vez que consideram que as duas regiões estão saturadas.

Incorporadoras abertas reduzem lançamentos no terceiro trimestre

quarta-feira, outubro 17th, 2012

Valor Econômico - 17/10/2012

Freire, da Brasil Brokers, diz que queda de lançamentos foi próxima a 30%

As três maiores incorporadoras de capital aberto - PDG Realty, Cyrela Brazil Realty e MRV Engenharia - ainda não divulgaram suas prévias operacionais do terceiro trimestre, mas o mercado já trabalha com um cenário de redução de lançamentos na comparação tanto com o mesmo período do ano passado como com o segundo trimestre de 2012. Assim, a concentração de lançamentos no quarto trimestre deve ser ainda maior do que se esperava, e é provável que algumas empresas não cumpra as respectivas metas para o ano. Parte dos números apresentados por concorrentes menores apontam aumento dos lançamentos, mas não seriam suficientes para reverter um cenário mais geral.

No terceiro trimestre, os lançamentos imobiliários totais da Brasil Brokers, que divide com a Lopes o posto de maior imobiliária do país, tiveram queda acima de 20% ante o mesmo intervalo de 2011 e de mais de 5% se comparados aos do segundo trimestre. A queda foi puxada, principalmente, pela redução do que foi lançado pelas incorporadoras de capital aberto, conforme o diretor-presidente da Brasil Brokers, Sergio Freire. Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, o recuo desse grupo de empresas foi em patamar próximo a 30%.

Das incorporadoras que já divulgaram prévias operacionais, EZTec, Tecnisa, Even e Direcional Engenharia lançaram mais no terceiro trimestre do que no mesmo período de 2011. Os lançamentos da Gafisa e da Brookfield Incorporações encolheram na mesma base de comparação. No caso da Rodobens Negócios Imobiliários, os lançamentos totais aumentaram, mas houve queda se considerada somente a parcela da companhia.

Conforme fontes, a principal razão para a postergação dos projetos do terceiro para o quarto trimestre foi o atraso na liberação de licenças pela Prefeitura de São Paulo, em decorrência de fatores como o período eleitoral. Em nota, a Prefeitura informou que o ritmo de análise “segue normal” e que “até o fim de setembro, a média de processos analisados em 2012 está semelhante a dos anos anteriores”.

Além da obtenção de licenças, o lançamento de projetos depende da rentabilidade, caixa, estoques e demanda. “A prioridade passou a ser margem. Incorporadoras preferem segurar a oferta para não abrir mão de margem”, diz um analista. Após um semestre em que a venda de estoques foi prioridade em relação aos lançamentos, há quem avalie que, no terceiro trimestre, a mescla tenha sido maior.

As prévias divulgadas até agora apontam que as incorporadoras que elevaram lançamentos registraram também crescimento de vendas do trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, caso de EZTec, Direcional, Even e Tecnisa. As vendas da Rodobens também aumentaram.

Desde o início do ano, os estoques de imóveis vem se reduzindo. Nas estimativas do analista do setor imobiliário da CGD Securities, Flávio Conde, os estoques totais (o que foi lançado e não vendido) das empresas de capital aberto estão, atualmente, entre 12 e 13 meses de vendas, abaixo da parcela de 14 a 15 meses do começo de 2012. Conde estima patamar de oito meses em 2010, quando o mercado imobiliário esteve mais aquecido.

Prédio de luxo em SP tem Habite-se cassado

segunda-feira, agosto 6th, 2012

A falta do documento municipal pode impedir que os apartamentos sejam alugados ou vendidos
Rodrigo Burgarelli, da Agência Estado

São Paulo - Um prédio de alto luxo no Jardim Europa, zona sul de São Paulo, com apartamentos de 280 metros quadrados avaliados em R$ 6,2 milhões, está irregular. Segundo a Prefeitura de São Paulo, o Edifício Villa Adriana, na Rua Frederic Chopin, construiu mais do que o permitido no projeto original aprovado pela administração. Por isso, teve seu Habite-se cassado na semana passada e foi multado em R$ 19.956,93.

