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7 construtoras que escorregaram feio no primeiro semestre

sexta-feira, agosto 17th, 2012

Período castigou o setor de construção civil como um todo, e algumas companhias não conseguiram encerrar o semestre no azul

Daniela Barbosa, de Exame.com

No vermelho

São Paulo - Poucos lançamentos, desaceleração das vendas e liquidação de estoques. O primeiro semestre não foi positivo para o setor de construção civil, principalmente para as incorporadoras de empreendimentos residenciais.

Das 17 companhias de capital aberto que representam esse segmento no país, boa parte delas apresentou queda em seus ganhos na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a consultoria Economática. E pelo menos sete delas fecharam o semestre no vermelho.

Para Erick Scott, analista do setor de construção civil da SLW Corretora, o semestre fraco é reflexo, antes de tudo, da própria desaceleração econômica do país. “As vendas foram menores no período, pois as construtoras estavam focadas em desencalhar os estoques”, afirmou.

A PDG e a Brookfield foram as que mais apresentaram prejuízos nos seis primeiros meses do ano. Juntas, elas somaram perdas de quase 800 milhões de reais no semestre. Segundo Scott, os resultados tão negativos estão atrelados a ajustes de custos que as duas construtoras tiveram que fazer.

“A tendência é que o setor comece a se reerguer daqui para frente. Acredito que o momento mais crítico já tenha ficado para trás. Mas a recuperação não será do dia para noite; deve demorar um pouco e dificilmente deve voltar a ser como era dois anos atrás”, disse o analista.

PDG

Nos seis primeiros meses do ano, a PDG acumulou prejuízo de 417,6 milhões de reais, ante um lucro de 470,3 milhões de reais somado no mesmo período do ano passado.

Segundo a companhia, em seu balanço financeiro, a queda está diretamente ligada à revisão dos orçamentos que a companhia precisou fazer no segundo trimestre do ano.

A construtora fez um acréscimo de 478 milhões de reais em custos no período, boa parte proveniente de obras de terceiros e parceiros.

A PDG espera entregar cerca de 35.000 unidades neste ano, mas revisou o número para 30.000, reposicionando o restante para 2013.

Brookfield

A Brookfield também revisou suas metas para este ano, após o resultado desastroso apresentado no primeiro semestre do ano. A companhia, que tinha metas de lançamentos e vendas de 4,5 bilhões de reais e 4,2 bilhões de reais, reduziu para 3 bilhões de reais e 3,5 bilhões de reais, respectivamente.

No primeiro semestre, a construtora reportou prejuízo de 379,5 milhões de reais. O resultado negativo perda foi atribuído à realização de um ajuste de orçamento, que fez com que a empresa reconhecesse custos adicionais e revertesse receita.

No primeiro semestre de 2011, a Brookfield havia somado lucro de 144 milhões de reais.

Viver

Nos seis primeiros meses do ano, a Viver Incorporadora acumulou prejuízo de 64,7 milhões de reais, ante lucro de 18,5 milhões de reais registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo a companhia, o resultado ruim está atrelado à alta de custos no período, ao aumento do número de contratos desfeitos, à desaceleração do ritmo de repasse, que impactou na amortização das dívidas da companhia e, consequentemente, a mais despesas financeiras.

João Fortes

A João Fortes acumulou perdas de 33,2 milhões de reais nos seis primeiros meses do ano. Em 2011, no mesmo período, a construtora havia reportado lucro de quase 7 milhões de reais.

No período, as vendas da companhia caíram quase 40% em relação ao primeiro semestre de 2011, totalizando pouco mais de 67 milhões de reais.

Já as despesas financeiras da companhia cresceram 100%, totalizando 34 milhões de reais.

Gafisa

No segundo trimestre do ano, a Gafisa conseguiu reverter o prejuízo acumulado no mesmo período do ano passado e reportou lucro líquido de 1 milhão de reais; mas, no consolidado do semestre, a construtora apresentou prejuízo de 30,4 milhões de reais.

A Tenda, braço voltado para a baixa renda da companhia, foi mais uma vez a principal vilã para o resultado ruim apresentado pela companhia. Somente ela foi responsável por um prejuízo de mais de 43 milhões de reais no primeiro semestre.

CR2

A CR2 registrou prejuízo de 14,2 milhões de reais no primeiro semestre do ano, apesar da perda, o montante 42% menor que o prejuízo apresentado pela construtora nos seis primeiros meses do ano passado.

No mesmo período, a receita da companhia cresceu mais de 40%, totalizando cerca de 110 milhões de reais.

Tecnisa

A Tecnisa registrou prejuízo de 8,7 milhões de reais no primeiro semestre do ano, ante lucro de 126 milhões de reais acumulado no mesmo período do ano passado.

O resultado negativo foi reflexo do prejuízo apresentado pela construtora no primeiro trimestre do ano de mais de 11 milhões de reais, uma vez que no segundo trimestre, a Tecnisa registrou lucro de 2,6 milhões de reais.

Nos três primeiro meses do ano, a ausência de lançamentos da construtora impactou as vendas que, por sua vez, refletiu negativamente nos ganhos da Tecnisa.

