Posts Tagged ‘resultados’

O teste da economia

sexta-feira, dezembro 28th, 2012

Carlos José Marques
Isto é Dinheiro - 26/12/2012

Um grande desafio econômico se apresenta ao Brasil nessa virada de ano: provar, através de resultados consistentes do PIB em 2013, que a retomada está em curso.

Um grande desafio econômico se apresenta ao Brasil nessa virada de ano: provar, através de resultados consistentes do PIB em 2013, que a retomada está em curso. Embora tímidos e abaixo das expectativas, os números de crescimento da produção e consumo voltaram a aparecer nos últimos meses. Decidido a acelerar o processo, o governo tomou uma série de medidas estimuladoras como a desoneração da folha de pagamentos do varejo e a prorrogação do IPI reduzido para carros, linha branca e móveis. A presidenta Dilma já estabeleceu como maior bandeira de luta a queda dos impostos. Determinou também que o BNDES abra as torneiras do crédito no início de 2013, propiciando liquidez ao mercado.

O pacote de bondades oficiais almeja incrementar consumo, produção e competitividade do parque nacional. Os incentivos fiscais já somam cerca de R$ 40 bilhões e novas medidas estão a caminho. A reforma do ICMS, com a proposta de uniformização de alíquotas em 4% num prazo de 12 anos, será encaminhada ainda no apagar das luzes de 2012. Dois fundos, de Desenvolvi­mento Regional e de Compen­­sação, virão atrelados no projeto, bem como a troca de indexador de dívida dos Estados. O ministro Guido Mantega, durante o anúncio das medidas, disse que a alta carga tributária e os juros altos são “dois malefícios, duas faces da mesma moeda”. E prometeu combate sem trégua a esses problemas.

Ao menos no campo dos juros o retorno já vem sendo sentido. Bancos públicos e privados engajaram-se na cruzada do governo e recuaram o percentual de suas taxas, aliviando tomadores de empréstimos e clientes em geral. Para aumentar o fôlego da iniciativa privada estão sendo pensadas reformas em diversas áreas – da logística de transportes ao investimento no setor de energia, que, recentemente, apresentou casos sucessivos de blecaute por todo o País. O mais importante nessa safra de decisões é verificar que as autoridades estão se movimentando para uma mudança de cenário e a confirmação de que o Brasil, dessa vez, avançará firme na rota do desenvolvimento e da estabilidade. O grande teste de consistência da economia começou.

Vendas de material de construção crescem 1,9%

sexta-feira, dezembro 21st, 2012

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), a previsão de crescimento de 2% para 2012 deverá ser atingida

Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil

Homem trabalha na construção de um muro: segundo Cover, o ano de 2012 não foi bom para a indústria de materiais de construção

São Paulo – Entre janeiro e novembro deste ano, as vendas de material de construção no Brasil apresentaram crescimento de 1,9% em comparação a igual período do ano passado. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), a previsão de crescimento de 2% para 2012 deverá ser atingida.

Em comparação a igual mês de 2011, as vendas internas de material de construção em novembro apresentaram crescimento de 2,4%. Já em comparação a outubro, houve queda de 5%.

“O crescimento visto em novembro mantém a tendência de resultado positivo que foi retomado no mês passado. Isso após a queda observada em setembro, que sucedeu quatro meses consecutivos de resultados positivos”, disse Walter Cover, presidente da entidade, por meio de nota.

Segundo Cover, o ano de 2012 não foi bom para a indústria de materiais de construção, mas a expectativa dele é que 2013 apresente um cenário melhor, por causa dos investimentos em obras de infraestrutura e da intensificação de obras para a Copa do Mundo, entre outros.

Medidas melhoram o humor com papéis de construtoras

terça-feira, dezembro 11th, 2012

Alessandra Bellotto | De São Paulo
Valor Econômico - 11/12/2012

O pacote de estímulo à construção civil anunciado pelo governo federal no último dia 4 não trará grandes mudanças para as companhias em termos de fundamentos, mas abre espaço para ganhos de margem no curto prazo e para a melhora de humor dos investidores em relação às ações do setor, avaliam analistas.

