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Tecnisa não anuncia projeções para 2013.

quinta-feira, dezembro 13th, 2012

AE | Estadão Conteúdo

Após anunciar na terça-feira uma diminuição em seu guidance (projeção) de lançamentos para este ano, a Tecnisa decidiu que não irá anunciar suas previsões para o próximo ano. “O guidance dá uma obrigatoriedade para a empresa (de lançar). Não queremos ter nenhuma camisa de força”, explicou o diretor financeiro e de Relações com Investidores, Vasco Barcellos Neto.

Conforme comunicou na terça ao mercado, a Tecnisa reduziu sua meta de lançamentos em 2012 de R$ 1,4 bilhão para R$ 1 bilhão. Segundo a companhia, a revisão foi motivada pelo maior prazo para obtenção de licenças para novos empreendimentos, além de uma revisão da estratégia comercial da própria incorporadora. No acumulado dos três primeiros trimestres de 2012, a Tecnisa lançou um total de R$ 499,6 milhões.

A nova projeção não considera lançamentos que possam vir a ser realizados no megaprojeto Jardim das Perdizes, na zona oeste de São Paulo, onde serão erguidos cerca de 30 torres.

Em relação à posição de caixa e endividamento, o executivo estimou que a Tecnisa deve ter geração operacional de caixa em 2013, dado o grande volume de recebíveis previstos para o ano que vem, estimados em R$ 1,4 bilhão, dentre um total de recebíveis de R$ 3,9 bilhões.

Barcellos também mencionou que, eventualmente, a companhia pode buscar mais financiamento corporativo com o objetivo de rolar dívidas mais onerosas. “Dependendo da oportunidade de tomar dinheiro barato, podemos fazer para eliminar dívidas mais caras”, afirmou, sem especificar quando isso poderá ocorrer.

O vice-presidente da Tecnisa, Joseph Nigri, afirmou que o alvará de aprovação para o lançamento do primeiro empreendimento dentro do megaprojeto Jardim das Perdizes, pode ocorrer ainda em 2012, mas as vendas ficarão para 2013. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Prévias de construtoras revelam cenário nebuloso para setor imobiliário

sexta-feira, outubro 26th, 2012

Correio do Brasil
Por Redação, com Reuters - de São Paulo

Os resultados operacionais preliminares já apresentados por construtoras e incorporadoras para o terceiro trimestre traçaram um cenário ainda pouco favorável para o setor imobiliário, com vendas em queda, revisão de projeções e, em alguns casos, a opção por não divulgar os números.

Setor imobiliário sofre com desaceleração generalizada nas vendas

O setor vem sendo penalizado ao longo de 2012 por uma desaceleração generalizada de vendas, em meio a um cenário econômico mais pessimista, cujas medidas de incentivo do governo começam a surtir efeitos apenas agora.

Somado a isso, os lançamentos foram reduzidos para que as empresas priorizassem a venda de estoques de imóveis e a geração de caixa.

- Acreditamos que ainda é cedo para ser otimista sobre o setor – afirmou a equipe do JPMorgan, em relatório recente. “O pior está perto do fim em termos de contração de lançamentos e vendas, pressão de margens e capitalização, mas ainda há pouca visibilidade sobre os lançamentos e margens no próximo ano.”

Embora tenha apurado crescimento de 33,6% nas vendas e de 39,3% nos lançamentos do terceiro trimestre sobre o período anterior, a Cyrela Brazil Realty se viu obrigada a baixar as projeções para o fechado do ano.

A empresa reduziu a meta de vendas em 2012 para entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões, comparado à estimativa anterior de R$ 6,9 bilhões a R$ 8 bilhões, citando um processo de aprovação mais lento para lançamentos, sobretudo em São Paulo.

- Os lançamentos não se recuperaram do fraco segundo trimestre e não foram suficientes para compensar os fracos lançamentos no primeiro semestre – disse o analista Guilherme Rocha, do Credit Suisse, assinalando que haverá alta concentração de lançamentos no quarto trimestre e que alguns projetos não serão aprovados este ano.

A Brookfield Incorporações, que já havia reduzido as projeções para 2012 por atrasos em aprovações de projetos e baixo volume de lançamentos no primeiro semestre, viu as vendas contratadas caírem 46,1% e os lançamentos se contraírem em 32,7% no terceiro trimestre.

No acumulado do ano até setembro, a incorporadora cumpriu 69,2% do ponto médio da estimativa de vendas para 2012, de R$ 3 bilhões a R$ 3,5 bilhões.

Com uma perspectiva menos favorável para cumprir a previsão traçada, a MRV Engenharia tem o desafio de vender R$ 1,7 bilhão nos três últimos meses do ano.

A construtora e incorporadora mineira acumulou vendas de R$ 2,8 bilhões nos nove primeiros meses do ano, 3% menores e equivalentes a pouco mais da metade do ponto médio da projeção de entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões para 2012.

Se considerado apenas o terceiro trimestre, as vendas da MRV somaram R$ 1 bilhão, queda anual de 5%. Os lançamentos também caíram, tanto no trimestre quanto no ano, em 27% e 15%, respectivamente.

- A MRV apresentou números abaixo do esperado de lançamentos e de vendas – afirmou o analista David Lawant, do Itaú BBA. “Embora seja esperada uma retomada dos lançamentos no quarto trimestre… acreditamos que o cumprimento da meta de vendas pode ser desafiador agora.”

Alvo de atenções do mercado para que comece a entregar uma recuperação mais sólida, a Gafisa apurou vendas contratadas 34% menores de julho a setembro ante o terceiro trimestre de 2011.

Os lançamentos, enquanto isso, caíram 57% no trimestre passado e recuaram 50% no ano até setembro, cumprindo 49% do ponto médio da estimativa para 2012, de R$ 2,7 bilhões a R$ 3,3 bilhões lançados.

A companhia, que vem sofrendo efeitos de uma reorganização para reverter problemas com a unidade voltada ao segmento econômico Tenda, citou a “implementação da estratégia de ‘turnaround’ anunciada no fim de 2011, com redução da atuação geográfica da marca Gafisa e interrupção de lançamentos da marca Tenda, com foco em execução e repasse”.

Ausência de números

A líder do setor PDG Realty optou por não divulgar dados preliminares de vendas e lançamentos do terceiro trimestre, que serão conhecidos apenas quando o balanço consolidado for apresentado.

A companhia passou recentemente por uma série de mudanças em sua diretoria, que incluiu a renúncia de executivos aos cargos de diretor financeiro e diretor de investimentos.

As mudanças também ocorreram após a conclusão, no fim de agosto, de uma capitalização de R$ 796 milhões.

A Rossi Residencial, por sua vez, afirmou por meio da assessoria de imprensa que ainda não definiu se os dados operacionais preliminares serão divulgados.

A construtora e incorporadora se encontra em meio a uma estratégia para reorganizar suas operações e há poucas semanas anunciou a revisão de práticas contábeis adotadas nos balanços desde janeiro de 2009 para “aprimoramento de demonstrações financeiras”.

A Rossi concluiu nesta semana as negociações para aumento de capital de cerca de R$ 600 milhões.