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Novo plano diretor vai limitar vagas de garagem em prédios

segunda-feira, agosto 19th, 2013

Novo plano diretor vai limitar vagas de garagem em prédios

EDUARDO GERAQUE
FOLHA DE SÃO PAULO

O novo plano diretor de São Paulo, que será apresentado hoje pelo prefeito Fernando Haddad (PT), vai incorporar o discurso da atual gestão de limitar o uso do carro na cidade de São Paulo.

Principalmente perto dos grandes corredores urbanos, a lei vai colocar um teto no número de vagas de garagens por empreendimento, ao contrário da legislação atual, que exige mínimo de vagas para a aprovação do condomínio.

“Todo mundo tem direito a ter sua garagem. Mas a ideia é regular pelo limite máximo”, afirma o arquiteto Fernando de Mello Franco, secretário de Desenvolvimento Urbano de São Paulo.

Segundo Franco, “se o mercado [imobiliário] quiser, ele poderá oferecer produtos sem vagas de garagem”.

“Esse é o pacto que está acertado com a sociedade desde as manifestações. Em alguns lugares, será possível limitar as garagens porque o transporte público vai estar nessas áreas”.

A regulação das vagas de garagem é um dos exemplos práticos em que o plano diretor vai tocar. Mas há outros.

A ideia central do novo projeto, que poderá receber contribuições pelos próximos 20 dias para, depois, ser enviado aos vereadores, é levar o emprego para perto da moradia. Ou seja, orientar o desenvolvimento urbano em algumas regiões específicas.

De acordo com Franco, os grandes eleitos são os corredores da Jacu-Pêssego, na zona leste de São Paulo, e avenida Cupecê, na zona sul.

O exemplo dado pelo secretário é direto. Se um empresário quiser construir um prédio comercial, na beira de um dos dois corredores, ele poderá erguer a obra usando coeficiente quatro de aproveitamento do terreno.

Para toda a cidade, o coeficiente básico (relação entre o tamanho do terreno e a área da obra) será um.

A cesta de instrumentos que ajudarão a adensar as grandes avenidas ainda tem outros ingredientes.

Os projetos não residenciais com espaços públicos ou comércio no térreo (em vez de muros), dentro dos eixos de desenvolvimento ou a até 200 metros deles, também terão incentivos legais.

Construção em alta estimula modelo central

terça-feira, dezembro 18th, 2012

Valor Econômico - 18/12/2012

A construção civil em alta, com a edificação de novos shopping centers, hipermercados e hotéis, além de projetos para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, está impulsionando o setor de HVAC-R, o chamado ar-condicionado central. A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) projeta um aumento de 6% para 2013 sobre o bom desempenho deste ano.

A alta está sendo puxada basicamente pelos novos shoppings e, principalmente, pelo grande número de empreendimentos hoteleiros em construção ou em reforma com vistas à Copa e a Olimpíada. Os empreendimentos imobiliários também estão em expansão fora das capitais que vão sediar os jogos do mundial de futebol. Nesse caso, as novas unidades visam acomodar dois públicos em franco crescimento no país: o turista de negócios e os novos turistas oriundos da classe média emergente.

O crescimento do setor está intimamente ligado à construção porque, ao contrário do aparelho individual, que pode ser instalado a qualquer tempo, o ar-condicionado central obedece a um projeto - de construção, de reforma ou de instalação do equipamento - que requer planejamento e exige do fornecedor um suporte de pós-venda.

O setor também cresce por conta do grande número de lançamentos de projetos comerciais de pequeno e médio portes, revela Alvaro Ruoso, gerente de produto de condicionadores de ar da Samsung. Segundo ele, as vendas dos aparelhos do tipo VRF, uma modalidade de condicionador comercial que permite individualizar o uso do aparelho e, por isso mesmo, mais voltada para os segmentos de escritórios e de hotelaria, estão com crescimento na faixa de 30% ao ano.