A visão mais positiva para o segmento de construção diante das medidas do governo já teve repercussões na bolsa durante a semana passada, com as empresas do setor liderando as altas. Enquanto o Ibovespa subiu 1,76%, as ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Gafisa, por exemplo, avançaram 15,91%, a maior valorização semanal das companhias do índice. No ranking das 10 maiores altas do Ibovespa na semana passada, cinco foram registradas por incorporadoras (ver gráfico nesta página).

Entre as medidas anunciadas, a que deve trazer o maior benefício para as empresas é a que reduz de 6% para 4% os impostos sob o regime de especial de tributação (RET), calculados sobre a receita bruta. O Barclays, em relatório assinado por Guilherme Vilazante e Daniel Gasparete, destaca que o corte de dois pontos percentuais nos impostos incidentes sobre a receita terá um impacto importante sobre as margens e lucros que serão reportados nos próximos anos.

“Apesar de permanecermos céticos em relação a esses ganhos no longo prazo, a medida vai contribuir para impulsionar as margens exatamente no período em que o setor seria mais prejudicado pelo estouro de custos e enxugamento [nos planos de negócios], especialmente num mercado altamente dependente de indicadores como Preço/Lucro (P/L) e ROE (retorno sobre patrimônio líquido)”, escreveram os analistas. Para eles, “todos esses benefícios terão um impacto significativo sobre os preços das ações e podem aliviar o pessimismo com o setor na bolsa”.

Pelas contas do Barclays, o ganho de margem virá, entre outros fatores, da reversão de provisões para pagamento de imposto (equivalente a cerca de 3% do valor patrimonial), uma vez que as empresas registram no balanço a provisão para pagamento de impostos de acordo com a receita, mas o desembolso só acontece quando os recursos entram no caixa.

Ainda segundo o banco, o pacote terá como efeito um aumento nas margens de cerca de dois pontos percentuais pelos próximos três anos - tempo previsto para que unidades lançadas e vendidas, unidades lançadas e ainda não vendidas e o banco de terrenos sejam reconhecidos na demonstração de resultados. No longo prazo, contudo, o efeito da medida sobre as margens tende a desaparecer, por conta da forte competição no país pela aquisição de terras, continua o Barclays. “Não é uma mudança no jogo, e está muito baixo do estouro de custos, mas definitivamente é uma ajuda.” Para 2013, pelos cálculos do banco, isso pode significar um aumento de 4,5 pontos percentuais no ROE.

Entre outras medidas anunciadas, destaque para mudanças nas contribuições ao INSS, que passam de 20% sobre a folha de pagamento para 2% da receita brutal das empresas. Para o Itaú BBA, são as companhias que atuam no segmento de baixa renda as que mais podem ganhar com essa desoneração, uma vez que a folha de pagamento pesa mais, percentualmente, nos custos.

O governo anunciou ainda aumento no limite do regime de tributação especial que incide sobre projetos de baixa renda, de R$ 85 mil para R$ 100 mil, o que deve favorecer principalmente a Direcional e a MRV, na avaliação do Itaú BBA, já que elas têm uma fração maior de seus projetos dentro desse regime.

Para a equipe de análise do BTG Pactual, de maneira geral, o pacote deve resultar num “ganho teórico de margem de 2 a 3 pontos percentuais, assim como trazer um certo alívio para o fluxo de caixa. A magnitude do impacto das medidas varia de empresa para empresa, já que elas valem para construtoras e prestadoras de serviço. Mas, como as incorporadoras listadas em bolsa têm construtora própria, elas também tendem a ganhar. Para o BTG, a Direcional é a empresa que mais se beneficia do pacote, em termos de fundamentos, por operar de maneira verticalizada, ter 100% dos projetos sob o regime especial de tributação e parte relevante de unidades com valor entre R$ 85 mil e R$ 100 mil.