Com 19 andares de altura, o prédio em questão ocupa uma área de 1,1 mil m² em uma das áreas mais nobres de São Paulo. Cada apartamento tem quatro vagas de garagem. O dúplex do último andar, com 515 m², é avaliado por sites especializados em mercado imobiliário em até R$ 11,5 milhões.

A falta do documento municipal pode impedir que os apartamentos sejam alugados ou vendidos, além de submeter os moradores a multas municipais por ocuparem apartamentos sem autorização.

Segundo especialistas em legislação edílica ouvidos pela reportagem, o edifício está sujeito até à lacração. “Não ter Habite-se significa que o prédio não pode mais ser habitado. Além de multa, tem a pena de lacração”, afirma Rossana Duarte, advogada especialista em negócios imobiliários do escritório Siqueira Castro. “O normal é se dar um prazo para a regularização, quando o caso não é grave ou envolve segurança”, afirmou.

Além disso, a falta do documento impede que se saiba quais são as medidas de segurança tomadas pelo prédio, já que é ele que confirma que a construção foi feita segundo a legislação vigente. A Prefeitura afirmou apenas que as medidas cabíveis já foram adotadas e não detalhou o que pretende fazer daqui para a frente. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Prefeitura abre processo para fechar o shopping Paulista

sexta-feira, junho 22nd, 2012

Folha de São Paulo

ROGÉRIO PAGNAN EVANDRO SPINELLI DE SÃO PAULO

A Prefeitura de São Paulo abriu ontem processo de cassação da licença de funcionamento do shopping Pátio Paulista, na Bela Vista, região central da capital.

Empresa não comenta a abertura de processo de cassação de alvará
Prefeitura diz que colunista da Folha foi injusto com Kassab

Também foi aplicada uma multa de R$ 427,8 mil para as empresas responsáveis pelo estacionamento e pelo lava-rápido que funcionam no empreendimento. A prefeitura não divulgou os nomes das empresas.

O processo foi aberto porque foram detectadas pela Subprefeitura da Sé irregularidades com os estacionamentos do shopping, o interno e o externo, que vinham funcionando sem alvará.

Além disso, o empreendimento mantinha um número de vagas inferior ao exigido pela prefeitura.

Parte do estacionamento principal é ocupado por um lava-rápido, também sem alvará de funcionamento.

O Pátio Paulista é o segundo shopping a sofrer fiscalização e a receber processo de cassação de alvará pela prefeitura nesta semana.

O primeiro foi o shopping Pátio Higienópolis, onde o estacionamento principal também está operando sem licença de funcionamento.

Os dois shoppings são investigados pelo Ministério Público. A suspeita é que ambos passaram a funcionar graças ao pagamento de propinas, entre outras pessoas, ao vereador Aurélio Miguel (PR) e ao ex-diretor do Aprov Hussain Aref Saab.

Conforme o “TV Folha” revelou no mês passado, Aref adquiriu 106 imóveis nos pouco mais de sete anos em que ele dirigiu o Aprov, setor responsável pela aprovação de empreendimentos de médio e grande portes.

Ontem, o Ministério Público ingressou na Justiça com um pedido de quebra dos sigilos fiscais e bancários de Aref e de empresas suspeitas de participar do esquema de pagamento de propina a agentes públicos, inclusive acionistas dos dois centros de compras.

As fiscalizações da prefeitura foram iniciadas após a Folha publicar entrevista com Daniela Gonzalez, ex-diretora financeira da BGE, empresa do grupo Brookfield, que administra shoppings.

Ela diz que a BGE pagou propinas para conseguir a liberação de shoppings -entre eles o Pátio Paulista e o Pátio Higienópolis.

Este último também é investigado, pelo município e pela Promotoria, sob a suspeita de ter apresentado um contrato falso de dois estacionamentos com 470 lugares.

Daniela afirma que os contratos apresentados são falsos e só foram aceitos mediante propina.

MOOCA

Também foi multado ontem o shopping Mooca Plaza, em R$ 205 mil, por funcionar sem licença.

O local tem 30 dias para legalizar a situação. Caso isso não ocorra, o município abre um processo de interdição.