De acordo com o executivo da Samsung, o impulso tem sido dado pelos projetos que buscam a certificação de baixo consumo de energia Leed (leadership in energy and environmental design). A concentração econômica tem feito com que as regiões Sudeste e Sul predominem, com 70% dos investimentos, diz o Ruoso.

“O boom imobiliário de São Paulo tem sido importante, juntamente com os investimentos em infraestrutura, incluindo os da Copa e da Olimpíada”, diz Thiago Arbulu, gerente de ar-condicionado comercial da LG. O Estado todo, mas principalmente a capital paulista, tem assistido a uma série de empreendimentos comerciais de todos os portes. Até a primeira semana de dezembro a empresa contabilizava um crescimento de 40% nas vendas do segmento VRF este ano.

A principal vantagem do VRF em relação ao sistema convencional de ar central, conhecido como “água gelada”, é a economia de energia, porque não precisa funcionar a plena carga o tempo todo. Seu uso torna-se mais racional em ambientes em que a necessidade do equipamento se dá em momentos diferentes do dia. Um hotel, por exemplo. Se o apartamento está desocupado ou o hóspede está fora, a unidade interna não precisa ser acionada, reduzindo o consumo.

Em escritórios com salas individuais ou para poucas pessoas a situação é a mesma, principalmente quando as pessoas trabalham em horários variados ou são obrigadas a deixar temporariamente o ambiente para reuniões ou atuação externa. Já no shopping center, onde o horário de funcionamento é mais uniforme e existem grandes áreas abertas, o aparelho central convencional faz mais sentido.

Para melhorar mais a eficiência energética, as empresas têm investido pesado em novas tecnologias. De acordo com Arbulu, nos últimos três anos os aparelhos lançados melhoraram em 50% o consumo energético em relação às gerações anteriores desses equipamentos. Uma unidade VRF, também chamado multisplit de grande capacidade, pode ser conectado a até 64 unidades internas.

Haddad mudará projeto para Nova Luz, no centro de SP

segunda-feira, dezembro 17th, 2012

Os comerciantes e moradores da região são contra as obras no entorno da rua Santa Ifigênia e organizaram em agosto de 2012 um protesto para impedir a reforma urbanística
Rafael Ferrer, de Info

Viaduto Santa Ifigênia, em São Paulo: o projeto prevê a valorização dos prédios históricos, reforma das áreas livres, criação de espaços verdes e de lazer e a melhoria do ambiente urbano

São Paulo – O prefeito eleito Fernando Haddad (PT) planeja mudar o projeto Nova Luz, que pretende revitalizar as ruas do centro da cidade de São Paulo bairro e também desapropriar moradores e comerciantes da região.

Até o momento, a prefeitura considera que empresas privadas sejam responsáveis pelas desapropriações propostas pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Já Haddad afirmou neste domingo (16) à Folha que mudará o atual plano e concederá o poder de decisão sobre este tema à prefeitura.

A região é conhecida pelo comércio de computadores, software e equipamentos de áudio e vídeo. Além disso, as ruas do bairro reúnem usuários de crack e moradores de rua.

Em janeiro deste ano, uma ação policial na cracolândia pretendia coibir que dependentes químicos buscassem por drogas no local.

Os comerciantes e moradores da região são contra as obras no entorno da rua Santa Ifigênia e organizaram em agosto de 2012 um protesto para impedir a reforma urbanística.

Ao sair do papel, o projeto prevê a valorização dos prédios históricos, reforma das áreas livres públicas, criação de espaços verdes e de lazer e a melhoria do ambiente urbano por meio da reforma das calçadas e jardins. Além disso, aproximadamente quatro mil casas devem ser erguidas na região.