O Barclays destaca que o pacote é mais um fator positivo para um setor que voltou a chamar a atenção. De acordo com o banco, cinco das nove incorporadoras que acompanha - Gafisa, Cyrela, MRV, Even e Direcional - já se tornaram geradoras de caixa, enquanto a PDG Realty caminha para entrar para o grupo no primeiro semestre de 2013, com aumento nas entregas. Dessas, Cyrela e Gafisa estão à frente no processo de ajuste de contas. Já MRV, Even e Direcional, que não enfrentaram grandes estouros de orçamentos, devem seguir apresentando boas margens e geração de caixa “decente”.

Moody’s rebaixa incorporadora Viver por problema de liquidez

terça-feira, dezembro 4th, 2012

Desempenho operacional não deve melhorar antes de 2014, estima agência

Gustavo Kahil, de Exame.com

São Paulo – A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou a nota de classificação de crédito da incorporadora Viver (VIVR3) ao verificar uma deterioração nos indicadores de crédito e na posição de liquidez. A nota passou de B2 para B1 em escala global e a perspectiva permanece negativa. A empresa tem 300 milhões de reais em debêntures com vencimento em 2016.

“Apesar da empresa ter anunciado um plano de reestruturação, o qual inclui a venda de ativos não estratégicos e capitalização dos acionistas, Moody’s acredita que haja baixa probabilidade de que o desempenho operacional e os indicadores de crédito se recuperem substancialmente antes de 2014”, ressaltam os analistas Cristiane Spercel e Brian Oak.

A Viver apresentou no terceiro trimestre do ano um prejuízo líquido de 185,6 milhões de reais, um forte aumento das perdas na comparação com os 48,7 milhões de reais um ano antes. A receita líquida no período ficou em 15,9 milhões de reais. No ano, as ações da companhia acumulam uma queda de 48%.

12 construtoras que se deram mal no terceiro trimestre

quinta-feira, novembro 29th, 2012

Daniela Barbosa, de Exame.com

Entre queda nos ganhos e aumento dos prejuízos, clique nas fotos e conheça as companhias que patinaram no período, segundo dados da Economatica:

Viver
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ -185,6 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ - 48,7 milhões;
Aumento no prejuízo: 285%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 15,9 milhões.

Tecnisa
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ -56,4 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ 48 milhões;
Queda: 216%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 377 milhões.

Sultepa
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ -18,4 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ -6,9 milhões;
Aumento no prejuízo: 200%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 85,3 milhões.

Cr2
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ -6 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ 8,2 milhões;
Queda: 175%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 30 milhões.

PDG
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ 27 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ 257,4 milhões;
Queda: 89,4%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 1,5 bilhão.

Lix da Cunha
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ 82 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ 802 milhões;
Queda: 89,7%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 3,9 bilhões.

Mendes Júnior
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ 52,6 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ 155,5 milhões;
Queda: 66,4%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 742 milhões.

Lindenberg
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ 1,3 milhão;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ 4 milhões;
Queda: 67,5%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 1,7 bilhão.

MRV
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ 150,6 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ 208,6 milhões;
Queda: 27,8%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 1,1 bilhão.

Rossi
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ 18,7 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ 32,2 milhões;
Queda: 43%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 721 milhões.

Brookfield
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ 31,1 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ 107,6 milhões;
Queda: 71%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 920,7 milhões.

JHSF Participações
Lucro do terceiro trimestre de 2012: R$ 44,6 milhões;
Lucro do terceiro trimestre de 2011: R$ 71,1 milhões;
Queda: 38%;
Receita no terceiro trimestre de 2012: R$ 195,3 milhões.

Prévias de construtoras revelam cenário nebuloso para setor imobiliário

sexta-feira, outubro 26th, 2012

Correio do Brasil
Por Redação, com Reuters - de São Paulo

Os resultados operacionais preliminares já apresentados por construtoras e incorporadoras para o terceiro trimestre traçaram um cenário ainda pouco favorável para o setor imobiliário, com vendas em queda, revisão de projeções e, em alguns casos, a opção por não divulgar os números.

Setor imobiliário sofre com desaceleração generalizada nas vendas

O setor vem sendo penalizado ao longo de 2012 por uma desaceleração generalizada de vendas, em meio a um cenário econômico mais pessimista, cujas medidas de incentivo do governo começam a surtir efeitos apenas agora.

Somado a isso, os lançamentos foram reduzidos para que as empresas priorizassem a venda de estoques de imóveis e a geração de caixa.