Rossi Residencial tem prejuízo de R$ 9 mi no 2º trimestre

quarta-feira, agosto 15th, 2012

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 90 milhões
Alberto Alerigi Jr., REUTERS

São Paulo - A Rossi Residencial encerrou o segundo trimestre com prejuízo líquido de 9,064 milhões de reais, revertendo resultado positivo de 84,56 milhões de reais de um ano antes, anunciou nesta quarta-feira a companhia.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou 90 milhões de reais, recuo de 38 por cento na comparação anual. A margem caiu de 19 para 13 por cento.

O balanço do segundo trimestre e do primeiro semestre de 2012 é preliminar, e as informações estão sendo analisadas por auditores independentes.

A empresa –que havia revisado em maio a meta de lançamentos do ano para 16 mil a 18 mil unidades– encerrou o primeiro semestre com lançamentos de 1,5 bilhão de reais, dos quais 1,1 bilhão foram atribuíveis à Rossi e atingiram 42 por cento do ponto mínimo da estimativa revisada.

No trimestre passado, a companhia lançou oito projetos, com valor geral de vendas de 864 milhões de reais. O volume representa uma queda de 46 por cento sobre o 1,6 bilhão de reais lançado no mesmo período de 2011.

Enquanto isso, as vendas contratadas da Rossi entre abril e junho somaram 890 milhões de reais, recuo de 21 por cento na comparação anual. Segundo a empresa, do total contratado, 74 por cento correspondeu a estoque, acima dos 64 por cento do primeiro trimestre deste ano.

Com isso, a empresa apurou receita operacional líquida de 703,9 milhões de reais, recuo de 6,4 por cento sobre o segundo trimestre de 2011. Enquanto isso, o custo de imóveis e serviços cresceu 6,9 por cento, a 556,6 milhões de reais.

Gafisa registra prejuízo líquido de R$ 31,5 milhões

quarta-feira, maio 9th, 2012

Resultado do primeiro trimestre de 2012 foi 27,2% menor ante o prejuízo de R$ 43,292 milhões alcançado um ano antes
Agência Estado

A receita líquida da companhia no primeiro trimestre deste ano cresceu 27%, para R$ 927,833 milhões
São Paulo - A Gafisa registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 31,515 milhões no primeiro trimestre deste ano, número 27,2% menor ante o prejuízo líquido de R$ 43,292 milhões do mesmo período de 2011.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 105,187 milhões de janeiro a março de 2012, aumento de 268% na mesma base de comparação. A margem Ebitda ajustada ficou em 13%, alta de 9 pontos porcentuais.

A receita líquida da companhia no primeiro trimestre deste ano cresceu 27%, para R$ 927,833 milhões.

Gafisa tem prejuízo de R$1 bi no 4º trimestre

terça-feira, abril 10th, 2012

REUTERS

O prejuízo em 2011, conforme já havia sido informado, foi decorrente principalmente de ajustes de 889,5 milhões de reais

São Paulo - A Gafisa encerrou o quarto trimestre com prejuízo líquido de 1,029 bilhão de reais, ampliando resultado negativo de um ano antes em meio a uma série de ajustes ocorridos em grande parte na unidade de baixa renda Tenda.

A construtora e incorporadora já havia informado, no início do mês, quando divulgou o balanço preliminar e não auditado, que o quarto trimestre foi afetado, entre outros fatores, pelo reajuste de orçamento de custos de construção no valor de 587 milhões de reais, equivalente a 6 por cento da base original de custos total.

De outubro a dezembro, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi negativo em 798,2 milhões de reais, enquanto a receita líquida caiu 84 por cento, para 93,3 milhões de reais.

No documento apresentado nesta terça-feira, a Gafisa reiterou que o último trimestre de 2011 foi “atípico em função dos impactos das mudanças estruturais, reconhecimento dos reajustes nas obras, cancelamentos e distratos de Tenda”.

Sob o peso do último trimestre, no fechado do ano passado a companhia apurou prejuízo de 944,9 milhões de reais, dado revisto ante perda de 1,09 bilhão de reais divulgada no início do mês.

O prejuízo em 2011, conforme já havia sido informado, foi decorrente principalmente de ajustes de 889,5 milhões de reais, sendo 69 por cento equivalente à Tenda -unidade voltada ao segmento econômico que, desde que foi adquirida pela companhia, vem impactando os resultados do grupo.

Já o Ebitda anual ficou negativo em 339 milhões de reais, comparado ao número ajustado e positivo de 579 milhões de reais em 2010. A receita líquida em 2011 como um todo, enquanto isso, somou 2,9 bilhões de reais, queda de 14 por cento ano a ano.

A companhia fechou o ano com dívida líquida de 3,2 bilhões de reais, aumento de 31 por cento em 12 meses.

No demonstrativo, a Gafisa assinalou estar “totalmente comprometida em restabelecer a saúde da companhia e a confiança dos investidores”.

“À medida que avançamos em 2012, continuaremos a implementar nossa estratégia e posicionamento da companhia para o crescimento… permanecemos confiantes que estamos no caminho certo e que vamos entregar melhoras importantes em todas as nossas métricas ao longo dos próximos anos”, acrescentou.

Em teleconferência no início de abril, a empresa descartou ter de lidar com novos ajustes, que ficaram concentrados no quarto trimestre de 2011.

“Não esperamos que ajustes continuem atingindo os resultados em 2012″, afirmou o presidente-executivo da Gafisa, Duílio Calciolari, na ocasião.