Ação da Tecnisa é como um samba de uma nota só, diz banco

sexta-feira, dezembro 14th, 2012

Analistas criticam a grande exposição ao “Projeto Telefônica” e os atrasos que tem enfrentado

Beatriz Souza, de Exame.com

São Paulo – As ações da Tecnisa (TCSA3) são como um “samba de uma nota só”, avalia o banco Credit Suisse em um relatório crítico sobre as operações da empresa. A referência à música de Tom Jobim se dá por conta da grande participação que o “Projeto Telefônica” tem dentro da companhia. Assim como a obra-prima de Jobim diz: “Eis aqui este sambinha feito numa nota só. Outras notas vão entrar, mas a base é uma só”, a base da Tecnisa é esse projeto (e ele não tem ido pra frente).

Na última segunda-feira, a incorporadora revisou sua projeção de lançamentos para 2012 pela terceira vez neste ano, e desta vez informou que pretende lançar 1 bilhão de reais em valor geral de vendas (VGV) no período. É uma diferença gigante para os 2,8 bilhões de reais anunciados no ano passado.

A companhia afirma que o valor não considera qualquer lançamento que possa vir a ser realizado no “Jardim das Perdizes”, o nome comercial do tão falado Projeto Telefônica. O empreendimento será construído num terreno de 244 mil m², que foi comprado da Telefônica em 2006 por 134 milhões de reais, ou 549 reais por m². Um valor considerado “muito baixo” pelo banco. A ideia é criar na região um bairro planejado e integrado ao seu entorno com apartamentos, escritórios, hotel e áreas de lazer abertas ao público.

Desde a compra, a Tecnisa sofreu para conseguir as aprovações necessárias pela Prefeitura de São Paulo – o que só aconteceu em julho do ano passado. Na previsão inicial, o projeto seria então lançado no começo de 2012. Na época, o Credit Suisse chegou a estimar um retorno de 4 bilhões de reais, dos quais 3 bilhões iriam para a Tecnisa, e um valor líquido de 600 milhões de reais. Isso considerando um preço por m² conservador de 2.200 reais.

“Nós estamos esperando uma melhora na margem bruta em 2014 e na margem de lucro líquido em 2015, já que o Projeto Telefônica deve representar uma parcela maior dos lançamentos nos próximos de anos”, diz Vanessa na análise.

Reputação

Após outra revisão de lançamento de projetos, o Credit Suisse atualizou suas projeções para a Tecnisa. A analista Vanessa Quiroga, que assina o relatório, reduziu o preço-alvo das ações para 9,50 reais – o que representa um potencial de valorização de 17% - e manteve a recomendação neutra.

Segundo a analista, a Tecnisa perdeu um pouco de sua reputação positiva com os investidores depois de relatar o excesso de custos inesperados em canteiros de obra. “Em nossa opinião, quanto mais cedo a empresa anunciar os ajustes de custos, melhor “, diz. Ela lembra que o sucesso das ações da empresa depende exclusivamente de um resultado positivo do Projeto Telefônica.

Projeto imobiliário de SP tem maquetes em 4D

segunda-feira, dezembro 10th, 2012

Projeções gigantes, jatos de ar e plataforma móvel mostram, em tamanho real, como será um complexo imobiliário em São Paulo
Thiago Tanji, de Info

Cúpula de 8 metros de altura por 16 de comprimento foi construída para projetar uma apresentação que cria uma visita virtual ao empreendimento

São Paulo - Quem passa por um terreno de 82 mil metros quadrados localizado no bairro do Brooklin, na Zona Sul de São Paulo, não imagina que o local abrigará o Parque da Cidade, complexo imobiliário com conclusão prevista para 2020.

Mas basta entrar no estande de vendas da construtora Odebrecht para conhecer o projeto de perto. Ou melhor, por dentro. Uma cúpula de 8 metros de altura por 16 de comprimento foi construída para projetar uma apresentação que cria uma visita virtual ao empreendimento. Não pense que se trata daqueles vídeos institucionais sonolentos.