Colaborou MARCELLE SOUZA

Superprédio de luxo tem inauguração adiada por falta de documento

quinta-feira, maio 31st, 2012

FOLHA.COM / NATÁLIA ZONTA
DE SÃO PAULO

O endereço é diferente, mas a história é parecida. Assim como o shopping JK Iguatemi (zona oeste de São Paulo), outro prédio comercial de luxo da cidade está pronto e sem data de inauguração por falta de Habite-se, documento emitido pela prefeitura para atestar que a obra foi concluída dentro da lei.

O motivo da falta de certificação para o Pátio Victor Malzoni, nova construção no Itaim Bibi (zona oeste), também é o mesmo: a não conclusão de obras que aliviem o impacto no trânsito da região.

Apesar de não serem as únicas exigências no processo de obtenção do Habite-se, as contrapartidas de impacto viário são, geralmente, motivo de atraso e de disputas judiciais na inauguração de grandes empreendimentos. Sem a aprovação do órgão, a opção é tentar conseguir o documento judicialmente, como fez o JK.

O Pátio Victor Malzoni pertence ao Grupo Victor Malzoni e fica no número 3.477 da avenida Brigadeiro Faria Lima. O edifício ocupa uma área de cerca de 19.000 m² e vai abrigar, entre outras empresas, o banco BTG Pactual e o Google. O espaço ainda terá um restaurante do grupo Fasano e um café francês, ainda não divulgado.
Ao todo, o prédio terá 2.957 vagas de estacionamento, contando as reservadas para carga e descarga. O tamanho do empreendimento deve atrair ainda mais veículos para a região.

Para aliviar o impacto no trânsito no entorno, a CET exige, entre outras obras, o alargamento da rua Aspásia, o prolongamento da rua Iguatemi e a construção de ilhas e passeios em cinco cruzamentos da área. A sinalização de algumas ruas da região também precisa ser revitalizada.

Neste mês, a Brookfield, construtora responsável pela execução do prédio, iniciou o alargamento da Aspásia. Mas a vistoria da CET só é feita após a conclusão de todas as obras.

Só então a companhia avalia a liberação do empreendimento. Enquanto isso, o edifício inteiro fica fechado e nem mesmo os inquilinos podem entrar para montar seus escritórios.

Segundo a construtora, uma mudança no projeto proposta em 2008, quando a Brookfield comprou o espaço, fez com que a CET tivesse que reavaliar o impacto no trânsito. “Passamos outra vez pelos órgãos públicos. No caso das obras viárias, fomos informados sobre as contrapartidas em abril de 2011″, afirma José de
Albuquerque, diretor de incorporação da Brookfield.

Agora, a empresa espera inaugurar o espaço no início de junho. “Há uma pressão pela abertura, mas sabemos que não é possível sem essa documentação”, completa Albuquerque.

MULTAS

As conversas sobre a construção de um prédio de escritórios onde hoje está o Pátio Victor Malzoni são antigas. O primeiro projeto é de 2004 e, desde então, acumula polêmicas e multas. Um dos pontos que provocou mais tumulto foi a Casa Bandeirista, construção tombada pelo Conpresp, órgão de defesa do patrimônio municipal, que está no meio do terreno.

Na ocasião, ficou acordado que a casa não poderia ser derrubada. Assim, a Brookfield construiu o prédio ao redor dela e a restaurou. Diferentemente do que aconteceu com a construção histórica, a associação de moradores não conseguiu manter muitas das árvores da área.

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente autorizou o corte de 127 exemplares, além do transplante de outros 41. Em contrapartida, entre outras ações, a empresa teve de entregar 1.632 mudas de espécies nativas ao Viveiro Manequinho Lopes e construir um parque no Butantã (região oeste).

“O bairro acabou perdendo as árvores. A compensação será feita, mas em outras regiões”, afirma Helcias Bernardo Pádua, da Associação Grupo Memórias do Itaim Bibi.
Mas, por começar as intervenções sem todas as licenças e não cumprir os prazos estipulados, a Brookfield foi multada em pouco mais de R$ 543 mil ao longo dos anos.

Segundo a Secretaria do Verde, agora a empresa tem cumprido os prazos estipulados e já concluiu as obras do parque linear do Sapé, que ainda passará por vistorias.