- Acreditamos que ainda é cedo para ser otimista sobre o setor – afirmou a equipe do JPMorgan, em relatório recente. “O pior está perto do fim em termos de contração de lançamentos e vendas, pressão de margens e capitalização, mas ainda há pouca visibilidade sobre os lançamentos e margens no próximo ano.”

Embora tenha apurado crescimento de 33,6% nas vendas e de 39,3% nos lançamentos do terceiro trimestre sobre o período anterior, a Cyrela Brazil Realty se viu obrigada a baixar as projeções para o fechado do ano.

A empresa reduziu a meta de vendas em 2012 para entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões, comparado à estimativa anterior de R$ 6,9 bilhões a R$ 8 bilhões, citando um processo de aprovação mais lento para lançamentos, sobretudo em São Paulo.

- Os lançamentos não se recuperaram do fraco segundo trimestre e não foram suficientes para compensar os fracos lançamentos no primeiro semestre – disse o analista Guilherme Rocha, do Credit Suisse, assinalando que haverá alta concentração de lançamentos no quarto trimestre e que alguns projetos não serão aprovados este ano.

A Brookfield Incorporações, que já havia reduzido as projeções para 2012 por atrasos em aprovações de projetos e baixo volume de lançamentos no primeiro semestre, viu as vendas contratadas caírem 46,1% e os lançamentos se contraírem em 32,7% no terceiro trimestre.

No acumulado do ano até setembro, a incorporadora cumpriu 69,2% do ponto médio da estimativa de vendas para 2012, de R$ 3 bilhões a R$ 3,5 bilhões.

Com uma perspectiva menos favorável para cumprir a previsão traçada, a MRV Engenharia tem o desafio de vender R$ 1,7 bilhão nos três últimos meses do ano.

A construtora e incorporadora mineira acumulou vendas de R$ 2,8 bilhões nos nove primeiros meses do ano, 3% menores e equivalentes a pouco mais da metade do ponto médio da projeção de entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões para 2012.

Se considerado apenas o terceiro trimestre, as vendas da MRV somaram R$ 1 bilhão, queda anual de 5%. Os lançamentos também caíram, tanto no trimestre quanto no ano, em 27% e 15%, respectivamente.

- A MRV apresentou números abaixo do esperado de lançamentos e de vendas – afirmou o analista David Lawant, do Itaú BBA. “Embora seja esperada uma retomada dos lançamentos no quarto trimestre… acreditamos que o cumprimento da meta de vendas pode ser desafiador agora.”

Alvo de atenções do mercado para que comece a entregar uma recuperação mais sólida, a Gafisa apurou vendas contratadas 34% menores de julho a setembro ante o terceiro trimestre de 2011.

Os lançamentos, enquanto isso, caíram 57% no trimestre passado e recuaram 50% no ano até setembro, cumprindo 49% do ponto médio da estimativa para 2012, de R$ 2,7 bilhões a R$ 3,3 bilhões lançados.

A companhia, que vem sofrendo efeitos de uma reorganização para reverter problemas com a unidade voltada ao segmento econômico Tenda, citou a “implementação da estratégia de ‘turnaround’ anunciada no fim de 2011, com redução da atuação geográfica da marca Gafisa e interrupção de lançamentos da marca Tenda, com foco em execução e repasse”.

Ausência de números

A líder do setor PDG Realty optou por não divulgar dados preliminares de vendas e lançamentos do terceiro trimestre, que serão conhecidos apenas quando o balanço consolidado for apresentado.

A companhia passou recentemente por uma série de mudanças em sua diretoria, que incluiu a renúncia de executivos aos cargos de diretor financeiro e diretor de investimentos.

As mudanças também ocorreram após a conclusão, no fim de agosto, de uma capitalização de R$ 796 milhões.

A Rossi Residencial, por sua vez, afirmou por meio da assessoria de imprensa que ainda não definiu se os dados operacionais preliminares serão divulgados.

A construtora e incorporadora se encontra em meio a uma estratégia para reorganizar suas operações e há poucas semanas anunciou a revisão de práticas contábeis adotadas nos balanços desde janeiro de 2009 para “aprimoramento de demonstrações financeiras”.