Desenvolvida pela produtora brasileira Volcano, a projeção é recheada com elementos em 3D e 4D, ao melhor estilo dos parques de diversões. Convidados a entrar na sala escura, os visitantes se posicionam em uma plataforma localizada no centro da cúpula. A partir daí começa a brincadeira: um sobrevoo pela Marginal Pinheiros, visita ao topo do prédio, passeio pelos jardins da construção. Tudo isso em 360 graus, com o chão se movimentando, lufadas de ar e o barulho de buzinas e de helicópteros. Tudo muito real.

Para Saulo Nunes, diretor de incorporações da Odebrecht, apenas olhar a maquete não permitiria a sensação de estar dentro dos prédios. “Fizemos então essa brincadeira para que o visitante tenha a sensação de imersão”, afirma Nunes. As exibições para o público vão até dezembro. O Parque da Cidade será um complexo composto por dez edificações, entre torres de escritórios e residenciais, um shopping e um hotel.

Como acontece a visita virtual

1. A animação em 3D mapeou os detalhes do projeto e foi adaptada para ser exibida na cúpula de 360 graus.

2. Localizados em diferentes posições dentro da sala, 28 projetores são responsáveis pela reprodução do vídeo.

3. Ao assistir a apresentação do centro da cúpula, o espectador tem a impressão de observar os prédios em seu tamanho real.

Tijolos perfurados ampliam espaço para cabos em projeto espanhol

quarta-feira, outubro 17th, 2012

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Os arquitetos da Alarcon+Asociados desenvolveram uma técnica de construção a partir do uso de tijolos de concreto perfurados.

O sistema, que recebeu o nome de Holedeck, é indicado para projetos de grande porte –como escolas, hospitais, centros comerciais, entre outros– e consegue acomodar em seu interior cabos, tubos de ventilação e outros fios relacionados à infraestrutura da edificação.

Divulgação

Os tijolos modulares de cimento são estrategicamente perfurados para acomodar tubos e cabos de sustentação

A ideia não só elimina a necessidade de cabos de suspensão, como também poupa um espaço de 20 cm de largura. Na prática, é como se um edifício de seis andares utilizasse a mesma área de um de cinco.

Os tijolos empregados têm também a vantagem de serem modulares e poderem ser encaixados de várias maneiras, seja na constituição de paredes ou de pilares de sustentação.

Atualmente, apenas a sede sustentável do departamento de pesquisa da Logytel, na Espanha, utiliza o sistema, mas o objetivo do escritório é popularizar o uso do material em seus projetos.

Universidade inglesa construirá casa somente de itens recicláveis

quinta-feira, outubro 11th, 2012

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Os estudantes da Universidade de Brighton, na Inglaterra, em parceria com o arquiteto Duncan Baker-Brown, apresentaram um projeto para a construção de um casa sustentável, que utiliza apenas materiais recicláveis.

A empreitada terá estrutura de tábuas de madeira e de outros materiais descartados por indústrias locais, ente eles, latas, terra, vidro e carpetes. Os revestimentos e paredes também serão confeccionados com matéria-prima ecológica e, quando necessário, poderão ser substituídos por invenções mais modernas.

O protótipo, nomeado de “The house that Kevin Built” (uma homenagem a residência sustentável construída pelo arquiteto, em 2008) também abrigará painéis solares e sistemas de ventilação e aquecimento econômicos. As obras devem ser finalizadas em 2013.

Duncan disse ao jornal inglês “The Guardian” que o objetivo primordial do projeto é revelar o desperdício presente no setor. “Há uma enorme pilha de resíduos decorrentes de construções no país. Ignorá-los é francamente pecaminoso”.

A intenção é que comunidade local, principalmente, os profissionais ligados à área, envolvam-se na construção e aprendam a introduzir os métodos apreendidos no uso de resíduos.