Empreiteiro quer ajuda de Lula para abrir shopping JK, em SP

quarta-feira, maio 16th, 2012

Folha.com
FOLHA DE SÃO PAULO

O empresário Walter Torre, da empreiteira W/Torre, quer que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva interfira junto ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD-SP), para que seja liberada a abertura de seu shopping, o JK Iguatemi, na Vila Olímpia, em SP.

A informação é da coluna Monica Bergamo publicada na edição desta quarta-feira da Folha. A coluna completa está disponível a assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

Desde março, o shopping está proibido de abrir as portas, sob pena de multa diária de R$ 500 mil, até que conclua obras viárias exigidas pela prefeitura para minimizar o impacto que causará ao trânsito. No fim do mês passado, a Justiça negou pedido para obter um termo provisório (TRAP) que permita a inauguração.

Torre diz que 3.500 funcionários podem ser demitidos. “Com as lojas fechadas, eles não têm onde trabalhar.”

Prefeitura vai liberar mais 16,7 mil imóveis no eixo Lapa-Barra Funda

terça-feira, abril 17th, 2012

Projeto revisa a Operação Urbana Água Branca para adensar a região entre a linha férrea e o Rio Tietê, hoje tomada por galpões

ADRIANA FERRAZ, DIEGO ZANCHETTA, RODRIGO BRANCATELLI - O Estado de S.Paulo

A Prefeitura de São Paulo quer lançar no mercado um estoque de títulos imobiliários que vai permitir a construção de 16.740 apartamentos no eixo Lapa-Barra Funda, na zona oeste da cidade. O objetivo é levar cerca de 66,9 mil moradores para espaços ociosos ao longo da linha férrea, que corta a região. Se todo o potencial construtivo for vendido, serão 160 habitantes por hectare em bairros cuja ocupação média hoje é de 36 por hectare.

O projeto de lei que revisa a Operação Urbana Água Branca, obtido com exclusividade pelo Estado, permite um adicional de 1,85 milhão de metros quadrados no perímetro de 540 hectares entre a Lapa e a Barra Funda. A nova cota é três vezes maior do que os 409 mil m² consumidos nos últimos 17 anos na área da operação, e que permitiram a chegada de empreendimentos como o Bourbon Shopping, o condomínio Casa das Caldeiras e o câmpus da Universidade 9 de Julho (Uninove).

O estoque extra será negociado na Bolsa de Valores, em leilão, por meio da venda de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs). Os títulos permitem à iniciativa privada construir acima da metragem estabelecida na lei de zoneamento.

Segundo a Prefeitura, a área que foi adensada por prédios comerciais na Pompeia, em Perdizes e na Água Branca será “protegida” pela nova legislação. O foco agora é atender a demanda por prédios residenciais na Lapa e na Barra Funda, especialmente na área entre a linha do trem e o Rio Tietê.

Residências. Ao propor a revisão da operação urbana, a gestão Gilberto Kassab (PSD) argumenta que houve uma mudança de perfil na região, antes com vocação comercial e hoje, majoritariamente residencial. Técnicos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano justificam que há dezenas de galpões do “outro lado da linha do trem”, muitos abandonados há duas décadas, que podem ser substituídos por torres de apartamentos.

Os bairros são dotados de boa infraestrutura de transportes públicos. Lançamentos recentes na região têm 100% de unidades vendidas em menos de dois meses, segundo corretores.

Tanto interesse se traduz em números. Do total de 1,85 milhão de m² extras, 1,05 milhão será vinculado a empreendimentos residenciais. É mais que o triplo do estoque atual, fixado em 300 mil m². O novo estoque residencial ainda representa 59% dos 3,11 milhões de m² edificados em toda a capital paulista em 2011 - foram 443 prédios no ano passado, com 38.149 apartamentos, segundo a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).

Melhorias. A dúvida de especialistas, porém, é se a chegada de novos prédios vai se reverter em melhorias para a população, o que não ocorreu nos primeiros 17 anos da Operação Urbana Água Branca. O corredor comercial que se consolidou na última década na Avenida Francisco Matarazzo ainda não se reverteu em obras e benefícios viários e urbanísticos, como previa o projeto original de 1995.