A Rossi concluiu nesta semana as negociações para aumento de capital de cerca de R$ 600 milhões.

Atividade da construção civil cai pela quinta vez seguida

quinta-feira, outubro 25th, 2012

A Sondagem Indústria da Construção, divulgada hoje (25), mostra que o indicador da evolução do nível de atividade situou-se em 49,2 pontos no mês

Kelly Oliveira, da Agência Brasil

Brasília - A atividade da construção civil caiu em setembro, pelo quinto mês consecutivo, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A Sondagem Indústria da Construção, divulgada hoje (25), mostra que o indicador da evolução do nível de atividade situou-se em 49,2 pontos no mês, abaixo da linha divisória dos 50 pontos.

Os indicadores da sondagem variam de zero a 100. Valores acima de 50 pontos são considerados positivos. A queda mais acentuada ocorreu para as pequenas empresas (indicador de 48,7 pontos). A sondagem também mostra que a indústria da construção reduziu o quadro de empregados em setembro. O indicador de evolução do número de empregados ficou em 48,8 pontos no mês.

Os empresários da construção mantiveram-se insatisfeitos com a margem de lucro operacional no terceiro trimestre. O indicador ficou em 46,8 pontos, com melhora de 2 pontos em relação ao trimestre anterior. A situação financeira foi avaliada como satisfatória pelos empresários no terceiro trimestre, com 50,3 pontos, 1,5 ponto acima do segundo trimestre, quando a avaliação era insatisfatória.

O acesso ao crédito continua sendo avaliado como difícil, com 47,1 pontos. Entretanto, entre as grandes empresas a percepção foi de acesso normal com indicador em 50 pontos, contra 43,8 para as pequenas e 44,3 para as médias

MRV precisa vender R$1,7 bi no 4º tri para atingir meta

quinta-feira, outubro 18th, 2012

A empresa encerrou o terceiro trimestre com vendas menores na comparação anual, em meio a um cenário menos favorável para o setor imobiliário

REUTERS

São Paulo - A MRV Engenharia precisará vender 1,7 bilhão de reais nos três últimos meses do ano a fim de cumprir o piso da estimativa traçada para 2012, ou o equivalente a quase 43 por cento do mínimo da meta anual.

A empresa encerrou o terceiro trimestre com vendas menores na comparação anual, em meio a um cenário menos favorável para o setor imobiliário.

As vendas contratadas da construtora e incorporadora mineira somaram 1,027 bilhão de reais entre julho e setembro, queda de 5 por cento sobre um ano antes, mas crescimento de 9 por cento em relação ao período anterior.

O resultado, segundo o vice-presidente financeiro da MRV, Leonardo Corrêa, decorreu da combinação de “economia menos forte que o esperado e reajustes no programa Minha Casa, Minha Vida” –que ainda não haviam acontecido no trimestre passado–, reduzindo o poder de compra do consumidor”.

Com isso, a MRV acumulou vendas de 2,784 bilhões de reais nos nove primeiros meses do ano, 3 por cento menores e equivalentes a pouco mais da metade do ponto médio da projeção da companhia para 2012, de vender entre 4,5 bilhões e 5,5 bilhões de reais

“Com certeza o desafio é muito grande, mas vamos lutar até o final para conseguir (atingir a estimativa)”, disse ele à

“Os reajustes no Minha Casa, Minha Vida devem ajudar no quarto trimestre… as mudanças melhoram o poder do compra e terão impacto positivo nas vendas”, acrescentou.

No início deste mês, foi atualizado o valor dos imóveis e as faixas de renda e reduzida a taxa de juros aos tomadores de crédito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para compra de imóveis enquadrados no segmento econômico. Também foram reduzidos os juros nos financiamentos do Minha Casa, Minha Vida.

A velocidade de vendas –medida pela relação de venda sobre oferta– ficou em 19 por cento no terceiro trimestre, abaixo dos 25 por cento vistos um ano antes, mas estável na relação trimestral.