Casa sustentável brasileira é exposta em megaevento em Madri

quarta-feira, outubro 3rd, 2012

Folha de São Paulo
DANIEL VASQUES
ENVIADO ESPECIAL A MADRI

Uma casa ecologicamente correta tem de gastar o mínimo de energia ao longo de seu ciclo de vida. Melhor ainda se produzir tudo o que necessita para funcionar.

Para mostrar as possibilidades de construção de casas autossustentáveis (que produzem a energia que consomem), cerca de 500 universitários de 11 países se reúnem em Madri, na Espanha, durante a competição Solar Decathlon –que começou no dia 14 e termina hoje.

Casas ‘verdes’ ainda são uma realidade distante no Brasil
Brasileiro participa de evento de casas sustentáveis por equipe japonesa

Pela primeira vez, uma equipe brasileira expõe uma casa no evento e mostra um projeto que mescla alta tecnologia e equipamentos simples: de painéis fotovoltaicos, que produzem energia pela ação da luz solar, a bambu.

Já os dinamarqueses montaram uma casa cujo formato do telhado oferece mais exposição ao sol, o que permite maior produção de energia. Os portugueses exibem uma que pode se mover eletronicamente para se posicionar de modo a aproveitar mais a incidência da luz solar.

Os japoneses, por sua vez, buscam trazer o verde para perto dos moradores, até com plantações de arroz ao redor da residência.
Alta tecnologia e uso de fontes naturais fazem com que cada uma das 18 casas em disputa funcione como uma minicentral elétrica, sem que se abra mão do conforto.

Vence a competição a equipe cuja construção for mais bem avaliada por jurados –segundo critérios como eficiência energética– e tiver melhor pontuação em tarefas e medições feitas na residência.

“A casa brasileira é um laboratório de inovação permanente. Vários mestrados e doutorados estão sendo feitos a partir desse projeto”, diz a professora da USP Claudia de Oliveira Andrade, uma das coordenadoras da equipe.

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Editoria de Arte/Folhapress

Ao entrar na casa sustentável brasileira, a primeira sensação foi de alívio. Isso porque a temperatura em Madri na semana retrasada superava os 30ºC e o nível de umidade, de tão baixo, não devia nada ao da cidade de São Paulo em época de estiagem.

No interior da casa, a temperatura era agradável e o nível de umidade superava o do exterior. Nada muito diferente do que acontece quando se entra em uma casa com um bom sistema de ar condicionado e um umidificador de ar. Mas as comparações param por aí.

Como explicou Daniel Meyer, doutorando em engenharia civil pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e que cuidou da parte da automação da casa, o evento Solar Decathlon reúne o que há de mais avançado tanto em produção de energia como no modo como ela é gerenciada. “É como se fosse a Fórmula-1 das casas sustentáveis.”

Por meio do sistema de automação, por exemplo, é possível controlar, manual ou automaticamente, os sistemas de ar condicionado, iluminação e áudio da Éko House –o nome da casa brasileira mistura uma palavra que em tupi-guarani significa maneira de viver (”éko”) e casa (”house”, em inglês).

Caso a porta esteja aberta, dá para programar o desligamento do ar-condicionado. Outra opção é utilizar a iluminação artificial somente o necessário para atingir níveis preestabelecidos, levando em conta a luz exterior. Na prática, em um dia ensolarado não será preciso gastar tanta energia com a iluminação.

A energia da casa provém de painéis fotovoltaicos (que produzem energia pela ação da luz solar), mas não é só a alta tecnologia que está lá.
Com uma brise (espécie de cerca) feita de bambu, material simples e abundante no país, pode-se abrir ou fechar a varanda, propiciando mais sombra ou iluminação.

Na Éko House, o vaso sanitário funciona a seco -os dejetos são depositados em terra e passam por um processo de compostagem, sem que isso cause mau cheiro. O tratamento de esgoto é feito a partir de uma junção de filtros e um conjunto de raízes que absorvem a carga orgânica.