Região da Barra Funda, em SP, ganhará 16 km a mais de vias

quinta-feira, novembro 3rd, 2011

 

DE SÃO PAULO

Hoje na FolhaUm projeto da Prefeitura de São Paulo, que deve ser enviado à Câmara até o fim do ano, prevê a criação de 16 km de novas vias na região da Barra Funda. A ideia é povoar o bairro da zona oeste a fim de deixá-lo mais ou menos com a cara de Perdizes, logo ao lado.

A informação é da reportagem de Vanessa Correa publicada na edição desta quinta-feira da Folha. A reportagem completa está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

De acordo com o texto, o asfalto abrirá caminho para a construção de prédios de apartamentos e escritórios, que substituirão os grandes galpões. Em até 20 anos, o plano é atrair cerca de 60 mil pessoas. A densidade populacional vai passar dos atuais 25 para cerca de 170 habitantes a cada 10 mil m².

Na avaliação oficial, a região possui, além de boa localização, uma infraestrutura adequada para comportar o adensamento. Fica próxima do centro e da marginal Tietê, tem estação de trem, de metrô, rodoviária, corredores de ônibus, dois shoppings –West Plaza e Bourbon– e até estádio de futebol, o do Palmeiras.

  Editoria de Arte/Folhapress  
Venda do direito de construir acima do limite dos terrenos vai financiar as obras da prefeitura na região; adensamento populacional deve levar 60 mil novos habitantes para o bairro da zona oeste nos próximos 20 anos
Venda do direito de construir acima do limite dos terrenos vai financiar as obras da prefeitura na região; adensamento populacional deve levar 60 mil novos habitantes para o bairro da zona oeste nos próximos 20 anos

Propaganda externa voltará de vez em SP, opina Central de Outdoor

sexta-feira, setembro 23rd, 2011

“Retorno da mídia exterior é a prova mais concreta do reconhecimento de que essa é uma atividade essencia”, diz Luiz Valente, presidente da Central de Outdoor

Projeto que prevê o retorno da mídia exterior a São Paulo foi aprovado nesta semana

São Paulo - Esta semana a Câmara Municipal de São Paulo aprovou o projeto que prevê o retorno da mídia exterior à cidade, depois de quatro anos e meio de proibição imposta pela própria Prefeitura.

De acordo com o texto aprovado, as regras para exploração de publicidade serão definidas no edital de licitação. A lei prevê exploração em 43 mil locais da cidade.

A pressão para o retorno da atividade à maior cidade da América Latina já acontecia há algum tempo tanto por parte de anunciantes, como de agências e profissionais de publicidade. A Prefeitura, por sua vez, havia dado sinais anteriores de flexibilização quando autorizou o uso de telas em edifícios em processo de reforma e, mais recentemente, com a possibilidade de grafites assinados serem utilizados em prédios. Para a Central de Outdoor, a nova lei deve acelerar o processo do retorno da atividade, ainda mais com a chegada de eventos internacionais de porte como Copa do Mundo e Olimpíadas.

“A sensação que o mercado traduz hoje com essa atitude da Prefeitura de São Paulo é que o Poder Público finalmente compreendeu a necessidade de fazer a atividade de mídia exterior retornar à capital e que não poderia mais deixar de atender essa demanda que vinha sendo represada artificialmente por meio da Lei Cidade Limpa”, diz a entidade, em nota.

“A ampliação da atividade de mídia exterior deverá ocorrer também, com o tempo, para as inserções em espaços particulares, pois os anunciantes estão ávidos por divulgarem seus produtos e essa mídia continua sendo imprescindível para qualquer município.”

Para Luiz Valente, presidente da Central de Outdoor, “o retorno da mídia exterior à cidade é a prova mais concreta do reconhecimento de que essa é uma atividade essencial, que pode ser perfeitamente vinculada a qualquer centro urbano, sendo fiscalizada efetivamente para uma convivência harmoniosa com o meio”.

“Mais do que um papel fundamental para a ativação da economia dos municípios, a mídia exterior faz parte da construção urbana de uma cidade como elemento fundamental de comunicação que pode ser usado de forma eficaz tanto pelas empresas privadas como pelo poder público. Com a aprovação da lei do retorno, o mercado deve responder fervorosamente às oportunidades que serão oferecidas”, diz.