Já os lançamentos caíram 27 por cento ano a ano, para 1,057 bilhão de reais. Na comparação com o segundo trimestre, houve queda de 1 por cento.

Nos nove meses até setembro, a MRV lançou 2,767 bilhões de reais, queda de 15 por cento.

“Temos estoque adequado para atender a demanda”, afirmou Corrêa. “É a demanda que vai ditar o ritmo dos lançamentos.” O banco de terrenos da empresa somava 21,1 bilhões de reais ao final de setembro.

A MRV informou ainda ter produzido 10.398 unidades no terceiro trimestre, sendo que 6.123 foram concluídas no período.

Cyrela revisa meta de vendas para 2012 para até R$ 7 bi

quinta-feira, outubro 18th, 2012

A estimativa anterior era de que as vendas contratadas ficassem entre 6,9 bilhões e 8 bilhões de reais neste ano
REUTERS

Rio de Janeiro - O adiamento de lançamentos previstos para 2012 fez a construtora e incorporadora Cyrela revisar a sua meta de vendas de 2012 para entre 6 bilhões e 7 bilhões de reais, afirmou a empresa nesta quarta-feira em comunicado ao mercado.

A estimativa anterior era de que as vendas contratadas ficassem entre 6,9 bilhões e 8 bilhões de reais neste ano.

Segundo a companhia, a revisão foi feita em virtude de “uma situação temporária em mercados pontuais”, em especial em São Paulo, o que tem gerado um processo de aprovação de novos lançamentos mais lento ao longo deste ano.

Desta forma, projetos relevantes com lançamento previsto para o segundo semestre de 2012 serão adiados para 2013, o que terá impacto sobre as vendas do ano, disse a empresa, em fato relevante.

No fim de setembro, o vice-presidente financeiro da construtora e incorporadora, José Florêncio Rodrigues, afirmou que os lançamentos estavam atrasados devido à demora na aprovação de projetos junto a cartórios de imóveis. Ele afirmou que uma possível revisão poderia ser considerada .

Vendas no trimestre - A companhia também informou que as vendas contratadas no terceiro trimestre atingiram 1,755 bilhão de reais, alta de 33,6 por cento ante o trimestre imediatamente anterior. No ano até setembro, as vendas somaram 4,290 bilhões de reais, alta de 4,2 por cento na comparação com o resultado um ano antes.

Os lançamentos da empresa somaram 1,518 bilhão de reais no terceiro trimestre, alta de 39,3 por cento ante o trimestre imediatamente anterior. No acumulado do ano, o valor chegou a 3,497 bilhões de reais, queda de 23,4 por cento em relação ao mesmo período um ano antes.

Eztec tem vendas 71% maiores no 3º tri, a R$276 mi

quinta-feira, outubro 11th, 2012

A velocidade de vendas, medida pela relação de venda sobre oferta, ficou em 26,3 por cento no período

São Paulo - A Eztec fechou o terceiro trimestre com vendas contratadas de 275,5 milhões de reais, crescimento de 70,6 por cento ante o mesmo período do ano passado, conforme dados divulgados nesta quarta-feira.

A maior parte das vendas entre julho e setembro foram de lançamentos realizados no próprio trimestre, sendo apenas 50 milhões de reais correspondentes a estoque.

A velocidade de vendas, medida pela relação de venda sobre oferta, ficou em 26,3 por cento no período.

Nos nove meses até setembro, as vendas totalizaram 664,7 milhões de reais, alta de 4,7 por cento ano a ano.

Já os lançamentos no trimestre passado somaram 496,1 milhões de reais, mais de quatro vezes superiores ao volume registrado um ano antes. Nos três meses até setembro, a Eztec lançou cinco empreendimentos em São Paulo, foco de atuação da construtora e incorporadora.

Somado ao resultado do trimestre, a companhia lançou no início deste mês empreendimento com Valor Geral de Vendas de 140,8 milhões de reais.

Com isso, a empresa contabilizou 936,2 milhões de reais lançados no acumulado do ano, equivalentes a 75 por cento do ponto-médio da estimativa para 2012, de 1,2 bilhão a 1,4 bilhão de reais (Por Vivian Pereira)