APLICAÇÕES

O principal diferencial das casas movidas a energia solar é o seu grau de autonomia, pois não precisam de ligação à rede elétrica.

“As soluções desenvolvidas poderiam ser utilizadas em postos avançados de pesquisa científica na Amazônia ou em lugares isolados sem infraestrutura elétrica”, diz Claudia de Oliveira Andrade, da USP.

Meyer ressalta que é possível enxugar o projeto para que ele seja viável economicamente, sem perder características. O custo estimado da Éko House é de 450 mil euros (cerca de R$ 1,2 milhão) -os recursos vêm dos setores público e privado.

José Ripper Kós, professor de arquitetura da UFSC, afirma que há conversas com a Prefeitura de Paraty (RJ) para criar um conjunto de casas semelhantes que funcionem como pousada ou hotel.

“Com a energia que sobra, seria possível abastecer uma comunidade carente na região, que é isolada e recebe energia somente a partir de um gerador a diesel.”

O jornalista viajou a convite da Schneider Electric

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Carolina Daffara/Editoria de Arte

Projeto brasileiro está entre ganhadores de prêmio internacional

quinta-feira, setembro 6th, 2012

Folha de São Paulo
DE SÃO PAULO

O projeto para a reformulação da comunidade Cantinho do Céu, em São Paulo, recebeu o prêmio Future Cities:Planning for the 90 per cent, juntamente com mais duas propostas internacionais –uma do escritório Ateliermob, de Portugal, e outra da ONG Interazioni Urbane, da Itália.

O plano habitacional assinado pelos arquitetos Marcos Boldarini e Melissa Matsunaga, em parceria com a Sehab (Secretaria Municipal de Habitação), já havia sido exposto na Bienal Internacional de Arquitetura de Roterdã.

O concurso é um dos eventos paralelos à 13ª Bienal de Arquitetura de Veneza e tinha como principal objetivo incentivar planos arquitetônicos de baixo custo com capacidade de causar mudanças efetivas no espaço urbano.

Das cem propostas inscritas, provenientes de várias partes do mundo, dez foram exibidas durante a Bienal e apenas três delas conquistaram o prêmio.

Tecnisa define projeto para área da Telefônica

segunda-feira, fevereiro 13th, 2012

Chiara Quintão | De São Paulo
Valor Econômico - 13/02/2012

A Tecnisa bateu o martelo em relação ao que pretende lançar, em 2012, no “Jardim das Perdizes”, empreendimento que será desenvolvido em terreno de 250 mil m2, que pertenceu à Telefônica, em São Paulo. O Valor Global de Vendas (VGV) total dos lançamentos do projeto, neste ano, será de pouco mais de R$ 1 bilhão, segundo o diretor-executivo técnico da Tecnisa, Fábio Villas Bôas. Já havia a expectativa de lançar esse VGV, mas a decisão final dependia da aprovação e do registro do loteamento, o que ocorreu recentemente. A Tecnisa tem 68,9% do projeto, a PDG Realty, 25%, e a BV Empreendimentos e Participações, os demais 6,1%.

A meta bianual da Tecnisa para lançamentos em 2011 e 2012 era de R$ 5 bilhões (parte da companhia). Considerando os lançamentos de R$ 2,12 bilhões do ano passado, faltam R$ 2,88 bilhões. A parte da Tecnisa de cerca de R$ 700 milhões no VGV do projeto do “Jardim das Perdizes” em 2012 corresponde, portanto, a um quarto do que a empresa fará no ano.

O VGV estimado para quando todo o projeto for desenvolvido é de R$ 4 bilhões, com lançamento em fases, durante três anos. Em 2012, serão lançados três empreendimentos residenciais para classes média e média-alta e parte de um comercial. O comercial terá três torres - uma de lajes corporativas, uma de saletas e um hotel, mas só a de salas de menor porte e um pequeno centro comercial na base comum serão lançados em 2012.